terça-feira, janeiro 22, 2008

A serenidade latina portuguesa versus a histeria anglo-saxónica perante o Terror da Al-Qaeda


A aparente apatia de Rui Pereira na sua reacção tranquila face à possibilidade da existência de células terroristas (com ligações à Al-Qaeda) em Portugal, contrasta com a atitude neurótica das autoridades americanas face ao Terror. Eis a forma enérgica e determinada como o antigo Procurador Geral dos Estados Unidos, Alberto Gonzales, evitou um atentado contra a Torre Sears de Chicago:

Alberto Gonzales: «Foi reportado que sete homens foram ontem presos em Miami acusados de conspirarem para dar apoio à Al-Qaeda. Estes indivíduos desejavam levar a cabo, e estou a citar, uma guerra em grande escala contra os Estados Unidos

Jon Stewart: «Sete tipos? Estou em crer que para levar a cabo uma guerra em grande escala contra os Estados Unidos são necessárias pelo menos tantas pessoas como as que formam uma equipa de softball


Vídeo legendado em português:

sábado, janeiro 19, 2008

Reformas e engordas

Fernando Madrinha - Jornal Expresso - 19/1/2008

Reformas e... reformas

«Não sei se Paulo Teixeira Pinto foi ou não um bom administrador do BCP. Admito que sim. Conheci-o quando secretário de Estado de Cavaco Silva e tive de várias fontes a opinião de que se tratava de alguém muito empenhado e competente no seu trabalho. Não me admiro de que, à luz das regras em vigor no banco de Jardim Gonçalves, seja inteiramente merecedor dos 10 milhões de euros que, segundo o ‘Público’, recebeu à cabeça para sair do BCP. E dos 500 mil euros anuais que assegurou de reforma (para o casal, explicita o jornal), traduzindo-se isto em 35 mil euros mensais. Mais ou menos o equivalente a cem pensões de reforma das mais baixas. Não é de bom tom falar em público do dinheiro que cada um ganha ou deixa de ganhar e, muito provavelmente, haverá no BCP e noutras empresas casos similares, ou até bem mais chocantes. Mas, ainda que se trate de um banco - e de um banco privado - a um país que quase só trabalha para engordar os bancos sobra, pelo menos, aquele direito de que em tempos falava o ex-Presidente Mário Soares: o direito à indignação


Comentário:

Que culpa tem Paulo Teixeira Pinto, que o banco Millennium BCP, num país que, segundo Madrinha, quase só trabalha para engordar os bancos, lhe pague 10 milhões de euros para sair, acrescidos de uma reforma de 35 mil euros mensais (o equivalente a cem pensões de reforma das mais baixas)?

Porque, afinal, o Millennium BCP (e os outros bancos) têm vindo a dar muito boa conta de si:

2005 - Os quatros maiores bancos privados portugueses viram os seus lucros crescerem 42,6% no primeiro trimestre de 2005, numa comparação homóloga com o ano anterior (...) O 'campeão' dos lucros continua a ser o Millennium BCP, com 137,5 milhões de euros...

2006 - O lucro do Millennium BCP, maior banco privado de Portugal, aumentou 44% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje o banco. Entre Janeiro e Março, o lucro do BCP foi de 198,5 milhões de euros (...) Ainda assim, o lucro ficou abaixo das estimativas…

2007 - O lucro do Millennium BCP atingiu 191 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, anunciou hoje o maior banco privado português. O banco liderado por Paulo Teixeira Pinto adiantou que os resultados em base recorrente cresceram 16 por cento nos primeiros três meses do ano.


Diz Madrinha que, face a tudo isto, «nos sobra, pelo menos, aquele direito de que em tempos falava o ex-Presidente Mário Soares: o direito à indignação».

Devemos perguntarmo-nos se para além da indignação, esse sentimento de cólera que se sente por algo repulsivo, haverá ainda mais alguma coisa que possamos fazer?
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sexta-feira, janeiro 18, 2008

Laissez-faire, laissez mourir. Faites vos jeux!

Economist - 14 de Janeiro de 2008


«Os Estados Unidos ficam atrás de outros países ricos no desempenho global de seu sistema médico. Um novo estudo efectuado por investigadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres comparou os dados de 19 países em relação ao número de mortes abaixo dos 75 anos que poderiam ter sido evitadas com os cuidados médicos próprios. As mortes evitáveis decaíram 16% em média nestes países entre 1997 e 2003. Foram registradas grandes melhorias em países que começaram com níveis baixos de mortes evitáveis (como em França) e outros com níveis mais altos (como em Inglaterra). Mas os Estados Unidos, onde os custos em cuidados médicos per capita são os mais elevados, estão no fundo da tabela


Comentário:

Do people die younger? It’s the Free Market stupid! No money, no fun!



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quarta-feira, janeiro 16, 2008

Mais embustes literários sobre o Holocausto Judeu - o caso de Benjamin Wilkomirski


Excertos de "A Indústria do Holocausto" de Norman Finkelstein

Ao articular os dogmas centrais do Holocausto, muita da literatura sobre a Solução Final de Hitler é inútil sob o ponto de vista histórico. Na realidade, os estudos sobre o Holocausto estão repletos de disparates, se não mesmo de fraudes absolutas. Especialmente revelador é o meio cultural que alimenta esta literatura do Holocausto:


No livro «Fragments» de Benjamin Wilkomirski, encontramos um estilo Holocausto kitsch largamente inspirado no «The Painted Bird» (O Pássaro Pintado) de Kosinsky.

Como Kosinsky, Wilkomirski retrata-se como uma criança abandonada que sobreviveu e que perde a fala, acaba por ser recolhida num orfanato e só mais tarde descobre que é de origem judia. Como «The Painted Bird», o principal artificio narrativo de «Fragments» é a voz simples e despojada de uma criança ingénua, o que permite que permaneçam vagas as referências ao tempo e ao espaço. Como «The Painted Bird», cada capítulo de «Fragments» culmina numa orgia de violência. Kosinsky apresentava «The Painted Bird» como «o lento degelo do espírito»; Wilkomirski apresenta «Fragments» como «a memória recuperada.

Completa mistificação, «Fragments» é apesar disso o arquétipo da memória do Holocausto. A acção decorre em campos de concentração, onde todos os guardas são monstros loucos e sádicos que esmagam alegremente os crânios de recém-nascidos judeus. No entanto as memórias clássicas dos campos de concentração coincidem com a da Dra. Ella Lingens.Reiner, sobrevivente de Auschwitz: «havia poucos sádicos. Não mais do que 5 a 10 por cento.». Pelo contrário, o sadismo alemão generalizado figura profusamente na literatura do Holocausto, o que produz o duplo efeito de «documentar» a irracionalidade única do Holocausto, assim como o anti-semitismo fanático dos carrascos.

A singularidade de «Fragments» não reside na sua descrição da vida durante o Holocausto, mas depois. Adoptado por uma família suíça, o pequeno Benjamin volta a passar por novos tormentos. É apanhado num mundo de gente que nega o Holocausto. «Esquece isso... Foi um pesadelo que tiveste», grita-lhe a mãe. «Foi só um mau sonho. (...) Não penses mais nisso.» E ele irrita-se: «Aqui neste país todos me dizem que esqueça e que isso nunca aconteceu, foi só um sonho meu. Mas sabem de tudo!»

Mesmo na escola, «os meninos apontam-me com o dedo, fecham os punhos para mim e gritam: «Está louco, isso nunca aconteceu! Mentiroso! É maluco, é um idiota.» Batendo-lhe, entoando lengalengas anti-semitas, todas as crianças não judias se unem contra o pobre Benjamin, enquanto os adultos continuam a martelar: «Inventaste tudo isso!»

Levado por um desespero profundo, Benjamin vê-se diante de uma epifania do Holocausto: «O campo ainda lá está, só que oculto e bem disfarçado. Despiram os uniformes e vestiram-se com belas roupas para não serem reconhecidos (...) Mas se tiverem algum indicio de que uma pessoa pode ser judia – percebe-se logo: são os mesmos, tenho a certeza. Ainda podem matar, mesmo sem uniformes.» Mais do que uma homenagem ao doma do Holocausto, «Fragments» é uma prova decisiva: mesmo na Suiça – na neutral Suíça – todos os não judeus querem matar os judeus.

«Fragments» foi acolhido por muitos como um clássico da literatura do Holocausto. Foi traduzido numa dúzia de idiomas e ganhou o Jewish National Book Award, o prémio do Jewish Quarterly, e o prémio Mémoire de la Shoah. Wilkomirski, vedeta dos documentários televisivos, convidado de conferências e seminários sobre o Holocausto, angariador de fundos para o Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, depressa se tornou cabeça de cartaz do Holocausto.

Aclamando «Fragments» como uma «pequena obra-de-arte», Daniel Goldhagen foi o principal defensor de Wilkomirski nos meios académicos. No entanto, historiadores reconhecidos como Raul Hilberg cedo denunciaram o livro como embuste. Hilberg também colocou as perguntas que se impunham depois de o denunciar: «Como pôde este livro passar por relato autobiográfico aos olhos de várias editoras? Como pode ter valido ao Sr. Wilkomirski convites do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, assim como de universidades famosas? Como é possível não termos um controlo de qualidade decente, quando se trata da avaliação do material sobre o Holocausto que está por editar

Meio charlatão, meio louco, Wilkomirski passou toda a guerra na Suíça. Nem sequer é judeu. Mesmo assim, ouçamos os responsáveis da indústria do Holocausto:

Arthur Samuelson (editor): Fragments «é um belo livro.(...) Só seria uma fraude se fosse classificado como ensaio. Eu não hesitaria em republicá-lo, na categoria de ficção. Talvez não relate a verdade – e nesse caso o escritor ainda é melhor!»

Carol Brown Janeway (organizadora e tradutora do livro): «Se se concluir (...) que as acusações se confirmam, então o que está em questão não são factos empíricos e verificáveis, mas factos espirituais sobre os quais há que meditar. Haveria que fazer uma verificação da alma mas isso não é possível

E há mais. Israel Gutman é director do Yad Vashem, o museu israelita do Holocausto, e titular da cadeira do Holocausto na Universidade Hebraica. Também esteve em Auschwitz. Segundo ele, «não é assim tão importante» saber se Fragments é uma falsificação. Wilkomirski escreveu uma história que vivenciou profundamente; a verdade é essa (...) Não é um impostor. É alguém que vive essa história com grande profundidade de alma. A dor é autêntica.» Portanto não interessa se ele passou a guerra num campo de concentração ou num chalé suíço; Wilkomirski não é um impostor se a sua dor for autêntica: assim fala um sobrevivente de Auschwitz que se transformou em especialista do Holocausto.

Em Outubro de 1999, o editor alemão de Wilkomirski retirou «Fragments» do mercado, reconhecendo publicamente por fim que não se tratava de um órfão judeu, mas de um indivíduo nascido na Suíça e chamado Bruno Doessekker.


Comentário:

Em contraste gritante com a vivência platónica de Benjamin Wilkomirski, que sofreu horrores indizíveis nos campos de concentração sem nunca lá ter posto os pés, temos, por outro lado, a experiência sólida de Elie Wisel que passou 10 meses no campo de concentração de Auschwitz, sem nunca se ter apercebido das cinco enormes câmaras de gás, onde supostamente foram assassinadas mais de um milhão de pessoas.

Num livro autobiográfico [Noite] que supostamente descreve as suas experiências em Auschwitz e Buchenwald, Elie Wiesel não menciona em parte alguma as câmaras de gás. Ele diz, realmente, que os Alemães executaram Judeus, mas... com fogo; atirando-os vivos para as chamas incandescentes, perante muitos olhos de deportados!

Mas que credenciais tem este Elie Wiesel que nunca reparou nas câmaras de gás de Auschwitz? Bom, dado o seu currículo esmagador, é difícil encontrar alguém mais abalizado neste assunto:

Elie Wiesel, um judeu romeno, foi deportado aos 15 anos para Auschwitz e depois para Buchenwald. Sobrevivente dos campos de concentração nazis, torna-se cidadão americano em 1963 e obtém uma cátedra de ciências humanas na universidade de Boston. Em 1980 Elie Wiesel funda o Conselho para o Holocausto americano. Condecorado em França com a Legião de Honra, recebeu a Medalha do Congresso americano, recebeu o título de doutor honoris causa em mais de cem universidades e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1986.

As suas obras, quase 40 livros, edificadas para resgatar a memória do Holocausto e defender outros grupos vítimas de perseguições receberam igualmente vários prémios literários. Em Outubro de 2006, o Primeiro-ministro israelita Ehud Olmert propôs-lhe o cargo de Presidente do Estado de Israel. Elie Wiesel recusou a oferta explicando que não era mais do «que um escritor». Elie Wiesel preside, desde 1993, à academia Universal de Culturas.

Elie Wiesel: «Todo o Judeu, algures na sua existência, deve separar uma zona de ódio – saudável, ódio viril – para aquilo que os Alemães personificam e para o que persiste na Alemanha. Fazer o contrário, é trair os mortos
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sábado, janeiro 12, 2008

A paranóia do dióxido de carbono e o "global warming"

Você atreve-se a contestar o Aquecimento Global
com argumentos científicos?




Por Rui G. Moura - 07/Novembro/2006

O estado a que chegou a climatologia

Todas as obras escritas, desde tempos imemoriais, sobre climatologia, a nível mundial, podem hoje ser reduzidas a um só livro. Mas o livro poderia conter apenas uma página. E essa página bastava ter escrita apenas uma linha. E nessa linha era suficiente escrever três palavras: "dióxido - de - carbono".

Eis ao ponto a que chegou uma ciência ainda tão débil. Hoje em dia já só se debate o dióxido de carbono. Se a temperatura sobe, a culpa é do dióxido de carbono. Se chove a culpa é do dióxido de carbono. Se não chove, lá está o dióxido de carbono a fazer das suas. Se há ondas de calor é a prova das emissões de dióxido de carbono. Um dia destes, um jornal dito de referência, a propósito do relatório Stern [Nicholas Stern é um ex-economista do Banco Mundial que, por encomenda do governo britânico, elabou um relatório de 700 pgs. acerca do "aquecimento global], apresentava uma fotografia de um nevão recente nos Estados Unidos da América: a culpa era do dióxido de carbono. O dióxido de carbono explica tudo. Mas uma coisa que explica tudo não explica nada.


A paranóia das alterações climáticas

Quem prova que não existem "alterações climáticas" no sentido em que se tornou uma doutrina oficial é, no mínimo, catalogado de amigo do Bush ou de estar a soldo das petrolíferas. O debate científico ficou reduzido ao dióxido de carbono e ao ser ou não ser amigo do Bush. Ah, e a estar ou não estar ao serviço das petrolíferas… Já fomos acusados destas infâmias por gente que só sabe recitar a cartilha do "global warming" promovida pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Colocam palas à volta dos olhos e só vêem dióxido de carbono por todo o lado…


Pois aqui têm mais afirmações a acrescentar ao rol de culpas a assacar antes de me enviaram para o cadafalso:

* O Árctico não está a aquecer mas a arrefecer e aquecer simultaneamente;

* O Antárctico não está a aquecer, mais está a arrefecer na sua esmagadora maioria e a aquecer numa pequena parte da designada Península de Larsen B;

* A pressão atmosférica está a subir em Portugal e na Europa contrariamente ao que deveria acontecer se fosse verdadeira a existência do "global warming";

* Sobre os continentes, nomeadamente o europeu, as aglutinações anticiclónicas – do tipo do anticiclone dos Açores – estão a ser mais frequentes, especialmente nos Invernos, mas também nos Verões, com consequentes estabilidades anticiclónicas, vagas de frio e de calor;

* O tempo tornou-se, desde 1976, mais violento e mais irregular com tempestades de vento que conduzem mais calor tropical, latente e sensível, em direcção aos pólos;

* Na zona tropical – tanto no Atlântico como no Pacífico – não há nenhuma relação entre a ciclogénese (Katrina, por exemplo) e a temperatura, seja do ar seja dos oceanos;

* As mal designadas "alterações climáticas" têm o aspecto das premissas de uma primeira fase de um glaciação (guardem-se as devidas proporções na escala temporal que não se coaduna com o tempo de vida dos humanos).

* Tudo isto não tem nada a ver, mas rigorosamente nada, com o "global warming" nem com as famosas "alterações climáticas". Tanto um como a outra são mitos oportunisticamente utilizados como espantalhos para tentar resolver outros problemas: a poluição atmosférica e a dependência energética, especialmente, de produtos petrolíferos. Estão a preparar o País para enfrentar o calor e pode vir aí o frio (dentro de uma a duas décadas).



Ah, é verdade, pediram-me para dar uma opinião sobre o relatório Stern. Mas valerá a pena perder tempo com esta inutilidade? O relatório Stern é apenas mais uma peça que se coloca no puzzle e que aparece sempre nas vésperas de reuniões inúteis como a de Nairobi. Relatórios deste tipo servem para pressionar os governos a prosseguirem uma política energética errante. Agora já se entrevê a energia nuclear sem qualquer justificação climática. Mas é sempre com dióxido de carbono que se pretende justificar soluções que interessam a alguns mas não a todos. Quando o mesmo grupo de pessoas se reuniu em Buenos Aires, por esta altura mas de 2004, apresentaram o inenarrável relatório ACIA (Arctic Climate Impact Assessment) que prenunciava o fim do Árctico e a morte à fome dos ursos. Mas quem serão os ursos? A crítica a este relatório ACIA pode ser encontrada em http://mitos-climaticos.blogspot.com/2006/11/acia-dinmica-da-temperatura-do-rctico.html .

Já alguém ouviu falar no "culpado" desta situação climática? Tem o nome de Anticiclone Móvel Polar. Foi descoberto pelo Prof. Marcel Leroux , jubilado da cátedra de Climatologia da Universidade de Lyon. Faz o favor de ser meu amigo. Recentemente, em Estocolmo, perguntei-lhe: "Quando é que pensa que vai acabar esta impostura científica?" Respondeu-me: "Quando alguém responsável disser que tudo não passa de um mito e passarem a palavra uns aos outros".

A climatologia, em particular, e a ciência, em geral, passa por uma crise violentíssima que vai ter grave consequência num futuro próximo. Tudo por causa do dióxido de carbono. Que afinal até é útil à vida do nosso planeta.
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Jon Stewart - Os Planos de Paz Americanos para o Médio Oriente

Jon Stewart, no Daily Show, explica candidamente os Planos de Paz americanos para o Médio Oriente.

Começa por relembrar as palavras de Condoleza Rice: "O que vemos aqui, em resumo, é a crescente... são as dores de parto de um Novo Médio Oriente."

E Stewart desabafa: "Dores de parto! O que leva à questão... onde é que está a merda do bebé?"


Vídeo - Legendado em português:

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Crendices - o fim do mundo tal como Al Gore o conhece

Texto roubado ao Mitos Climáticos

O articulista Alberto Gonçalves, sociólogo, escreve uma coluna dominical no Diário de Notícias, designada "Dias contados". Escreve um pequeno texto por cada dia da semana. Relativamente à última sexta-feira, dia 21, escreveu o que se segue:


E, discretamente, o aquecimento global, esse Medo do Ano, parou. Se o facto não chegou às manchetes nem por isso deixa de ser um facto: as temperaturas médias de 2007 foram idênticas às de 2006. E as de 2006 às de 2005. E as de 2005 às de 2004. E por aí fora até 2001.

É isto, então: aparentemente, as temperaturas terrestres (por complexas que sejam de estabelecer) não aumentam há seis anos. David Whitehouse, astrofísico e ex-editor científico da BBC (não, não é o "céptico" comum), comenta o assunto em artigo na revista "New Statesman" e procura, em vão, uma explicação.

A explicação "clássica" liga o aumento das temperaturas ao aumento das emissões de dióxido de carbono. Mas, no período em causa, as emissões de CO2 continuaram a subir (nos dois sentidos) e as temperaturas, repito, não. Na perspectiva científica, é legítimo suspeitar que, afinal, uma coisa não está relacionada com a outra, e que talvez a acção do homem não influencie o clima do modo que se pensava e se obrigava toda a gente a pensar.

O problema é que o conhecimento científico nunca foi exactamente o objectivo desta história. A coisa passou mais por apavorar as massas com visões folclóricas da catástrofe, espatifar fortunas em "investigação" com tese previamente definida, realizar o "Live Earth", dar o Nobel ao sr. Gore, reunir os grandes da Terra (aflitíssimos) nas praias de Bali e aliviar fúrias acerca dos EUA e de Quioto.

Feito, feito, feito, feito. Se calhar, é suficiente. Podemos voltar à gripe das aves? Ou, se quiserem um perigo comprovado e realmente assustador, à crendice dos homens.»

Este texto singelo diz mais do que qualquer análise profunda sobre a evolução das temperaturas. Poderíamos acrescentar que, de facto, desde 1998, o planeta desistiu de aquecer. Pelo menos, por enquanto. O hemisfério Sul é responsável por esta conclusão.


Na BBC:

Um relatório do economista Sir Nicholas Stern sugere que efeito de estufa pode reduzir a economia global em 20%. Mas agindo imediatamente (contra o efeito de estufa) tal custaria apenas 1% de produto interno bruto global, afirma o estudo de 700 páginas. Tony Blair disse que o Estudo de Stern demonstrou que a evidência científica do efeito estufa é “esmagadora” e as suas consequências "desastrosas".


Comentário:

Como prescreve Sir Nicholas Stern, se todos os países gastarem 1% do seu Produto Interno Bruto no combate ao «Aquecimento Global» a situação poderia ainda ser «reversível». Só os Estados Unidos têm um Produto Interno Bruto de 13.000.000.000.000 de dólares (US$13 trillion.). Não é difícil imaginar a saliva a escorrer pelas fauces dos principais accionistas das empresas especializadas em «Arrefecimento Global».

A Guerra aos Gambozinos de ESTUFA

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segunda-feira, janeiro 07, 2008

Embustes Literários sobre o Holocausto Judeu - O caso de Jerzi Kosinsky


Excertos de "A Indústria do Holocausto" de Norman Finkelstein

Ao articular os dogmas centrais do Holocausto, muita da literatura sobre a Solução Final de Hitler é inútil sob o ponto de vista histórico. Na realidade, os estudos sobre o Holocausto estão repletos de disparates, se não mesmo de fraudes absolutas. Especialmente revelador é o meio cultural que alimenta esta literatura do Holocausto.

O primeiro grande embuste sobre o Holocausto foi o «The Painted Bird», "Pássaro Pintado", do polaco emigrado Jerzi Kosinsky. O livro foi "escrito em inglês," explicou Kosinski, para que "eu pudesses escrever desapaixonadamente, livre da conotação emocional que a nossa língua materna sempre contém." De facto, quaisquer partes que ele tenha realmente escrito – questão ainda por esclarecser – teriam sido em polaco.

O livro tinha como objectivo ser o relato autobiográfico das andanças de Kosinski como um miúdo solitário através da Polónia rural durante a Segunda Grande Guerra. Na realidade Kosinski viveu com os seus pais durante toda a Segunda Guerra. O tema principal do livro são as torturas sádicas sexuais perpetradas pelos camponeses polacos. Os primeiros leitores do livro ridicularizaram-no considerando-o "pornografia da violência" e "o produto de uma mente obcecada com violência sadomasoquista." De facto, Kosinski, descreve ter vivido quase todos episódios patológicos que narra. O livro descreve os camponeses judeus com quem ele viveu com um virulento anti-semitismo. "Batam nos Judeus," zombavam. "Batam nos canalhas." Na realidade, os camponeses polacos acolheram a família de Kosinski mesmo sabendo perfeitamente que eles eram judeus e das consequências terríveis que sofreriam se fossem apanhados.

No «New York Times Book Review», Eli Wiesel aclamou «The Painted Bird» como «uma das maiores denúncias da era Nazi, "escrita com profunda sinceridade e sensibilidade." Cynthia Ozick expressou mais tarde que reconheceu imediatamente a autenticidade de Kosinski como "um judeu sobrevivente e uma testemunha do Holocausto."” Muito tempo depois de Kosinski ter sido exposto como um consumado escritor aldrabão, Wiesel continuou a fazer elogios à "obra notável de Kosinski".

«The Painted Bird» tornou-se um livro de estudo fundamental sobre o Holocausto. Foi um best-seller e foi um livro premiado, traduzido em numerosas línguas, e leitura obrigatória em universidades e liceus. Ao fazer o circuito do Holocausto, Kosinsky alcunhou-se a si próprio um Elie Wiesel de pé descalço [cut-rate Elie Wiesel]". (Aqueles que não podem pagar os honorários de Wiesel – o "silêncio" não é barato – viram-se para Kosinsky). Finalmente desmascarado por uma revista de investigação, Kosinsky foi ainda fortemente defendido pelo New Iork Times, que alegou que Kosinsky era vítima de uma conspiração comunista.


Comentário:

Quem se mostra decididamente "un vrai gourmand" de «lendas e narrativas» é também o nosso camarada do blogue «Rua da Judiaria», que retrata desta forma o autor de "A Indústria do Holocausto":

- «O execrável Norman Finkelstein, cuja obra é leitura obrigatória para qualquer neo-nazi que se preze»

Deste honrado moço, da Rua da Judiaria, Nuno Guerreiro Josué, sabemos apenas que, tendo ido viver para os Estados Unidos (em 2006), tem ainda o vínculo de correspondente com a Visão e o Diário Económico (jornal onde ainda hoje se mantém). Sabe-se, ainda, que para a «Grande Reportagem» assinou, entre outros, uma série de trabalhos sobre a ameaça do fundamentalismo islâmico.

Como demonstram o polaco Kosinski e o português Josué, não parece complicado, nos dias de hoje, viver-se apenas de lendas e narrativas.

O mais engraçado é que se, por acaso, o Josué aparecesse de chofre com um kufi árabe na cabeça ao invés de um Kipá judeu, perante um diligente funcionário da Blackwater a fazer segurança na zona verde de Bagdade, este, em menos de nada, cortava-o em oito, com uma air-cooled, gas-operated, automatic M-249. É que o Josué, sem disso dar conta, passa perfeitamente por um esbirro-suicida de Bin Laden.
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sábado, janeiro 05, 2008

Um Estado ao serviço de meia dúzia

Daniel Oliveira - Jornal Expresso - 5/1/2008

O pai tirano

«...quando mais o Estado abandona as suas funções sociais e deixa de intervir como árbitro em relações de poder desiguais (como as do trabalho), mais aumenta a sua presença no quotidiano dos cidadãos. Faz sentido. Se o Estado não quer gastar dinheiro com a nossa saúde ou nos deixa morrer ou limita a nossa liberdade. Se o Estado não quer planear as cidades ou dar apoio social põe um polícia em cada esquina. Uma sociedade que desiste do ideal igualitário não pode confiar na liberdade dos seus cidadãos. Eles estão demasiado zangados. Aquilo a que assistimos nos últimos anos em Portugal é um excelente retrato do que nos espera: o mesmo Estado que fecha urgências quer convencer-nos a deixar de fumar. O mesmo Estado que não nos protege do despedimento arbitrário protege-nos dos perigos da bola de Berlim


Mas que Estado é este de que fala Daniel Oliveira? Fernando Madrinha esclarece:


Fernando Madrinha - Jornal Expresso - 1/9/2007:

«...Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais


Comentário:

É natural que os cidadãos andem demasiado zangados. Apercebem-se, crescentemente, que aquilo que vêem como Estado, é apenas dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos. E que esse poder, cada vez mais absoluto e opressor, é quem paga as campanhas eleitorais das marionetas que nos «governam».


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quinta-feira, janeiro 03, 2008

Os Rockefeller e a Revolução Comunista Mundial

Rockefeller the senior is quoted as having said "Competition is Sin" - A competição é pecado.



Eustace Mullins

Murder by Injection - Chapter 10

O envolvimento dos Rockefeller na promoção da Revolução Comunista Mundial também se ficou a dever aos seus interesses comerciais. Nunca existiu nenhum compromisso com a ideologia marxista, que, como qualquer outra coisa, existia apenas para ser usada. No virar do século (XIX – XX) a Standard Oil estava a competir ferozmente com a Royal Dutch Shell pelo lucrativo mercado europeu. Testemunhos do Congresso Americano revelaram que Rockefeller enviou grandes somas de dinheiro a Lenine e a Trotsky para instigar a Revolução Comunista de 1905. O seu banqueiro, Jacob Schiff, já tinha antes financiado os japoneses na sua Guerra contra a Rússia e tinham enviado um emissário pessoal, George Kennan à Rússia, onde passou cerca de vinte anos a promover actividades revolucionárias contra o Czar. Quando o Czar abdicou, Trotsky embarcou num navio com três centenas de revolucionários comunistas de Lower East Side de Nova Iorque. Rockefeller obteve um passaporte especial para Trotsky do Presidente Woodrow Wilson e enviou Lincoln Steffens com Trotsky por forma a assegurar que este regressaria a salvo à Rússia. Para as despesas de viagem, Rockefeller entregou a Trotsky $10,000.

A 13 de Abril de 1917, quando o navio acostou em Halifax, oficiais dos serviços secretos canadianos prenderam imediatamente Trotsky numa prisão na Nova Escócia. O assunto gerou controvérsia internacional, à medida que governantes de várias nações iam exigindo freneticamente a libertação de Trotsky. Os serviços secretos canadianos sugeriram que Trotsky estava a caminho da Rússia para tirar este país da Guerra, libertando, deste modo, mais exércitos alemães para atacar as tropas canadianas na Frente Ocidental. O Primeiro-Ministro Lloyd George telegrafou, apressadamente, de Londres, dando ordens aos serviços secretos canadianos para libertarem Trotsky imediatamente. Trotsky foi finalmente solto devido à intervenção de um dos mais fieis marionetes dos Rockefeller, o Primeiro-Ministro canadiano Mackenzie King, que era há muito tempo um “homem de mão” dos Rockefeller. King obteve pessoalmente a libertação de Trotsky e enviou-o como emissário dos Rockefeller, encarregado de impor a Revolução Bolchevique. Deste modo, o Dr. Armand Hammer, que reivindica abertamente a sua influência na Rússia como amigo de Lenine, tem afinal um papel insignificante quando comparado com o papel dos Rockefellers no suporte ao mundo Comunista. Embora o Comunismo, como outros ismos, tenha tido origem na associação de Marx com a Casa de Rothschild, esta ideologia contou com o apoio de John D. Rockefeller porque este via o Comunismo por aquilo que ele era, o supremo monopólio, não apenas o controlo do governo, do sistema monetário de toda a propriedade, mas também um monopólio que, tal como as corporações que emula, autoperpetua-se eternamente. O Comunismo era a evolução lógica do monopólio da sua Standard Oil.

Anthony Sutton - as provas da implicação dos Rockefeller na "organização, patrocínio e apoio à Revolução Bolchevique são tão numerosas e avassaladoras que simplesmente não admitem discussão"

Gary Allen, The Rockefeller File, capítulo 9: Building the Big Red Machine - "Para os Rockefeller, o socialismo não é um sistema para redistribuir a riqueza (e muito menos para redistribuir a sua própria riqueza), mas sim um sistema para controlar as pessoas e a competição. O socialismo coloca todo o Poder nas mãos do governo. Como os Rockefeller controlam os governos, isso significa que eles têm o controle. O facto de você não saber não significa que eles não saibam!"

Em 1926, após os bolcheviques terem tomado o poder na Rússia, a Standard Oil de Nova Iorque, dos Rockefeller, e sua subsidiária, a Vacuum Oil Company, através do Chase National Bank (este banco, dos Rockefeller, desempenhou um papel fundamental na fundação da Câmara de Comércio Russo-Americana em 1922, sob a direção de Reeve Schley, vice-presidente do Chase National Bank) concluiu um acordo para vender petróleo soviético nos países europeus. Como parte do preço do acordo, John D. Rockefeller tinha feito um empréstimo de 75 milhões de dólares aos bolcheviques. Como resultado desse pacto, "em 1927, o sócio secreto da União Soviética, a Standard Oil de Nova Iorque, construiu uma refinaria de petróleo na União soviética". "Portanto, John D. Rockefeller", conclui Gary Allen, "o caudilho do capitalismo, ajudou na recuperação da economia bolchevique", embora o governo dos EUA só tenha reconhecido oficialmente o Estado soviético em 1933. Ou seja, os Rockefeller, ricos e influentes, colaboraram com o regime soviético explicitamente contra a Lei do seu próprio país.