terça-feira, outubro 08, 2013

Democracia Directa II - Os Media Tradicionais – instrumentos privilegiados do Grande Dinheiro para controlo dos cidadãos – estão a morrer às mãos da Internet.




Os Media Tradicionais - Jornais, Televisões, Revistas e Rádios – que têm constituído as rédeas através das quais os Poderes Financeiros nos tem ensinado como devemos pensar, como havemos de viver e como temos o dever sagrado de os engordar, têm os dias contados.


Com a queda a pique, nos últimos trinta anos, do público dos jornais, telejornais, revistas e programas de rádio de carácter político, o PODER tem vindo a ver-se privado das suas principais armas de manipulação da opinião pública - a propaganda, a censura, a omissão e a mentira.

Perdendo, a um ritmo cada vez mais acelerado, a capacidade de injectar diariamente o veneno da desinformação nas mentes das pessoas, o PODER vai paulatinamente perdendo força. Melhor, com a Internet a espalhar-se de modo avassalador, cada vez mais gente está a procurar informação nos blogues, nas redes sociais de carácter político ou a receber emails com informação desse teor.

Ou seja, o Monopólio da Mentira está a estilhaçar-se, e, com ele, o domínio dos que dele beneficiam.


No final da II Guerra Mundial, 80 % dos france­ses com­pravam um jor­nal diário. A per­cent­agem caiu para os 50% em mea­dos da década de 70 e, em 2013, não excede os 28 %.

Nos Estados Unidos, no espaço de trinta anos - desde 1980 até 2010, os três principais telejornais da noite perderam cerca de 28,9 milhões de espectadores , uma perda de 55,5% de audiências.


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Mário Soares (numa das raras ocasiões em que a boca lhe fugiu para a verdade) acerca dos Media no Programa "Prós e Contras" [27.04.2009]:

Mário Soares: [...] «Pois bem, agora um jornal, não há! Uma pessoa não pode formar um jornal, precisa de milhares de contos para formar hoje um jornal e, então, para uma rádio ou uma televisão, muito mais. Quer dizer, toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, não mais do que meia dúzia de pessoas

Fátima Campos Ferreira: «Grupos económicos, é

Mário Soares: «Grupos económicos, claro, grupos económicos. Bem, e isso é complicado, porque os jornalistas têm medo. Os jornalistas fazem o que lhes mandam, duma maneira geral. Não quer dizer que não haja muitas excepções e honrosas mas, a verdade é que fazem o que lhes mandam, porque sabem que se não fizerem aquilo que lhe mandam, por uma razão ou por outra, são despedidos, e não têm depois para onde ir.» [...]


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O Declínio dos Telejornais (e a ascensão da Internet)

[Nos EUA] Pela medida mais tangível e financeiramente significativa - a audiência total - a história de 2010 foi familiar: a audiência para programas de notícias da rede global continuou o seu declínio desde há um quarto de século.

Em 2010, uma média de 21,6 milhões de pessoas assistiu a um dos três programas noticiosos da rede de assinaturas por noite durante o ano.

Isto é uma perda de 752 mil espectadores, ou 3,4%, a partir da audiência média do ano anterior, de acordo com a análise dos dados do PEJ Nielsen Media Research.

Também marca uma aceleração no declínio da audiência dos noticiários da noite em comparação com os dois anos anteriores. Depois de perder cerca de um milhão de espectadores por ano, durante 20 anos, os noticiários da noite perderam 273.000 espectadores em 2008 e 565 mil em 2009.

Ou seja, os três noticiários da noite comerciais perderam cerca de 28,9 milhões de espectadores desde 1980, ou 55,5% do público que que tiveram no seu auge.




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O Declínio da Imprensa Escrita (e a ascensão da Internet)

A indústria da Imprensa como a conhecemos está a morrer, e de uma forma bastante dramática. Os números falam por si mesmo!

A situação é bastante óbvia – as vendas nas bancas de jornais estão a decrescer a uma taxa alarmante, enquanto que as receitas provenientes do online parecem não descolar.

Ora vejamos as recentes estatísticas publicadas pela Newspaper Association of America referentes ao mercado Norte Americano – Annual Newspaper Advertising Expenditures statistics:



2000: o negócio da Imprensa gerou receitas anuais de 48,67 mil milhões de dólares, alcançando o recorde máximo da indústria – toda a receita foi proveniente da venda de jornais impressos.

2000 – 2005: a receita dos jornais impressos começou o seu longo declínio, com as receitas anuais a cairem dos 48,67 para os 47,41 mil milhões de dólares (-3% ao ano), e o online cresceu ao ponto de siginificar 2,03 mil milhões de dólares em 2005

2005 – 2010: a venda de jornais impressos continuou a cair vertiginosamente e em 2010 geraram 22,80 mil milhões de dólares anuais (-50% face a 2005), enquanto que o online cresceu até aos 3,04 mil milhões de dólares (+50% ao ano face a 2005)

2010 – 2012: o cenário continuou a piorar, com as vendas dos jornais impressos a gerarem apenas 18,94 mil milhões de dólares em 2012 (-17% face a 2010) e com as receitas online a exibirem um tímido crescimento, totalizando em 2012 3,37 mil milhões de dólares (+11% face a 2010)

Resumindo, o mais impressionante não é a queda dos jornais impressos, mas sim o crescimento do digital – entre 2000 e 2012 a indústria dos Jornais viu as suas receitas anuais encolherem 60%, com as vendas dos jornais impressos a caírem a uma taxa superior ao crescimento das receitas provenientes do online.


• As receitas provenientes da publicidade presente nos Jornais impressos representa tipicamente 80% das receitas de um jornal metropolitano diário.


Principais áreas onde os comerciantes esperam diminuir os gastos em publicidade



Conseguirá a indústria da Imprensa sobreviver?

Com o passar do tempo, as versões impressas tornar-se-ão obsoletas enquanto a Internet se está a tornar no medium dominante.

Os leitores do material impresso tendem a preferir o modelo superficial de distribuição em massa, enquanto os leitores do online valorizam tópicos/ áreas de interesse específicos, cobertos com compreensão e análises profundas.

No mundo de hoje ninguém quer esperar até ao dia seguinte para saber o que aconteceu. Informação é poder, por isso quanto mais cedo estiver do nosso lado melhor. Os blogs e as redes sociais de notícias de maior sucesso estão a atrair cada vez mais leitores através da cobertura/ transmissão de eventos em tempo real (utilizando para tal vídeo, áudio, fotos), permitindo que o público possa fazer comentários e/ou debater os temas entre si (tal como os emails de informação que circulam por uma infinidade de internautas).

O jornalismo não está a morrer, está a evoluir. O jornalismo tem vindo a adaptar-se à era digital e, obviamente, às necessidades dos leitores. O jornalismo digital está a crescer a um ritmo impressionante, potenciado pelas redes sociais e pelos blogs de notícias.

O antigo jornalista dos Media Tradicionais, que possuía o exclusivo da informação manipulada que lhe era passada através do crivo monopolista das agências noticiosas, está paulatinamente a ser substituído pelo novo jornalista, que pode ser qualquer cidadão com ligação à Internet, que assiste directamente aos acontecimentos, que os analisa de forma independente, que os aprofunda, que os relaciona e que os comunica urbi et orbi através da Rede.

Em suma, e cada vez mais, os jornalistas seremos todos nós. Libertando-nos da mentira, da omissão, da distorção e da propaganda, ininterruptamente disseminada pelos Media Tradicionais nas garras do Poder Financeiro (Jornais, Televisões, Revistas e Rádios), a Internet está a revelar-se uma ferramenta capital no caminho para a Democracia Direta.


quinta-feira, outubro 03, 2013

Democracia Directa I - São cada vez mais os que ganham consciência de que a «Democracia Representativa» apenas aproveita a um exército de chupistas a soldo das Sanguessugas que lhes estão acima




De eleição para eleição o número de abstencionistas está a aumentar. Isto, porque um número cada vez maior de pessoas já percebeu que os «nossos representantes eleitos» são, afinal, representantes de outros interesses onde o Dinheiro fala mais alto. Aliás, para que os «nossos representantes» tenham alguma possibilidade de serem eleitos, é sinal de que já foram comprados.

Os abstencionistas não são, ao contrário do que se diz, uns alheados da política e das decisões que lhes ditam a vida, e que preferem ir para a praia a cumprir o seu dever de cidadania. Alguns sê-lo-ão, mas a esmagadora maioria é gente que deixou de acreditar nos «políticos» e na «democracia representativa».

Os que votam na «democracia representativa», podem dividir-se nos seguintes grupos:

1 – Os clubistas, que sempre votaram no partido A e continuarão a votar nesse partido até morrerem, dê lá por onde der.

2 – Os que votam porque lhes foi ensinado que esse é um direito e um dever do cidadão (e, portanto, acefalamente, vão votar).

3 - Os que acreditam ideologicamente nos líderes de determinado partido, embora estes depois façam reiteradamente o contrário do que afirmaram nas campanhas eleitorais.

4 – Gente que espera ganhar um tacho para ele, para o filho ou para a sogra, com a vitória de determinado partido.

5 – Os que votam sempre útil – sempre no PS ou no PSD (porque os outros pequenitos não têm hipótese). Durante quatro anos ficam lixados com o governo PSD e nas eleições seguintes votam PS. E como têm a memória fraca, durante os quatro anos seguintes ficam lixados com o governo PS e nas eleições seguintes votam PSD. E agem assim ad aeternum, sem perceber que PS e PSD são dois braços de um mesmo Polvo que, ora lhes estende um braço, ora lhes estende outro.



Há quem, por contraponto à «democracia representativa», anseie por um Homem Providencial, de queixo espetado, que iria meter tudo nos eixos. Olham com nostalgia para o passado (como se este tivesse sido um paraíso) em vez de olharem para o futuro. Encravados entre um presente corrupto e um passado que idealizam (e que foi muitas vezes pior que o presente), esquecem as ferramentas tecnológicas que a ciência nos vai fornecendo a ritmo acelerado.

Dantes, a informação só chegava às pessoas através dos Media – televisões, jornais, livros e rádios (todos nas mãos dos Poderosos que os utilizam para fazer passar a sua propaganda), e de um limitado círculo de amigos ou de reuniões com colegas. Não havia alternativa.

Por outro lado, era impraticável, em sociedades com milhões de indivíduos, recolher as opiniões destes sobre todos os assuntos, avaliá-las, trocar ideias, debatê-las e tomar decisões com base nelas. Só um corpo representativo que, de tempos a tempos, recolhesse os votos (informativamente nulos) que supostamente traduziam a vontade popular poderia dar. É neste sistema que assentam todas as «democracias» modernas.

Hoje, com a Internet, tudo está a mudar. Graças a ela, as pessoas podem comunicar directamente umas com as outras, podem trocar ideias, aprender directamente das fontes (não passando pelo crivo da censura e da propaganda (das televisões, jornais, livros e rádios), ter acesso a informação mais independente e fidedigna, e podem fazê-lo sempre que o quiserem. A Internet vai ser a grande porta de entrada para a Democracia Direta.

segunda-feira, setembro 23, 2013

Um Roubo Astronómico - A União Europeia usou um terço do PIB para salvar os bancos desde 2008




Euronews - 12.09.2013

O Banco Central Europeu (BCE) tem um novo poder: o de vigiar os bancos da zona euro. A supervisão, o primeiro passo na criação da união bancária, deverá começar no segundo semestre de 2014.

A luz verde ao “mecanismo de supervisão única” foi dada, esta quinta-feira, pelo Parlamento Europeu, que num braço-de-ferro conseguiu o direito a controlar as decisões do BCE.

Philippe Lamberts, eurodeputado dos Verdes, explica: "Demo-nos conta que quando os bancos são vigiados a nível nacional há uma certa cumplicidade. Precisamos de um polícia eficaz se queremos que os grandes bancos, que contam com os contribuintes para serem salvos, sejam geridos de forma correta em nome do interesse geral. É o que queremos da União Bancária. Colocar um polícia europeu que vigia o conjunto do sistema bancário da zona euro, os países que venham a aderir ao euro e aqueles que se queiram juntar à iniciativa".

O BCE terá a missão de vigiar 6 mil bancos da zona euro. A decisão tinha sido delineada pelo Conselho Europeu, à cerca de um ano. Os dirigentes dos Estados membros discutem agora os dois dossiês mais difíceis da união bancária, entre eles, o sistema que poderá salvar ou liquidar um banco.

Os europeus procuram reforçar o sistema bancário, depois de terem usado cerca de um terço do PIB da União Europeia para salvar os bancos desde 2008.

quinta-feira, setembro 19, 2013

Jornal Público - Um terço [dos portugueses] é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa.





José Vítor Malheiros - Jornal Público - 11/09/2012


*O sonho de Pedro Passos Coelho*

«"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.

Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.

Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.



Um terço é para morrer. A verdade é que não há alternativa...


O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura – é outro papão de que não se pode falar -, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura. Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam – ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e *reality shows* para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.

O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.

Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."»


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Portugal, às mãos da Banca nacional e internacional, acolitada por governantes corruptos, políticos a soldo e comentadores mediáticos venais, está a experienciar uma regressão superior a 100 anos.


quarta-feira, setembro 11, 2013

Há males que vêm por bem... e que continuam a render os seus frutos...


Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 12 anos



A 11 de Setembro de 2001, 19 piratas do ar, ao serviço da Al-Qaeda chefiada por Bin Laden, conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta. Após uma eternidade e dada a inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e conseguiram fazer implodir as duas torres gémeas e também o edifício nº 7 do World Trade Center. Outro avião foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.


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Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.

Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela celebérrima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


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De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).

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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares anuais, um aumento de cerca de 120% em onze anos. Abençoada Al-Qaeda!

Gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até hoje, em milhares de milhões de dólares, que tem beneficiado enormemente o complexo militar-industrial norte-americano, cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


Ironicamente, o Complexo Militar-Industrial Americano, devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro, tem tido ao longo dos últimos 12 anos excelentes motivos para sorrir.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, até há pouco chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, só encontra paralelo na todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelo agente da C.O.N.T.R.O.L.E., Maxwell Smart.


À esquerda, o presidente George W. Bush em visita às instalações da CIA.
À direita, o famigerado Bin Laden, chefe da organização terrorista Al-Qaeda.



À esquerda, o agente Maxwell Smart e o chefe da C.O.N.T.R.O.L.E.
À direita, o famigerado Siegfried, chefe da organização terrorista K.A.O.S.

E se existe um paralelismo indesmentível entre a atual Al-Qaeda, chefiada pelo recentemente falecido Bin Laden, e a antiga K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried, já a organização onde trabalhava Maxwell Smart, a C.O.N.T.R.O.L.E., hoje está hoje desmultiplicada por inúmeras agências:

CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.

Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. Não existe atentado neste mundo que não tenha sido levado a cabo pela Al-Qaeda, por um grupo próximo da Al-Qaeda, por um bando com ligações à Al-Qaeda ou por uma associação que simpatiza com a Al-Qaeda . Os contínuos atentados perpetrados por toda esta malta terrorista, que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza visto chacinarem praticamente só cidadãos muçulmanos...


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Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los.

[...] Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?

segunda-feira, setembro 09, 2013

Laissez-faire, laisser-faiblir, laisser-mourir: Quando muitos britânicos já passaram as portas do inferno – coisa que irá acontecer à esmagadora maioria dos europeus e americanos


No reino da precariedade




14.Agosto.2013

Um milhão de britânicos com contratos «zero horas»

Os contratos «zero horas», que não dão qualquer garantia ao trabalhador, tornaram-se uma prática corrente no Reino Unido, revela um recente estudo de um instituto britânico.

Em algumas empresas do Reino Unido os contratos «zero horas» representam a esmagadora maioria dos vínculos laborais. É o caso da cadeia McDonalds, onde 90 por cento dos trabalhadores (precisamente 82 200 pessoas) estão nestas condições, isto é, tanto podem trabalhar 70 horas por semana como nenhuma, sendo remunerados nessa correspondência.

O empregador não lhes dá qualquer garantia, mas exige-lhes disponibilidade total em função das suas necessidades.

Deste modo, a multinacional do hambúrguer pode dar-se ao luxo de com apenas 1200 trabalhadores efectivos servir diariamente 2,5 milhões de refeições em terras de sua majestade.

A Sports Direct é outra cadeia comercial muito conhecida que mantém 20 mil trabalhadores com contratos «zero horas», ou seja, 90 por cento da mão-de-obra. O mesmo modelo é aplicado nas lojas Boots ou na Subway.

Como explica uma reportagem do jornal espanhol Público.es., não é raro o trabalhador ser convocado de manhã ao serviço e pouco depois ser enviado para casa porque a afluência de clientes ficou abaixo das expectativas.

O assunto tornou-se num tema quente da actualidade britânica depois de o CIPD (Chartered Institute of Personnel and Development), um instituto especializado em recursos humanos, ter publicado, dia 5, um relatório segundo o qual o universo de trabalhadores nestas condições é quatro vezes maior do que os números oficiais indicam.

Assim, enquanto as estatísticas britânicas apontam para a existência de 250 mil «contratos zero», o estudo do CIPD estima que os números reais rondarão um milhão de pessoas.




Um caso de sobre-exploração

Por seu turno, o CIPD, que se baseou num inquérito a mais de mil empregadores, mostra que o recurso a esta modalidade de precariedade absoluta se tornou comum em muitos sectores de actividade.

Os resultados revelam que 19 por cento dos empregadores inquiridos empregaram pelo menos uma pessoa nestas condições.

No chamado sector do voluntariado esta percentagem sobe para 34 por cento, no sector público para 24 por cento e no sector privado em geral fica-se nos 17 por cento.

Na hotelaria, restauração e entretenimento, 48 por cento dos empregadores admitiram recorrer aos «contratos zero», na educação, 25 por cento, e na saúde, 27 por cento.

É ainda significativo que 25 por cento das empresas com mais de 250 trabalhadores utilizem este tipo de contratos, enquanto o mesmo sucede em apenas 11 por cento das pequenas empresas.

A maioria dos empregadores (54%), que reconhecem utilizar este tipo de contratos, afirmam que eles representam pouco mais de dez por cento do total de trabalhadores, sendo que a percentagem média é de 16 por cento.

Com base nestas respostas, o CIPD estima que entre três a quatro por cento dos empregados cobertos pelo inquérito têm contratos «zero horas», o que equivale a um milhão de trabalhadores em todo o Reino Unido.

Além disso, as informações fornecidas por 148 trabalhadores com este tipo de contratos mostram que 14 por cento dos patrões frequente ou muito frequentemente não lhes oferecem o número de horas suficiente para manterem padrões básicos de vida.

Por outro lado, 38 por cento dos trabalhadores consideram que têm um emprego a tempo inteiro, trabalhando 30 ou mais horas por semana.

A verdade é que os contratos «zero horas» estão muito longe de servirem apenas estudantes ou pessoas que desejam trabalhar algumas horas por semana, finalidade para que teriam sido criados.

Segundo o sindicato Unison, a grande maioria destes trabalhadores sujeita-se a estes contratos, sem quaisquer benefícios, como direito a férias, cobertura em caso de doença, seguro de saúde ou indemnização por despedimento, apenas porque não tem outra opção.

quarta-feira, agosto 28, 2013

Deus é que não esteve com mais aquelas: irritado com a «Crise Financeira» fabricada pelo Monopólio Bancário Internacional, pegou em António Borges, pespegou-lhe um cancro no pâncreas e despachou-o para o Inferno enquanto o Diabo esfregava um olho



António Borges (à esquerda na imagem) foi Vice-Governador do Banco de Portugal, Vice-Presidente do Banco Goldman Sachs em Londres, que o diário francês Le Monde acusou de possuir uma rede de influência transversal, "tanto subterrânea, como pública", que lhe confere "poder de governo mundial", Borges foi também director do Departamento Europeu do FMI e, ultimamente, consultor do Governo Português, onde foi uma peça-chave na defesa do programa de austeridade e um principais responsáveis pela miséria que assola atualmente o nosso país.

Pois Borges finou-se há três dias (Domingo - 25-08-2013) - em santa e bendita agonia - por suprema vontade do Senhor que, na Sua infinita sabedoria, achou por bem entregar a alma e o corpo do economista ao Diabo.

E Deus disse: "Borges, em vida, controlaste os homens para servir os teus interesses próprios. Tiraste proveito da confiança que a sociedade depositava em ti. Foste um ladrão a soldo de ladrões, um assassino ao serviço de assassinos, um genocida às ordens de genocidas. Por isso irás arder perpetuamente no Inferno."

E o Senhor continuou: "Serás açoitado por demónios chifrudos e de relho certeiro com chicotadas. Ficarás enterrado de cabeça para baixo num fosso de fezes e esterco e as tuas pernas serão assadas por velas. O teu corpo será mordido por serpentes e será roubado constantemente por serpentes e outros répteis que o atravessam e o desintegram, roubando os teus traços humanos. Estarás eternamente envolto por chamas, oceanos de lava e uma tempestade de raios, e ficarás para todo o sempre coberto de lepra e sarna. Maldito sejas e o Diabo que te carregue!"



António Borges (praticamente irreconhecível e já em terras de Belzebu), chora não ter concluído o programa de ajustamento da Troika e colocado 10 milhões de portugueses na miséria absoluta.

Não obstante os açoites, as chicotadas, as fezes, o esterco, as chamas, a lava, os raios, a lepra e a sarna que agora o torturam incessantemente sob a supervisão do Mafarrico, Borges mostra-nos, mesmo para além da morte, um profissionalismo e uma dedicação a toda a prova. Porque, sempre acreditou, nem Deus, nem o Diabo seriam mais poderosos que os Donos do Dinheiro que toda a vida serviu com avidez.


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Cabe-nos, agora, a nós, cidadãos comuns e mortais, seguir os desígnios do Senhor e, enquanto a engenharia genética não permitir replicar os Seus milagres (por ex: provocar doenças do foro oncológico à distância), utilizar o que temos à mão para dar igual destino aos outros parasitas e assassinos que estão a destruir Portugal e os portugueses.



segunda-feira, agosto 19, 2013

Quando o Monopólio do Poder (Financeiro, Político e Mediático) torna as manifestações pacíficas absolutamente inúteis e a violência cidadã imperativa


Um cidadão desempregado e desesperado, mas ciente do colossal roubo que «esta democracia» lhe faz, aponta consciente e criteriosamente a um banqueiro rapina, a um político corrupto, a um legislador venal ou a um comentador mediático a soldo.






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A forma como as Crises Financeiras e Económicas, o Desemprego, a Miséria, a Fome e a Morte, são deliberadamente criadas pela Banca e os seus lacaios de todos os ofícios:



Sheldon Emry:

Nos Estados Unidos da América em 1930, nenhuma guerra destruiu as cidades do interior, nenhuma epidemia dizimou, nem nenhuma fome se aproximou do campo. Só faltava uma coisa: uma adequada disponibilidade de moeda para negociar e para o comércio.

No princípio dos anos 30 do século XX, os banqueiros, a única fonte de dinheiro novo e crédito [que criam a partir do nada], recusaram deliberadamente empréstimos às indústrias, às lojas e às propriedades rurais. Contudo, eram exigidos os pagamentos dos empréstimos existentes, e o dinheiro desapareceu rapidamente de circulação. As mercadorias estavam disponíveis para serem transaccionadas, os empregos à espera para serem criados, mas a falta de dinheiro paralisou a nação.

Com este simples estratagema a América foi colocada em "depressão" [hoje, chamada Crise Financeira] e os banqueiros apropriaram-se de centenas e centenas de propriedades rurais, casas e propriedades comerciais. Foi dito às pessoas, "os tempos estão difíceis" e "o dinheiro é pouco". Não compreendendo o sistema, as pessoas foram cruelmente despedidas dos seus empregos e roubadas dos seus ganhos, das suas poupanças e das suas propriedades.


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A comprovadíssima inutilidade das manifestações pacíficas




Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada" ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Nada mais falso.


A violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar

Um povo que se revolta de forma sangrenta contra a Máfia do Dinheiro, coadjuvada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, e cujos roubos financeiros descomunais destroem famílias, empresas e o país inteiro, esse povo está a utilizar a violência de uma forma justa para se libertar.

Um pai que pegue num taco para dispersar à paulada um grupo de rufias que está a espancar o seu filho, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Uma mulher que crave uma faca na barriga de um energúmeno que a está a tentar violar, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e lhe degolou a mulher, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;

Um povo que se revolta de forma sangrenta contra a Máfia do Dinheiro, coadjuvada por políticos corruptos, legisladores venais, comentadores a soldo, e cujos roubos financeiros descomunais destroem famílias, empresas e o país inteiro, esse povo está a utilizar a violência de uma forma justa.


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Grupos ad hoc de cidadãos profundamente indignados, corajosos, bem informados e com elevada consciência social, terão de caçar paulatinamente os criminosos que estão a conduzir o país ao actual holocausto social e económico, apanhando-os um a um, desprevenidos e indefesos, seja no café, no emprego, no jogging, no barbeiro, no automóvel ou onde quer que se encontrem, e justiçá-los à medida das suas responsabilidades.

Caçar paulatinamente os ladrões do povo, apanhando-os um a um e justiçá-los...

Os criminosos são a máfia financeira, os donos e administradores de empresas que parasitam o Estado, os políticos corruptos, os legisladores a soldo, os propagandistas venais, etc. A limpeza metódica desta cáfila (que o receio tornará difícil revezar), fará inevitavelmente desabar a pirâmide que detém o poder.

A sociedade está hoje instantaneamente ligada entre si pelas actuais tecnologias de informação e telecomunicações - Internet e telemóveis. É actualmente possível a troca rápida de informação entre muitos milhares de cidadãos sob as mais variadas formas - redes sociais, blogues, e-mails, texto, voz, fotos e vídeos.

As populações, recorrendo a estas novas tecnologias e podendo comunicar mais rápida e directamente uns com os outros, têm a capacidade de registar a teia de ligações, de influências e as agendas dos ladrões que os estão a conduzir à ruína, bem como montar um sistema de vigilância que lhes monitorize os passos e os localize em tempo real.


Confrontos, como os que têm acontecido até agora, entre multidões de manifestantes por um lado e grupos de polícias e militares (também eles vítimas) por outro, são contraproducentes e nada resolvem, deixando os criminosos a sorrir com as rédeas do poder firmemente nas mãos.

segunda-feira, agosto 12, 2013

Até mesmo um mentecapto como o Nicolau Santos, director-adjunto do semanário Expresso e co-apresentador de Expresso da Meia-Noite na SIC Notícias, já percebeu que os políticos são uma máfia a soldo de uma Banca assassina




O caso BPN continua a queimar as mãos de muita gente. Tanto que, quando alguém que esteve ligado ao banco vai para um lugar público e tem de divulgar o seu curriculum, elimina cuidadosamente essa atividade do seu passado.

Foi isto que fez Rui Machete, foi isto que fez Franquelim Alves, passando aos jornalistas um atestado de incompetência e aos cidadãos um atestado de estupidez.

Não está em causa a compra ou venda de ações de uma instituição bancária. Mas está em causa saber 1) se toda a gente podia comprar ações do BPN; 2) se toda a gente que comprou as viu recompradas pelo dobro ou pelo triplo do seu valor original; 3) se esses ganhos assentavam na atividade normal do banco.

Ora para quem não se lembra, o BPN não estava cotado em bolsa. Por isso, só comprava ações do banco quem a administração convidava para tal. Foi assim com Cavaco Silva, que comprou e vendeu ações do BPN tratando diretamente do assunto com o presidente da instituição, Oliveira Costa.

Depois, a compra de ações de ações pelo banco por valores muito superiores aos que as tinha vendido não resultava do livre funcionamento do mercado - mas de uma decisão da administração e, em particular, de Oliveira Costa.

Quer isto dizer que o presidente do BPN beneficiou quem quis - e beneficiou seguramente os seus amigos. Não por acaso, todos (ou a esmagadora maioria) os beneficiados com a venda de ações altamente valorizadas ou com vultuosos empréstimos não reembolsados são membros ou simpatizantes do PSD. E suponho que não é preciso dizer os nomes.

Por isso, se tudo fosse tão normal e transparente, Rui Machete não teria eliminado do seu curriculum as funções que ocupou no BPN. Por isso, também não devia ter dito que isto revelava a podridão da sociedade portuguesa.

É que se este caso revela alguma coisa é a podridão com que altas figuras do PSD ligadas ao Estado ganharam muito dinheiro com um banco fantasma que era liderado por uma grupo de malfeitores.

E é esse dinheiro fácil que está agora a ser pago, com língua de palmo, por todos os contribuintes. Mais de 4 mil milhões de euros dos nossos impostos servem para pagar as mais-valias e os empréstimos não reembolsados que o BPN concedeu.

Por isso, seria de muito bom tom que todos os que lucraram com o BPN se calassem e que não nos tentassem convencer que tudo foi limpo e transparente no dinheiro que ganharam. É que, como de costume, os senhores privatizaram os lucros. E deixaram para os contribuintes a socialização dos imensos prejuízos. Haja vergonha!

sábado, agosto 03, 2013

Aos desgraçados dos judeus, se algo de mau lhes acontece, é sempre aos seis milhões de cada vez. É uma fatalidade numérica difícil de entender…



As Seis pontas da Estrela de David ou Hexagrama na bandeira de Israel


(Wikipedia) - O Holocausto é o termo geralmente usado para descrever o genocídio de aproximadamente Seis Milhões de Judeus Europeus durante a Segunda Guerra Mundial, como parte de um programa de extermínio deliberado planeado e executado pelo regime Nazi na Alemanha liderada por Adolf Hitler.

Curiosamente, em 1939-1945, não foi a primeira vez na História que Seis Milhões de Judeus foram molestados (neste caso, exterminados pelos Nazis).

Já em 1919, um ano depois de terminada a Primeira Guerra Mundial, Seis Milhões de Judeus estiveram condenados a morrer à fome numa Europa hostil [Revista: "The American Hebrew"].

E mesmo mesmo dezassete anos antes, em 1902, Seis Milhões de Judeus estiveram a ser sistematicamente humilhados na Rússia e na Roménia [Enciclopédia Britânica].


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Na Revista «American Hebrew» de 31 de Outubro de 1919, surgiu um artigo entitulado "A Crucificação dos Judeus Tem de Parar!" [The Crucifixion of Jews Must Stop!], escrito por Martin H Glynn, ex-governador do Estado de Nova Iorque.

O artigo foi publicado um ano depois de terminada a Primeira Guerra Mundial, aproximadamente 20 anos antes do rebentar da Segunda Guerra Mundial. O artigo refere por sete vezes o número 'Seis Milhões de Judeus'.


(Clicar nas imagens para aumentar)



Artigo no "The American Hebrew" (1919) - páginas 582 e 601

A Crucificação dos Judeus Tem de Parar!


Do outro lado do mar Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres pedem a nossa ajuda, e oitocentas mil criancinhas choram por pão.

Estas crianças, estes homens e mulheres são os nossos companheiros da família humana, com a mesma reivindicação à vida, a mesma susceptibilidade ao frio do Inverno, a mesma propensão para morrer perante as garras da fome. Dentro deles residem as ilimitadas possibilidades para o progresso da raça humana como residiriam naturalmente em Seis Milhões [Judeus] de seres humanos. Não devemos ser os seus protectores mas temos de ser o seu socorro.

Em face da morte, na tortura da fome não há lugar para distinções mentais ou credos, não existe lugar para diferenciações raciais. Nesta catástrofe, quando Seis Milhões [Judeus] de seres humanos estão a caminhar rapidamente para a sepultura por um destino cruel e inflexível, só a mais idealista persuasão da natureza humana pode influenciar o coração e mover a mão.

Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres estão a morrer de carência das coisas mais básicas da vida; oitocentas mil crianças choram por pão. E este destino impende sobre eles embora não tenham culpa disso, embora não tenham transgredido as leis de Deus ou do homem, mas por causa da terrível tirania da guerra e um fanático desejo de sangue Judeu.

Neste ameaçador holocausto de vida humana, são esquecidos os preciosismos das distinções filosóficas, são esquecidas as diferenças da interpretação histórica, e a determinação para ajudar os sem ajuda, dar abrigo aos sem-abrigo, vestir os nus e alimentar os que têm fome torna-se numa religião em cujo altar homens de todas as raças podem rezar e mulheres de todos os credos podem ajoelhar-se. Perante esta calamidade, as modas temporais dos homens desmoronam-se perante as eternas verdades da vida, e acordamos para o facto de que todos somos uma criação de Deus e que todos nos encontraremos perante o tribunal de Deus no dia do juízo final. E quando chegar o dia do juízo final uma mera oração não valerá um tostão; mas obras, simples obras intangíveis, obras que secam as lágrimas do sofrimento e aliviam a dor da aflição, obras que no espírito do Bom Samaritano derramam óleo e vinho nas feridas e encontram alimento e abrigo para os que sofrem e para os aflitos, terão mais peso que todas as estrelas no céu, toda a água dos mares, todas as pedras e metais nos astros que giram no firmamento à nossa volta.

A raça é uma questão de acaso; o credo, é em parte uma questão de herança, em parte uma questão de ambiente, em parte uma questão de raciocínio; mas as nossas necessidades físicas e corporais estão implantadas em todos nós pelas mãos de Deus, e o homem ou a mulher que podem, e se recusam, a ouvir o grito da fome; que podem, e se negam, a prestar atenção aos lamentos dos que morrem; os que podem, e não fazem, estender uma mão amiga àqueles que se afundam sob as ondas da adversidade é um assassino de instintivos mais selvagens, um traidor à causa da família humana e um apóstata das leis naturais escritas em todos os corações humanos pelo dedo do próprio Deus.

E assim, no espírito que tornou a oferenda em cobre da pobre viúva em prata, e a prata em ouro quando colocado no altar de Deus, é feito um chamamento ao povo deste país para santificar o seu dinheiro com a dádiva de 35 milhões de dólares em nome da humanidade de Moisés aos Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres famintos.

Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres estão a morrer – oitocentas mil crianças estão a chorar por pão. E porquê?

Por causa de uma guerra para derrubar a Autocracia e dar à Democracia o ceptro dos justos.

E nessa guerra pela democracia 200,000 rapazes judeus dos Estados Unidos combateram sob a bandeira americana. Só na 77ª Divisão havia 14,000 deles, e na floresta de Argonne esta divisão capturou 54 peças de artilharia alemã. Isto mostra quem em Argonne os rapazes judeus dos Estados Unidos combateram pela democracia tal como Joshua lutou contra os Amalequitas nas planícies de Abraão. Num discurso ao denominado "Batalhão Perdido" [Lost Battalion] comandado pelo coronel Whittlesey de Pittsfield, o general de divisão Alexander mostrou de que fibra eram formados estes rapazes judeus. Por qualquer motivo o comando de Whittlesey foi cercado. Tinham poucas rações. Tentaram comunicar com a retaguarda dando conta da sua luta. Tentaram e voltaram a tentar, mas os seus homens nunca conseguiram. A paralisia, a estupefacção e o desespero fizeram-se sentir. E no momento mais difícil e quando tudo parecia perdido, um soldado adiantou-se e disse ao coronel Whittlesey: "Vou tentar furar o cerco." Ele tentou, foi ferido, arrastou-se e rastejou, mas conseguiu passar. Hoje usa a Cruz por Serviços Excepcionais [Distinguished Service Cross] e o seu nome é Abraham Krotoshansky.

Por causa desta guerra pela Democracia Seis Milhões de Judeus, homens e mulheres estão a morrer de fome do outro lado do mar; oitocentos mil bebés Judeus estão a chorar por pão.

Em nome de Abraham Krotoshinsky que salvou o "Lost Battalion," em nome dos outros cento e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove rapazes Judeus que combateram pela Democracia sob a bandeira americana, vocês não dariam cobre, ou prata, ou ouro, para manter a vida nos corações destes homens e destas mulheres; para manter o sangue nos corpos destas crianças?

Na guerra mundial o Judeu ajudou toda a gente excepto o Judeu. "Além" ajudou no acampamento, no conselho e no conflito. "Acolá" ajudou a Cruz Vermelha, a Associação de Jovens Cristãos [Y.M.C.A.], os "Knights of Columbus" [Cavaleiros de Colombo - organização católica], a Maçonaria [the Masons], o Exército de Salvação e toda a gente. Portanto agora é a altura de todos ajudarem o Judeu, e Deus sabe que é agora que ele precisa.

Das trevas desta guerra, todas as outras raças, salvo uma ou duas, teve direito a um raio de sol. Mas entre as trevas circundantes não houve luz para o Judeu "para vós me guiardes". A guerra acabou para todos menos para o Judeu. O punhal ainda está na sua garganta e uma ânsia, velha de um século, irracional e absurda por sangue Judeu abre-lhe as veias. O Judeu na Roménia, Polónia e Ucrânia é feito o bode expiatório da guerra. Desde que o armistício foi assinado, milhares de Judeus na Ucrânia foram oferecidos como sacrifícios vivos a ambições diabólicas e a paixões fanáticas – as suas gargantas cortadas, os seus corpos rasgados membro a membro por bandos assassinos da soldadesca ciumenta. Na cidade de Proskunoff, há poucas semanas atrás, a madrugada viu a porta de cada casa onde vivia um Judeu marcada para um massacre.

Durante quatro dias, do nascer ao pôr do sol, fanáticos utilizaram a navalha como demónios do inferno, parando apenas para comer, ébrios com o sangue das vítimas Judias. Mataram os homens; foram menos misericordiosos com as mulheres. Violaram-nas e depois mataram-nas. De um objectivo a uma loucura, de uma loucura a um hábito, aconteceu esta matança de Judeus, até que em quatro dias as ruas de Proskunoff ficaram vermelhas como sarjetas de um matadouro, até que as suas casas se tornaram na morgue de milhares de seres humanos assassinados cujos feridas abertas gritaram por vingança e cujos olhos ficaram empedernidos com os horrores a que assistiram. Como disse o honorável Simon W. Rosendale, parafraseando apropriadamente o pensamento de Bobby Burns no seu discurso recente, é a velha história da "desumanidade de uns homens para com outros que colocam incontáveis milhares de luto". Assim como aconteceu em Proskunoff, o mesmo aconteceu em centenas de outros lugares. A história sangrenta repete-se ad nauseum. É a mesma história manchada de lágrimas – sempre a velha mancha sobre o brasão da humanidade. Realmente, Byron estava certo quando escreveu:

Tribos dos pés errantes e do peito fatigado
Para que lugar devem fugir para estarem em descanso?
O pombo selvagem tem o seu ninho, a raposa a sua toca,
A humanidade os seus países, Israel apenas a sepultura.

[Tribes of the wandering feet and weary breast
Whither shall ye flee to be at rest?
The wild dove hath her nest, the fox his cave,
Mankind their countries, Israel but the grave
.]

[Ilegível] para um lugar ao sol, e a crucificação dos Judeus tem de parar. Dizemo-lo novamente, a guerra acabou para todos menos para os Judeus. Como Isaac com a faca na garganta, mas ao contrário de Isaac, nenhum poder é capaz de parar o aço da avidez pelo seu sangue. Mas algum poder no mundo tem de se levantar para impedir o extermínio de uma raça digna. Em nome da paz no mundo temos de ter uma Liga das nações por todos os meios; mas pela Humanidade no Mundo, para fazer justiça ao Judeu e a outros povos oprimidos na terra, deixem-nos ter as Tréguas de Deus!


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Enciclopédia Britânica (1902)

Mas já dezassete anos antes da publicação do artigo anterior na revista «The American Hebrew», também na Enciclopédia Britânica, em 1902, eram denunciadas as provações de Seis Milhões de Judeus:

Na página 482 de um artigo sobre Anti-semitismo na 10ª edição da Enciclopédia Britânica (1902) encontram-se as palavras: "Enquanto existem na Rússia e na Roménia Seis Milhões de Judeus que estão a ser sistematicamente humilhados... [While there are in Russia and Rumania six millions of Jews who are being systematically degraded...].

Estas palavras surgem no último parágrafo da coluna da esquerda da imagem seguinte e precedem em 20 anos a referência aos Seis Milhões de Judeus que iam morrendo de fome na Europa, e em 40 anos aos Seis Milhões de Judeus que morreram na Segunda Guerra Mundial vítimas dos nazis:





Enciclopédia Britânica (1902): [While there are in Russia and Rumania six millions of Jews who are being systematically degraded...] "Enquanto existem na Rússia e na Roménia Seis Milhões de Judeus que estão a ser sistematicamente humilhados..."
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