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segunda-feira, outubro 26, 2015

Paulo Morais - Abuso da maioria. Não tem sido por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias.


Paulo Morais é candidato anunciado às eleições presidenciais de 2016


Paulo Morais é licenciado em Matemática, tem um MBA em Comércio Internacional e é doutorado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Porto. Foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, de 2002 a 2005, tendo sido responsável pelos pelouros do Urbanismo, Acção Social e Habitação. Regressou então ao ensino e ao seu combate de sempre pela denúncia dos mecanismos de corrupção em Portugal. É professor na Universidade Portucalense e investigador no InescPorto. Integrou o grupo de trabalho para a revisão do Índice de Percepções da Corrupção, levada a cabo pela Transparency International. Foi perito no Comité Europeu Económico e Social. É perito do Conselho da Europa em missões internacionais sobre boa governação pública, luta anti-corrupção e branqueamento de capitais.


Publicou os livros “Porto de Partida, Porto de Chegada”, “Mudar o Poder Local” e “Da Corrupção à Crise”. É docente do ensino superior nas áreas da Estatística e Matemática e director do Instituto de Estudos Eleitorais da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias do Porto. É vice-presidente da Direcção - Transparência e Integridade, Associação Cívica (TIAC), com o mandato suspenso desde 13 de Março de 2015, a seu pedido, por período indeterminado. Pediu a suspensão do mandato de vice-presidente da TIAC para se candidatar à presidência da República.

Tem fortemente denunciado, em diversos meios de comunicação social, a corrupção e a promiscuidade entre os poderes políticos e os poderes económicos, e a inconstitucionalidade preconizada por alguns escritórios de advogados, ao serem redactores das leis nacionais, e ao mesmo tempo representantes nos meios judiciais de entidades que se deparam com essas mesmas leis.


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Abuso da maioria. Não tem sido por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias.


As legislativas aproximam-se e são cada vez mais os atores políticos que secundam a opinião de Cavaco Silva: reclamam um resultado de maioria, que gere estabilidade governativa. Discordo em absoluto, pois foram as maiorias que nos trouxeram à crise e a miséria. Todas as maiorias governativas são de má memória: Cavaco, Guterres, Sócrates e Passos. Foi com Cavaco Silva no governo que se desbarataram fundos europeus sem critério, se começou a instalar a promiscuidade entre negócios e política e se assistiu à instalação da corrupção no regime. Os dinheiros do Fundo Social Europeu para formação foram desviados para o bolso de alguns. A política era dominada por Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Em maioria.

Cavaco Silva, Duarte Lima, Dias Loureiro e Oliveira e Costa


Foi Guterres que, apesar de prometer "no jobs for the boys", permitiu a entrada na Administração Pública de milhares de boys sem concurso. Na enxurrada, Guterres engordou a Administração. Dominavam a política socialista Jorge Coelho, Pina Moura, Armando Vara e Sócrates. Tudo gente séria, portanto. Em maioria. Foi já a maioria absoluta de Sócrates que celebrou os contratos ruinosos das dezenas de parcerias público-privadas que comprometem as contas públicas até 2035. Foi também Sócrates que nacionalizou o BPN, assumindo todos os prejuízos e deixando intactos os bens dos responsáveis pelo descalabro do banco.

António Guterres, Jorge Coelho, Pina Moura, Armando Vara e José Sócrates


Também Passos Coelho dispôs de uma confortável maioria, em coligação com Paulo Portas. Aproveitou esse poder absoluto para privatizar sem critério e ao desbarato a REN, a EDP, EGF, CTT, ANA e TAP. Entregou o ouro ao bandido e fê-lo sem sentido estratégico ou patriótico. Hoje os chineses dominam a energia elétrica em Portugal, num modelo neocolonial em que os colonizados somos nós. Os aeroportos são controlados pela mesma empresa que detém as pontes Vasco da Gama e 25 de Abril, pelo que as entradas na capital estão fora do controlo público, uma verdadeira ameaça à nossa segurança.

Passos Coelho e Paulo Portas


Não tem sido, pois, por falta de maiorias que o País chegou a este estado. Mas sim por falta de seriedade e por desrespeito pelas minorias.


segunda-feira, setembro 07, 2015

As quebras de promessas eleitorais não são um problema moral mas crimes de lesa-pátria. Donde, a democracia deve ser imediata e energicamente defendida Judicialmente, Politicamente e Militarmente, se for necessário.


Da violação do contrato eleitoral




Joseph Praetorius

Joseph Praetorius


A indigência moral e intelectual dos dirigentes das organizações políticas e das organizações institucionais que asseguram o desempenho das funções do estado – tudo seguido da imprensa que ninguém lê a não ser eles próprios – usam tratar as quebras de promessas eleitorais como um problema moral. "Coelho é um mentiroso". "Cavaco mentiu", etc.

Isto não é só um problema moral.

A representação política é uma projecção do Direito Civil. Há uma dimensão estritamente contratual, … aqui. Em democracia não se escolhe quem decida, decide-se imediatamente e directamente. Ou seja, o Colégio Eleitoral opta por um programa de governo nas suas linhas gerais e designa como comissários – é uma comissão – os que lhe endereçaram a proposta. É disto que se trata. Mantenhamos as coisas simples.

O incumprimento do programa eleitoral traduz violação das condições da outorga do mandato e desvio, mais ou menos grave (em regra, gravíssimo) face ao objecto do contrato. É governo contra Direito. E se o “garante do regular funcionamento das instituições” (i.e. da correcta aplicação das normas) não funciona ele próprio e acoberta tais tropelias ao invés de lhes pôr termo, isso significa que também esse mandato deve ser impugnado.



Sócrates é um aldrabão. Cavaco mentiu. Coelho é um mentiroso. Etc.


E mais longe indo, isso tem relevância penal. A condução contra direito chama-se prevaricação de funcionário. As secções criminais do Supremo Tribunal de Justiça devem ser chamadas a intervir. Tanto quanto ao presente, como quanto ao passado. E não estou a referir-me propriamente ao carnaval rasca de Carlos Alexandre e Ténia Laranja. Não falando já de Vaz das Neves, o Presidente da Relação escutado em processo nas mãos de Carlos Alexandre… (Que independência pode esperar-se de um tribunal superior neste estado? Estão a vêr onde chegam as coisas? Chegam onde as deixam chegar)…

Não é pois de nada disso que se trata. A carnavalização do processo traduz sempre a ausência de processo. E vamos com sorte se pudermos concluir que ainda há judicatura.

Bem entendido, a judicialização da vida política é também impensável porque a "república de juízes" é a inviabilidade da separação de poderes.

Mas resulta evidentíssimo que não podemos continuar a assistir ao delito permanente, aqui e ali pontilhado pelo crime infame. E isto começa na absoluta falta de respeito pelo programa eleitoral. Ou seja, na completa falta de respeito pelas eleições. Pelo país. Pela palavra própria. Também este carnaval tem de acabar. Os mecanismos da responsabilidade política não funcionam visivelmente. E ninguém se esforça para que funcionem.

E também (mais) este carnaval significa que não há governo. Ou melhor dizendo, mais gravemente dizendo, significa que o governo está noutras mãos. Significa portanto que a democracia deve ser imediata e energicamente defendida. Judicialmente, claro. Politicamente, como é óbvio. Militarmente, se for necessário.

E qualquer perspectiva em que isto pareça complicado não pode estar certa.


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A Democracia deve ser imediata e energicamente defendida Judicial, Politica e Militarmente, se for necessário. Quando os comissários (a que se dá o nome de políticos) fazem o oposto das políticas para que foram eleitos, isso significa que o governo está noutras mãos!




Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]

segunda-feira, abril 06, 2015

O acidente pascal que deixaria eufórica a esmagadora maioria dos portugueses (em formato Facebook). A GNR atribui ao excesso de Austeridade o contentamento generalizado da população...



Zé de Portugal

5/4 às 21:46 · Editado

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Um despiste, na madrugada do dia 4 de Abril, próximo da localidade de Benfeita, provocou quatro mortos, tudo malta da Área da Governação: Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho; Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, e um ferido grave - José Sócrates - que os bombeiros não sabem prever quando será possível desencarcerar.

Políticas pouco transparentes e relações escorregadias com o Grande Dinheiro terão sido as causas prováveis do acidente.




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Dez milhões de portugueses e duas outras pessoas gostam disto.

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quarta-feira, dezembro 11, 2013

O CDS-PP defendeu esta terça-feira (10-12-2013) que existe um sentimento cada vez mais generalizado da retoma económica em Portugal



Paulo Portas: "este traço a preto mostra o ponto de inflexão do agravamento da Crise
e da tão desejada recuperação económica do país, de que, há muito, temos vindo a falar..."


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O ponto de «inflexão da austeridade» observado à lupa


O indicador do Portas, a mosca, e a curva do Gráfico


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10 Dezembro 2013 - Lusa

O CDS-PP defendeu esta terça-feira que as previsões do Banco de Portugal são sinais que dão "coerência" e "consistência" à ideia que a economia portuguesa está "perante um novo ciclo", existindo um sentimento "cada vez mais generalizado" de crescimento.

De acordo com o Boletim Económico de Inverno, hoje divulgado, o banco central voltou a melhorar as previsões económicas para este ano, esperando agora uma recessão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), acima das perspectivas do Governo, que calcula uma contracção de 1,8%.

"Estes dados, por mais uma instituição que é o Banco de Portugal, confirmam não só que os dados quase duplicam no crescimento económico de Portugal, de 0,3 para 0,8, estão em linha com aquilo que são as previsões do Governo e dão que há uma coerência e uma sustentabilidade à ideia de que a economia portuguesa está a crescer", afirmou o deputado do CDS-PP Hélder Amaral.

"Se olharmos, por outro lado, para os dados da recessão, os dados do Banco de Portugal confirmam também que há uma coerência e uma sustentabilidade de que a economia portuguesa já está a crescer e estamos perante um novo ciclo", acrescentou.

Hélder Amaral afirmou que, não só "as exportações continuam a crescer", como Portugal está a "ganhar quota de mercado à Espanha, à Itália e à Irlanda", gerando "cada vez mais postos de trabalho cá dentro".


Hélder Amaral do CDS-PP

Tout le monde sait que les mouches sont attirés par la merde. C’est leur milieu naturel...


"São ainda sinais ténues, mas são sinais evidentes, dão coerência, consistência. Há um sentimento que é cada vez mais generalizado de que a economia portuguesa está, de facto, a crescer", declarou.

"Acredito que nas empresas, nos trabalhadores, nos empresários, em quem tem mérito, nomeadamente nas exportações, começam a sentir e a perceber que há aqui uma esperança e uma janela de oportunidade e isso é visível nos dados e, ainda que modo ténue, na vida dos portugueses", considerou.

Para 2014, o Banco de Portugal espera que Portugal regresse a terreno positivo, antecipando um crescimento de 0,8%, uma previsão que coincide com a do Governo e com a da ´troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

O Banco de Portugal estima também uma redução de 2,9% do emprego em 2013, uma tendência que deverá desacelerar em 2014, e calcula uma redução acumulada do emprego de 8% desde 2011 até 2015.


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A deputada do BE, Catarina Martins (uma cara bonita) destacou esta terça-feira a perda de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal após quase três anos de Governo da maioria PSD/CDS-PP e acordo com a troika.

"Entre 2011 e 2013, Portugal perdeu seis por cento do seu PIB. Nos três anos em que PSD, CDS e a ´troika' governaram este país, Portugal perdeu mais nove mil milhões (de euros) às mãos da recessão causada pela austeridade e políticas agressivas contra os salários", disse, em reacção ao boletim de inverno do Banco de Portugal (BdP), na Assembleia da República.

"Tudo aquilo que este país vai produzir na próxima década vai ser apenas para recuperar a riqueza que perdemos em três anos de austeridade e vamos fazê-lo enquanto pagamos uma dívida que é hoje 40 mil milhões superior em relação àquela que era em 2011", contrariou a parlamentar bloquista.


quinta-feira, novembro 28, 2013

Um vice-primeiro-ministro com tanto de mentiroso, como de vicioso e lariloso (ou panascoso como é costume dizer-se no Parque Eduardo VII)


"2013 será o melhor ano de sempre das exportações"
garante o Paulinho das Feiras


O vice-primeiro-ministro voltou a referir uma viragem económica para o país. As declarações de Portas foram feitas à margem da abertura de mais uma edição do "Portugal Exportador". O governante afirmou que nos últimos cinco anos, o peso das exportações no Produto Interno Bruto (PIB) passou de 28% para 41%. A economia portuguesa está em crescimento há 2 trimestres, tendo saído do buraco da recessão técnica.

[Público - Sem os combustíveis, as exportações teriam crescido 1,5% e não 4,1% até Maio. Mais de dois terços do crescimento das exportações de bens registado durante os primeiros cinco meses do ano é explicado pelo aumento da venda de combustíveis transformados em Portugal, algo que teve o contributo decisivo da entrada em funcionamento de uma nova unidade de refinação da Galp em Sines. O acréscimo de produção para exportação tem vindo a aumentar, à medida a que se assiste a uma quebra muito acentuada da procura interna.]

[As empresas exportadoras representam uma percentagem muito pequena do total de empresas portuguesas. Em Portugal, segundo o INE, existem cerca de um milhão de empresas, e menos de 0,5% é que exportam. As restantes, que são mais de 99,5%, vivem apenas do mercado interno.
]


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Paulo Portas, embora radiante com o exponencial aumento das exportações dos nossos jovens mais qualificados, saliva pesaroso por ver os produtos tão do seu agrado (exceto moçoilas) terem de ir para fora do país... para tão longe dele, de São Bento, de Lisboa, do Parque Eduardo VII...


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Por motivo de uma política assassina, levada a cabo por funcionários bancários que a Grande Finança colocou à frente do governo português, os maiores ativos do país - jovens licenciados, jovens com mestrados e jovens doutorados – são exportados às pazadas para países que agradecem receber por tuta e meia uma riqueza que foi paga e produzida num Estado cada vez mais pária.


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Expresso – 29.11.2012

A melhor geração está de partida

Olhamos à nossa volta e vemos, todos os meses, milhares de jovens emigrar. Ouvimos amigos e filhos de amigos falar dos seus planos para partir. Não com a satisfação de quem procura novas experiências, mas com a frustração de quem sente que o País onde nasceu não lhe dá nem lhe dará no futuro qualquer oportunidade.

Comparamos muitas vezes esta emigração com a do passado. É incomparável. O que estamos a perder agora são as primeiras gerações de gente qualificada. Qualificada graças a um investimento que, no discurso dominante, é tida como um luxo incomportável.

[...] O emigrante atual é jovem, qualificado e procura carreira, e não apenas dinheiro para sobreviver no estrangeiro e depois regressar. [...] Esta vaga de emigração não terá apenas um efeito catastrófico no já desastroso equilíbrio demográfico do País. Terá efeitos profundos na sustentabilidade da segurança social, na competitividade da nossa economia, na capacidade de inovação e em todos os domínios do futuro de Portugal. Envelhece, desqualifica e atrasa o País.

[...] Estes emigrantes são sobrequalificados para o tecido empresarial português, que, por culpa própria e do Estado, não acompanhou o investimento público na qualificação do trabalho. O modelo de desenvolvimento que este governo defende, com uma aposta na competitividade pela redução dos custos de produção, não dá aos jovens emigrantes qualquer esperança de regresso. Portugal acentua todas as razões que os levam a partir.

[...] Pode até acontecer que esta seja a última vaga de emigrantes qualificados. Por uma simples razão: se o nosso modelo económico despreza a qualificação, deixaremos, com o tempo, de qualificar os nossos jovens. [...] E agora, que os nossos amigos, os nossos filhos e os nossos netos partem, porque os que sempre viram estas conquistas como "demasiado generosas" finalmente levaram a melhor, choramos por o que estamos a perder.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

E quando os violentos começarem a ser dezenas, milhares? E se andar por aí um rastilho subterrâneo a arder, rumo ao coração de multidões, atiçado por cada novo sopro de insensibilidade, de "ai aguentas", de desvergonha autoritária?


Passos Coelho, já fez um aviso àqueles que pensam que podem agitar as coisas de modo a transformar o período que estamos a viver numa guerra com o Governo: "Pode haver quem se entusiasme com as redes sociais e com aquilo que vê lá fora, esperando trazer o tumulto para as ruas de Portugal. Em Portugal, há direito de manifestação, há direito à greve. Nós não confundiremos o exercício dessas liberdades com aqueles que pensam que podem incendiar as ruas e ajudar a queimar Portugal".



Três incendiários sofrem as consequências da política de terra queimada que elegeram para o país

Ao contrário do que pensa o ainda primeiro-ministro, ninguém pretende uma guerra com o Governo. O que um número cada vez maior de portugueses ambiciona é que os elementos que estão a "incendiar e a queimar Portugal" sejam liminarmente justiçados.


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Por Luis Rainha no blogue «Vias de Facto»


O tabu da violência


Salazar ficcionou a cómoda brandura dos nossos costumes. Franco, camarada ibérico de barbárie, resumiu-nos como uma nação de cobardes. Governo após governo apostaram no comodismo que nos levaria a preferir o resmungo clandestino às dores e ao sangue do confronto; ideia arriscada, face a um povo que tem por tradição enfrentar touros de mãos nuas.

No dia 14, a aposta começou a esgarçar-se sob uma chuva de fogo, pedras e fúria. A resposta policial foi vista pelo bom senso do costume como inevitável, exemplar até. Sempre ordeiras, as almas consensuais tranquilizaram-nos-nos: trata-se apenas de “uma dúzia” de desordeiros; malta sombria, estranha, talvez estrangeira, anarquistas, quiçá criminosos comuns, de cadastro e tudo. Haja obediência, respeitinho. O monopólio estatal da violência é coisa a venerar, pilar da ponte que vai de quem manda a quem obedece.

E quando os violentos começarem a ser dezenas, milhares? E se andar por aí um rastilho subterrâneo a arder, rumo ao coração de multidões, atiçado por cada novo sopro de insensibilidade, de "ai aguentas", de desvergonha autoritária?

Até Gandhi cartografou as fronteiras entre a cobardia e a autodefesa: "arriscaria mil vezes a violência antes de arriscar a castração de uma raça.” E a Constituição garante-nos o direito "de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública." Se esta se couraça e arma até aos dentes com a fúria cega de feras fardadas e bem treinadas, resta o quê?


Fim do texto de Luis Rainha


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A inutilidade do pacifismo contra genocidas encartados


Um ex-pacifista que se viu sem emprego, sem tecto e sem pão para dar aos filhos


Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada" ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Nada mais falso!

A violência tanto pode funcionar para subjugar como para libertar

Uma mulher que crave uma lima de unhas no coração de um energúmeno que a arrastou à força para um bosque com o intuito de a violar, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e lhe degolou a mulher, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;

Um povo que se revolta de forma sangrenta contra a Máfia do Dinheiro, coadjuvada por políticos corruptos, legisladores venais, comentadores a soldo, e cujos roubos financeiros descomunais destroem famílias, empresas e o país inteiro, esse povo está a utilizar a violência de uma forma justa.

As sanguessugas são apenas algumas centenas e nós somos milhões. Estamos à espera de quê para as esmagar?


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Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 6/11/2012

Os aumentos de impostos que nos martirizam e destroem a economia têm como maiores beneficiários os agiotas que contrataram empréstimos com o estado português. Todos os anos, quase dez por cento do orçamento, mais de sete mil milhões de euros, destina-se a pagar juros de dívida pública.

Ainda no tempo de Sócrates, e para alimentar as suas megalomanias, o estado financiava-se a taxas usurárias de seis e sete por cento. A banca nacional e internacional beneficiava desse mecanismo perverso que consistia em os bancos se financiarem junto do Banco Central Europeu (BCE) a um ou dois por cento para depois emprestarem ao estado português a seis.

Foi este sistema que levou as finanças à bancarrota e obrigou à intervenção externa, com assinatura do acordo com a troika, composta pelo BCE, FMI e União Europeia. [...] Mas o que o estado então assinou foi um verdadeiro contrato de vassalagem que apenas garantia austeridade. Assim, assegurou-se a continuidade dos negócios agiotas com a dívida, à custa de cortes na saúde, na educação e nos apoios sociais.

[...] A chegada de Passos Coelho ao poder não rompeu com esse paradigma. Nem por sombras. O governo optou por nem sequer renegociar os empréstimos agiotas anteriormente contratados; e continua a negociar nova dívida a juros incomportáveis.

Os políticos fizeram juras de amor aos bancos, mas os juros pagámo-los nós bem caro, pela via dum orçamento de estado que está, primordialmente, ao serviço dos verdadeiros senhores feudais da actualidade, os banqueiros."

quinta-feira, outubro 18, 2012

Por quantos meses mais irão estes funcionários bancários continuar a respirar?



Lacaios do Grande Dinheiro e brutais executores
do Holocausto Social em que o país continua a mergulhar


Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]



Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."

terça-feira, abril 24, 2012

Adeus, caro Miguel



A Integridade parte

Miguel Portas 1958-2012


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A Torpeza fica


domingo, setembro 04, 2011

Ou aceitamos a execução do programa do Governo ou optamos simplesmente pela execução dos seus membros

Jornal Algarve: Antevendo as várias manifestações de protesto que já estão marcadas contra as medidas de austeridade do Governo PSD/CDS-PP, o primeiro-ministro fez questão de ameaçar que não será brando, em declarações no passado domingo, dia 4 de Setembro, em Campo Maior.

"Pode haver quem se entusiasme com as redes sociais e com aquilo que vê lá fora, esperando trazer o tumulto para as ruas de Portugal", disse Passos Coelho, avisando de antemão "aqueles que pensam que podem agitar as coisas de modo a transformar o período que estamos a viver numa guerra com o Governo".


Mas, ao contrário das palavras de Passos Coelho, ninguém pretende uma guerra com o Governo. O que todos ambicionam é, tão somente, a aniquilação do mesmo. E também que os criminosos e genocidas que o compõem batam com os costados na pildra por muitos e bons anos, ou, em alternativa, que entreguem a alma ao Criador (seja por doença, acidente ou justiça cidadã).


O género de notícias que se segue são praticamente diárias:

Diário Digital (31-8-2011): Governo aprovou agravamento do IRS e IRC em 2012.

Diário de Notícias (1-9-2011): Com a redução de vagas, mais de um quarto dos professores contratados que tiveram lugar o ano passado ficaram este ano sem poder dar aulas. Feitas as contas, 35 mil professores no desemprego poupam 60 milhões ao Ministério da Educação.

Diário de Notícias (7-9-2011): O Governo justificou hoje o aumento do IVA sobre a electricidade e gás natural com a crise e com "a obrigação do Estado" de cumprir a meta de 5,9 de défice este ano

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As manifestações, as palavras de ordem, os cartazes, as bandeiras e as canções de protesto não têm impacto rigorosamente nenhum nas "políticas" do Governo. Para que haja, de facto, mudança efectiva, é necessário que os políticos corruptos, os jornalistas venais e os banqueiros que os trazem a todos presos pela trela, sintam verdadeiramente na carne a fúria do desespero dos que têm salários de fome, dos desempregados, dos precários, dos reformados com pensões de miséria, dos pobres, etc...





Num artigo de Fernando Madrinha, no Jornal Expresso de 01-09-2007, há três frases que nos explicam o roubo descomunal que os bancos estão a fazer aos portugueses através dos seus políticos corruptos:

a) Os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral.

b) A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.

c) Os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles.


E a somar às declarações de Fernando Madrinha, são cada vezes mais os que se questionam porque razão, dos 78 mil milhões de euros que a Troika nos emprestou a juros agiotas (de quase 6%), o Governo deu aos bancos 12 mil milhões de euros para a sua "recapitalização", e ainda lhes ofereceu mais 35 mil milhões de euros em garantias para que estes possam emitir dívida para se "financiarem".


segunda-feira, setembro 28, 2009

10,4 por cento dos votos e 21 deputados - o novo campeonato de Paulo Portas. Longe vão as tácticas menos claras desta Fénix renascida

Jornal de Notícias - 28/9/2009:


"Minhas amigas e meus amigos, foi desta vez: dois dígitos!" O CDS chegou ao pódio e Paulo Portas não tem dúvidas: "Passamos a ser o terceiro partido, temos mais de 10%, a partir de hoje, passamos a discutir outro campeonato".

"Não é o fim da linha, é apenas o princípio de um caminho que vai demorar algum tempo para que haja, em Portugal, um grande partido não socialista, frontal, directo e corajoso", afirmou Paulo Portas, perante um auditório a rebentar pelas costuras. "Este resultado é a remuneração do esforço, a compensação da clareza e a vitória do bom senso em Portugal", sublinhou, exaltando o facto do CDS ter ficado à frente de CDU e BE, a "Esquerda radical".


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Mas no campeonato de 2005 a posição de Portas era mais periclitante:


Negócios de Portas vistos à lupa

O Ministério Público e a Polícia Judiciária estão a investigar vários actos da gestão de Paulo Portas no Ministério da Defesa. Em causa estão, desde já, os contratos e, sobretudo, as contrapartidas negociadas para a aquisição de submarinos e de helicópteros pesados, no valor global de 1,3 mil milhões de euros, e onde a Escom, trading do grupo Espírito Santo, surge associada aos consórcios vencedores a HWD (alemã) e a Agusta-Westland (belgas e britânicos), respectivamente.

O DN apurou, no entanto, que na mira dos investigadores estarão também outros dossiers, alguns dos quais se encontram por concluir, não existindo, até agora, nenhuma adjudicação de helicópteros ligeiros para o exército, substituição dos Aviocar, viaturas de transporte blindadas e armas ligeiras.

O que indicia que, nesta fase, os investigadores parecem especialmente apostados em averiguar o tipo de contrapartidas que terão sido prometidas ou até mesmo negociadas à margem dos diversos concursos que decorreram, ou estão ainda a decorrer, para a aquisição dos diferentes equipamentos das Forças Armadas.

Aliás, para a prova dos crimes de corrupção e tráfico de influências a lei requer que se demonstre a relação causa-efeito de uma determinada decisão.

O que justificaria, por exemplo, as apreensões de documentos que foram feitas na Escom, empresa que actua habitualmente neste tipo de negócios como "intermediária" entre as partes.

Ao que tudo indica, MP e PJ esperam encontrar nesses documentos os indícios e provas suficientes que lhes permitam sustentar as suspeitas de corrupção e tráfico de influências que os levaram a agir, nesta primeira fase, sobre o caso da herdade da Vargem Fresca, em Benavente. E que poderão passar também pelo financiamento do CDS/PP, apesar dos desmentidos públicos de Abel Pinheiro, o dirigente popular que controlou os dinheiros do partido durante a direcção de Paulo Portas, e que já foi constituído arguido no processo que envolve a herdade da Vargem Fresca. Além de Abel Pinheiro, foram ainda constituídos arguidos Luís Nobre Guedes e três quadros do Grupo Espírito Santo Luís Horta e Costa, José Manuel Sousa e Carlos Calvário. Todos por suspeitas do crime de tráfico de influências.

De acordo com diversas fontes consultadas pelo DN, as suspeitas dos investigadores sobre a gestão de Paulo Portas no Ministério da Defesa poderão vir a alargar-se ainda mais nos próximos dias, admitindo-se que o Ministério Público e a PJ possam vir a interessar-se igualmente por dossiers tão distintos como a "privatização" das OGMA ou a venda de terrenos na Grande Lisboa e no Grande Porto e que foram, entretanto, desafectados aos três ramos das Forças Armadas.

São negócios de muitos milhões de euros, que começaram há vários anos e onde se cruzam vários interesses, que parecem ter despertado o interesse dos investigadores. E não só. Pelo menos a avaliar pela intenção já anunciada por Luís Amado, o socialista que sucedeu a Paulo Portas, de pedir a revisão do contrato de contrapartidas

Já em relação aos submarinos, o processo arrastou-se durante sete anos, tendo a decisão final pertencido a Paulo Portas.

E entre os processos que se encontram no DCIAP, além das questões relacionadas com a aquisição dos helicópteros e submarinos, estarão outras no âmbito de alegadas irregularidades na aquisição de viaturas blindadas ligeiras e de desvio de verbas nas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento.

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segunda-feira, setembro 10, 2007

Até já o Paulinho Portas (pasme-se) questiona o Governo sobre o endividamento das famílias (causado pelas subidas das taxas de juros do BCE)

Paulo Portas questiona Governo na Internet sobre o endividamento das famílias

Jornal Público - 02.09.2007 - Margarida Gomes

Sete workshops juntam hoje, no Porto, figuras independentes e dirigentes nacionais do CDS. A subida das taxas de juro e o endividamento das famílias portuguesas vão estar no centro de todas as preocupações do CDS-PP na reabertura do novo ano parlamentar.

Quem o garante é o próprio líder do partido, Paulo Portas, que desafia o primeiro-ministro, José Sócrates, a esclarecer quais as medidas que pretende apresentar para travar a escalada dos juros, ditada pelo Banco Central Europeu (BCE), e que deixa "milhares de famílias com a corda na garganta".

Num vídeo divulgado ontem no YouTube e no Sapo e que assinala o novo ano político do CDS, Paulo Portas desafia também o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a pronunciar-se sobre as repercussões da crise nos EUA.

"Há centenas de famílias com a corda na garganta por causa da subida sistemática do dinheiro", afirma o líder do CDS-PP, alertando para as consequências que "a subida das taxas de juro na zona euro vai ter para as famílias, sobre o rendimento e o crescimento das economias". Sublinhando que "a economia portuguesa cresce pouco e que os últimos dados são muito preocupantes", Portas entende que existem razões para as autoridades portuguesas estarem preocupadas e dispara: "Alguém sabe o que pensa o primeiro-ministro de Portugal e presidente do Conselho Europeu em exercício sobre a questão das taxas de juro e o efeito no crescimento económico? Ninguém sabe, mas devíamos saber. E o governador do Banco de Portugal, que em nome de todos nós está no BCE, tem um pensamento sobre o assunto? Era importante conhecê-lo".

Jean-Claude Trichet

No vídeo, o líder do partido deixa uma crítica ao Governo pelo facto de não ter aberto um debate relativamente à política do BCE e elogia o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que recentemente criticou o banco liderado por Jean-Claude Trichet por ter como única preocupação o controlo da inflação, elevando as taxas de juro para níveis excessivos.

"O Presidente Sarkozy trouxe uma lufada de ar fresco e de autenticidade à Europa, ao afirmar que a inflação está bastante controlada na zona euro, mas que o preço do dinheiro está muitos pontos acima e, se continuar a subir indefinidamente, isso vai ter consequências sobre as famílias, sobre o rendimento, mas também sobre o crescimento das economias", declarou, revelando, desde já, que vai usar todos os meios na Assembleia da República para exigir do Governo medidas que estimulem o crescimento económico, controlem a subida das taxas de juro e limitem os danos das famílias endividadas.


Comentário:

O líder do CDS-PP, Paulo Portas (quem diria, o Paulinho dos submarinos e das fragatas), surge a mostrar profunda preocupação com as incompreensíveis subidas dos juros do Banco Central Europeu (BCE), mantendo-se a inflação estável nos 2%. Se um populista e demagogo inveterado, como Paulo Portas, pegou neste tema, é bom sinalsignifica que existe uma percentagem crescente da população que se questiona porque sobem escandalosamente as suas prestações à banca e porque engorda esta, de trimestre para trimestre, de forma criminosa.
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