Sábado, Maio 03, 2008

Bush antevê o presente ao predizer o futuro

Jon Stewart, do Daily Show revela-nos, com uma excelente dose de humor, as capacidades proféticas de George W. Bush.


Jon Stewart: Inventei um novo jogo! Pegamos numa previsão feita pelo presidente Bush do que pode acontecer se fracassarmos no Iraque e substituímos por um alerta do que pode acontecer se invadirmos o Iraque. Vamos experimentar - se invadirmos o Iraque…

Bush: Isso incentivaria outros extremistas no Médio Oriente.


Jon Stewart: Se invadirmos o Iraque…

Bush: O Irão iria tentar preencher o vazio deixado no Iraque.


Jon Stewart: Se invadirmos o Iraque…

Bush: Os Talibãs no Afeganistão e a Al-Qaeda no Paquistão aumentariam a sua confiança e a sua ousadia.


Jon Stewart: Extraordinário! Assim até parece que ele consegue ver o presente. Talvez se gritarmos bem alto, ele oiça em 2003.


Etiquetas: , , , , ,

Segunda-feira, Abril 14, 2008

A catástrofe financeira vista por Bush

Jon Stewart, do Daily Show, aborda com extraordinário sentido de humor a catástrofe financeira que se abateu nos Estados Unidos e as explicações dadas por Bush em Wall Street:

Bush: Venho aqui como um camarada optimista. Quero lembrar-vos que não é a primeira vez desde que sou Presidente que enfrentamos desafios económicos.

Bush: Herdámos recessão...

Bush: E houve os ataques de 11 de Setembro de 2001...

Bush: E depois tivemos escândalos empresariais...

Bush: E tomei as difíceis decisões de enfrentar os terroristas e os extremistas em duas frentes: Afeganistão e Iraque.

Bush: E depois tivemos... desastres naturais devastadores...


Jon Stewart: Eis a maior loucura disto tudo: a sua Presidência é ainda pior do que eu me lembrava! E eu tenho prestado muita atenção! Mas quando ouvimos isso tudo junto... you sucks!


Vídeo legendado em português:

Etiquetas: , , , , ,

Quinta-feira, Março 27, 2008

Quem quer que controle o volume de dinheiro em qualquer país é senhor absoluto de toda a sua indústria e comércio

"Whoever controls the volume of money in any country is absolute master of all industry and commerce." - James A. Garfield, President of the United States


Os Bancos Centrais injectam triliões nos bolsos dos Senhores do Dinheiro




Miguel Sousa Tavares - Expresso 22/3/2008

A cor (suja) do dinheiro

Parece que, afinal, as notícias de que a Santa Sé teria declarado como novo pecado mortal ser-se rico demais eram ligeiramente exageradas. A Santa Sé não disse tanto - aliás, não se atreveu a relembrar o que está escrito no Novo Testamento há dois mil anos sobre o camelo e o buraco da agulha. Bem o podia ter feito, que vinha mesmo a calhar, agora que o mundo vive na iminência de uma recessão económica global e grave, causada pelo excesso de ganância dos muito ricos.

Alan Greenspan, ex-presidente da Reserva Federal americana, lembrou-se agora de avisar que vem aí a maior recessão económica dos últimos sessenta anos. Pena que não se tenha lembrado de avisar antes, quando, do alto do seu imenso poder de controlo e influência sobre o governo federal e o sistema financeiro americano, assistiu tranquilamente ao crescimento da ‘bolha imobiliária’ nos Estados Unidos, à ganância de banqueiros de vão de escada (escudados em bancos mais poderosos e supostamente mais responsáveis), incentivando os consumidores a recorrerem desenfreadamente ao crédito e assim manterem os preços especulativos do imobiliário. E quando assistiu também, sem uma palavra, aos esforços perseverantes do sr. Bush para derreter os excedentes orçamentais herdados de Clinton e voltar a endividar os Estados Unidos até ao tutano, para melhor satisfazer a sua clientela de amigos e correligionários com interesses no petróleo, na indústria de armamento ou na ‘reconstrução civil’ do Iraque.

E é pena, porque há centenas ou milhares de milhões de pessoas no mundo inteiro que agora vão pagar a factura dos lucros episódicos da banca e dos amigos de Bush, para quem a destruição e posterior ‘reconstrução’ do Iraque foi um negócio de mão cheia. Com o dólar em queda livre, a Europa vai pagar o reequilíbrio da balança comercial e do défice americano: excelentes empresas portuguesas, a cuja capacidade de reconversão e de inovação deve Portugal muito da recuperação do défice, vão agora ver todo o seu esforço comprometido pela concorrência desleal dos produtos americanos, vendidos mais baratos apenas porque o dólar implodiu. Pior ainda (sem, ao menos, terem a protecção de um espaço comum e uma moeda comum forte) estão os países emergentes do Terceiro Mundo, como a Índia ou a China, cujo esforço titânico para arrancar da miséria biliões de pessoas vai agora esbarrar com as dificuldades de exportação e com o preço do barril de petróleo, que não têm, a escalar todos os dias, na proporção em que o dólar vai descendo e devido a essa descida.


Milhares de pessoas em todo o mundo vão ser devolvidas à mais infame miséria de que se tinham conseguido erguer para pagar as aventuras da Halliburton, do sr. Dick Cheney, do sr. Donald Rumsfeldt e dos amigos do Texas desse completo cretino que é o Presidente dos Estados Unidos da América. Mas, mesmo nos Estados Unidos, e como seria de esperar, são os pobres que vão pagar a factura do desgoverno dos milionários: vinte ou trinta milhões de americanos estão condenados a virar «homeless» a curto prazo, se medidas como a que propôs a candidata e senadora Clinton (seis meses de moratória para a execução de qualquer hipoteca sobre casas) não forem adoptadas de emergência.

Os Estados Unidos vão precisar de injectar biliões de dólares de dinheiros públicos para evitar a falência em série do sistema financeiro e, por arrasto, de todo o sistema empresarial. O que lhes poderá evitar a repetição de 29 é que agora a economia é global e eles esperam poder evitar a falência de um Estado já altamente endividado através das trocas comerciais: vendem ao mundo inteiro mais barato e não compram nada de volta porque, com o euro a 1,60 dólares, ninguém consegue vender nada aos americanos. Ou seja: provocaram a crise e agora somos nós que temos de a pagar. Eis a demonstração prática da frase do Hamlet: “a loucura dos poderosos não pode passar sem vigilância”. Espero que alguém se lembre de escrever isto no caixão do sr. Greenspan.

Obviamente, devia haver lições a extrair deste cenário de catástrofe e das razões para ele. Entregue a si próprio, após a queda do muro de Berlim, o capitalismo internacional parece que fez questão de confirmar que tudo o que de pior os marxistas tinham dito dele ao longo de um século só pecava por defeito. Só pode ser uma comédia histórica ver a Igreja Católica (decerto impressionada pelo exemplo indecente dos irmãos da Opus Dei no nosso tão católico BCP e outros) insinuar que ser escandalosamente rico é capaz de ser pecado mortal, e ver o Partido Comunista da China declarar que “ser rico é glorioso e revolucionário”. O mundo está de pernas para o ar. Pois está, mas há lições a extrair.

Marx dizia que o dinheiro faz dinheiro e esse era o pecado original do capitalismo. Em contraponto, os capitalistas juravam que o dinheiro produz riqueza e, entre os dois, os sociais-democratas propuseram que o dinheiro criasse então riqueza e que o Estado tributasse essa riqueza - “de cada um segundo as suas possibilidades, a cada um segundo as suas necessidades”. Mas tudo isso foi antes da globalização.

Agora o que vemos é que, dos cem homens tidos como os mais ricos da Alemanha, quarenta tinham uma conta secreta numa «off-shore» do Liechtenstein, para fugirem ao fisco (também lá estão alguns portugueses, mas desconhece-se se o Governo se vai atrever a pedir os seus nomes à chanceler Merkel e agir em conformidade). Razão tinha o nº 1 da lista da ‘Forbes’, Warren Buffet, quando disse que doava um bilião de dólares para assistência social se houvesse um só presidente de banco americano que lhe conseguisse provar que pagava uma taxa mais alta de imposto que a sua secretária. (Já agora é interessante constatar que todos os bilionários do mundo - Buffet, Bill Gates, Carlos Slim, etc. - são conhecidos também pela sua veia filantrópica. E quantos milionários nossos conhecemos que financiem uma ala de hospital, um programa de saúde, um laboratório ou Faculdade na Universidade, um prémio literário ou artístico, um bairro social, um parque natural? Pior ainda é quando olhamos para a lista da ‘Forbes’ e constatamos que os grandes milionários portugueses que lá figuram devem a sua fortuna a relações íntimas com o poder, aqui ou em Angola, ou a simples especulação bolsista, sem que dêem ao país qualquer contrapartida de valor).


Tarde e a más horas outra vez, Alan Greenspan vem dizer que espera que a crise ensine que o sistema financeiro não pode continuar em auto-regulação. Infelizmente, não é certo que, mesmo agora, os governos aprendam a lição. Eles acham que o sistema financeiro é tão importante que não se lhe pode tocar nem com uma flor. E um dia, como agora sucedeu em Inglaterra e nos Estados Unidos, acordam em sobressalto e correm a meter dinheiro dos contribuintes para evitar a falência dos bancos - enquanto os seus administradores se retiraram com reformas escandalosas em paga do bonito serviço que deixaram. É verdade que a economia não é uma ciência certa. Mas a ética nos negócios e o decoro são-no: têm regras que todos conhecemos.
.

Etiquetas: , , , , , ,

Domingo, Março 02, 2008

A actriz Marion Cotillard, que recebeu um Óscar no mês passado, acusa a administração Bush de ter orquestrado os atentados de 11 de Setembro de 2001



A actriz Marion Cotillard desencadeou ontem um clamor político depois de ter acusado a América de ter fabricado os ataques de 11 de Setembro de 2001.

A actriz francesa de 32 anos, que recebeu um Óscar no mês passado pela sua performance como a cantora Edith Piaf em La Vie En Rose, questionou abertamente a verdade por detrás da atrocidade terrorista numa entrevista transmitida num site francês na Internet.

"Penso que nos mentiram acerca de uma data de coisas," disse Cotillard, escolhendo os ataques de 2001 ao World Trade Center como um exemplo de como os Estados Unidos constroem histórias de horror para fins políticos.

Referindo-se aos dois jactos de passageiros que embateram nas Torres gémeas, Cotillard afirmou:

"Vemos outras torres do mesmo tipo a serem atingidas por aviões. Arderam? Havia uma torre, julgo que em Espanha [Torre Windsor em Madrid], que ardeu durante 24 horas. Nunca colapsou. Nenhuma destas torres colapsou. E lá [em Nova Iorque], em poucos minutos, tudo colapsou."

O resto da notícia aqui no Daily Mail.


Comentário:

A actriz francesa Marion Cotillard refere-se ao incêndio na Torre Windsor, a 13 de Fevereiro de 2005, um dos edifícios mais emblemáticos de Madrid, com 32 andares e 106 metros de altura, situado no "coração financeiro" da cidade, o Complexo Azca, e que ficou reduzido a um esqueleto de cimento armado por um incêndio. O incêndio só foi dado como controlado 13 horas depois do seu início e durou ainda mais dois dias. Em suma, o edifício ardeu durante três dias e não colapsou.

O incêndio na Torre Windsor:

Etiquetas: , , ,

Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

Bush: «o povo americano está mais seguro»

Jon Stewart, do Daily Show, traz-nos mais um momento de excelente humor político com o impagável criminoso de guerra George W. Bush.

Em 2006, George Bush, num discurso de 32 minutos, repetiu oito vezes a frase: «o povo americano está mais seguro».


Bush: «Hoje, e porque a América e a nossa coligação ajudaram a derrubar o violento regime de Saddam Hussein e porque tentamos fundar uma democracia pacífica que o substitua, o povo americano está mais seguro


Jon Stewart: «A estratégia da administração Bush no combate ao terrorismo é a repetição».


Etiquetas: , , ,

Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008

Parlamento japonês acusa a Administração Bush de estar por detrás dos atentados de 11 de Setembro de 2001


Atentados de 11 de Setembro de 2001

O Parlamento japonês faz perguntas



Por senador Yukihisa Fujita

No dia 11 de Janeiro de 2008, os telespectadores japoneses tiveram o privilégio de assistir em directo a uma surpreendente audiência senatorial: o presidente de uma comissão parlamentar chamou à parte o Primeiro-Ministro, os ministros dos Negócios Estrangeiros, das Finanças e da Defesa, com o intuito de lhes fazer constatar que, seis anos depois dos atentados de 11 de Setembro, eles continuavam a não conseguir explicar os factos nem a poder confirmar se os atentados tinham sido comandados a partir de uma gruta afegã. Esse crime de lesa majestade do império é aqui reproduzido na íntegra.

Transcrição integral das audiências realizadas pela Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Alta Câmara japonesa por ocasião dos debates sobre a nova lei antiterrorista e o comprometimento japonês ao lado dos Estados Unidos no Afeganistão.

Audiências do dia 11 de Janeiro de 2008 da Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Câmara dos Conselheiros (Senado), Dieta do Japão (Parlamento).




Conselheiro Yukihisa Fujita: Eu queria falar sobre as origens da "Guerra contra o terrorismo." Estará com certeza lembrado que eu, em Novembro passado, perguntei se o terrorismo constituía uma guerra ou um crime. A "Guerra contra o terrorismo" começou a seguir aos atentados de 11 de Setembro. O que eu desejo saber é se esses atentados foram ou não cometidos pela Al-Qaeda?

Até agora, tudo o que o governo disse foi que acreditava na responsabilidade da Al-Qaeda porque foi o que a Administração Bush lhe transmitiu. Nós não vimos nenhuma prova real da culpabilidade da Al-Qaeda. Por essa razão, eu gostaria de saber por que é que o Primeiro-Ministro pensa que os Talibãs são responsáveis pelo 11 de Setembro? Gostaria de saber isso, porque o Primeiro-Ministro era secretário do Chefe de Gabinete [1] nessa altura.


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Depois desses atentados, comunicámos com o governo americano, e com outros governos a níveis diferentes, e foram trocadas informações.

Segundo informações secretas obtidas pelo nosso governo, e tendo em conta os relatórios reunidos por outros governos, os atentados de 11 de Setembro foram realizados pela organização terrorista internacional conhecida pelo nome de Al-Qaeda.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Assim está a evocar simultaneamente informações secretas e públicas. A minha questão é: terá o governo japonês conduzido o seu próprio inquérito com a ajuda da polícia e de outros recursos? Trata-se de um crime, portanto, um inquérito tem que ser feito.

Quando um jornalista foi morto no Mianmar, o governo conduziu o seu próprio inquérito. Dado que 20 japoneses foram mortos no dia 11 de Setembro, pergunto: será que o governo actuou da mesma forma efectuando o seu próprio inquérito e decidiu que a Al-Qaeda era responsável? Que tipo de inquérito é que fizeram? Na altura, o senhor era o secretário do Chefe de Gabinete, estava na melhor posição. O que é feito desse inquérito?


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Depois dos ataques, a Agência da Polícia Nacional enviou a Nova Iorque uma equipa antiterrorista de urgência, que se reuniu com as autoridades americanas e recolheu junto destas informações sobre os japoneses desaparecidos.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Então, o que está a dizer é que pelo menos 20 japoneses foram vítimas desse crime e trabalhavam em Nova Iorque. Também havia japoneses nos aviões caídos. Eu gostaria de saber o número exacto de mortos nas torres e dentro dos aviões.

Será que isso pode ser confirmado? Gostaria de obter uma resposta do Ministro dos Negócios Estrangeiros.


Masahiko Komura, Ministro dos Negócios Estrangeiros: Nós encontrámos os corpos de uma dúzia de vítimas japonesas dos ataques de 11 de Setembro. Fomos também informados pelas autoridades americanas da morte de 11 outras pessoas. Isso perfaz um total de 24 vítimas japonesas, 2 das quais morreram nos aviões.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Gostaria de perguntar em que voos é que se encontravam as duas vítimas japonesas e como é que tiveram a garantia da sua identidade. Se o ministro dos Negócios Estrangeiros não souber, a resposta de um colaborador será suficiente.


Ryoji Tanizaki, chefe de divisão do Ministério dos Negócios Estrangeiros: Uma vez que nos interpelam sobre os factos, eu vou responder. Tal como disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, entre as 24 vítimas, duas estavam a bordo dos aviões. Uma delas a bordo do voo 93 e outra a bordo do voo 11 da American Airlines.

Como é que nós sabemos isso? Pois bem, não tive essa informação à frente dos olhos, mas as autoridades americanas confirmaram-nos isso, e, em geral, eles fazem testes de ADN. Foi assim que fomos informados sobre a identidade dessas pessoas.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Então diz que não sabe porque não tem documentos. Também diz que pensa que foram feitos testes de ADN, mas não tem a certeza. O que eu quero hoje dizer aqui é que estamos perante um crime e os crimes devem dar lugar a inquéritos.

O governo deve manter informadas as famílias das vítimas dos resultados do seu inquérito. Além disso, em vez de apenas se comemorar anualmente o aniversário de 11 de Setembro, deveriam ser recolhidas informações e para se poder agir em conformidade. Ao longo destes seis últimos anos, alguma vez forneceram informações às famílias das vítimas? Gostaria que fosse o Ministro dos Negócios Estrangeiros a responder.


Masahiko Komura, ministro dos Negócios Estrangeiros: Agora já não pergunta como confirmámos a morte dos japoneses, mas quer saber que informações demos às famílias das vítimas. Nós fornecemos informações sobre os corpos e sobre o fundo de compensação. Quanto aos 13 japoneses cujos restos mortais foram encontrados, ajudámos as famílias a tratar deles. E em cada aniversário, suportamos financeiramente os custos da visita das famílias ao sítio do World Trade Center.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Não tenho muito tempo. Falemos agora de todas as informações que foram dissimuladas e de todas as dúvidas que toda a gente tem sobre o dia 11 de Setembro. Muitos cépticos são pessoas influentes. Em tais circunstâncias, penso que o governo japonês, que afirma que os atentados foram perpetrados pela Al-Qaeda, deveria fornecer essas novas informações às famílias das vítimas.

Neste contexto, gostaria de fazer algumas perguntas. Gostaria de pedir a todos os membros desta assembleia para olharem para as fotografias e as imagens que vos forneci. Elas constituem provas concretas, sob a forma de fotografias e de outros elementos de informação.

Na primeira fotografia, uma simulação informática mostra como era grande o avião que embateu contra o Pentágono. Um 757 é um avião bastante volumoso, com uma largura de 38 metros. Como podem observar, ainda que tenha sido um avião volumoso a embater contra o Pentágono, existe apenas um buraco demasiado pequeno para ter sido esse avião. Nessa fotografia vemos os bombeiros a trabalhar e nenhum estrago do tipo daquele que um avião desse tamanho poderia ter provocado.

Vejam a relva e notem que não existe nenhum fragmento do avião. Vejamos a terceira fotografia – igualmente do Pentágono – retirada a partir de uma reportagem televisiva norte-americana. O texto explica que o telhado do Pentágono está intacto. Ainda que se suponha que um grande avião embateu lá, os destroços não correspondem. Passemos à fotografia seguinte que mostra um buraco. Como o Ministro Komura sabe, o Pentágono é um edifício bastante sólido e tem muitas paredes.


No entanto, o avião conseguiu atravessá-las. Mas como sabem, os aviões são feitos de materiais muito leves. Um avião feito com esses materiais não poderia ter feito um buraco como esse.

Agora vejam uma fotografia que mostra como o avião embateu no edifício. O avião deu meia volta, evitou os escritórios do Ministério da Defesa, para atingir a única parte do Pentágono que tinha sido reforçada para resistir ao ataque de uma bomba. No meio da página 5, podemos ler o comentário de um responsável da US Air Force:

"Eu pilotei os tipos de avião utilizados no dia 11 de Setembro e não posso acreditar que tenha sido possível, para alguém que pilote um pela primeira vez, conseguir fazer tal manobra."

Como sabem não foram encontradas as caixas negras da maioria dos aviões. Havia mais de 80 câmaras de segurança no Pentágono, mas eles recusaram reproduzir a maioria das sequências de vídeo. Como podem constatar, não existe imagem alguma do avião ou dos seus destroços nas fotografias. É muito estranho que nenhuma dessas imagens nos tenha sido mostrada. Como sabem, as forças de defesa japonesas têm o seu quartel-general em Ichigaya. Conseguem imaginar que uma hora depois de um avião atingir uma cidade como Nova Iorque, um outro possa ainda ter atingido o Pentágono? Numa situação como essa, como é que os nossos aliados podem ter deixado acontecer tal ataque? Gostaria que o ministro da Defesa respondesse.


Shigeru Ishiba, ministro da Defesa: Eu não preparei nada, terei de improvisar. Se tal acontecesse, a Defesa enviaria caças para abater o avião. O Tribunal Constitucional alemão fez leis sobre isso. No caso do Japão, a nossa reacção dependeria do tipo de avião, das pessoas que estivessem no seu comando e das suas intenções. No entanto, segundo as nossas leis, seria difícil ordenar o abate de um avião porque ele voava a baixa altitude. Enviaríamos provavelmente forças de defesa que voariam junto a ele e pediríamos uma decisão ao Gabinete. Se o avião tivesse muita gente a bordo, teríamos de debater que acção empreender.

Isso aconteceu há muito tempo quando um Cesna embateu contra a casa de uma pessoa chamada Yoshio Kodama [2]. Também houve um caso de um voo da companhia All Japan Airlines que foi desviado e cujo piloto foi morto.Seria melhor que nunca acontecesse nada disso, mas teremos de preparar novas leis para essas situações e debatê-las no Parlamento.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Como temos pouco tempo, gostaria de apresentar uma nova prova. Queiram ver este painel. A primeira fotografia é uma daquelas que vemos frequentemente, das duas torres que foram atingidas pelos aviões desviados. Eu poderia compreender que isso acontecesse imediatamente após os aviões terem embatido, mas aqui nós vemos grandes pedaços de materiais a percorrer uma grande distância no ar. Alguns foram projectados a 150 metros. Aqui vêem-se objectos a voar como se tivesse havido uma explosão.

Vejam esta fotografia extraída de um livro. Ela mostra a que distância os objectos foram projectados. A terceira fotografia tem um bombeiro que participou nas operações de socorro. Ele fala de uma série de explosões dentro do edifício que pareciam tratar-se de uma demolição profissional. Não podemos passar vídeos hoje e então eu traduzi o que diz o bombeiro: "ouvia-se um bum, bum, como se fossem barulhos de explosões".

Uma equipa japonesa constituída por membros oficiais do serviço de bombeiros do Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes [3] interrogou uma sobrevivente japonesa que disse que enquanto fugia ouviu explosões. Este testemunho figura num relatório redigido com o apoio do serviço de bombeiros do Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes.

Agora, gostaria de vos mostrar a imagem seguinte. Normalmente, diz-se que as torres gémeas (WTC1 e 2) se desmoronaram porque foram atingidas por aviões. No entanto, a um quarteirão das torres gémeas encontrava-se a torre n.º 7 (WCT7). Podemos ver neste mapa que ela se encontrava num pequeno grupo de casas ladeadas por ruas. Esta torre desmoronou-se 7 horas depois do ataque às torres gémeas. Se eu vos pudesse mostrar um vídeo seria fácil de compreender, mas olhem para esta fotografia.


É um edifício de 47 andares que caiu desta maneira. A torre desmoronou-se em 5 ou seis segundos. É quase a mesma velocidade a que cai um objecto no vazio. Esta torre cai como o que poderiam ver num espectáculo de Kabuki. Para além disso, ela cai conservando a sua forma geométrica. Lembrem-se que ela não foi atingida por um avião. Deveriam perguntar-se se uma torre se desmorona daquela maneira por causa de um incêndio de sete horas.

Temos aqui uma cópia do Relatório da Comissão de Inquérito do 11 de Setembro. É um relatório publicado pelo governo americano em Junho de 2004, no entanto, não é aí mencionado o desmoronamento de que vos acabo de falar. Não é mencionado em parte alguma do relatório. O FEMA publicou igualmente um relatório mas omitiu igualmente essa torre [WTC7]. Muita gente pensa que há algo de estranho, principalmente depois de ter tido conhecimento da história da torre n.º 7. Como se trata de um acidente em que morreram numerosas pessoas, todas as pistas deveriam ser estudadas.

Temos pouco tempo, mas ainda gostaria de mencionar as opções de venda [venda de acções suspeitas antes do dia 11 de Setembro]. Precisamente antes dos ataques no dia 11, nos dias 6, 7 e 8, houve investimentos de opções sobre as acções das duas companhias aéreas [American e United Airlines] que foram desviadas pelos piratas. Houve igualmente opções de venda sobre Merril Lynch, um dos maiores locatários do World Trade Center. Por outras palavras, alguém sabia que tinha de especular e apostar na baixa dessas acções para fazer fortuna.

Ernst Welteke, presidente do Deutschen Bundesbank, na época, o equivalente do governador do banco no Japão, disse que havia muitos factos que provavam que as pessoas implicadas nos ataques beneficiaram de informações confidenciais. Ele disse que houve muitas negociações suspeitas que envolveram sociedades financeiras antes dos atentados. O presidente do banco central alemão queria que isso se soubesse. Gostaria de interrogar o Ministro das Finanças sobre essas opções de venda. O governo japonês estava ao corrente disso? O que pensa sobre isto? Gostaria de interrogar o ministro Nukaga sobre o assunto.


Fukushiro Nukaga, ministro das Finanças: Eu estava em Burquina Faso, na África, quando ouvi falar do acidente. Decidi voar directamente para os Estados Unidos mas quando cheguei a Paris, disseram-me que não havia mais voos para os Estados Unidos. Só mais tarde ouvi o que ia sendo relatado sobre esses acontecimentos.

Sei que existem vários relatórios sobre os pontos que focou. Daí termos tornado obrigatório que as pessoas forneçam uma ID [identificação] para transacções fiáveis ou suspeitas, e decretámos também que o financiamento das organizações terroristas é um crime. Em todo o caso, o terrorismo é uma coisa horrível e deve ser condenado. O terrorismo não pode ser parado por um só país, é necessário toda a comunidade internacional.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Gostaria de interrogar o especialista financeiro Assao para saber mais sobre as opções de venda. Um grupo de indivíduos tem de dispor de montantes altos de dinheiro, de informações confidenciais e de uma especialização financeira para que tal coisa se realize. Será possível que alguns terroristas no Afeganistão e no Paquistão realizem um conjunto de transacções tão sofisticadas e em tão grande escala? Gostaria que respondesse o senhor Assao.


Conselheiro Keiichiro Asao: As opções de venda são uma aposta de venda das acções a um certo preço num certo momento. Neste caso, alguém deve ter tido informações confidenciais para efectuar esse tipo de transacção porque, normalmente, ninguém pode prever que aviões dessas companhias aéreas vão ser desviados. Consequentemente, creio que se tratou de um caso de delito de iniciados.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Senhor Primeiro-Ministro, o senhor era secretário do Chefe de Gabinete na altura, e como alguém revelou, foi um acontecimento com o qual a humanidade nunca tinha sido confrontada. Parece que agora circulam mais informações do que nos meses que se seguiram aos atentados.

Actualmente, vivemos na sociedade da Internet e do visual, essas informações são tornadas públicas, se olharmos para a situação, para o ponto de partida destas duas leis, para o ponto de partida da própria "Guerra contra o terrorismo", vemos que, como pudestes constatar a partir das informações que apresentei, ela não deu lugar a um inquérito ou análise séria. Penso que o governo não inquiriu convenientemente, nem pediu explicações ao governo norte-americano.

Ainda não começámos a reabastecer de carburante os navios norte-americano, por isso, penso que deveríamos voltar ao início, e não confiarmos cegamente nas explicações do governo norte-americano, nem nas informações indirectas que eles nos dêem. Existem demasiadas vítimas, penso, por isso, que temos de retomar o assunto desde o seu início. Devemos perguntar-nos quem são as verdadeiras vítimas da "Guerra contra o terrorismo". Penso que são os cidadãos do mundo que são as vítimas. Aqui, no Japão, temos pensões para as vítimas do sangue contaminado pela hepatite C que desaparecem, mas tudo o que apresentei, hoje aqui, se baseia em factos e provas verificáveis.

Falemos das caixas negras evaporadas, dos aviões evaporados, dos restos evaporados.
Muitos destroços de edifícios também desapareceram. Mesmo a FEMA [4] disse que isso a impediu de investigar convenientemente. Temos de olhar para estas provas e perguntar-nos o que é verdadeiramente esta "Guerra contra o terrorismo".

Vejo que os senhores ministros concordam, mas gostaria de fazer uma pergunta ao Primeiro-Ministro Fukuda. Por favor, olhe para mim. Ouvi dizer que quando o senhor ministro era chefe de gabinete do ministro na altura, notou coisas estranhas relativamente a estes atentados. Não lhe ocorreu que se passava algo de estranho?


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Eu nunca disse que pensava que era estranho.



Conselheiro Yukihisa Fujita: Senhor Primeiro-Ministro, donde vem a origem da "Guerra contra o terrorismo" e da ideia de que é justo ou não participar nela? Existe realmente uma razão para se participar nessa "Guerra contra o terrorismo?" Temos, nós, realmente necessidade de participar nela? Gostaria ainda de perguntar como se luta verdadeiramente contra o terrorismo.


Yasuo Fukuda, Primeiro-Ministro: Com base nas provas que nos foram fornecidas pelo governo americano, acreditamos que os atentados de 11 de Setembro foram perpetrados pela Al-Qaeda. Temos de pôr um fim a esse terrorismo da Al-Qaeda. É por essa razão que a comunidade internacional está unida na luta contra o terrorismo.

No que toca a uma lei votada pelo vosso próprio Partido Democrata, no ano passado, que se baseia na resolução 1368 das Nações Unidas – uma resolução votada como resposta aos atentados terroristas contra os Estados Unidos –, vocês votaram nessa lei que estava de acordo com essa resolução, não é assim?



Conselheiro Yukihisa Fujita: Tem noção dos corpos e dos factos que estão por detrás da resolução? Pois é essa a razão pela qual o senhor afirma ter de participar na "Guerra contra o terrorismo". Creio que para se meter um fim ao terrorismo, nós devíamos votar uma lei para ajudar de facto as populações do Afeganistão. Gostaria que o senhor Inuzuka nos falasse da lei e da luta contra o terrorismo.


Conselheiro Tadashi Inuzuka: Entre os numerosos problemas levantados pelo conselheiro Fujita, aquele com o qual nos devemos preocupar mais... é que os afegãos possam viver em paz. Está no centro da questão da luta contra o terrorismo. Se não debatermos esse problema e nos contentarmos apenas em dispor da gasolina, sem pensar na situação global, nem nas pessoas envolvidas, o debate em torno desta lei não terá sentido. Essa lei deverá ser feita pela paz e pela segurança no Afeganistão. O nosso país deve votar uma lei antiterrorista.



O vídeo original desta audiência, legendado em inglês, pode ser visionado em oito módulos sucessivos:

http://www.youtube.com/watch?v=Oq4_07FmCyA

--------------------------------------------------------------------------------

Notas

[1] No Japão, o secretário do Chefe de Gabinete (naikaku shokikancho) ocupa uma posição ministerial. Ele é simultaneamente o porta-voz do governo e o secretário do Conselho de Ministros. O actual Primeiro-Ministro, Yasuo Fukuda, exerceu essa função junto dos Primeiros-Ministros sucessivos Yoshiro Mori e Junichiro Koizumi durante 1289 dias, recorde absoluto na história do país.
[2] Ver "Yoshiro Kodama, le yakusa de la CIA", por Denis Boneau, Réseau Voltaire, 8 de Setembro de 2004.
[3] No Japão, o serviço de bombeiros está ligado ao MLIT, o poderoso Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes (Kokudo Ko-tsu-sho-), a mais vasta administração do país.
[4] A FEMA (Federal Emergency Management Agency) é a agência estado-unidense de gestão de situações de crise.

Artigo copiado de AvenidadaLiberdade.org. Tradução de RM.

Etiquetas: , , , , , ,

Domingo, Fevereiro 10, 2008

Bin Laden, a Exxon e o petróleo a 100 dólares o barril

Bin Laden quis barril de petróleo a 100 dólares

Em finais de 2004, o Jerusalem Center for Public Affairs divulgava o conteúdo de uma cassete de Osama bin Laden, onde este terrorista dava claras intenções de golpear as economias ocidentais fazendo disparar os preços do petróleo:


Jerusalem Center for Public Affairs: «A 15 de Dezembro de 2004, numa gravação áudio, Osama bin Laden afirmou "os preços do petróleo deviam estar pelo menos a 100 dólares o barril," e apelou aos militantes do Golfo Pérsico para que fizessem um esforço para evitar que o Ocidente recebesse petróleo árabe, atacando instalações petrolíferas em toda a região. Esta foi a primeira vez que a liderança da Al-Qaeda divulgou abertamente a sua estratégia de atingir a economia ocidental desorganizando os abastecimentos de petróleo e fazendo os preços dispararem. No dia seguinte, no NYMEX (bolsa de petróleo de Nova Iorque), o crude subiu 5% para 46.28 dólares o barril.»


TRÊS ANOS DEPOIS

A 2 de Janeiro de 2008, a BBC noticiou a realização do «sonho de Osama bin Laden»: o barril de petróleo, tal como o líder terrorista previra três anos antes, chegara finalmente aos 100 dólares o barril:



Mas, como diz o ditado: «não há mal que bem não traga». Paradoxalmente, o terrorismo de Osama bin Laden trouxe lucros descomunais às quatro grandes irmãs do petróleo - Exxon, Chevron, BP e Shell. Vejamos, em particular, o caso da Exxon:


«Exxon bate recorde de lucros»:

«Nova Iorque (CNNMoney.com) – a Exxon Mobil fez história na Sexta-Feira reportando os maiores lucros trimestrais e anuais de sempre de uma companhia norte-americana, aumentados em grande parte pela subida dos preços do crude.»

«A Exxon, a muito publicitada maior empresa comercial de petróleo do mundo, informou que os resultados líquidos do quarto trimestre de 2007 aumentaram 14%, para 11,66 mil milhões de dólares, ou 2,13 dólares por acção. A companhia ganhou 10,25 mil milhões de dólares, ou 1,76 dólares por acção no período de um ano (2007).»

«O lucro ultrapassou o prévio recorde trimestral da Exxon de 10,7 mil milhões de dólares, alcançado no quarto trimestre de 2005, que foi também o maior de sempre de uma empresa americana.»

«"A Exxon pode distribuir alguns valores espantosos e este é um desses casos," afirmou Jason Gammel, analista sénior da Macquarie Securities de Nova Iorque.»

«A Exxon alcançou também um recorde anual de lucros ganhando 40,61 mil milhões de dólares no ano passado – ou cerca de 1300 dólares por segundo em 2007. Isto excedeu o anterior recorde de 39,5 mil milhões de dólares em 2006.»



Comentário:

Se bem que o terrorismo global, e sobretudo a partir dos funestos atentados de Setembro de 2001, se tenha revelado em muitos aspectos uma tragédia para o Ocidente, certos nichos económicos, mormente as indústrias americanas do armamento e do petróleo, dificilmente terão razões de queixa:

Etiquetas: , , , , , , , , ,

Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Mário Soares: Al-Qaeda? Qual Al-Qaeda?



Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

Variações sobre o terrorismo

«É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los. »

«(...) Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica


Comentário:

Os grandes responsáveis não precisam de fazer nenhum grande esforço mental para compreender o desvio fácil dos aviões e o célere desabamento dos edifícios do WTC na manhã de 11 de Setembro de 2001. Porque, muito simplesmente, os «grandes responsáveis» são, afinal, os verdadeiros autores da tragédia:

Etiquetas: , , , , , , ,

Domingo, Fevereiro 03, 2008

The War on Terror, ou como há males que vêm por bem


Em Setembro de 2000, poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses").


O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais de 2000.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo estrangular qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de mercado”.

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor." - «Mais ainda, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalizador – como um novo Pearl Harbor

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataque do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat" - "... pode considerar-se mais difícil moldar um consenso [na América] sobre questões de política externa, excepto nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida".

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos chave da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para o assalto aos soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"Estamos a tentar preparar as nossas armas contra a Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a Bin Laden (...) Agora, considerem que é possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas [Now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people] (...) .


Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-industrial. De 2001 até 2007 o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para 626 mil milhões de dólares, um aumento de 55% em seis anos. Abençoado Bin Laden!



Cujos grandes beneficiários foram:



Comentário:

O Complexo Militar-Industrial Americano, graças ao evento catastrófico e catalizador do 11 de Setembro, tem bons motivos para sorrir.

O diagrama seguinte é perfeitamente explícito: as empresas da defesa controlam as televisões, rádios, jornais e, portanto, as campanhas políticas. Estas, por sua vez, fazem eleger para presidentes, senadores e congressistas, os homens de mão da indústria da defesa. Estes agentes, por seu turno, votam sucessivos aumentos nos orçamentos da Defesa. E quando perante a opinião pública se torna impossível justificar tais aumentos em tempo de paz, organizam-se imaginativos eventos catastróficos e catalizadores:

Etiquetas: , , , , , , , ,

Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

No Expresso - Henrique Monteiro reconhece que a política securitária é a única forma de fazer face ao terrorismo islâmico



Henrique Monteiro - Expresso 26/01/2008

«A guerra que andamos a perder»


Tête-à-tête desassombrado entre a crónica semanal de Henrique Monteiro do Expresso e Osama Bin Laden da Al-Qaeda


Monteiro: «A notícia de que alguns terroristas suicidas islâmicos poderiam estar, ou ter passado, por Portugal chamou a atenção sobre estes episódios. Em si, eles revelam algo de positivo - a preocupação e seriedade com que estes assuntos são tratados por quem tem autoridade para fazê-lo, ainda que as suspeitas sejam vagas

«No entanto, estas reacções mostram outra coisa, mais escondida, mas muito mais grave: o medo latente que todos temos de que um dia um qualquer suicida, com o qual nada temos a ver, chegue a uma estação de metro ou a um restaurante movimentado e mate, indiscriminadamente, amigos, familiares, vizinhos, conhecidos, quem sabe se nós mesmos.»


Osama: Lamentavelmente, o prezado colega Monteiro, na divulgação que faz da ameaça terrorista islâmica, está ainda longe da sofisticação da - CNN Fear Factor - vídeo legendado em português e apresentado no Daily Show por Jon Stewart:


Monteiro: «Este sentimento (o medo do terrorismo), que começou na década de 90 - ainda antes do ataque às Torres Gémeas em 2001, antes de Bush ser presidente (há quem se esqueça deste facto comezinho) - tem vindo a agravar-se à medida que não sabemos como responder a esta escalada, a esta autêntica guerra que os radicais islâmicos nos movem. A invasão do Iraque revelou-se desastrosa; uma invasão do Irão seria, seguramente, mais desastrosa ainda. Não fazer nada será, também, totalmente desastroso.»

«Acresce que o Ocidente (ou a sua intelectualidade bem pensante) ainda gosta de se culpabilizar pela situação que o mundo vive. Tudo junto, isto resulta nesta espécie de esquizofrenia em que vivemos: temos medo deles, mas não sabemos exactamente como prevenir esse medo, senão reforçando a nossa segurança e a nossa desconfiança


Osama: A intelectualidade bem pensante ocidental não tem tem nada de que se culpabilizar, caríssimo Monteiro. Basta estar atento às declarações dos seus dirigentes: o ex-Presidente Italiano, o homem que revelou a existência da Operação Gládio, Francesco Cossiga, veio a público falar sobre os atentados do 11 de Setembro, afirmando, no Corriere della Sera, que os ataques foram executados pela CIA e pela Mossad e que esse facto era do conhecimento geral entre os serviços de informações a nível global.

A tendência de Cossiga para ser honesto preocupou a elite governante italiana e foi forçado a demitir-se após ter revelado a existência, e a sua participação na criação, da Operação Gládio, uma rede de operações secretas sob os auspícios da NATO que executou atentados bombistas por toda a Europa nos anos 60, 70 e 80. A especialidade da Gládio era executar o que se chama "false flag operations," ataques terroristas que eram imputados à oposição doméstica e geopolítica. As revelações de Cossiga contribuíram para uma investigação do parlamento italiano em 2000 sobre a Gládio, durante a qual foram reveladas provas de que os ataques foram administrados pelo aparelho de inteligência americano.



Monteiro: «Aos poucos tornamo-nos mais securitários, mais adeptos do fecho das fronteiras, mais adeptos da vigilância electrónica, mais adeptos de uma série de medidas que contradizem a enorme marcha da nossa civilização para uma sociedade mais livre.»

«Essa é a guerra que estamos a perder. Em nome da nossa segurança e por via da nossa incapacidade derrotamo-nos a nós próprios. E eles, para quem a morte é a glória, sabem-no muito bem.»


Osama: Essa é a guerra que estamos a perder ou a ganhar, Monteirito? Não é, afinal, esse furacão de medidas liberticidas adoptadas pelos Estados Unidos que todos nós, terroristas, desejamos?

Logo após os atentados do 11 de Setembro, foi criada uma justiça de excepção. O ministro da Justiça, John Ashcroft, impôs a adopção de uma lei antiterrorista – a chamada "Lei Patriótica" (Patriot Act) – que permite às autoridades prender suspeitos por um período quase indefinido, deportá-los, encarcerá-los em celas incomunicáveis, censurar a sua correspondência, as suas conversas telefónicas, as suas mensagens pela Internet, e revistar as suas casas sem autorização judicial... George W. Bush decidiu também criar tribunais militares, de instâncias especiais, para julgar estrangeiros acusados de terrorismo. Esses julgamentos secretos poderão realizar-se em navios de guerra ou em bases militares; a sentença será pronunciada por uma comissão composta por oficiais militares; não será necessária a unanimidade para condenar um acusado à morte; a pena não terá apelo; as conversas entre o acusado e seu advogado poderão ser gravadas clandestinamente; o procedimento judicial será mantido sigiloso e os detalhes do processo somente serão tornados públicos várias décadas depois...

Também em apoio à "guerra mundial contra o terrorismo", outros países – Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Espanha, França... – reforçaram as suas legislações repressivas. Os defensores dos direitos públicos têm razão para estar preocupados. O movimento geral de nossas sociedades, que tendia para um respeito cada vez maior pelo indivíduo, acaba de ser brutalmente interrompido. E, actualmente, tudo indica que se caminha para um Estado cada vez mais policial... incluindo aqui, em Portugal.


Comentário:

Nunca será demais enaltecer o papel fundamental que os media internacionais têm tido na «Guerra ao Terrorismo»:

A componente mais poderosa da Campanha de Medo e Desinformação está a cargo da CIA, a qual secretamente subsidia autores, jornalistas e críticos mediáticos por meio de uma teia de fundações privadas e organizações patrocinadas pela CIA.

Iniciativas de desinformação encoberta, sob os auspícios da CIA, são também canalizadas através de vários "procuradores" (proxies) de inteligência noutros países. Desde o 11 de Setembro elas resultaram numa disseminação diária de informação falsa referente a alegados "ataques terroristas". Em virtualmente todos os casos relatados (na Grã Bretanha, França, Indonésia, Índia, Filipinas, etc), afirmam que os "supostos grupos terroristas" têm "ligações à Al-Qaeda de Osama bin Laden", sem naturalmente admitir o facto (amplamente documentado por relatórios de inteligência e documentos oficiais) que a Al-Qaeda é uma criação da CIA.
.

Etiquetas: , , , , , ,

Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Os Protolos dos Sábios de Sião - atentados e terror

Woodrow Wilson (Presidente EUA - 1856/1924) - In The New Freedom (1913)

«Uma grande nação industrial é controlada pelo seu sistema de crédito. O nosso sistema de crédito está concentrado. O crescimento da Nação e de todas as nossas actividades está nas mãos de meia dúzia de homens. Tornámo-nos num dos mais mal governados, num dos mais completamente controlado e dominado Governo no mundo – não mais um Governo de liberdade de opinião, não mais um Governo pela convicção e pelo voto da maioria, mas um Governo pela opinião e intimidação de um pequeno grupo de homens dominantes

«Desde que eu entrei para apolítica, tenho tido principalmente opiniões de homens que me são segredadas privadamente. Alguns dos maiores homens nos Estados Unidos, no campo de comércio e da manufactura estão com medo de alguém, estão com medo de alguma coisa. Eles sabem que existe um poder algures tão organizado, tão subtil, tão vigilante, tão integrado, tão completo, tão penetrante, que preferem sussurrar quando o condenam


Protocolos - frases da última parte do Capítulo VII:

- A qualquer oposição, deveremos estar em condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar criar-nos embaraços.


- E, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos repeli-los por meio duma guerra geral.

- O mais seguro caminho do êxito em política é o segredo de todas as empresas (e intenções); a palavra do diplomata não deve nunca concordar com seus actos!



- Devemos obrigar os governos cristãos a obrar de acordo com este plano, que amplamente concebemos e que já está chegando à sua meta.

- A opinião pública ajudar-nos-á, essa opinião pública que o «grande poder» e a imprensa, secretamente já puseram nas nossas mãos.



- Com efeito, salvo poucas excepções, sem importância, a imprensa está toda na nossa dependência.

- Numa palavra, para resumir nosso sistema de coação dos governos cristãos da Europa, faremos ver a nossa força por meio de atentados, isto é, pelo terror.



- A todos, se todos se revoltarem contra nós, responderemos com os canhões americanos, russos, chineses e japoneses.

Etiquetas: , , , , , , ,

Sábado, Dezembro 29, 2007

Dois palhaços da SIC Notícias ridicularizados por um humorista dos Monty Python


A dupla Buxa e Estica, da SIC Notícias (Martim Cabral - Nuno Rogeiro), entrevistou o humorista dos Monty Python, Terry Jones, no programa "Sociedade das Nações".

Martim Cabral e Nuno Rogeiro, os grandes arautos da "Guerra ao Terrorismo" na SIC, trouxeram à baila, evidentemente, a intolerância religiosa islâmica, o Iraque, o 11 de Setembro e o terrorismo em geral.

Terry Jones, de sorriso no lábios, explicou-lhes, candidamente, que a "Guerra ao Terrorismo" constitui um excelente negócio para a indústria do armamento, e que certos governos fazem dela um motivo para criar o caos no Médio Oriente, para que haja um estado permanente de guerra. Contou-lhes, ainda, que Bush é um presidente patético ao serviço das grandes empresas do armamento.

A SIC Notícias passou, prudentemente, esta entrevista às 20:10 (à hora dos telejornais) do dia 28/12/2007, e às 3:30 da madrugada do dia 29/12/2007, porque, como afirma Alcides Vieira, Director de Informação da SIC, este canal o que pretende é que "quando um telespectador olha para a informação da SIC, veja que todos os jornalistas que aparecerem no ecrã estão a falar verdade e não estão ao serviço de um interesse. Porque essa é uma marca da SIC."



Os principais momentos da entrevista a Terry Jones:

Terry Jones: Quando fizemos "A Vida de Brian" lembro-me de ter dito ao resto da equipa: "Sabem que isto pode ser muito perigoso. Podemos ter um fanático religioso a fazer de nós alvos." E eles responderam: "Não há problema." Mesmo nessa altura em 1978, achei que seria uma área potencialmente perigosa de abordar. Mas acho que não hesitava em retratar a vida de Maomé.


Martim Cabral: Acha que alguém o apoiaria? Não acha que existe uma atmosfera internacional em que ninguém considera sequer fazer este tipo de paródia, especialmente se recordarmos os problemas que houve devido aos cartoons de uma revista norueguesa?

Terry Jones: Sim, seria quase impossível obter apoio, mas não pensei em fazer isso. Não vejo o Islão como a grande fonte do Mal, como as pessoas dizem e como Bush quer fazer parecer. Em 1998… Não, em 1990, antes da primeira Guerra do Golfo, li uma revista interna da indústria do armamento, chamada "Weapons Today", que tinha grandes caças na capa. Era uma revista interna da industria do armamento e o editor-chefe escreveu: "Graças a Deus que Saddam existe." O editorial dizia que, com a queda do comunismo, o sector do armamento estava a atravessar uma crise. Não havia encomendas. "Mas agora temos um inimigo ao qual ninguém põe objecções, que é Saddam Hussein." Depois o editorial sugeria: "No futuro, podemos esperar que o Islão substitua o comunismo, porque haverá mais encomendas de armas." E podem apostar que, desde 1990, o sector do armamento tem promovido um conflito entre o Cristianismo e o Islão e é isso que temos visto desde então.


Martim Cabral: Já não é divertido nem legítimo fazer sátiras sobre religião, no ambiente em que vivemos actualmente.

Terry Jones: Concordo, mas não sei se esta situação se deve ao Islão ou à nossa indústria do armamento, que atiça e provoca o Islão.


Rogeiro: É curioso porque Chesterton, que era católico, comentou: "A superioridade de uma religião reflecte-se no facto de podermos satirizar com ela." Se pudermos gozar com ela, então, é uma religião superior.

Terry Jones: É um bom argumento para o Catolicismo.


Rogeiro: O que o irrita mais na conjuntura mundial actual? Sei que a questão do Iraque é algo que lhe custa a digerir.

Terry Jones: Sim, acho que o Iraque é o verdadeiro… Antes de invadirem o Iraque… A reacção ao 11 de Setembro foi completamente estúpida.


Rogeiro: O que significou, para si, o 11 de Setembro?

Terry Jones: Para mim, o 11 de Setembro resumiu-se a umas quantas pessoas que desviaram uns aviões para... Acho que o 11 de Setembro teve origem devido à situação no Médio Oriente com a Palestina, aquilo que os israelitas estão a fazer à Palestina, com a protecção e o aval dos Estados Unidos. O 11 de Setembro resumiu-se a isso. Claro que foi uma oportunidade imperdível para que os neo-conservadores norte-americanos transformassem isso numa cruzada contra o Islão.


Martim Cabral: Se fosse presidente dos Estados Unidos, como reagiria a um ataque como o das Torres Gémeas? O que faria? Como reagiria?

Terry Jones: Quando se é um presidente patético ao serviço das grandes empresas e do sector do armamento transformamos isso em algo politicamente vantajoso e fazemos disso um motivo para criar o caos no Médio Oriente, para que haja um estado permanente de guerra. Cria-se um estado permanente de guerra contra o "terror". É uma guerra que nunca pode ser vencida.


Martim Cabral: Mas o que faria? Imagine que está na Casa Branca.

Terry Jones: Foi um acto criminoso. Não podíamos apanhar os culpados porque estavam mortos. Tinha de haver operações secretas para descobrir os mentores. Não se fazem anúncios públicos, do género: "Achamos que estão escondidos no Afeganistão. Vamos bombardear-vos daqui a três semanas, está bem?" Isso dá à Al-Qaeda tempo suficiente para sair do Afeganistão e ir para outro local. Só então é que se bombardeia o Afeganistão.


Rogeiro: Escreveu no "The Guardian" que a gramática é vítima da guerra, penso eu, e defende que é impossível combater algo abstracto.

Terry Jones: Sim, na guerra contra o terror, estamos a enfrentar um substantivo abstracto.


Rogeiro: O terrorismo, além de ser abstracto, é algo muito concreto que mutila pessoas, que destrói vidas e cidades.

Terry Jones: Mas precisamos de um inimigo. Não podemos combater um conceito abstracto. É impossível combater o terrorismo. É como a luta contra a droga. É um conceito abstracto. Temos de saber quem vamos enfrentar. Temos de descobrir quem está por detrás disso para depois os capturar. Não se anuncia ao mundo onde estão os suspeitos para depois bombardear esses locais e criar ainda mais animosidade contra nós. É essa a intenção. A ideia não é salvar o Iraque, mas sim criar animosidade contra o Ocidente, para que haja um estado permanente de guerra.


Rogeiro: Porque acha que os britânicos reelegeram Tony Blair, depois de ele se ter envolvido na questão do Iraque?

Terry Jones: Porque reelegeram Tony Blair? Não faço ideia. Há muita… Até sei, mas não devia dizer isto. Acho que muita gente rema conforme a maré. Não sei.


Martim Cabral: Correndo o risco de sermos os três alvos de uma fatwa, não acha que Osama bin Laden seria uma personagem ideal para os Monty Pyton? Seria impossível inventar uma personagem como ele.


Terry Jones: Acho que ele (Osama bin Laden) deve ter sido influenciado pelos Monty Python.



A entrevista completa a Terry Jones, aqui:

Etiquetas: , , ,