segunda-feira, maio 14, 2012

Novas Oportunidades



Uma bala certeira num assassino corrupto pode ser uma oportunidade [de todo um povo] para mudar de vida e não tem de ser visto como [algo] negativo. Muito pelo contrário...


11-05-2012

O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que o desemprego pode ser «uma oportunidade para mudar de vida» e não tem de ser visto como negativo.

Presente no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para a tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, Pedro Passos Coelho lamentou que os portugueses tenham «aversão ao risco», dando como exemplo que a maioria dos jovens licenciados prefiram trabalhar por conta de outrem «do que empreendedores».

Para o primeiro-ministro, esta é uma conceção que «tem de ser alterada»: «Estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade

Pedro Passos Coelho realçou durante o seu discurso que terão que aumentar os níveis de competitividade da generalidade dos portugueses, apesar das condições atuais: «No curto prazo, no meio da crise em que estamos, claro que é preferível ter trabalho, mesmo precário, do que não ter, claro que é preferível trabalhar mais do que não trabalhar, vender mais barato do que não vender, mas o modelo para o futuro tem de ser o de acrescentar valor.»


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A manter-se ou a agravar-se a actual situação de desemprego e de pobreza, há quem aposte que não faltará nuito para que o PM se encontre a chiar e a guinchar como um láparo à beira do tacho.


Três formas pouco lamechas de lidar com um Primeiro-ministro que se obstina em enviar um povo inteiro para a miséria enquanto entrega as riquezas do país à Finança Internacional...


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Jornal ionline - 17 Fev 2012

Portugal. Há 885 novos desempregados por dia

Desemprego jovem disparou 61% em 2011, quando em todo o período entre 2002 e o final de 2010, cresceu 29%

No final de 2011, o desemprego oficial bateu os recordes e chegou a 14%, fruto de um salto trimestral nunca antes visto: mais 1,6 pontos. E a tendência, como se antecipa nas previsões do governo e da troika, é piorar.

Mas o cenário real é bem mais gravoso do que aquele que a taxa de desemprego oficial mostra. Juntando aos 771 mil desempregados – valor refere-se às pessoas sem emprego que durante o período do inquérito procuraram trabalho –, os inactivos disponíveis ou desencorajados – que não procuraram emprego –, e os trabalhadores a tempo parcial, o total chega a 1,24 milhões de pessoas sem emprego ou sem emprego a full-time. Um número que corresponde a uma taxa de desemprego ajustada de 22,6%.



Num país em que os políticos, legisladores e comentadores mediáticos estão na sua esmagadora maioria a soldo do Grande Dinheiro, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de parasitas...


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No Jornal Expresso de 1/9/2007, o jornalista Fernando Madrinha explica de que forma a Banca subsidia e utiliza a política e os políticos para saquear este país:

[...] «Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.» [...]


segunda-feira, maio 07, 2012

O juiz de Portalegre, o juiz de Minnesota, as hipotecas de casas e as perpétuas vigarices da Banca


Melhor do que a sentença do juiz de Portalegre, em que este considera que a entrega de uma casa ao banco liquida o empréstimo em dívida, foi a sentença do juiz Martin V. Mahoney, em 1969, no Estado de Minnesota (EUA), em que este considerou que o comprador da uma casa tinha o direito de não pagar as prestações que devia ao banco porque este, na realidade, não lhe tinha emprestado nada.




SIC Notícias - 28.04.2012

Tribunal de Portalegre diz que entrega de casa ao banco liquida empréstimo

Uma sentença inédita do tribunal de Portalegre determinou que a entrega de uma casa ao banco liquida o empréstimo em dívida. Um dos argumentos utilizado pelo juiz foi que havia um enriquecimento injustificado por parte do banco.

A casa, situada no centro de Portalegre, tinha sido avaliada e comprada em 2006 por 117.500 euros. Na altura, o banco acabou por emprestar mais dinheiro, sendo que a dívida total dos proprietários do imóvel ficou em perto de 130 mil euros.

O ano passado, por causa de um processo de divórcio, os proprietários decidiram entregaram a casa. O banco comprou-a por 82 mil e avisou o casal que teria de pagar 46 mil euros de remanescente.

O tribunal de Portalegre vem agora dizer que ao entregar a casa ao banco, o casal ficou com a dívida totalmente liquidada.

Segundo o Diário de Noticias, que teve acesso à sentença, o juiz entendeu que o banco, ao adquirir o imóvel pelo preço que estipulou, não pode reivindicar mais nenhum dinheiro.

O magistrado vai mais longe e considera haver "enriquecimento injustificado" por parte dos bancos, quando depois de receberem os imóveis por incumprimento, os avaliam e compram por valores muito abaixo da avaliação que fizeram.

A sentença concluiu que a entrega da chave liquidou o empréstimo.

Esta decisão inédita em Portugal já foi adoptada por um tribunal espanhol em 2009. Nesse acórdão, os juízes espanhóis sublinharam a responsabilidade das instituições bancárias na crise mundial que obrigou e está a obrigar muitas famílias a entregarem casas por não as poderem pagar.


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A seguir é descrito o caso do americano Jerome Daly que ganhou em tribunal o direito de não pagar as prestações da casa que devia ao banco porque este, na realidade, não lhe tinha emprestado nada:

Em 1969, houve um caso na justiça do Estado de Minnesota (EUA) envolvendo um homem chamado Jerome Daly, que recorreu da execução da hipoteca da sua casa [apreensão judicial da casa para garantir o pagamento da dívida], pedido pelo banco que lhe tinha feito um empréstimo para que ele a comprasse. O argumento utilizado por Daly foi de que o contrato da hipoteca exigia que ambas as partes, ele e o banco, dispusessem de uma forma legítima de propriedade para a transacção. Em linguagem legal, tal é chamado de contraprestação [Nos contratos bilaterais, a prestação a que uma das partes se obriga sendo correspondente à prestação da outra parte].

O Sr. Daly explicou que, na verdade, o dinheiro não era propriedade do banco, porque tinha sido criado a partir do nada no momento em que o empréstimo foi assinado. O que os bancos fazem, ao emprestar dinheiro, é aceitar notas promissórias em troca de créditos. As reservas não são alteradas pelas transacções do empréstimo, mas os créditos de depósitos são considerados novas adições ao total de depósitos do sistema bancário. Por outras palavras: O dinheiro não surge a partir de bens existentes. O banco está simplesmente a inventá-lo, não pondo nada de seu, excepto um passivo teórico em papel.




À medida que o processo em tribunal avançava, o presidente do banco, o Sr. Morgan, testemunhou. E no memorando pessoal do juiz, este escreveu que o presidente do banco admitiu que, de forma combinada com o Banco da Reserva Federal, o banco criou o dinheiro e o crédito como uma entrada contabilística. O dinheiro e o crédito apareceram quando o criaram. O Sr. Morgan admitiu que não existia nenhuma lei ou estatuto na lei americana que lhe dava o direito de fazer isso. Deve existir uma contraprestação legal que seja um meio de pagamento para sustentar a nota promissória. O júri chegou à conclusão de que não existia nenhuma contraprestação legal e concordou. O Sr. Morgan acrescentou poeticamente: "Só Deus pode criar alguma coisa de valor a partir do nada".

E perante esta revelação, o tribunal rejeitou a reivindicação do banco para a execução da hipoteca e o Sr. Daly manteve a sua casa.

As implicações da decisão deste tribunal são imensas, porque cada vez que se pede dinheiro emprestado a um banco, seja um empréstimo com garantia hipotecária ou uma compra com o cartão de crédito, o dinheiro que nos é dado não é apenas contrafeito (falsificado), mas é também uma forma ilegítima de contraprestação e portanto invalida o contrato de o reembolsar, porque, para começar, o banco nunca possuiu esse dinheiro.

Infelizmente estas vitórias legais são suprimidas e ignoradas. E o jogo da perpétua transferência de riqueza e da dívida perpétua continua.

First National Bank of Montgomery vs. Jerome Daly

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MEMORANDUM do Juiz MARTIN V. MAHONEY

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domingo, maio 06, 2012

A fraude da alternância democrática dos Dois-Partidos (que de facto constituem um partido único) já foi topada pelos gregos



Em qualquer «Democracia» os dois partidos do «Arco da Governação», que se sucedem ininterruptamente no Poder, não passam de um único partido que obedece exclusivamente ao Polvo Financeiro.


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6/5/2012 às 21:59

Nas eleições gregas de hoje, o partido Nova Democracia (PSD) foi o mais votado com quase 21%, seguido do partido de Coligação de Esquerda com 15,2%. O PASOK (PS) ficou-se pelos 14,6%, os Gregos Independentes rondou os 10% e o Partido Comunista 8,2%.


Para o [comentador venal] professor Marcelo Rebelo de Sousa, para quem esta «é a má notícia da noite», depois deste resultado, «a Grécia está um pandemónio» e «ninguém sabe» o que vai acontecer ao país daqui para a frente...



DN Globo - 04-05-2012

O comentador político grego Antonis Delatollas prevê em entrevista à Lusa que os dois principais partidos não devem garantir em conjunto a maioria absoluta nas legislativas de domingo e terão muitas dificuldades em garantir um parceiro para governar.

"Será muito difícil os dois principais partidos, os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia (ND), formarem um governo, mesmo em coligação", disse em entrevista telefónica à Lusa Antonis Delatollas, 49 anos, comentador político e diretor da revista política e satírica semanal "To Pontiki" (O Rato), publicado em Atenas.

"Vão necessitar do apoio de um terceiro partido e que terá de ser pró-memorando e não anti-memorando. Mas será muito difícil encontrar esse parceiro, porque a maioria dos restantes partidos são contra o memorando [segundo plano de resgate assinado com a União Europeia e Fundo Monetário Internacional, avaliado em 130 mil milhões de euros]", afirmou.

"Assim, será um duro despique para saber quem formará um governo na Grécia"

Esta fragmentação política vai penalizar sobretudo o "bloco central" formado entre os socialistas do PASOK e os conservadores da Nova Democracia (ND).

Desde novembro, os dois partidos integram um "governo de transição" responsável pelas mais recentes negociações com os credores internacionais e que implicou duras medidas de austeridade.


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The Establishment's Two-Party Scam

Establishment - é um termo usado para referir genericamente a tradicional elite dominante ou elite do poder e as estruturas da sociedade que ela controla.

Texto de Chris Gupta

Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.


Dr. Stan Monteith: "De há muito, o principal problema da vida política americana tem sido tornar os dois partidos congressionais (o partido Republicano e o partido Democrata) mais nacionais. O argumento de que os dois partidos deviam representar políticas e ideias opostas, uma, talvez, de Direita e a outra de Esquerda, é uma ideia ridícula aceite apenas por teóricos e pensadores académicos. Pelo contrário, os dois partidos devem ser quase idênticos, de forma a convencer o povo americano de que nas eleições pode "correr com os canalhas", sem na realidade conduzir a qualquer mudança profunda ou abrangente na política."


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É sobejamente reconhecido que as corporações internacionais contribuem com largas somas de dinheiro para ambos os partidos políticos, mas será possível que ambos os partidos sejam controlados essencialmente pelas mesmas pessoas? Teria George Wallace razão quando afirmou:

"... não existe diferença nenhuma entre Republicanos e Democratas."

"... A verdade é que a população raramente é envolvida na selecção dos candidatos presidenciais; normalmente os candidatos são escolhidos por aqueles que secretamente mandam na nossa nação. Assim, de quatro em quatro anos o povo vai às urnas e vota num dos candidatos presidenciais seleccionados pelos nossos 'governantes não eleitos.' Este conceito é estranho àqueles que acreditam no sistema americano de dois-partidos, mas é exactamente assim que o nosso sistema político realmente funciona."


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O Professor Arthur Selwyn Miller foi um académico da Fundação Rockefeller. No seu livro «The Secret Constitution and the Need for Constitutional Change» [A Constituição Secreta e a Necessidade de uma Mudança Constitucional], escreveu:

"... aqueles que de facto governam, recebem as suas indicações e ordens, não do eleitorado como um organismo, mas de um pequeno grupo de homens. Este grupo é chamado «Establishment». Este grupo existe, embora a sua existência seja firmemente negada; este é um dos segredos da ordem social americana. Um segundo segredo é o facto da existência do Establishment – a elite dominante – não dever ser motivo de debate. Um terceiro segredo está implícito no que já foi dito – que só existe um único partido político nos Estados Unidos, a que foi chamado o "Partido da Propriedade." Os Republicanos e os Democratas são de facto dois ramos do mesmo partido (secreto)."


O Professor Miller usou nesta frase "(secreto)" porque sabia que ao povo Americano nunca será permitido tomar conhecimento que na realidade só existe um partido político nos Estados Unidos.



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Professor Carroll Quigley


Nenhum debate do Governo Invisível Americano ficaria completo sem mencionar o Professor Carroll Quigley, o mentor de Bill Clinton quando este era um estudante na Universidade de Georgetown. O Presidente Clinton referiu-se bastantes vezes ao Professor Quigley nos seus discursos. O Professor Quigley deu aulas tanto na Universidade de Harvard como na de Princeton antes de se fixar na Universidade de Georgetown.

Embora Quigley fosse um devotado liberal, estamos em dívida para com ele pelas suas revelações acerca da origem da Elite do Poder que governa a nossa nação e o mundo. No seu livro «Tragedy and Hope: A History Of The World In Our Time» - [Tragédia e Esperança: uma história do Mundo dos nossos dias], Quigley revela que os Governantes não Eleitos da América têm por objectivo controlar-nos, utilizando "especialistas" para subverter o nosso processo eleitoral:

"... É cada vez mais claro que, no século XX, o especialista substituirá o magnata industrial no controlo do sistema económico tal como irá substituir o votante democrático no controlo do sistema político. Isto porque o planeamento vai inevitavelmente substituir o laissez faire… De forma optimista, podem sobreviver para o indivíduo comum os elementos da escolha e liberdade no sentido em que ele será livre de escolher entre dois grupos políticos antagónicos (mesmo que estes grupos tenham pouca latitude de escolha política dentro dos parâmetros da política estabelecida pelos especialistas), e o indivíduo tenha a oportunidade de escolher mudar o seu apoio de um grupo para outro. Mas, em geral, a sua liberdade e poder de escolha serão controlados entre alternativas muito apertadas"...

quarta-feira, maio 02, 2012

Martins, Ladrão, o teu lugar é na prisão...


Alexandre Soares dos Santos


Presidente do Conselho de Administração do grupo Jerónimo Martins (que engloba o Pingo Doce)



No Cinco Dias:



Não entendo a facilidade com que se critica aqueles que foram hoje ao Pingo Doce. Confesso que se soubesse da promoção a tempo a minha conta bancária era a primeira a recomendar uma visita ao merceeiro.

Tratados como consumistas invertebrados, figurados como zombies, a crítica esquece que a miséria vai trazer imagens bem mais bárbaras do que as que o Jerónimo Martins nos proporcionou hoje.

A responsabilidade deve ser exclusivamente imputada a quem usou os consumidores como moeda de troca para uma provocação indigna e não às centenas de pessoas desesperadas por arrancar uma preciosa poupança à austeridade que lhes anda a ser imposta.

A única crítica que se pode fazer a quem foi ao Pingo Doce é o de ainda não estarem capazes de sair de lá sem pagar um euro pelas suas compras, mas como há uma década na Argentina estamos muito perto de isso começar a acontecer. Os mesmos que hoje apontam o dedo aos zombies serão os primeiros a acusar quem rouba, saqueia e resgata o direito a matar a fome, de serem vândalos inconsequentes, jovens sem princípios, onde o único valor que os move é o amor à desordem, aos motins e às barricadas.

Há que agradecer o treino ao Jerónimo Martins com o sorriso da serpente e recordar o que se gritou bem alto à porta do Pingo Doce da Almirante Reis, que convenientemente fechou à passagem da manifestação do 1º de Maio: "Martins, Ladrão, o teu lugar é na prisão". O escárnio (e a devida resposta) deve ser dirigido apenas a quem o merece.


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No Vias de Facto:

Os descontos de 50% no Pingo Doce



sexta-feira, abril 27, 2012

A segurança social e a saúde nos EUA – os campeões mundiais do laissez faire, laissez souffrir, laissez mourir...



Rapinado do Ladrões de Bicicletas

Hoje, no jornal Público, o economista e investigador Domingos Ferreira termina com estas perguntas o seu artigo intitulado "A desvalorização interna":

Outro erro histórico será o de privatizar a Segurança Social e o Sistema Nacional de Saúde.

Estes senhores não sabem que nos EUA milhões de americanos perderam as suas poupanças e foram lançadas na pobreza em resultado da falência de algumas companhias de seguros e de bancos?

Será que não sabem que uma em cada três famílias fica insolvente em resultado das elevadíssimas despesas do sistema de saúde privado americano?

Então não sabem que as despesas de saúde do tão "eficiente" sistema privado americano é duas vezes superior ao sistema de saúde público alemão ou sueco e três vezes superior ao Sistema Nacional de Saúde?

Porque insistem no erro?

a) Porque não reformam o cancro nacional que são as PPP?

b) Onde estão as reformas fundamentais para a modernização e revitalização da economia nacional?

c) Porque não abrem a economia fortemente oligopolizada e cartelizada à concorrência?

d) Porque não baixam os impostos às depauperadas pequenas e médias empresas?

e) Porque não introduzem moralidade no sistema e põem fim aos indevidos privilégios de alguns influentes?

f) Porque são sempre os mais vulneráveis a pagar?

Pois, disto nem se ouve falar.





«Porque insistem no erro?» Qual erro? Sócrates e Coelho são funcionários bancários. Complementam-se, são colegas de trabalho.

O primeiro (Sócrates) estoirou todo o dinheiro que podia em obras com tanto de inúteis como de faraónicas, subsidiadas pala Banca. O segundo (Coelho), faz questão de que os portugueses paguem, com sangue se necessário, os juros usurários a que Sócrates nos obrigou.

Sob esse aspeto têm sido profissionais (bancários) irrepreensíveis. Mesmo que tenham empurrado um povo inteiro para a miséria. Cabe ao povo dizer de sua justiça e executá-la de forma célere...



terça-feira, abril 24, 2012

Adeus, caro Miguel



A Integridade parte

Miguel Portas 1958-2012


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A Torpeza fica


domingo, abril 22, 2012

Vítor Gaspar: «As pessoas estão totalmente disponíveis para os sacrifícios»...

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Uma brigada constituída por cinco portugueses: um desempregado na casa dos 40-50, um precário com um salário insignificante, um idoso com uma pensão miserável, um jovem licenciado sem futuro e um sem-abrigo que perdeu a esperança, oferece em sacrifício o ministro da das finanças - Vítor Gaspar, a fim de apaziguar os deuses da ganância da Finança Internacional...


Vítor Gaspar: «As pessoas estão totalmente disponíveis para os sacrifícios e para trabalharem mais, para o país ter êxito nos programas de ajustes, se a partilha do esforço for vista como sendo justa. Como tal, temos estado constantemente preocupados com a concepção dos cortes na segurança social, no sistema de saúde, quando aumentamos impostos, para protegermos os menos favorecidos e os mais vulneráveis.»


Comentário

Os sacrifícios de que fala Gaspar estão a empurrar milhões de pessoas para a miséria e dezenas de milhar de jovens (que se vêem sem futuro) e idosos (que se vêem sem amparo) para o suicídio. Quaisquer sacrifícios a que Gaspar seja sujeito saberão sempre a pouco aos deuses da justiça social...


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segunda-feira, abril 16, 2012

"Portugal está a trabalhar bem para cumprir os «seus» objectivos", disse o banqueiro Ricardo Salgado

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«A CRISE FINANCEIRA»


Banco Espírito Santo

Lucros em 2006 = 420 milhões de euros

Lucros em 2007 = 607 milhões de euros

Lucros em 2008 = 402 milhões de euros

Lucros em 2009 = 522 milhões de euros

Lucros em 2010 = 510 milhões de euros

O BES lucrou, nos nove primeiros meses do ano de 2011, 137,8 milhões de euros. O agravamento da situação económica internacional levou o banco a reforçar as provisões em 660,7 milhões de euros, penalizando os resultados observados até Setembro. [As provisões destinam-se a que a empresa possa constituir reservas para acontecimentos incertos. Aquando da constituição da provisão, esta será um custo reconhecido na demonstração de resultados. Na actividade bancária, as provisões para riscos gerais podem ter uma influência grande nos resultados - fazendo evaporar magicamente chorudos lucros...]


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Texto de Baptista Bastos - 13 Abril 2012

As palavras do banqueiro

"Portugal está a trabalhar bem para cumprir os seus objectivos", disse o banqueiro Ricardo Salgado, com aquele ar assustador que o distingue. É um elogio ou o sinal de que somos a obediência em estado puro? A verdade é que sempre trabalhámos bem, muitas horas, cabisbaixos e tristes, não somos culpados deste infortúnio que nos caiu em cima, e pagamos uma culpa irremediável. Trabalhamos bem. Diz o banqueiro. E ele e os outros, têm trabalhado bem?

A pergunta modesta e singela tem razão de ser. Que têm feito pela pátria, ele e os outros? Que objectivos perseguem senão aqueles dimanados pelo lucro? Nada destas questões assentam num primarismo tonto. Correspondem a uma verdade como punhos. Eles enriquecem com o nosso dinheiro, quando cometem disparates têm sempre o respaldo do Governo, e, ainda por cima, atrevem-se a ditar sentenças. Sei, claro que sei e sabemos, que a Banca é um dos pilares do capitalismo, e que o capitalismo, ao contrário do socialismo, não promete nada, e muito menos a felicidade dos povos. Mas deixá-lo à solta, é arriscadíssimo. Tem-se visto.

A crise por que atravessamos não tem merecido, dos banqueiros, um esforço aturado de análise. E se, entre 1929 e agora, a crise possui semelhanças que têm sido escamoteadas, as causas são sempre as mesmas, porventura mais ou menos graves. Por sua vez, os políticos, esta geração de políticos, não sabe o que fazer. E a Europa está nas mãos de uma Direita tão anacrónica como incompetente.

Os senhores da Europa assenhorearam-se do mando porque são mais fortes, dispõem de dinheiro, de informação e de poder. Mais ainda: arregimentam Governos servis, de cega obediência, que mais não são do que serventuários de interesses alheios. O Governo português não foge à regra: é um arregimentado, sem personalidade própria, seguidor de uma estratégia imperial bicéfala. Mas não será a França a detentora absoluta do poder. Chegará a altura que ela própria sofrerá as consequências da megalomania.


Governos servis, de cega obediência, que mais não são do que serventuários de interesses alheios

O discurso clássico sobre a bondade da economia moral não passa de uma facécia. A economia vive de si mesma, e o pretendido equilíbrio geral que provoca é o equilíbrio instável do momento. Marx esclareceu. E se alguns preopinantes desenfreados entendem Marx como um pensador ultrapassado, ignoram que a relação económica imposta sem regras conduz ao descalabro. Como nos aconteceu esta desgraça?, perguntam as pessoas que mais sofrem a crise. Acontece que o mundo e os homens se transformaram em cobaias ou mercadorias, e introduzidos como engrenagens de uma roda infernal.

"Gastámos de mais. Gastámos acima das nossas possibilidades", dizem por aí. Gastámos, quem? Gastámos de mais, se sempre tivemos de menos? A falácia não esconde o jogo desta hipocrisia inominável. Quando Ricardo Salgado formula aquela opinião, sabe muito bem que somos comprados, utilizados e manipulados a BEL-prazer das circunstâncias. Trabalhamos bem porque não recalcitramos contra estas afrontas, porque somos colonizados como peças de um empreendimento de domínio. No caso português, por submissão e impossibilidade criada pelos mecanismos de mando, chegamos a ser cúmplices dos nossos próprios verdugos.

Todos os dias, de forma quase implacável, surgem notícias de novas submissões. Todos os dias aumentam os impostos, de forma directa ou indirecta, e ninguém sabe explicar porquê, a não ser que a crise é que determina. Os portugueses nunca foram senhores da sua liberdade, é verdade. Desde sempre fomos colónia de qualquer império, e chegámos a ser colónia do nosso próprio império. A banalidade económica do mal (parafraseando Hannah Arendt) provém da banalidade do mal do capitalismo. E a implosão do "comunismo" auxiliou, grandemente, a voracidade da luxúria. Não digo nada que se não saiba: as coisas estão por aí.

Sofremos, em Portugal, o reflexo de uma ideologia que se oculta sob o nome de "neoliberalismo." Não é "neo", nem "liberalismo." As palavras têm sido alteradas e adulteradas ao sabor das circunstâncias históricas. E dispõe, a ideologia, como todas as ideologias dispõem, de turiferários [bajuladores] encartados [comentadores mediáticos], que encenam o destino dos outros e são pagos para isso. "Portugal está a trabalhar bem", assevera Ricardo Salgado. Está. Mas será em benefício próprio?


Turiferários [bajuladores] encartados, que encenam o destino dos outros e são pagos para isso


Comentário

O caso do pensionista grego de 77 anos que pôs termo à vida na manhã de quarta-feira (4 de Abril de 2012) na praça Syntagma, trouxe para primeiro plano o desespero das vítimas das políticas de austeridade. Dimitris Christoulas escreveu uma nota responsabilizando o Governo: "Não vejo outra solução senão pôr, de forma digna, fim à minha vida, para que eu não me veja obrigado a revirar o lixo para assegurar o meu sustento. Eu acredito que os jovens sem futuro um dia vão pegar em armas e pendurar os traidores deste país na praça Syntagma, assim como os italianos fizeram com Mussolini em 1945”, escreveu o antigo farmacêutico de Atenas.

É desejo de muitos que Portugal comece finalmente a trabalhar bem, recusando-se a continuar a encher os bolsos a banqueiros e acólitos, e cumprindo aquele que deve ser o seu primeiro objectivo: pegar em armas e pendurar os traidores deste país – banqueiros ladrões, políticos a soldo e comentadores venais - nas muitas praças deste país. Pelourinhos não faltam...
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quarta-feira, abril 11, 2012

Mentecaptos, ingénuos ou assassinos tout court?

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Estes são talvez os rostos mais conhecidos daqueles que têm vindo a arrastar Portugal e os portugueses para a pobreza e a morte.

Não há nenhum economista (não vendido à Banca) que defenda as medidas absurdas que estes indivíduos já tomaram e continuam diariamente a tomar para destruir este país e os seus cidadãos. Portugal tem atualmente a terceira taxa de desemprego mais elevada da OCDE.

Parecendo pertencer a ideologias diferentes, esta escumalha faz parte de um único partido – um aparelho que está ao serviço da Banca Internacional (que, mais tarde, lhes garantirá um esplêndido tacho numa das suas agências).


Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa» "consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta..."


Não sendo mentecaptos nem ingénuos, estes canalhas da "governação", que premeditadamente atiram milhões de pessoas para a miséria e muitos outros milhares para o suicídio, podem e devem ser considerados assassinos encartados.

E na falta de uma justiça digna desse nome – seja porque a legislação é cozinhada por poderosos escritórios de advogados (a soldo do Grande Dinheiro), e de juízes cuja independência não passa de uma fantasia (algum juiz que se insubordine vai corrido para a comarca de Trancoso) – a justiça tem de ser feita diretamente pelos cidadãos. Quanto mais demorar essa justiça, maior a penúria que assolará o país.




O número de jovens que se suicidam por falta de futuro disparou (40% em Espanha). O número de idosos que morrem por falta de cuidados de saúde aumentou de forma brutal. O número de pessoas que caiem diariamente no desemprego e na pobreza é enorme.

O secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, diz que com o agravar da crise e com o aumento do desemprego e o aumento de situações de maior dificuldade social, individual e familiar "é possível e imaginável" que cada vez mais pessoas se suicidem.



Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado Adjunto da Saúde, tenta demonstrar que o Governo não tem nada a ver com o súbito aumento da mortalidade, exibindo um gráfico que representa um pico de gripe que se revela de forma mais acentuada na Grécia e em Portugal. Depois dos surtos da gripe das aves e da gripe suína, defrontamo-nos agora com a gripe da Troika.


O caso do pensionista grego de 77 anos que pôs termo à vida na manhã de quarta-feira (4/4/2012) na praça Syntagma, trouxe para primeiro plano o desespero das vítimas das políticas de austeridade. Dimitris Christoulas escreveu uma nota responsabilizando o Governo: "Não vejo outra solução senão pôr, de forma digna, fim à minha vida, para que eu não me veja obrigado a revirar o lixo para assegurar o meu sustento. Eu acredito que os jovens sem futuro um dia vão pegar em armas e pendurar os traidores deste país na praça Syntagma, assim como os italianos fizeram com Mussolini em 1945”, escreveu o antigo farmacêutico de Atenas.


Comentário

De que é que estamos à espera para agir? Ou aceitamos todos continuar a marchar bovinamente para o matadouro enquanto uma escória que merece mil mortes continua a encher pornograficamente os bolsos – e sobretudo os bolsos daqueles a quem servilmente prestam vassalagem?

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segunda-feira, abril 09, 2012

«Bem pensado – mas nunca substituirão o cavalo», disseram os cépticos quando viram os primeiros automóveis.

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Uma resposta aos que se agarram desesperadamente a um paradigma que surgiu com a revolução industrial – O Emprego – quando se percebe que este está a agora desaparecer em todo o lado a uma velocidade vertiginosa. Tudo devido à evolução tecnológica exponencial a todos os níveis.

O fim do emprego trará também o fim do capitalismo e, a cereja em cima do bolo, o fim do parasitismo financeiro.


The Benz Patent Motor Car Velocipede Of 1894


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* Nos primeiros tempos da aviação, o astrónomo americano William Pickering, que predisse a existência de Plutão, preveniu o público de que: «A mente popular imagina frequentemente gigantescas máquinas voadoras atravessando o Atlântico a grandes velocidades e transportando numerosos passageiros como um moderno paquete… Parece-me seguro afirmar que tais ideias são totalmente visionárias, e mesmo que uma máquina conseguisse atravessar o Atlântico com um ou dois prisioneiros, os custos seriam proibitivos…» Três décadas mais tarde, em Julho de 1939, foi inaugurada a primeira linha aérea transatlântica com um hidroavião Boeing 314, o Yankee Clipper da Pan American, transportando 19 passageiros.




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* Em 1924, o engenheiro electrotécnico inglês Alan Archibald Swinton, um dos pioneiros do de raios catódicos, fez uma palestra na Radio Society da Grã-Bretanha sobre «Visão à Distância». Diria então: «Provavelmente não valerá a pena que alguém se dê ao trabalho de consegui-la.» Quatro anos mais tarde, a General Electric Company inaugurava, no estado de Nova Iorque, a primeira rede de televisão do Mundo.




* «História dos Grandes Inventos - Selecções do Reader’s Digest – 1983, pág 62».


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A automação e a inteligência artificial têm tido um desenvolvimento avassalador. A máquina, de forma crescente, possui mais dados, mais conhecimento e melhor capacidade de decisão. Cada vez é mais inteligente e mais autónoma. E cada vez menos precisa de ser dirigida pelo homem.

A tecnologia está cada vez mais próxima de produzir sozinha. O desenvolvimento tecnológico é exponencial em todos os campos que se considere. Donde, no binómio homem-máquina na produção, o homem tem cada vez menos peso. Em breve não terá praticamente nenhum e a máquina produzirá sozinha.

Nessa altura, a fábrica totalmente automatizada não poderá ser privada. Porque não existirão trabalhadores com salários, e sem salários não há poder de compra. Sem poder de compra não há vendas. Sem vendas não há lucros. Sem lucros não há empresas privadas. Qualquer empresa automatizada, seja o que for que produza, terá necessariamente de pertencer ao grupo, à comunidade, à sociedade.

O número crescente de desempregados a par do desenvolvimento exponencial do hardware e do software estão aí para prová-lo. Vamos acelerar a transição ou vamos permanecer agarrados a um passado de emprego condenado ao desastre social?

É a tecnologia que está a substituir o homem no trabalho. É por isso que o velho paradigma do emprego está moribundo. É necessário criar rapidamente, com o auxílio da tecnologia, um mundo mais justo, mais redistributivo e mais humano.




Comentário

O processo paradigmático acima descrito não tem necessariamente de ficar à espera de uma revolução tecnológica completa que o conclua. Muito sofrimento humano pode ser evitado com revoltas, ora pacíficas, ora violentas, consoante os casos, contra a vermina financeira (e respetivos serviçais – na política, na justiça e nos media) que carcome, devora e parasita a humanidade.
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