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segunda-feira, julho 10, 2017

Mário Soares (27-03-2004): “será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dos contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «offshores» e dos «paraísos fiscais»?”

Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

Variações sobre o terrorismo

«É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los.»

«(...) Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «offshores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse submundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?»

quinta-feira, setembro 11, 2014

Há males que vêm por bem... e que rendem lucros incomensuráveis aos complexos militar-industriais privados...



Nos últimos 200 anos a América só não esteve em guerra durante 5 anos.

Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 13 anos



A 11 de Setembro de 2001, «19 piratas do ar ao serviço da Al-Qaeda, organização terrorista chefiada por Bin Laden», conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta.

Após uma eternidade e dada a completa inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e fizeram implodir as duas torres gémeas e também conseguir implodir (por obra do espírito santo maometano) o edifício nº 7 do World Trade Center (um edifício de 47 andares e bastante mais largo que as Torres), onde não embateu qualquer avião. Todos os edifícios caíram exactamente na vertical tal como acontece nas implosões controladas. Outro avião sequestrado foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.



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Alguns dados da política americana imediatamente antes destes funestos acontecimentos:


PNAC (Project for the New American Century)


Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título:

"Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.


Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.


O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela poderosíssima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":



"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

Tradução: «Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»


Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".



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Zbigniew Brzezinski (Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA): "...pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [entre a população americana] sobre questões de política externa [desencadear guerras], a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

Tradução: "...pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [entre a população americana] sobre questões de política externa [desencadear guerras], a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."


Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation - a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano - previu numa conferência, com seis meses de antecedência, os atentados de 11 de Setembro de 2001 - "(...) bom, não discutindo agora se era realmente possível (pela Al.Qaeda) fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul (do WTC) e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)".

Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

Tradução: "Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 1,3 biliões (1.300.000.000.000) de dólares anuais, um aumento de cerca de 325% em treze anos. Será caso para dizer - abençoada Al-Qaeda!


Este gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até 2011, em milhares de milhões de dólares, demonstra os lucros pornográficos de que tem beneficiado o complexo militar-industrial norte-americano (desde o 11 de Setembro), e cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


Ironicamente, o Complexo Militar-Industrial Americano, devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro (tal como descrito no PNAC), tem tido ao longo dos últimos 13 anos excelentes motivos para esfregar as mãos de contente.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, até há pouco chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, ou melhor, no anedotário mundial, só encontra paralelo na série televisiva onde a todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelos agentes da C.O.N.T.R.O.L.E., cujo Ás era o inimitável Maxwell Smart. A diferença, é que no embuste do 11 de Setembro morreram de facto cerca de 2000 americanos.



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Os Estados Unidos possuem dezenas de agências secretas de informações: CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.


Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. Não existe atentado neste mundo que não tenha sido levado a cabo pela Al-Qaeda, por um grupo próximo da Al-Qaeda, por um bando com ligações à Al-Qaeda ou por uma associação que simpatiza com a Al-Qaeda. Os contínuos atentados perpetrados por toda esta malta terrorista, que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza visto chacinarem praticamente só cidadãos muçulmanos...

Em suma, os criminosos que estão à frente dos destinos dos Estados Unidos querem-nos fazer crer que duas dúzias de árabes, maltrapilhos, analfabetos e com armas de polichinelo, entraram pela América dentro e infligiram-lhe um golpe que poucas potências mundiais teriam capacidade de executar.

É necessário não esquecer que o complexo militar-industrial norte-americano está todo nas mãos de privados e que sem guerras não podem justificar aos contribuintes americanos os gastos gigantescos que eles são obrigados a pagar na compra de porta-aviões, mísseis de todo o tipo, aviões de caça, bombardeiros, tanques, metralhadoras, balas e toda a panóplia de armamento que eles produzem.




quarta-feira, setembro 11, 2013

Há males que vêm por bem... e que continuam a render os seus frutos...


Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 12 anos



A 11 de Setembro de 2001, 19 piratas do ar, ao serviço da Al-Qaeda chefiada por Bin Laden, conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta. Após uma eternidade e dada a inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e conseguiram fazer implodir as duas torres gémeas e também o edifício nº 7 do World Trade Center. Outro avião foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.


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Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.

Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela celebérrima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


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De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).

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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares anuais, um aumento de cerca de 120% em onze anos. Abençoada Al-Qaeda!

Gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até hoje, em milhares de milhões de dólares, que tem beneficiado enormemente o complexo militar-industrial norte-americano, cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


Ironicamente, o Complexo Militar-Industrial Americano, devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro, tem tido ao longo dos últimos 12 anos excelentes motivos para sorrir.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, até há pouco chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, só encontra paralelo na todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelo agente da C.O.N.T.R.O.L.E., Maxwell Smart.


À esquerda, o presidente George W. Bush em visita às instalações da CIA.
À direita, o famigerado Bin Laden, chefe da organização terrorista Al-Qaeda.



À esquerda, o agente Maxwell Smart e o chefe da C.O.N.T.R.O.L.E.
À direita, o famigerado Siegfried, chefe da organização terrorista K.A.O.S.

E se existe um paralelismo indesmentível entre a atual Al-Qaeda, chefiada pelo recentemente falecido Bin Laden, e a antiga K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried, já a organização onde trabalhava Maxwell Smart, a C.O.N.T.R.O.L.E., hoje está hoje desmultiplicada por inúmeras agências:

CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.

Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. Não existe atentado neste mundo que não tenha sido levado a cabo pela Al-Qaeda, por um grupo próximo da Al-Qaeda, por um bando com ligações à Al-Qaeda ou por uma associação que simpatiza com a Al-Qaeda . Os contínuos atentados perpetrados por toda esta malta terrorista, que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza visto chacinarem praticamente só cidadãos muçulmanos...


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Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los.

[...] Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?

segunda-feira, setembro 10, 2012

Há males que vêm por bem...


Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 11 anos



A 11 de Setembro de 2001, 19 piratas do ar, ao serviço da Al-Qaeda chefiada por Bin Laden, conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta. Após uma eternidade e dada a inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e conseguiram fazer implodir as duas torres gémeas e o edifício nº 7 do World Trade Center. Outro avião foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.


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Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.

Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela celebérrima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


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De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).

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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares anuais, um aumento de cerca de 120% em onze anos. Abençoada Al-Qaeda!

Gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até hoje, em milhares de milhões de dólares, que tem beneficiado enormemente o complexo militar-industrial norte-americano, cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


O Complexo Militar-Industrial Americano, ironicamente devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro, tem tido ao longo dos últimos 11 anos excelentes motivos para sorrir.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, só encontra paralelo na todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelo agente da C.O.N.T.R.O.L.E., Maxwell Smart.


À esquerda, o presidente George W. Bush em visita às instalações da CIA.
À direita, o famigerado Bin Laden, chefe da organização terrorista Al-Qaeda.



À esquerda, o agente Maxwell Smart e o chefe da C.O.N.T.R.O.L.E.
À direita, o famigerado Siegfried, chefe da organização terrorista K.A.O.S.

E se existe um paralelismo indesmentível entre a atual Al-Qaeda, chefiada pelo recentemente falecido Bin Laden, e a antiga K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried, já a organização onde trabalhava Maxwell Smart, a C.O.N.T.R.O.L.E., hoje está hoje desmultiplicada por inúmeras agências:

CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.

Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. A Al-Qaeda reivindicou 163 atentados cometidos no Iraque entre o final de junho e meados de julho de 2012. Só ontem (9/9/2012), cometeram nesse país atentados que causaram mais de 90 mortos e cerca de 400 feridos. Para uma organização terrorista que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza que se mostrem tão assanhados em chacinar tantos cidadãos muçulmanos...


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Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los.

[...] Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?

sábado, setembro 11, 2010

Há males que vêm por bem...

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Faz hoje 9 anos que aconteceram os atentados do 11 de Setembro de 2001


Em Setembro de 2000, poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses").


Paul Wolfowitz, Dick Cheney e Donald Rumsfeld

O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais de 2000.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo estrangular qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de mercado”.

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalizador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-indústrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento anual americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares, um aumento de cerca de 120% em nove anos. Abençoado Bin Laden!

O Complexo Militar-Industrial Americano, graças ao evento catastrófico e catalizador do 11 de Setembro, tem excelentes motivos para sorrir.

O diagrama seguinte é perfeitamente explícito: as empresas da defesa controlam as televisões, rádios, jornais e, portanto, as campanhas políticas. Estas, por sua vez, fazem eleger para presidentes, senadores e congressistas, os homens de mão da indústria da defesa. Estes agentes, por seu turno, votam sucessivos aumentos nos orçamentos da Defesa. E quando perante a opinião pública se torna impossível justificar tais aumentos em tempo de paz, organizam-se imaginativos eventos catastróficos e catalizadores:

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sábado, janeiro 09, 2010

A Al-Qaeda aposta cada vez mais na juventude e na simpatia

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Jornal «The Times», 1 de Janeiro de 2010


Título do «The Times»
A vida dupla do 'dotado e simpático' suspeito terrorista Umar Farouk Abdulmutallab

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O nigeriano Abdulmutallab, de 23 anos de idade, foi acusado de tentar explodir uma bomba a bordo de um avião norte-americano que ia de Amsterdão para Detroit, provavelmente sob influência do seu guru espiritual, Osama Bin Laden.

O miúdo, aparentemente, não se terá apercebido que seria mais fácil estoirar com explosivos uma redacção de um jornal (por exemplo, o The Times, com todos os principais accionistas presentes), do que enfrentar o temível NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial Norte-americano).

Temem os mais fanáticos seguidores do Profeta que, a enveredar por estratégias deste tipo, o terrorismo islâmico não passará de uma brincadeira.

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Um grande plano do terrorista Umar Farouk Abdulmutallab

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terça-feira, novembro 17, 2009

Os Taliban continuam a trabalhar para a CIA?


[Tradução Minha]

Por Henry Makow - 6 de Novembro de 2009

À medida em que o Presidente Obama pondera se vai enviar mais tropas para o Afeganistão, há indícios crescentes de que os Talibã são apoiados pela CIA. Se estas evidências estiverem correctas, a guerra Afegã não passa de uma charada com uma agenda escondida.

Em primeiro lugar, existem muitos relatos de que helicópteros não identificados estão a transportar os Talibãs para os seus alvos, e a retirá-los quando estão encurralados.

"Precisamente quando a polícia e o exército conseguiram cercar os Talibãs numa aldeia do distrito de Qala-e-Zaal, vimos helicópteros aterrarem com equipas de apoio", disse um soldado Afegão. "Conseguiram libertar os seus amigos do nosso cerco, e até infligir uma derrota ao Exército Nacional Afegão".

Esta história, de uma forma ou de outra, repete-se por todo o norte do Afeganistão. Dúzias de pessoas alegam ter visto combatentes Talibãs desembarcar de helicópteros estrangeiros em várias províncias.

"Vi os helicópteros com os meus próprios olhos", afirmou Sayed Rafiq de Baghlan-e-Markazi. "Aterram perto do sopé das montanhas e descarregam dúzias de Talibãs com turbantes, e embrulhados em patus (um cobertor tipo manta)".

"A nossa luta contra os Talibãs é um absurdo", diz o primeiro soldado. "Os nossos 'amigos' estrangeiros são mais amigos da oposição".


Bases aéreas da CIA no Paquistão

Uma vista de uma base aérea da CIA no Paquistão

Em Fevereiro último, houve notícias de bases aéreas da CIA no centro do Paquistão usadas por drones (aviões não tripulados). Se isto é verdade. Os Paquistaneses estão a ser atacados por drones baseados no seu próprio país. Obviamente, os helicópteros talibãs podem vir também destas bases da CIA.

Em Maio, o Presidente Paquistanês Asif Ali Zardari, disse à NBC News que a CIA e o ISI – Serviços de Informações Paquistaneses (financiados pelos EUA) "tinham criado os Talibãs". Zardari disse que a CIA e o ISI ainda hoje apoiam os Talibãs.


VÍDEO



Jornalista: Os EUA pagaram a militantes afegãos para executarem ataques no Iraque.


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A 29 de Outubro de 2009, Hillary Clinton enfureceu as autoridades Paquistanesas ao dizer que achava "difícil de acreditar" que o ISI (Serviços de Informações Paquistaneses) não soubesse onde estavam escondidos os líderes da Al-Qaeda. O papel de Hillary é manter a ficção de que a Al-Qaeda e os Talibãs não são criações da CIA.

Dez dias antes (a 18 de Outubro), quatro cidadãos americanos foram apanhados a fotografar edifícios sensíveis em Islamabad. Todos os quatro estavam vestidos com os trajes tradicionais afegãos e tinham na sua posse armas ilegais e explosivos.

Os seus veículos continham duas espingardas M-16A1, duas pistolas e duas granadas de mão. A polícia prendeu os cidadãos americanos durante uma hora antes do Ministro do Interior interferir e soltá-los sem nenhuma acusação nem ter sido feita nenhuma investigação preliminar.

A CIA pode estar envolvida nos recentes ataques "Talibãs" a instituições Paquistanesas. Quem sabe? Em alguns casos, os "Talibãs" Afegãos podem ser mercenários da CIA.

Em Fevereiro de 2008, os Britânicos foram apanhados a planear um campo de treinos para os Talibãs no sul do Afeganistão supostamente para os fazer "mudar de posição". Em função disso, Karzai expulsou dois altos "diplomatas" Britânicos.


Revelado: plano Britânico para construir um campo de treino para combatentes Talibãs no Afeganistão:

The Independent – 4 de Fevereiro de 2008


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A Agenda Oculta

Todas as guerras são charadas. Isto é verdadeiro para as duas Grandes Guerras Mundiais, para a Guerra Fria, para a Guerra da Coreia, para a Guerra do Vietname, para o 11 de Setembro e a actual Guerra ao Terrorismo. A raça humana está encurralada num holograma (realidade virtual) controlada pelos banqueiros centrais dos Rothschilds.

As guerras são necessárias para nos dividir, confundir e desumanizar. De outro modo, poderíamos reparar na pequena rede de famílias maçónicas, baseadas em Londres, que controlam o crédito do governo. Por isso, o cartel dos bancos centrais utiliza peões como Bush e Obama, e agências de informações como a CIA, a Mossad, o MI-6 Britânico e o ISI Paquistanês para fomentar a guerra. Financiam estas guerras criando dívida reembolsável pelo contribuinte.

Como já disse, o objectivo final é transformar o monopólio que detêm sobre o crédito dos governos num monopólio mundial sobre o poder, saúde e cultura; por outras palavras, para deserdar e escravizar a raça humana. É o chamado governo mundial.

Não sou um especialista em política do subcontinente Asiático. Mas parece que a guerra Afegã deve ser vista num contexto regional mais largo. Zbigniew Brzezinski defendia uma "zona global de violência", que incluía a Ásia Central, a Turquia, o sul da Rússia, e as fronteiras ocidentais da China. Incluía também todo o Médio Oriente, o Golfo Pérsico (Irão), o Afeganistão e o Paquistão.

O plano para desestabilizar esta vasta área foi delineado no livro de Brzezinski, "The Grand Chessboard" (1997) [O Grande Tabuleiro de Xadrês]. De forma ostensiva, o objectivo seria impedir a Rússia de se tornar novamente numa potência imperial. Mas isso não faz sentido. O que é que os países têm em comum? São Muçulmanos.

A guerra Afegã traz alguns "benefícios" imediatos para os banqueiros: guerra perpétua, despesa em armamento, drogas, oleodutos, etc. Mas é parte de uma maior "guerra de civilizações" programada para degradar e destruir o Islão. Uma guerra desejosa de se expandir e durar para sempre.

terça-feira, setembro 15, 2009

Dirigentes políticos e oficiais de topo dos Estados Unidos colocam em causa o Relatório da Comissão do 11 de Setembro


Questões sobre o 11 de Setembro de 2001

[Tradução minha]

Muitos respeitados altos funcionários militares, dos serviços de informações, e do Governo americano expressaram críticas significativas ao Relatório da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro. Alguns alegam mesmo cumplicidade do Governo nos terríveis acontecimentos de 11 de Setembro de 2001. Abaixo encontram-se as declarações mais reveladoras sobre este assunto vital de alguns dos principais altos funcionários com os respectivos links para verificação e investigação adicional.

As vozes colectivas destes respeitados altos funcionários, bem como mais de 100 respeitados professores, mais de 200 pilotos e profissionais da aviação, e centenas de arquitectos e engenheiros dão credibilidade à afirmação de que o Relatório da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro está tragicamente viciado. Estes dedicados indivíduos provenientes do todo o espectro político não são crentes irresponsáveis de uma qualquer teoria da conspiração sobre o 11 de Setembro. A sua preocupação sincera, suportada por décadas ao serviço do seu país, demonstra que a crítica ao Relatório da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro é não apenas razoável e responsável, mas é de facto um dever patriótico.

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Ex-Presidente de Itália - Francesco Cossiga


Francesco Cossiga – Presidente de Itália, 1985-1992. Foi Primeiro-Ministro, Sub-secretário da Defesa e Presidente do Senado Italiano.

Artigo no Corriere della Sera, 30/11/07: O Sr. Cossiga comentando sobre um alegado novo vídeo de Osama bin Laden: "A não autenticidade do vídeo é reforçada pelo facto de Osama bin Laden ter nele 'confessado' que a al-Qaeda foi responsável pelos ataques de 11 de Setembro às Torres Gémeas em Nova Iorque. Contudo, todas as regiões democráticas da América e da Europa, com o centro-esquerda italiano na linha da frente, sabem agora muito bem que o terrível ataque foi planeado e executado pela CIA Americana e pela Mossad… para incriminar falsamente os países árabes e para convencer as potências ocidentais a intervirem no Iraque e no Afeganistão."

Biografia

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Senador Max Cleland


Senador Max Clelandex-membro da Comissão do 11 de Setembro, demitiu-se em Dezembro de 2003. Foi senador pelo estado da Geórgia de 1996 a 2002. Actualmente faz parte do conselho de administração do Export-Import Bank dos Estados Unidos. Foi administrador da U.S. Veterans [organização americana de ajuda a veteranos de guerra] de 1977 a 1981. Foi galardoado com a Estrela de Prata e a Estrela de Bronze pelo exército americano no Vietname.

Artigo no Boston Globe a 13 de Novembro de 2003 - Max Cleland: "Se esta decisão se mantiver [limitar o acesso da Comissão sobre os acontecimentos do 11 de Setembro aos documentos da Casa Branca], eu, como membro da Comissão, não serei capaz de encarar nenhum americano nos olhos, especialmente os membros das famílias das vítimas, e afirmar que a Comissão teve acesso completo à documentação. Esta investigação está agora comprometida."

Max Cleland num artigo no Boston Globe a 21 de Novembro de 2003: Quanto à Comissão do 11 de Setembro: "É um escândalo nacional."

Max Cleland demitiu-se da Comissão do 11 de Setembro em Dezembro de 2003.

Transcrição áudio da sua entrevista a 23 de Março de 2004: "Qualquer dia teremos de saber a história completa porque a questão do 11 de Setembro é demasiado importante para a América. Mas esta Casa Branca quer encobri-la."

Biografia: Biblioteca do Congresso

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Louis Freeh, ex-Director do FBI


Louis Freeh – Director do FBI de 1993 a 2001. Ex-juíz do Tribunal Regional dos Estados Unidos do Distrito Sul de Nova Iorque, nomeado pelo Presidente George H. W. Bush (Bush pai). Ex-vice-procurador dos Estados Unidos em Nova Iorque. Ex-agente do FBI. Ex-oficial do Exército do Estados Unidos.

No Wall Street Journal de 17 de Novembro de 2005: "Até o mais inexperiente investigador saberia imediatamente pelo nome e pela foto da identificação do chefe dos piratas, Mohammed Atta, em 2000, que esta é precisamente a táctica que o FBI empregou muitas vezes para prevenir ataques e prender terroristas. E no entanto a Comissão do 11 de Setembro concluiu inexplicavelmente que tal 'não era historicamente significante'. Esta conclusão espantosa – combinada com o fracasso de investigar Able Danger [um programa secreto militar e de informações criado para desenvolver um plano de campanha contra o terrorismo transnacional "especialmente a al-Qaeda"] e incorporar as suas descobertas – levanta sérios desafios à credibilidade da Comissão e, se os factos se provarem, podem tornar o trabalho da Comissão do 11 de Setembro totalmente irrelevante. Não admira que as famílias das vítimas do 11 de Setembro se sintam ultrajadas por estas revelações e tenham pedido a constituição de uma nova Comissão."

Biografia - FBI Website

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General Albert Stubblebine


General Albert Stubblebine, reformado do exército dos Estados Unidos – Comandante General dos Serviços de Informações do Exército e do Comando de Segurança (INSCOM), 1981 – 1984. Comandou igualmente o Centro de Informações do Exército dos Estados Unidos. Ex-director da Interpretação de Imagem para o Serviço de Informações Científicas e Técnicas. Uma carreira de 32 anos no Exército. Nomeado em 1990 para o Military Intelligence Hall of Fame (por excepcionais serviços para os Serviços de Informações Militares).

Vídeo: "Um dos meus trabalhos no Exército era estar à frente do Serviço de Interpretação de Imagem para o Serviço de Informações Científicas e Técnicas do Exército. Eu media peças do equipamento soviético a partir de fotografias. Era o meu trabalho. Mas olho para o buraco no Pentágono e para o tamanho do avião que é suposto ter embatido no Pentágono. E afirmo, 'O avião não cabe naquele buraco'. Então o que é que atingiu o Pentágono? O que foi? Onde está? O que é que se passa?"

Biografia

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Coronel Robert Bowman


Coronel Robert Bowman, doutorado, reformado da Força Aérea dos Estados Unidos – Director do Desenvolvimento de Programas Espaciais Avançados sob a presidência de Ford e Carter. Piloto de caça da Força Aérea, mais de 100 missões de combate, doutorado em Aeronáutica e Engenharia Nuclear.

Vídeo: "Uma data de peças de informação, tomadas em conjunto, provam que a história oficial... do 11 de Setembro é um monte de palermices... É impossível... Existe um segundo grupo de factos que têm a ver com encobrimento. Tomadas em conjunto estas coisas provam que os altos escalões do nosso Governo não querem que nós saibamos o que se passou. Quem ganhou com o 11 de Setembro? Quem escondeu informação crucial? E quem é que divulgou história falsas a propósito do 11 de Setembro em primeiro lugar? Considero este caso perfeitamente claro e que os autores foram indivíduos colocados nos mais altos cargos desta Administração com Dick Cheney aos comandos. Penso que a coisa mais simpática que podemos dizer de George W. Bush e de todo as pessoas do Governo dos Estados Unidos que estiveram metidos neste encobrimento massivo... é que estavam a par dos ataques iminentes e deixaram-nos acontecer. Mas até isso é alta traição e conspiração para cometer assassínio."

Biografia

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Raymond L. McGovern


Raymond L. McGovern – Ex-presidente do Serviço Nacional de Avaliação de Informação da CIA. Responsável pelos relatórios diários aos Presidentes Ronald Reagan e George H.W. Bush. 27 anos de trabalho na CIA. Ex-Oficial dos Serviços Secretos do Exército.

Vídeo: "Penso simplesmente que houve um encobrimento. O Relatório do 11 de Setembro é uma anedota. A questão é: O que é que está a ser escondido? Uma péssima actuação, uma grande negligência? Agora existe uma enorme quantidade de coisas por responder. E a razão porque não estão respondidas é porque esta Administração não responderá às questões. Este é o ponto-chave para mim; tal como Hitler em 1933 explorou cinicamente o incêndio no edifício do parlamento, o Reichstag, isto foi exactamente o que o nosso Presidente fez ao explorar o 11 de Setembro. A forma cínica como ele jogou com o nosso trauma, usando-o para justificar um ataque, fazer uma guerra de agressão contra um país que ele sabia não ter nada ver com o 11 de Setembro. Isso basta-me. É certamente um crime de que pode ser acusado."

Biografia

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Capitão Russ Wittenberg


Capitão Russ Wittenberg, Força Aérea dos Estados Unidos – Ex-piloto de caça da Força Aérea, mais de 100 missões de combate. Piloto comercial na Pan Am e na United Airlines durante 35 anos. Já tinha pilotado os dois tipos de aviões da United que foram pirateados a 11 de Setembro de 2001.

Artigo: "'A história que o Governo nos contou sobre o 11 de Setembro é um disparate completo'. Russ Wittenberg argumentou convincentemente que não havia absolutamente qualquer possibilidade do avião nº77 'ter descido dois mil metros em dois minutos, fazendo ao mesmo tempo, inclinado, uma volta de 270 graus antes de embater no primeiro andar do Pentágono.'

'Para um tipo simplesmente saltar para o cockpit e pilotar como um ás é impossível,' disse Wittenberg, relembrando que quando ele passou dos Boeings 727 para os altamente sofisticados 737 e 767, levou-lhe um período considerável para se sentir confortável a pilotá-los."

Entrevista Áudio em 16/9/2004: "[O avião nº 77] não podia ter voado às velocidades que eles dizem sem ter entrado em perda de sustentação. O avião não pode ir tão depressa se se começar essa manobras a ângulos tão inclinados. Imaginar que este alegado avião fez estas manobras com um amador a pilotar é simplesmente ridículo."

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De forma a não tornar demasiado longo este post, foram incluídas apenas oito de mais de 50 testemunhas governamentais e militares que colocam em causa a versão oficial do 11 de Setembro. Para a lista completa aceda AQUI.
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domingo, dezembro 14, 2008

Jon Stewart – Os terroristas são um grupo de sacanas, que trabalham em conjunto com idiotas

Jon Stewart, do Daily Show, fala-nos dos atentados de Mumbai, na Índia, e mostra-se perplexo com a absurda estratégia dos terroristas, que parecem ser um grupo de sacanas, que trabalham em conjunto com idiotas de primeira. Em suma, uma lição bem-humorada a todos os ingénuos que engolem de forma acéfala a tese do «terrorismo islâmico».


Jon Stewart - A grande notícia da semana passada foi o que aconteceu em Mumbai, na Índia. Morreram perto de 200 pessoas num ataque terrorista concertado que parece ter sido perpetrado por um grupo radical islâmico. Para mais informações, Oliver junta-se a nós, de Washington. Oliver, obrigado pela tua presença. Oliver este foi um acontecimento terrível e uma terrível tragédia. Já se tem alguma ideia sobre quem fez isto?

Oliver - Neste momento, Jon, há poucos pormenores. Embora ainda não saibamos o nome concreto, há uma coisa bastante clara: é que parece ser um grupo de uns sacanas incríveis, que trabalham em conjunto com idiotas de primeira.

Jon Stewart - É interessante que digas isso, Oliver, porque foi isso mesmo que gritei para a minha televisão quando vi a notícia pela primeira vez..

Oliver - Pronto, aí tens. O teu primeiro instinto estava certo.

Jon Stewart - Estes grupos, Oliver, a Al-Qaeda, os sacanas e os idiotas… O que pretendem?

Oliver - Transformar o mundo inteiro num califado islâmico.

Jon Stewart - Estou a ver. Estou a ver. E a forma de fazerem isso, Oliver, é…

Oliver - É matarem aleatoriamente o máximo de inocentes possível, sem qualquer remorso, compaixão ou consideração pela vida humana.

Jon Stewart - De que forma é que isso os ajuda a alcançar o seu objectivo?

Oliver - Ora aí está, Jon! Exactamente! Salientaste o defeito quase imperceptível da lógica destes malandros poderosos. “Odiamos e matamos tudo aquilo que vocês defendem. Juntem-se a nós!

Jon Stewart - Oliver, isso parece muito estúpido.

Oliver - E é. É estúpido, Jon. Aliás, a estupidez está entre as menos negativas das suas muitas falhas de carácter. Aparentemente acham que não há nenhum problema que não possa ser resolvido senão infligindo um enorme sofrimento sobre civis inocentes.

Jon Stewart - Qual a sua resposta ao que pensam ser o imperialismo dos EUA?

Oliver - Seria destruir um hotel.

Jon Stewart - E à pobreza?

Oliver - Acham que a melhor solução é fazer explodir um estádio de futebol. Mas eles têm um plano para erradicar a epidemia de difteria a nível mundial.

Jon Stewart - E qual seria?

Oliver - Atirar um autocarro contra um circo. Não estou a dizer que faz sentido, Jon. Mas quando se tem uma ideologia corrompida e se persegue uma estratégia corrompida, a única solução é fazer uma jogada parva.

Jon Stewart - Obrigado, Oliver. Uma última pergunta. Quando é que estes sacanas desaparecem?

Oliver - Provavelmente não vão desaparecer, Jon. Sempre houve sacanas. Sempre haverá sacanas. O que não podemos é deixar que controlem a put* da nossa vida.


VÍDEO legendado em português – 3:10m


DS - Mumbai - os terroristas sao idiotas @ Yahoo! Video

domingo, agosto 03, 2008

A Al-Qaeda está a recrutar pessoal

Jon Stewart, do Daily Show, descreve-nos, com humor, como o processo de recrutamento de terroristas está a acontecer:

"Mas, apesar do progresso, a Al-Qaeda está longe de desistir. Documentos recuperados dos esconderijos do grupo terrorista, incluem vários formulários de candidatura para recrutas potenciais com perguntas como:"

- «Qual é o seu nome falso?»

- «Conhece apoiantes dos Mujahedin?»

- «Está disposto a mudar drasticamente de casa?»



Vídeo legendado em português (5:14 m):



DS - Iraque. Ainda esta a acomntecer @ Yahoo! Video

segunda-feira, maio 05, 2008

SIC Notícias – a Al-Qaeda é uma invenção da CIA, criada para permitir o controlo do petróleo do Médio Oriente pelos EUA

SIC: Professor Chossudovsky, o senhor publicou um livro onde diz que o terrorismo islâmico beneficia a agenda de Washington. O que quer dizer com isso?

Chossudovsky: O que eu quero dizer é que esta guerra não foi realizada para lutar contra o terrorismo islâmico. Trouxe a Washington objectivos económicos estratégicos, que são, essencialmente, o controlo das reservas petrolíferas do Médio Oriente e da Ásia Central que perfazem 70% das reservas petrolíferas mundiais actuais.


SIC: No mesmo livro diz que a guerra contra o terrorismo é uma mentira. O que significa isso?

Chossudovsky: A noção de um inimigo externo, que é usada para justificar a guerra contra o terrorismo deve ser entendida com a possibilidade desse "inimigo externo" ser uma criação da CIA. É uma criação da Administração americana, não há qualquer inimigo externo.


sábado, maio 03, 2008

Bush antevê o presente ao predizer o futuro

Jon Stewart, do Daily Show revela-nos, com uma excelente dose de humor, as capacidades proféticas de George W. Bush.


Jon Stewart: Inventei um novo jogo! Pegamos numa previsão feita pelo presidente Bush do que pode acontecer se fracassarmos no Iraque e substituímos por um alerta do que pode acontecer se invadirmos o Iraque. Vamos experimentar - se invadirmos o Iraque…

Bush: Isso incentivaria outros extremistas no Médio Oriente.


Jon Stewart: Se invadirmos o Iraque…

Bush: O Irão iria tentar preencher o vazio deixado no Iraque.


Jon Stewart: Se invadirmos o Iraque…

Bush: Os Talibãs no Afeganistão e a Al-Qaeda no Paquistão aumentariam a sua confiança e a sua ousadia.


Jon Stewart: Extraordinário! Assim até parece que ele consegue ver o presente. Talvez se gritarmos bem alto, ele oiça em 2003.


quinta-feira, abril 03, 2008

Terror no aeroporto

Jornal Expresso - 29/3/2008

Excerto de um texto de Clara Ferreira Alves

Aeroporto

«Antes do 11 de Setembro, o aeroporto de Heathrow era um aeroporto afável e grandioso, generoso no acolhimento, com aquela cortesia que caracterizava os ingleses antes da obsessão da segurança. Agora, somos tratados como gado. Em trânsito de um país exótico para a amedrontada Inglaterra, somos obrigados a despejar frascos e frasquinhos, a remover cintos e fivelas, telemóveis e relógios, pulseiras e computadores, a despejar malas de senhora e carteiras de homem, a descalçar os sapatos e as botas, a despir casacos e cachecóis, até ficarmos reduzidos à ínfima espécie dos inofensivos e ao menor denominador comum dos tíbios. Passados a pente fino por aparelhos que insistem em apitar se tivermos entranhas de aço, as únicas que garantem a passagem indesejável sem um ataque de fúria.

Os funcionários são destemperados e malcriados, embirram com o tamanho da bagagem de cabine, o salto das botas rasas, a lentidão com que se despe o portátil da sua «skin», o saquinho selado com os frasquinhos até 100 ml. «I am going to keep this, darling!», diz a funcionária estendendo a garra para um gel de banho de senhora. A senhora tenta desrolhar a coisa e é manietada como se o líquido fosse nitroglicerina. «Não Discuta Comigo!» Um homem é obrigado a ficar em tronco nu devido a misteriosas dúvidas sobre o seu revestimento mortal, e pedem-lhe que dispa as calças. O homem começa aos berros e recusa-se a ser humilhado em público. Dois gigantes fardados aproximam-se com ar ameaçador.

Devemos à Al-Qaeda e em especial ao senhor Richard Reid, o terrorista que tentou explodir uma bomba escondida no salto do sapato num avião para Miami, a liturgia securitária. O mais curioso é que o senhor Reid, antes da sua tentativa abortada por duas hospedeiras que se atiraram a ele, tinha passeado o passaporte britânico por lugares tão escrupulosos como Israel. Reid andou a passear em Telavive, e noutras cidades, provavelmente planeando a surpresa no sapatinho.

Os ingleses têm boas razões para se sentirem inseguros, vários atentados terroristas foram evitados em Heathrow, mas nem toda a segurança pensada impediu um lunático de se atirar para uma das pistas com uma mochila às costas, há umas semanas. Não se percebe o que fez e por que razão o fez. A mochila não continha explosivos. A segurança voltou a dobrar e redobrar e, no meio do centro comercial em que se tornou cada um dos terminais de Heathrow, passeiam forças especiais armadas até aos dentes, como se estivéssemos na Zona Verde de Bagdade. Um saquinho abandonado num banco é olhado como um engenho nuclear, malas esquecidas são explodidas, e a confiança não reina ali. O aeroporto mais movimentado do mundo, servindo 180 países, tornou-se um pesadelo.»



Comentário:

CNN: «Suspeito visitou Israel durante 10 dias. Os Serviços de Segurança Israelitas, em conjunto com o FBI, estão a investigar o que Reid fez durante a viagem de dez dias a Israel, afirmaram fontes do Governo Israelita.

Reid levantou suspeitas quando viajou de um país não identificado para Israel na companhia aérea nacional, El Al, de acordo com o porta-voz da companhia Nahman Klaiman.
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Numa simpática sapataria no centro de Telavive, Richard Reid compra uns ténis novos, equipados com uma embalagem de plástico explosivo C4:



Na foto, os ténis-bomba que Richard Reid adquiriu por aproximadamente 500 shekeis, um roubo, mesmo por padrões judaicos: