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PTJornal - 10 Abril de 2013
Pela primeira vez, Pacheco Pereira defendeu a demissão do Governo. No 'Quadratura do Círculo', programa de debate da SIC Notícias, o social-democrata defendeu que "o Governo juntou-se à troika para formar uma quadrilha", entrando numa "guerra institucional", com políticas de "duvidosa legalidade".
"À medida que o Governo vai tendo mais dificuldades em cumprir o que deseja, vinga-se em todos aqueles que criam obstáculos. O desastre da política económica deste Governo já existia antes da decisão do Tribunal Constitucional. E o conjunto destes factos – digo isto pela primeira vez – justificaria a demissão deste Governo", disse Pacheco Pereira, ontem, no programa Quadratura do Círculo.
O social-democrata, que tem sido um persistente crítico das políticas de Passos Coelho, considera que a reação do Governo à decisão do Tribunal Constitucional, sobre o Orçamento de Estado, é "inaceitável" e revelador de um sentimento de "vingança para com os portugueses".
"Estamos a atingir um nível de perigosidade para as instituições e para a independência de uma atuação de um Governo na defesa dos interesses de Portugal", acrescentou Pacheco Pereira.
O social-democrata lamentou também que o executivo não tenha aproveitado o chumbo de normas do Orçamento para apresentar como argumento à troika, numa tentativa de renegociação dos prazos.
O cenário político permitiria a Passos Coelho "solicitar uma renegociação do acordo". Pacheco Pereira considera que o Governo, em vez de usar o chumbo para enfrentar a troika, usou-o contra os portugueses.
"O tom revanchista que o Governo assume depois da decisão do Tribunal Constitucional mostra o carácter punitivo que está presente na política da coligação desde o início", afirmou Pacheco Pereira.
Por outro lado, acusa, o Governo entrou "numa guerra institucional dentro do Estado, em colaboração com a troika"”, com a finalidade de "abrir caminho a políticas de duvidosa legalidade e legitimidade", que têm como base "o relatório que fez em conjunto com o FMI".
Nesse sentido, não resta alternativa à convocação de eleições antecipadas. "Não conheço nenhum motivo mais forte e justificado para a dissolução da Assembleia da República por parte do Presidente do que este acto revanchista contra os portugueses", concluiu Pacheco Pereira.
O despacho que Vítor Gaspar assinou, em que ordena a suspensão dos ministérios até novas ordens, é considerado como uma forma de "pressão inaceitável" do ministro das Finanças.
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Segundo Pacheco Pereira, os governantes Passos Coelho, Vítor Gaspar, a troika e os bancos que estão por trás dela, estão a roubar o país a uma escala colossal. Dada a dimensão da rapina, conduzindo centenas de milhares de portugueses à miséria, ao desespero e também à morte, rapidamente se percebe que não se trata apenas de simples roubos, mas de assassínio e genocídio social.
Sendo que as instituições do Estado, que deveriam evitar ou resolver este crime, estão também elas quietas a soldo do mesmo dinheiro, será da máxima justiça que os portugueses façam justiça pelas próprias mãos.
Observar, em breve, as cabeças decepadas de Passos Coelho e Vítor Gaspar a bambolear ensanguentadas num cabaz, constitui já o desejo de milhões.

