segunda-feira, junho 30, 2014

Em seis anos apenas, de 1933 a 1939, Hitler conseguiu levar a cabo um milagre económico na Alemanha. Passos Coelho, em metade do tempo - três anos, levou Portugal à miséria…


Mas, justiça seja feita, enquanto o Reichsführer teve a ajuda maciça de banqueiros judeus para conseguir o fantástico desenvolvimento alemão, Passos Coelho tem tido a ajuda dos mesmos para conduzir Portugal à bancarrota e à desgraça...


Wikipédia:

A 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado Chanceler da Alemanha. Embora inicialmente tenha liderado um governo de coligação, rapidamente eliminou os seus parceiros governamentais. Nos seis anos que se seguiram, de 1933 a 1939, a Alemanha sob o governo do Partido Nazi passou de um país totalmente corrupto e pobre a uma superpotência mundial. Em 1939, Adolf Hitler era o líder mais popular da Europa, senão o maior do mundo, e o desemprego era apenas algo do passado, sendo que as indústrias alemãs eram as melhores e mais fortes do mundo.


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A Europa antes da I Guerra Mundial


O Tratado de Versalhes (tratado de paz entre a Alemanha e as potências aliadas que pôs fim à I Guerra Mundial), foi sequestrado por financeiros judeus internacionais para criar as condições necessárias - económicas, sociais e políticas, que Hitler pudesse mais tarde explorar.

O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que procedesse a reparações de guerra a um certo número de nações da Tríplice Entente (aliança militar entre o Reino Unido, a França e o Império Russo).

Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um certo número de nações fronteiriças, a perda de todas as colónias sobre os oceanos e no continente africano, uma restrição à dimensão do seu exército e o pagamento de uma indemnização pelos prejuízos causados durante a guerra. Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do Nazismo.

No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em 1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 mil milhões de dólares (equivalente hoje a mais de 300 mil milhões de dólares). Os encargos deste pagamento são frequentemente citados como a principal causa do fim da República de Weimar e a subida ao poder de Adolf Hitler, o que inevitavelmente levou à eclosão da Segunda Guerra Mundial apenas 20 anos depois da assinatura do Tratado de Versalhes.


Assinatura do Tratado de Versalhes em Paris

O partido nazi foi criado, financiado e mantido por financeiros judeus internacionais. Montagu Norman, presidente do Banco controlado pelos Rothschild ingleses, e um amigo próximo de Hjalmar Schacht (banqueiro alemão, presidente do Banco Central Alemão e Ministro da Economia do III Reich (1934-1937)). Foi Norman que, pressionado por ele, apoiou o aumento das taxas de juros dos EUA pelo Federal Reserve, que foi o empurrão final que levou ao crash de Wall Street, o New Deal, e Franklin D. Roosevelt. Montagu Norman era o banqueiro central mais influente do mundo na época e suas ações, em conluio com Wall Street, foram cruciais.

Existem provas documentais irrefutáveis de um papel mais profundo de banqueiros e industriais internacionais no financiamento do partido nazi (Volkspartie) nas eleições alemãs de Março de 1933. Um total de três milhões de Reichmarks (marcos alemães) foi subscrito por empresas e empresários de destaque, devidamente "lavado" através de uma conta no Delbrück Schickler Bank, passando depois para as mãos de Rudolf Hess para uso por Hitler e do NSDAP (Partido Nazi). Esta transferência de fundos foi seguida pelo incêndio do Reichstag (parlamento alemão), revogação de direitos constitucionais, e consolidação do poder nazi.

O incêndio do Reichstag foi usado por Hitler como um pretexto para abolir direitos constitucionais. Em breve, algumas semanas depois do financiamento de Hitler aconteceu uma sequência encadeada de grandes eventos: a contribuição financeira de banqueiros e industriais proeminentes para a eleição de 1933, o incêndio do Reichstag, a revogação de direitos constitucionais, e o posterior confisco do poder pelo Partido Nazi.


Incêndio do Reichstag em Berlim (1933)

O maior contribuinte deste financiamento veio da I.G. Farben (conglomerado de empresas que deteve o monopólio quase total da produção química na Alemanha), que se comprometeu com 80 por cento (500 mil marcos) do total. O Director A. Steinke, da BUBIAG (Braunkohlen-u. Brikett-Industrie AG), uma subsidiária da IG Farben, contribuiu pessoalmente com mais de 200.000 marcos. Em resumo, 45 por cento dos fundos para as eleições veio de IG Farben. Se observarmos os diretores da I.G. Farben americana - a subsidiária nos EUA da I.G. Farben – começamos a compreender melhor as raízes do envolvimento de Wall Street com Hitler. A administração I.G. Farben da América continha nessa altura alguns dos nomes de maior prestígio de entre os industriais americanos: Edsel B. Ford da Ford Motor Company, CE Mitchell do Federal Reserve Bank de Nova Iorque, e Walter Teagle, diretor do Federal Reserve Bank de Nova Iorque, a Standard Oil Company de Nova Jersey e a Fundação presidente Franklin D. Roosevelt Geórgia Wram Springs.

Paul M. Warburg, primeiro diretor do Federal Reserve Bank de Nova Iorque e presidente do Banco de Manhattan, foi um diretor da Farben e, na Alemanha, o seu irmão Max Warburg também foi diretor da IG Farben. H. A. Metz de I.G. Farben também foi diretor do Banco dos Warburgs de Manhattan. Finalmente, Carl Bosch de americana I.G. Farben também foi diretor da Ford Motor Company A-G na Alemanha.

Três membros do conselho de administração da American I.G. Farben foram considerados culpados nos Julgamentos de Nuremberga de crimes de guerra: Max Ilgner, F. Ter Meer e Hermann Schmitz. E os conselheiros americanos - Edsel Ford, CE Mitchell, Walter Teagle, e Paul Warburg - não foram colocados em julgamento em Nuremberga, e não foram sequer questionados sobre o seu conhecimento do financiamento de Hitler em 1933.

Uma nota sobre os Warburgs:



Os Warburgs são em número de três. Felix M. Warburg é “o outro” nos Estados Unidos. Ele aparece pouco nos assuntos públicos, embora seja um membro do Comité Judaico Americano e da empresa de Kuhn, Loeb & Company. Foi-lhe concedido uma espécie de grau rabínico honorário de "Haber", que lhe dá direito a ser conhecido como "Haber Rabbi Baruch Ben Moshe." Ele é o único judeu da América, a quem o título foi conferido.

Max Warburg representa a família em sua terra natal (Alemanha). Max Warburg tinha tanto a ver com o poder militar alemão como sua família e seus colegas financeiros na América tinham a ver com o poder militar dos Estados Unidos. Como já foi recontado na imprensa de todo o mundo, o irmão da América e o irmão da Alemanha encontraram-se em Paris como representantes dos respectivos governos na elaboração do Tratado de Paz (da I Grande Guerra). Havia tantos judeus na delegação alemã que esta era conhecida pelo termo "kosher", ou como "a delegação Warburg", e havia tantos judeus na delegação americana que os delegados dos outros países da Europa olharam para o Estados Unidos como um país judeu, que através de um acto inédito de generosidade tinham eleito um não-judeu como seu Presidente.

Sem querer aprofundar mais este engenhoso sistema de cobertura de todos os pontos vitais a partir de um centro, foi dito o suficiente para mostrar como para esta empresa financeira judaica (Kuhn, Loeb & Company ), a as questões políticas, nacionais e internacionais, são quase uma profissão. A família Warburg com uma posição elevada no controlo de países amigos e inimigos. A família Warburg com uma posição elevada nas negociações de paz mundial e nas discussões de uma Liga das Nações. A família Warburg agora aconselhando o mundo a partir de ambos os lados da terra, sobre o que fazer a seguir. Foi, provavelmente, com mais razão do que o público em geral supôs que um jornal de Nova Iorque escreveu durante a Conferência de Paz um artigo intitulado: "Atenção aos Warburgs!"

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Adolf Hitler nomeado Chanceler da Alemanha, 30-01-1933


Uma vez Hitler eleito, a atitude do Banco da Inglaterra e da Reserva Federal (Banco Central norte-americano) em relação à Alemanha transformou-se. Foi oferecido crédito ao regime nazi e depois de os nazis invadiram a Checoslováquia com sucesso; Norman ofereceu £ 6.000.000 de ouro da Checoslováquia a Hitler, ouro que foi depositado em Londres. Isto foi feito com o consentimento do primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain.

Em 11 de Junho de 1934 e, novamente, no mês de Outubro seguinte, Norman e Schacht reuniram-se em segredo em Badenweiler (Alemanha) para conseguir mais empréstimos para Hitler e os nazis. Mas quem estava por detrás de Montagu Norman? A sua família quase tornou o Banco da Inglaterra em sua propriedade pessoal. Um avô, George Warde Norman, foi o regulador do Banco entre 1821-1872 e seu outro avô, Lord Collet, foi governador entre 1887-1889. Montagu Norman passou um período nos Estados Unidos, nos escritórios Brown Brothers (financiados pelos Rothschild - posteriormente Brown Brothers, Harriman,) e fez amizade com a família de W.A. Delano, parentes de Franklin Delano Roosevelt, o presidente dos Estados Unidos no mesmo tempo em que Norman era presidente do Banco da Inglaterra.


Montagu Norman


Este banqueiro todo-poderoso - Montagu Norman - era na verdade um "yes man" [uma marioneta] dos Rothschild, e aqui, mais uma vez, vemos o estratagema da camuflagem a funcionar: a imprensa (quase toda em mãos judaicas) retratou-o como anti-judeu.

terça-feira, junho 24, 2014

A psicopatia genocida de Banqueiros e Políticos está a forçar milhões de empáticos cidadãos a tornarem-se violentos



Milhões de empáticos cidadãos estão a ser forçados a tornarem-se violentos de forma a exterminar cirurgicamente os psicopatas genocidas da Banca e da Política que andam a destruir o país e a encher pornograficamente os bolsos.


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Kevin Dutton


Kevin Dutton diz que James Bond é "um exemplo de um psicopata funcional"


NICOLAU FERREIRA - Jornal Público - 13/06/2014

Entrevista a Kevin Dutton


Um psicopata puro não vê o outro como uma pessoa, mas como uma peça no seu tabuleiro de necessidades. Todos nós podíamos usar uma dose q.b. de características dos psicopatas, defende o psicólogo britânico Kevin Dutton.

O empresário Steve Jobs, o astronauta Neil Armstrong ou o apóstolo São Paulo são apresentados por Kevin Dutton, psicólogo e investigador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, como exemplos de pessoas famosas com características associadas à psicopatia. O Que Podemos Aprender com Os Psicopatas, livro editado agora pela Lua de Papel em que o investigador defende que alguns traços da personalidade dos psicopatas, podem ser uma mais-valia para todos nós.

Implacabilidade, charme, concentração, resistência mental, ausência de medo, atenção plena e capacidade de agir são traços dos psicopatas, mas que também nos tornariam heróis na mesa de cirurgia ou numa acção militar de resgate. É só preciso não deixar para trás a empatia.


Por que é que começou a estudar os psicopatas?

Há uma razão pessoal e uma científica. O meu pai era psicopata. Não era um homem violento, era um comerciante, extremamente sedutor e carismático, calmo, nunca perdia a cabeça, não tinha medo de nada. […]

Há também uma razão científica: quando comecei a fazer investigação na psicopatia queria acabar com o mito de que ser um psicopata é uma coisa puramente má. Se um marciano chegar à Terra e for trabalhar para um hospital onde só trata das pessoas com problemas relacionados com o Sol, cancro de pele, escaldões, vai pensar que o Sol é mau e que é preciso tapar o Sol. Mas sabemos que o Sol não é mau, excepto se ficarmos expostos a grandes doses, mas em pequenas doses fazem-nos bem. O meu argumento é o mesmo. Se ficarmos completamente expostos à psicopatia, apanharemos um cancro da personalidade, mas em menores doses pode ser benéfico, a personalidade fica bronzeada.


E por que é que há um fascínio pelos psicopatas?

Quando pergunto às pessoas “se o pudesse transformar num psicopata durante meia hora, e ao fim desse tempo tudo ficasse outra vez normal, não haveria nem repercussões morais ou legais, o que faria?”, há duas respostas. Um grupo diz que encontraria as pessoas que lhe andaram a fazer mal ao longo de anos, e vingava-se delas. O outro diz que procuraria a pessoa que tinha amado a quem nunca tinha tido tomates para dizer isso e, finalmente, dizia-lho.

A chave da questão é não haver consequências. Os psicopatas são assim. […] Os psicopatas estão-se nas tintas sobre o que as outras pessoas pensam deles. […] Isto torna os psicopatas fascinantes. Por um lado, são muito perigosos, e temos um fascínio pelo perigo e pela morte. Os psicopatas dos assassínios em série, são a morte na sua forma mais implacável, têm aqueles olhos desprovidos de emoção, aquela lógica inexorável. Mas acho que nós, secretamente, também queremos ser assim, mas não temos coragem. Temos medo das consequências.




O que podemos aprender com eles?

Os psicopatas não procrastinam (não adiam, não protelam). Se querem fazer uma coisa, fazem-na logo. Um dos maiores problemas no negócio e em qualquer aspecto da vida é que muitas vezes adiamos as coisas. Os psicopatas nunca adiam. Estão muito virados para a recompensa. Se querem alguma coisa, vão atrás dela. Muitos de nós têm medo da rejeição, de falhar. Se há um preço a pagar por algo, os psicopatas não vêm o lado negativo, atiram-se ao positivo. […]


Termina-se o seu livro e não há uma resposta que diga o que faz com que um psicopata mate pessoas. Qual a razão de haver um pequeno grupo de pessoas psicopatas que saem para a rua e disparam contra outros?

Há duas outras características que devem entrar na mistura da psicopatia: a inteligência e a agressividade. Um psicopata com um mau início de vida em termos sociais, pouco inteligente e naturalmente violento não é uma boa combinação. É provável que acabe por ser um bandido de baixo nível ou pertencer a um gangue criminoso. Em ambos os casos vai acabar na prisão. Se retirar a violência da equação, poderá ser um ladrão, um vigarista menor, um traficante de droga ou um proxeneta. De qualquer maneira, vai acabar também na prisão. Mas se não é naturalmente violento, tem um bom início de vida e é inteligente, então é mais provável que venha a ser o melhor nos mercados financeiros. O mais interessante é que se for um psicopata inteligente e violento, então pode acabar nas forças especiais ou ser o cabecilha de uma rede criminosa.

Há também a impulsividade, a incapacidade de adiar a gratificação, que se correlaciona com a inteligência. Quanto mais inteligente for, menos impulsivo tenderá a ser.


Mas se não é naturalmente violento, tem um bom início de vida e é inteligente, então é mais provável que venha a ser o melhor nos mercados financeiros.


Então a violência é outro campeonato?

Sim. A violência não vem necessariamente com a psicopatia. Lidei com muitos psicopatas vigaristas que não eram violentos, mas seriam impiedosos a tirar todo o seu dinheiro e deixá-lo sem nada, destruiriam a sua vida sem um lampejo de consciência:


Psicopatas vigaristas que seriam impediosos a tirar todo o seu dinheiro e a deixá-lo sem nada, destruiriam a sua vida sem um lampejo de consciência.


E em relação à empatia: Desmond Tutu, o activista sul-africano, disse que “uma pessoa só é uma pessoa se reconhecer os outros como pessoas”. Os psicopatas reconhecem os outros como pessoas?

Os psicopatas puros, não. Não teriam nenhuma empatia. E as outras pessoas são apenas peças de xadrez com que eles jogam.

Mas é aqui que as coisas complicam. Entrevistei neurocirurgiões de topo e um deles disse-me: “Imagine que tem os meios para ser um cirurgião de topo. Tem a visualização do espaço necessária para isso, tem a mão, a destreza, o conhecimento médico. Mas falta-lhe a capacidade para se desligar emocionalmente da pessoa que está a operar, então não vai conseguir operá-la.” A empatia, como Desmond Tutu disse, é muito importante, mas não é sempre importante.


No livro entrevista um cirurgião que diz ter aprendido a deixar de parte a empatia na sala de cirurgia. Mas isso é um treino, não é aprender a ser psicopata.

Sim, chama-se regulação emocional. O argumento do livro é que se pensarmos em traços psicopatas — como ser-se impiedoso, não se ter medo, ter concentração, calma quando se está sob pressão, carisma, charme, e claro a falta de empatia e a falta de consciência —, estes traços não são preto ou branco. Estão dentro de um espectro e não há uma mistura certa destes traços que seja definitiva e correcta. Depende do contexto, da combinação e do grau de cada traço. Algumas profissões vão exigir que alguns botões estejam mais acima da média: a cirurgia, a advocacia, ser-se militar ou empresário. Não estou a dizer a toda a gente para se tornar psicopata, senão a sociedade desintegrar-se-ia. O que digo é que às vezes estas características são boas.


No livro, os psicopatas aparecem como uma invenção tardia da natureza, quando nos tornámos gregários e começámos a viver em comunidade.

[…] Houve sempre uma necessidade nas sociedades para pessoas impiedosas e sem medo, como os caçadores. Ou pessoas que são charmosas e carismáticas. Ou que são boas a dizerem mentiras, como os espiões. O representante de tudo isto é James Bond, ele é um exemplo brilhante de um psicopata funcional: impiedoso, não tem problemas em matar, em trair pessoas, não tem medo, é calmo sobre pressão. Conheço pessoas que são uma cópia do James Bond.




As pessoas estão mesmo a tornar-se mais psicopatas?

A teoria dos jogos mostra que uma sociedade só com psicopatas vai desmoronar-se, porque eles vão matar-se uns aos outros. Quando se chega a um rácio crítico, as pessoas que não são psicopatas começam a prosperar, porque interagem entre si e isolam os psicopatas. Nessa altura, deixa de ser vantajoso ser um psicopata criminoso. Por isso, nunca iremos ter uma sociedade de psicopatas. Mas sempre que temos uma sociedade apoiada em pessoas boas e de confiança haverá alguns que funcionam contra o sistema.


“As sociedades sempre precisaram de pessoas impiedosas, charmosas e que mentem”

sexta-feira, junho 20, 2014

Paulo Fragoso - um jornalista da RFM que pouco deve à inteligência



Paulo Fragoso (da RFM)


Um artigo de Paulo Fragoso (a azul e itálico) no Jornal Destak – 29.05.2014:

"O que de mais valioso nos ofereceu o 25 de abril, a liberdade, deu-nos o direito de decidir, por nossa conta e risco, o que fazer, o que dizer, que atitudes ter e que decisões tomar. Sempre dentro do que é "politicamente correto" quando se vive numa sociedade democrática, que tem as suas regras."

"Entendo, por isso, que a grande maioria que não votou, esteja no seu direito. Só não entendo e não aceito, é que muitos dos que não o fizeram, sejam os mesmos que andaram em inúmeras manifestações e, alguns deles, até mesmo à pedrada à porta da assembleia. Sem resultados."

"Quero com isto dizer que o voto é das melhores armas que podemos usar. E é o que resulta. Um direito que o tal 25 de abril nos deu. E que continuamos insistentemente a pôr de lado. Os que não votaram, gabam-se de peito cheio que não o fizeram. É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."



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A Ditadura do Grande Dinheiro ou
a Partidocracia Representativa (de uns poucos)


Caro Fragoso:

A «liberdade» a que você alude, proporcionou-nos simplesmente uma torrente ininterrupta de propaganda intrujona, veiculada através de Medias venais, e exclusivamente a favor do Poder Financeiro. Este, é detentor de um monopólio bancário mundial e cria (a partir do nada) todo o dinheiro que lhe der na gana. Depois, com este "dinheiro" apropria-se da riqueza que as famílias e empresas produzem.

O Poder Financeiro, ao controlar por completo a quantidade do dinheiro em circulação, tornou-se dono de toda a Política, de toda a legislação, e de todas as revistas, jornais, rádios e televisões. Assim, além de trazer as pessoas dependentes pelo capital, o Poder Financeiro, pela voz dos seus Medias, ordena-lhes o que hão-de fazer, o que hão-de pensar, como se hão-de governar, e como hão-de encarar a vida, a privação, a indigência e a morte.


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Mário Soares (numa das raras ocasiões em que a voz lhe fugiu para a verdade) fala acerca da "independência" dos Media no Programa "Prós e Contras" [27.04.2009]:

Mário Soares: [...] «toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, não mais do que meia dúzia de pessoas.»

Fátima Campos Ferreira: «Grupos económicos, é

Mário Soares: «Grupos económicos, claro, grupos económicos. Bem, e isso é complicado, porque os jornalistas têm medo. Os jornalistas fazem o que lhes mandam, duma maneira geral. Não quer dizer que não haja muitas excepções e honrosas mas, a verdade é que fazem o que lhes mandam, porque sabem que se não fizerem aquilo que lhe mandam, por uma razão ou por outra, são despedidos, e não têm depois para onde ir.» [...]


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Como podem os políticos representar o povo, se lhes são dados milhões para representar uma elite?



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Mais um cidadão que se afasta da "grande manifestação" e recusa continuar a ouvir as patranhas de um candidato a corrupto - vulgo, «representante democrático»:



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Meia dúzia de canalhas políticos do chamado "Centrão" – PS + PSD + CDS - (a soldo do Grande Dinheiro), têm o desplante de reivindicar que representam Portugal inteiro, quando apenas conseguem recolher os votos de 20% de portugueses ingénuos (isto, mesmo com o apoio massivo de todos os jornais e televisões).





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Quem esteja minimamente atento à catadupa de embustes, falsidades e roubos colossais que as chamadas «Democracias Representativas» cometem contra os povos que dizem representar, já terá percebido que não estamos em presença de um «Sistema Político Democrático» a funcionar em prol das populações, mas de um Sistema Extorsionário exclusivamente às ordens de uma Elite Financeira.


A ilusão da livre escolha entre Esquerda e Direita
na "Democracia Representativa"


Como afirmou Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa»" consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objetivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta..."

Donde, é chegada a hora da Democracia Direta. O indivíduo já não votará em «representantes», mas no objeto do seu interesse: seja a construção de um infantário local, um hospital regional ou uma autoestrada nacional…



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Duas análises frontais


Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]


"A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA"




Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."



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Paulo Fragoso: "É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."


Falamos, falamos, falamos? Não, caro Fragoso! Quando se começa a compreender verdadeiramente que a «democracia representativa» é uma fraude monstruosa e que é necessário derrubá-la o mais rápido possível (para a substituir pela Democracia Direta), parece só restar uma solução: o recurso à violência.

Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada" ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Nada mais falso: a violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar.




Um pai que pegue num taco para dispersar à paulada um grupo de rufias que está a espancar o seu filho, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Uma mulher que crave uma faca num energúmeno que a quer violar, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e lhe degolou a família, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;

Um povo que se revolta de forma sangrenta contra uma Máfia do Dinheiro, coadjuvada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, cujos monstruosos roubos financeiros destroem famílias, empresas e países inteiros, está a utilizar a violência de uma forma justa.

Não estarão reunidas as condições para que cidadãos civis, polícias e militares iniciem a caça à escumalha que nos está atirar a todos para a miséria, o desemprego, a criminalidade e a morte (seja pelo suicídio, pela falta de cuidados médicos, pela fome, etc.)?

As políticas dos sucessivos "governos" deste Centrão – PS + PSD + CDS - têm sido de uma violência inaudita contra milhões de portugueses. E numa situação em que um povo inteiro está sonegado de todas as entidades que o deveriam defender contra a Máfia do Dinheiro, acolitada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de sanguessugas... e não há buracos suficientes para elas se esconderem...

terça-feira, junho 17, 2014

Essa fraude imensa chamada Austeridade



Como podem os políticos representar o povo, se lhes são dados milhões para representar uma elite?


Texto de Caoimhghin Ó Croidheáin

Global Research, Fevereiro 08, 2013


A austeridade é uma farsa. Dívida é a economia dos "pequenos". Se são as pessoas que produzem a riqueza, então por que é que elas são sempre pobres e / ou pessoas a pagar dívidas? Porque as pessoas ricas, nacionais e estrangeiros, emprestam-nos o dinheiro (com juros) que retiraram à sociedade, sob a forma de lucros, para preencher o buraco que eles criaram. Desta forma, somos triplamente explorados:

1 - Somos tributados sobre os salários;

2 - Somos alienados (roubados) da riqueza criada (lucros);

3 - Pagamos juros sobre o dinheiro pedido emprestado pelos ricos para pagar o capital e as despesas correntes necessárias para a subsistência da sociedade.


Quando existe uma crise económica causada por essa drenagem constante da riqueza da economia, os "especialistas" debatem a melhor maneira de impor cortes para nos trazer de volta para "o caminho para a recuperação". Isto até seria engraçado se tantas pessoas não fossem apanhadas pelo mar do desemprego e por uma vida de subsistência. Além disso, qualquer rejeição dessa "Dívida" não é tolerada pelas elites que supervisionam os “reembolsos da Dívida” pelos "pequenos".

Se uma forma de pagamento de uma dívida (notas promissórias) é vista como desonesta e provavelmente insustentável (devido à lei ou oposição pública), então é criada legislação à pressa para converter a "Dívida" numa forma mais aceitável aos olhos do povo - títulos do tesouro. Esta era a situação esta semana (8/2/2013) em Dublin. Como é que isto aconteceu?

"Em 2010, dois bancos, na altura, o Anglo Irish Bank e o Irish Nationwide (agora Irish Bank Resolution Corporation ou IBRC), tiveram necessidade de receber do Estado cerca de 30 mil milhões de Euros por causa de seu “estado periclitante, na sequência do colapso do mercado imobiliário.”



Eu sou irlandês, não Anglo-Irlandês.
A dívida do banco não é um problema meu.

O ministro das Finanças, Brian Lenihan passou uma nota promissória ao IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) - dizendo basicamente "Devemos-lhe € 31 mil milhões de euros" - que o banco usou como garantia para pedir esse dinheiro emprestado ao fundo de emergência de assistência de liquidez ao Banco Central da Irlanda (ELA). Segundo esse acordo, o Estado concordou em pagar € 3.06 centenas de milhões de euros (€ 306.000.000) todos os anos ao IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) até 2023, seguido de pagamentos menores até completar o pagamento do capital emprestado mais os juros.

Como Stephen Donnelly, que foi veementemente contrário às notas promissórias, salienta: "[Isso] iria entrar certamente em conflito com duas directivas europeias: Que nenhum banco europeu poderia falhar e que as perdas potenciais e perda de lucros dos grandes investidores jamais seria pago integralmente pelo público ".

Uma das hipóteses colocadas na mesa pela Irlanda foi trocar as notas promissórias por um título do tesouro a longo prazo - possivelmente proveniente do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) - com os pagamentos distribuídos por 40 anos. O que é que se pretendia com tudo isto? Bem o primeiro-ministro da República da Irlanda - Enda Kenny – explica provavelmente melhor quando recentemente afirmou que seria como trocar um "gravíssimo saque a descoberto (ordem de pagamento de valor maior que o existente numa determinada conta) por uma hipoteca a longo prazo com juros baixos.



Enda Kenny: Eu sei como é estar desempregado.
Durante anos não fiz a ponta de um chavo.

A aterradora expectativa do BCE (Banco Central Europeu) seria a perda do controlo sobre a oferta de dinheiro e o efeito de arrastamento que isto iria ter nos mercados se cada governo da UE fizesse o mesmo. Portanto, de um dia para o outro, foi aprovada em Dublin uma legislação para passar notas promissórias para títulos do tesouro, para encerrar o IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) e colocar os pagamentos numa base mais estável, mais "normalizada". O primeiro-ministro Enda Kenny explicou no parlamento:

A parte principal do pagamento sobre esses títulos será feita em 25 anos (até 2038), com o resto a ser pago até 2053. O prazo médio desses títulos do tesouro será de 34 anos em vez dos normais 7 – 8 anos das notas promissórias.” A taxa de juro média desses títulos do tesouro será de 3 por cento, comparada com os 8 por cento das notas promissórias.”

Claro que os filhos e os netos dos "pequenos" podem pagar a "Dívida" em vez de nós! Isto foi confirmado pelo ministro das Finanças Michael Noonan, que disse que o acordo sobre a Dívida bancária garantida pelo Governo "alivia a carga distribuindo-a por todos" (exceto os seus filhos desavisados).

O Anglo Irish Bank: não apenas o nosso porta-voz da campanha da Dívida, Andy Storey, descreveu a Dívida como "ilegítima – como se arranjou dinheiro para pagar aos especuladores que apostaram o seu dinheiro num banco desonesto, agora sob investigação criminal, e que a Dívida não é das pessoas comuns e não deve em nenhuma circunstância ser reclassificada como "soberana". Afirmou igualmente que apressar hoje "legislação de emergência através do parlamento e do senado nessa base, seria "desonesto e antidemocrático - em vez de haver um debate adequado e informado sobre este assunto extremamente sério, o governo corta a direito através de legislação que levará as pessoas que vivem na Irlanda a assumir a responsabilidade formal do pagamento de dívidas que não são suas"."

Como se isso não fosse suficientemente cruel, o Eurostat, a agência de dados da Comissão Europeia, calculou o custo da crise bancária em cada país da UE e de acordo com Michael Taft, a Irlanda ficou quase a par da Alemanha no sombrio título de gastar mais com a crise bancária. € 41 mil milhões de euros até agora, de acordo com os dados da contabilidade do Eurostat (este número não leva em conta os milhares de milhões enterrados nos bancos pelo nosso Fundo Nacional de Reserva de Pensões, não sendo estes contados como um "custo" para o orçamento do Governo Geral). [...] A crise bancária europeia até o momento custou a cada indivíduo na Irlanda quase 9.000 €. A média em toda a UE é de € 192 por habitante. [...] O povo irlandês pagou 42 por cento do custo total da crise bancária europeia. "

Não é por acaso que Angela Merkel declarou que a Irlanda era um "caso especial" para um acordo da Dívida bancária. Revisando a famosa frase de Churchill - "Nunca tão poucos roubaram tanto a tanta gente ".


terça-feira, junho 03, 2014

Portugal a caminho da Democracia Direta


Na imagem abaixo, mais um cidadão a mandar às malvas as aldrabices de um putativo candidato a «representante democrático»:



Quando meia dúzia de canalhas, a soldo do Grande Dinheiro, afirma representar Portugal inteiro e, mesmo, com todos os jornais e televisões a torcer por eles, recolhem apenas os votos de 9% de portugueses (os que, ao fim de décadas de mentiras, ainda acreditam em estórias da carochinha).




Dentro de alguns anos, a Abstenção vai cerrar os dentes e esmagar firme e decididamente a «Partidocracia Representativa», dando lugar à Democracia Direta:



Quem esteja minimamente atento à catadupa de embustes, contradições e roubos colossais que as «Democracias Representativas» cometem contra os povos que dizem representar, já terá percebido que não estamos em presença de um «Sistema Político» a funcionar em prol das populações, mas de um Sistema Extorsionário exclusivamente às ordens de uma Elite Financeira.

Esta Elite Financeira, que, como diria Eça – é dona de toda a Banca, de toda a Política e de todos os jornais e telejornais, não só traz o povo dependente pelo capital como, injúria suprema, pela voz dos seus Media, ordena-lhe o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar, e como há-de viver e morrer.

As «Democracias Representativas» - filhas diretas das ditaduras – foram congeminadas para lidar com uma população mais letrada. Repetem até à exaustão o slogan da «liberdade» - «liberdade de escolha», «liberdade de opinião», «liberdade de ação», etc. No entanto, toda essa «liberdade» tem sido ditada e conduzida pelas redações dos jornais e televisões (até ao atual advento da Internet).

Como afirmou Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa» "consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objetivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta..."

Pois bem, é chegada a hora da Democracia Direta. O indivíduo já não vota em «representantes», mas no objeto do seu interesse: seja a construção de um infantário local, um hospital regional ou uma autoestrada nacional…

terça-feira, maio 20, 2014

O capitalismo destruído pelo desenvolvimento científico e tecnológico


Para onde foi o CAPITAL(ISMO)?



Pela primeira vez na história da modernidade, as novas tecnologias – a nanotecnologia, a computação, a automação e a inteligência artificial - são capazes de economizar mais trabalho (humano), em termos absolutos, do que o necessário para a expansão dos mercados de novos produtos.

Na terceira revolução industrial, a capacidade de racionalização é maior do que a capacidade de expansão. O antigo efeito de uma fase expansiva, criadora de empregos, deixou de existir. O desemprego tecnológico espalha-se por todas as indústrias e por todo o planeta.

O interesse próprio económico das empresas conduz a um resultado paradoxal. Já era tempo, depois de 200 anos de era moderna, que o aumento da produtividade servisse para que as pessoas trabalhassem menos e vivessem melhor. O sistema de economia de mercado, porém, não foi feito para isso. A sua ação restringe-se a transformar o excedente produtivo em mais produção e, portanto, em mais desemprego.

Com um desemprego em crescendo e que já nada fará retroceder, os salários tenderão irremediavelmente a desaparecer. Sem eles não haverá vendas. Sem vendas não haverá lucros. Sem lucros, as empresas privadas não farão sentido. O fim dos lucros e das empresas privadas representarão o fim do capitalismo.

Os Economistas, ainda agarrados ainda às ultrapassadas (e tantas vezes desacertadas) teorias de Adam Smith, Ricardo, Malthus, Marx, Von Mises, Hayek, Keynes, Galbraith, Friedman e de tantos outros cientistas económicos, observam, atordoados, os fenómenos económicos aparentemente incompreensíveis deste século XXI, e mostram-se incapazes, à luz do passado, de compreender o presente e, menos ainda, o futuro.


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Desenvolvimento tecnológico e desemprego




Existe, hoje, uma concepção simultaneamente ingénua e sensata sobre a produtividade. Quanto mais esta cresce, assim parece ditar a lógica, mais lazer deverá trazer à vida das comunidades. A maior produtividade permite obter mais bens com menos trabalho. Não é maravilhoso? Na nossa época, no entanto, parece que o aumento da produtividade, além de criar uma quantidade exagerada de bens, resultou numa avalanche de desemprego e de miséria.

Desde o final dos anos 70, os sociólogos costumam falar de um desemprego tecnológico ou "estrutural". Isso significa que o desemprego se desenvolve independentemente dos movimentos conjunturais da economia e cresce até mesmo em períodos de boom financeiro. Nos anos 80 e 90, a base desse desemprego estrutural, de ciclo para ciclo, tornou-se cada vez maior em quase todos os países. Em 1995, segundo números da Organização Internacional do Trabalho, 30% da população economicamente ativa de todo o mundo não possuía emprego estável.

Essa triste realidade, além de incompatível com o entendimento lógico humano, suscitou uma curiosa reação dos economistas. Os doutores em ciências económicas agem como se o fenómeno irracional do desemprego em massa não tivesse absolutamente nada a ver com as leis da economia moderna; as causas, segundo eles, devem ser buscadas em fatores alheios à economia, sobretudo nas erradas políticas financeiras dos governos.

Ao mesmo tempo, porém, os mesmos economistas afirmam que o aumento da produtividade não diminui o número de empregos, mas, antes pelo contrário, é responsável pelo seu crescimento. Isso (segundo eles) teria sido comprovado pela história moderna. O que para o observador imparcial se assemelha à falácia de que a causa da doença deve integrar a receita para a própria cura. Os economistas operam com uma equação que mais parece um sofisma. Mas onde está o erro?



Um axioma da teoria económica afirma que o objetivo da produção é suprir a falta de bens da população. Ora, isto não é exatamente verdade. Todos sabem que o objetivo da produção moderna é originar lucro na economia da empresa. A venda dos bens produzidos deve render mais dinheiro do que o custo de sua produção. Qual a relação interna entre esses dois objetivos (1- suprir a falta de bens da população, ou, 2 - lucro para a empresa)? Os economistas dizem que o segundo objetivo é apenas um meio (na realidade, o melhor meio) de atingir a primeira meta. E, no entanto, é evidente que os objetivos não são idênticos: o primeiro refere-se à economia como um todo, o segundo à economia das empresas individualmente. Daqui, resultaram contradições que, desde o seu início, tornaram instável o sistema económico moderno.

A ideia tão natural de que o aumento da produtividade facilita a vida dos homens não leva em conta a racionalidade específica das empresas. Na verdade, trata-se de saber qual será o uso de uma maior capacidade produtiva. Se a produção visa a suprir as próprias necessidades, a evolução dos métodos e dos meios será utilizada simplesmente para trabalhar menos e desfrutar do maior tempo livre.

Um produtor de bens para o mercado, no entanto, pode ter a brilhante ideia de trabalhar tanto como trabalhava e utilizar a produtividade adicional para produzir uma quantidade ainda maior de mercadorias, a fim de ganhar mais dinheiro em vez de aproveitar o ócio. Um administrador de empresas é mesmo forçado a chegar a essa ideia, pois não tem vantagem nenhuma em que os seus assalariados tenham mais tempo livre. Para ele, a produtividade adicional representa, de qualquer modo, um trunfo contra a concorrência, sendo revertida em benefício da diminuição dos custos da empresa, e não em favor da maior comodidade dos seus assalariados.

É por isso que, na história económica moderna, a jornada de trabalho diminuiu numa proporção muito menor do que o aumento correspondente de produtividade. Hoje em dia, os assalariados ainda trabalham mais e durante mais tempo do que os camponeses da Idade Média.



A diminuição dos custos, portanto, não significa que os trabalhadores trabalham menos mantendo a mesma produção, mas, simplesmente, que menos trabalhadores produzem mais produtos. O aumento da produtividade, num caso e noutro, reparte os seus frutos de forma extremamente desigual: enquanto trabalhadores "supérfluos" são demitidos, crescem os lucros dos empresários. Mas, se todas as empresas entrarem nesse processo, há a ameaça de surgir um efeito com que não contavam os interesses obtusos da economia empresarial: com o desemprego crescente, diminui o poder de compra da sociedade. Quem comprará então a quantidade cada vez maior de mercadorias?

As corporações dos artesãos da Idade Média pressentiram esse perigo. Para elas era um pecado e um crime fazer concorrência aos colegas por meio do aumento de produtividade e tentar conduzi-los a todo custo à ruína. Os métodos de produção eram por isso rigidamente fixados, e ninguém os podia modificar sem o consentimento das corporações. O que impedia o desenvolvimento tecnológico era menos a incapacidade técnica do que a organização social estática dos artesãos. Estes não produziam para um mercado no sentido moderno, mas para um mercado regional limitado, livre de concorrência. Essa ordem de produção durou mais tempo do que geralmente se supõe. Em grande parte da Alemanha, a introdução de máquinas foi proibida pela polícia até meados do século XVIII.

A Inglaterra, como se sabe, foi a primeira a derrubar tal proibição. O caminho, assim, ficou livre para as invenções técnicas como o tear mecânico e a máquina a vapor, os dois motores da industrialização. E, de súbito, irrompeu a temida catástrofe social: em toda a Europa, na passagem do século XVIII para o XIX, alastrou-se o primeiro desemprego tecnológico em massa.


1874 - A polícia de Nova Iorque ataca violentamente trabalhadores desempregados

Tudo isso é passado, dirão os economistas: a evolução posterior não demonstrou que os temores eram infundados? De fato, apesar da expansão contínua das novas forças produtivas do ramo industrial, o desemprego tecnológico caiu rapidamente. Mas por que motivo? Acossados pela concorrência recíproca, os industriais foram obrigados a restituir aos consumidores parte de seus ganhos com a produção. As máquinas tornaram os produtos essencialmente mais baratos ao consumidor.

Embora para a produção de uma certa quantidade de produtos têxteis fosse necessária uma força de trabalho menor do que antes, a procura por roupas e tecidos baratos cresceu tanto que, ao contrário das expectativas, um número considerável de trabalhadores foi empregado nas novas indústrias.

Com isso, porém, o problema não foi solucionado pela raiz. Todo o mercado, a seu tempo, atinge um limite de saturação que o torna incapaz de conquistar novas camadas de consumidores. Somente numa certa fase da evolução o aumento da produtividade conduz à criação de mais empregos para a sociedade, apesar da menor quantidade de trabalho necessária para a confeção de cada produto.

Nessa fase, os métodos desenvolvidos (a tecnologia) tornam o produto mais barato e ao alcance do grande consumo de massas. Antes de alcançar esse estágio, o aumento de produtividade lança o antigo modo de produção numa profunda crise, como mostra o exemplo dos artesãos têxteis no século XIX. Na outra ponta do desenvolvimento, a crise é igualmente uma ameaça (com base na própria produção industrial), quando o estágio de expansão é ultrapassado e os mercados periféricos se encontram saturados.

Mas essa mesma expansão ainda pode ser transferida para outros setores. Ao longo do século XIX, os antigos redutos artesanais foram progressivamente industrializados. Cada vez mais produtos tiveram os seus preços reduzidos e permitiram a explosão do mercado. O processo sofreu uma tal aceleração que os artesãos "supérfluos" eram imediatamente absorvidos pelo trabalho industrial, evitando assim que se repetisse a grande crise social dos antigos produtores têxteis.


Karl Marx

Já não eram apenas os objetos do quotidiano que podiam ser comprados pelas camadas mais pobres. Mesmo produtos de luxo, antes reservados às seletas camadas superiores entraram cada vez mais no consumo de massas. Até Karl Marx reconheceu este embaratecimento geral dos produtos de fabrico industrial como “obra civilizatória” do capitalismo. As crises, mesmo que inevitáveis, pareciam somente transições dolorosas para se atingir novos patamares de prosperidade. Mas o que ocorre quando todos os ramos da produção já estão industrializados e todos os limites de expansão do mercado já foram alcançados?

O desenvolvimento económico parecia refutar também esse receio. A indústria não apenas absorveu os antigos ramos da produção artesanal, mas também criou a partir de si mesma novos setores produtivos, inventou produtos jamais imaginados e infundiu a sede de compra nos consumidores. O processo de aumento da produtividade, expansão e saturação dos mercados, criação de novas necessidades e nova expansão parecia não ter limites.

Economistas como Joseph Schumpeter e Nikolai Kondratieff formularam, a partir dessas ideias, a teoria das chamadas “ondas longas” no desenvolvimento cíclico da economia moderna. Segundo essa teoria, uma certa combinação de indústrias atinge sempre o seu limite histórico de saturação, envelhece e começa a encolher, após uma fase de expansão impetuosa. Empresários inovadores, na condição de "destruidores criativos" (Schumpeter), inventam, todavia, novos produtos, novos métodos e novas indústrias, que libertam o capital dos antigos investimentos estagnados e lhes dão novo alento num corpo tecnológico renovado.

Um exemplo lapidar do nascimento de um novo ciclo é a indústria automobilística. Em 1886, o engenheiro alemão Carl Benz já tinha construído o primeiro carro, mas até à Primeira Guerra Mundial tal mercadoria permaneceu um produto de luxo extremamente caro. Como que saído das páginas do livro-texto de Schumpeter, surgiu então o empresário inovador Henry Ford. A sua criação não foi o automóvel em si, mas um novo método de produção.

No século XIX, a produtividade cresceu sobretudo pelo fato de os ramos artesanais terem sido industrializados por meio da instalação de máquinas. A organização interna da própria indústria ainda não fora objeto de grandes cuidados. Só após 1900 o engenheiro norte-americano, Frederick Taylor, desenvolveu um sistema de "administração científica da empresa", a fim de desmembrar as áreas de trabalho específicas e aumentar a produção.


Ford - Modelo T

Ford descobriu através desse meio um sistema de reservas insuspeitas de produtividade na organização do processo produtivo. Observou, por exemplo, que um operário da linha de montagem perdia em média muito tempo a ir buscar parafusos. Estes começaram, então, a ser transportados diretamente ao local de trabalho desse operário. Parte do processo tornou-se "supérfluo" e, logo de seguida, foi introduzida a esteira rolante.

Os resultados foram surpreendentes. Até à Primeira Guerra, a capacidade produtiva de uma fábrica de automóveis de porte médio girava em torno dos 10 mil carros por ano. Já em Detroit, a nova fábrica de Ford produziu, no exercício financeiro de 1914, a fantástica cifra de 248 mil unidades do seu célebre "Modelo T". Os novos métodos deflagraram numa nova revolução industrial. Mas tal revolução "fordista" ocorreu tarde demais para conseguir evitar a crise económica mundial (1929-33), desencadeada pelos custos da guerra e pelo declínio global do comércio.

Depois de 1945, porém, sobreveio o "grande ciclo" da produção industrial em massa de automóveis, aparelhos domésticos, divertimentos eletrónicos, etc. Baseado no antigo modelo, só que agora em dimensões muito maiores, o aumento da produtividade criou um número espantoso de novos empregos, já que a expansão do mercado de carros, frigoríficos, televisões etc., exigia, em termos absolutos, mais trabalho do que os métodos "fordistas", em termos relativos, economizavam em cada produto.



Nos anos 70, as indústrias fordistas atingiram o seu nível histórico de saturação. Desde então vivemos a terceira revolução industrial, da microeletrónica. Esperançadamente, alguém se lembrou imediatamente de Schumpeter. De fato, os novos produtos passaram por um processo semelhante de embaratecimento, tal como acontecera com os automóveis e os frigoríficos. O computador, antes um aparelho caro e destinado apenas a grandes empresas, transformou-se rapidamente num produto de consumo das massas. Desta vez, porém, o surto económico não surtiu um correspondente aumento de empregos.

Pela primeira vez na história da modernidade, uma nova tecnologia é capaz de economizar mais trabalho, em termos absolutos, do que o necessário para a expansão dos mercados de novos produtos. Na terceira revolução industrial, a capacidade de racionalização é maior do que a capacidade de expansão. O anterior efeito de uma fase expansiva, criadora de empregos, deixou de existir. O desemprego tecnológico da primeva história da industrialização refaz o seu retorno triunfal, só que, agora, não se limita a um ramo da produção, mas espalha-se por todas as indústrias e por todo o planeta.

O interesse próprio económico das empresas conduz a um resultado paradoxal. Já era tempo, depois de 200 anos de era moderna, que o aumento da produtividade servisse para que as pessoas trabalhassem menos e vivessem melhor. O sistema de economia de mercado, porém, não foi feito para isso. A sua ação restringe-se a transformar o excedente produtivo em mais produção e, portanto, em mais desemprego. Os economistas não querem compreender que a terceira revolução industrial possui uma qualidade nova, em cujo meio a teoria de Schumpeter já não é válida. Em vão, eles ainda esperam o "grande ciclo" da microeletrónica. Em suma, estão à espera de Godot (de algo que nunca chegará a acontecer).


Desemprego de longa duração nos EUA: 1948 - 2013






segunda-feira, maio 12, 2014

Uma lição de Democracia dada por nuestros hermanos aos portugueses e restantes europeus.


De Isabel Carrasco a «Isabel Justiçada», enquanto o Diabo esfrega um olho...

A presidente do conselho de León, Isabel Carrasco, cuja carreira foi lançada pela mão do ex-presidente José María Aznar, chegou a ocupar 12 cargos em simultâneo.



Como política, Isabel Carrasco foi delegada territorial da Junta de Castilla y León na cidade de León, entre 1987 e 1991, e a partir daí passou a ser Conselheira da Economia e das Finanças até 2003, posto donde saiu para ser senadora, cadeira que ocupou até 2007. Naquele ano, conseguiu ganhar o controlo do PP (Partido Popular) de León e, a partir daí, a presidência do Conselho de León.

Em 2011, era conhecida como a presidente dos cargos (tachos), quando uma denúncia do PSOE (Partido Socialista Espanhol), que ainda está em aberto , revelou uma série de 12 lugares ocupados por Isabel Carrasco. Presidente do Conselho Provincial de León, Presidente do Consórcio de aeroporto de León, do Instituto Leonés da Cultura, conselheira da antiga Caja Espanha e de empresas afiliadas, como a Invergestión, a Inmocaja, a Viproelco ou Tinsa, membro da Assembleia da Caja Espanha, conselheira municipal de León, presidente da Gersul (consórcio provincial de gestão de resíduos) e Presidente do Consórcio Provincial de Turismo.

Em janeiro de 2013, foi revelado que Isabel Carrasco surgia como acusada pelo crime de desvio de fundos públicos. A queixa do PAL (Partido Autónomo Leonês) abalou o presidente do PP de Leão, mas foi coisa momentânea. Surgiram também indícios de que havia cobrado taxas de quilometragem como conselheira da antiga Caja Espanha para ir a Salamanca com o carro oficial do município, onde se reunia o conselho de administração da empresa. De acordo com a denúncia, foi acusada de deslocações correspondentes a cerca de 20.000 quilómetros.

Ela negou até a exaustão. Chegou mesmo a retirar a publicidade aos meios de comunicação leoneses que ousavam insistir nas denúncias. Era assim, Isabel Carrasco. Uma mulher que nada nem ninguém silenciava, muitas vezes cercada de polémica, e cujo assassinato deixou «consternado» León, os seus cidadãos e os seus políticos, apesar das opiniões que havia contra ela.

quinta-feira, maio 08, 2014

A «Crise Ucraniana», ou melhor, a cavalgada dos EUA e da NATO sobre a Rússia


Se a Rússia quer guerra? Basta observar como ela colocou provocadoramente as suas fronteiras tão próximas das bases militares da NATO…


O presidente Barack Obama foi sincero em admiti-lo, na segunda-feira 03 de Março de 2014, quando afirmou que: "estamos a dizer aos russos que se, de fato, eles continuarem na trajectória atual, então analisaremos toda uma série de passos - económicos, diplomáticos - que irão isolar a Rússia".

Pois bem, é precisamente este desejo de expandir a NATO e isolar a Rússia através da incorporação de todos os países que fazem fronteira com esta na NATO, ou seja, uma estratégia de cerco geopolítico e militar à Rússia, que provocou que este país se tenha sentido ameaçado na sua segurança nacional.

A verdade é que a NATO deveria ter sido dissolvida após o colapso do império soviético, em 1991, e especialmente depois do Pacto de Varsóvia ter sido desmantelado. Mas não! Os Estados Unidos quiseram tirar partido da situação e exigiram que tudo caísse nos braços do seu Império militar-financeiro.


Logotipo da NATO



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A cavalgada da NATO em direcção à Rússia



Ao constituir uma arreliadora barreira ao avanço dos EUA-NATO para leste, o mapa acima mostra claramente a verdadeira causa do desmembramento da Jugoslávia.


A Jugoslávia era formada pelas repúblicas: Eslovénia, Croácia, Bósnia Herzegovina, Sérvia, Montenegro e Macedónia. Ao fazer parte do Movimento dos Não-Alinhados, a Jugoslávia funcionava como um estado-tampão entre o Ocidente e a União Soviética. Perante este entrave, os EUA-NATO trataram de a desintegrar.

A administração Reagan teve como alvo a economia jugoslava numa Decisão Diretiva de Segurança Nacional (NSDD 133), em 1984, classificada como Segredo Sensível e intitulada de Política dos EUA para a Jugoslávia. A versão censurada tratava da Europa Oriental e foi desclassificada em 1990 (NSDD 54). Nesta última, a Administração Americana defendeu "desenvolver esforços para promover uma revolução silenciosa para derrubar governos e partidos comunistas", enquanto reintegrava os países da Europa Oriental numa economia orientada para o mercado.

A desintegração da Jugoslávia, levada a cabo pelos EUA e a pela NATO, provocou 250 mil mortos.


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As «Revoluções Coloridas» nas fronteiras com a Rússia




Revoluções coloridas foi a designação atribuída a uma série de manifestações políticas no espaço da antiga União Soviética. Esses movimentos muitas vezes adotaram uma cor específica ou flores como o símbolo que dá nome à sua mobilização. Esse fenómeno surgiu na Europa Oriental e também teve repercussões no Médio Oriente.

Estas manifestações têm em comum o uso de ação direta, a resistência não violenta (de acordo com os seus apoiantes) e um discurso democratizante, liberalizante e pró-ocidental, destacando-se também o papel desempenhado por algumas ONGs e organizações estudantis. O sucesso de cada um desses movimentos é variável, mas o seu eco repercutiu-se em todo o espaço da antiga União Soviética.

Até agora, esses movimentos foram bem-sucedidos na Sérvia (a Revolução Bulldozer, de 2000), na Geórgia (a Revolução Rosa, em 2003), na Ucrânia (a Revolução Laranja, em 2004), e (ainda o mais violento), a Revolução das Túlipas no Quirguistão (2005). Cada vez que grandes protestos se seguiam a eleições disputadas, o resultado era a renúncia ou deposição de líderes considerados pelos seus opositores como autoritários.

O alcance e o significado dessas "revoluções" ainda estão em discussão, bem como o papel desempenhado por agentes externos, principalmente por norte-americanos - CIA, Fundação Soros, USAID e o National Endowment for Democracy. Apesar de apoiar esses movimentos e de os apresentar como puramente nacionalistas, muitos críticos acusam-nos de serem manipulados e maximizam a importância desses agentes externos.


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Os Estados Unidos mantêm a maior coleção de bases militares estrangeiras na história mundial. Oficialmente, no início de 2011, havia 1.429.367 tropas americanas estacionadas em 150 países do mundo. Este número não inclui os contratados (mercenários) que superam as tropas no Iraque e no Afeganistão ou as operações da CIA ou de outras unidades secretas.

Estima-se em mais de mil as bases militares norte-americanas localizadas em todos os continentes, exceto na Antártida.