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segunda-feira, novembro 28, 2016

O «Aquecimento Global» possui dimensões morais, terroristas e artísticas, que a Ciência Climática teima em desconhecer…

The Christian Science Monitor – Harry Bruinius, Abril 28, 2015

«Pope Francis and climate change: why Catholic skeptics are so alarmed»


Papa Francisco e as mudanças climáticas: porque estão tão alarmados os cépticos católicos...

Na terça-feira, o Vaticano organizou uma conferência sobre as dimensões morais da mudança climática, e o papa terá preparado uma encíclica importante sobre o meio ambiente.



Nova Iorque (Reuters) - Com o Papa Francisco pronto para fazer um apelo muito forte para enfrentar as aterradoras ameaças das mudanças climáticas este ano, os cépticos católicos conservadores estão revoltados.

O Papa já preparou uma importante encíclica - ou guia moral para os 1,2 mil milhões de católicos - que, no final deste ano, enfatizará o imperativo de abordar o aquecimento global causado pelo homem. E na terça-feira, a Academia Pontifícia das Ciências e outras organizações organizaram uma cimeira no Vaticano chamada "Proteger a Terra, Dignificar a Humanidade: As Dimensões Morais da Mudança Climática e Desenvolvimento Sustentável", considerada uma reunião para ajudar a fortalecer o "Consenso Global" sobre a questão.


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The Washington Post - Juliet Eilperin - Dezembro, 4, 2015

«Making terrorism link, Obama says climate instability can lead to ‘dangerous’ ideology»


Estabelecendo a ligação [entre o Aquecimento Global] e o Terrorismo, Obama afirma que a instabilidade climática pode conduzir a uma ideologia "perigosa".



Obama: "O que sabemos é que - à medida que os seres humanos são colocados sob tensão, então acontecem coisas más", disse o presidente à co-anfitriã Norah O'Donnell, numa conversa gravada na quarta-feira.

"E, você sabe, se olhar para a história do mundo, quando as pessoas estão desesperadas, quando às pessoas começam a faltar alimentos, quando as pessoas - não são capazes de ganhar a vida ou cuidar de suas famílias - é quando surgem ideologias perigosas".


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Agence France-Presse - 14 Abril 2015

«Scientists claim climate change has already made an impact on music — here’s how»


Os cientistas afirmam que as Mudanças Climáticas já causaram um impacto na música – eis como:



Prevê-se que as mudanças climáticas interfiram em quase todas as áreas da vida - onde vivemos, o que comemos e com quem guerreamos.

Agora a música pode ser adicionada à lista.

Esta é a tese invulgar proposta por investigadores britânicos na terça-feira, que afirma que o tempo atmosférico tem, poderosa, mas discretamente, influenciado a trilha sonora das nossas vidas. E os gostos musicais vão provavelmente mudar à medida que o clima se alterar.

Será agradável ouvir a canção dos Beatles "Here Comes The Sun" quando se está a suportar mais uma longa e suada onda de calor?

"Estas premissas são de que certas condições meteorológicas são boas e certas condições climáticas são más, como, por exemplo, o sol é bom - pode mudar", afirmou a investigadora Karen Aplin, da Universidade de Oxford, à AFP, numa reunião da União Europeia de Geociências.

Na Europa, "as pessoas reagem: 'Oh, que bom!' Quando é verão", disse ela. Mas se estiverem 40 graus Celsius todos os Verões durante 10 anos ... isso pode mudar a forma como as pessoas sentem o clima e as emoções que as ligam."

Aplin e outros cinco cientistas pesquisaram mais de 15 mil canções pop, tendo encontrado suporte estatístico para a hipótese de que nossos estados de espírito são fortemente influenciados pelo clima. Estas emoções, por sua vez, expressam-se na música que os artistas compõem e naquilo que o público gosta de ouvir.

A equipa estudou algumas das canções mais populares de língua inglesa, principalmente dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, dos anos 1950 até hoje. Procuraram títulos de músicas, nomes de bandas e letras para referências ao tempo. "Encontrámos cerca de 800", afirmou Aplin...


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Karen L. Aplin (Departamento de Física, Universidade de Oxford) e Paul D. Williams (Departamento de Meteorologia, Universidade de Reading)- Novembro 2011, Vol. 66, No. 11

«Meteorological phenomena in Western classical orchestral music»


[A influência] dos fenómenos meteorológicos na música clássica orquestral do ocidente



As representações do tempo atmosférico são comuns em todas as artes. Por exemplo, tem havido muito debate sobre fenómenos meteorológicos no trabalho de pintores como Monet e Constable (por exemplo Thornes, 1999, Baker e Thornes, 2006).

O tempo também tem tido destaque no ballet: William Forsythe terá passado muito tempo ao ar livre, observando formações de nuvens e mudanças de luz, como inspiração para seu trabalho: «Três Estudos Atmosféricos» (Siegmund, 2005).

Essas influências meteorológicas foram debatidas numa conferência de quatro dias sobre as estações na poesia, música e arte, realizada em Viena no início dos anos 80 (Wiesmann, 1985).

Apesar das claras influências noutras áreas das artes, tem havido muito pouco estudo sobre a inspiração meteorológica na música clássica ocidental. Como os amantes da música sabem, a sugestão de uma tempestade distante de alguns rufos de tímbalo pode ser tão evocativa como as ondas crepusculares retratadas por Constable. A habilidade da música para imitar os sons do tempo e indirectamente implicar estados de espírito mais subtis, talvez abra mais espaço para a expressão dramática do que as artes visuais e a literatura, que inevitavelmente se limitam a interpretações mais literais...

domingo, junho 19, 2016

A judiaria não perdoa! Curiosamente, Elie Wiesel, o sobrevivente judeu mais famoso de Auschwitz (onde passou dez meses), no seu livro autobiográfico «Noite», não refere uma única vez nenhuma das cinco enormes câmaras de gás que supostamente funcionaram em Auschwitz-Birkenau...


A justiça alemã condenou a cinco anos de prisão um ex-guarda do campo de concentração de Auschwitz, considerando-o "cúmplice" na morte de cerca de 170 mil pessoas entre janeiro de 1943 e junho de 1944.

Reinhold Hanning, no julgamento com 94 anos e, 73 anos antes, em Auschwitz com 21 anos

DN - 18/06/2016

Guarda do campo era acusado de responsabilidade em homicídio agravado ainda que sem envolvimento direto em execuções.

A justiça alemã condenou a cinco anos de prisão um ex-SS, que foi guarda no campo de concentração de Auschwitz, considerando-o "cúmplice" na morte de cerca de 170 mil pessoas entre janeiro de 1943 e junho de 1944.

Reinhold Hanning, de 94 anos, prestou serviço no campo desde o início de 1942, sendo o seu processo parte de um grupo de ações iniciadas pela justiça alemã nos últimos cinco anos contra antigos guardas e outros elementos afetados a campos de concentração ou de trabalho forçado durante a Segunda Guerra Mundial.

Estão em curso, no total, 11 inquéritos judiciais, três a outros antigos guardas de Auschwitz, três a guardas do campo de Majdanek e a três elementos da divisão SS Hitlerjugend. Nos restantes dois casos, que abrangem uma antiga telegrafista de Auschwitz, de 92 anos, e um antigo enfermeiro no mesmo campo, hoje com 95 anos, está a ser analisado o estado de saúde de ambos para decidir ou não da continuação dos processos.

Hanning permaneceu em silêncio e imóvel ao longo de todo o julgamento, que decorreu na cidade de Detmold e se iniciou a 11 de fevereiro, a maior parte do tempo de olhos baixos. Numa intervenção em abril pediu perdão às vítimas, dizendo então que tinha "vergonha de ter deixado suceder tantas injustiças, que conhecia perfeitamente, e de nada ter feito para as impedir".

O ex-SS integrou a Juventude Hitleriana antes de combater em França e na Ucrânia, onde foi gravemente ficou ferido e impossibilitado de regressar à frente de combate, sendo então transferido para o serviço do campo. Descrito como um "elemento da engrenagem" pela acusação, Hanning não foi acusado de nenhum crime específico, derivando a responsabilidade que lhe foi imputada da natureza do crime: extermínio em massa ou, na linguagem jurídica, "cumplicidade em homicídio agravado", ainda que sem envolvimento direto. Para a acusação, era claro que o militar "sabia que em Auschwitz eram assassinadas todos os dias pessoas inocentes".

Por seu turno, os advogados das partes civis - judeus que passaram pelo campo - salientaram que, pela primeira vez, a justiça alemã iria punir o papel de um SS nas "diferentes formas" de extermínio: a morte devido às condições de vida dos presos, as câmaras de gás e as execuções sumárias.

Para o presidente do Congresso Judaico Mundial, Ronald S. Lauder, Hanning "teve a sentença merecida" e o seu processo "constituiu um grande passo, ainda que tardio" naquilo que respeita "às mortes em massa sucedida em Auschwitz. A sentença não é, contudo, definitiva. Quer os advogados de Hanning quer a acusação podem recorrer da decisão do tribunal até à próxima sexta-feira.

Até hoje, segundo números oficiais, 106 mil militares alemães foram acusados de crimes de guerra, dos quais 13 mil foram julgados. Destes últimos, cerca de 6500 condenados.


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Ex-telegrafista de Auschwitz de 91 anos é levada à Justiça na Alemanha




Globo - 21/09/2015


Uma ex-telegrafista de Auschwitz, de 91 anos, foi encaminhada à justiça alemã por "cumplicidade" no extermínio de pelo menos 260 mil judeus em 1944, anunciou nesta segunda-feira (21) a procuradoria citada pela agência de notícias alemã DPA.

O tribunal de Kiel (norte do país) não divulgou a identidade da ex-telegrafista, que integrou um corpo feminino destinado a ajudar nos campos de concentração, dizendo apenas que ela foi processada pelo período de abril a julho de 1944. Estes três meses correspondem, nomeadamente, ao extermínio em massa de judeus húngaros, a um ritmo jamais alcançado nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau.

O tribunal de Kiel deverá decidir no próximo ano se levará adiante um julgamento, dependendo da gravidade das acusações, mas também da saúde da acusada, um obstáculo frequente no julgamento de ex-nazistas, indicou o procurador-geral Heinz Döllel.

O caso será analisado pela justiça especializada em crimes cometidos por menores porque ela tinha menos de 21 anos no momento dos crimes.


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O judeu, Prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel

Elie Wiesel é um judeu nascido na Roménia a 30 de Setembro de 1928. Aos 15 anos é deportado para Auschwitz, onde esteve prisioneiro durante dez meses, e depois para Buchenwald. Sobrevivente dos campos de concentração nazis, torna-se cidadão americano em 1963 e obtém uma cátedra de ciências humanas na universidade de Boston.

Em 1980, Elie Wiesel funda o Conselho para o Holocausto americano. Condecorado em França com a Legião de Honra, recebeu a Medalha do Congresso americano, recebeu o título de doutor honoris causa em mais de cem universidades e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1986. O Comité norueguês do Nobel denominou-o "mensageiro para a humanidade."

As suas obras, quase 40 livros, edificadas para resgatar a memória do Holocausto e defender outros grupos vítimas de perseguições receberam igualmente vários prémios literários. Em Outubro de 2006, o Primeiro-ministro israelita Ehud Olmert propôs-lhe o cargo de Presidente do Estado de Israel. Elie Wiesel recusou a oferta explicando que não era mais do que um "escritor". Elie Wiesel preside, nos EUA, desde 1993, à Academia Universal de Culturas.


Elie Wiesel, no seu livro autobiográfico «Noite», onde descreve os dez meses em que esteve prisioneiro no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, não refere uma única vez nenhuma das cinco enormes câmaras de gás que funcionaram em Auschwitz-Birkenau.


E quando os Russos estavam prestes a tomar conta de Auschwitz em Janeiro de 1945, Elie e o seu pai escolheram ir para a Alemanha com os nazis em retirada em vez de serem libertados pelo maior aliado de América. Se tivessem permanecido no campo, teriam podido, dentro de dias, contado ao mundo inteiro tudo sobre o extermínio dos judeus perpetrado pelos nazis em Auschwitz - mas, Elie e o pai escolheram, em vez disso, viajar para oeste com os nazis, a pé, de noite, num Inverno particularmente frio, e consequentemente continuarem a trabalhar para a defesa do Reich.

Excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

- O que é fazemos, pai?
Ele estava perdido nos seus pensamentos. A escolha estava nas nossas mãos. Por uma vez, podíamos ser nós a decidir o nosso destino: ficarmos os dois no hospital, onde podia fazer com que ele desse entrada como doente ou como enfermeiro, graças ao meu médico, ou, então, seguir os outros.
Tinha decidido acompanhar o meu pai para onde quer que fosse.
- E então, o que é que fazemos pai?
Ele calou-se.
- Deixemo-nos ser evacuados juntamente com os outros – disse-lhe eu.
Ele não respondeu. Olhava para o meu pé.
- Achas que consegues andar?
- Sim, acho que sim.
- Espero que não nos arrependamos, Elizer!



A escolha aqui feita em Auschwitz por Elie Wiesel e o seu pai, em Janeiro de 1945, é de extrema importância. Em toda a história do sofrimento judeu às mãos dos nazis, que altura poderia ser mais dramática do que o precioso momento em que um judeu podia escolher entre a libertação pelos Soviéticos ou fugir com os genocidas nazis para a Alemanha, continuando a trabalhar para eles e ajudando-os a preservar o seu regime demoníaco?


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Associated Free Press - 23.04.2009 - O presidente Barack Obama e o prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel, numa cerimónia em Israel, em Abril de 2009, que lembrou os seis milhões de judeus massacrados durante a Segunda Guerra Mundial:

Barack Obama e Elie Wiesel
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quarta-feira, fevereiro 24, 2016

O judeu Elie Wiesel, prisioneiro em Auschwitz, preferiu fugir com os nazis para a Alemanha do que esperar pelos libertadores Soviéticos...


O judeu, Prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel

Elie Wiesel é um judeu nascido na Roménia a 30 de Setembro de 1928. Aos 15 anos é deportado para Auschwitz, onde esteve prisioneiro durante dez meses, e depois para Buchenwald. Sobrevivente dos campos de concentração nazis, torna-se cidadão americano em 1963 e obtém uma cátedra de ciências humanas na universidade de Boston.

Em 1980, Elie Wiesel funda o Conselho para o Holocausto americano. Condecorado em França com a Legião de Honra, recebeu a Medalha do Congresso americano, recebeu o título de doutor honoris causa em mais de cem universidades e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1986. O Comité norueguês do Nobel denominou-o "mensageiro para a humanidade."

As suas obras, quase 40 livros, edificadas para resgatar a memória do Holocausto e defender outros grupos vítimas de perseguições receberam igualmente vários prémios literários. Em Outubro de 2006, o Primeiro-ministro israelita Ehud Olmert propôs-lhe o cargo de Presidente do Estado de Israel. Elie Wiesel recusou a oferta explicando que não era mais do que um "escritor". Elie Wiesel preside, nos EUA, desde 1993, à Academia Universal de Culturas.


Elie Wiesel, no seu livro autobiográfico «Noite», onde descreve os dez meses em que esteve prisioneiro no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, não refere uma única vez nenhuma das cinco enormes câmaras de gás que funcionaram em Auschwitz-Birkenau. Ele diz, realmente, que os Alemães executaram Judeus, mas... com fogo, atirando-os vivos para as chamas incandescentes, perante muitos olhos de deportados.


Excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

«Não muito longe de nós, chamas elevavam-se dum fosso, gigantescas chamas. Eles estavam a queimar algo. Um camião aproximou-se da cova e descarregou a sua carga – crianças pequenas. Bebés! Sim, eu vi – vi-o com os meus próprios olhos... Aquelas crianças nas chamas. (É surpreendente que eu não tivesse conseguido dormir depois daquilo? Dormir era fugir dos meus olhos.)»

«Um pouco mais longe dali estava outra fogueira com chamas gigantescas onde as vítimas sofriam "uma lenta agonia nas chamas". A coluna de Wiesel foi conduzida pelos Alemães a três passos da cova, depois a dois passos. A dois passos da cova foi-nos ordenado para virar à esquerda e ir-mos em direcção aos barracões.»



Pintura de um sobrevivente do Holocausto mostra

crianças a serem queimadas vivas pelos nazis em Auschwitz

E quando os Russos estavam prestes a tomar conta de Auschwitz em Janeiro de 1945, Elie e o seu pai escolheram ir para a Alemanha com os nazis em retirada em vez de serem libertados pelo maior aliado de América. Se tivessem permanecido no campo, teriam podido, dentro de dias, contado ao mundo inteiro tudo sobre o extermínio dos judeus perpetrado pelos nazis em Auschwitz - mas, Elie e o pai escolheram, em vez disso, viajar para oeste com os nazis, a pé, de noite, num Inverno particularmente frio, e consequentemente continuarem a trabalhar para a defesa do Reich.

Outro excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

- O que é fazemos, pai?
Ele estava perdido nos seus pensamentos. A escolha estava nas nossas mãos. Por uma vez, podíamos ser nós a decidir o nosso destino: ficarmos os dois no hospital, onde podia fazer com que ele desse entrada como doente ou como enfermeiro, graças ao meu médico, ou, então, seguir os outros.
Tinha decidido acompanhar o meu pai para onde quer que fosse.
- E então, o que é que fazemos pai?
Ele calou-se.
- Deixemo-nos ser evacuados juntamente com os outros – disse-lhe eu.
Ele não respondeu. Olhava para o meu pé.
- Achas que consegues andar?
- Sim, acho que sim.
- Espero que não nos arrependamos, Elizer!



A escolha aqui feita em Auschwitz por Elie Wiesel e o seu pai, em Janeiro de 1945, é de extrema importância. Em toda a história do sofrimento judeu às mãos dos nazis, que altura poderia ser mais dramática do que o precioso momento em que um judeu podia escolher entre a libertação pelos Soviéticos ou fugir com os genocidas nazis para a Alemanha, continuando a trabalhar para eles e ajudando-os a preservar o seu regime demoníaco?


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Associated Free Press - 23.04.2009 - O presidente Barack Obama e o prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel, numa cerimónia em Israel, em Abril de 2009, que lembrou os seis milhões de judeus massacrados durante a Segunda Guerra Mundial:

Barack Obama e Elie Wiesel
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segunda-feira, abril 18, 2011

Daily Show com Jon Stewart – A apropriação do petróleo Líbio pelos Estados Unidos da América

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Um vídeo a não perder:


Canal de TV - O Pentágono declarou que navios e submarinos das Nações Unidas e da Grã-Bretanha dispararam mais de 110 mísseis Tomahawk sobre Tripoli e Misrata. Atingiram vinte alvos líbios de defesa antiaérea e antimíssil.

Jon Stewart – Estamos em guerra? Outra vez? Não quero ser chato, mas já não temos duas guerras? As guerras não são crianças. Não podemos ignorar a mais nova, porque as duas mais velhas tratam dela...

And goes on, and on...


quinta-feira, outubro 21, 2010

No Daily Show, Jon Stewart mostra-nos uma Wall Street genuinamente revoltada contra os contínuos ataques do contribuinte americano

Anthony Scaramucci, gestor de hedge funds de Wall Street, queixa-se dos ataques de Obama ao mais importante centro comercial e financeiro do mundo:



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Jon Stewart: Acha que o governo o tem agredido? O que consideram agressão em Wall Street é visto pelos americanos como um apoio de um bilião de dólares à vossa indústria. Sabe o que muitos americanos diriam a Obama neste momento?

AGRIDA-ME DESSA MANEIRA!



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Wall Street está-se a preparar para pagar este ano (2010) um recorde de 144 mil milhões de dólares em bónus, prémios e benefícios aos seus executivos, um aumento em relação ao recorde anterior 139 mil milhões de dólares de 2009.
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domingo, maio 03, 2009

Barack Obama prometeu confrontar os negacionistas do Holocausto sem dar conta que estava sentado ao lado de um


Associated Free Press - 23 de Abril de 2009

WASHINGTON (AFP) – Numa cerimónia na quinta-feira que lembrou os seis milhões de judeus massacrados durante a Segunda Guerra Mundial, o presidente Barack Obama reafirmou os fortes laços que unem os Estados Unidos a Israel e prometeu confrontar os negacionistas do Holocausto.

"Existem aqueles que insistem que o Holocausto nunca ocorreu, aqueles que praticam todas as formas de intolerância – racismo, anti-semitismo, homofobia, xenofobia, sexismo e outras", disse Obama durante uma cerimónia no Plenário do Capitólio organizado pelo Museu Memorial dos Estados Unidos.

"Temos uma oportunidade e um dever de confrontar estes flagelos", afirmou Obama.

"Temos a oportunidade ... de nos comprometer-mos em resistir à injustiça, à intolerância e à indiferença sob qualquer forma que assuma, ou confrontando aqueles que dizem mentiras acerca da história ou fazendo tudo ao nosso alcance para impedir e acabar com as atrocidades como aquela que teve lugar no Ruanda, ou aquelas que estão a acontecer no Darfur", disse.

[...]

"A nação de Israel erguendo-se a partir da destruição do Holocausto", foi uma fonte de esperança para todos os que estão empenhados em combater a intolerância, afirmou Obama.

[...]

O Prémio Nobel da Paz Elie Wiesel, que sobreviveu aos campos de concentração nazis em Auschwitz e Buchenwald, utilizou o seu tempo no pódio do Plenário do Capitólio para criticar Ahmadinejad.

O líder iraniano é "o maior negacionista do Holocausto do mundo", disse Wiesel, cuja mãe e irmã morreram em Auschwitz, e o pai em Buchenwald.

"Ele utilizou novamente uma sessão solene das Nações Unidas para insultar o Estado de Israel duma forma que nenhuma pessoa civilizada nunca deveria fazer", afirmou Wiesel, agradecendo aos Estados Unidos por terem boicotado a sessão das Nações Unidas em Genebra.



O presidente Barack Obama e o prémio Nobel da Paz Elie Wiesel


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Se Barack Obama deseja, de facto, confrontar os negacionistas do Holocausto judeu, perdeu uma excelente oportunidade ao não ter colocado algumas questões pertinentes ao seu companheiro de pódio, Elie Wiesel.

Porque o Nobel da Paz Elie Wiesel, paladino da luta contra a intolerância e o anti-semitismo, no seu livro autobiográfico «Noite», onde descreve os dez meses em que esteve prisioneiro em Auschwitz, não refere uma única vez nenhuma das cinco enormes câmaras de gás que funcionaram em Auschwitz-Birkenau. Ele diz, realmente, que os Alemães executaram Judeus, mas... com fogo; atirando-os vivos para as chamas incandescentes, perante muitos olhos de deportados.

Excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

«Não muito longe de nós, chamas elevavam-se dum fosso, gigantescas chamas. Eles estavam a queimar algo. Um camião aproximou-se da cova e descarregou a sua carga – crianças pequenas. Bebés! Sim, eu vi – vi-o com os meus próprios olhos... Aquelas crianças nas chamas. (É surpreendente que eu não tivesse conseguido dormir depois daquilo? Dormir era fugir dos meus olhos.)»

«Um pouco mais longe dali estava outra fogueira com chamas gigantescas onde as vítimas sofriam “uma lenta agonia nas chamas”. A coluna de Wiesel foi conduzida pelos Alemães a "três passos" da cova, depois a "dois passos." "A dois passos da cova foi-nos ordenado para virar à esquerda e ir-mos em direcção aos barracões."»


E quando os Russos estavam prestes a tomar conta de Auschwitz em Janeiro de 1945, Elie e o seu pai "escolheram" ir para ocidente com os Nazis e os SS em retirada em vez de serem "libertados" pelo maior aliado de América. Eles poderiam ter contado ao mundo inteiro tudo sobre Auschwitz dentro de poucos dias - mas, Elie e o pai escolheram, em vez disso, viajar para oeste com os Nazis, a pé, de noite, num Inverno particularmente frio e consequentemente continuarem a trabalhar para a defesa do Reich.

Outro excerto do livro «Noite» de Elie Wiesel:

- O que é fazemos, pai?
Ele estava perdido nos seus pensamentos. A escolha estava nas nossas mãos. Por uma vez, podíamos ser nós a decidir o nosso destino: ficarmos os dois no hospital, onde podia fazer com que ele desse entrada como doente ou como enfermeiro, graças ao meu médico, ou, então, seguir os outros.
Tinha decidido acompanhar o meu pai para onde quer que fosse.
- E então, o que é que fazemos pai?
Ele calou-se.
- Deixemo-nos ser evacuados juntamente com os outros – disse-lhe eu.
Ele não respondeu. Olhava para o meu pé.
- Achas que consegues andar?
- Sim, acho que sim.
- Espero que não nos arrependamos, Elizer!


As escolhas aqui feitas em Auschwitz por Elie Wiesel e o pai, em Janeiro de 1945, são extremamente importantes. Em toda a história do sofrimento judeu às mãos de gentios, que altura poderia ser mais dramática do que o precioso momento em que um judeu podia escolher, por um lado, a libertação pelos Soviéticos com a possibilidade de contar a todo o mundo sobre as malfeitorias Nazis e ajudar à sua derrota - ou então fugir com os assassinos em massa Nazis, continuando a trabalhar para eles e ajudando-os a preservar o seu regime demoníaco?


Não obstante as surpreendentes contradições entre o livro autobiográfico «Noite» e a versão oficial do Holocausto, o Prémio Nobel da Paz, Elie Wiesel, deixa-nos algumas palavras de fraternidade e de esperança:

«Todo o Judeu, algures no seu ser, deve separar uma zona de ódio – saudável, ódio viril – para aquilo que os Alemães personificam e para o que persiste na Alemanha. Fazer o contrário, é trair os mortos.»

(Wikiquote: Original inglês: "Every Jew, somewhere in his being, should set apart a zone of hate - healthy, virile hate - for what the German personifies and for what persists in the German. To do otherwise would be a betrayal of the dead.")
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quarta-feira, abril 29, 2009

Barack Obama repudiou o cristianismo e está a converter-se ao Islão

Jon Stewart, do Daily Show, explica-nos, com humor, como os Media nos EUA dão a entender que Barack Obama é um muçulmano encapotado.


Jon Stewart: Vamos começar a noite com Barack Obama. Como sabem, o Presidente é também o Adorador Supremo do país e, durante a campanha, houve alguma preocupação. Será que ele é muçulmano? Será que é meio muçulmano? Será que é muçulmano convertido ou, será que é muçulmano? Ficámos a saber que Obama é, na verdade, um cristão nacionalista militante negro. Satisfeita, a América elegeu-o presidente, mas, ultimamente têm surgido dúvidas:

Fox News: Deixem-me dizer-vos o que está a acontecer, o Presidente não vai à igreja desde que tomou posse. São quantos domingos? Contaram-nos? Onze domingos, até agora.

Jon Stewart: Ele não vai à igreja há onze domingos. Está perto da dúzia satânica. Isto significa que as orações na bênção interior e exterior dos dois dias da tomada de posse foram só fingimento? Se calhar, deixou de ir à igreja pela Quaresma.

Devia haver uma explicação. Tinha de ser uma coisa inocente e, depois, Obama dirigiu-se ao estrangeiro e foi à Turquia e vi o que só pode ser descrito assim:

Flashes televisivos:

Barack Obama: Os Estados Unidos não estão nem nunca estarão em guerra com o Islão...

Barack Obama: Vamos transmitir o nosso apreço pela fé islâmica...

Barack Obama: Estreitar a divisão entre o mundo muçulmano e o Ocidente...

Barack Obama: Aliás, a nossa parceria com o mundo muçulmano é essencial. Não nos consideramos uma nação cristã...

Jon Stewart: Sim! Estas declarações combinadas e descontextualizadas podem criar a impressão, junto dos predispostos a acreditar nisso, de que o Presidente dos Estados Unidos repudiou o cristianismo e está a converter-se ao Islão. De certeza que ele vai esclarecer tudo quando conhecer o rei saudita.

Vêm-se imagens de Barack Obama a fazer uma vénia ao rei saudita.

Jon Stewart: Nãããããoooooo! Não faça uma vénia. As pessoas vão ficar zangadas.

CNN: O presidente Obama está envolvido numa comoção real. Será que fez uma vénia ao rei da Arábia Saudita?

Fox News: A vénia controversa de Obama... Obama dobra-se até ao nível da cintura.

CNN: Foi inapropriado?

Fox News: Transmitiu a mensagem de que o Islão é superior a qualquer outro ministro ou presidente do mundo. Vejam como se baixa. Fica abaixo do ombro dele.

Jon Stewart: Está a fazer-lhe um br...! O que tem a realeza saudita que faz sobressair o lado bajulador dos nossos presidentes? Todos nos lembramos do presidente Bush a dar a mão a Abdullah em Crawford. Aliás, Jimmy Carter costumava ler histórias para adormecer ao rei Khalid. Eisenhower arranjou as mãos e os pés ao rei Saud. Até Roosevelt costumava levar Abdul Aziz às cavalitas.

O que é estranho é que, antes de haver carros, era assim que cumprimentávamos o rei saudita – com uma pancadinha na cabeça.

And goes on and on...


Vídeo lengendado em português:

segunda-feira, abril 13, 2009

O desmascarar completo do «Salvador» Barack Obama


A Fraude Obama [The Obama Deception] é um filme poderoso que destrói completamente o mito de que Barack Obama está ao serviço do povo americano.

O fenómeno Obama é um embuste cuidadosamente produzido por Wall Street. Sendo promovido como um salvador, o filme mostra para quem trabalha Obama, as mentiras que tem dito e o seu verdadeiro objectivo como presidente da América.

O filme é de 12 de Março de 2009. Acabei de o ver há momentos. A não perder.


A Fraude Obama [The Obama Deception] - 1 hora e 53 minutos:


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sexta-feira, março 27, 2009

Ron Paul, um dos candidatos às últimas presidenciais (2008) dos EUA - E se o povo americano vier a saber a verdade?

Wikipedia: Ronald Ernest Paul - Ron Paul (20 de Agosto de 1935) é médico e político americano, e membro da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos da América. Ron Paul foi candidato à presidência dos Estados Unidos em 2008.

A sua campanha à presidência dos Estados Unidos começou a 12 de Março de 2007, quando se candidatou à nomeação pelo Partido Republicano. A partir de 6 de Julho, Ron Paul arrecadou 2,4 milhões de dólares em dinheiro em contribuições, ultrapassando o candidato John McCain. Todas as contribuições de campanha de Ron Paul vieram de pessoas simples e não de empresas, sendo quase metade (47%) das contribuições abaixo de 200 dólares.

Ron Paul participou em todos os três debates dos candidatos republicanos transmitidos na rede nacional de televisão dos EUA. O seu momento mais proeminente ocorreu no debate do dia 15 de Maio na seguinte discussão com o candidato Rudy Giuliani:

Ron Paul: O Sr. já leu sobre os motivos pelos quais fomos atacados? Atacaram-nos porque estivemos lá. Estivemos lá a bombardear o Iraque durante 10 anos. Estivemos no Oriente Médio [durante anos]. Eu acho que [Ronald] Reagan estava certo. Nós não entendemos a irracionalidade da política do Oriente Médio. Neste preciso momento, estamos a construir uma embaixada no Iraque que é maior que o Vaticano. Estamos lá a construir 14 bases militares permanentes. O que diríamos se a China estivesse a fazer o mesmo no nosso país ou no Golfo do México? Estaríamos protestando. Devemos olhar para o que fazemos sob a perspectiva do que aconteceria se alguém fizesse o mesmo connosco.

Moderador: O Sr. está a sugerir que instigámos os ataques de 11 de Setembro?

Ron Paul: Estou a sugerir que devemos ouvir as pessoas que nos atacaram e as razões que as motivaram, e eles agora estão felizes por lá estarmos, pois Osama bin Laden disse, "Estou contente por vocês estarem nas nossas areias porque podemos atingi-los muito mais facilmente." Eles, desde então, já mataram 3.400 de nossos homens, e eu acho que isso foi desnecessário.

Rudy Giuliani: Essa é uma afirmação extraordinária. Essa é uma afirmação extraordinária para alguém que sobreviveu ao ataque de 11 de Setembro, que nós instigámos o ataque porque atacámos o Iraque. Eu acho que nunca ouvi essa explicação e já ouvi explicações bem absurdas para o 11 de Setembro. E eu pediria ao congressista que retirasse o seu comentário e se retratasse.

Ron Paul: Acredito muito sinceramente que a CIA está certa quando ensinam e falam sobre blowback. Quando fomos ao Irão em 1953 e instaurámos o regime do Xá, nessa altura, houve blowback. A reacção foi a tomada de reféns, e isso persiste. E se nós ignorarmos isso, fazemo-lo sob nosso próprio risco. Se acharmos que podemos fazer o que quisermos pelo mundo sem incitar o ódio, então temos um problema. Eles não vêm atacar-nos aqui só porque somos ricos e livres, eles vêm-nos atacar porque estivemos lá.


Ron apoia uma política externa não-intervencionista para os EUA e defende o retorno imediato das tropas americanas que se encontram no Iraque. Em julho de 2007, a sua campanha recebeu mais doações do pessoal das forças armadas do que as de todos os outros candidatos.

A campanha de Ron Paul recebeu grande parte de seu apoio pela Internet. Ron continua com altos índices de tráfego e buscas em sites como Technorati, Youtube, Facebook, MySpace, Eventful, de visitas ao site oficial de sua campanha e em pesquisas de opinião realizadas por redes de notícias.


No dia 12 de Fevereiro de 2009, Ron Paul fez um discurso na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, ao qual quase nenhum jornal ou televisão deu qualquer relevo.

Algumas das frases mais relevantes do discurso de Ron Paul:

«E se a nossa política externa dos últimos séculos foi profundamente viciada e não serviu a nossa segurança nacional

«E se o povo americano acordasse e compreendesse que as razões oficiais para ir para a guerra são quase sempre baseadas em mentiras e promovidas pela propaganda de guerra de forma a servir interesses obscuros

«E se o povo americano vier a saber a verdade: que a nossa política externa não tem nada a ver com a segurança nacional e que nunca muda de uma administração para outra


Vídeo traduzido e legendado por mim em português (3:29m):



Ron Paulo - What if the people @ Yahoo! Video

terça-feira, março 24, 2009

Um imbecil de nome Nicolau

Presidente Thomas Jefferson:
"Se o povo Americano alguma vez permitir que os bancos controlem a emissão do seu dinheiro, primeiro por inflação e depois por deflação, os bancos e as corporações que nascerem à sua volta, privarão o povo da sua propriedade até que os seus filhos acordem sem tecto no continente que os seus pais conquistaram."


********************



O novo mundo que aí vem

Segue-se um diálogo imaginário entre mim e um excerto de um artigo de Nicolau Santos no Expresso de 21/03/2009:


Nicolau: «O mundo de abundância e prosperidade em que vivemos desde a II Guerra Mundial está a ruir fragorosamente. Há, contudo, quem pense que, passada a tempestade, tudo voltará ao mesmo. Pois a má notícia é que não voltará. A boa é que, mesmo sendo um mundo mais pobre, aquele que aí vem, pode ser um mundo melhor. Explico-me

Diogo: Vamos, portanto e doravante, segundo o jornalista Nicolau Santos, começar a viver pior que no passado. Nunca na história tal aconteceu. Mas atentemos nos seus argumentos:


Nicolau: «O que se está a passar é o empobrecimento das sociedades ocidentais. Os nossos padrões de consumo serão inferiores àqueles que temos praticado até agora. Haverá menos emprego nos sectores da agricultura, indústria e serviços. E será insustentável que se mantenham e agravem as fortíssimas desigualdades sociais que se criaram desde os anos 80.»

Diogo: Porquê o empobrecimento anunciado? Que calamidade terá sobrevindo? O emprego vai diminuir e eventualmente acabar? E isso é mau?

Nunca, como hoje, a tecnologia esteve tão desenvolvida, e nunca, como hoje, a evolução da tecnologia foi tão rápida. A evolução tecnológica é exponencial. Não sei em que ponto nos encontramos, hoje, de uma curva que tende para mais infinito, mas é sabido que houve mais evolução tecnológica nos últimos 100 anos dos que nos mil anos anteriores. E haverá, seguramente, mais evolução tecnológica nos próximos vinte anos do que nos últimos 100.

A tecnologia é o conjunto de máquinas, ferramentas, técnicas, conhecimentos, métodos e processos utilizados na resolução de um trabalho. A evolução deste conjunto permite-nos produzir cada vez mais bens e serviços com cada vez menos esforço humano directo.

De forma simplista, na agricultura - cem homens munidos de uma enxada substituíram mil homens que plantavam sementes à mão. Dez homens com arados de tracção animal substituíram cem cavadores de enxada. Um homem com um tractor agrícola substituiu dez homens com arados. A diminuição do trabalho humano na agricultura, aconteceu, e será cada vez mais visível em todos os campos da economia, desde produção industrial aos serviços. Não será isto uma excelente notícia?


O problema é que o Nicolau continua a raciocinar tal como lhe ensinaram na escola: a economia implica forçosamente «Emprego». Não lhe passa pelo córtex cerebral que o emprego esteja em vias de desaparecimento, substituído progressivamente pela tecnologia. Não percebe que a evolução tecnológica está a substituir o homem na produção. É incapaz de imaginar uma economia sem emprego e parece desconhecer que o emprego surgiu paulatinamente apenas nos últimos 250 anos. Não concebe um mundo onde o homem possa trabalhar cada vez menos e usufruir cada vez mais. Nicolau assemelha-se a um míope, para quem, tudo o que esteja para lá dos apontamentos de economia que fotocopiou na faculdade, se mostra nebuloso e confuso.


Nicolau: «É bom que ninguém se esqueça que o que começou por ser uma crise imobiliária, passou para uma crise financeira, tornou-se uma crise da economia real, está já a transformar-se numa enorme crise social e vai descambar inevitavelmente em crises políticas, cujos desfechos são completas incógnitas.»

Diogo: O cândido Nicolau não entende que toda esta «crise» é deliberada e planeada com antecedência. O chamado «lixo tóxico», resultado da venda de imóveis sem qualquer garantia (só possível numa banca a funcionar em cartel), serviu para justificar o suposto «crash» de alguns bancos (que mais não são que balcões desse cartel a transferir activos de uns para outros), o que, por sua vez, serviu para desencadear a badalada «crise financeira» global.


Nicolau: «Por isso, não podemos cair nos vários erros que nos conduziram até aqui. Não podemos pedir às pessoas que se endividem para aumentar o consumo - foi precisamente o excesso de endividamento das pessoas, das famílias, das empresas, dos bancos, dos Estados que nos conduziu ao beco em que nos encontramos. Não podemos pedir aos bancos que emprestem dinheiro a tudo e a todos para manter as economias a funcionar - porque a probabilidade de grande parte desse dinheiro não ser recuperado é agora muito maior. Não podemos pedir às empresas que invistam para aumentar a produção - quando os mercados não conseguem absorver a produção existente. Não podemos pedir às autarquias que façam obras desnecessárias porque é preciso que o dinheiro chegue à economia - sob pena de agravarmos o seu desequilíbrio financeiro. Não podemos pedir aos Governos que deitem dinheiro para cima de todos os problemas - porque estamos a agravar os défices excessivos e os desequilíbrios comerciais fortíssimos e a passar uma factura pesadíssima para os nossos filhos.»

Diogo: Não há dinheiro para emprestar? O escriba do Expresso parece não saber que o sistema de reservas fraccionárias possibilita que mais de 90% do dinheiro que os bancos emprestam com juros é criado a partir do nada. Nicolau não compreende que os bancos criam o dinheiro que emprestam, não dos ganhos do próprio banco, não do dinheiro depositado, mas directamente das promessas de pagamento das pessoas que pedem emprestado. Nicolau, embora tendo conhecimento dos actuais lucros da banca (conseguidos em plena «crise»), mostra-se incapaz de os interpretar.

Por outro lado, Nicolau desconhece o mecanismo que leva os bancos a criarem deliberadamente depressões económicas, restringindo o crédito e portanto o dinheiro em circulação e, no processo, auferirem lucros fabulosos.

[Excerto de Sheldon Emry] - Numa economia é necessária uma adequada disponibilidade de moeda (moeda em poder do público mais depósitos à ordem no sistema bancário). O dinheiro é o sangue da economia, o meio pelo qual são feitas todas as transacções comerciais excepto a simples troca directa. Remova-se o dinheiro ou reduza-se a disponibilidade de moeda abaixo do que é necessário para levar a cabo os níveis correntes de comércio, e os resultados são catastróficos.

No princípio dos anos 30 do século passado, os banqueiros, a única fonte de dinheiro novo e crédito, recusaram deliberadamente empréstimos às indústrias, às lojas e às propriedades rurais dos EUA. Contudo, foram exigidos os pagamentos dos empréstimos existentes, e o dinheiro desapareceu rapidamente de circulação. As mercadorias estavam disponíveis para serem transaccionadas, os empregos à espera para serem criados, mas a falta de dinheiro paralisou a nação.

Com este simples estratagema a América foi colocada em "depressão" e os banqueiros apropriaram-se de centenas e centenas de propriedades rurais, casas e propriedades comerciais. Foi dito às pessoas, "os tempos estão difíceis" e "o dinheiro é pouco". Não compreendendo o sistema, as pessoas foram cruelmente roubadas dos seus ganhos, das suas poupanças e das suas propriedades.

Bancos agravam restrições ao crédito à chegada da crise

RTP - 6 de Fevereiro de 2009

[...] O sector da banca voltou a acentuar, no último trimestre do ano passado, as restrições para a concessão de empréstimos. [...] O aperto das restrições à concessão de empréstimos é explicado com o argumento de que a crise financeira agravou os custos de financiamento dos próprios bancos, a somar ao aumento da percepção de risco e à consequente degradação dos balanços.

O primeiro reflexo prático da estratégia das instituições bancárias é a subida do ónus dos empréstimos para famílias e entidades empresariais, em resultado do aumento dos spreads (margens de lucro dos bancos). Ao mesmo tempo, as verbas a emprestar encolhem, assim como os prazos dos créditos.


Nicolau: «O que precisamos é de algo que não se compra mas que tem um valor incalculável: bom senso. O bom senso que se espera dos que ganham mais é que reduzam os seus salários para evitar despedimentos. O bom senso que se espera dos gestores é que abdiquem de bónus que, na fase que atravessamos, são ofensivos. O bom senso que se espera dos banqueiros é que não apresentem lucros pornográficos nem tenham remunerações indecorosas. O bom senso que se espera dos trabalhadores é que não agravem o problema das empresas com reivindicações irrealistas.»

Excerto de Viviane Forrester: Dizem sempre que temos de nos adaptar. Digo que não há razão para se adaptar ao insuportável. Falam do desemprego como se fosse algo natural e inevitável. Na verdade, se se escutar boa parte dos discursos sobre a situação mundial tem-se a impressão de que estamos a sair de uma catástrofe mundial, de que estamos numa situação trágica à qual temos de nos adaptar. Mas onde está a catástrofe?

Reivindicações irrealistas? O que é a economia? A organização, a distribuição da produção em função das populações, do seu bem-estar? Ou a utilização ou a marginalização das populações em função de flutuações financeiras anárquicas, sem ligação com as pessoas, mas exclusivamente ligadas ao lucro, e em detrimento delas? Estaremos numa verdadeira economia ou, pelo contrário, na sua negação?

Não faz sentido mandar desempregados procurar emprego num mundo onde o trabalho já não existe e, mais do que isso, já não interessa.

Está na hora de a sociedade pensar noutra forma de viver, uma forma que não dependa de emprego. Os homens e o seu trabalho são hoje absolutamente desnecessários à economia. Não é mais o trabalho que gera o lucro, é a economia virtual (as aplicações, os papéis, um mundo globalizado que ignora o trabalhador). Os empregos não existem, tampouco passarão a existir no futuro.



Nicolau: «É por tudo isto que é um bálsamo para a alma a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de taxar a 90% os bónus dos administradores de empresas que recorreram a empréstimos do Estado. Se os próprios administradores não tiveram o bom senso de recusar esses bónus (o que diz muito da estupidez da natureza humana), que haja, da parte do poder político, decisões que moralizem a sociedade. Esperemos que o exemplo se espalhe e frutifique. Porque a alternativa é um mundo a caminho de convulsões sociais cada vez mais violentas.»


Obama aceitou dinheiro da AIG para a campanha eleitoral


AOL News - 19 de Março de 2009

No seguimento de toda a indignação vinda da Casa Branca sobre os bónus pagos aos executivos do grupo de Seguros AIG, a Casa Branca poder-se-á sentir algo embaraçada em admitir que como senador, o presidente Obama recebeu muito dinheiro da AIG sob a forma de contribuições para a campanha eleitoral. Segundo o OpenSecrets.org [uma organização que monitoriza os dinheiros recebidos pelos candidatos nas campanhas eleitorais], o senador Obama foi o segundo maior receptor de dinheiro da AIG, no valor de 101,332 dólares. Obama só foi ultrapassado pelo senador democrata pelo Connecticut, Chris Dodd, que, soube-se, é responsável pelo expediente que permitiu que os bónus fossem pagos aos executivos da AIG.
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sexta-feira, março 20, 2009

Jon Stewart - a guerra do Iraque vai acabar. A afirmação é de Obama, que emprega textualmente as mesmas palavras que Bush utilizou uns anos antes

Jon Stewart, do Daily Show, fala-nos, com humor cáustico, do plano de retirada de Barack Obama do Iraque, plano curiosamente retirado a papel químico do plano de retirada de George Bush:


Jon Stewart: Já não falamos do Iraque há algum tempo. Todavia, isso mudou a semana passada quando o presidente Obama falou aos Marines.

Barack Obama: Vou ser tão directo quanto possível. Dia 31 de Agosto de 2010, a nossa missão de combate no Iraque terminará.

Jon Stewart (exultante): A guerra acabou… Acabou… A guerra acabou!

Barack Obama: Vamos manter uma força de transição com três funções. Esta força terá de 35 a 50 mil tropas americanas.

Jon Stewart: F***-se! É isso mesmo. Ao que parece, toda a gente vem para casa, excepto várias dezenas de milhares de soldados. Mas o combate vai acabar, não é?

Barack Obama: A nossa missão vai mudar de combate para apoio ao governo do Iraque e às suas forças de segurança. Treinar, equipar e aconselhar as forças de segurança do Iraque. Levar a cabo missões de contra-terrorismo.

Jon Stewart: Isso é incrível. É bem diferente da missão antiga.

George Bush (alguns anos antes): À medida que tem lugar esta transição na nossa missão, as nossas tropas terão tarefas mais limitadas, incluindo operações de contra-terrorismo e treinar, equipar e apoiar as forças iraquianas.

Jon Stewart: É tão parecido! Tem de haver uma diferença entre estes dois homens. Parece que a única diferença entre as tropas de combate que estão lá agora e as tropas de combate que lá estarão daqui a um ano é estarmos a chamar-lhes outra coisa, mas não pode ser verdade.

Robert Gates (ministro da defesa): As unidades que lá ficarão serão caracterizadas de forma diferente. Não serão chamadas brigadas de combate. Serão chamadas "brigadas de aconselhamento e apoio."

Jon Stewart: Não é para nos dizerem isso! “Brigadas de aconselhamento e apoio.” Por momentos, achei que ainda iam correr perigo. Vão só ser um pelotão de cromos no Iraque. Digam-me objectivamente, sem rodeios, quando vamos sair do Iraque?

Barack Obama: Pretendo retirar todas as tropas americanas do Iraque até ao fim de 2011.

Jon Stewart: Tem a certeza disso? Não vai lá deixar a brigada de limpeza e desinfecção? 30 mil soldados do pelotão de instalação da televisão por cabo? Talvez vá reclassificar as tropas como árvores para nunca terem de sair?


Vídeo legendado em português:


@ Yahoo! Video

terça-feira, março 03, 2009

Jon Stewart - o apoio de Barack Obama aos bancos no valor de um bilião de dólares

Jon Stewart, do Daily Show, pergunta-se, com excelente humor, se será boa idéia salvar os bancos com um bilião de dólares (que, entretanto, já subiu para dois biliões e meio):


Durante a conferência de imprensa de segunda-feira à noite, o presidente Barack Obama delineou o seu plano de estímulo económico. Mas evitou entrar em pormenores sobre a segunda metade do plano de recuperação, o apoio aos bancos. Deixou isso para o seu secretário do tesouro, Tim Geithner:

Tim Geithner: Este fundo destinar-se-á aos empréstimos a bens que estão a sobrecarregar muitas instituições financeiras, fornecendo o financiamento que os mercados privados não podem agora garantir. Acreditamos que este programa deverá disponibilizar até um bilião de dólares [$1 trillion] de capacidade de financiamento...

Jon Stewart: Um bilião de dólares! Olhem, não sou economista e não trabalho em Wall Street, por isso acredito que as pessoas que nos meteram neste sarilho, ao menos, reconheçam o esforço do governo.

Canal de Televisão: Wall Street não gostou do anúncio de ontem...

CNN: Wall Street rejeitou o plano...

Fox News: Wall Street não mostrou agrado. Acha má idéia…

CNN Live: Wall Street detestou o que ouviu hoje...

Jon Stewart: Deixem-me ver se percebi. Wall Street não gosta dos pormenores dos apoios de um bilião de dólares para Wall Street? Não gostam da forma como um bilião de dólares vos será distribuído? Um bilião que vos vamos dar para substituir o bilião de dólares que perderam?

Deixem-me explicar rapidamente a relação entre quem salva e quem é salvo. Vocês, meus amigos, vocês estão a afogar-se, portanto sugiro que não se queixem se não forem à janela do barco de salvamento. Isto, porque já agora, o que é que estão a fazer na água? Vocês não são vítimas inocentes... Vocês são como um palerma que acha graça andar de parapente durante um furacão. E sabem qual é o mal dos tipos assim? Nunca têm seguro!


Vídeo legendado em português:


DS @ Yahoo! Video

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Barack Obama o «pacifista»

Barack Obama – O candidato da Paz



Atentados em Mumbai (26/11/2008)
Imediatamente após as eleições nos EUA (04/11/2008)




Barack Obama - A mensagem de Esperança

sexta-feira, julho 18, 2008

McCain, Hillay e Barack Obama foram prestar tributo ao lóbi israelita

Jon Stewart, do Daily Show, mostra-nos, com a sua habitual ironia, a ida dos três candidatos à presidência norte-americana à AIPAC (American Israeli Political Activity Committee), a principal representação dos interesses judaicos em Washington. Em suma, John McCain, Hillay Clinton e Barack Obama foram prestar tributo ao lóbi israelita:

Jon Stewart: O virtual candidato republicano John McCain, o virtual nomeado democrata Barack Obama e a PresidenteVirtual Hillay Clinton, foram à conferência da Comissão Israelo-Americana (AIPAC). A AIPAC é o principal grupo de pressão pró-Israel e para um candidato a Presidente é importante fazer uma visitinha e ligar-lhe de vez em quando. Obviamente estes três candidatos são vistos de forma muito diferente pela comunidade judaica. Mccain é visto como um guerreiro no qual se pode confiar. A Senadora Clinton é vista como uma figura política histórica. E Obama, não têm bem a certeza. O gajo é preto? Ou é árabe? Ou é o quê? Não sabem, não fazem ideia.

Barack Obama: Há muito que compreendo o desejo que Israel tem de paz e a necessidade que tem de segurança. Mas isso tornou-se óbvio durante as viagens de que o Lee falou há dois anos quando fui a Israel.

Jon Stewart: Ah, uma visita em pessoa? Um ponto para ele na coluna gimmel. Senadora Clinton?

Hillay Clinton: Desde a minha primeira visita a Israel em 1982, até à mais recente, vi em primeira-mão o que Israel conseguiu.

Jon Stewart (a imitar Hillary): ele (Barack) só lá esteve uma vez! Eu vou lá tanta vez que até tenho cartão de passageira frequente. O McCain vai ver-se à rasca para fazer melhor.

John McCain: Estive recentemente em Jerusalém com o senador Lieberman…

Jon Stewart: Ganhou senador. Mas, sabe, quando se vai a Israel não é preciso levar o nosso próprio judeu. Há lá uma grande variedade por onde escolher. Mas foi um bom toque. Tem um grande amigo que é judeu. Senadora Clinton?

Hillay Clinton: Estar aqui hoje faz-me recordar uma passagem de Isaías…

Jon Stewart: Ena! Ela conhece um judeu da Bíblia.. Conhece-o no sentido bíblico. Senador Obama, tem de matar o jogo…

Barack Obama: Conheci um conselheiro num campo de férias … que era um judeu americano mas tinha vivido em Israel durante uns tempos.

Jon Stewart: O melhor que arranjas é um judeu num campo de férias há 30 anos? Pior do que isso só dizer – “eh, pessoal, uma vez aluguei o filme Yentl”. Bom, mas uma coisa é verdade, grande parte da amizade por um país como Israel é fazer uma crítica construtiva às suas políticas que poderão não ser positivas para o mundo. Portanto vamos ouvir as críticas dos candidatos às actuais políticas de Israel.

Barack Obama: (silêncio).

Hillay Clinton: (silêncio).

John McCain: (silêncio).

Jon Stewart: Ora, esqueci-me. Não se pode dizer nada de crítico sobre Israel quando se quer chegar a Presidente. O que é engraçado, porque, sabem onde é que se pode criticar Israel? Em Israel.


Vídeo legendado em português (5:24 m):