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quinta-feira, junho 10, 2010

Incêndio no Reichstag – uma tragédia que mais de 90% dos portugueses não desdenharia ver por cá, com os 230 comensais lá dentro em "aceso" debate

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O incêndio do Reichstag [Parlamento Alemão]. Um mês após a nomeação de Adolf Hitler para o cargo de Chanceler da Alemanha, o prédio foi incendiado. O fogo começou por volta das 21:14h do dia 27 de Fevereiro de 1933. Acredita-se que o incêndio tenha sido iniciado em vários lugares. Quando a polícia e os bombeiros chegaram ao local, houve uma grande explosão na Câmara dos Deputados.




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A propósito de somas auferidas por inúteis [deputados], eis um discurso de Miguel Portas no Parlamento Europeu [2:16m]:



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quinta-feira, setembro 24, 2009

Post destinado à carneirada que se limita a ler o Expresso, a ver os telejornais, e que vai votar candidamente no Centrão – PS / PSD

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Ricardo Araújo Pereira, dos Gatos Fedorentos, questionou o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no programa "Esmiuçar os Sufrágios" de 23/9/2009:

"Sr. Ministro, quando, enfim, essa vida atarefada acabar e sair do Governo, já escolheu em que grande empresa, daquelas que têm negócios com o Estado, é que vai ser Director-Geral? A Caixa [Geral de Depósitos], eu sei lá, a EDP, a Galp, a Mota Engil, o que é que lhe apetece?"

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O Mecanismo do Poder e a «Democracia»



Rui Mateus em "Contos Proibidos – Memórias de um PS desconhecido, 1996":

"Para além da ausência de regras que permitam, pela via individual, o acesso do cidadão à actividade política, não existem regras idóneas de financiamento dos partidos nem de transparência para os políticos. Um pouco à semelhança dos pilares morais do regime, a Maçonaria e a Opus Dei, tudo se decide às escondidas, como se o direito dos cidadãos à informação completa e rigorosa, de como são financiadas as suas instituições e dos rendimentos dos seus governantes e dos seus magistrados se tratasse de algo suspeito, de algo subversivo."


João Cravinho (Revista Visão – 4/10/2007):

"Um dos nossos grandes problemas é a corrupção de Estado, a apropriação de órgãos vitais de decisão ou de preparação da decisão por parte de lóbis. [...] Não pode estar a promover-se uma pseudo-economia de mercado, em que o Estado serve de muleta aos grandes e até aos pequenos negócios. Muitos acham que deve ser essa a originalidade do neoliberalismo à portuguesa. [...]"


Miguel Sousa Tavares (Jornal Expresso 07/01/2006):

"Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos da Ota e do TGV, [...] os empresários de obras públicas e os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. O grande dinheiro agradece e aproveita«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre."


Fernando Madrinha (Jornal Expresso - 1/9/2007):

[...] Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.
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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O sequestro do Estado Português pelos Bancos e pelos Grandes Empreiteiros




Rui Mateus em "Contos Proibidos – Memórias de um PS desconhecido, 1996"

"Para além da ausência de regras que permitam, pela via individual, o acesso do cidadão à actividade política, não existem regras idóneas de financiamento dos partidos nem de transparência para os políticos. Um pouco à semelhança dos pilares morais do regime, a Maçonaria e a Opus Dei, tudo se decide às escondidas, como se o direito dos cidadãos à informação completa e rigorosa, de como são financiadas as suas instituições e dos rendimentos dos seus governantes e dos seus magistrados se tratasse de algo suspeito, de algo subversivo."


João Cravinho (Revista Visão – 4/10/2007)

"Um dos nossos grandes problemas é a corrupção de Estado, a apropriação de órgãos vitais de decisão ou de preparação da decisão por parte de lóbis. [...] Não pode estar a promover-se uma pseudo-economia de mercado, em que o Estado serve de muleta aos grandes e até aos pequenos negócios. Muitos acham que deve ser essa a originalidade do neoliberalismo à portuguesa. [...]"


Miguel Sousa Tavares (Jornal Expresso 07/01/2006)

"Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos da Ota e do TGV, [...] os empresários de obras públicas e os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. O grande dinheiro agradece e aproveita«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre."


Fernando Madrinha (Jornal Expresso - 1/9/2007)

[...] Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.
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terça-feira, agosto 14, 2007

Os “donos do País” porque estão “gordos e anafados” não podem apertar o cinto nem prescindir destes luxos.

Correio da Manhã - 12 de Agosto de 2007

Texto de Rui Rangel:

É um verdadeiro escândalo a proposta de alteração ao Estatuto dos Deputados. Os senhores deputados da Nação que, como sabemos, muito trabalham, muito pensam e muito contribuem para a dignificação do Parlamento, que já gozam de várias benesses, fizeram aprovar uma alteração que lhes concede o direito a que cada um tenha o seu assessor particular, a ganhar 1500 euros/mês, com passagem, de imediato, ao quadro da função pública. Na prática aprovaram a contratação de 230 assessores particulares.

Esta alteração, que foi proposta pelo deputado socialista António José Seguro, constitui uma chaga no prestígio da democracia parlamentar. Não é com mais assessores que se melhora a imagem da vida parlamentar. Melhora-se reduzindo o número de deputados, recrutando os melhores, os mais inteligentes, os que pensam bem. A virtude do Parlamento assenta nos homens que têm da política uma visão nobre, nos homens de acção, e não naqueles que actuam em função dos interesses de grupo e não dos interesses do País. Para que servem assessores particulares a deputados que só estão no Parlamento para se levantarem e sentarem consoante o ritmo das votações que lhes são impostas? É público que, em cada grupo parlamentar, só uma minoria pensa e trabalha. Se o trabalho parlamentar não chega sequer para todos os deputados, o que faz o assessor particular? Trata-se de uma medida excessiva, que obriga a gastos supérfluos numa altura em que se atravessam inúmeras dificuldades económicas.

Todos os dias o Governo pede mais sacrifícios aos portugueses, corta nas reformas e em pensões de velhice, asfixia o cidadão com uma verdadeira ditadura de impostos, encerra unidades hospitalares e escolas. Tudo em nome do apertar do cinto, que pelos vistos é uma receita só para ser cumprida pela população que está cada vez mais pobre. Os “donos do País” porque estão “gordos e anafados” não podem apertar o cinto nem prescindir destes luxos. Só com estas prebendas podem finalmente descansar. Enfim, o povo que aguente. Mais uma vez vai ser o cartão partidário e a cunha que vão ditar as regras de contratação e não a independência e a qualidade das pessoas. E depois admirem-se dos níveis de abstenção nas eleições.



Não resisti a colocar alguns comentários de leitores do Jornal Público:

Por Marcelo, Lisboa:

Quem fiscaliza a Assembleia da Republica? Os deputados podem fazer todas as asneiras que lhes apetece à custa do Orçamento (dos nossos impostos)? E o Presidente não tem uma palavra a dizer? E o tribunal de contas está calado? E o ministro das finanças caladinho? E os partidos de direita e de esquerda da oposição estão todos no mamanço? Na chulice do povo português? Mas que é isto Sr 1º Ministro? É uma benesse para os deputados que já nada fazem, para não serem tão críticos do Governo? E os assessores vão dar muito jeito aos amiguinhos e aos sobrinhos dos deputados, claro! Acabe-se com esta pouca vergonha. Por causa destas porcarias é que ha mais de 60% de abstenção nas eleições! E depois vem Cavaco dizer que não percebe? Porra homem se não percebe demita-se ou cumpra o seu papel de presidente da republica a sério! Agora que respondam: quem fiscaliza a assembleia da republica? Será que o parlamento se tornou num cabaré de chulos do povo português?


Por Dinis Evangelista, Queluz:

Se 230 deputados é muita gente, um assessor por cada deputado é escândaloso. Todos sabemos que a maioria dos deputados nada faz no Parlamento, além de carregar no botão nas votações. Será que é o assessor que vai carregar no botão, em vez do deputado? Se há deputados que têm outros (vários) empregos (ou tachos) para que são necessários tantos assessores para estas funções? Ou será que o País está bem de finanças no que respeita a benefícios para os políticos. Assessores, técnicos para apoiar os grupos parlamentares, concordo, agora, um assessor para cada deputado, é gozar com a miséria em que vivem a maioria dos portugueses.


Por Sousa da Ponte, Faro:

A democracia virou nepoticracia. Há alguma justificação para tanto assessor, tanto assistente, tanto chulo? O cumulo é atingico com o PEV(FVD): 12 assessores para dois deputados? Mas para fazerem o quê? O Jaime Gama diz: "O Orçamento da Assembleia não pode ter uma expansão superior à do Orçamento de Estado em termos de despesa pública e de despesas com pessoal". Podemos suspeitar que ele está sendo tão enganador como os números fornecidos pelo organimo que dirige. O grupo parlamentar do PS, com 76 assessores, tem disponíveis 2,2 milhões de euros por ano para despesas com pessoal enquanto o PEV(FVD) tem 203 mil euros para 12 assessores.


Por vasco, vasco:

Já sei porque é que a Assembleia da República tem tantos assistentes: o objectivo é chegar aos 150.000 postos de trabalho, lembram-se?!?