terça-feira, novembro 18, 2008

O ex-chefe do Estado Maior das forças armadas russas afirma que os atentados do 11 de Setembro foram uma montagem dos serviços secretos americanos



O general Leonid Ivashov era o chefe do Estado Maior das forças armadas russas quando aconteceram os atentados de 11 de Setembro de 2001. Este militar, que viveu estes acontecimentos por dentro, oferece-nos uma análise muito diferente da dos seus colegas norte-americanos. Tal como o fez na conferência «Axis for Peace 2005», explica-nos que o terrorismo internacional não existe e que os atentados do 11 de Setembro foram uma montagem dos serviços secretos americanos:


«O que estamos a viver não é mais do que terrorismo manipulado pelas grandes potências e não existiria sem elas. Em vez de fingir uma «guerra mundial contra o terrorismo», a melhor maneira de reduzir os atentados é restabelecer o direito internacional e a cooperação pacífica entre os Estados assim como entre os seus cidadãos.

A análise da essência do processo de globalização, e das doutrinas políticas e militares dos Estados Unidos e de certos países, prova que o terrorismo contribui para concretizar um domínio mundial e a submissão dos Estados a uma oligarquia global. Isso significa que o terrorismo não é um ente independente da política mundial mas simplesmente um instrumento, um meio para instaurar um mundo unipolar com um centro único de comando mundial, um pretexto para diluir as fronteiras nacionais dos Estados e instaurar o domínio de uma nova elite mundial. É precisamente essa elite que constitui o tema chave do terrorismo mundial, é o seu ideólogo e o seu «padrinho».

Se analisarmos neste contexto o que aconteceu a 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, podemos chegar à seguintes conclusões:

1 - Os organizadores dos atentados provêm dos círculos políticos e económicos que tinham interesse em destabilizar a ordem mundial e dispunham de meios para financiar a operação. Há que buscar as razões dos atentados na confluência de interesses do grande capital a nível transnacional e global, nos círculos que não estavam satisfeitos com o ritmo do processo de globalização ou a direcção que esse processo estava a tomar. A diferença em relação às guerras tradicionais cuja concepção é determinada por políticos e generais, é que neste caso os iniciadores foram os oligarcas e os políticos a eles submetidos.

2 - Somente os serviços secretos e os seus chefes actuais ou retirados – mas que continuam a manter influência nas estruturas estatais – têm a capacidade de planificar, organizar e dirigir uma operação de tal envergadura. Geralmente são os serviços secretos quem criam, financiam e controlam as organizações extremistas. Sem o apoio dos serviços secretos esse tipo de estruturas não poderia existir – e muito menos levar a cabo acções de tal envergadura dentro de países particularmente bem protegidos. Planificar e realizar uma operação desta escala é extremamente complicado.

3 - Osama Bin Laden e a «Al-Qaeda» não puderam ser nem os organizadores nem os executantes dos atentados do 11 de Setembro. Não dispunham da organização necessária, nem de recursos. Por conseguinte, houve que criar uma equipa de profissionais e os kamikazes árabes foram apenas figurantes para encobrir a operação.»



O general Leonid Ivashov (à esquerda na imagem)


Ver o artigo completo AQUI
.

domingo, novembro 16, 2008

A colossal gargalhada de escárnio que a «crise bancária» dirige a todos os contribuintes

Referido no Dragoscópio - Feed our Frankenstein


Daily Mail Online - 30 de Outubro de 2008

A Goldman Sachs apronta-se para distribuir um pacote de 7 mil milhões de libras em salários e bónus... depois de ter recebido uma ajuda financeira de 6 mil milhões de libras.


A sede do banco de investimentos Goldman Sachs dos Estados Unidos reservou 7 mil milhões de dólares para bónus e salários este ano.

A Goldman Sachs tenciona pagar aos seus banqueiros de topo muitos milhões de libras em bónus – não obstante ter pedido ao Governo americano uma ajuda financeira de emergência.

Este banco de Wall Street, em dificuldades, reservou 7 mil milhões de dólares para salários e bónus para o ano de 2008, soube-se ontem.

Cada um dos 433 sócios do banco está em vias de meter ao bolso um bónus de Natal em média superior a 3 milhões de libras.

A dimensão destas bonificações ultrapassam em muito as 6,1 mil milhões de libras que o Governo americano está a dar à Goldman Sachs como parte da sua ajuda financeira de 430 mil milhões de libras.

À medida que Washington despeja dinheiro no banco, este dinheiro é de imediato canalizado para os já muito abastados funcionários de topo da Goldman Sachs.

Notícias dos donativos do banco despertarão a cólera contra a cultura endémica de "recompensas pelos falhanços" no mundo da alta finança.

Os mesmos banqueiros que puseram a economia global de joelhos continuam a embolsar o mesmo tipo de recompensas que tinham durante os anos de expansão.

(...) Estas informações chegaram depois de ter sido revelado que até mesmo gestores a trabalhar para o gigante falido de Wall Street, Lehman Brothers, poderiam receber enormes pagamentos. Espera-se que o pessoal do Lehman Brothers de cerca de 10,000 pessoas dividam um bónus de 1,5 mil milhões de libras.

(...) Mesmo gestores do nacionalizado Northern Rock vão colher bónus no valor de 50 milhões de libras nos próximos três anos.

Estes pagamentos extraordinários incluem mais de 400,000 libras para o patrão do Northern Rock, Gary Hoffman, que se vai tornar provavelmente no gestor mais bem pago do sector público.



*******************


Guadian - 1 de Novembro de 2008

Bancos com ajudas financeiras pagam milhões em bónus


O Royal Bank of Scotland, que teve uma ajuda financeira de 20 mil milhões de libras do dinheiro dos contribuintes, anunciou que se estava a preparar para pagar bónus a milhares de gestores não obstante o Governo ter prometido tomar medidas duras na gestão do banco.

O Royal Bank colocou de lado 1,79 mil milhões de libras para cobrir “despesas com o pessoal” – incluindo bónus arbitrários – à sua divisão de investimento nos primeiros seis meses do próximo ano. A mesma divisão causou uma quebra nos activos de 5,9 mil milhões de libras que destruíram os lucros do banco para o mesmo período.

Vários políticos americanos pegaram na investigação do mês passado do Guardian que mostrava que seis bancos de Wall Street - Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley, JP Morgan, Merrill Lynch e Lehman Brothers – reservaram 70 mil milhões de dólares para pagamentos e bónus para os primeiros nove meses do ano.



*******************

E por cá? Neste cantinho à beira-mar socratizado?


Bernardino Soares:

«Enquanto isto, o Governo português entrega milhões aos bancos. 20 mil milhões de euros de avales para lhes garantir melhores condições de financiamento, 4 mil milhões directamente para os capitais próprios e a criação de fundos imobiliários para limpar os créditos de risco ou em incumprimento, com isenção total de todos os impostos. E, finalmente, a «nacionalização» do BPN.»

«O Governo justifica agora a nacionalização do BPN como única forma de garantir os depósitos e prevenir efeitos de contágio noutras instituições bancárias, bem como de defender os postos de trabalho. »

«Na verdade, trata-se da socialização dos prejuízos acumulados pelo BPN, que aliás começou com a injecção nos últimos meses de 435 milhões de euros pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pelo Banco de Portugal, mais o depósito em Agosto de 500 milhões de euros pela Segurança Social.»

«Os dados disponíveis apontam, certamente por defeito, para um rombo financeiro de pelo menos 700 milhões de euros, sendo previsível que haja subavaliação do passivo e sobreavaliação dos activos. Isso não impediu que o grupo onde se integra o BPN tenha em 2007, com lucros de 56 milhões de euros (reais ou ficcionados), distribuído quase 30 milhões de euros de dividentos pelos accionistas (estes bem reais)


Não há dinheiro para investir nem para criar emprego, nem para devolver aos reformados os 28 milhões de euros que o Governo retirou injustamente das suas pensões. mas já há 24.000 milhões de euros para apoiar a Banca nacional.

Imagem do esforço concertado para fortalecer os sistemas financeiros face à situação de «crise financeira» internacional:


sábado, novembro 15, 2008

Daily Show - McCain versus McCain na ajuda financeira de 700 mil milhões de dólares à banca

Jon Stewart: O senado aprovou uma versão modificada do plano de recuperação, rejeitada dois dias antes pelos seus primos idiotas, na Câmara. E todos sabemos quem merece os louros.

McCain: Eu sinto-me orgulhosos do meu trabalho, ao suspender a campanha, voltar a Washington e conseguir que os republicanos se sentassem à mesa e melhorassem o plano, e acredito que será aprovado.


Jon Stewart: Por que razão está McCain tão confiante de que a proposta vai ser aprovada na Câmara dos Representantes? Porque o Senado acrescentou 150 mil milhões de dólares em ofertas para convencer os legisladores de que não estão apenas a salvar a economia do país mas também a ganhar um prémio. Ena!

Esperem aí. Querem que eu dê 700 mil milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes para compensar a ganância e a incompetência de Wall Street? Para fazer isso vou precisar de mais 150 mil milhões… E sabem quem é que vai mesmo ficar furioso com este plano?

McCain: Isto é um torniquete, não é uma cura. É um torniquete para parar a hemorragia.


Jon Stewart: É o John McCain na mesma entrevista (à CNN) em que se gabou pela aprovação desta mesma proposta. Vai ser engraçado ver estes dois (McCains) à tareia:


McCain: Os fundamentos deste pacote são bons... são fortes...

McCain: Demonstra a incrível influência dos lobbies e grupos de interesses.

McCain: Acredito que este plano irá dar lucro.

McCain: É uma loucura e uma obscenidade, porque é um desperdício do dinheiro dos contribuintes.

McCain: Os contribuintes serão os primeiros a receber, isso é um ponto importante desta proposta.

McCain: Isto são jogos de poder da pior espécie.

McCain: Regressei a Washington, consegui sentar os republicanos à mesa.

McCain: Estes financiamentos obscuros, estas jogadas escandalosas.

McCain: Melhoraram o plano.

McCain: É péssimo. E é uma... É uma fonte de corrupção.

McCain: E estou em crer que será aprovado.


Vídeo legendado em português (2:43m):

quinta-feira, novembro 13, 2008

A Banca - mantida pela fé, pela contrafacção e pela burla

Pedro Arroja, licencido em Economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEUP) fez mestrado e doutoramento na universidade de Otava, no Canadá. Actualmente faz gestão de patrimónios, de fundos de investimento, de fundos de pensões e consultoria financeira. Transacciona nos principais mercados de acções mundiais, como Londres, Frankfurt, Zurique, Nova Iorque, Chicago, Tóquio, entre outras. Pedro Arroja defendeu (numa entrevista à Visão) que «A democracia tem destruído a autoridade».

Pedro Arroja publicou no seu blogue «Portugal Contemporâneo», a 19 de Novembro 2007, o artigo: Mantido pela fé

«Provavelmente, nenhum outro processo económico, como o processo da criação de dinheiro, ilustra tão bem como uma sociedade para funcionar precisa de fé - e de fé genuína.

Dinheiro é tudo aquilo que serve para efectuar pagamentos. As notas em poder do público mais os saldos das contas de depósito à ordem (sobre os quais se podem passar cheques ou fazer transferências bancárias) são dois activos que ocorrem imediatamente ao espírito. Eles constituem a definição de dinheiro a que os economistas chamam M-1: notas em poder do público mais depósitos à ordem.

O processo de criação de dinheiro é normalmente desencadeado pelo banco central comprando títulos da dívida pública, e depende criticamente dos hábitos do público no que respeita ao levantamento dos seus depósitos. Se por experiência se sabe que da totalidade dos depósitos existentes nos bancos, em cada momento o público não levanta mais de 5%, então basta aos bancos guardarem 5% dos depósitos sob a forma de notas, podendo emprestar o restante. A taxa de reservas obrigatórias (5%) é fixada por lei.

O Estado americano possui um défice de $1000. Emite títulos da dívida pública que vende ao Fed (Reserva Federal – Banco Central dos Estados Unidos), o qual paga os títulos com notas saídas da máquina impressora e entrega-as ao Treasury Department (TD – Departamento do Tesouro). A quantidade de dinheiro em circulação, neste momento, é de $1000 em notas, na posse do TD.

O TD utiliza os $1000 para pagar aos seus fornecedores, por exemplo, ao Ricardo que trabalha para o Governo como consultor militar. O Ricardo deposita este montante no Banco A. Este Banco guarda 5% como reservas ($50) e concede um empréstimo de $950 ao António para comprar uma bicicleta. A quantidade de dinheiro em circulação subiu para $1950, dos quais $1000 são depósitos (Ricardo) e $950 são notas em poder do António. (NB.: os $50 em notas detidos pelo Banco A sob a forma de reservas não são dinheiro, porque não podem servir como meio de pagamento; estão lá para fazer face aos levantamentos sobre as contas de depósito).

O António compra a bicicleta ao Francisco por $950. Este deposita os $950 no Banco B. O Banco guarda 5% ($47.5) como reservas e empresta o restante ($902.5) ao Bruno que precisa de comprar uma mobília. A quantidade de dinheiro em circulação subiu agora para $2852.5, dos quais $1950 são depósitos (Ricardo e Francisco) e $902.5 são notas em poder do Bruno.

O Bruno compra a mobília à Cecília por $902.5. Esta deposita os $902.5 no Banco C. Este guarda 5% em reservas ($45.125) e empresta o restante ($857.375) à Sofia para esta comprar um vestido. A quantidade de dinheiro em circulação subiu agora para ($3709.675), dos quais $2852.5 são depósitos (Ricardo, Francisco e Cecília) e $857.375 são notas em poder da Sofia.

Prosseguindo este processo indefinidamente, a quantidade de dinheiro acabará por subir a $20,000 sob a forma de depósitos (Ricardo, Francisco, Cecília, ...), enquanto os $1000 em notas emitidas pelo Fed estarão em reservas nos bancos ($50 no Banco A, $47.5 no Banco B, $45.125 no Banco C, ...), e, neste sentido, não contam como dinheiro.

A emissão de $1000 em notas pelo Fed aumentou a quantidade de dinheiro (M-1) em circulação no montante de $20,000, sob a forma de depósitos. A esta relação (20) dá-se o nome de multiplicador do crédito, o qual é o inverso da taxa de reservas obrigatórias (1 a dividir por 5%).

O Ricardo não tem dúvidas que possui um depósito de $1000 no Banco A, o Francisco um depósito de $950 no Banco B, a Cecília um depósito de $902.5 no Banco C, e assim por diante para os outros depositantes num total de $20,000 em depósitos.

Pura ilusão, porque os bancos onde eles depositaram o dinheiro não possuem, em conjunto, mais de $1000 em notas para fazer face a esses depósitos. Porém, enquanto esta ilusão persistir tudo corre bem. Somente no dia em que eles forem todos ao mesmo tempo levantar os seus depósitos aos bancos é que a realidade será revelada - os bancos não possuem mais de $1000 para fazer face aos levantamentos.

Nesse dia, os bancos vão à falência e o Ricardo, o Francisco, a Cecília, ..., ficarão sem o seu dinheiro e a saber que, na realidade, as suas contas de depósito eram pura ilusão. O sistema financeiro é mantido pela fé que todos nós possuímos que o dinheiro que depositamos nos bancos está lá para quando o quisermos levantar. Na realidade, não está.»


Comentário:

O exemplo de Pedro Arroja é (quase) excelente. Simplesmente, o Professor esqueceu-se de contar o resto da história: o dinheiro que depositamos não está lá, porque esse dinheiro não é real – foi forjado pelos bancos como dívida. É por isso que os bancos vão à falência se todos os depositantes forem todos ao mesmo tempo levantar os seus depósitos.

Desta forma, como no exemplo de Arroja, a partir de um depósito real de, digamos, $1000, os bancos emprestam $19,000, que não existem em lado nenhum, e cobram juros bem reais por essa ilusão. Isto não é usura, é roubo. Um roubo de proporções colossais.

O distinto economista Murray N. Rothbard, um acérrimo defensor da economia de mercado, conclui, de forma inequívoca, aquilo que Arroja não quis ou não soube aclarar:

Murray N. Rothbard é considerado um dos grandes pensadores no campo da economia, da história, da filosofia política, e do direito. Estabeleceu-se como o principal teórico austríaco na metade final do século XX, e aplicou a análise austríaca a tópicos históricos, como a Grande Depressão de 1929 e a história do sistema bancário americano. Rothbard combinou os pensamentos de americanos individualistas do século XIX com a economia austríaca.

Excerto de "The Mystery of Banking" [O Mistério da Banca, por Murray N. Rothbard]:

«Donde é que veio o dinheiro? Veio – e isto é a coisa mais importante que se deve saber sobre o sistema bancário moderno – veio do NADA (out of thin air). Os bancos comerciais – ou seja, os bancos que utilizam o sistema de reservas fraccionais – criam dinheiro a partir do nada. Basicamente fazem o mesmo que os contrafactores (falsificadores). Os falsificadores, também, criam dinheiro a partir do nada imprimindo alguma coisa que faz passar por dinheiro ou por um recibo de um depósito de dinheiro. Desta forma, retiram fraudulentamente riqueza da comunidade, das pessoas que ganharam verdadeiramente o seu dinheiro. Da mesma forma, os bancos que utilizam o sistema de reservas fraccionais contrafazem recibos de depósitos de dinheiro, que depois fazem circular como equivalentes ao dinheiro entre as pessoas. Há uma excepção a esta comparação: A lei não trata estes recibos dos bancos como falsificações.»


Os primeiros oito minutos e vinte segundos (8:20m) do vídeo 'Money as Debt' - legendados em português.


Dinheiro como Dívida - Money as Debt @ Yahoo! Video


A versão completo do vídeo em inglês (47m): Money as Debt

E a versão completa do vídeo em espanhol (47m): El Dinero es Deuda.
.

terça-feira, novembro 11, 2008

Grã-Bretanha - manter nas escolas a consciência do massacre sistemático dos Judeus pelos Nazis


Times Online - 7 de Novembro de 2008

Cada escola [na Grã-Bretanha] vai ter um especialista em Holocausto sob uma iniciativa anti-racismo:

Cada escola secundária [na Grã-Bretanha] vai ter um especialista do Holocausto para assegurar que o tema seja ensinado de forma compreensiva e sensível.

A cada professor da cada escola será oferecido um lugar num curso de treino sobre a educação do Holocausto para combater o racismo e a intolerância.

Um em cada dez professores que tirarem o curso podem tirar um módulo de mestrado na educação do Holocausto, como parte de um plano de 1,5 milhões de libras levado a cabo pelo Instituto da Educação.

Os professores discutirão as partes do tema onde encontrem mais dificuldade em ensinar e vão trabalhar em projectos de lições com especialistas na forma de tratar as questões.

Stuart Foster, director do projecto, disse: "Há preocupações crescentes na sociedade sobre intolerância e racismo. O BPN (British National Party) aparece em primeiro plano, e existe um anti-semitismo acrescido."

A iniciativa destina-se a manter a consciência do massacre sistemático dos Judeus pelos Nazis durante a Segunda Guerra Mundial à medida que os sobreviventes vão desaparecendo, informa o Times Educational Supplement.

O projecto será lançado no Domingo, no 70º aniversário da Kristallnacht (A Noite dos Cristais) – a noite de 1938 onde 91 Judeus foram mortos, 30,000 foram presos e 191 sinagogas foram destruídas marcando o início o genocídio do povo Judeus pelos Nazis.

Ruth-Anne Lenga (na foto), consultora de educação do Jewish Museum [Museu Judaico], afirmou que o Holocausto é abordado muito resumidamente pelas escolas não obstante fazer parte da matéria curricular. "Pode ser a emotividade do tema que preocupa os professores, ou então as questões e os difíceis desafios morais que levanta. Queremos garantir que há apoio."

O projecto coincidirá com um levantamento em forma de teste do conhecimento dos professores sobre o tema e sobre os seus métodos de ensino. Irá inquirir os professores sobre a sua definição de "Holocausto" e se consideram importante que o tema seja ensinado às crianças.

O plano é parte de um projecto mais vasto de educação sobre o Holocausto fundado pelo Governo e pela Fundação de caridade Pears. É apoiado pelo Holocaust Education Trust, que este ano recebeu 1,5 milhões de libras para enviar dois alunos do sexto ano de cada escola a Auschwitz.



Comentário:

Manter nas escolas a consciência do massacre sistemático dos Judeus



Jornal israelita Haaretz – 9/11/2007

Israel pretende um novo acordo com a Alemanha sobre indemnizações do Holocausto:

segunda-feira, novembro 10, 2008

No Daily Show de Jon Stewart, Eugene Jarecki desmonta as esperanças ingénuas dos apoiantes de Barack Obama

Eugene Jarecki, escritor e realizador, dirigiu, entre outros, o documentário "Why We Fight" [Porque é que combatemos], que descreve a ascensão do complexo militar-industrial americano. O documentário afirma que em todas as décadas desde a Segunda Guerra Mundial, foi dita uma mentira ao povo americano, de forma a que o Governo pudesse conduzi-lo à guerra e, desta maneira, alimentar a economia militar-industrial.

Eugene Jarecki é convidado de Jon Stewart do Daily Show. O seu último livro chama-se "Como a América Faz a Guerra: e como perdeu o seu rumo" [The American Way of War].


Stewart: Fala muito de uma ligação entre os sectores militares e industrial, para a qual Eisenhower alertara. Isso está agora mais presente ou menos presente do que nos anos 50?

Jarecki: Essa ligação está mais presente actualmente e também muito mais generalizada na sociedade. Olhando para o que se passa em Wall Street e em tantas indústrias, as pessoas sentem que não é apenas o sector militar-industrial. Há uma espécie de promiscuidade político-industrial neste país. Há uma ligação demasiado estreita entre empresas e congressistas

Jarecki: O mundo não é um local seguro. É impossível ter segurança perfeita. E o que pode acontecer quando tentamos ter segurança perfeita é, literalmente, entrar em falência enquanto país a todos os níveis… Eisenhower disse que "é possível destruir a partir do interior o que estamos a tentar proteger do exterior." É assustador.

Jarecki: O que aconteceu foi que o nosso país mudou. O meu livro mostra como o estilo de guerra americano substituiu o estilo de vida americano… Os Constitucionalistas queriam uma República modesta, que não andasse sempre em guerra, pois sabiam – pelos Britânicos – que, se o país se envolver constantemente em guerras, o Presidente vai dizer mais frequentemente ao povo: "É tempo de guerra. Não há tempo para liberdades cívicas, não há tempo para deliberar, não há tempo para decisões racionais." Não queriam isso. Disseram: "Foi assim no tempo dos Britânicos. Criemos um Governo inteligente, que não possa estar sempre em guerra."

Stewart: Qual o máximo de tempo que estivemos neste país sem participar em alguma guerra?

Jarecki: No últimos 200 anos, um ou dois anos. Foram feitos estudos. É um estado de guerra permanente e, de certa forma, é terrível, mas é algo que todos podemos mudar.

Stewart: Não vê isto como uma questão entre Democratas e Republicanos. É o tipo de coisa que ambos os partidos… Este envolvimento dos lóbistas com as empresas não muda muito de Administração para Administração.

Jarecki: Não, de todo. As forças que controlam a nossa entrada ou não numa guerra, francamente não querem saber quem está na Casa Branca, quem está na Sala Oval,. Interessa-lhes o paradigma, a ideia de soberania americana no mundo, a forma como nos impomos e espalhamos a nossa marca.


Vídeo legendado em português

domingo, novembro 09, 2008

Também na banca, o Brasil já se tornou um imenso Portugal

A jornalista brasileira Salete Ramos foi demitida da TV Cultura, em julho de 2007, por expressar a sua revolta sobre o roubo que os bancos praticam no Brasil.

Fala ela do enriquecimento ilícito dos bancos, da posição do governo em estudar reconhecer a dívida e da assistência jurídica para assegurar automaticamente o reembolso aos lesados, o povo brasileiro.

Ouçam-se as palavras de Salete Ramos. Vale bem a pena, pela brutalidade dos números envolvidos:

Vídeo - 1:51 m

quarta-feira, novembro 05, 2008

A metamorfose da câmara de gás de Dachau

De 1945 a 1960 os meios de comunicação e os tribunais Aliados afirmaram que uma câmara de gás homicida tinha sido usada no campo de concentração de Dachau. Não faltavam provas desse facto. Chamou-se particularmente a atenção para a câmara de gás de Dachau e para as suas vítimas.

Segundo um livro publicado pelo Exército Norte-Americano imediatamente a seguir à II Guerra, intitulado "Dachau Libertado, o Relatório Oficial do Sétimo Exército dos Estados Unidos" [Dachau Liberated, The Official Report by The U.S. Seventh Army], entre 20 de Junho e 23 de Novembro de 1944, um total de 29,138 Judeus foram trazidos de outros campos e gaseados na câmara de gás de Dachau.


Um dos dias mais decisivos do julgamento de Nuremberga foi aquele no qual a acusação exibiu um filme sobre os campos de concentração alemães. O horror supremo chegou com a câmara de gás de Dachau. O orador explicou o funcionamento do dispositivo que gaseou provavelmente 100 pessoas de cada vez. É difícil exagerar o quanto a exibição desse filme influenciou a imaginação das pessoas.

O filme está disponível no site do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos [USHMM - United States Holocaust Memorial Museum]:



No filme, que foi mostrado no Tribunal Militar Internacional de Nuremberga, a 29 de Novembro de 1945, um soldado americano pode ser visto a abrir a porta que separa a sala, onde os prisioneiros se despiam, da câmara de gás:



Na página do site está uma descrição do filme sobre Dachau:


«Campo de Concentração de Dachau. Vistas aéreas de Dachau onde 30.000 estavam prisioneiros. Portão do campo com a suástica. Faces macilentas de prisioneiros. Comboios cheios de prisioneiros que estavam mortos à chegada. Pilha de corpos enterrados pelos prisioneiros sobreviventes. Prisioneiros mortos. Habitantes da cidade próxima são trazidos para ver o campo. Mulheres choram depois de ver as pilhas de corpos. Roupas dos prisioneiros penduradas do lado de fora do edifício onde os prisioneiros eram gaseados. Interiores da sala de chuveiros mostrando os ventiladores do gás, chuveiros falsos, casa das máquinas, válvulas de entrada e saída, válvula manual para regular a pressão do gás, lata de Zyclon B, e crematórios. Interiores dos crematórios, cinzas. Filmagens de prisioneiros nus mostrando os efeitos da brutalidade nazi.»


Mas outra página do site do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos diz o seguinte:

«Em 1942, a área do crematório foi construída próxima do campo principal. Incluía o crematório velho e o crematório novo (Barrack X) com uma câmara de gás. Não existem provas credíveis de que a câmara de gás tenha sido usada para matar seres humanos


Até Maio de 2003, qualquer visitante da câmara de gás de Dachau podia ler num painel a seguinte frase em cinco línguas diferentes:


CÂMARA DE GÁS
disfarçada de "sala de chuveiros"

nunca foi usada como câmara de gás


Câmara de Gás de Dachau


A fotografia deste painel pode, ainda hoje, ser observada no site de "The Holocaust History Project" [Projecto de História do Holocausto], uma empresa americana sem fins lucrativos.
.

segunda-feira, novembro 03, 2008

O Yad Vashem de Israel e o Memorial do Holocausto dos EUA não se entendem quanto à existência das câmaras de gás na Alemanha nazi


O Museu Yad Vashem de Israel e o Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos constituem os dois maiores centros a nível mundial de documentação, pesquisa e análise da história do Holocausto Judeu.

Acontece que estas duas respeitadas e documentadas instituições, o Museu Yad Vashem e o Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, entram em séria contradição quando abordam a existência de câmaras de gás nos campos de concentração em território alemão.

Estas discrepâncias sobre a existência de câmaras de gás não ajudam a calar, muito pelo contrário, as vozes revisionistas que defendem existir grandes inconsistências na versão oficial do Holocausto Judeu. Haverá uma versão oficial do Holocausto?


1) Campo de Concentração de Mauthausen

Museu Yad Vashem – Mauthausen não possuía câmara de gás.

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos - Mauthausen possuía câmara de gás.


2) Campo de Concentração de Dachau

Museu Yad Vashem – Dachau não possuía câmara de gás.

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos – Dachau possuía uma câmara de gás embora não existam provas credíveis de que a câmara de gás tivesse sido usada para matar seres humanos.


3) Campo de Concentração de Buchenwald

Museu Yad Vashem - Nada diz sobre a existência de câmaras de gás ou gaseamentos dos prisioneiros de Buchenwald.

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos – Os prisioneiros demasiado fracos ou incapacitados eram enviados para instalações de eutanásia, tal como Bernburg, onde eram gaseados.


4) Campo de Concentração de Sachsenhausen

Museu Yad Vashem – Sachsenhausen possuía câmara de gás.

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos – Sachsenhausen não possuía câmara de gás.



Excertos dos textos nos sites dos dois museus:

1) Campo de Concentração de Mauthausen

Museu Yad Vashem: Ao todo, 199,404 prisioneiros passaram por Mauthausen. Aproximadamente 119,000 deles, incluindo 38,120 Judeus, foram mortos ou morreram das condições duras, de exaustão, subnutrição e excesso de trabalho. Além disso, os doentes, os fracos e os prisioneiros indesejáveis eram levados para o Castelo Hartheim [Hartheim Castle] que ficava próximo para serem exterminados na câmara de gás, durante os períodos de Agosto de 1941 a Outubro de 1942 e de Abril a Dezembro de 1944.


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos: Periodicamente, prisioneiros no campo de Mauthausen eram submetidos a uma selecção. Aqueles que os Nazis consideravam demasiados fracos para trabalhar eram separados dos outros prisioneiros e mortos na câmara de gás de Mauthausen, em camiões de gás [mobile gas vans], ou no centro de “eutanásia” homicida do Castelo de Hartheim que ficava próximo.

Enquanto a maior parte dos prisioneiros eram mortos a tiro, enforcados, espancados, mortos por inanição e doença, Mauthausen tinha uma câmara de gás capaz de matar cerca de 120 pessoas de cada vez. A câmara de gás era geralmente utilizada quando chegavam transportes de prisioneiros. Demonstrações especiais de assassínios em massa na câmara de gás eram organizadas aquando da visita de dignitários Nazis, como Heinrich Himmler, Ernst Kaltenbrunner, e Baldur von Schirach, que podiam assistir aos gaseamentos através de uma pequena janela na porta da câmara.



2) Campo de Concentração de Dachau

Museu Yad Vashem: Este Museu nada diz sobre a existência de câmaras de gás em Dachau.


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos: Em 1942, a área do crematório foi construída próxima do campo principal. Incluía o crematório velho e o crematório novo (Barrack X) com uma câmara de gás. Não existem provas credíveis de que a câmara de gás (Barrack X) tivesse sido usada para matar seres humanos.



3) Campo de Concentração de Buchenwald

Museu Yad Vashem: Este Museu nada diz sobre a existência de câmaras de gás ou gaseamentos de prisioneiros de Buchenwald. Diz que, a 18 de Janeiro de 1945 os Alemães começaram a evacuar Auschwitz o outros campos de concentração na Europa Oriental. Este facto trouxe milhares de prisioneiros Judeus para Buchenwald, incluindo centenas de crianças. Um barracão especial “o Bloco 66 das Crianças” foi construído para elas no campo, e a maior parte sobreviveu.


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos: O estado-maior SS enviou aqueles demasiado fracos ou incapacitados de trabalhar para instalações de eutanásia, tal como Bernburg, onde operacionais de eutanásia os gaseavam como parte da Operação 14f13.



4) Campo de Concentração de Sachsenhausen

Museu Yad Vashem: Durante o verão de 1941 os nazis montaram um programa em Sachsenhausen para extermínio em massa a tiro; nos meses seguintes, 13,000 a 18,000 prisioneiros de guerra soviéticos foram mortos a tiro. Em 1943 os Nazis instalaram uma câmara de gás, que era apenas usada em certas ocasiões. Uma dessas ocasiões especiais foi em Fevereiro de 1945 quando os SS gasearam milhares de prisioneiros enfraquecidos imediatamente antes de começarem a evacuar o campo.


Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos: Muitos prisioneiros morreram em Sachsenhausen devido a exaustão, inanição, maus-tratos e falta de cuidados médicos.

A 4 de Abril de 1941, o médico SS Friedrich Mennecke, o chefe do Hopital Mental Estadual Eichberg, um colaborador do Programa de Eutanásia Nazi, efectuou uma selecção entre os prisioneiros de Sachsenhausen. Durante os três meses seguintes Mennecke deu ordens para que os prisioneiros demasiado doentes ou fracos para trabalhar fossem mortos como parte de uma operação com o nome de código 14f13, que expandiu o Programa de Eutanásia aos prisioneiros doentes e exaustos do campo. Em Junho de 1941, os SS transportaram os prisioneiros que Mennecke seleccionou para Sonnenstein, um centro de “eutanásia” usado no assassínio sistemático dos incapacitados físicos e mentais. Médicos alemães gasearam estes prisioneiros em Sonnenstein.
.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Os bancos estão deliberadamente a contrair a oferta de dinheiro com o objectivo de provocar uma recessão

IOL Diário - 09-05-2008

Bancos já apertam na compra de casa e restrição vai continuar

Os bancos já estão a ser mais restritivos nos créditos que concedem e a tendência é para o grau de exigência nas restrições vir a ser cada vez maior.

De acordo com uma análise do Banco de Portugal (BdP), divulgada esta sexta-feira, e que contempla um inquérito a cinco entidades bancárias, os critérios de concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro tornaram-se mais restritivos nos primeiros três meses deste ano, quando comparados com os do trimestre anterior. Sobretudo, no que diz respeito aos segmentos de empréstimos a empresas e a particulares para aquisição de habitação.

As razões para esta postura prendem-se com o aumento dos custos de financiamento e restrições de balanço dos bancos, tudo à luz da turbulência que se sente nos mercados financeiros internacionais...


Comentário: Atente-se na forma ardilosa como, em nome do «aumento dos custos de financiamento e restrições de balanço», os bancos cortam o crédito a empresas e a particulares.

**************

Nos Estados Unidos, representantes dos maiores financeiros europeus lutaram durante muito tempo pelo estabelecimento de um Banco Central que estivesse sob o seu controlo e que emitisse a sua própria moeda. Ao fim de muitas dezenas de anos conseguiram-no.

Extractos do vídeo «The Money Masters» onde se pode verificar que as recessões na América foram sempre resultado de violentas contracções deliberadas de dinheiro em circulação pelos bancos centrais. Para que se perceba o que se está a passar hoje e quem são os culpados:

Por outras palavras, os Senhores do Dinheiro [The Money Changers (Cambistas)] queriam duas coisas: a reinstituição de um banco central sob o seu controlo exclusivo e uma moeda americana [emitida por eles] suportada pelo ouro. A sua estratégia era dupla: primeiro, causar uma série de pânicos para tentar convencer o povo americano que só um controlo centralizado da oferta de moeda poderia fornecer estabilidade económica e, em segundo lugar, retirar tanto dinheiro do sistema que a maior parte dos americanos ficariam tão desesperadamente pobres que, ou não se importariam ou estariam demasiado fracos para se oporem aos banqueiros.

Num inacreditável ímpeto de honestidade para um banqueiro, Biddle admitiu que o banco ia tornar o dinheiro escasso para forçar o Congresso a restabelecer o Banco Central:

Nicholas Biddle: “Só um sofrimento generalizado produzirá algum efeito no Congresso… A nossa segurança está no prosseguimento de um rumo de restrição firme [de dinheiro] – a não tenho dúvida de que um tal rumo conduzirá no final ao novo licenciamento do Banco Central e ao restabelecimento da moeda [emitida por ele].”

Que revelação impressionante. Aqui estava a verdade pura, revelada com uma clareza chocante. Biddle pretendia usar o poder da contracção do dinheiro do Banco para causar uma depressão massiva até que a América cedesse.

Infelizmente, isto aconteceu repetidamente através da história dos Estados Unidos e está prestes a acontecer novamente no mundo de hoje. O Banco contraiu severamente a oferta de moeda pedindo a devolução de todos os empréstimos e recusando conceder novos.

Um pânico financeiro sobreveio, seguido por uma profunda depressão. Salários e preços afundaram-se, o desemprego disparou assim como as falências das empresas. A nação entrou rapidamente em alvoroço.


Em 1866, havia 18 mil milhões de dólares em circulação nos Estados Unidos, cerca de 50,46 dólares per capita. Só no ano de 1867, quinhentos mil milhões de dólares foram retirados de circulação.

Dez anos depois, a oferta de moeda tinha sido reduzida para 6 mil milhões de dólares. Por outras palavras, dois terços do dinheiro da América tinham sido retirados pelos banqueiros. Apenas se mantinham em circulação 14,60 dólares per capita.

Dez anos mais tarde, a oferta de moeda tinha sido reduzida para apenas 4 mil milhões de dólares. Isto pese embora a população americana tivesse disparado. O resultado foi que apenas se mantinham em circulação 6,67 dólares per capita. Uma perda de 700% no poder de compra num período de 20 anos.


Os economistas de hoje tentam vender a ideia de que as recessões e as depressões são parte natural de uma coisa a que chamam ciclo económico. A verdade é que oferta de moeda de que dispomos é manipulada hoje tal como era antes e depois da Guerra Civil Americana.

Como é que isto aconteceu? Como é que o dinheiro se tornou tão escasso? Simples: o banco exige o pagamento dos empréstimos e não são concedidos nenhuns novos.

Apenas três anos depois, em 1876, com um terço da força de trabalho norte-americana desempregada, a população estava a ficar revoltada. Queriam qualquer coisa que tornasse o dinheiro mais abundante.

Nesse ano o relatório da Comissão do Congresso culpou claramente os banqueiros nacionais da contracção monetária. O relatório é interessante, porque compara a contracção monetária deliberada pelos os banqueiros nacionais depois da Guerra Civil com a queda do Império Romano:

O desastre da Idade das Trevas [Idade Média] foi causado pela diminuição do dinheiro e pela queda dos preços… Sem dinheiro, a civilização não podia ter nascido e, com a oferta de dinheiro a diminuir, a civilização degenera e se não for socorrida, finalmente morre.”

“Na Era Cristã o dinheiro metálico no Império Romano chegava aos $1.800.000.000. No fim do século XV tinha diminuído para menos de $200.000.000… A história não regista nenhuma transição tão desastrosa como a do Império Romano para a Idade Média.



Três anos mais tarde o povo americano elegeu o republicano James Garfield para presidente. Garfield compreendeu como a economia estava a ser manipulada. Depois de ter tomado posse ele acusou os Senhores do Dinheiro publicamente em 1881:

“Quem quer que controle o volume de dinheiro em qualquer país, é senhor absoluto de toda a indústria e comércio… e quando se compreende que todo o sistema é facilmente controlado, de uma forma ou de outra, por alguns poucos homens poderosos no topo, não precisamos que nos digam como é que os períodos de inflação e depressão são originados."

Infelizmente, poucas semanas depois de ter feito esta declaração, a 2 de Julho de 1881 Garfield foi assassinado.


Como disse o prémio Nobel Milton Friedman:

“A reserva de dinheiro, preços e produtividade ficou decididamente muito mais instável depois da instituição do Sistema de Reserva Federal [Banco Central norte-americano] do que antes. O mais dramático período de instabilidade na produtividade foi, obviamente, entre as duas Guerras, que incluem as violentas contracções monetárias de 1920-21, 1929-33, e 1937-38. Nenhum outro período de 20 anos na história americana contém três tão graves contracções.

Este facto convenceu-me que pelo menos um terço da subida de preços durante e depois da I Guerra Mundial é atribuível à fundação do Sistema de Reserva Federal [Banco Central norte-americano]... e que a gravidade de cada uma das maiores contracções monetárias é directamente atribuível aos actos de concessão e omissão dos directores da Reserva Federal...

Qualquer sistema que dá tanto poder e tanta liberdade de acção a alguns poucos homens, de tal forma que os erros – desculpáveis ou não – possam ter efeitos tão vastos, é um mau sistema. Se é um mau sistema para os que acreditam na liberdade porque dá tanto poder a uns poucos homens sem qualquer controlo do poder político – este é o argumento político chave contra um banco central independente...

Para parafrasear Clemenceau: "o dinheiro é um assunto demasiado sério para ser entregue aos banqueiros centrais.”



Fernando Madrinha - Expresso 3/2/2007:

«Todos os anos, por esta altura, muita gente se interroga: que país é este onde a vida é tão dura e deficitária para toda a gente, famílias e empresas, menos para os bancos

«… os lucros [dos bancos] não param de crescer. O Millennium bcp, por exemplo: teve 780 milhões de euros de lucros em 2006 - mais 28% do que no ano anterior; o BPI registou 309 milhões - mais 23%; o Banco Espírito Santo anunciou ganhos de 420 milhões - mais 5o%...»

«Tudo estaria bem se esta chuva de milhões sobre os bancos fosse um sinal de pujança da vida económica do país. Mas sabemos bem que não é. E que esses lucros colossais são, afinal, uma expressão da dependência cada vez maior das famílias e das empresas em relação ao capital financeiro. Daí que, em lugar de aplauso e regozijo geral, o que o seu anúncio provoca é o mal-estar de quem sente que Portugal inteiro trabalha para engordar a banca. Ganha força essa ideia de que os bancos sugam a riqueza do país mais do que a fomentam.»
.