terça-feira, março 23, 2010

Porquê investir no emprego? Despedir é mais vantajoso



Excerto de - UMA ESTRANHA DITADURA - de Viviane Forrester


Nos nossos dias, a riqueza já não reside na posse de espécies palpáveis, como o ouro ou mesmo o dinheiro: desviou-se, doravante pouco firme, imaterial, e agita-se, abstracto, furtivo, nos interstícios das transacções especulativas, na volatilidade delas. Provém muito mais dos fluxos especulativos do que dos objectos da especulação. É essa avidez, dirigida para frenesins virtuais, que provoca o devoramento instituído de todos e de tudo por uns poucos, e que se pretende universal, autónoma, livre de qualquer controlo, revelando-se ao mesmo tempo incapaz de se controlar.

É essa obsessão surda, que desemboca em operações delirantes, que entende conduzir o destino do planeta e que ameaça esse destino! Um desejo bruto, primário, irracional, de jogar não tanto com as posses mas com o instinto de posse em detrimento de tudo o que se lhe opõe ou pode atenuá-lo.

A ditadura do lucro, que leva a outras formas de ditadura, instala-se com uma facilidade desconcertante. Os seus meios são de uma grande simplicidade! O mais indispensável deles, a clandestinidade, é-lhe atribuído antecipadamente: mesmo que o lucro seja a chave de tudo, se estiver omnipresente, a sua presença fica sempre oficialmente ausente. Sem dúvida, é considerada adquirida de uma vez por todas, registada e tão banal, de facto, que fazer-lhe alusão seria supérfluo, mas seria sobretudo tido como primário, arcaico e sordidamente campónio, tendência submarxismo antediluviano.

O direito ao lucro, sempre em segundo plano, clandestino, é permanentemente subentendido, mas subentendido... como definitivamente entendido, como absoluto, irrefutável, em suma, de direito divino. Enquanto que, sempre aperaltado com o papel - o único que aceita - de fonte indispensável de abundância e de empregos, esse lucro parece apenas responder às exigências do dever, melhor, estar apenas votado a sacrifícios modestos e silenciosos. Anónimos, pudicos, aqueles que disso aproveitam com tanta abnegação procuram nunca ser citados. Rodeia-os a maior discrição, enquanto em contrapartida são denunciados como verdadeiros aproveitadores, e entregues à vindicta geral, esses desavergonhados, esses notórios açambarcadores: os empregados do sector público e os seus privilégios escandalosos, ou ainda os desempregados, esses calaceiros, vampiros da nação, vergonha das estatísticas, que desafiam o cidadão laborioso e se rebolam, à custa do Estado, na segurança dos seus abonos. À parte os imigrantes que nos esfolam, não se vêem outros beneficiários do lucro, que já não responde, aliás, ao nome de «lucro», e menos ainda de «benefício», mas sim ao de «criação».


E eis que aí vêm as famosas «criações de riqueza», presumivelmente para oferecerem imediatamente os seus tesouros à humanidade inteira. Com que satisfação, com que gratidão, com que admiração elas são evocadas, maravilhas surgidas graças aos seus «criadores», esses dirigentes da economia privada, de repente travestidos de mágicos! Sonha-se com a varinha de condão, com a caverna do Ali-Babá. Ora, de que riquezas se trata? De um enriquecimento da espécie humana? De progressos científicos, sociais? De grandes obras? De objectos essenciais, preciosos ou de grande utilidade? Não, mas de benefícios tirados de uma produção supostamente rentável. De nada mais. «Riquezas» reais, mas que enriquecem apenas os «empresários» e os seus accionistas. «Criações de lucros seria mais adequado».

Pelo menos, esses lucros traduzir-se-ão em empregos? Essas «riquezas» serão distribuídas? É o que nos anunciam, espectacular e incessantemente. Mas essa vocação está completamente ultrapassada: as empresas mais lucrativas despedem a toda a força; os seus decisores têm uma tendência irresistível, uma preferência indefectível pelo abaixamento do custo do trabalho. Porquê investir no emprego? Despedir é mais vantajoso. Já vimos, a Bolsa adora. E o que ela adora faz lei.

É, portanto, a especulação, escondida mas alimentada pelos mercados, que ganha e domina. Vimos que a partir dessas «riquezas» ou só do seu projecto, só da sua hipótese, mil e uma especulações delirantes poderão desmultiplicar-se, indiferentes a qualquer outra produção que não seja a de movimentos de capitais imaginados, enlouquecidos, dissociados da sociedade e de qualquer «riqueza» que não seja neofinanceira. «Riquezas» tão virtuais como voláteis, especulações, ou antes, apostas demenciais que sustentarão o que continuará a ter-se por Economia, a qual se intitulará sempre «economia de mercado» - uma pseudo-economia, de facto, situada a galáxias da esfera das riquezas tangíveis ou mentais com que sonham a justo título as populações, e que lhes são necessárias.

Se essas «riquezas» reclamarem cada vez menos trabalho humano, se provierem de cada vez menos activos reais e se nelas se investir cada vez menos, nem por isso deixa de se esperar dos seus «criadores», esses decisores da economia privada ou esses especuladores (muitas vezes são os mesmos) que, para bem de todos, façam surgir tesouros que supostamente escondam um maná de empregos e, tal como um rio se lança no mar, vão alimentar as empresas. As autoridades de todos os quadrantes e de todos os países celebram esses benfeitores como as «forças vivas da nação», únicos a dar provas de «dinamismo», de «audácia» e de «imaginação» no seio de populações supostamente plácidas e satisfeitas, assentes na segurança do seu RMI [Rendimento Mínimo de Inserção], dos seus subsídios de desemprego, dos seus salários de saldo, enquanto as nossas «forças vivas», intrépidas, são as únicas que «ousam» «correr riscos».

Que riscos? - poderiam ousar perguntar alguns espíritos maldosos. O de produzir lucros ainda mais colossais? Ou mesmo - é caso para tremer! - um pouco menos colossais? Isso seria esquecer os riscos assumidos por essas pérolas da nação quando deslocalizam as suas empresas precisamente para fora da nação, ou fazem fugir para longe dela os seus capitais!


Isso seria esquecer também o risco assumido de estragar o destino da maioria de outras criaturas terrestres e de sabotar as suas vidas únicas de seres vivos, de as manter na angústia e na humilhação, risco que chega mesmo, por vezes, ao ponto de as pôr na rua, literalmente, a pô-las em perigo, a fazê-las cair nesse perigo. Isso seria ainda esquecer o risco assumido, num mesmo impulso criador, de generalizar a miséria, de gerar infernos terrestres. Mas aí estão outros tantos desafios perante os quais os nossos generosos cruzados da criação nunca recuam. Eles garantem...

Louvados sejam eles, cavaleiros da competitividade, campeões da auto-regulação, da desregulação, cuja competência podemos glorificar rodos os dias! Às suas «forças vivas», a nação reconhecida...

Lucro? Você disse lucro?

Assim a clandestinidade do lucro, a sua autoridade, o seu fundamento já não têm que ser estabelecidos: estão antecipadamente convencionados, ordenados e antecipadamente calados. O lucro, subjacente em toda a parte, não está, no entanto, expresso em parte nenhuma, é ignorado em toda a parte, mas, está infiltrado em toda a parte, operacional no coração de todas as coisas - e é aceite sem que tenha sido formulada ou mesmo solicitada qualquer aquiescência consciente. Domina como um princípio sagrado, e reina, nunca evocado, mas razão de ser da ideologia que sustenta o regime e as suas obsessões.

Querem um exemplo destas? A competitividade. Entre as afirmações desferidas como argumentos definitivos, pronunciadas em tom peremptório, com a certeza de ter por si uma aquiescência geral, adquirida para sempre com conclusões nunca verificadas, é uma das mais frequentemente citadas - de forma bastante desprendida, aliás, e como que de passagem, de tal maneira a sua existência, a sua influência e as suas presumidas consequências parecem confirmadas de longa data.

«A competitividade obriga...», «A competitividade não permite...». Quantas carradas de despedidos, de deslocalizações de empresas, de reduções ou de congelamentos de salários, de reduções de efectivos, de estrago das condições de trabalho, quantas decisões desastrosas e perversas pretenderam justificar-se assim! E quantas vozes desoladas para exprimirem então a pena de terem tido que decretar, de terem tido que tomar as decisões-cutelo que a competitividade, ai de nós, exige!


Mas que representa ela? A questão nunca se coloca. Quem está em competição? De que lutas se trata? De que rivalidades? O que está em jogo? Qual é o seu poder ou a sua necessidade para que beneficie de tanta autoridade, para que seja dada ao mesmo tempo como fatal, inelutável e como um factor-chave da economia de mercado, ela própria apresentada e exigida como prova indispensável de democracia? Qual é a sua virtude para que o seu papel, previamente considerado preponderante, nunca seja explicitado, nunca seja analisado, e para que mencioná-la baste para evitar ou encerrar qualquer discussão, qualquer interrogação? Para que tudo tenha que ser concebido, organizado ou reformado em função dela, sem que jamais seja posta em causa? Para que sejamos deixados no vago e achemos normal lá ficar, admitir maquinalmente a competitividade como um fim em si, uma entidade face à qual não exista outra reacção possível que não seja submeter-se-lhe? E para que no fim de contas só essa certeza seja proposta – imposta, melhor – como evidente, indiscutível: é imperativo aceitar ser-lhe sacrificado. Mas, mais uma vez, porquê e a quê? Com que objectivo?
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sábado, março 20, 2010

A Tecnologia em evolução exponencial está em vias de acabar com o Trabalho



O Aumento do Desemprego devido à Tecnologia

No Wikipédia:

O desemprego estrutural é uma forma de desemprego onde existe um desequilíbrio permanente entre a oferta e a procura (de trabalhadores), que não é eliminado pela variação dos salários.

Resulta das mudanças da estrutura da economia. Estas provocam desajustamentos no emprego da mão-de-obra, assim como alterações na composição da economia associada ao desenvolvimento.

Esse tipo de desemprego é mais comum em países desenvolvidos devido à grande mecanização das indústrias, reduzindo os postos de trabalho.

O desemprego causado pelas novas tecnologias - como a robótica e a informática - recebe o nome de desemprego tecnológico. Ele não é resultado de uma crise económica, e sim das novas formas de organização do trabalho e da produção. Tanto os países ricos quanto os pobres são afectados pelo desemprego estrutural, que é um dos mais graves problemas de nossos dias.



A Evolução Exponencial da Tecnologia

Novamente no Wikipédia:

Em meados de 1965 o então presidente da Intel, Gordon E. Moore previu que o número de transístores dos chips duplicaria, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e ficou conhecida como a Lei de Moore.

Esta lei serve de parâmetro para uma elevada gama de dispositivos digitais além de CPUs, na verdade, qualquer chip está ligado a lei de Moore, até mesmo CCD de câmaras fotográficas digitais. Esse padrão continuou a manter-se até hoje.

O primeiro a arriscar uma teoria evolucionista sobre de hardware foi Alan Turing em 1950 que previu que no fim do século XX teríamos computadores com memórias na casa de 1 GigaBytes.





Em Suma

A tecnologia está a substituir exponencialmente o homem no trabalho. O velho paradigma do emprego está agonizante. É necessário reconhecer esta mudança em aceleração e alterar a forma como a sociedade e a economia estão organizadas. Em vez de assistirmos impávidos ao desmoronar de milhões de vidas, optemos por criar um mundo mais igual, menos injusto e mais humano.
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quinta-feira, março 18, 2010

Benjamim Disraeli - o mundo é governado por personagens muito diferentes daquelas que são imaginadas por aqueles que não estão atrás dos bastidores

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O antigo Primeiro-Ministro Britânico, o Judeu Benjamim Disraeli


Lord Beaconsfield, aliás Benjamim Disraeli
(1804 – 1881)


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Eça de Queirós – Cartas de Inglaterra (1881)

"A esta causa de popularidade [de Benjamim Disraeli] deve juntar-se outra – a reclame. Nunca, um estadista teve uma reclame igual, tão contínua, em tão vastas proporções, tão hábil. Os maiores jornais de Inglaterra, de Alemanha, de Áustria, mesmo de França, estão (ninguém o ignora) nas mãos dos israelitas. Ora, o mundo judaico nunca cessou de considerar Lord Beaconsfield como um judeu - apesar das gotas de água cristã que lhe tinham molhado a cabeça. Este incidente insignificante nunca impediu Lord Beaconsfield de celebrar nas suas obras, de impor pela sua personalidade a superioridade da raça judaica - e por outro lado nunca obstou a que o judaísmo europeu lhe prestasse absolutamente o tremendo apoio do seu ouro, da sua intriga e da sua publicidade. Em novo, é o dinheiro judeu que lhe paga as suas dívidas; depois é a influência judaica que lhe dá a sua primeira cadeira no Parlamento; é a ascendência judaica que consagra o êxito do seu primeiro Ministério; é enfim a imprensa nas mãos dos judeus, é o telégrafo nas mãos dos judeus, que constantemente o celebraram, o glorificaram como estadista, como orador, como escritor, como herói, como génio!"


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Henry Ford (1863 – 1947) foi o americano fundador da Ford Motor Campany e pai das modernas linhas de montagem e da produção em massa. O seu automóvel, Modelo T, revolucionou o transporte e a indústria americana. Ford foi um inventor prolífico e registou 161 patentes. Na qualidade de dono da Companhia Ford tornou-se um dos homens mais ricos e mais conhecidos do mundo.

Em 1918, Ford comprou um pouco conhecido semanário: «The Dearborn Independent». No princípio dos anos 20 este semanário publicou um conjunto de quatro volumes de artigos, cumulativamente intitulados «The International Jew» [O Judeu Internacional].

Segue-se um excerto do 37º artigo "Disraeli – O Primeiro-Ministro Britânico retrata os Judeus" do Jornal "The Dearborn Independent" de 18 de Dezembro de 1920:


[Tradução minha]



The International Jew


Disraeli - British Premier, Portrays the Jews

Disraeli – O Primeiro-Ministro Britânico retrata os Judeus




[...] Benjamin Disraeli, que foi conde de Beaconsfield e primeiro-ministro da Grã-Bretanha, era um judeu e tinha orgulho nisso. Escreveu muitos livros, nalguns dos quais dissertou acerca do seu povo numa tentativa de o apresentar sob uma perspectiva lisonjeira. O governo britânico não era na altura tão judeu como se tornou depois, e Disraeli foi uma das suas maiores figuras.

No seu livro, "Coningsby," há um personagem judeu chamado Sidonia, em cuja personalidade e através das suas palavras, Disraeli procurou descrever os judeus tal como ele gostaria que o mundo os visse.

Sidonia anuncia primeiro a sua raça ao jovem Coningsby dizendo, "Eu pertenço à fé que os apóstolos professavam antes de seguirem o seu Senhor," sendo esta a única vez em todo o livro onde a palavra "fé" é mencionada. Por quatro vezes, contudo, no breve prefácio da quinta edição, escrita em 1849, o termo "raça" é usado em referência aos judeus.

Na primeira conversa entre ambos, Sidonia revela-se como um grande amante do poder e fala agradavelmente dos homens poderosos da história, terminando desta maneira: "Aquaviva era líder dos jesuítas, mandava em cada ministério da Europa e colonizou a América antes de fazer trinta e sete anos. Que carreira!" exclamou o estrangeiro (Sidonia), levantando-se da sua cadeira e andando para trás e para diante na sala; "o poder secreto da Europa!"

O líder dos jesuítas - Rodolf Acquaviva


Fazendo um estudo do carácter do judeu Sidonia, o judeu Disraeli começa por se referir aos judeus como "Árabes que seguem a doutrina de Moisés." Se um escritor moderno fosse descrever os judeus desta forma, virtualmente como árabes seguidores de Moisés, seria denunciado como mais uma tentativa de "perseguição," mas Disraeli fê-lo diversas vezes, sendo o seu objectivo fornecer aos judeus o seu posicionamento original entre as nações. Ele refere-se novamente a eles como "Judeus Árabes." Ambos os termos podem ser encontrados na página 209.

Disraeli dá igualmente voz ao sentimento de que cada judeu tem de que quem quer que se oponha ao judeu está amaldiçoado. Este é um sentimento que também está profundamente entranhado nos cristãos, de que os judeus são o "povo escolhido" e que é perigoso opor-se-lhes no que quer que seja. "O medo dos judeus" é um sentimento muito real. É tão real entre os judeus como entre os não-judeus. O próprio judeu está ligado pelo medo ao seu povo, e exerce o medo da maldição através da esfera religiosa – "Eu amaldiçoarei os que te amaldiçoarem." Resta provar, contudo, se a oposição às tendências destrutivas das influências judaicas ao longo da vida é uma "maldição" dos judeus. Se os judeus fossem realmente o povo de Velho Testamento, se eles estivessem realmente cientes de uma "missão" para benefício de todas as nações, tudo aquilo que os ofende desapareceria automaticamente. Se o judeu está a ser "atacado," não é por ser judeu, mas porque é a origem e a aplicação de certas tendências e influências, as quais, se não forem controladas, significam a destruição de uma sociedade moral.

A perseguição ao judeu a que Disraeli se refere é a da Inquisição Espanhola, que se ficou por motivos religiosos. Investigando a família Sidonia através de um período conturbado da história europeia, o nosso autor judeu salienta:

"Durante os distúrbios da Guerra Peninsular *** o filho mais novo do ramo mais jovem desta família granjeou uma enorme fortuna com contratos militares e abastecendo os diferentes exércitos." (p. 212.) Certamente. É uma verdade inatacável, aplicável a qualquer período da Era Cristã, que "perseguidos" ou não, "as guerras têm sido o tempo das colheitas dos judeus." Foram os primeiros fornecedores militares. Se este jovem Sidonia ao fornecer "os diferentes exércitos" foi ao ponto de fornecer exércitos opostos, estaria simplesmente a seguir o método judeu tal como a história o regista.

"E na paz, presciente do grande futuro financeiro da Europa, confiante no seu próprio génio, nas suas perspectivas originais dos assuntos fiscais, e do seu conhecimento dos recursos naturais, este Sidonia *** resolveu emigrar para Inglaterra, país com o qual, ao longo dos anos, formou consideráveis parcerias comerciais. Ele chegou aqui depois da paz de Paris, com a sua grande fortuna. Apostou tudo o que pode no empréstimo de Waterloo; e este evento [a derrota de Napoleão] tornou-o num dos maiores capitalistas da Europa."

A Batalha de Waterloo


"Logo que se estabeleceu em Inglaterra começou a professar o judaísmo ***"

"Sidonia previu em Espanha que, depois da exaustão de uma guerra de vinte e cinco anos, a Europa precisava de capital para continuar em paz. Obteve a devida recompensa da sua sagacidade. A Europa precisava de dinheiro e Sidonia estava pronto para o emprestar à Europa. A França queria algum; a Áustria ainda mais; a Prússia um pouco; a Rússia alguns milhões. Sidonia podia abastecê-los a todos. O único país que ele evitou foi a Espanha ***" (p. 213.)

Aqui, [Disraeli] o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, da riqueza das suas tradições como judeu e do alto da seu posto como primeiro-ministro, descreve o método do judeu na paz e na guerra, exactamente como outros o tentaram descrever. Apresentou o mesmo conjunto de factos como outros o fizeram, mas ele fá-lo aparentemente para a glorificação dos judeus, enquanto outros o fazem para permitir às pessoas ver o que se passa nos bastidores da guerra e da paz. Sidonia estava pronto a emprestar dinheiro às nações. Mas onde é que ele o ia buscar, de forma a emprestá-lo? Foi buscá-lo às nações quando estas estavam ainda em guerra! Era o mesmo dinheiro; os financiadores da guerra e os financiadores da paz são os mesmos, e são os Judeus Internacionais, como o livro de Benjamin Disraeli para a glorificação dos judeus testemunha abundantemente. De facto, ele atesta na mesma página:

"Não é difícil conceber que, depois de ter seguido a careira que anunciámos durante dez anos, Sidonia se tenha tornado num dos maiores personagens da Europa. Colocou um irmão, ou um parente próximo, em quem confiasse, na maior parte das capitais. Era dono e senhor do mercado financeiro do mundo, e claro, virtualmente dono e senhor de quase tudo o resto."

Isto é o mais próximo possível de se ser o Judeu Internacional, mas os judeus orgulham-se da imagem. É apenas quando um escritor não-judeu sugere que talvez não seja bom para a sociedade que um grupo judaico seja "dono e senhor do mercado financeiro do mundo," e por consequência "dono e senhor de quase tudo o resto," que o clamor de "perseguição" assoma.

Estranhamente, é neste livro do primeiro-ministro britânico que vimos a ter conhecimento do facto de que os judeus infiltraram a ordem dos Jesuítas.

"O jovem Sidonia teve sorte com o tutor que o pai lhe arranjou, e que lhe devotou todos os recursos do seu desenvolvido intelecto e da sua vasta erudição. Um jesuíta antes da revolução; desde então um líder liberal; agora um membro das cortes espanholas; Rebello foi sempre um judeu. Rebello encontrou no seu aluno essa precocidade de desenvolvimento intelectual que é característico da organização árabe." (p. 214.)

Seguiu-se na carreira do jovem Sidonia uma aprendizagem intelectual do mundo. Viajou por todo o lado, ouviu os segredos de tudo, e regressou com o mundo no bolso, como se costuma dizer – um homem sem ilusões de qualquer espécie.

"Não havia um aventureiro na Europa que não lhe fosse familiar. Nenhum ministro de estado tinha tais comunicações com agentes secretos e espiões políticos como Sidonia. Mantinha relações com os mais espertos párias do mundo. O catálogo dos seus conhecidos na forma de gregos, arménios, mouros, judeus secretos, tártaros, ciganos, polacos vagabundos e carbonários, lançaria uma luz curiosa sobre essas agências subterrâneas das quais o mundo em geral sabe tão pouco, mas que exercem uma tão grande influência nos acontecimentos públicos *** A história secreta do mundo era o seu passatempo. O seu maior prazer era contrastar o motivo oculto com o pretexto público, das transacções." (pp. 218-219.)

Aqui está o Judeu Internacional, vestido a rigor; é também o homem dos Protocolos, coberto em mistério, um homem cujos dedos abarcavam todas as cordas das motivações humanas e que controla o senhor das forças brutais – o Dinheiro. Se um não-judeu descrevesse um Sidonia, mostrando tão honestamente a história racial e as características dos judeus, teria sido sujeito à pressão que os judeus aplicam a todos os que dizem a verdade sobre eles. Mas Disraeli podia fazê-lo, e perguntamo-nos às vezes se Disraeli não estava, no fim de contas, a escrever mais do que um romance, a enviar um aviso a todos os que sabem ler.



O trecho acima não é apenas a descrição de Sidonia; é também uma descrição de certos judeus americanos que, não obstante a elevada cultura que possuem, enquanto se mexem nos círculos mais elevados, mantêm negócios com "aventureiros" e com "os agentes secretos e espiões políticos," e com os "judeus secretos," e com essas "agências subterrâneas das quais o mundo em geral sabe tão pouco."

Esta é a força do judaísmo, este tráfico entre o superior e o inferior, porque o judeu não reconhece nada de infame dentro do círculo do judaísmo. Nenhum judeu se torna um pária, seja o que for que faça; um lugar e um trabalho esperam-no, qualquer que seja a sua natureza.

Há pessoas altamente situadas em Nova Iorque que prefeririam que não se soubesse que contribuíram para o "aventureiro" que deixou Nova Iorque para subverter a Rússia; existem outros judeus que prefeririam que não tivesse saído nos jornais o quanto eles sabem sobre "agentes secretos e espiões políticos." Disraeli fez mais do que descrever Sidonia; ele retratou o Judeu Internacional tal com ele é também encontrado na América.

Até aqui, Sidonia é descrito a partir de fora. Mas agora começa a falar por ele mesmo, e é em seu nome e enaltece os judeus. É a velha história. Em qualquer lugar, mesmo nos Estados Unidos, a mesma história. Clamando por piedade enquanto usurpam o poder! "Nós pobres judeus" choraminga um multi-milionário nova-iorquino a cujas mãos os legisladores se curvam e até o presidente dos Estados Unidos se torna respeitoso.

Leon Trótski
O "aventureiro" que deixou Nova Iorque para subverter a Rússia


A citação seguinte foi escrita em 1844: os bretões devem estar impressionados hoje com o misterioso concorrente aos seus negócios: é Sidonia a falar – " *** contudo, desde que a vossa sociedade se tornou turbulenta em Inglaterra e poderosas organizações ameaçam as vossas instituições, vão descobrir que o leal hebreu prefere invariavelmente adoptar o mesmo status do igualitário e do livre pensador, preparado para apoiar uma política que pode colocar em perigo a sua vida e os seus bens, do que continuar docilmente sob um sistema que pretende humilhá-lo."

Considerem o seguinte. O "Latitudinarianismo" [doutrina que promove a liberdade de pensamento especialmente em questões de religião] é a doutrina dos Protocolos numa palavra. É a desintegração por meio das assim chamadas ideias "liberais" que não constroem nada em si mesmas, mas têm o poder de destruir a ordem estabelecida.

Repare-se também na resposta de Disraeli à questão algumas vezes colocada, "se os judeus sofrem sob o bolchevismo, porque é que o apoiam?" Ou em termos judaicos – "Se somos tão poderosos, porque é que sofremos com a desordem do mundo?" A desordem é sempre um passo para um novo grau de poder judaico. Os judeus sofrem de bom grado por isso. Mas mesmo assim, não sofrem tanto como os não-judeus. Os soviéticos permitem que a ajuda chegue aos judeus que vivem na Rússia. Na Polónia, os que "sofrem com a fome devido à guerra" podem regalar-se em todos os navios disponíveis ao comprarem os bilhetes mais caros para a América. Não estão a sofrer como outras pessoas estão, mas tal como Disraeli vê as coisas, estão dispostos a sofrer porque percebem em cada colapso da sociedade não judia uma nova oportunidade para o poder judeu se aproximar da cadeira central do poder.

A forma como os judeus destroem a ordem estabelecida das coisas, por intermédio das ideias, como os Protocolos reivindicam, é apresentada na mesma conversa de Sidonia:

"Os Tories [partido conservador inglês] perdem uma eleição importante num momento crítico; os judeus avançam e votam contra eles. A igreja está alarmada com os planos de uma universidade Latitudinária, e, aliviada, recebe a notícia de que não haverá fundos para o seu estabelecimento; um judeu avança imediatamente com o dinheiro para isso."

Se estas palavras tivessem sido escritas por um não-judeu, o clamor de anti-semitismo ecoaria sobre a terra.

Elas são verdadeiras, nem mais nem menos verdadeiras apenas por terem sido escritas por um judeu. E Sidonia acrescenta: "E cada geração deve tornar-se mais poderosa e mais perigosa para a sociedade que a hostiliza." (p. 249.)

Bom, várias gerações passaram desde que estas palavras foram escritas. O judeu ainda olha para qualquer forma de sociedade não judia como hostil. Ele organiza-se fortemente contra a sociedade. E, se Disraeli for tomado como um profeta, as suas palavras manter-se-ão – "os judeus devem tornar-se mais poderosos e mais perigosos." Eles tornaram-se mais poderosos e mais perigosos. Quem quer que meça o perigo, olhe à sua volta.

Deixemos o fascinante Sidonia prosseguir com as suas revelações: "Eu disse-lhe já que iria para a cidade amanhã, porque tenho por regra interferir quando os assuntos de estado estão em discussão. De outro modo, nunca interferiria. Ouço falar de paz e de guerra nos jornais, mas nunca fico alarmado, excepto quando sou informado de que os soberanos querem dinheiro; nessa altura sei que os monarcas estão a falar a sério."

Será lembrado que Sidonia não tinha nenhum cargo governamental. Ainda não tinha chegado a altura para isso. O Poder era exercido nos bastidores muito antes do desejo pela celebridade ser apreciado. Mas se há judeus no governo ou não, o poder que exercem nos bastidores é sempre maior que o poder mostrado às claras. Portanto, quanto mais numerosos forem no governo, maior o seu poder secreto. Sidonia continua:

"Há alguns anos atrás dedicámo-nos à Rússia. Não existia amizade entre a Corte de São Petersburgo e a minha família. Esta tem ligações holandesas que geralmente a supriam; e as nossas representações a favor do hebreu polaco, uma raça numerosa, mas a mais sofrida e desprezada de todas as tribos, não tinham sido agradáveis ao czar. Contudo, as circunstâncias permitiram uma aproximação entre os Romanoff e os Sidónias. Decidi ir eu mesmo a São Petersburgo. Tinha, à minha chegada, uma entrevista com o ministro russo das finanças, o conde Cancrin; deparei-me com o filho de um judeu lituano."

"O empréstimo estava ligado com os assuntos de Espanha; decidi resolver a questão entre a Espanha e a Rússia. Viajei sem descanso. Tive uma audiência imediatamente a seguir à minha chegada com o ministro espanhol, Senor Mendizabel; deparei-me com um dos meus, o filho de um cristão-novo, um judeu de Aragão."

"Em consequência do que veio a público em Madrid, vim directo para Paris para consultar o presidente do conselho francês; deparei-me com o filho de um judeu francês, um herói, um marechal imperial ***"

Se Sidonia estivesse a viajar hoje, encontraria grupos completos de judeus onde nos seus tempos encontraria um, e encontrá-los-ia em lugares de relevo. Suponham que Disraeli era hoje vivo e que este senhor do dinheiro fizesse uma revisão do seu livro "Coningsby," incluindo os Estados Unidos na sua volta pelo mundo! Que grande quantidade de nomes judeus ele encontraria nos círculos oficiais de Washington e Nova Iorque – uma tal quantidade que faria o ocasional não-judeu parecer um estrangeiro a quem que os judeus permitiram simpaticamente entrar!

"O resultado das nossas consultas foi que alguma potência do norte interviesse amigavelmente e com capacidade de mediação. Fixámo-nos na Prússia; e o presidente do conselho fez um pedido ao ministro prussiano, que esteve presente uns dias depois da nossa conferência. O conde Arnim entrou no gabinete e eu deparei-me com um judeu prussiano."

O comentário de Sidonia sobre tudo isto é dirigido a todo o leitor deste artigo: "Portanto, como vê, meu caro Coningsby, o mundo é governado por personagens muito diferentes daquelas que são imaginadas por aqueles que não estão atrás dos bastidores." (pp. 251-252.)

É bem verdade! Porque não deixar o mundo dar uma pequena espreitadela aos bastidores?

E agora as mais ilustrativas linhas que Disraeli jamais escreveu – linhas que quase nos levam a pensar que talvez, no fim de contas, ele estava a escrever para avisar o mundo da ambição judaica pelo poder:

"Você não observará nenhum grande movimento intelectual na Europa no qual os judeus não participam significativamente. Os primeiros jesuítas eram judeus. Essa misteriosa diplomacia russa que tanto alarma a Europa Ocidental é organizada e principalmente levada a cabo por judeus. Essa poderosa revolução que se está a preparar neste momento na Alemanha, e que será de facto uma segunda grande Reforma, de que tão pouco ainda se sabe em Inglaterra, é totalmente desenvolvida sob os auspícios de judeus." (p. 250.)

Os judeus americanos dizem que os Protocolos são invenções. Será Benjamin Disraeli uma invenção? Terá este primeiro-ministro judeu da Grã-Bretanha apresentado de forma inapropriada o seu povo? Não são as suas descrições consideradas uma história verdadeira? E que diz ele?

Disraeli mostra que na Rússia, o país onde os judeus se queixavam de ser menos livres, eram os judeus que mandavam.

Ele mostra que os judeus conhecem a técnica da revolução, prognosticando no seu livro a revolução que mais tarde estalou na Alemanha. Como é que ele pôde ter conhecimento prévio? Porque a revolução estava a desenvolver-se sob os auspícios dos judeus, e, embora fosse verdade que "tão pouco ainda se sabe em Inglaterra," Disraeli, o judeu, sabia, e sabia que a revolução era judaica na origem, no desenvolvimento e no objectivo.


Uma coisa é certa: Disraeli disse a verdade. Apresentou o seu povo perante o mundo correctamente. Descreveu o poder judaico, o objectivo judaico, e o método judaico com um certo estilo que simboliza mais do que conhecimento - mostra empatia racial e compreensão. Disraeli expôs os factos que esta série está a expor. Porque é que o fez? Seria arrogância, esse estado de alma perigoso no qual o judeu prescinde dos seus segredos? Ou era a consciência, impelindo-o a contar ao mundo os desígnios judaicos?

Não importa; ele contou a verdade. Disraeli é um homem que disse a verdade sem ser acusado de "retratar injustamente" os judeus.

quinta-feira, março 11, 2010

O papel de Washington nos atentados de 11 de Setembro de 2001

INSIDE THE BELTWAY

Nos bastidores do Poder em Washington

Uma questão técnica persistente sobre os ataques terroristas do 11 de Setembro ainda assombra muita gente, e tem implicações políticas. Como é que 200.000 toneladas de aço se desintegraram e caíram em 11 segundos? Mais de mil arquitectos e engenheiros querem saber, e estão a exigir ao Congresso para abrir uma nova investigação sobre a destruição das Torres Gémeas e do Edifício nº 7 do World Trade Center.

"Para fazer cair uma tal quantidade de matéria em tão curto espaço de tempo, os edifícios tiveram de ser artificialmente explodidos de dentro para fora," afirma Richard Gage, um arquitecto de São Francisco e fundador do Arquitectos & Engenheiros pela Verdade do 11 de Setembro [Architects & Engineers for 9/11 Truth].

Gage, que é membro do American Institute of Architects, convenceu mais de 1.000 pessoas da sua área profissional a assinar uma petição a solicitar um inquérito formal.

"Os relatórios do FEMA (Federal Emergency Management Agency) e do NIST (National Institute of Standards and Technology) dão explicações contraditórias e fraudulentas sobre as circunstâncias da destruição das Torres. Estamos, por isso, a requerer uma investigação aos funcionários do NIST," acrescentou Gage.

As questões técnicas que envolvem o colapso das Torres têm motivado anos de debate, de contradições e de ridículo.

Richard Gage está particularmente incomodado com o Edifício nº 7, um arranha-céus de 47 andares, que não foi atingido por nenhum avião, e no entanto caiu com "a aceleração da queda livre." Cage afirma também que mais de cem das primeiras testemunhas que foram ouvidas indicaram explosões e flashes à medida que as Torres iam caindo e citou provas de que "secções de aço de várias toneladas foram ejectadas lateralmente a mais de 180 metros à velocidade de 100 km/h" e a "pulverização no ar de 90.000 toneladas de placas de betão e metal."

Existem também provas de "material compósito de explosivo avançado de nano-termite encontrado no pó do World Trade Center," acrescenta Cage. A petição do grupo em http://www.ae911truth.org/ já vai a caminho dos membros do Congresso.

"As autoridades governamentais serão notificadas de que 'Cumplicidade em Traição,' Código 18 dos Estados Unidos (Sec. 2382), é um crime federal grave, que exige àqueles que tenham provas de traição a agir," afirmou Richard Gage. "As implicações são enormes e podem ter um impacto profundo no próximo julgamento de Khalid Shaikh Mohammed."
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segunda-feira, março 08, 2010

Como os Judeus estabeleceram a partir de 1913 um Banco Central Privado nos Estados Unidos (FED)

«O Sr. Paul M. Warburg não está nada surpreendido pela ideia de que o Sistema da Reserva Federal (o Banco Central Americano) é na realidade uma nova forma de controlo privado bancário, porque na sua experiência europeia viu que todos os bancos centrais eram negócios privados.

No seu artigo sobre "American and European Banking Methods and Bank Legislation Compared" [Métodos Bancários Americanos e Europeus e Legislação Bancária Comparada], o Sr. Warburg afirma:

"É igualmente interessante realçar que, contrariamente a uma ideia muito espalhada, os bancos centrais da Europa não são, por norma, possuídos pelos governos. De facto, nem o Governo Inglês, nem o Francês nem o Alemão possuem quaisquer acções do banco central dos seus países. O Banco de Inglaterra é inteiramente gerido como uma empresa privada, os accionistas elegem o conselho de directores, que se alternam na presidência. Em França, o governo nomeia o governador e alguns dos directores. Na Alemanha, o governo nomeia o presidente e um conselho supervisor de cinco membros, enquanto os accionistas elegem o conselho de directores."

E, novamente, na sua discussão sobre o projecto de lei Owen-Glass, o Sr. Warburg diz:

"O plano da Comissão Monetária seguiu a teoria do Banco de Inglaterra, que deixa a administração inteiramente nas mãos de homens de negócios sem ceder ao governo qualquer parte na administração ou controlo. O argumento mais forte a favor desta teoria é que o banco central, tal como qualquer outro banco, está assente em 'crédito forte', e que a análise sobre créditos é uma questão de negócio que deve ser deixada nas mãos de homens de negócios, e que o governo não deve interferir.»


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Henry Ford (1863 – 1947) foi o americano fundador da Ford Motor Campany e pai das modernas linhas de montagem e da produção em massa. O seu automóvel, Modelo T, revolucionou o transporte e a indústria americana. Ford foi um inventor prolífico e registou 161 patentes. Na qualidade de dono da Companhia Ford tornou-se um dos homens mais ricos e mais conhecidos do mundo.

Em 1918, Ford comprou um pouco conhecido semanário: «The Dearborn Independent». No princípio dos anos 20 este semanário publicou um conjunto de quatro volumes de artigos, cumulativamente intitulados «The International Jew» [O Judeu Internacional].

Segue-se artigo 59º completo (um pouco longo mas que merece verdadeiramente ser lido) do Jornal "The Dearborn Independent" - 2 de Julho de 1921:


[Tradução minha]



The International Jew


Jewish Idea of Central Bank for America

O Projecto Judeu para um Banco Central nos Estados Unidos


A Reserva Federal dos Estados Unidos da América
(Banco Central dos Estados Unidos)


Segundo as suas próprias declarações e os factos conhecidos, Paul M. Warburg planeou a reforma do sistema monetário dos Estados Unidos e levou-a a cabo. Ele teve o êxito que acontece a poucos homens de, chegando aos Estados Unidos como estrangeiro, ter-se associado com a principal firma judaica americana, e posto imediatamente a circular certas ideias bancárias que foram impulsionadas, manipuladas e adaptadas de várias formas até se tornarem no que é conhecido como o Sistema de Reserva Federal [Federal Reserve System].

Quando o Professor Seligman escreveu nos Procedimentos da Academia de Ciência Política [Proceedings of the Academy of Political Science] que "a Lei da Reserva Federal ficará associada na história ao nome de Paul M. Warburg," um banqueiro judeu da Alemanha, ele tinha razão. Mas se essa associação, tal como o Professor Seligman pretende indicar, significa um sinal de louvor, isso só o futuro o dirá.

O que o povo dos Estados Unidos não compreende e nunca compreendeu é que enquanto a Lei da Reserva Federal foi governamental, o conjunto do Sistema de Reserva Federal é privado. É um sistema bancário privado criado oficialmente.

Pergunte-se às primeiras mil pessoas que encontrar na rua, e 999 delas dirão que o Sistema de Reserva Federal é um instrumento graças ao qual o governo dos Estados Unidos interage no negócio bancário para benefício do povo. As pessoas pensam que, tal como os Correios ou a Alfândega, um Banco da Reserva Federal é uma parte da máquina oficial do governo.

É natural perceber que esta visão errónea tem sido encorajada por muitos daqueles que têm competência para escrever publicamente sobre esta questão. Pegue-se nas enciclopédias normais e, embora não se encontrem nelas afirmações adulteradas sobre este facto, não se encontra uma declaração clara a dizer que o Sistema de Reserva Federal é um sistema bancário privado; a impressão com que o leitor normal fica é que o Sistema de Reserva Federal é parte do Governo.



O Sistema de Reserva Federal é um sistema de bancos privados, a criação de uma aristocracia bancária dentro de uma já existente autocracia, através da qual uma grande parte da independência bancária se perdeu, e através da qual foi tornado possível aos especuladores financeiros centralizar grandes somas de dinheiro para os seus próprios fins, benéficos ou não.

Que este Sistema foi útil nas condições artificiais criadas pela 1ª Guerra Mundial – útil, quer dizer, para um Governo que não sabe tratar dos seus próprios negócios e finanças, que como um filho pródigo está sempre a pedir dinheiro, e pedindo-o sempre que lhe apetece – o Sistema provou, seja pelos seus defeitos inerentes ou por deliberada má utilização, a sua incapacidade para lidar com os problemas da paz. Fracassou tristemente na sua promessa e está agora em questão.

O plano do Sr. Warburg teve êxito mesmo a tempo de lidar com as condições da Guerra, ele foi colocado no Conselho de Directores da Reserva Federal de forma a gerir o seu sistema na prática, e embora estivesse então cheio de ideias sobre a forma como os bancos podiam ser ajudados, Warburg ficou desapontadoramente silencioso sobre a forma como as pessoas podiam ser socorridas.

Contudo, esta não é uma discussão sobre o Sistema de Reserva Federal. A sua condenação genérica seria estúpida. Mas é um assunto que será debatido um dia, e a discussão será muito mais aberta quando as pessoas compreenderem que se trata de um sistema de bancos privados, aos quais foram entregues certos privilégios extraordinários, e que criou um sistema de classes no universo bancário que constitui uma nova ordem.

O Sr. Warburg, isto será lembrado, queria apenas um banco central. Mas, por questões de ordem política, como nos diz o Professor Seligman, foram escolhidos doze bancos. Uma análise dos debates do Sr. Warburg sobre o assunto mostra que ele primeiro queria quatro bancos e mais tarde oito.

Por fim, foram consagrados doze bancos. A razão para tal foi que um banco central, que naturalmente ficaria sediado em Nova Iorque, daria a uma nação desconfiada a impressão de que era apenas um novo esquema para manter o dinheiro da nação a escorrer para Nova Iorque. Tal como foi mostrado pelo Professor Seligman, o Sr. Warburg era a favor de acautelar o que quer que fosse que pudesse atenuar a suspeição popular sem invalidar o plano inicial.




Portanto, enquanto admitia perante os Senadores, que o examinaram para verificar se ele tinha perfil para o Conselho de Directores da Reserva Federal – o Conselho que ditava as políticas dos bancos que constituíam o Sistema de Reserva Federal e lhes dizia o que tinham de fazer – que ele não gostava da ideia dos 12 bancos, afirmou que as suas objecções poderiam "ser ultrapassadas de uma forma administrativa." Ou seja, os 12 bancos poderiam ser manobrados como se fossem apenas um banco central, presumivelmente situado em Nova Iorque.

E foi assim que aconteceu, e é aí que deverá ser encontrada uma das razões para a actual situação do país.

Hoje, não há falta de dinheiro em Nova Iorque. Filmes são financiados aos milhões. [...] Loew, o homem do teatro judeu, não teve dificuldade em abrir 20 teatros novos este ano – mas vá-se até aos estados agrícolas, onde a verdadeira riqueza do país está no solo e nos celeiros, e não existe dinheiro para os agricultores.

É uma situação que ninguém pode negar e que poucos podem explicar, porque a explicação não é linear. As situações naturais são sempre mais fáceis de explicar. Situações artificiais contêm sempre um ar de mistério. E aqui estão os Estados Unidos, o país mais rico do mundo, possuindo actualmente a maior fatia de riqueza que se pode encontrar no mundo – real, disponível, riqueza utilizável; e no entanto está fortemente agrilhoado, e não se pode movimentar pelos canais normais, por causa da manipulação que está a ser seguida no que respeita ao dinheiro.

O dinheiro é o maior mistério para a mente popular, e quando esta consegue um vislumbre da sua essência descobre que o mistério nada tem a ver com o dinheiro em si próprio, mas com a sua manipulação, com aquilo que é feito de "forma administrativa".

Os Estados Unidos nunca tiveram um Presidente que tenha dado provas de compreender totalmente este assunto. Os nossos Presidentes sempre tiveram de ser aconselhados por financeiros. O Dinheiro é a coisa mais pública do país; é a coisa mais federalizada e governamentalizada do país; e no entanto, na situação actual, o Governo dos Estados Unidos não tem quase nada a ver com ele, excepto utilizar várias formas de o obter, tal como as pessoas o fazem, daqueles que o controlam.

A Questão Monetária, devidamente resolvida, é o fim da Questão Judaica e de qualquer outra questão de natureza mundana.

O Sr. Warburg é da opinião de que diferentes taxas de juro têm de ser utilizadas em diferentes partes do país. Que o fizeram em partes diferentes do mesmo estado sempre o soubemos, mas a razão para isso acontecer não foi revelada. O merceeiro da cidade pode obter dinheiro do seu banco a uma taxa mais baixa do que o agricultor do concelho ao lado consegue obter do seu banco. Porque é que a taxa de juro cobrada à agricultura tem sido maior do que qualquer outra é uma questão que a literatura ou a prosa financeira nunca abordou publicamente. Tal como a natureza privada do Sistema da Reserva Federal – muito importante, mas que nenhuma autoridade pensa valer a pena aclarar. A taxa de juro cobrada à agricultura é de grande importância, mas discuti-la implicaria a sua admissão e aparentemente tal não é desejável.


A aprovação da Lei da Reserva Federal em 23/12/1913


Ao comparar a presente Lei da Reserva Federal com a proposta de lei de Aldrich, o Sr. Warburg disse:

Sr. Warburg – "Julgo que a presente lei tem a vantagem de lidar com o país inteiro e oferecer-lhes diferentes taxas de juro, ao passo que, com a lei proposta pelo Senador Aldrich, teria sido muito difícil fazer isso, já que estabelecia uma taxa de juro uniforme para todo o país, o que eu acho que seria um erro."

Senador Bristow – "Ou seja, sob a presente lei pode-se cobrar uma taxa de juro mais elevada numa parte do país do que aquela que se cobra noutra, enquanto que sob a lei de Aldrich a taxa de juro seria uniforme."

Sr. Warburg – "É exacto."

Este é um ponto que vale a pena clarificar. Se o Sr. Warburg, tendo ensinado os banqueiros, se virasse agora para o povo e explicasse porque é que uma classe do país pode obter dinheiro para negócio que não produz riqueza real, enquanto outra classe ocupada na produção de riqueza real é tratada como se estivesse fora do interesse da banca no seu todo; se ele pode tornar claro porque é que o dinheiro é vendido a uma classe ou a uma parte do país a um preço, enquanto a outra classe ou a outra parte do país é vendido a um preço diferente, estaria a ajudar o povo a compreender estas coisas.

Esta sugestão é séria. O Sr. Warburg tem o estilo, a paciência pedagógica, o conhecimento do assunto que faria dele um admirável pedagogo do público sobre estas matérias.

O que ele já fez foi planeado sob o ponto de vista do interesse dos profissionais da finança. É prontamente reconhecido que o Sr. Warburg desejava organizar as finanças americanas duma forma mais flexível. Sem dúvida que em determinados aspectos ele conseguiu importantes melhoramentos. Mas teve sempre a Banca em mente. Agora, se ele assumisse uma posição para além destes interesses especiais, abordaria os interesses mais vastos do povo – não assumindo que estes interesses passam sempre pela banca – e faria bastante mais do que tem feito para justificar que tinha realmente uma missão ao vir para este país.

O Sr. Warburg não está nada surpreendido pela ideia de que o Sistema da Reserva Federal é na realidade uma nova forma de controlo privado bancário, porque na sua experiência europeia viu que todos os bancos centrais eram negócios privados.

No seu artigo sobre "Métodos Bancários Americanos e Europeus e Legislação Bancária Comparada," o Sr. Warburg afirma:

"É igualmente interessante realçar que, contrariamente a uma ideia muito espalhada, os bancos centrais da Europa não são, por norma, possuídos pelos governos. De facto, nem o Governo Inglês, nem o Francês nem o Alemão possuem quaisquer acções do banco central dos seus países. O Banco de Inglaterra é inteiramente gerido como uma empresa privada, os accionistas elegem o conselho de directores, que se alternam na presidência. Em França, o governo nomeia o governador e alguns dos directores. Na Alemanha, o governo nomeia o presidente e um conselho supervisor de cinco membros, enquanto os accionistas elegem o conselho de directores."

E, novamente, na sua discussão sobre o projecto de lei Owen-Glass, o Sr. Warburg diz:

"O plano da Comissão Monetária seguiu a teoria do Banco de Inglaterra, que deixa a administração inteiramente nas mãos de homens de negócios sem ceder ao governo qualquer parte na administração ou controlo. O argumento mais forte a favor desta teoria é que o banco central, tal como qualquer outro banco, está assente em 'crédito forte', e que a análise sobre créditos é uma questão de negócio que deve ser deixada nas mãos de homens de negócios, e que o governo não deve interferir.

O projecto de lei Owen-Glass vai, a este respeito, mais na linha do Banco de França e do Reichsbank alemão, cujos presidentes e conselhos são até certo ponto nomeados pelo governo. Estes bancos centrais, embora legalmente empresas privadas, são órgãos semi-governamentais na medida em que lhes é permitido emitir a moeda da nação – particularmente onde existem questões da elasticidade da moeda, como acontece em todos os países excepto na Inglaterra – e na medida em que são os responsáveis por praticamente todas as reservas metálicas do país e os guardiões dos fundos do governo. Além disso, em questões de politica nacional o governo deve confiar na vontade e na cooperação leal destes órgãos centrais.
"

Esta é uma passagem muito esclarecedora. Vale bem a pena ao leitor, especialmente ao leitor que sempre esteve confundido com as questões financeiras, reflectir bem nos factos aqui relatados por um grande especialista financeiro judeu acerca da ideia do banco central.

Atente-se nas frases:

(a) "sem ceder ao governo qualquer parte na administração ou controlo."

(b) "Estes bancos centrais, embora legalmente empresas privadas ... é-lhes permitido emitir a moeda da nação."

(c) "são os responsáveis de praticamente todas as reservas metálicas do país e os guardiões dos fundos do governo."

(d) "em questões de politica nacional o governo deve confiar na vontade e na cooperação leal destes órgãos centrais."


Não se trata agora de uma questão de saber se estas coisas estão certas ou erradas; é apenas uma questão de compreender que constituem um facto.

É especialmente notável que no parágrafo (d) é razoável deduzir que em questões de política nacional, o governo terá de depender não apenas do patriotismo mas também, até certo ponto, da permissão e conselho das organizações financeiras. Esta é uma interpretação correcta: questões de política nacional são, por este meio, tornadas dependentes de empresas financeiras.

Deixemos este ponto bem claro, não interessando se deve ser esta a forma pela qual as políticas nacionais devam ser decididas.

O Sr. Warburg disse desejar uma certa parte de controlo governamental – mas não demasiada. Warburg afirmou: "Ao reforçar o controlo governamental, o projecto de lei Owen-Glass foi na direcção certa; mas foi demasiado longe e caiu no outro extremo ainda mais perigoso."

O "outro extremo ainda mais perigoso" era, evidentemente, uma maior supervisão governamental e o estabelecimento de um certo número de Bancos da Reserva Federal no país.

O Sr. Warburg tinha referido isto anteriormente; concordou com um número maior [de bancos] apenas porque parecera uma concessão política inevitável. Já foi mostrado, pelo Professor Seligman, que o Sr. Warburg estava atento à necessidade de encobrir um pouco aqui e um pouco acolá, para acalmar um público desconfiado. Era um pouco como a história do empregado de balcão e da caixa registadora.

O Sr. Warburg julga que percebe a psicologia americana. A este respeito lembra um dos relatórios do Sr. von Bernstorff e do Capitão Boy-Ed sobre os que os americanos eram ou não capazes de fazer. Na Political Science Quarterly [Revista trimestral de Ciência Política] de Dezembro de 1920, o Sr. Warburg conta como, numa recente visita à Europa, lhe foi perguntado por homens de todos os países o que é que os Estados Unidos iam fazer. Warburg assegurou-lhes que a América estava um pouco esgotada naquela altura mas que iria dar a volta por cima. E então recordando os seus esforços para implantar um sistema monetário aos americanos, disse:

"Pedi-lhes para serem pacientes connosco até depois das eleições, e elogiei-lhes as nossas experiências com a reforma monetária. Lembrei-lhes como o plano de Aldrich falhou porque, naquela altura, um Presidente Republicano tinha perdido o controlo do Congresso para uma maioria Democrática; lembrei-lhes como os Democratas tinham amaldiçoado este plano, qualquer plano que envolvesse um sistema bancário central; e como, uma vez [os Democratas] no poder, a National Reserve Association [Associação de Reserva Nacional] evoluiu, disfarçadamente, para o Sistema da Reserva Federal."

Lembrando este jogo perante o público, e o jogo por trás do pano, esta "camuflagem", como diz o Sr. Warburg, de transformar dissimuladamente uma coisa noutra, Warburg responsabilizou-se em assegurar aos seus amigos na Europa que fosse o que fosse que qualquer plataforma política dissesse, os Estados Unidos fariam essencialmente o que a Europa esperava que eles fizessem. O motivo para esta crença do Sr. Warburg, tal como ele disse, era a sua experiência em fazer passar a ideia de um banco central através das objecções públicas de todos os partidos. Warburg acredita que com os americanos é possível obter o que se quiser se se agir habilmente. A sua experiência com a reforma monetária parece ter-lhe dado essa certeza.

Os políticos podem ser peões necessários neste jogo, mas como membros do governo o Sr. Warburg não os quer na banca. Eles não são banqueiros, diz; eles não compreendem; os homens do governo não se devem intrometer na banca. O político pode servir para o Governo dos Estados Unidos mas não é suficientemente bom para a banca.

"No nosso país," diz o Sr. Warburg, referindo-se aos Estados Unidos, "onde qualquer leigo pode concorrer a qualquer lugar, onde a amizade ou a ajuda numa campanha presidencial, financeira ou política, tem sido sempre factor de preferência política, onde as ofertas de votos e favores políticos estão sempre presentes na mente de um político, ... não podem existir dúvidas de que, tal como a situação está neste momento (1913), com dois membros do governo como membros da Direcção da Reserva Federal, e com enormes poderes garantidos a esta, o Projecto de Lei Owen-Glass produzirá uma administração directa do governo."

E isso, claro, no entender do Sr. Warburg, não é apenas "perigoso," mas "fatal." A vontade do Sr. Warburg foi quase completamente aceite neste assunto. E qual foi o resultado?

Lembremos o testemunho de Bernard M. Baruch, quando foi interrogado relativamente à acusação de que certos homens próximos do Presidente Wilson tinham lucrado 60 milhões de dólares em operações na bolsa, fruto de informação privilegiada que eles tiveram sobre o que o Presidente iria dizer no seu discurso sobre a próxima Guerra – a famosa investigação da "fuga", como foi chamada; uma das várias investigações nas quais o Sr. Baruch foi rigorosamente questionado.


Nessa investigação o Sr. Baruch esforçou-se para mostrar que não tinha tido nenhuma comunicação telefónica com Washington, especialmente com certos homens que supostamente tinham partilhado os lucros dos negócios. Foi em Dezembro de 1916. O Sr. Warburg estava então em segurança no Conselho de Directores da Reserva Federal, que ele manteve a salvo das intrusões do Governo.

O Presidente [da investigação] – "Claro que estes registos da companhia dos telefones, os comprovativos, mostrarão as pessoas com quem o senhor falou."

O Sr. Baruch – "Quer que eu diga? Posso afirmar quem são."

O Presidente [da investigação] – "Sim, acho que deve."

O Sr. Baruch – "Telefonei a duas pessoas; uma, o Sr. Warburg, com quem não consegui falar, e outra, com o Secretário mcAdoo, com quem falei – ambas referentes ao mesmo assunto. Gostaria de saber qual era o assunto?"

O Presidente [da investigação] – "Sim, acho bem que nos diga."

O Sr. Baruch – "Telefonei ao Secretário porque alguém me sugeriu – pediu-me para sugerir o nome de uma pessoa para o Banco da Reserva Federal, e telefonei-lhe a propósito disso e discuti o assunto com ele, penso que duas ou três vezes, mas foi-me recomendado que fizesse eu próprio a sugestão e eu fi-la." (pp. 570-571).

O Sr. Campbell – "Sr. Baruch, quem é que lhe pediu para sugerir um nomeado para o Banco da Reserva Federal?"

O Sr. Baruch – "O Sr. E. M. House."

O Sr. Campbell – "O Sr. House disse-lhe para telefonar ao Sr. McAdoo para fazer essa recomendação?"

O Sr. Baruch – "Vou-lhe dizer exactamente o que aconteceu: o Sr. House ligou-me e disse que havia uma vaga no Conselho da Reserva Federal, e acrescentou, 'eu não sei nada sobre esses senhores, e gostaria que você fizesse uma sugestão.' E eu sugeri o nome que julguei ser adequado, e ele disse-me, 'gostava que você ligasse ao Secretário e lhe dissesse.' E eu disse, 'não vejo necessidade; digo-lhe a si.' 'Não,' disse ele, 'preferia que fosse você a telefonar-lhe.'" (p.575)

Aqui temos um exemplo de como a Reserva Federal se "mantinha afastada da política," se mantinha afastada da supervisão do governo que seria não apenas "perigosa", mas "fatal".

Barney Baruch, o jogador de acções de Nova Iorque, que nunca possuiu um banco na vida dele, recebeu uma chamada do Coronel E. M. House, o super político da Administração Wilson, e desta forma foi acrescentado mais um membro ao Conselho da Reserva Federal.


Uma chamada telefónica manteve dentro de um pequeno círculo de Judeus e resolvido por uma palavra de um negociante de acções – o que, na prática, era a grande reforma monetária do Sr. Warburg. O Sr. Baruch a telefonar ao Sr. Warburg a dar-lhe o nome do próximo nomeado para o Conselho da Reserva Federal, e telefonando ao Sr. McAdoo, Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e fazê-lo em nome do Coronel E. M. House – ainda haverá alguma admiração que o poder Judeu no governo de guerra americano continue a crescer de maneira espantosa?

Mas, Como o Sr. Warburg escreveu – "a amizade ou ajuda numa campanha presidencial, financeira ou política, tem sempre dado azo a reclamações sobre preferências políticas." E como chama a atenção o Sr. Warburg, este é um país "onde qualquer amador sem preparação é candidato a ministro," e naturalmente, com tais homens no governo, devem ser mantidos a uma distância segura dos assuntos financeiros.

Como que para ilustrar esta ignorância, temos o Sr. Baruch que cita o Coronel House como tendo dito, "eu não sei nada sobre esses senhores, e gostaria que você fizesse uma sugestão". É admissível duvidar que tudo o que o Coronel House tenha confessado fosse a sua ignorância sobre "esses senhores". Existia um bom entendimento entre estes dois homens, demasiado bom para que a alegada conversa telefónica seja tomada à letra. É bem possível que o Sr. House não seja um financeiro. O Sr. Wilson não o era certamente. Na longa lista de Presidentes só meia dúzia o foram, e esses foram considerados os mais drásticos nas suas propostas.

Mas toda esta conversa sobre ignorância, como acusou o Sr. Warburg, soa como um eco dos Protocolos: "Os administradores escolhidos das massas por nós, não serão pessoas treinadas para governar, e consequentemente tornar-se-ão facilmente peões do nosso jogo, executado pelos nossos sábios e talentosos conselheiros, especialistas educados desde a infância na administração dos negócios do mundo."

No Vigésimo Protocolo, no lugar onde o grande plano financeiro da subversão e controlo mundial é revelado, há outra referência à ignorância dos governantes sobre os problemas financeiros.

É uma coincidência que, embora não utilize o termo "ignorância", o Sr. Warburg seja bastante sincero no que respeita ao estado pouco culto em que encontrou este país, e seja também bastante sincero sobre os "amadores inexperientes" que são candidatos a cada ministério. Estes, diz ele, não são adequados para tomar parte no controlo das questões monetárias. Mas o Sr. Warburg é. Ele di-lo. Admite que era a sua ambição, desde o momento em que veio para cá na qualidade de um banqueiro judeo-alemão, alterar os nossos assuntos financeiros para que ficassem mais ao seu gosto. Mais do que isso, teve sucesso, ele próprio di-lo, mais do que a maior parte dos homens têm numa vida inteira; ele teve sucesso, diz o Professor Seligman, a tal ponto que através da história o nome de Paul M. Warburg e o Sistema da Reserva Federal ficarão unidos.
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sábado, março 06, 2010

O Sócrates tem de dar uma 'sticada' na gaja


Jornal 'Sol' - 6 de Março de 2010

[...] No dia 10 de Fevereiro de 2009, Carlos Vasconcelos, quadro da Refer (e arguido) definia bem a situação: «A gaja [Ana Paula Vitorino] agora atirou-se ao Sócrates na história do Tua [polémica sobre a recuperação desta linha de comboio, em Trás-os-Montes]. Ó pá, o Sócrates tem de dar uma 'sticada' na gaja. É que isto está de facto a entrar por um caminho preocupante». [...]


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Comentário

Dada a frouxa apetência do nosso PM pelo sexo feminino, são fracas as probabilidades do legítimo da dona Paula Vitorino se vir a sentir encornado, como sucedeu recentemente com Henrique Granadeiro quando lhe disseram que a PT fazia parte de um alegado plano do Governo de José Sócrates para controlar a Comunicação Social.
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sexta-feira, março 05, 2010

quarta-feira, março 03, 2010

Sobre os painéis de convidados do «Prós e Contras»

No seu programa semanal na RTP1 - «Prós e Contras», Fátima Campos Ferreira tem por hábito abordar o futuro de Portugal e faz sempre questão de convidar personalidades isentas e sobejamente conhecidas para debates reflexivos sobre o que fazer para o país sair da crise...


segunda-feira, março 01, 2010

Catástrofe na Madeira - Eu tive um sonho



Enviado por um amigo.

Texto do engenheiro silvicultor Cecílio Gomes da Silva, de 11 de Dezembro de 1984, e publicado no dia 13 de Janeiro de 1985 no jornal "Diário de Notícias" do Funchal:


Eu tive um sonho

Traumatizado pelo estado de desertificação das serras do interior da Ilha da Madeira, muito especialmente da região a Norte do Funchal e que constitui as bacias hidrográficas das três ribeiras que confluem para o Funchal, dando-lhe aquela fisiografia de perfeito anfiteatro, aliado a recordações da infância passada junto à margem de uma das mais torrenciais dessas ribeiras – a de Santa Luzia – o mundo dos meus sonhos é frequentemente tomado por pesadelos sempre ligados às enxurradas invernais e infernais dessa ribeira. Tive um sonho.

Adormecendo ao som do vento e da chuva fustigando o arvoredo do exemplar Bairro dos Olivais Sul onde resido, subia a escadaria do Pico das Pedras, sobranceiro ao Funchal. Nuvens negras apareceram a Sudoeste da cidade, fazendo desaparecer o largo e profundo horizonte, ligando o mar ao céu. Acompanhavam-me dois dos meus irmãos – memórias do tempo da juventude – em que nós, depois do almoço, íamos a pé, subindo a Ribeira de Santa Luzia e trepando até à Alegria por alturas da Fundoa, até ao Pico das Pedras, Esteias e Pico Escalvado. Mas no sonho, a meio da escadaria de lascas de pedra, o vento fez-nos parar, obrigando-nos a agarrarmo-nos a uns pinheiros que ladeavam a pequena levada que corria ao lado da escadaria. Lembro-me que corria água em supetões, devido ao grande declive, como nesses velhos tempos. De repente, tudo escureceu. Cordas de água desabaram sobre toda a paisagem que desaparecia rapidamente à nossa volta. O tempo passava e um ruído ensurdecedor, semelhante a uma trovoada, enchia todo o espaço. Quanto durou, é difícil calcular em sonhos.

Repentinamente, como começou, tudo parou; as nuvens dissiparam-se, o vento amainou e a luz voltou. Só o ruído continuava cada vez mais cavo e assustador. Olhei para o Sul e qualquer coisa de terrível, dantesco e caótico se me deparou. A Ribeira de Santa Luzia, a Ribeira de S. João e a Ribeira de João Gomes eram três grandes rios, monstruosamente caudalosos e arrasadores. De onde me encontrava via-os transformarem-se numa só torrente de lama, pedras e detritos de toda a ordem. A Ribeira de Santa Luzia, bloqueada por alturas da Ponte Nova – um elevado monturo de pedras, plantas, arames e toda a ordem de entulho fez de tampão ao reduzido canal formado pelas muralhas da Rua 31 de Janeiro e da Rua 5 de Outubro – galgou para um e outro lado em ondas alterosas vermelho acastanhadas, arrasando todos os quarteirões entre a Rua dos Ferreiros na margem direita e a Rua das Hortas na margem esquerda. As águas efervescentes, engrossando cada vez mais em montanhas de vagas espessas, tudo cobriram até à Sé – único edifício de pé. Toda a velha baixa tinha desaparecido debaixo de um fervedouro de água e lama. A Ribeira de João Gomes quase não saiu do seu leito até alturas do Campo da Barca; aí, porém, chocando com as águas vindas da Ribeira de Santa Luzia, soltou pela margem esquerda formando um vasto leito que ia desaguar no Campo Almirante Reis junto ao Forte de S. Tiago. A Ribeira de S. João, interrompida por alturas da Cabouqueira fez da Rua da Carreira o seu novo leito que, transbordando, tudo arrasou até à Avenida Arriaga. Um tumultuoso lençol espumante de lama ia dos pés do Infante D. Henrique à muralha do Forte de S. Tiago. O mar em fúria disputava a terra com as ribeiras. Recordo-me de ver três ilhas no meio daquele turbilhão imenso: o Palácio de S. Lourenço, a torre da Sé e a fortaleza de S. Tiago. Tudo o mais tinha desaparecido – só água lamacenta em turbilhões devastadores.

Acordei encharcado. Não era água, mas suor. Não consegui voltar a adormecer. Acordado o resto da noite por tremenda insónia, resolvi arborizar toda a serra que forma as bacias dessas ribeiras. Continuei a sonhar, desta vez acordado. Quase materializei a imaginação; via-me por aquelas chapas nuas e erosionadas, com batalhões de homens, mulheres e máquinas, semeando urze e louro, plantando castanheiros, nogueiras, pau-branco e vinháticos; corrigindo as barrocas com pequenas barragens de correcção torrencial, canalizando talvegues, desobstruindo canais. E vi a serra verdejante; a água cristalina deslizar lentamente pelos relvados, saltitando pelos córregos enchendo levadas. Voltei a ouvir os cantares dolentes dos regantes pelos socalcos ubérrimos das vertentes. Foram dois sonhos. Nenhum deles era real; felizmente para o primeiro; infelizmente para o segundo.

Oxalá que nunca se diga que sou profeta. Mas as condições para a concretização do pesadelo existem em grau mais do que suficiente.

Os grandes aluviões são cíclicos na Madeira. Basta lembrar o da Ribeira da Madalena e mais recentemente o da Ribeira de Machico. Aqui, porém, já não é uma ribeira, mas três, qualquer delas com bacias hidrográficas mais amplas e totalmente desarborizadas. Os canais de dejecção praticamente não existem nestas ribeiras e os cones de dejecção estão a níveis mais elevados do que a baixa da cidade. As margens estão obstruídas por vegetação e nalguns troços estão cobertas por arames e trepadeiras. Agradável à vista mas preocupante se as águas as atingirem. Estão criadas todas as condições, a montante e a jusante para uma tragédia de dimensões imprevisíveis (só em sonhos).

Não sei como me classificaria Freud se ouvisse este sonho. Apenas posso afirmar sem necessidade de demonstrações matemáticas que 1 mais 1 são 2, com ou sem computador. O que me deprime, porém, é pensar que o segundo sonho é menos provável de acontecer do que o primeiro.

Dei o alarme – pensem nele.

Engenheiro Cecílio Gomes da Silva, Lisboa, 11 de Dezembro de 1984


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