Mostrar mensagens com a etiqueta Al Gore. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Al Gore. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 19, 2019

Sobre os bifes que os estudantes da Universidade de Coimbra vão deixar de saborear por causa da «Emergência Climática»…

Retirado de um artigo na Revista Forbes (14/06/2011) – (Agenda 21: The U.N.'s Earth Summit Has Its Head In The Clouds) - Agenda 21: A Cimeira da Terra das Nações Unidas (Rio de Janeiro - 1992) está com a cabeça nas nuvens:



Aproximadamente 15 anos depois de muitos "especialistas científicos" terem alertado sobre a chegada de outra Era do Gelo, cerca de 35.000 funcionários governamentais, diplomatas, ativistas de ONGs e jornalistas de 178 países participaram numa Conferência de Meio Ambiente patrocinada pela ONU em 1992 no Rio de Janeiro, Brasil, começaram a negociar acordos internacionais para combater a ameaça climática dos gases de efeito de estufa antropogénicos "perigosos" (causados pelo homem - principalmente o CO2).

Nessa altura, determinaram que "as atividades humanas tinham aumentado substancialmente as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, que esses aumentos avolumaram o efeito estufa natural e que isso resultaria num aquecimento adicional da superfície e atmosfera da Terra e que podia afectar desastrosamente os ecossistemas naturais e da humanidade ".

Maurice Strong, presidente da Cimeira da Terra: "É claro que os estilos de vida atuais e os padrões de consumo da classe média com algum poder de compra... envolvem elevado consumo de carne, consumo de grandes quantidades de alimentos congelados, propriedade de veículos a motor, campos de golfe, pequenos eletrodomésticos, ar condicionado doméstico e nos locais de trabalho, e moradias suburbanas não são sustentáveis ... É necessária uma mudança para estilos de vida menos voltados para padrões de consumo prejudiciais ao meio ambiente".

Dirigindo-se à audiência da Cimeira, Strong também sugeriu uma solução fundamental, segundo a qual: “Podemos chegar ao ponto em que a única maneira de salvar o planeta seja o colapso da civilização industrial."

O plano da Agenda 21 foi elaborado em 1990 por uma ONG chamada "Conselho Internacional de Iniciativas Ambientais Locais" (ICLEI). O seu nome foi alterado em 2003 para "ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade" para enfatizar "local" e diminuir as preocupações sobre a influência "internacional" e as associações com os laços políticos e financeiros da ONU. A Agenda 21 pretende exercer um controlo regulatório maciço sobre praticamente todos os aspectos da produção e consumo de energia.

O ex-senador Timothy Wirth, representando o governo Clinton-Gore, afirmou que a preocupação pública com o aquecimento global poderia ser usada para promover essa causa: "Temos que enfrentar a questão do aquecimento global. Mesmo se a teoria do aquecimento global estiver errada, faremos a coisa certa em termos de política económica e política ambiental."

O ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, reconheceu claramente uma oportunidade na utilização do alarmismo climático: "A ameaça de crise ambiental será a chave do desastre internacional para desbloquear a [edificação] da Nova Ordem Mundial".

A Agenda 21 prevê um esquema global para a saúde, educação, nutrição, agricultura, trabalho, produção e consumo. Uma versão resumida intitulada AGENDA 21: A Estratégia da Cimeira da Terra para Salvar o Nosso Planeta (Earthpress, 1993) exige "... uma profunda reorientação de toda a sociedade humana, diferente de tudo o que o mundo já experimentou --- uma grande mudança nas prioridades de governos e indivíduos e uma redistribuição sem precedentes de recursos humanos e financeiros". O relatório enfatiza que "essa mudança exigirá que as consequências ambientais de toda ação humana sejam integradas na tomada de decisões individuais e colectivas a todos os níveis".

E não se pense por um momento que isto acontecerá sem muito sofrimento. Como Al Gore afirmou no seu livro de 1993, Earth in the Balance [O Planeta em Jogo – O Futuro], o desenvolvimento sustentável trará "uma transformação devastadora" [a wrenching transformation] da sociedade americana.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Aquecimento Global - o IPCC tem tudo de político e nada de científico

O jornal Expresso (9/2/2008) entrevistou João Corte-Real, 65 anos, o mais antigo investigador português do clima e o único professor catedrático em meteorologia do país (Universidade de Évora). O professor afirma que os estudos científicos não permitem ainda concluir que a actividade humana é a principal responsável pelas alterações climáticas. E sublinha que o movimento contra o aquecimento global é politicamente orientado, tanto em Portugal como no resto do mundo.

Embora esta entrevista inclua questões de carácter climático e de carácter ambiental, esta transcrição, parcialmente truncada, abarca apenas a parte climática. Para ver a entrevista na totalidade consulte o site do Expresso.


Corte-Real: "Não estamos à beira de qualquer catástrofe"


Expresso: Estamos à beira de uma catástrofe nas alterações climáticas?

Corte-Real: Acho que não vai haver qualquer catástrofe (...) Falar em catástrofe não é científico, não é humano, é uma forma primitiva de apresentar as questões.


Expresso: Porquê?

Corte-Real: O clima não é uma constante, é por natureza variável, e o planeta Terra já foi sujeito a alterações climáticas no passado, para climas mais quentes e mais frios, e nunca houve um fenómeno catastrófico.


Expresso: Os dados sobre o clima são fiáveis?

Corte-Real: Há resultados de observações que apontam para uma alteração do clima e eu não os vou pôr em causa. O que ainda é discutível é se o homem é o principal responsável por essa mudança, isto é, não há certezas em relação às causas principais do fenómeno.


Expresso: Portanto, aposta mais em medidas adaptativas do que em medidas para contrariar o aquecimento global...

Corte-Real: Em relação ao clima, como este é o apuramento estatístico de um certo período temporal - de 30 anos, no mínimo -, aí não temos ainda previsões. (...) Não temos a certeza se o lançamento para a atmosfera de gases ditos com efeito de estufa é a principal causa das alterações climáticas.


Expresso: Será possível prever um dia o clima?

Corte-Real: Sim, com os desenvolvimentos tecnológicos, quer nas observações quer no cálculo científico, tal como hoje temos previsões do tempo. Agora, os actuais modelos de clima terão de ser muito melhorados em certos aspectos.


Expresso: Em quais?

Corte-Real: Repare que os actuais modelos estão a ser forçados para aquecer e, por consequência, se os processos naturais que podem contrariar o aquecimento estiverem mal representados nos modelos, obviamente que eles vão dar aumentos de temperatura que não se vão observar. É essa uma das razões por que prestigiados cientistas como Richard Lindzen, professor de meteorologia do MIT, não acreditam na corrente de pensamento dominante. Ele argumenta, e com razão, que o papel das nuvens, que é fundamental, está pessimamente representado nos modelos de clima existentes. E, de facto, estes modelos são ainda muito limitados - apesar de terem evoluído de uma forma fantástica - porque os processos ligados ao clima são muito complexos. Não é fácil estar a entender e a modelar estes processos.


Expresso: Ainda não há uma Teoria do Clima?

Corte-Real: Não, e é esse o problema. Enquanto nos limitarmos a utilizar estatisticamente resultados de modelos imperfeitos, as coisas não vão avançar muito. Mas os cientistas que usam métodos estatísticos quer para tratar observações quer para tratar de resultados de modelos não são para descredibilizar. Há muitas incertezas ligadas a esta problemática. Temos de investigar mais, de melhorar mais os modelos e de procurar entender os processos.


Expresso: As conclusões do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU são credíveis?

Corte-Real: O IPCC é formado por um conjunto de pessoas que vão traduzir o trabalho da comunidade científica. São pessoas credíveis, agora não podemos esquecer que o Painel é politicamente orientado, as suas conclusões não são puramente científicas. E são apresentadas em termos probabilísticos, porque o IPCC toma as suas precauções na forma como fala. Mas também reconheço que muitas das pessoas que, em Portugal e fora do país, estão ligadas a esta problemática das alterações climáticas não são cientistas do clima.


Expresso: Então por que estão eles envolvidos no processo?

Corte-Real: Por causa da tal orientação política e porque as novas formas de produção de energia, justificadas pela necessidade de reduzir as emissões, envolvem interesses económico-financeiros, tal como as energias fósseis. Em Portugal há uma dezena de cientistas ligados ao clima que está fora de todo o processo nacional e internacional de preparação de medidas para enfrentar as alterações climáticas. A composição da delegação portuguesa na Cimeira de Bali é um bom exemplo desta realidade.


Expresso: E quanto aos fenómenos naturais?

Corte-Real: Olhe, em 2007/2008 temos um bom exemplo: estamos a viver um fenómeno que começa no hemisfério Sul, o La Niña (o oposto do famoso El Niño), bastante intenso, que provocou anomalias em várias regiões do globo. Quando há um El Niño há um aquecimento global da troposfera. Acredita-se que foi devido ao La Niña que o último Verão foi fresco e chuvoso, por exemplo. O instituto meteorológico do Reino Unido já veio dizer que 2008 vai ser provavelmente o ano mais frio depois de 2000 por causa do La Niña. Isto justifica os fenómenos extremos que se têm registado no mundo, sobretudo na América do Sul. Esses fenómenos são preditíveis, as suas consequências são conhecidas e pode haver, por isso, uma intervenção humana para os mitigar.


Expresso: O clima na Europa está mais quente?

Corte-Real: Um trabalho de investigação feito pelo investigador João Santos, da Universidade de Évora, no âmbito do projecto europeu MICE (Impactos Extremos de Clima na Europa) conclui que sobre a Europa, quer na temperatura mínima quer na máxima, o número de episódios frios (em que as temperaturas mínima e máxima estiveram abaixo da média) diminuiu entre 1961 e 1990, e o número de episódios quentes aumentou. Mas esse aumento não foi uniforme, deu-se sobretudo numa parte da Europa do Norte e no Mediterrâneo Ocidental. Quando se fala em aquecimento global, não quer dizer que ele se dê em todos os lados e em todos os locais. Quer antes dizer que o positivo dominou o negativo na evolução das temperaturas. João Santos verificou também que a grande responsabilidade destas distribuições de temperaturas no período de referência (estamos a falar em dados reais e não em cenários) é devida à Oscilação do Atlântico Norte (NAO). Registaram-se anomalias aquecimentos nuns lados, arrefecimentos nos outros - porque houve uma predominância da fase positiva da NAO em 1961-1990. Isto significa que não nos temos que reportar necessariamente a alterações climáticas.


Expresso: Além do NAO, há outros exemplos?

Corte-Real: Há também a chamada Oscilação Decadal do Pacífico, de baixa frequência, que acontece de 10 em 10 anos, que é referida por um cientista brasileiro que também não acredita nada no aquecimento global, Luís Carlos Molion, da Universidade de Alagoas, em Maceió. Segundo ele, o clima global é muito condicionado por esta oscilação na temperatura das águas do Pacífico (que sobe ou desce). E constata que esta oscilação está a caminhar para a sua fase negativa, o que significa que a partir de 2012-2015 vamos começar a ver as temperaturas na atmosfera a descer. Eu não sei se ele tem razão ou não, mas o que de facto sabemos é que quando determinadas oscilações estatísticas persistem, vão criar anomalias de tempo, de temperatura. Se existirem oscilações de grande período (de baixa frequência), podemos estar a sentir uma subida de temperatura e julgar que é uma tendência, quando na verdade não é.


Expresso: E como pode a ciência explicar estas diferenças?

Corte-Real: A atmosfera tem de obedecer às leis da Física, que obrigam a certos balanços de massa, de energia, de momento angular, etc. A circulação da atmosfera tem de ser feita para satisfazer esses balanços globais. Quando as temperaturas excedem um limiar, a atmosfera desestabiliza-se e criam-se perturbações (as frontais, as frentes) que acabam com a instabilidade. Portanto, podem acontecer ciclones tropicais para redistribui energia e momento angular. E isso pode explicar muita coisa, não é preciso pensar só em alterações climáticas.


Comentário:

Se o IPCC é politicamente orientado e as suas conclusões não são puramente científicas, tal como afirma João Corte-Real, tal significa que não é a ciência que dita os relatórios do IPCC, mas que uma poderosa agenda se esconde por detrás do actual e mediatíssimo «Aquecimento Global».

A atribuição simultânea do Nobel da Paz ao Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) e a Al Gore, produtor do filme «Uma Verdade Inconveniente», sugere uma concertação política muito forte.

Tal deve estar relacionado com os antevistos lucros das empresas ligadas à «Guerra ao Aquecimento Global» de olho nas recomendações de Sir Nicholas Stern, segundo o qual: "se todos os países gastarem 1% do seu Produto Interno Bruto no combate ao «Aquecimento Global» a situação poderá ainda ser «reversível»".

1% dos PIBs em receitas contra moinhos de vento. Imagine-se a inveja das indústrias do armamento e do petróleo...
.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Crendices - o fim do mundo tal como Al Gore o conhece

Texto roubado ao Mitos Climáticos

O articulista Alberto Gonçalves, sociólogo, escreve uma coluna dominical no Diário de Notícias, designada "Dias contados". Escreve um pequeno texto por cada dia da semana. Relativamente à última sexta-feira, dia 21, escreveu o que se segue:


E, discretamente, o aquecimento global, esse Medo do Ano, parou. Se o facto não chegou às manchetes nem por isso deixa de ser um facto: as temperaturas médias de 2007 foram idênticas às de 2006. E as de 2006 às de 2005. E as de 2005 às de 2004. E por aí fora até 2001.

É isto, então: aparentemente, as temperaturas terrestres (por complexas que sejam de estabelecer) não aumentam há seis anos. David Whitehouse, astrofísico e ex-editor científico da BBC (não, não é o "céptico" comum), comenta o assunto em artigo na revista "New Statesman" e procura, em vão, uma explicação.

A explicação "clássica" liga o aumento das temperaturas ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Mas, no período em causa, as emissões de CO2 continuaram a subir (nos dois sentidos) e as temperaturas, repito, não. Na perspectiva científica, é legítimo suspeitar que, afinal, uma coisa não está relacionada com a outra, e que talvez a acção do homem não influencie o clima do modo que se pensava e se obrigava toda a gente a pensar.

O problema é que o conhecimento científico nunca foi exactamente o objectivo desta história. A coisa passou mais por apavorar as massas com visões folclóricas da catástrofe, espatifar fortunas em "investigação" com tese previamente definida, realizar o "Live Earth", dar o Nobel ao sr. Gore, reunir os grandes da Terra (aflitíssimos) nas praias de Bali e aliviar fúrias acerca dos EUA e de Quioto.

Feito, feito, feito, feito. Se calhar, é suficiente. Podemos voltar à gripe das aves? Ou, se quiserem um perigo comprovado e realmente assustador, à crendice dos homens.»

Este texto singelo diz mais do que qualquer análise profunda sobre a evolução das temperaturas. Poderíamos acrescentar que, de facto, desde 1998, o planeta desistiu de aquecer. Pelo menos, por enquanto. O hemisfério Sul é responsável por esta conclusão.


Na BBC:

Um relatório do economista Sir Nicholas Stern sugere que efeito de estufa pode reduzir a economia global em 20%. Mas agindo imediatamente (contra o efeito de estufa) tal custaria apenas 1% de produto interno bruto global, afirma o estudo de 700 páginas. Tony Blair disse que o Estudo de Stern demonstrou que a evidência científica do efeito estufa é “esmagadora” e as suas consequências "desastrosas".


Comentário:

Como prescreve Sir Nicholas Stern, se todos os países gastarem 1% do seu Produto Interno Bruto no combate ao «Aquecimento Global» a situação poderia ainda ser «reversível». Só os Estados Unidos têm um Produto Interno Bruto de 13.000.000.000.000 de dólares (US$13 trillion.). Não é difícil imaginar a saliva a escorrer pelas fauces dos principais accionistas das empresas especializadas em «Arrefecimento Global».

A Guerra aos Gambozinos de ESTUFA

.

sábado, outubro 27, 2007

Prémios Príncipe de Astúrias - Museu do Holocausto foi o mais aplaudido

Expresso Online - 26 de Outubro de 2007

O Prémio das Letras

Amos Oz

O melhor discurso da noite de entrega dos prémios Príncipe de Astúrias pertenceu ao escritor israelita Amos Oz. Com o título de "A mulher da janela", o texto, de apenas uma página e meia, foi lido em hebraico, "o idioma da Bíblia", como frisou Oz, que recebeu o prémio das Letras e foi o único laureado que dispensou a gravata. Um texto de antologia, em que o escritor aproveitou para desafiar a Europa. "Os judeus e os árabes têm algo em comum: ambos sofreram no passado sob a pesada e violenta mão da Europa". Esta realidade histórica "impõe à Europa uma especial responsabilidade na solução do conflito entre árabes e israelitas: em lugar de levantar um dedo acusador para uma ou outra das partes, os europeus deveriam mostrar afecto e compreensão e prestar ajuda a ambos. A Europa não tem que escolher entre ser pró-israelitas ou pró-palestinianos. Deve estar é a favor da paz".


O Prémio Concórdia

(...) No entanto, se houvesse um instrumento capaz de medir o ritmo e a intensidade dos aplausos, teria sido registado um pico máximo aquando da entrega do Prémio Concórdia ao Yad Vashem, o Museu da Memória do Holocausto. A numerosa delegação do museu, que incluía uma dezena de sobreviventes do holocausto, agradeceu colectivamente - e esta foi a segundo infracção ao protocolo -, de mãos dadas e ao alto, a que a assistência respondeu de pé, tributando-lhe uma prolongada e emocionada salva de palmas. Seguiu-se um respeitoso minuto de silêncio, em memória dos mais de seis milhões de judeus vítimas do nazismo.


O Prémio de Cooperação Internacional

Al Gore, o principal laureado da edição deste ano, com o prémio de cooperação internacional, dissertou sobre o tema da verdade. Foi um curto improviso, muito semelhante no conteúdo às suas famosas conferências sobre o aquecimento global. Citou Ghandi: "A força mais poderosa da humanidade é a força da verdade". Referindo-se aos problemas que afectam o planeta e o homem, exortou: "Somos um só povo, vivendo em nações separadas, mas que enfrentamos um futuro comum". Terminou com uma palavra de esperança, lembrando que "a vontade política é um recurso renovável".

(...) Al Gore [...] não deixou de lamentar "os cépticos que, em Espanha, afirmam que as mudanças climáticas se inserem num ciclo natural". O herdeiro da coroa aproveitou a ocasião para intervir, à sua maneira, neste debate, para enfatizar que "a mudança climática é uma das ameaças que os seres humanos devem enfrentar com decisão e urgência".


Comentário:

A Amos Oz, que defende que se "impõe à Europa uma especial responsabilidade na solução do conflito entre árabes e israelitas”, pergunto-lhe se não seria de começar por cortar nos três mil milhões de dólares que Israel recebe actualmente por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.


Ao Yad Vashem, o Museu da Memória do Holocausto, pergunto-lhe se os “mais de seis milhões de judeus vítimas do nazismo” não serão apenass uma desculpa para «The Germans have paid 80 billions deutschmarks in restitution for the persecution of the Jews» [os alemães pagaram 80 biliões de marcos em indemnizações pela perseguição aos Judeus].


A Al Gore, pergunto-lhe se o investimento de 1% de produto interno bruto global (GDP $13.21 trillion in 2006 só nos Estados Unidos) no combate ao «Global Warming», como reclama um relatório do economista Sir Nicholas Stern, não será uma fantástica oportunidade para as sequiosas empresas do «Aquecimento Global»
.

sábado, outubro 13, 2007

Aquecimento Global - a maior negociata do século XXI



By Dr. Timothy Ball & Tom Harris

Imaginem o que seria basear toda a política económica e energética de um país numa teoria incompleta e não provada – uma teoria baseada inteiramente em modelos de computador nos quais uma variável menor é considerada a única determinante de todo o sistema climático global. É isto precisamente que Al Gore, a presidente do comité de ambiente do Senado norte-americano Barbara Boxer, e outros querem que a América faça. Esperam que os americanos concordem com uma fé cega na tese de que emissões humanas de gás carbónico (CO2) estão a causar uma mudança de clima catastrófica. Barbara Boxer, Gore e os seus aliados apelam prontamente à intimidação emocional contra quem quer que ouse questionar este dogma.

As suas declarações – Barbara Boxer: "os americanos têm a vontade para reduzir, parar e inverter o efeito estufa" – são meras exibições de arrogância que expõem a sua falta de compreensão de ciência básica (ou o total desrespeito pela inteligência do público). As políticas que defendem são totalmente injustificadas cientificamente e têm implicações económicas extraordinariamente prejudiciais para o mundo desenvolvido.

A ciência avança através de hipóteses baseadas num conjunto de suposições. Outros cientistas desafiam e testam essas suposições no que o filósofo Karl Popper chamou a prática da ‘falibilidade’. Tentar contestar a hipótese é o que constitui a verdadeira ciência. No entanto, a hipótese de que o acréscimo humano de CO2 conduziria a um aumento significativo do efeito de estufa foi rapidamente aceite sem este normal desafio científico. Como afirmou o Dr. Richard S. Lindzen, Professor de Meteorologia no Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT (MIT’s Department of Earth, Atmospheric and Planetary Sciences), o consenso foi alcançado antes que a investigação tivesse começado. Partidários dessa hipótese começaram a defender o indefensável lançando ataques pessoais e a silenciar oponentes científicos amedrontados.

Contudo, para frustração dos alarmistas, as evidências científicas continuam a desmontar a noção viciada de que as emissões humanas de CO2 são um problema.

Por exemplo, no mês passado o Goddard Institute para Estudos Espaciais da Nasa (GISS), fez alterações significativas aos seus registros de temperatura, minimizando a magnitude das subidas recentes. Estas alterações foram causadas pela descoberta do investigador canadiano Steve McIntyre de erros nas metodologias da NASA, investigador já famoso pela desmistificação do agora infame gráfico de temperatura 'stick de hóquei', que era um pilar fundamental do Relatório da 2001 do Painel Intergovernamental de Mudança de Clima da ONU (IPCC).

O Dr. James Hansen, como Director de GISS, é responsável pelos registros de temperatura da NASA. Um ardente partidário de Gore, Hansen desempenha frequentemente papéis contraditórios em simultâneo - apenas uma semana depois da mudança dos registros da NASA postou uma diatribe num Blog, não pelos canais oficiais da NASA, mas como um cidadão comum. Nela reivindicou que as mudanças de temperatura dos registros eram insignificantes (quando na realidade, são altamente significantes) e comparou os cépticos do aquecimento climático a "bobos da corte" a soldo da indústria. Hanson também representou este jogo fraudulento quando fez uma apresentação sensacionalista da mudança climática ao Congresso Americano como um cidadão comum. Tais pontos de vista são incoerentes com as suas actividades como cientista / executivo da NASA.

Antes da descoberta de McIntyre, a NASA considerava 1998 o ano mais quente da parte continental dos EUA; agora, tal como foi explicado por Paul Driessen no Canada Free Press, é 1934 o ano mais quente, com 1998 em segundo lugar e 1921 em terceiro. Quando a produção humana de CO2 era mínima, nos anos trinta, aconteceram quatro dos 10 anos mais quentes. Agora, a última década inclui apenas três dos dez anos mais quentes. Será que Gore procederá às correcções necessárias no seu «Uma Verdade Inconveniente»?

Uma segunda 'prova' do aquecimento global causado pela emissão humana de CO2, de acordo com o IPCC, era um reivindicado aumento das temperaturas globais em cerca de 1° Fahrenheit (0,55 graus Celsius) em 130 anos. Foi considerado que este facto estava fora de variabilidade natural. Mas a incerteza nas medições andavam à volta de ± 0.3° Fahrenheit (0,16 graus Celsius), significando isto que os valores possíveis poderiam variar até 66% da mudança total. A fonte deste cálculo da temperatura, o Professor Phil Jones da University of East Anglia, recusou revelar quais os registros de temperatura que foram usados e como é que ele os 'ajustou'. Claramente, as conclusões do IPCC devem ser vistas com considerável suspeita até que revelem totalmente a proveniência dos dados de Phil Jones.

Modelos de computador são a base de todas as previsões usada pelos alarmistas. E estes modelos usaram dados de temperatura que são agora reconhecidamente suspeitos ou completamente errados. Será que Gore, Barbara Boxer e o IPCC vão proceder a uma reavaliação do alarme do efeito estufa? A ciência exacta nunca foi timbre oficial desta cruzada.


Na BBC:

Um relatório do economista Sir Nicholas Stern sugere que efeito de estufa pode reduzir a economia global em 20%. Mas agindo imediatamente (contra o efeito de estufa) tal custaria apenas 1% de produto interno bruto global, afirma o estudo de 700 páginas. Tony Blair disse que o Estudo de Stern demonstrou que a evidência científica do efeito estufa é “esmagadora” e as suas consequências "desastrosas".


Comentário:

Se dúvidas houvesse quanto à verdade do «Aquecimento Global», a atribuição simultânea do Nobel da Paz ao Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) e a Al Gore, produtor do filme «An Inconvenient Truth» que o Supremo Tribunal da Grã-Bretanha considerou conter nove erros (mentiras) graves, sugere que existe uma agenda política evidente por trás do «Global Warming» que nada tem a ver com ciência.

Como prescreve Sir Nicholas Stern, se todos os países gastarem 1% do seu Produto Interno Bruto no combate ao «Aquecimento Global» a situação poderia ainda ser «reversível». Só os Estados Unidos têm um Produto Interno Bruto de 13 .000.000.000.000 de dólares (US$13 trillion.). Não é difícil imaginar a saliva a escorrer pela boca dos principais accionistas das empresas especializadas no «Arrefecimento Global».
.