domingo, dezembro 27, 2009

O judaísmo é o mais secreto poder organizado na terra. Os seus meios de poder são o dinheiro e a imprensa

Henry Ford (1863 – 1947) foi o americano fundador da Ford Motor Campany e pai das modernas linhas de montagem e da produção em massa. O seu automóvel, Modelo T, revolucionou o transporte e a indústria americana. Ford foi um inventor prolífico e registou 161 patentes. Na qualidade de dono da Companhia Ford tornou-se um dos homens mais ricos e mais conhecidos do mundo.

Em 1918, Ford comprou um pouco conhecido semanário: «The Dearborn Independent». No princípio dos anos 20 este semanário publicou um conjunto de quatro volumes de artigos, cumulativamente intitulados «The International Jew» [O Judeu Internacional].


Henry Ford


[Tradução minha]

Jornal "The Dearborn Independent" - 29 de Maio de 1920:


The International Jew

Germany's Reaction Against the Jew [A reacção alemã contra o judeu]


[...] O judaísmo é o mais secreto poder organizado na terra, mais ainda que o Império Britânico. Constitui um Estado cujos cidadãos são incondicionalmente leais onde quer que estejam ou quer sejam ricos ou pobres.

O nome que foi dado pela Alemanha a este Estado e que circula por todos os outros Estados é Al-Judá [All- Judaan].

Os meios de poder do Estado de Al-Judá são o capital e o jornalismo, ou o dinheiro e a propaganda.

Al-Judá é o único Estado que exerce um governo mundial; todos os outros Estados só podem exercer governos nacionais.

A principal cultura de Al-Judá é jornalística; os desempenhos técnicos, científicos, literários dos judeus modernos são em todo o lado desempenhos jornalísticos. São devidos ao extraordinário talento dos judeus para a receptividade das ideias dos outros. Capital e Jornalismo combinam-se na Imprensa para criar o meio espiritual do poder judaico.

O governo deste Estado de Al-Judá está maravilhosamente organizado. Paris foi a sua primeira sede, mas já se mudou para outro lugar. Antes da Guerra (1914-1918), Londres era a sua primeira capital e Nova Iorque a segunda. Resta ver se Nova Iorque não irá suplantar Londres – a tendência é no sentido da América.


Como Al-Judá não está em condições de ter um exército e uma marinha permanentes, outros Estados fornecem-lhos. A sua armada é a armada britânica, que protege dos obstáculos o progresso de toda a economia mundial judaica, ou aquela parte que depende do mar. Em troca, Al-Judá acrescentou a Palestina ao controlo britânico. Onde quer que houvesse uma força terrestre (qualquer que fosse a nacionalidade do uniforme que usasse), esta apoiaria a marinha britânica.

Al-Judá está disposta a entregar a administração de várias partes do mundo aos governos nacionalistas; só pede para si o controlo dos governos. O judaísmo é intensamente a favor de perpetuar as divisões nacionalistas no mundo gentio (não-judeu). Porque, por eles, os judeus nunca serão assimilados por qualquer nação. São um povo à parte, sempre o foram e sempre o serão.

Só ocorrem problemas entre Al-Judá e outra nação quando esta impossibilita a Al-Judá o controlo dos lucros industriais e financeiros dessa nação. Al-Judá pode desencadear uma guerra, pode fazer a paz; pode criar a anarquia em casos mais obstinados, pode restaurar a ordem. Tem a força de uma potência mundial nas suas mãos e partilha-a entre as nações consoante estas apoiem os planos de Al-Judá.

Ao controlar as fontes de informação mundiais, Al-Judá pode sempre preparar as opiniões dos povos para o seu próximo passo. A maior exposição que ainda falta fazer é a forma como as notícias são produzidas e a forma pela qual a opinião de nações inteiras é moldada para um determinado objectivo. Quando o poderoso judeu é por fim descoberto e a sua mão revelada, vêm então os imediatos gritos de perseguição que ecoam pela imprensa mundial. As causas reais da perseguição (que são a opressão das pessoas pelas práticas financeiras dos judeus) nunca são ditas publicamente.

Al-Judá tem os seus vice-governos em Londres e em Nova Iorque. Tendo obtido a sua vingança sobre a Alemanha, irá continuar a conquistar outras nações. Já possui a Grã-Bretanha. A Rússia debate-se mas as probabilidades estão contra ela. Os Estados Unidos, com a sua tolerância amigável por todas as raças, oferecem um terreno prometedor. O palco das operações muda, mas o judeu é o mesmo através dos séculos.



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Werner Sombart


"The Jews and Modern Capital", pp. 38, 43.
[Os Judeus e o Capital Contemporâneo]

"À primeira vista parece que o sistema económico da América do Norte foi o único que se desenvolveu independentemente dos judeus..."

"Contudo, sustenho a minha afirmação de que os Estados Unidos (talvez mais do que qualquer outro país) estão totalmente embrenhados de espírito judeu. Isto é reconhecido em muitos lugares, sobretudo nos mais capazes de formar uma opinião sobre o assunto..."

"Em face desta realidade, não haverá alguma justificação para a opinião de que os Estados Unidos devem a sua própria existência aos judeus? E se for assim, até que ponto não se poderá afirmar que a influência judaica fez dos Estados Unidos exactamente aquilo que é – ou seja, Americano? Porque aquilo que chamamos americanismo nada mais é, se assim podemos dizer, que o espírito judaico destilado."

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terça-feira, dezembro 22, 2009

Os palhaços do «destemido» Mário Crespo ou a fabricação de um herói na SIC


Jornal de Notícias - 14-12-2009

Texto de Mário Crespo:


O Palhaço


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.



O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também.



O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada. Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.




Comentário

"A escolha é simples: ou nós, ou o palhaço", avisa-nos arrojadamente Mário Crespo. É, contudo, paradoxal observar uma tal coragem num jornalista que trabalha, há anos, como apresentador central de um telejornal, o «Jornal das Nove - da SIC Notícias», em cujo programa desfila diariamente um certo número de palhaços a difundir propaganda circense. Isto, num canal televisivo que representa o supra-sumo da palhaçada e da propaganda em Portugal.

Assim sendo, quem será ao certo Mário Crespo? Um jornalista destemido apostado na luta contra a corrupção e a podridão política ou um palhaço mascarado de herói criado para proporcionar um ar de imparcialidade e isenção à SIC? No mundo mágico do circo, o ilusionismo, tal como a palhaçada, é uma arte.





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sábado, dezembro 19, 2009

José Sócrates: a crise é apenas mais uma razão para fazermos o TGV [orçado em 3,3 mil milhões de euros e cujo bilhete vai custar 100 euros]

Jornal de Negócios: Só para pagar os custos de OPERAÇÃO do TGV que une as capitais ibéricas, seria preciso que todos os 8,3 milhões de portugueses que têm mais de 14 anos fossem a Madrid.


A viabilidade económica do TGV para Madrid


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Jornal de Negócios - 24 Julho de 2008:

[...] O Jornal de Negócios e a Antena 1 passaram os últimos dias a ir à Net, a pedir informação ao Governo, a confrontar fontes e a investigar as contas do TGV e do pacote de estradas. E a primeira conclusão é que nem um nem o outro são, por si só, rentáveis. Seria preciso que todos os 8,3 milhões de portugueses que têm mais de 14 anos fossem a Madrid para pagar os custos de operação (de operação!) do TGV que une as capitais ibéricas. Mas será esta a única discussão que queremos fazer sobre as obras públicas, a do debate financeiro? Evidentemente que não. Foi por causa da obsessão "tem de se pagar a si mesma" que a virtuosa Expo 98 degenerou no ladrilhado Parque das Nações.


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Texto de Miguel Sousa Tavares - Expresso 23/06/2007

O desvario dos socialistas

[...] O que me custa a entender é que se queiram gastar biliões num aeroporto novo cuja necessidade está por provar, e mais uns biliões num TGV para o qual se desconfia que não haverá utilizadores que o justifiquem [...]

Os nossos socialistas 'modernos' têm dois fascínios fatais: as obras públicas e os interesses privados. A simbiose que daqui resulta é a pior possível [...]

Anteontem, na apresentação do TGV, o Governo falou, não para o país ou os seus representantes, mas para uma plateia seleccionada dos grandes clientes privados dos negócios públicos: bancos, seguradoras, construtoras, empresas de estudos, gabinetes de engenharia e escritórios de advocacia. E o discurso foi lapidar: "Meus amigos: temos aqui 600 quilómetros de TGV a construir e dez mil milhões de euros a gastar. Cheguem-se à frente e tratem de os ganhar!".

Temos agora a questão dos TGV. [...] Ninguém sabe para que servirão. Não há estudos sobre a utilização prevista e a relação custo-benefício da sua construção. Depois de tranquilamente nos esclarecerem que, quanto aos custos de construção, a hipótese de a sua amortização ser realizada com as receitas de exploração é "totalmente para esquecer", a própria secretária de Estado dos Transportes duvida de que, por exemplo, a linha para Madrid consiga ser auto-sustentável. Ou seja, depois de um investimento de dez mil milhões de euros a fundo perdido, preparam-se para aceitar tranquilamente um défice permanente de exploração.

Quanto é que ele poderá vir a ser, ninguém sabe, porque não se estudou o mercado para saber se haverá passageiros que justifiquem três comboios diários para Madrid. Mas, para que os privados, que ficarão com a concessão por troços, não se assustem com a vulnerabilidade do negócio, o Governo garante-lhes antecipadamente o lucro, propondo-se pagar-lhes segundo a capacidade instalada e não segundo a capacidade utilizada. Isto é, se num comboio com trezentos lugares só trinta forem efectivamente ocupados, o Governo garante às concessionárias que lhes pagará pelos 270 lugares vazios. Todos os dias, três vezes ao dia para Madrid e eternamente, até eles estarem pagos e bem pagos. Eis o que os socialistas entendem por 'obras públicas' e 'iniciativa privada'!

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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Os Bancos pagaram mais 13% aos seus administradores em 2008

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Esquerda.NET - 16-12-2009

Em 2008, a crise veio abalar o sistema financeiro, mas não os salários dos administradores executivos. Em média, cada um ganhou cerca de 700 mil euros no ano passado.

No ano em que o Estado português teve de dar o seu aval, com o dinheiro dos contribuintes, para os bancos superarem as dificuldades em se financiarem no exterior, a realidade no conforto dos gabinetes era bem diferente. Segundo dados divulgados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, as remunerações dos membros das Comissões Executivas e dos Conselhos de Administração exclusivamente executivos dispararam quando a actividade no sector afundava.

Em 2008, cada um destes administradores levou para casa, em média, cerca de 698 mil euros. Mais de metade deste valor foi pago a coberto de bónus como prémios de desempenho e outras forma de remuneração variável. Comparando com o ano anterior, antes da chegada dos efeitos da crise financeira, estes salários aumentaram 13%, aumentando assim a diferença para os cargos equivalentes nas empresas do sector não financeiro que mesmo assim subiu 7% para cerca de 572 mil euros por administrador.

Os números são feitos pela média de cada Conselho de Administração e a CMVM diz que em média o administrador mais bem pago ganha 2,8 vezes mais que o seu colega no fundo da tabela salarial.

Estes valores não incluem as chamadas "responsabilidades de médio e longo prazo", ou seja, os benefícios de reforma a que terão direito os administradores na hora da saída. Mais uma vez, o sector financeiro destaca-se por pagar 4,3 vezes mais que a média das sociedades cotadas do sector não-financeiro. Usando o exemplo dos administradores já referidos, a banca compromete-se, em média, com 20 milhões de euros para o seu conforto futuro.



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Em face da sumptuosidade dos bem-aventurados administradores da Banca, e num país com cerca de 700 mil desempregados, em que mais de 40% dos trabalhadores são precários e onde existem mais de dois milhões de pobres, qual deverá ser a opção destes desafortunados? A miniatura secular ou o aço pontiagudo?


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Silvio Berlusconi, o chefe de Governo italiano foi atingido na cara por uma réplica em miniatura da catedral de Milão, que lhe partiu dois dentes e fracturou o nariz.

Sílvio Berlusconi ao cheirar involuntariamente a miniatura da catedral de Milão
viu diminuída a sua capacidade de mastigar spaghetti.



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Na imagem seguinte, réplicas em tamanho real de dispositivos capazes de agastar administradores bancários cujo desporto passa por espoliar a esmagadora maioria da população. Ao contrário das miniaturas históricas, sujeitas a arremessos erráticos, a estas réplicas basta um dedo decidido e uma mira certeira:


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quarta-feira, dezembro 16, 2009

Na sequência do triste incidente com Berlusconi, miniaturas da Torre de Belém e dos Clérigos vendem-se como pãezinhos quentes em Portugal

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Os comerciantes não têm tido mãos a medir desde o caso Berlusconi


Euronews - 14/12/2009

Sílvio Berlusconi, o chefe de Governo italiano tinha acabado de discursar para os apoiantes do PDL – Partido Povo da Liberdade – quando foi atingido na cara por uma réplica em miniatura da catedral de Milão, que lhe partiu dois dentes e fracturou o nariz:

IL CAVALIERI


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Boneco de Berlusconi agredido faz sucesso nos presépios italianos

Dois dias depois da brutal agressão que mandou o primeiro-ministro italiano para o hospital com dois dentes e o nariz partido, já houve quem mostrasse que praticamente tudo pode ser transformado numa boa oportunidade de negócio.

Se as miniaturas da catedral de Milão - objecto usado pelo agressor - já tinham registado um aumento de vendas, chegou agora a vez de chegar às lojas um divertido boneco de procelana, para decorar os presépios dos italianos. Nada mais, nada menos do que um Sílvio Berlusconi ensanguentado e com uma ligadura na cabeça.

Fantoccio Berlusconi con la faccia rotto
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terça-feira, dezembro 15, 2009

O Blogue «Caminhos da Memória» parece exibir em certos posts alguns sintomas de Alzheimer: confusão, perda de memória e afastamento da realidade

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Contra a banalização

"A Segunda Guerra Mundial deve ser o acontecimento do século XX sobre o qual um maior número de títulos se encontra publicado. O septuagésimo aniversário da invasão alemã da Polónia veio ampliar ainda mais esta realidade, justificando a reedição deste livro de Martin Gilbert, publicado pela primeira vez em 1989. Vinte anos entretanto transcorridos não lhe diminuíram o interesse, ajudando até a colocá-la numa dimensão peculiar que na altura não poderia ter. Desde logo porque nos anos oitenta os ecos sobreviventes da crítica historiográfica da «história-batalha» faziam com que a dimensão bélica do passado fosse ainda desvalorizada como excessivamente dependente de uma metodologia escrava dos factos. Mas também porque, por essa época, os impulsos revisionistas e negacionistas que têm procurado atenuar a dimensão apocalíptica da devastação material da guerra e do Holocausto ainda não se mostravam tão patentes nem tinham o impacto público que ultimamente têm colhido."

[...]

"A ausência de processos claramente contextualizantes e interpretativos pode, naturalmente, ser questionada. Foi essa a escolha de Gilbert, um historiador profissional, politicamente conservador, que em regra prefere que os factos falem por si. Ela destaca a componente descritiva, parecendo evitar o facciosismo. Mas não o consegue justamente porque, como qualquer historiador, Gilbert introduz opções que traduzem parcialidade. Por um lado, a denúncia dos crimes do nazismo é uma constante, o que certas vezes o leva a omitir o reconhecimento dos excessos cometidos, ainda que noutra escala, pelas forças aliadas. Por outro, ao recusar relevância aos acontecimentos ocorridos dentro do próprio território alemão – se exceptuarmos a descrição detalhada da «Operação Valquíria» e as informações sobre os espaços concentracionários do Holocausto – e ao ignorar praticamente o contributo da Itália fascista para o desafio agressivo do Eixo, acaba por olhar de um ângulo ainda algo limitado uma história que se pretende completa. No entanto, nada que fira de morte o trabalho monumental levado a cabo e a grande valia documental de uma obra como esta. Imprescindível para impedir que a Segunda Guerra Mundial se transforme, com tanto lugar-comum a seu respeito que tem sido publicado por estes dias, num episódio irrelevante ou passível de ser facilmente manipulado."



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Sir Martin Gilbert


A forma como o historiador Martin Gilbert deturpa e inventa a História

O historiador britânico Martin Gilbert é um falsificador. Embora seja mais conhecido como biógrafo oficial de Winston Churchill, escreveu também vários trabalhos muito elogiados sobre o Holocausto. Gilbert, que é judeu, defende com firmeza a tese do chamado extermínio dos judeus, um extermínio alegadamente levado a cabo sobretudo recorrendo a câmaras de gás e furgões de gás homicidas. Para defender esta tese Gilbert falseia e inventa.

Na sua distorção do 'Documento Gerstein' em 1979 e em 1986, Gilbert demonstrou cabalmente a sua capacidade de adulterar. As várias confissões pós-guerra do oficial das SS, Kurt Gerstein, conhecidas no seu conjunto como o 'Documento Gerstein', são completamente desprovidas de valor de valor científico. [...] Mas tal como o historiador judeu francês Léon Poliakov, Martin Gilbert usou estas confissões para apoiar a sua tese.

Sobre as alegadas câmaras de gás em Belzec, Kurt Gerstein escreveu:

«Die Menschen stehen einander auf den Füssen, 700-800 Menschen auf 25 Quadratmetern in 45 Kubikmetern ... 750 Menschen in 45 Kubikmetern.»

«As pessoas ficavam de pé pisando os pés dos outros, 700-800 pessoas em 25 metros quadrados em 45 metros cúbicos ... 750 pessoas em 45 metros cúbicos.» (Fonte: página 5 do documento de Nuremberga PS-2170, como Gilbert indica).

É obviamente impossível caberem 700 a 800 pessoas numa superfície com 25 metros quadrados e dentro de um espaço volumétrico de 45 metros cúbicos. Seria o mesmo que tentar meter cerca de 30 pessoas num espaço com um metro quadrado de área e 1,8 metros de altura. O facto de Gerstein ter feito semelhante declaração aos Aliados, dos quais era prisioneiro, mostra bem qual era a sua condição mental. Kurt Gerstein usou sempre estes números, repetindo-os em várias ocasiões. Mas o «historiador» Martin Gilbert alterou completamente estes números para tentar tornar a história de Gerstein credível. Gilbert alterou-os de uma maneira em 1979 e de outra em 1986.


No seu livro de 1979, "Final Journey: The Fate of the Jews in Nazi Europe" [Viagem Final: O Destino dos Judeus na Europa Nazi] (New York: Mayflower Books, p. 91), eis como Gilbert cita Gerstein: "As pessoas nuas ficavam de pé pisando os pés dos outros. Cerca de 700 a 800 pessoas numa área com cerca de 100 metros quadrados".

Entre outras distorções, Gilbert quadruplicou a superfície da câmara de gás, e eliminou as duas alusões de Gerstein aos 45 metros cúbicos do volume da sala. Se Gilbert tivesse mantido a repetida afirmação de Gerstein de que a câmara de gás tinha 45 metros cúbicos de volume, então a câmara de gás teria uma área semelhante a 10 por 10 metros e uma altura inferior a meio metro, onde seriam metidas 700 a 800 pessoas de pé.

No entanto, em 1986, Martin Gilbert, modifica outra vez estes dados citando de novo Gerstein "700 a 800 pessoas em 93 metros quadrados" (Fonte: The Holocaust: The Jewish Tragedy [O Holocausto: A Tragédia], New York: Holt, Rinehart and Winston, p. 427). Na página 864, Martin Gilbert indica como a sua fonte: (Kurt Gerstein, statement of May 6, 1945, Tübingen: International Military Tribunal, Nuremberg, document PS-2170.)

Desta vez, o número de 25 metros quadrados é substituído pelo número 93 metros quadrados. Foi escolhido um número aparentemente mais preciso que o de 100 metros quadrados (da versão de 1979) para dar a sensação de exactidão e rigor. Mais uma vez, não existe qualquer referência aos 45 metros cúbicos do volume da sala.

Donde se pode concluir que Martin Gilbert falsificou deliberadamente o que Kurt Gerstein escreveu.


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Inventando o número de "gaseamentos"


No seu empenho em manter a história de que multidões de judeus foram gaseados em Belzec, Treblinka e noutros lugares, Martin Gilbert incorre numa manipulação enganadora dos números. No seu livro de 1981, "Auschwitz and the Allies" [Auschwitz e os Aliados] (New York: Holt, Rinehart and Winston, p. 26), Gilbert escreve:

"A tentativa deliberada de destruir sistematicamente todos os judeus da Europa não era conhecida na primavera e no princípio do verão de 1942: exactamente o período durante o qual o extermínio foi mais intenso, e durante o qual centenas de milhares de judeus estavam a ser gaseados diariamente em Belzec, Chelmno, Sobibor e Treblinka."

Atentemos nos números de Gilbert. Vamos supor que "centenas de milhares" significavam apenas 200 mil. Tal faria com que 200 mil judeus eram gaseados por dia, e portanto um milhão e quatrocentos mil por semana. Se durante a primavera e o princípio do verão de 1942 se passaram quatro meses – ou 17 semanas – o resultado seria um milhão e quatrocentos mil vezes 17, o que daria um total de 23 milhões e oitocentos mil judeus gaseados em quatro pequenos campos de concentração e durante um período de apenas quatro meses.

Mais poderia ser dito sobre Martin Gilbert, sobre a sua ignorância da História e a sua desonestidade.
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domingo, dezembro 13, 2009

Tony Blair, um filho da puta a quem uma larga percentagem da população mundial teria todo o gosto em enfiar uma bala na cabeça

Blair defende decisão de invadir Iraque

A invasão do Iraque justificou-se apesar de não estar provada a existência de armas de destruição maciça naquele país, considerou hoje, sábado, o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair, que envolveu a Grã-Bretanha na guerra em 2003.

"A convicção era que representava uma ameaça para a região, sobretudo pela suposta existência de armas de destruição maciça (ADM), mas é certo que [Saddam Hussein] utilizou armas químicas contra a sua própria população", justificou Blair numa entrevista à cadeia televisiva BBC1.

Interrogado sobre o envolvimento do seu país na guerra do Iraque em Março de 2003, apesar de Saddam Hussein não possuir armas de destruição maciça, Blair continua a pensar que "foi justo derrubá-lo" devido à ameaça que constituía para a região.


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O jornal Los Angeles Times, já em Setembro de 2007, falava em mais de um milhão de civis iraquianos mortos em função da invasão americana. Entretanto, já passaram mais de dois anos desde essa contagem:



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Crianças iraquianas assassinadas em resultado da suposta existência de armas de destruição maciça inventadas por Blair, Bush e outros escroques que trabalham para o complexo-militar-petrolífero, propriedade da Banca Internacional:



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Durão Barroso, outro escroque «convicto» da existência de armas de destruição maciça no Iraque, faz igualmente parte do grupo de genocidas merecedor de uma pena capital:

O CHERNE

Em entrevista ao SEMANÁRIO (2/1/2006), Daniel Estulin diz que as suas fontes lhe confirmaram que Henry Kissinger terá dito o seguinte sobre Durão Barroso: é "indiscutivelmente o pior primeiro-ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa".


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Sílvio Berlusconi, outro mafioso com responsabilidades na destruição do Iraque, foi hoje agredido na cara com uma pequena réplica da catedral do Duomo que lhe partiu dois dentes e fracturou o nariz. Uma pequena migalha de justiça divina:

IL CAVALIERI
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sexta-feira, dezembro 11, 2009

A Mota-Engil, de Jorge Coelho, adjudica, adjudica, e torna a adjudicar...

Investimento inicial de 1,4 mil milhões

Mota-Engil confirma adjudicação da concessão do Pinhal Interior

A adjudicação da concessão do Pinhal Interior será entregue à Mota-Engil, de acordo com o comunicado emitido esta tarde. O investimento inicial será de 1,4 mil milhões de euros, numa subconcessão com um prazo de 30 anos.

«Não há ilegalidade, mas há muita promiscuidade»
Jornal Expresso, 05/04/2008


Já hoje, o Jornal de Negócios noticiava que o consórcio liderado pela Mota-Engil é o mais bem posicionado para vencer a concessão do Pinhal Interior. Localizando-se na zona centro do País e com uma extensão de cerca de 520 kms, a subconcessão inclui dois eixos principais – IC3 e IC8. O IC3 é um eixo vertical que liga a futura Subconcessão da AE Centro desde o nó de Coimbra (IP3/IC2) até à A23 na zona de Torres Novas, e o IC8 é um eixo horizontal que liga a A17 na zona de Pombal/Ansião até novamente à A23, junto a Vila Velha de Rodão.


O nó de Ansião - que vai ligar a A17 à A23



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Jorge Coelho, o presidente-executivo da empresa de construção Mota-Engil, foi entrevistado por Ricardo Araújo Pereira no programa do Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios.


Seguem-se duas das perguntas de Ricardo Araújo Pereira ao socialista da Mota-Engil, o Sr. Dr. Jorge Coelho:

- Sôtor, acha que, agora que o PS fica no Governo durante mais quatro anos, estão reunidas as condições para podermos alcatroar o país todo?

- Mas o sotôr acha admissível que em pleno século XXI só hajam três auto-estradas entre Lisboa e Porto? Não faz falta construir uma quarta auto-estrada, por exemplo, ao pé da primeira mas dois metros acima?

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E num país com cerca de 700 mil desempregados, em que mais de 40% dos trabalhadores são precários e onde existem mais de dois milhões de pobres, o sotôr Jorge Coelho continua a adjudicar, a amealhar, a sorrir e a respirar...
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