domingo, abril 10, 2005

Agonia dispendiosa



No Semanário Económico de 10/04/2005, Raquel Correia relatou:

Os terraços e as varandas que têm vista para o Vaticano estão todos alugados aos jornalistas de televisão, que querem garantir hoje aos telespectadores as melhores imagens do funeral do Papa. Apesar de, no casamento do príncipe de Espanha com Letizia, os preços das varandas terem já sido elevados, é agora no funeral do Santo Padre que os meios de comunicação pagaram mais para garantir os seus lugares.

Desde que João Paulo II foi hospitalizado que as televisões de todo o mundo começaram uma guerra para conseguir uma posição nos terraços com as melhores vistas para Basílica de São Pedro. Os meios de comunicação estiveram dispostos a desembolsar fortunas que, em muitos casos, rondaram os 20 mil euros, segundo o jornal El Mundo. Muitos dos terraços estão situados a vários quilómetros de distancia do Vaticano mas, as suas posições elevadas, garantem uma boa vista de São Pedro. É o caso do Hotel Cavalieri Hilton, escolhido pela estação norte-americana ABC. Também a NBC e a CNN escolheram filmar na colina onde está situado o jardim Gianicolo.

A CNN, não contente com apenas esta visão do acontecimento, decidiu ainda partilhar com a CBS um lugar num hotel situado perto do Borgo Pio, que conta com uma boa imagem da cúpula. No entanto, as ruas mais caras são as que estão mais próximas de São Pedro. Aí ficaram a italiana RAI e a European Broadcasting Union, um consórcio televisivo de 50 países. Ao todo estão no Vaticano mais de 3500 jornalistas de todo o mundo a cobrir o acontecimento.



Karol Wojtyla amava Deus ardentemente. Mas também amava ardentemente os homens, a vida, a liberdade e a paz. Alguns exemplos deste amor:

- Quis promover o ecumenismo entre as várias igrejas cristãs mas não foi bem sucedido, nem com protestantes nem com ortodoxos, porque exigiu sempre o primado da igreja católica.

- Pediu desculpa aos judeus do mal que a Igreja lhes fizera ao longo da História, mas recebeu Kurt Waldheim, que se descobriu ter participado directamente no Holocausto.

- Em 26 anos, proclamou 1338 beatos e 482 santos. Sozinho, beatificou e santificou mais gente que os seus 263 antecessores juntos, que lhe deixaram um património de 300 santos e 1310 beatos.

- Canonizou Pio IX, anti-semita notório.

- Canonizou, para desgosto de muitos católicos, José María Escrivá de Balagueri, fundador do Opus Dei.

- Mandou calar e excomungou simples sacerdotes cujos pontos de vista os afastavam da ortodoxia do Vaticano (Hans Kun).

- Proibiu a contracepção num mundo pobre e sobrepovoado.

- Condenou o uso de preservativo num mundo assolado pela sida

- Proibiu o ordenamento de mulheres.

- Proibiu o uso de células embrionárias humanas para investigação científica.

- Considerou a homossexualidade um pecado.

- Perseguiu os padres que, na América Latina, se associavam a movimentos sociais e políticos contra regimes opressores.

- Caucionou em 1989 à ocupação indonésia de Timor-Leste - ninguém lhe ouviu uma palavra de condenação da ditadura de Suharto, ninguém o viu a beijar o solo mártir de Timor, regado com o sangue de muitos milhares de resistentes católicos.

- Nada disse sobre o envolvimento do Vaticano no escândalo da falência do Banco Ambrosiano.


Conclusão:
Se o pontificado de Karol Wojtyla se tivesse prolongado durante mais tempo, os custos para os media e para o mundo teriam sido descomunais. Vai com Deus Karol.

sexta-feira, abril 08, 2005

Cinco milhões queriam ver o Papa morto

No entanto, estima-se que apenas um milhão de católicos tenha tido essa ventura. Recorde-se que o Papa esteve em câmara ardente desde segunda-feira.



O caixão de João Paulo II deixou a Praça de São Pedro, sob os aplausos da multidão, sendo transportado para a cripta da Basílica, onde ficará sepultado. À missa fúnebre de João Paulo II terão assistido, na Praça de São Pedro e espalhados pela capital italiana, através de ecrãs gigantes, cerca de 5 milhões de peregrinos.

Ainda não há data para o conclave que servirá para eleger o novo Papa, mas há uma novidade, anunciada pelo Vaticano: Para não dar azo a confusões, além do fumo branco, o toque dos sinos da Basílica de São Pedro anunciará ao mundo que já foi escolhido o sucessor de João Paulo II.

Esta vai ser a primeira vez, em séculos de tradição, que o toque dos sinos servirá para anunciar que já foi escolhido um novo papa. O arcebispo Piero Marini, mestre das cerimónias litúrgicas de João Paulo II, explicou a inovação aos jornalistas: «Desta vez vamos tocar os sinos para tornar a eleição mais clara», afirmou, aludindo à confusão registada em anteriores eleições papais devido à cor do fumo.

Marini anunciou ainda que o Vaticano está a tratar de melhorar o processo de combustão de forma a que a cor do fumo seja mais facilmente identificável. O fumo resulta da queima de todos os boletins de voto, das várias rondas necessárias até chegar à eleição do novo papa.



Rezemos para que o badalar dos sinos não traga ainda mais confusão ao processo eleitoral. Os 1400 observadores internacionais, que se deslocaram ao Vaticano para fiscalizar o processo, estarão atentos aos níveis de poluição sonora e atmosférica, de forma a que o escrutínio papal não fique, uma vez mais, conspurcado pela fuligem negra da suspeição.

quinta-feira, abril 07, 2005

O Papa e a bola

De "Público", de 5 de Abril, transcrevo, com a devida vénia, um artigo de Pedro Ribeiro na secção "Visto", intitulado, tal como cito em epígrafe, "O Papa e a bola".

"A morte de João Paulo II foi anunciada meia hora antes do início do jogo da Superliga entre o Boavista e o Sporting. O que terá colocado um dilema complicado aos programadores da TVI: mantém-se a bola ou substitui-se a partida por uma emissão especial sobre a morte do sumo pontífice católico?
A TVI resolveu transmitir o jogo, passando em rodapé títulos sobre a morte do Papa e, ocasionalmente, dividindo o écran entre imagens do Bessa e do Vaticano. Para alguns católicos a decisão pode parecer insultuosa. Até porque a TVI nasceu como uma estação de inspiração católica.
A mim parece-me que a TVI fez bem. O canal é privado e já nem sequer é católico; não tem as mesmas obrigações do serviço público ou da Rádio Renascença. (...)
Para a minoria da população que não é católica, ou que sendo católica preferia ver o jogo, a TVI prestou um bom serviço. De resto, os números de Marktest revelam que as audiências da TVI foram superiores às das outras estações - o que não justifica a decisão por si só, mas demonstra que muitos portugueses reflectiram sobre o desaparecimento do Papa enquanto viam o Boavista-Sporting. (...)
E João Paulo II, sócio honorário de muitos clubes, até gostava de futebol."

Curiosa ideia a de Pedro Ribeiro ! O facto de as audiências do Boavista-Sporting na TVI terem sido superiores às das outras estações demonstra que os portugueses "reflectiram" sobre o desaparecimento do Papa enquanto viam a bola !

Porventura uma original variante da filosofia oriental, a conhecida "Meditação transcendental". Temos assim, em versão lusa (ou de Pedro Ribeiro), a "Meditação em assuntos transcendentais enquanto se vê a bola na TV".

Refinando um pouco a dita filosofia e usando um bocadinho a imaginação, no recente Chelsea-Bayern, por exemplo, é certo que se perderiam bons lances de futebol, entre outros um óptimo golo de Frank Lampard, mas ganhar-se-ia em "reflexão" sobre o papel de Blair na recente guerra do Iraque. E entender-se-ia, porventura, o golo de Ballack, de penalty (inexistente ou, pelo menos, muito duvidoso) perto do final, como símbolo de "ressarcimento" de passadas e dolorosas memórias alemãs.
E, no campo mais estrito, "nacional", que melhor jogo para reflectir sobre a (des)Educação em Portugal e sobre o negócio do Turismo (ou destruição das áreas costeiras, como se preferir) , do que o Académica-Estoril de domingo passado ?

Uma dúvida, no entanto, me perturba. É que, ao brilhante raciocínio de Pedro Ribeiro, podemos aplicar algo muito em voga, o célebre "princípio do contraditório", tão citado quando foi "impedido" de "cronicar" na TV, um mui afamado comentarista de perfil aquilino e ribeiro transbordante de sabedoria.
E se, "por supuesto", a TVI tivesse decidido não transmitir o Boavista-Sporting, ocupando o espaço televisivo com uma emissão especial sobre a morte do sumo pontífice ? Será que, em tal eventualidade, haveria portugueses que seriam capazes de "reflectir" sobre o Boavista-Sporting ou até ouvir o relato radiofónico do mesmo enquanto a TVI transmitia a dita emissão especial ?

Como são ínvios e árduos os caminhos e desígnios do Senhor !

terça-feira, abril 05, 2005

Uma nova forma de desemprego

Este texto é um excerto de um artigo de Fernando Dacosta publicado na revista Visão 625-24/02/05. Subscrevo-o na totalidade.



Prevê-se que em cada cinco crianças nascidas hoje, três jamais arranjarão emprego estável.

Corrompida, a liberdade imergiu-as em novas (outras) desigualdades, indignidades, como as do crescente, insaciável «triângulo negro» da precarização, escravização, exclusão. Direitos penosamente conquistados (na saúde, na assistência, no trabalho, no ensino, no lazer, na cultura) estão a ser dissolvidos em cascatas de perfumado cinismo light. Os jovens que entram no mundo do emprego fazem-no a prazo, a contrato volátil, vendo-se, sem a mínima segurança, impedidos de construir uma vida própria, entre zappings de subtarefas e de pós-formações ludibriadoras.

O problema não tem no sistema vigente, o que poucos ousam admitir, solução visível. Enquanto isso há quem, para se confundir (confundir), culpabilize por ele a baixa taxa de natalidade e, lestamente, se proponha incentivá-la – incentivá-la para aumentar o número de crianças abandonadas?, para disparar a percentagem de jovens sem ocupação?, para renovar de carne fresca e farta os canhões, as camas, os catecismos, os esclavagismos? Prevê-se, com efeito, que em cada cinco crianças nascidas hoje em Portugal, três jamais arranjarão emprego estável.

A queda, por exemplo, de descontos para a Previdência (que tanta ondulação provoca) não advém da falta de trabalhadores com vontade de fazê-los – aos descontos; advém, sim, da falta de trabalho para serem feitos. Há já mais de 600 mil desempregados «seniores» e de 80 mil jovens à procura do primeiro emprego (40 mil licenciados), sem que ninguém, ao que se observa, se dinamize com isso. Nesta fase, as teses «coelheiras» só iriam agravar, não resolver, os problemas demográficos existentes.

Subir a idade da reforma para os 70 anos (aos 50 um trabalhador começa a ser tratado pelos superiores e colegas como um estorvo), aumentar os horários laborais ( a produção tornou-se não insuficiente mas excessiva para o mercado), congelar os salários líquidos (enquanto a inflação os baixa) como defendem certos especialistas (que preservam, no entanto, para si retribuições e reformas milionárias) apenas desarticulará o mecanismo social que a humanidade vem, penosamente, construindo no sentido de tornar a existência mais digna e solidária.

As velhas gerações , a sair de cena, agarram-se às influências que julgam, julgavam, manter, merecer. Disfarçando desesperos, socalcam sem resultados patéticas vias sacras de cunhas, súplicas, empenhos, hipotecas, tráficos. As crispações que não sentiram quando, décadas atrás, iniciaram as suas carreiras (eram de outro tipo as, então, sofridas) experimentam-nas agora em relação à insegurança inquietante dos filhos e netos. Ingénuas, acreditaram que bastava, como no seu tempo, um curso superior para se ficar protegido, promovido. Fizeram os seus tirá-lo sem reparar que as universidades se transformaram de clubes VIP em fábricas massificadoras, cada vez mais vazias de elitismos internos e poderes externos.

Só os filhos-família de famílias dominantes (na direita, no centro e na esquerda, na economia, na política e nos lobbies) dispõem de privilégios garantidos, defendidos.

segunda-feira, abril 04, 2005

O eterno problema da função pública



Extracto de uma entrevista concedida ao Expresso, a 5 de Junho de 2004, por Musaid Bin Abdel, deputado e ex-presidente da Câmara Municipal de Riade, capital da Arábia Saudita:

EXP. — A ameaça terrorista tem fustigado, particularmente, a Arábia Saudita. Como têm lidado com a ameaça?

M.B.A. — O terrorismo não nasceu na Arábia Saudita. Ele foi introduzido de fora para dentro. Os terroristas são aqueles jovens que ficaram no Afeganistão, combatendo a ex-URSS, sob orientação dos serviços secretos americanos, que os denominavam guerrilheiros Mujaheddin. Depois do desmantelamento da URSS foram deixados à sua sorte. Internamente, as nossas forças de segurança seguem de perto os terroristas que estão no nosso país.


EXP. — Garante que a Al-Qaeda não tem apoio das estruturas políticas e militares sauditas?

M.B.A. — Sem dúvida alguma. Não tem apoio de qualquer entidade saudita, nem da própria população. A Al-Qaeda levou a cabo vários atentados na Arábia Saudita antes e depois do 11 de Setembro, por isso mesmo não goza de simpatia popular.


EXP. — Essa alegação não será difícil de conciliar com o facto da maioria dos autores dos atentados de 11 de Setembro serem sauditas?

M.B.A. — Ainda não existe uma resposta definitiva sobre quem levou a cabo os atentados do 11 de Setembro. Nos próprios EUA, as investigações prosseguem e ainda não provaram que aqueles cidadãos eram de facto sauditas.


EXP. — Não está convencido de que eram seus concidadãos?

M.B.A. — Não sei, ainda está tudo por explicar: como eles chegaram aos EUA, como passaram despercebidos... É importante perceber como é que quatro aviões partem de Boston, guiados por jovens de Tora Bora (Afeganistão), são desviados da rota delimitada àquele tipo de voos, em direcção a Washington e Nova Iorque. Onde estava o FBI, a CIA, a Força Aérea? Há demasiadas interrogações. Quem está por trás? Verdadeiramente, não se sabe. Porque é que os computadores estiveram avariados meia-hora na altura do ataque? Se reflectirmos seriamente perceberemos que há mais alguém na base da operação. Quem? Só Deus sabe!


EXP. — Acha que os atentados podem ter tido apoio interno americano?

M.B.A. — Talvez, porque não? Porque é que não interceptaram o segundo avião 20 minutos depois? Não um, não dois, mas 20 minutos! É tempo suficiente para reagir e fazer alguma coisa. A primeira coisa que disseram foi que era a Al-Qaeda, então seguiram para o Afeganistão. Não chegaram às conclusões devidas, mas procederam logo ao ataque. Recorde-se que J.F. Kennedy morreu há mais de 40 anos e ainda não se sabe quem o matou. Não sabemos quando a realidade virá à tona. O que percebemos é que os EUA e Israel combatem o mundo árabe, atacaram o Afeganistão e depois o Iraque. Quem se segue? Só Deus sabe!

domingo, abril 03, 2005

Morreu Felismino Baptista

Ontem às 20.37h foi encontrado morto num vão de escada da Avenida Almirante Reis em Lisboa, Felismino Baptista.
Felismino tinha 84 anos e era natural de Armamar de onde veio há quarenta anos para trabalhar na construção civil na zona da grande Lisboa. Participou na construção de vários bairros sociais e de algumas escolas públicas. Morou inicialmente numa barraca no Casal Ventoso, que compartilhava com mais quinze pessoas. Não sabia ler nem escrever. Uns anos após a sua chegada à capital entregou-se à bebida, deixou de trabalhar nas obras e tornou-se um sem-abrigo. Os últimos vinte anos passou-os na Almirante Reis, onde era muito estimado pelos outros sem-abrigo.
O Presidente da República prepara uma comunicação ao país onde irá manifestar o seu pesar e em que anunciará, em sintonia com o Governo, a implementação de um sistema de distribuição de sopas pelos pobres da Almirante Reis até ao fim do mês de Abril, em homenagem a Felismino Baptista, interpretando assim o profundo sentimento de dor que invade neste momento todo o povo português pelo falecimento de mais este sem-abrigo.

Morreu também ontem em Itália mais um imigrado polaco. Era conhecido por “Carolino” e ao que consta trabalhou durante mais de vinte anos como relações públicas da Santa Sé. Sofria de perturbações mentais.
O nosso pesar à família enlutada, em particular ao filho e netos.

sexta-feira, abril 01, 2005

FIAT em alta

A famosa marca de automóveis italiana FIAT prepara-se para lançar um novo modelo de grande projecção mediática e que se mostrará altamente lucrativo, segundo a administração da empresa. Este novo modelo tem o seu lançamento previsto para breve e foi designado PAPA IMÓVEL pelo departamento de marketing da FIAT.
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E para que conste: não tenho nada contra o Papa. O senhor nunca me fez mal. Simplesmente me enoja a nuvem mediática que paira sobre o senhor e que, penso eu e não pensarei mal, ele próprio alimenta. O meu bisavô também gostaria de ter sido tão bem tratado nos hospitais públicos onde foi morrendo, e de ter tido tanta gente a acompanhá-lo na hora da sua morte. Mas a vida é assim. Também era muito difícil Deus ter conseguido ser pai de nós todos...

Le Papa et les enfants



CIDADE DO VATICANO - Milhares de pessoas reunidas na Praça São Pedro, no Vaticano, participam nesta sexta-feira 1 de Abril de 2005, da oração do terço do rosário pela saúde do Papa João Paulo II. As orações tiveram início no meio da tensão gerada pelo anúncio do agravamento do estado do Pontífice.

O silêncio que reina na enorme praça só é interrompido pelas pregações recitadas pelos fiéis sob o comando do vigário-geral do Papa para a Cidade do Vaticano, o monsenhor Ângelo Comastri.

- Esta noite, Cristo abre as portas ao Papa - disse Comastri, comovido, no início da oração.

A reza realiza-se nas imediações do Palácio Apostólico, onde o Santo Padre de 84 anos está agonizando, na companhia de alguns de seus colaboradores.

Milhares de pessoas continuam a chegar ao local, entre religiosos, turistas e curiosos. Jornalistas dos cinco continentes transmitem, sem cessar, notícias da área.



E enquanto milhões sofrem, rezam e choram com a morte natural de um simpático velhote de 84 anos, muito poucos se lembram deste «pormenor estatístico»:

Unicef: uma criança morre de sida a cada 15 minutos no Zimbabué.

Nos EUA a cada três horas morre uma criança por feridas de bala.

A cada cinco minutos morre uma criança no Brasil. A maioria de doenças derivadas da fome.

A cada 14 segundos morre uma criança vítima da degradação dos recursos hídricos.

A cada sete segundos, morre uma criança de fome no Mundo.


Lembra o tradicional equívoco do 1 de Abril.

Cogito ergo «?»



Bush medita profundamente nos grandes problemas que despontam no novo milénio. Possuidor de uma mente arejada, uma inteligência transparente e um espírito cristalino, o Presidente Americano parece ter já algumas ideias claras sobre o assunto.

Porra!

Farto das doenças do Papa e do Rainier!
Tanta gente a sofrer por esse mundo fora e os "media" só falam nestes dois!
O que é que eles fizeram? Um foi um branqueador de dinheiro sujo, outro andou vestido de branco mas com a alma tão negra que até se esqueceu de beijar o chão de Timor.

Mas afinal ninguém é insubstituível. O Rainier tem o filho varão, o Alberto machão.
O outro tem o Zé Policarpo, o que seria um grande prestígio para Portugal. Já viram o que seria com Durão na Comissão e Policarpo no Vaticano?! Ninguém nos parava carago! Estou mesmo a ver a primeira página do Diário Económico, «Aumenta a confiança dos investidores estrangeiros na nossa economia».

Mas decidam-se porra!