Uma bala certeira num assassino corrupto pode ser uma oportunidade [de todo um povo] para mudar de vida e não tem de ser visto como [algo] negativo. Muito pelo contrário...
11-05-2012
O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que o desemprego pode ser «uma oportunidade para mudar de vida» e não tem de ser visto como negativo.
Presente no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para a tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação, Pedro Passos Coelho lamentou que os portugueses tenham «aversão ao risco», dando como exemplo que a maioria dos jovens licenciados prefiram trabalhar por conta de outrem «do que empreendedores».
Para o primeiro-ministro, esta é uma conceção que «tem de ser alterada»: «Estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade.»
Pedro Passos Coelho realçou durante o seu discurso que terão que aumentar os níveis de competitividade da generalidade dos portugueses, apesar das condições atuais: «No curto prazo, no meio da crise em que estamos, claro que é preferível ter trabalho, mesmo precário, do que não ter, claro que é preferível trabalhar mais do que não trabalhar, vender mais barato do que não vender, mas o modelo para o futuro tem de ser o de acrescentar valor.»
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A manter-se ou a agravar-se a actual situação de desemprego e de pobreza, há quem aposte que não faltará nuito para que o PM se encontre a chiar e a guinchar como um láparo à beira do tacho.
Três formas pouco lamechas de lidar com um Primeiro-ministro que se obstina em enviar um povo inteiro para a miséria enquanto entrega as riquezas do país à Finança Internacional...
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Jornal ionline - 17 Fev 2012
Portugal. Há 885 novos desempregados por dia
Desemprego jovem disparou 61% em 2011, quando em todo o período entre 2002 e o final de 2010, cresceu 29%
No final de 2011, o desemprego oficial bateu os recordes e chegou a 14%, fruto de um salto trimestral nunca antes visto: mais 1,6 pontos. E a tendência, como se antecipa nas previsões do governo e da troika, é piorar.
Mas o cenário real é bem mais gravoso do que aquele que a taxa de desemprego oficial mostra. Juntando aos 771 mil desempregados – valor refere-se às pessoas sem emprego que durante o período do inquérito procuraram trabalho –, os inactivos disponíveis ou desencorajados – que não procuraram emprego –, e os trabalhadores a tempo parcial, o total chega a 1,24 milhões de pessoas sem emprego ou sem emprego a full-time. Um número que corresponde a uma taxa de desemprego ajustada de 22,6%.
Num país em que os políticos, legisladores e comentadores mediáticos estão na sua esmagadora maioria a soldo do Grande Dinheiro, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de parasitas...
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No Jornal Expresso de 1/9/2007, o jornalista Fernando Madrinha explica de que forma a Banca subsidia e utiliza a política e os políticos para saquear este país:[...] «Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.» [...]




















