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sexta-feira, dezembro 09, 2011

No blogue «Ladrões de Bicicletas» - Salvar a Democracia

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Artigo publicado no blogue:



Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Postado por Nuno Serra



«Nas próximas 24 horas, os líderes europeus poderão aprovar o terrível plano de Merkel e Sarkosy, que permite abolir o direito a escolher políticas económicas progressistas. (...) Aterrorizados pelos grandes bancos, os governos europeus pretendem mudar as constituições e os tratados da União Europeia, banindo de forma permanente despesa pública essencial. E isto é insane: nos anos trinta, foi precisamente a despesa pública que permitiu que a Europa e os Estados Unidos escapassem à Grande Depressão. A Europa precisa de regular os bancos com rigor, e não de amarrar as mãos dos nossos governos.
Vivemos em democracia, o que significa que os nossos líderes não deveriam sequer poder decidir sozinhos sobre este plano. É necessário que sejam apresentadas propostas que impliquem a sua aprovação pelos cidadãos e parlamentos nacionais. Temos apenas 24 horas para salvar as nossas democracias deste ataque - o nosso apelo massivo poderá forçar os líderes a respeitar a democracia, regular os bancos, rejeitar a auteridade e investir no futuro.»


Excertos do texto que acompanha a petição lançada pela Avaaz e que pode ser assinada aqui. A lista de subscritores será divulgada junto dos líderes dos países membros e da comunicação social no final da cimeira europeia.



Comentário

«... nos anos trinta, foi precisamente a despesa pública que permitiu que a Europa e os Estados Unidos escapassem à Grande Depressão»


Falso! Mil vezes falso! Os "nossos governantes" não passam de testas de ferro dos Grandes Bancos. Estes, com a sua capacidade de criar dinheiro a partir do nada, injectam ou retiram biliões na economia a seu bel-prazer, ora semeando riqueza, ora colhendo-a. O esquema é simples:


Por
Sheldon Emry [Tradução minha]

Em 1930 os Estados Unidos não tinham falta de capacidade industrial, propriedades rurais férteis, trabalhadores experientes e determinados e famílias laboriosas. Tinham um amplo e eficiente sistema de transportes ferroviários, redes de estradas, e canais e rotas marítimas. As comunicações entre regiões e localidades eram as melhores do mundo, utilizando telefone, teletipo, rádio e um sistema de correios governamental perfeitamente operacional.

Nenhuma guerra destruiu as cidades do interior, nenhuma epidemia dizimou, nem nenhuma fome se aproximou do campo. Só faltava uma coisa aos Estados Unidos da América em 1930: Uma adequada disponibilidade de moeda para negociar e para o comércio.

No princípio dos anos 30 do século XX, os banqueiros, a única fonte de dinheiro novo e crédito, recusaram deliberadamente empréstimos às indústrias, às lojas e às propriedades rurais. Contudo, eram exigidos os pagamentos dos empréstimos existentes, e o dinheiro desapareceu rapidamente de circulação. As mercadorias estavam disponíveis para serem transaccionadas, os empregos à espera para serem criados, mas a falta de dinheiro paralisou a nação.

Com este simples estratagema a América foi colocada em "depressão" e os banqueiros apropriaram-se de centenas e centenas de propriedades rurais, casas e propriedades comerciais. Foi dito às pessoas, "os tempos estão difíceis" e "o dinheiro é pouco". Não compreendendo o sistema, as pessoas foram cruelmente roubadas dos seus ganhos, das suas poupanças e das suas propriedades.

A Segunda Guerra Mundial acabou com a "Depressão". Os mesmos banqueiros que no início dos anos trinta não faziam empréstimos em tempos de paz para a compra de casas, comida e roupas, de repente tinham biliões ilimitados para emprestar para aquartelamentos militares, rações de combate e uniformes.

Uma nação que em 1934 não conseguia produzir alimentos para venda, repentinamente podia produzir milhões de bombas para enviar para a Alemanha e para o Japão.

Com o súbito aumento da quantidade de dinheiro, as pessoas eram contratadas, as propriedades rurais vendiam os seus produtos, as fábricas começaram a funcionar em dois turnos, as minas foram reabertas, e "A Grande Depressão" acabou!

Alguns políticos foram considerados culpados pela depressão e outros ficaram com os méritos por ter acabado com ela. A verdade é que a falta de dinheiro causada pelos bancos trouxe a depressão, e a quantidade adequada de dinheiro acabou com ela. Nunca foi dito às pessoas a simples verdade de que os banqueiros que controlam o nosso dinheiro e crédito usaram esse controlo para saquear a América e colocá-los a todos na escravidão.
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sexta-feira, dezembro 02, 2011

No blogue «Ladrões de Bicicletas» - Recapitalizações há muitas

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Artigo publicado no blogue:



QUINTA-FEIRA, 1 DE DEZEMBRO DE 2011

POSTADO POR JOÃO RODRIGUES



Ler Octávio Teixeira, Recapitalizar a banca sim, favorecer os banqueiros não: "O sistema bancário é 'o coração que faz circular o sangue da economia'. Assim, o sistema bancário é um efectivo bem público (...) Não é admissível que o Governo, por vontade própria e com o apoio dos ultraliberais BP e BCE, invista 12 mil milhões e se proponha assumir o papel de um accionista cego, mudo e surdo, de um accionista que o não é. A proposta do Governo, que os bancos arrogantemente ainda consideram pouco, não é uma efectiva participação do Estado no capital dos bancos. É, isso sim, a injecção nos bancos de volumosos dinheiros públicos para beneficiar os interesses e a gula insaciável dos banqueiros."



Comentário

Recapitalizar os bancos porquê?

1 – Os estatutos do Banco Central Europeu (quem os terá redigido?), impedem esta instituição de emprestar dinheiro directamente aos Estados. Assim, o BCE empresta aos bancos comerciais a 1%, e estes emprestam aos Estados, Empresas e Famílias a 4%, 5%, 6%, etc. Em suma, um negócio das arábias para os bancos (o que demonstra existir, se não um monopólio, pelo menos um cartel financeiro internacional bem entrosado).

2 – O Fractional Reserve System, que obriga os bancos a possuírem apenas uma ínfima parte do dinheiro que emprestam (na zona euro as reservas obrigatórias são de 2%), permite aos bancos criarem a partir do nada (out of thin air) quase todo o dinheiro que emprestam através de depósitos à ordem, recebendo excelentes juros e spreads por dinheiro contrafeito. Em resumo, outro negócio das arábias para os bancos.


Se Octávio Teixeira reconhece que a «recapitalização» não passa de uma "injecção nos bancos de volumosos dinheiros públicos para beneficiar os interesses e a gula insaciável dos banqueiros", o parágrafo abaixo revela que ele não percebe, de todo, como funciona o sistema financeiro.

Octávio Teixeira: «Ora, é generalizadamente reconhecido que os erros e a irresponsabilidade dos banqueiros conduziram à necessidade de recapitalização dos bancos para salvaguardar esse bem público, para que eles possam exercer a sua função de concessão de crédito à economia real.»


Não houve quaisquer "erros ou irresponsabilidades" dos banqueiros. O que há, é uma gula insaciável por parte do cartel financeiro internacional que pretende arrebanhar toda a riqueza dos países.
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