Paulo Fragoso (da RFM)
Um artigo de Paulo Fragoso (a azul e itálico) no Jornal Destak – 29.05.2014:
"O que de mais valioso nos ofereceu o 25 de abril, a liberdade, deu-nos o direito de decidir, por nossa conta e risco, o que fazer, o que dizer, que atitudes ter e que decisões tomar. Sempre dentro do que é "politicamente correto" quando se vive numa sociedade democrática, que tem as suas regras."
"Entendo, por isso, que a grande maioria que não votou, esteja no seu direito. Só não entendo e não aceito, é que muitos dos que não o fizeram, sejam os mesmos que andaram em inúmeras manifestações e, alguns deles, até mesmo à pedrada à porta da assembleia. Sem resultados."
"Quero com isto dizer que o voto é das melhores armas que podemos usar. E é o que resulta. Um direito que o tal 25 de abril nos deu. E que continuamos insistentemente a pôr de lado. Os que não votaram, gabam-se de peito cheio que não o fizeram. É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."
"Entendo, por isso, que a grande maioria que não votou, esteja no seu direito. Só não entendo e não aceito, é que muitos dos que não o fizeram, sejam os mesmos que andaram em inúmeras manifestações e, alguns deles, até mesmo à pedrada à porta da assembleia. Sem resultados."
"Quero com isto dizer que o voto é das melhores armas que podemos usar. E é o que resulta. Um direito que o tal 25 de abril nos deu. E que continuamos insistentemente a pôr de lado. Os que não votaram, gabam-se de peito cheio que não o fizeram. É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."
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A Ditadura do Grande Dinheiro ou
a Partidocracia Representativa (de uns poucos)
a Partidocracia Representativa (de uns poucos)
Caro Fragoso:
A «liberdade» a que você alude, proporcionou-nos simplesmente uma torrente ininterrupta de propaganda intrujona, veiculada através de Medias venais, e exclusivamente a favor do Poder Financeiro. Este, é detentor de um monopólio bancário mundial e cria (a partir do nada) todo o dinheiro que lhe der na gana. Depois, com este "dinheiro" apropria-se da riqueza que as famílias e empresas produzem.
O Poder Financeiro, ao controlar por completo a quantidade do dinheiro em circulação, tornou-se dono de toda a Política, de toda a legislação, e de todas as revistas, jornais, rádios e televisões. Assim, além de trazer as pessoas dependentes pelo capital, o Poder Financeiro, pela voz dos seus Medias, ordena-lhes o que hão-de fazer, o que hão-de pensar, como se hão-de governar, e como hão-de encarar a vida, a privação, a indigência e a morte.
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Mário Soares: [...] «toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, não mais do que meia dúzia de pessoas.»
Fátima Campos Ferreira: «Grupos económicos, é?»
Mário Soares: «Grupos económicos, claro, grupos económicos. Bem, e isso é complicado, porque os jornalistas têm medo. Os jornalistas fazem o que lhes mandam, duma maneira geral. Não quer dizer que não haja muitas excepções e honrosas mas, a verdade é que fazem o que lhes mandam, porque sabem que se não fizerem aquilo que lhe mandam, por uma razão ou por outra, são despedidos, e não têm depois para onde ir.» [...]
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Como podem os políticos representar o povo, se lhes são dados milhões para representar uma elite?
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Mais um cidadão que se afasta da "grande manifestação" e recusa continuar a ouvir as patranhas de um candidato a corrupto - vulgo, «representante democrático»:
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Meia dúzia de canalhas políticos do chamado "Centrão" – PS + PSD + CDS - (a soldo do Grande Dinheiro), têm o desplante de reivindicar que representam Portugal inteiro, quando apenas conseguem recolher os votos de 20% de portugueses ingénuos (isto, mesmo com o apoio massivo de todos os jornais e televisões).
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Quem esteja minimamente atento à catadupa de embustes, falsidades e roubos colossais que as chamadas «Democracias Representativas» cometem contra os povos que dizem representar, já terá percebido que não estamos em presença de um «Sistema Político Democrático» a funcionar em prol das populações, mas de um Sistema Extorsionário exclusivamente às ordens de uma Elite Financeira.
A ilusão da livre escolha entre Esquerda e Direita
na "Democracia Representativa"
na "Democracia Representativa"
Como afirmou Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa»" consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objetivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta..."
Donde, é chegada a hora da Democracia Direta. O indivíduo já não votará em «representantes», mas no objeto do seu interesse: seja a construção de um infantário local, um hospital regional ou uma autoestrada nacional…
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Duas análises frontais
Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:
[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]
"A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA"
Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012
[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]
[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."
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Paulo Fragoso: "É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."
Falamos, falamos, falamos? Não, caro Fragoso! Quando se começa a compreender verdadeiramente que a «democracia representativa» é uma fraude monstruosa e que é necessário derrubá-la o mais rápido possível (para a substituir pela Democracia Direta), parece só restar uma solução: o recurso à violência.
Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada" ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Nada mais falso: a violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar.
Um pai que pegue num taco para dispersar à paulada um grupo de rufias que está a espancar o seu filho, está a utilizar a violência de uma forma justa;
Uma mulher que crave uma faca num energúmeno que a quer violar, está a utilizar a violência de uma forma justa;
Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e lhe degolou a família, está a utilizar a violência de uma forma justa;
Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa;
Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;
Um povo que se revolta de forma sangrenta contra uma Máfia do Dinheiro, coadjuvada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, cujos monstruosos roubos financeiros destroem famílias, empresas e países inteiros, está a utilizar a violência de uma forma justa.
Não estarão reunidas as condições para que cidadãos civis, polícias e militares iniciem a caça à escumalha que nos está atirar a todos para a miséria, o desemprego, a criminalidade e a morte (seja pelo suicídio, pela falta de cuidados médicos, pela fome, etc.)?
As políticas dos sucessivos "governos" deste Centrão – PS + PSD + CDS - têm sido de uma violência inaudita contra milhões de portugueses. E numa situação em que um povo inteiro está sonegado de todas as entidades que o deveriam defender contra a Máfia do Dinheiro, acolitada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de sanguessugas... e não há buracos suficientes para elas se esconderem...

























