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quinta-feira, maio 31, 2012

Para Christine Lagarde, directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), só há duas coisas importantes na vida: os impostos… e a respectiva colecta...



A carismática Lagarde (na foto com uma barba de três dias)

Christine Lagarde, dona de um corpo atlético e de um rosto que uma natureza madrasta não quis favorecer, costuma optar por guarda-roupas em tom pastel e é amante das grifes francesas. Christine é facilmente vista com bolsas Hermès, sapatos Louboutin, vestidos e tweeds Chanel, e é cliente habitual da Dior.

A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde tem um rendimento anual de 380 889 euros [323 257 euros de salário, ao qual acrescem as despesas de representação no valor de 57 889 euros], ou seja, 31 740 euros mensais. O seu estatuto de funcionária internacional permite-lhe não pagar impostos nenhuns.



Guardian: Quando analisa as contas gregas e exige medidas que sabe podem significar que as mulheres não terão acesso à assistência no parto, que os doentes deixam de poder aceder a medicamentos que lhes salvam a vida, e que os idosos vão morrer sozinhos por falta de cuidados - deixa de pensar em tudo isso e concentra-se nas contas?

Christine Lagarde: Não, penso sobretudo nas crianças da escola de uma pequena aldeia no Níger, que apenas têm duas horas de escola por dia e que partilham, cada três, uma cadeira, felizes por estar a aprender. Tenho-as no meu pensamento o tempo todo. Porque acho que elas precisam ainda mais do que as pessoas em Atenas. [...] Sabe que mais? No que diz respeito a Atenas, eu também penso naquelas pessoas que estão sempre a tentar fugir aos impostos.

Guardian: E pensa mais nesses do que naqueles que estão a lutar pela sua sobrevivência, sem emprego nem serviços públicos?

Christine Lagarde: Penso em todos por igual. E acho também que todos têm que se ajudar colectivamente. [...] Pagando os seus impostos. Sim.

Guardian: E os filhos deles, que não podem ser responsabilizados?

Christine Lagarde: Bem, os pais deles são responsáveis, certo? Por isso devem pagar os seus impostos.



Crianças gregas com fome


Comentário

Christine Lagarde, quando confrontada com a situação que a instituição para a qual trabalha, o FMI, criou na Grécia, utilizou inteligentemente o problema escolar das crianças no Níger para relativizar o drama social e humano em que a Grécia se encontra.

Evidentemente que se Christine Lagarde fosse confrontada pelo Guardian sobre o problema escolar das crianças no Níger, a directora do Fundo Monetário Internacional relativizaria provavelmente desta maneira:

Guardian: Quando analisa as contas nigerianas e exige medidas que sabe poderem significar que as crianças desse país, embora felizes por aprender, podem ter de reduzir o período de aulas para apenas meia-hora por dia e que os bancos da escola vão ter de ser presumivelmente partilhados por oito alunos - deixa de pensar em tudo isso e concentra-se nas contas?

Christine Lagarde: Não, penso sobretudo nas crianças-soldado que lutam em guerras e conflitos armados no Uganda, na Libéria, na República Democrática do Congo e no Sudão, e cuja vida é dura e perigosa, pois precisam de transportar explosivos e aprender a manejar pistolas, espingardas e metralhadoras. Penso também nas meninas desses países que frequentemente são obrigadas a satisfazer os desejos sexuais de soldados nos acampamentos. Penso nos miúdos que são obrigados, sob pena de morte, a assassinar amigos e membros da própria família. Penso nos garotos a serem doutrinadas para matar e obedecer sob a influência de drogas e bebida alcoólica. Tenho-os no meu pensamento o tempo todo, porque acho que eles precisam ainda mais do que as crianças do Níger. [...] E sabe que mais? No que diz respeito ao Níger, eu também penso naquelas pessoas que estão sempre a tentar fugir aos impostos.

Guardian: E pensa mais nessas pessoas do Níger que estão sempre a tentar fugir aos impostos, do que nos miúdos nigerianos que estão a lutar por mais horas de aulas e por bancos mais compridos ou carteiras individuais?

Christine Lagarde: Penso em todos por igual. E acho também que todos têm que se ajudar colectivamente. [...] Pagando os seus impostos. Sim.

Guardian: E os filhos desses pais nigerianos, que não podem ser responsabilizados?

Christine Lagarde: Bem, os pais deles são responsáveis, certo? Por isso devem pagar os seus impostos.



Jovem aluno do Níger numa sala de aula sem quaisquer condições


E se a entrevista se prolongasse e Christine Lagarde fosse confrontada pelo Guardian sobre o problema das crianças-soldado que lutam em guerras e conflitos armados no Uganda, na Libéria, na República Democrática do Congo e no Sudão, a mulher-homem Lagarde talvez abordasse o assunto da seguinte forma:

Guardian: Quando analisa as contas do Uganda, da Libéria, da República Democrática do Congo e do Sudão e exige medidas que sabe poderem significar que as crianças-soldado desses países tivessem de matar, não apenas os amigos e a família mais chegada, mas fossem também obrigados a assassinar as famílias desses amigos e sua própria família mais alargada (primos em 3º grau, tios-avós, sobrinhos afastados, etc.), - deixa de pensar em tudo isso e concentra-se nas contas?

Christine Lagarde: Não, partindo do princípio que existiu de facto um holocausto judeu, e estou bastante inclinada a acreditar nisso, penso sobretudo nas crianças judias que foram levadas directamente para as câmaras de gás. Tenho-as no meu pensamento o tempo todo. Porque acho que elas precisavam ainda mais do que as crianças-soldado do Uganda, da Libéria, da República Democrática do Congo e do Sudão. [...] Sabe que mais? No que diz respeito ao Uganda, à Libéria, à República Democrática do Congo e ao Sudão, eu também penso naquelas pessoas que estão sempre a tentar fugir aos impostos.

Guardian: E pensa mais nessas pessoas do Uganda, da Libéria, da República Democrática do Congo e do Sudão que estão sempre a tentar fugir aos impostos, do que nas crianças-soldado que estão a lutar por deixar de ser escravos sexuais e assassinos e a tentar levar uma infância normal?

Christine Lagarde: Penso em todos por igual. E acho também que todos têm que se ajudar colectivamente. [...] Pagando os seus impostos. Sim.

Guardian: E os filhos desses pais ugandeses, liberianos, congoleses e sudaneses, que não podem ser responsabilizados?

Christine Lagarde: Bem, os pais deles são responsáveis, certo? Por isso devem pagar os seus impostos.



Criança-soldado algures no Uganda, na Libéria, no Congo ou no Sudão


E a entrevista a madame Lagarde poderia continuar indefinidamente...

domingo, maio 06, 2012

A fraude da alternância democrática dos Dois-Partidos (que de facto constituem um partido único) já foi topada pelos gregos



Em qualquer «Democracia» os dois partidos do «Arco da Governação», que se sucedem ininterruptamente no Poder, não passam de um único partido que obedece exclusivamente ao Polvo Financeiro.


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6/5/2012 às 21:59

Nas eleições gregas de hoje, o partido Nova Democracia (PSD) foi o mais votado com quase 21%, seguido do partido de Coligação de Esquerda com 15,2%. O PASOK (PS) ficou-se pelos 14,6%, os Gregos Independentes rondou os 10% e o Partido Comunista 8,2%.


Para o [comentador venal] professor Marcelo Rebelo de Sousa, para quem esta «é a má notícia da noite», depois deste resultado, «a Grécia está um pandemónio» e «ninguém sabe» o que vai acontecer ao país daqui para a frente...



DN Globo - 04-05-2012

O comentador político grego Antonis Delatollas prevê em entrevista à Lusa que os dois principais partidos não devem garantir em conjunto a maioria absoluta nas legislativas de domingo e terão muitas dificuldades em garantir um parceiro para governar.

"Será muito difícil os dois principais partidos, os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia (ND), formarem um governo, mesmo em coligação", disse em entrevista telefónica à Lusa Antonis Delatollas, 49 anos, comentador político e diretor da revista política e satírica semanal "To Pontiki" (O Rato), publicado em Atenas.

"Vão necessitar do apoio de um terceiro partido e que terá de ser pró-memorando e não anti-memorando. Mas será muito difícil encontrar esse parceiro, porque a maioria dos restantes partidos são contra o memorando [segundo plano de resgate assinado com a União Europeia e Fundo Monetário Internacional, avaliado em 130 mil milhões de euros]", afirmou.

"Assim, será um duro despique para saber quem formará um governo na Grécia"

Esta fragmentação política vai penalizar sobretudo o "bloco central" formado entre os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia (ND).

Desde novembro, os dois partidos integram um "governo de transição" responsável pelas mais recentes negociações com os credores internacionais e que implicou duras medidas de austeridade.


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The Establishment's Two-Party Scam

Establishment - é um termo usado para referir genericamente a tradicional elite dominante ou elite do poder e as estruturas da sociedade que ela controla.

Texto de Chris Gupta

Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.


Dr. Stan Monteith: "De há muito, o principal problema da vida política americana tem sido tornar os dois partidos congressionais (o partido Republicano e o partido Democrata) mais nacionais. O argumento de que os dois partidos deviam representar políticas e ideias opostas, uma, talvez, de Direita e a outra de Esquerda, é uma ideia ridícula aceite apenas por teóricos e pensadores académicos. Pelo contrário, os dois partidos devem ser quase idênticos, de forma a convencer o povo americano de que nas eleições pode "correr com os canalhas", sem na realidade conduzir a qualquer mudança profunda ou abrangente na política."


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É sobejamente reconhecido que as corporações internacionais contribuem com largas somas de dinheiro para ambos os partidos políticos, mas será possível que ambos os partidos sejam controlados essencialmente pelas mesmas pessoas? Teria George Wallace razão quando afirmou:

"... não existe diferença nenhuma entre Republicanos e Democratas."

"... A verdade é que a população raramente é envolvida na selecção dos candidatos presidenciais; normalmente os candidatos são escolhidos por aqueles que secretamente mandam na nossa nação. Assim, de quatro em quatro anos o povo vai às urnas e vota num dos candidatos presidenciais seleccionados pelos nossos 'governantes não eleitos.' Este conceito é estranho àqueles que acreditam no sistema americano de dois-partidos, mas é exactamente assim que o nosso sistema político realmente funciona."


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O Professor Arthur Selwyn Miller foi um académico da Fundação Rockefeller. No seu livro «The Secret Constitution and the Need for Constitutional Change» [A Constituição Secreta e a Necessidade de uma Mudança Constitucional], escreveu:

"... aqueles que de facto governam, recebem as suas indicações e ordens, não do eleitorado como um organismo, mas de um pequeno grupo de homens. Este grupo é chamado «Establishment». Este grupo existe, embora a sua existência seja firmemente negada; este é um dos segredos da ordem social americana. Um segundo segredo é o facto da existência do Establishment – a elite dominante – não dever ser motivo de debate. Um terceiro segredo está implícito no que já foi dito – que só existe um único partido político nos Estados Unidos, a que foi chamado o "Partido da Propriedade." Os Republicanos e os Democratas são de facto dois ramos do mesmo partido (secreto)."


O Professor Miller usou nesta frase "(secreto)" porque sabia que ao povo Americano nunca será permitido tomar conhecimento que na realidade só existe um partido político nos Estados Unidos.



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Professor Carroll Quigley


Nenhum debate do Governo Invisível Americano ficaria completo sem mencionar o Professor Carroll Quigley, o mentor de Bill Clinton quando este era um estudante na Universidade de Georgetown. O Presidente Clinton referiu-se bastantes vezes ao Professor Quigley nos seus discursos. O Professor Quigley deu aulas tanto na Universidade de Harvard como na de Princeton antes de se fixar na Universidade de Georgetown.

Embora Quigley fosse um devotado liberal, estamos em dívida para com ele pelas suas revelações acerca da origem da Elite do Poder que governa a nossa nação e o mundo. No seu livro «Tragedy and Hope: A History Of The World In Our Time» - [Tragédia e Esperança: uma história do Mundo dos nossos dias], Quigley revela que os Governantes não Eleitos da América têm por objectivo controlar-nos, utilizando "especialistas" para subverter o nosso processo eleitoral:

"... É cada vez mais claro que, no século XX, o especialista substituirá o magnata industrial no controlo do sistema económico tal como irá substituir o votante democrático no controlo do sistema político. Isto porque o planeamento vai inevitavelmente substituir o laissez faire… De forma optimista, podem sobreviver para o indivíduo comum os elementos da escolha e liberdade no sentido em que ele será livre de escolher entre dois grupos políticos antagónicos (mesmo que estes grupos tenham pouca latitude de escolha política dentro dos parâmetros da política estabelecida pelos especialistas), e o indivíduo tenha a oportunidade de escolher mudar o seu apoio de um grupo para outro. Mas, em geral, a sua liberdade e poder de escolha serão controlados entre alternativas muito apertadas"...

domingo, fevereiro 12, 2012

Bancos já ardem em Atenas. É tempo de chegar o lume a Banqueiros, Políticos a soldo e a Jornalistas e Comentadores venais

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Bancos já ardem em Atenas




É tempo de chegar o lume a Banqueiros, Políticos a soldo e a Jornalistas e Comentadores venais:

Agiotas, Corruptos e Mentirosos, crepitam em merecida consonância
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domingo, julho 03, 2011

Também estou solidário

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Há cada vez mais gregos que estão determinados a lutar ou morrer para eliminar os políticos corruptos que lhes arruinaram o país.


Um político corrupto grego é sovado por desempregados atenienses, espartanos e coríntios


Rapinado ao Álvaro do blogue PSICANÁLISES (Julho 1, 2011)

"Estou solidário"

Há pouco numa TV (que não a RTP que nunca vejo) ouvi os gregos que se manifestam e as suas motivações: estão contra os corruptos dos políticos que lhes arruinaram o país. Estou solidário e acho que lhes devem ir ao pêlo.

Acham que é melhor saírem do Euro para poderem re-ganhar competitividade: estou solidário, e podendo voltarei um dia às ilhas gregas. Se abandonarem o Euro e baixarem os preços...

Estão determinados a lutar ou morrer: estou solidário e aprecio a sua coragem e determinação.

A Grécia tem condições para ser um dos destinos turísticos mundiais por excelência. Só políticos e gestores mediocres conseguiram que a Grécia esteja num mísero 14º ou 15º lugar, quando a Espanha ocupa o 2º lugar entre os países mais visitados do mundo (a França, incompreensivelmente, talvez devido à incompetência da "concorrência", continua a ser o país mais visitado do mundo). Por isso acho que os gregos devem ajustar as contas com os políticos que os levaram à ruina (algo forte, que sirva de exemplo para todo o mundo - que remeta a Grécia ás suas origens clássicas onde aos cidadãos, quando transgrediam, era estendida a cicuta, que, por honra e dignidade, eles naturalmente aceitavam) e partirem para uma vida nova.

Os países do sul da Europa, a Europa em si, necessita de uma catárse. A Grécia pode entrar de novo para a Grande História se der início a essa catarse.
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quarta-feira, junho 15, 2011

«Crise Financeira» - A escumalha política do Parlamento Catalão, assim como de outros parlamentos europeus, está à rasca

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Esta informação está vetada à população portuguesa. Não se está a passar nada em Espanha. Não se está a passar nada na Grécia. Não se está a passar nada em França. Não se está a passar nada na Macedónia. Não se está a passar nada na Europa. Não se está a passar nada no Mundo. Cuidado com os pepinos assassinos.



Indignados de Barcelona cercam Parlamento Catalão


Tal como acontece na Grécia há vários dias, na Praça Syntagma, frente ao Parlamento grego, milhares de "indignados" espanhóis encontram-se concentrados junto às portas da Cidadela de Barcelona. Assim, a Cidadela de Barcelona está protegida por um cordão de várias centenas de polícias. No exterior concentraram-se milhares de pessoas, decididas a não deixar os deputados entrar no Parlamento.

Os manifestantes estão decididos a não deixar que esta 4ª feira os deputados entrem para votar novos cortes nos serviços sociais. O mote: "Nós não entraremos, mas eles também não..."

Em Assembleia Popular debateram-se as formas de evitar a entrada dos 135 deputados, sob a égide do grito 'no pasarán'. O Ministério do Interior mandou avisar os manifestantes que o impedimento de deixar os deputados entrar no Parlamento é um delito, mas os "acampados" consideraram, a uma só voz, que nem sempre o que é justo é legal, juntando que o seu protesto é "não violento, pacífico e massivo".

Os indignados dirigiram-se publicamente aos deputados para que não viessem ao Parlamento esta manhã, boicotando as medidas de austeridade. Instaram ainda os parlamentares a título individual: "se estão conscientes do que farão estes cortes sociais à maioria da população, não venham ao Parlamento". "Se vierem e nos encontrarem à porta, terão duas opções: voltar para trás ou unir-se a nós".


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Pelo menos 40 deputados chegaram em carros da polícia, outros 24 aterraram de helicóptero. Os protestos em frente ao Parlamento da Catalunha, em Barcelona, intensificaram-se hoje cedo quando centenas de pessoas pertencentes ao movimento dos "indignados" espanhóis quiseram impedir a entrada dos deputados.

O cordão policial desta manhã não conseguiu evitar cenas de alguma violência. Os manifestantes conseguiram pintar com spray vermelho o deputado Joan Boada, atirar cascas de banana ao secretário-geral do partido Iniciativa per Catalunya (ICV), Joan Herrera, e pintar uma cruz negra na gabardina da ex-conselheira de Justiça Montserrat Tura.

A maioria dos deputados que entrou a pé foi recebida com gritos, insultos e empurrões, tendo entrado sob escolta policial no parlamento. Segundo conta o jornal La Vanguardia, para tentar passar despercebidos por entre a multidão, muitos deputados tiraram as gravatas, mas alguns foram reconhecidos pelos cerca de 2000 manifestantes no local.

No Parlamento estava agendado um debate sobre o orçamento da Catalunha que prevê uma redução em cerca de 10 por cento das despesas públicas e de prestações sociais e na área da saude, o que conta com a oposição dos "indignados", também conhecidos por movimento 15M, que se tem manifestado em diversas cidades espanholas.

De cada vez que entra um deputado, ouvem-se gritos como "Vocês não nos representam!", avança ainda o "La Vanguardia".


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Grécia: cinquenta mil indignados bloqueiam as saídas do parlamento


Segundo informam meios locais, cerca de 50.000 manifestantes têm-se congregado em frente ao edifício durante a noite desta terça-feira, impedindo a saída de deputadas e jornalistas que se encontravam no interior. A poucos minutos da meia-noite, os membros do parlamento conseguiram sair através de um corredor aberto pela Polícia.

Este é o sétimo dia consecutivo de protestos do movimento de Indignados, que acamparam na mesma praça do Parlamento, a praça Sintagma de Atenas.


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Comentário

E toda esta informação está vetada à população portuguesa porque a Escumalha Mediática, outro braço do Cartel Financeiro Internacional, se cala sobre o que é relevante e repete-nos, ad nauseum, as desgraças "inelutáveis" que se avizinham, com o objectivo de nos amolecer a vontade e entorpecer a indignação:

«É preciso honrar os compromissos assumidos com os mercados»

«Vivemos acima das nossas possibilidades»

«Todos os portugueses vão precisar de muita coragem para os próximos anos
e percebem que temos de fazer sacrifícios»

«Vêm aí dois anos terríveis para Portugal,
de recessão económica e de taxas de desemprego recorde»


E isto porque, como afirmou Mário Soares num momento de rara franqueza no «Prós e Contras»: «... toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, de Grupos Económicos, onde os jornalistas escrevem e dizem apenas o que lhes mandam ...»


A «informação» veiculada pelos jornais e televisões nada mais é que um somatório de mentiras, meias-verdades, omissões e propaganda, cujo objectivo é confundir, embotar e estupidificar.
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terça-feira, abril 05, 2011

Uma sugestão aos gregos para debelar a crise da dívida soberana

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Na mira: um presidente de um banco, um político corrupto ou um jornalista venal?


São cada vez em maior número aqueles que reconhecem a existência a nível mundial de uma associação parasitária - um Cartel Bancário Internacional - propriedade de meia dúzia de indivíduos e que mexe todos os cordelinhos financeiros a nível planetário de forma a explorar, espoliar e sugar países e respectivas populações até à medula.

Para tanto, o Cartel Bancário Internacional apoderou-se das instituições políticas e mediáticas a operar nos Estados Nacionais. Usurparam, pela corrupção, os grandes partidos políticos (normalmente dois, e que se revezam eternamente no poder), e adquiriram as televisões e jornais cuja tarefa tem sido ordenar aos cidadãos o que hão-de fazer, o que hão-de pensar, como se hão-de governar e em quem deverão votar (como diria Eça).

Em Dezembro de 2010, na sequência da gravíssima «crise da dívida soberana» engendrada pelo Cartel Bancário Internacional, cerca de 200 manifestantes gregos perseguiram o antigo ministro dos transportes Kostis Hatzidakis quando este saia do Parlamento, gritando: «Ladrões! Tenham vergonha!» Atiraram-lhe pedras e bateram-lhe com paus. Pois bem, estas medidas já mostraram não ser suficientes...



Estando a Grécia provavelmente na situação mais aflitiva em relação à «crise financeira», é aqui deixada uma sugestão «made in USA» que poderá ajudar no futuro próximo a pátria de Aristóteles, assim haja helénicos com coragem, determinação e que prefiram morrer de morte matada do que de morte morrida:

Entre 3 e 22 de Outubro de 2002, os norte-americanos John Allen Williams, de 41 anos, e Lee Boyd Malvo, de 17 anos, lançaram-se numa série de assassínios que manteve a região de Washington mergulhada em pânico. Dissimulados no porta-bagagens de um Chevrolet Caprice, os dois homens alvejaram 13 pessoas, das quais apenas três sobreviveram aos ataques, que à data deixaram a polícia a mãos com uma investigação difícil: as vítimas nada tinham em comum e eram alvejadas nos locais mais díspares.



Carabina Bushmaster XM15 (calibre .223)


Ao examinar o veículo, a polícia encontrou uma carabina Bushmaster XM15 (calibre .223), uma arma de alta potência e extremamente precisa. O carro tinha sido modificado para funcionar como uma plataforma de tiro. Possuía dois buracos, um para um telescópio de mira, além de um tripé. Desta forma, disparando do carro, o atirador não era detectado pelos sensores de calor.



Seguindo esta técnica, simples e com elevada taxa de sucesso, bastariam no máximo dez gregos, com eles no sítio, para que os incessantemente martelados clichês: "vêm aí muitos sacrifícios", "é preciso acalmar os mercados", "vivemos acima das nossas possibilidades", "é necessário fazer cortes", "eliminar a gordura do Estado", etc., etc., etc., se evaporassem em poucas semanas do palavrório político-mediático, e, talvez, com eles, as pornográficas dívidas soberanas e respectivos juros.
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Os gregos poderiam, a título de exemplo, começar o desbaste por aqui:

1 – Presidente do Attica Bank – Agathangelos Kapaneus

2 - Ministro das Finanças do Partido da Nova Democracia (ND) – Abraxas Nikodemos

3 – Líder parlamentar do Partido Socialista (PASOK) – Ophion Phaidros

4 - Director de Informação do canal TV Helénica – Phoibos Seilenos

5 - Comentador político do canal Acheloos TV - Pontios Sanacharibos


E etc. por aí fora...
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terça-feira, dezembro 21, 2010

A Grécia no caminho certo para a saída da crise

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Ex-ministro grego agredido por manifestantes


O ex-ministro grego dos transportes, Kostis Hatzidakis.


Os manifestantes atiraram-lhe pedras e bateram-lhe com paus...


PortugalDiário IOL - 15.12.2010

A Grécia parou em dia de greve geral e nas ruas multiplicam-se os confrontos e manifestações. Durante uma manifestação, um grupo de pessoas atacou e conseguiu mesmo ferir um ex-ministro conservador, avança a agência «Reuters», que cita uma testemunha.

Cerca de 200 manifestantes perseguiram o antigo ministro dos transportes Kostis Hatzidakis quando este saia do Parlamento, gritando: «Ladrões! Tenham vergonha!» Atiraram-lhe pedras e bateram-lhe com paus, até que este se refugiou num edifício próximo.


quinta-feira, maio 06, 2010

Gregos devem calibrar a mira se pretendem afrontar a Banca


Agência Financeira - 5/5/2010

Os sindicatos dos bancários gregos apelaram hoje à realização de uma greve na banca na próxima quinta-feira para protestarem contra a morte de três pessoas num incêndio de uma agência bancária em Atenas, incendiada por manifestantes.

Em comunicado, a Federação dos Empregados Bancários (OTOE) considera que «o acontecimento trágico que fez perder a vida a três dos nossos colegas é uma consequência das medidas anti-populares que desencadearam a cólera popular», noticia a Lusa.

Os sindicalistas acrescentam no texto que «o Governo é responsável porque parece não ter considerado a extensão das consequências das suas decisões sobre a sociedade grega».


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Sugestão

Se os gregos se sentem revoltados pelo roubo gigantesco (a que os «analistas» dão eufemisticamente o nome de endividamento), levado a cabo por uma Banca parasita, especuladora e usurária, não devem tomar por alvo inocentes funcionários de balcões, mas antes os homólogos gregos dos seguintes cavalheiros:




O Banco Comercial Português (BCP) terá registado lucros de 66,6 milhões de euros nos primeiros três meses do ano [2010]. Estes resultados deverão, ainda assim, representar uma subida homóloga de 42% face ao lucro de 47 milhões de euros apurado no último trimestre de 2009.

O Banco Espírito Santo obteve um resultado líquido de 119,1 milhões de euros no primeiro trimestre [2010], o que representa um crescimento de 17,6%, num período "condicionado pela lenta recuperação da actividade económica", anuncia a instituição financeira.

O Banco BPI anunciou hoje que obteve lucros de 45,1 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano [2010] ...
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