Quarta-feira, Junho 11, 2008

Arábia Saudita - um Estado fantoche fabricado por Banqueiros Internacionais

Uma mulher é enterrada até à cintura para ser apedrejada até à morte

Como os Banqueiros Internacionais criaram um Estado fantoche chamado Arábia Saudita, possuidor dos mais vastos recursos petrolíferos do planeta, recorrendo a um agente britânico, Ibn Saud (donde o nome - Saudi Arabia) e à sua «irmandade», e implantando à força nesse território uma seita feudal implacável – o Wahabismo – por forma a acautelar qualquer tipo de sublevação popular que possa colocar em causa o estrito controlo do petróleo.

Sobre o Wahabismo, consultar o site islâmico «Wahabismo Exposto»:

«Wahabismo Exposto é um web site Islâmico independente, nossa principal intenção é, através da informação, mostrar a beleza, seriedade e compromisso com a justiça e paz que são intrinsecamente associados à Mensagem Islâmica. «Desmistificando falsas informações, trazendo a verdade à superfície e mostrando a falta de fundamentos islâmicos naquilo que indivíduos infiltrados dentro da Comunidade Islâmica (Ummah) tentam fazer crer e valer como correcto. Tais indivíduos são os Wahabis e todas as Seitas oriundas ou dos mesmos ou que se espelham no seu modus operandi de uma forma geral (Salafi, Neo-Salafi, Deobandi, etc...).»

«Nós convocamos a Comunidade Islâmica e a todos os interessados à realizar uma pesquisa intensa e uma reflexão sincera sobre o que se tem sido ensinado e defendido por esses elementos, actividades que eles levam por diante e têm-se associado ao Islão por aqueles que são mal informados ou mesmo aqueles que possuem interesses contrários ao Islão de uma forma ou de outra. Atitudes como a violência ofensiva, desrespeito à vida de inocentes, mal trato e desrespeito às mulheres, ofensas contra outras religiões, ganância, corrupção, hipocrisia, traição aos oprimidos, compromisso com o colonialismo e neo-imperialismo, ajuda com segundas intenções, criação de intrigas, todas são ligadas aos Wahabis e têm-se espalhado entre a Comunidade Islâmica através das acções dos mesmos e de seus pupilos, ambas atitudes que vem sendo incessantemente mostradas na TV e nas Revistas, que fazem que o Islão, uma Mensagem de Paz, Justiça e Amor, seja associada com Guerras criminosas, Injustiça e Ódio, além da truculência e falta de racionalidade defendidas por esses elementos. Certamente isso não é Islão, e devemos em um esforço conjunto livrar nossa Comunidade e o mundo de uma forma geral da influência e acção desses corruptores.»



Arábia Saudita - o estado fantoche dos Rothchild e dos Rockefeller


A maior parte do plano dos Banqueiros Internacionais para o século XX implicava a destruição do Império Otomano e dependia em boa parte do auxílio aos intriguistas Salafistas. Ainda mais importante era o papel desempenhado pelo estado fantoche da Arábia Saudita, que se veio a tornar o patrocinador do terrorismo salafista. Os sauditas viriam a tornar-se numa peça importante da estratégia para tornar o mundo dependente do petróleo controlado pelos Rockefeller, não apenas incrementando a procura e os lucros, mas aumentando o estrangulamento sobre os governos e as economias mundiais.

Tal como foi mostrado na obra «Os Rothchilds, Winston Churchill e a Solução Final» ("The Rothchilds, Winston Churchill and the Final Solution"), de Clifford Shack, nenhum assunto naval afectaria mais a política externa Britânica do que o debate crucial sobre se a Marinha Real deveria ou não ser convertida da propulsão a carvão para a propulsão a petróleo. O petróleo era não apenas superior ao carvão, mas também o ramo francês dos Rothschilds era, com os Rockefellers, os administradores supremos do negócio do petróleo, tendo formado um cartel mundial com a Standard Oil.

Muitos pensavam que tal conversão era pura estupidez, porque tal significaria que a Marinha não mais poderia contar com o seguro e protegido carvão Galês, mas teriam de depender de distantes e pouco seguros abastecimentos de petróleo da Pérsia, como o Irão era conhecido na altura.

A importância de garantir o fornecimento de petróleo à marinha britânica assumiu um papel central, já que o petróleo ainda não tinha sido descoberto nas suas possessões árabes no Golfo. Em Junho de 1914, Churchill apresentou uma lei que propunha que o governo britânico investisse numa companhia de petróleo, da qual adquiriram depois 51% da Anglo- Persian, que na realidade já era possuída em parte pelo governo britânico, e era financiada em parte pelo banco dos Rothschilds. A Grã Bretanha adquiriu a sua primeira concessão petrolífera, e manteve o seu envolvimento secreto. No Verão de 1914, a Marinha Britânica funcionava já totalmente a petróleo e o governo britânico já tinha assumido o papel de accionista maioritário na petrolífera Anglo-Persian. A companhia cresceu rapidamente, passando a denominar-se primeiro Anglo-Iranian, e finalmente British Petroleum, ou BP.

A Anglo-Persian não era a única companhia que fornecia petróleo à Inglaterra, como Churchill afirmou no Parlamento em 1913, "Não devemos ficar dependentes de nenhuma qualidade, de nenhum processo, de nenhum país, de nenhuma rota ou de nenhum campo. Segurança e certeza no petróleo assentam em variedade e variedade apenas". A Alemanha já se expandiu para a Turquia e para o sul da África. Mas, o movimento da Alemanha para leste já fora limitado pelo controlo britânico de importantes rotas marítimas. Portanto, a Alemanha chegou a acordo com o Império Otomano para a construção de uma linha de caminho de ferro de Berlim a Bagdade. Este acordo era especialmente alarmante, já que dava acesso directo à Alemanha ao petróleo do Médio Oriente, contornando o canal do Suez controlado pelos britânicos. A Grã-Bretanha já tinha impossibilitado o desenvolvimento da linha férrea até ao Golfo Pérsico ao concluir um acordo secreto com o clã Sabath, do Kuwait, outra família secretamente constituída por judeus, parentes dos sauditas através da tribo Anza, para estabelecer o Kuwait como um "protectorado britânico", portanto separando-o do Império Otomano.

(...) [Na estratégia contra o Império Otomano] a Inglaterra utilizou enganosamente a ajuda de Sharif Hussayn de Meca, que pertencia à dinastia Hashemita, descendentes do Profeta, que tradicionalmente administravam os dois locais sagrados de Meca e Medina. Sharif Hussayn era inicialmente aliado dos Otomanos e dos Alemães, mas ficou consternado pela crescente discriminação dos jovens turcos contra os não turcos do Império Otomano. Foi finalmente convencido pelos Britânicos que a sua ajuda seria recompensada com a criação de um império Árabe, abrangendo toda a área entre o Egipto e a Pérsia, com a excepção das possessões imperiais e interesses no Kuwait, Aden, e a costa Síria.

Contudo, de acordo com a perspicaz duplicidade que sempre caracterizou a sua política estrangeira, os britânicos ofereceram-lhe garantias contrárias aos planos que tinham em mente. Os Britânicos também renovaram a sua relação especial com a seita Wahabista, e com o seu chefe, Abdul Aziz ibn Saud. No seguimento do colapso da primeira revolta saudita às mãos de Mohammed Ali Pasha, o movimento Wahabista foi em grande parte reconstituído, mas disputas internas pela sucessão acabaram por dissolvê-lo em 1891. O pai de Ibn Saud, Abdul-Rahman, fugiu com a família para o Kuwait, deixando Riade sob a ocupação otomana. Em Janeiro de 1902, Ibn Saud chefiou uma incursão para recuperar o controlo de Riade.

Os Britânicos procuraram o apoio de Ibn Saud através da ajuda diplomática de "Abdullah" St. John Philby, que supostamente se convertera ao Islão Wahabista, embora também fosse um agente duplo nazi. Em 1915, os Britânicos assinaram com Ibn Saud um "tratado de amizade e cooperação", que seria apoiado com financiamento britânico. Em 1917, o governante saudita estava a receber cinco mil libras por mês.

Por instigação de Lawrence da Arábia, Faisal, o filho de Hussayn, comandou a revolta árabe contra os otomanos. Faisal tomou Damasco em 1918. Cinco dias depois da conquista de Damasco pelas forças de Faisal, entrou em vigor um armistício com o império otomano. O governo otomano colapsou completamente, e o império foi dividido entre as potências vitoriosas. A França e a Grã-Bretanha obtiveram o controlo da maior parte do Médio Oriente enquanto à Itália e à Grécia foi-lhes dado grande parte da Anatólia.

O povo turco recusou aceitar este pacto, contudo, e sob o comando de Mustafa Kemal Ataturk (na foto), o remanescente do movimento dos jovens turcos formou um governo em Ankara, e criou um exército que forçou os gregos e os italianos a sair da Anatólia, enquanto os britânicos e franceses recusaram intervir. Em Salónica, na Grécia, o centro da franco-maçonaria turca, e do movimento dos jovens turcos, muitos judeus alegaram que Ataturk era um «convertido» [Doenmeh], da comunidade de judeus secreta descendentes dos seguidores do falso Messias Shabbetai Zevi que se converteu ao Islão. E em 1923, quando a República da Turquia foi fundada, foi Ataturk quem foi eleito o primeiro presidente da república. Então, em 1924, o califado islâmico foi formalmente abolido, chegando ao fim treze séculos de lei islâmica.

A vitória das forças aliadas contra os turcos otomanos marcaram o princípio do fim da Primeira Guerra Mundial, e as potências centrais renderam-se uma a uma, assinando um armistício a 11 de Novembro de 1918. No fim da guerra, Faisal continuou o seu avanço, e acabou por tomar o que é hoje a Jordânia, grande parte da península arábica e partes do sul da Síria. Contudo, sem conhecimento de Hussayn, os britânicos negociaram secretamente o pacto Sykes-Picot, para dividir o Médio Oriente de acordo com os termos redigidos pelos Rothschild. Divisões arbitrárias foram criadas, existindo muitas delas ainda hoje, incluindo a criação da Síria e do Líbano como protectorados franceses. Hussayn foi traído, e conseguiu apenas o domínio do Iraque, o qual, com a Transjordânia e o Kuwait, eram efectivamente entidades britânicas, tal como a Palestina, o que foi acordado com os sionistas.

O mandato para a Palestina foi delineado por Felix Frankfurter, o proeminente sionista americano, que mais tarde se tornou conselheiro chefe do Presidente Roosevelt na Casa Branca, e também do Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, e ajudou a fundar a União das Liberdades Civis Americanas (ACLU).

Com a desculpa de que faltava disciplina aos combatentes de Hussayn para manter a região, os britânicos deram apoio ao seu agente Ibn Saud (na foto). Por isso, depois da Primeira Guerra Mundial, com o colapso do império otomano, e com o apoio britânico, Ibn Saud e a sua «irmandade», as tropas de choque do Wahabismo, partiram para a conquista da totalidade da península arábica. Como foi descrito por Algar, no wahabismo: Um Ensaio Fundamental:

«Longe de ter sido um processo espontâneo e autónomo, a propagação do controlo saudita através da península arábica deve antes ser situada na reconfiguração geral do Médio Oriente que estava então em marcha, em grande parte sob os caridosos auspícios dos britânicos, sempre generosos com as terras que não são suas. Seguiu o mesmo padrão da divisão das terras árabes do Crescente Fértil em unidades artificiais; a implantação do sionismo na Palestina sob a protecção do mandato britânico; o estabelecimento da República Turca "secular", e a subida da dinastia Pahvi no Irão

A conquista Wahabista da peninsula arábica, contudo, teve um custo de 400,000 mortos e feridos. Cidades como Taif, Burayda e al Hufa sofreram todas massacres perpetrados por Ibn Saud. É afirmado que os governadores de várias províncias nomeadas por Ibn Saud levaram a cabo 40,000 execuções públicas e 350,000 amputações. O primo de Ibn Saud, Abdullah ibn Musallim ibn Jilawi, o mais brutal da família, atacou a população Xiita, executando milhares de pessoas.

Não obstante, depois de uma visita à recém conquistada península arábica, Rashid Rida publicou um livro elogiando Ibn Saud como o salvador dos lugares santos, um praticante da verdadeira lei islâmica e, dois anos mais tarde, uma antologia das teses Wahabistas. No fim de contas, o salafismo e o wahabismo partilhavam princípios fundamentais. Antes de tudo, um desdém por todos os desenvolvimentos no Islão subsequentes às duas primeiras gerações de muçulmanos, o repúdio do sufismo, a não participação em nenhuma escola do pensamento islâmico (Madhhabs), ou em nenhuma das quatro escolas seguidas pelo Islão Sunita.

Por volta de 1924, os Wahabistas, através do incitamento de "Abdullah" Philby (na foto), reconquistaram Meca, e expulsaram os hashemitas. Seguiram-se protestos contra o vandalismo Wahabista e a crueldade campeou através do mundo muçulmano, mas em 1926, Ibn Saud convocou uma conferência internacional para ratificar o seu domínio sobre Haramayn. E, finalmente, em 1932, o Reino da Arábia Saudita foi oficialmente criado, com o encorajamento britânico. Mesmo muito antes de se tornar rei, o monarca inglês nomeado cavaleiro Ibn Saud, recebeu a Ordem de Bath, uma ordem de cavalaria fundada por Jorge I, o neto de Frederico Eleitor do Palatinado, e a mais alta honra concedida aos não pertencentes à Família Real.

Com a ajuda de Jack Philby, Allen Dulles, um expresidente do Council on Foreign Relations (CFR), que mais tarde viria a ser director da CIA, então a trabalhar para a fima de Sullivan e Cromwell, ajudou as companhias de petróleo de Rockefeller a conquistar a Arábia Saudita, que se tornaria no maior recurso petrolífero do planeta, responsável por quase metade da produção total de petróleo. Em 1933, os sauditas garantiram concessões de petróleo à California Arabian Standard Oil Company (CASOC), empresa afiliada da Standard Oil da California, (Socal, hoje Chevron), dirigida por John D. Rockefeller Jr., um dos membros fundadores do Council on Foreign Relations (CFR).

Em 1936, a Socal e a Texas Oil Company criaram uma sociedade, que mais tarde se iria chamar Aramco, ou a Arabian-American Oil Company. À Socal e à Texaco foram acrescentadas a Standard de New Jersey e a Socony-Vacuum, as predecessoras da Exxon Móbil. Os parceiros da Aramco, Junto com a British Petroleum (BP), a Royal Dutch Shell, e a Gulf Oil uniram-se num cartel para controlar o preço do petróleo, conhecido colectivamente como as Sete Irmãs. Com a família real saudita, elas controlam as maiores reservas de petróleo do mundo.

Em 1945, Roosevelt encontrou-se com Ibn Saud a bordo do navio USS Quincy no Egipto, para formar uma importante aliança económica entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Roosevelt agiu de acordo com o conselho de Harold Ickes, então o coordenador do petróleo para a defesa nacional, e um Departamento de Estado que em Dezembro de 1942 realçou, "É nossa firme convicção que o desenvolvimento dos recursos petrolíferos da Arábia Saudita devem ser vistos à luz do amplo interesse nacional". Os sauditas, contudo, seriam incapazes de ceder ao pedido de Roosevelt para aprovar um incremento da colonização judaica da Palestina, devido à tarefa precária que os sauditas se atribuíram a si próprios de fingir defender o Islão, apesar de apoiarem os interesses americanos na região, e travar o resto do mundo árabe de empreenderem acções de agressão contra Israel. Sob as condições que foram estipuladas, seria permitida a entrada ao pessoal técnico e militar americano na Arábia Saudita. Uma base aérea militar norte-americana foi construída em Dharan em 1946. A Inglaterra, contudo, manteve a maior responsabilidade de manter os interesses ocidentais por mais uma década. Em troca, os sauditas declararam guerra às potências do Eixo, fazendo-o um mês depois do encontro com Roosevelt, e foi-lhes permitido serem incluídos na conferência da fundação das nações Unidas.
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Segunda-feira, Maio 26, 2008

Escassez do petróleo ou excesso de lucros? Mercado ou oligopólio?

Por que não nacionalizar?

Se o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas. Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia. Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente:

- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos

- Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã. Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à custa do que já falta em casa de muitos portugueses. Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.

Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água? Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.



Os números dos lucros revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos:


«Exxon bate recorde de lucros»:

«Nova Iorque (CNNMoney.com) – a Exxon Mobil fez história na Sexta-Feira reportando os maiores lucros trimestrais e anuais de sempre de uma companhia norte-americana, aumentados em grande parte pela subida dos preços do crude.»

«A Exxon, a muito publicitada maior empresa comercial de petróleo do mundo, informou que os resultados líquidos do quarto trimestre de 2007 aumentaram 14%, para 11,66 mil milhões de dólares, ou 2,13 dólares por acção. A companhia ganhou 10,25 mil milhões de dólares, ou 1,76 dólares por acção no período de um ano (2007).»

«O lucro ultrapassou o prévio recorde trimestral da Exxon de 10,7 mil milhões de dólares, alcançado no quarto trimestre de 2005, que foi também o maior de sempre de uma empresa americana.»

«"A Exxon pode distribuir alguns valores espantosos e este é um desses casos," afirmou Jason Gammel, analista sénior da Macquarie Securities de Nova Iorque.»

«A Exxon alcançou também um recorde anual de lucros ganhando 40,61 mil milhões de dólares no ano passado – ou cerca de 1300 dólares por segundo em 2007. Isto excedeu o anterior recorde de 39,5 mil milhões de dólares em 2006.»



Comentário:

Obviamente que a sugestão de Mário Crespo de nacionalizar a Galp é ingénua. Há muito que esta empresa está no bolso de uma das quatros irmãs: Conoco-Phillips, Chevron, Shell ou BP América, através das subsidiárias Iberdrola, ENI e Amorim Energia.

Se, de facto, se nacionalizasse a Galp, esta não veria nem mais uma gota de crude. É assim que funciona o «mercado» por causa do qual se invadiu o Iraque.
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Quarta-feira, Maio 21, 2008

Governo e Galp exultam com as subidas de preço do petróleo


Jornal de Notícias - 21 de Maio de 2008

«O presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, admitiu, ontem, na apresentação de resultados trimestrais da empresa, que a única alternativa para baixar os preços dos combustíveis é reduzir o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). "Não há nada que a Galp possa fazer", garantiu o gestor, lembrando que a petrolífera está exposta às cotações internacionais do petróleo e a uma carga fiscal "gigantesca".»

«(…) Para Ferreira de Oliveira, o actual nível de preços é uma "realidade preocupante, mas contra a qual nada há fazer". "A Galp não fixa os preços do petróleo, do gasóleo e da gasolina. É um simples tomador de preços", frisou.»

«(…) De acordo com o presidente da Galp, a inflação do petróleo levou a que a margem de refinação da Galp tenha diminuído para metade, no primeiro trimestre deste ano, causando uma redução de lucros de 8,4%, para 109 milhões de euros. "A indústria quer que os preços baixem, mas não podemos alhearmo-nos da situação internacional", afirmou.»

«(…) O gestor refutou ainda as críticas de que a empresa tem sido alvo pela alegada formação de preços especulativa. De acordo com dados avançados na apresentação, os preços de combustíveis antes de impostos aumentaram menos em Portugal do que na Europa, nomeadamente Espanha.»

«(…) Ferreira de Oliveira concluiu que a indústria petrolífera nacional é um mercado "aberto, competitivo e eficiente", garantindo não temer os resultados da investigação da Autoridade da Concorrência.»




Correio da Manhã - 21 Maio 2008

«A Galp Energia registou um lucro no primeiro trimestre deste ano de 109 milhões de euros, ou seja, 1,2 milhões de euros por dia. Os resultados foram apresentados ontem pelo presidente da petrolífera, Ferreira de Oliveira, que aproveitou o encontro com os jornalistas para explicar que não é a empresa que faz os preços. "A Galp é um tomador de preços", sublinhou.»

«'São excelentes resultados', admitiu o presidente da Galp, apesar das contas revelarem uma queda nos lucros de 8,4 por cento face a igual período de 2007, que só não foi maior devido às vendas de exploração e aos resultados da venda de gás.»



TSF Online - 20 de Maio 08

O ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos recusa políticas populistas

Teixeira dos Santos considera que qualquer medida do Governo para fazer face à escalada dos preços dos combustíveis não passaria de meros cuidados paliativos para a economia portuguesa.

«O momento externo que atravessamos, nomeadamente a turbulência nos mercados financeiros internacionais e a subida dos preços das matérias-primas podem suscitar pressões para a implementação de algumas medidas discricionárias que seriam meros paliativos para transformações estruturais que são necessárias», disse o ministro durante um almoço na Câmara de Comércio e Indústroa Luso-espanhola.

«A evolução económica está sujeita a flutuações e embora o recurso paliativo possa parecer mais simples, a criação de uma cultura de mudança de exigência e disciplina é a longo prazo mais eficiente», reforçou.


Comentário:

1 - Preços de combustiveis sem impostos e com impostos em portugal superiores aos preços praticados na maioria dos países da união europeia:

Os preços dos combustíveis não dependem apenas dos preços do petróleo. Na sua transformação nas refinarias portuguesas existem muitos outros custos. Por exemplo, custos com salários. E os salários portugueses são, em média, cerca de metade dos salários médios da União Europeia. Apesar disso, os preços dos combustíveis em Portugal são superiores aos da maioria dos países da União Europeia, nomeadamente aqueles com custos salariais muito mais elevados.

Em relação a todos os combustíveis, o ISP em Portugal é superior ao da média da UE15 em 1,3%, e o IVA em 5,3%. A partir de Jun2008, o IVA será superior em 0,3%. Em % do PVP, o peso das taxas em Portugal representa, em relação a todos os combustíveis, 54% do PVP, que é igual à média da UE15. Em relação ao gasóleo: Portugal 48%, UE15: 49%; e à gasolina: Portugal: 60%, UE15: 59%.


2 - O aumento do custo do petróleo para as petrolíferas portuguesas é muito inferior ao que pretendem fazer crer:

Os órgãos de informação divulgam normalmente a variação do preço do petróleo em dólares, mas para as petrolíferas portuguesas que vendem os combustíveis em euros, o que interessa é o preço na moeda europeia pois possuem euros que depois trocam em dólares. E com a desvalorização continua do dólar este vale cada vez menos e, consequentemente, o custo do petróleo para as empresas a funcionar em Portugal é muito mais baixo.

Entre 2006 e 2007, o preço médio do barril de petróleo aumentou 11,4% em dólares e apenas 1,5% em euros, ou seja, o aumento em euros foi inferior em 7,6 vezes à subida em dólares.

Se considerarmos um período mais recente – Dezembro de 2007 a Março de 2008 – o aumento em dólares atingiu 13,9% e em euros apenas 7%, portanto a subida em euros foi praticamente metade do aumento registado em dólares. Se a análise for feita, não em percentagem, mas em unidades monetárias, conclui-se que, entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril aumentou 12,69 dólares o que correspondeu a uma subida de 4,39 euros, portanto o aumento em euros correspondeu quase um terço da subida em dólares.

É surpreendente que tanto Sócrates como o seu invisível ministro da Economia, Manuel Pinho, só agora tenham detectado o escândalo dos preços dos combustíveis em Portugal (em Portugal, não existe concorrência pois os preços praticados pelos diferentes vendedores são praticamente sempre iguais), mas será ainda mais surpreendente, e prova da conivência deste governo com os grandes grupos económicos petrolíferos, se a análise dos preços que a Autoridade da Concorrência vai fazer após tantos anos de actuação selvagem das petrolíferas conclua que não existe nada de anormal nos preços que praticam, como parecem já sugerir as declarações de Manuel Pinho.

(Ver o desenvolvimento aqui: Sala dos Professores)

(Agradeço ao Apache a chamada de atenção para taxa fixa do ISP)


Não é pois de admirar que a Galp tenha apresentado lucros no valor de 119 milhões de euros em 2007 e de 109 milhões de euros em 2008. E, também, que o Governo tenha arrecadado em 2007 a quantia 3.395 milhões de euros só em ISP.

Donde, as posições responsáveis, serenas e adultas de «governantes e gestores»:

Teixeira dos Santos recusa políticas populistas (baixar os impostos) e considera que qualquer medida do Governo para fazer face à escalada dos preços dos combustíveis não passaria de meros cuidados paliativos.

Ferreira de Oliveira considera que o actual nível de preços é uma "realidade preocupante, mas contra a qual nada há fazer.


Posto isto, e dada a constante subida do preço do crude, não há nada que a Galp possa fazer a não ser embolsar centenas de milhões de euros. Quanto ao Governo, recusa tomar políticas populistas e cuidados paliativos por forma a arrecadar vários milhares de milhões de euros. E o povo português resigna-se por lhe levarem couro e cabelo para um curto passeio de tristes.
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Domingo, Fevereiro 10, 2008

Bin Laden, a Exxon e o petróleo a 100 dólares o barril

Bin Laden quis barril de petróleo a 100 dólares

Em finais de 2004, o Jerusalem Center for Public Affairs divulgava o conteúdo de uma cassete de Osama bin Laden, onde este terrorista dava claras intenções de golpear as economias ocidentais fazendo disparar os preços do petróleo:


Jerusalem Center for Public Affairs: «A 15 de Dezembro de 2004, numa gravação áudio, Osama bin Laden afirmou "os preços do petróleo deviam estar pelo menos a 100 dólares o barril," e apelou aos militantes do Golfo Pérsico para que fizessem um esforço para evitar que o Ocidente recebesse petróleo árabe, atacando instalações petrolíferas em toda a região. Esta foi a primeira vez que a liderança da Al-Qaeda divulgou abertamente a sua estratégia de atingir a economia ocidental desorganizando os abastecimentos de petróleo e fazendo os preços dispararem. No dia seguinte, no NYMEX (bolsa de petróleo de Nova Iorque), o crude subiu 5% para 46.28 dólares o barril.»


TRÊS ANOS DEPOIS

A 2 de Janeiro de 2008, a BBC noticiou a realização do «sonho de Osama bin Laden»: o barril de petróleo, tal como o líder terrorista previra três anos antes, chegara finalmente aos 100 dólares o barril:



Mas, como diz o ditado: «não há mal que bem não traga». Paradoxalmente, o terrorismo de Osama bin Laden trouxe lucros descomunais às quatro grandes irmãs do petróleo - Exxon, Chevron, BP e Shell. Vejamos, em particular, o caso da Exxon:


«Exxon bate recorde de lucros»:

«Nova Iorque (CNNMoney.com) – a Exxon Mobil fez história na Sexta-Feira reportando os maiores lucros trimestrais e anuais de sempre de uma companhia norte-americana, aumentados em grande parte pela subida dos preços do crude.»

«A Exxon, a muito publicitada maior empresa comercial de petróleo do mundo, informou que os resultados líquidos do quarto trimestre de 2007 aumentaram 14%, para 11,66 mil milhões de dólares, ou 2,13 dólares por acção. A companhia ganhou 10,25 mil milhões de dólares, ou 1,76 dólares por acção no período de um ano (2007).»

«O lucro ultrapassou o prévio recorde trimestral da Exxon de 10,7 mil milhões de dólares, alcançado no quarto trimestre de 2005, que foi também o maior de sempre de uma empresa americana.»

«"A Exxon pode distribuir alguns valores espantosos e este é um desses casos," afirmou Jason Gammel, analista sénior da Macquarie Securities de Nova Iorque.»

«A Exxon alcançou também um recorde anual de lucros ganhando 40,61 mil milhões de dólares no ano passado – ou cerca de 1300 dólares por segundo em 2007. Isto excedeu o anterior recorde de 39,5 mil milhões de dólares em 2006.»



Comentário:

Se bem que o terrorismo global, e sobretudo a partir dos funestos atentados de Setembro de 2001, se tenha revelado em muitos aspectos uma tragédia para o Ocidente, certos nichos económicos, mormente as indústrias americanas do armamento e do petróleo, dificilmente terão razões de queixa:

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Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Os Rockefeller e a Revolução Comunista Mundial

Rockefeller the senior is quoted as having said "Competition is Sin" - A competição é pecado.



Eustace Mullins

Murder by Injection - Chapter 10

O envolvimento dos Rockefeller na promoção da Revolução Comunista Mundial também se ficou a dever aos seus interesses comerciais. Nunca existiu nenhum compromisso com a ideologia marxista, que, como qualquer outra coisa, existia apenas para ser usada. No virar do século (XIX – XX) a Standard Oil estava a competir ferozmente com a Royal Dutch Shell pelo lucrativo mercado europeu. Testemunhos do Congresso Americano revelaram que Rockefeller enviou grandes somas de dinheiro a Lenine e a Trotsky para instigar a Revolução Comunista de 1905. O seu banqueiro, Jacob Schiff, já tinha antes financiado os japoneses na sua Guerra contra a Rússia e tinham enviado um emissário pessoal, George Kennan à Rússia, onde passou cerca de vinte anos a promover actividades revolucionárias contra o Czar. Quando o Czar abdicou, Trotsky embarcou num navio com três centenas de revolucionários comunistas de Lower East Side de Nova Iorque. Rockefeller obteve um passaporte especial para Trotsky do Presidente Woodrow Wilson e enviou Lincoln Steffens com Trotsky por forma a assegurar que este regressaria a salvo à Rússia. Para as despesas de viagem, Rockefeller entregou a Trotsky $10,000.

A 13 de Abril de 1917, quando o navio acostou em Halifax, oficiais dos serviços secretos canadianos prenderam imediatamente Trotsky numa prisão na Nova Escócia. O assunto gerou controvérsia internacional, à medida que governantes de várias nações iam exigindo freneticamente a libertação de Trotsky. Os serviços secretos canadianos sugeriram que Trotsky estava a caminho da Rússia para tirar este país da Guerra, libertando, deste modo, mais exércitos alemães para atacar as tropas canadianas na Frente Ocidental. O Primeiro-Ministro Lloyd George telegrafou, apressadamente, de Londres, dando ordens aos serviços secretos canadianos para libertarem Trotsky imediatamente. Trotsky foi finalmente solto devido à intervenção de um dos mais fieis marionetes dos Rockefeller, o Primeiro-Ministro canadiano Mackenzie King, que era há muito tempo um “homem de mão” dos Rockefeller. King obteve pessoalmente a libertação de Trotsky e enviou-o como emissário dos Rockefeller, encarregado de impor a Revolução Bolchevique. Deste modo, o Dr. Armand Hammer, que reivindica abertamente a sua influência na Rússia como amigo de Lenine, tem afinal um papel insignificante quando comparado com o papel dos Rockefellers no suporte ao mundo Comunista. Embora o Comunismo, como outros ismos, tenha tido origem na associação de Marx com a Casa de Rothschild, esta ideologia contou com o apoio de John D. Rockefeller porque este via o Comunismo por aquilo que ele era, o supremo monopólio, não apenas o controlo do governo, do sistema monetário de toda a propriedade, mas também um monopólio que, tal como as corporações que emula, autoperpetua-se eternamente. O Comunismo era a evolução lógica do monopólio da sua Standard Oil.

Anthony Sutton - as provas da implicação dos Rockefeller na "organização, patrocínio e apoio à Revolução Bolchevique são tão numerosas e avassaladoras que simplesmente não admitem discussão"

Gary Allen, The Rockefeller File, capítulo 9: Building the Big Red Machine - "Para os Rockefeller, o socialismo não é um sistema para redistribuir a riqueza (e muito menos para redistribuir a sua própria riqueza), mas sim um sistema para controlar as pessoas e a competição. O socialismo coloca todo o Poder nas mãos do governo. Como os Rockefeller controlam os governos, isso significa que eles têm o controle. O facto de você não saber não significa que eles não saibam!"

Em 1926, após os bolcheviques terem tomado o poder na Rússia, a Standard Oil de Nova Iorque, dos Rockefeller, e sua subsidiária, a Vacuum Oil Company, através do Chase National Bank (este banco, dos Rockefeller, desempenhou um papel fundamental na fundação da Câmara de Comércio Russo-Americana em 1922, sob a direção de Reeve Schley, vice-presidente do Chase National Bank) concluiu um acordo para vender petróleo soviético nos países europeus. Como parte do preço do acordo, John D. Rockefeller tinha feito um empréstimo de 75 milhões de dólares aos bolcheviques. Como resultado desse pacto, "em 1927, o sócio secreto da União Soviética, a Standard Oil de Nova Iorque, construiu uma refinaria de petróleo na União soviética". "Portanto, John D. Rockefeller", conclui Gary Allen, "o caudilho do capitalismo, ajudou na recuperação da economia bolchevique", embora o governo dos EUA só tenha reconhecido oficialmente o Estado soviético em 1933. Ou seja, os Rockefeller, ricos e influentes, colaboraram com o regime soviético explicitamente contra a Lei do seu próprio país.

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