domingo, julho 17, 2005

Pacheco Pereira versus Michel Chossudovsky - Um combate desigual



Pacheco Pereira refere no seu blog a 15/7/2005 - alguns excertos do texto (todo ele muito poético):

(Como houve alguma discussão sobre este artigo nos blogues e ele está indisponível no Público de ontem, reproduzo-o aqui por uns dias e depois vai para a "verdade filha do tempo".)


Algures, perto de si, acabará por explodir uma bomba, flutuar uma doença, fluir um veneno.

É por isso que não basta bater no peito e dizer que “somos todos londrinos” e na volta da esquina já estar a discutir as tenebrosas propostas do Sr. Blair para limitar direitos de privacidade das mensagens porque isso facilita a vida aos terroristas. Na volta da memória, escarnecer o Patriot Act, essa “fascização da América” como já lhe ouvi falar, atacada por tudo que é burocracia bruxelense e suas extensões nacionais, como se, sobre a dupla pressão dos autocarros que explodem, e da insegurança popular, não se tenha também que ir por aí, com a prudência e as cautelas que as democracias têm que ter por tal caminho.

É também por isso que poucas vezes como nos dias de hoje se vê o grau de demissão do pensamento ocidental como nestes momentos. Mário Soares é entre nós o principal “justificador”, introduzindo com displicência, dele, e complacência de muitos, todos os temas dessa culpa auto-punitiva e demissionista.

As únicas explicações que me interessavam, as únicas “causas” que eu queria perceber, eram aquelas que me permitiam derrotá-lo funcionalmente, as que eram instrumentais para acabar com ele e com os seus.

É importante perceber que, mesmo nas questões onde o meu pensamento lhe admitia “razão”, essa razão só pode ser defrontada depois da eliminação dele - válido para Hitler, ou Estaline, ou Bin Laden

Voltemos à questão da guerra. Eu bem sei que há quem ache que não está em guerra, e que a expressão “guerra” para caracterizar o que se está passar é enganadora. Talvez valha a pena discutir a terminologia, porque ela tem claras desadequações, como aliás, o quadro legal no direito internacional da guerra, para defrontar este tipo de combate. Mas a mim não me choca chamar guerra a um conflito que tem as características de ser global, da Indonésia, à Índia, á China, às antigas republicas soviéticas da Ásia Central, da Europa toda, aos EUA, que tem objectivos “não negociáveis” por incompatibilidade total de visões do mundo culturais e civilizacionais.

Acima de tudo, não compreendo porque razão um terrorismo apocalíptico, que tenta por todos os meios ter as armas mais pesadas, nucleares, químicas e bacteriológicas, para garantir o seu Armagedão sacrificial, que tem como objectivo a guerra total, ou seja a aniquilação de milhões dos seus adversários, haja os meios para isso, não tem que ser combatido com tudo o que tenho à mão: tropas, polícias, agentes de informações, à dentada diria um velho inglês da Home Guard, daqueles que esperava a invasão da sua ilha e achava que sempre podia levar um “boche” consigo. E aí o “não se limpam armas”, é de um simplicidade brutal. Ou nós ou eles.






Segundo Chossudovsky, a denominada “guerra ao terrorismo” é uma fabricação completa baseada na ilusão de que um homem, Osama bin Laden, conseguiu ludibriar o aparelho de informações norte-americano que possui um orçamento de 30 mil milhões de dólares.

A “guerra ao terrorismo”é uma guerra de conquista. A globalização é a marcha final para a “Nova Ordem Mundial”, dominada por Wall Street e pelo complexo militar-industrial americano.

O 11 de Setembro de 2001 foi o momento que a administração Bush aguardava, a denominada “crise útil” que forneceu um pretexto para empreender uma guerra sem fronteiras.

A estratégia americana consiste em estender as fronteiras do Império Americano de modo a facultar o controlo completo por parte das grandes corporações americanas, enquanto instala na América as instituições de um estado securitário.

Chossudovsky revela um enorme embuste – Uma complexa teia de logros com o objectivo de defraudar o povo americano e o resto do mundo no sentido de aceitarem uma solução militar que ameaça o futuro da humanidade.

Milhões de pessoas têm sido enganadas em relação às causas e consequências do 11 de Setembro. Quando pessoas nos Estados Unidos e no Mundo descobrirem que a Al-Qaeda não é um inimigo externo mas uma criação da política externa norte-americana e da CIA, a legitimidade da guerra desmoronar-se-á como um castelo de cartas.

Através do país, a imagem de um “inimigo externo”, é instilado na consciência dos americanos. A Al-Qaeda está a ameaçar a América e o mundo. A anulação da democracia sob a legislação «Patriot» é apresentada como um meio de proporcionar “segurança doméstica” e sustentar as liberdades civis.



Comentário:

O meu coração balança, indeciso, entre a ingenuidade tocante de Pacheco Pereira e a fria objectividade de Chossudovsky.

À revolta casta de Pacheco contra os que escarnecem o Patriot Act, essa “fascização da América como ele já ouviu falar", responde o realista Chossudovsky com a anulação da democracia sob a legislação «Patriot» e a instalação na América de um estado securitário.

À pergunta, que Pacheco coloca candidamente a si próprio, porque não há-de combater, com tudo o que tem à mão, um terrorismo apocalíptico que tem como objectivo a guerra total, surge a réplica quase brutal, do pragmático Chossudovsky, de que a Al-Qaeda não é um inimigo externo mas uma criação da política externa norte-americana e da CIA

E se o despretensioso Pacheco coloca desta forma o problema dos terroristas: é de uma simplicidade brutal: ou nós ou eles, já o sofisticado Chossudovsky fala num enorme embuste, uma complexa teia de logros com o objectivo de defraudar o povo americano e o resto do mundo no sentido de aceitarem uma solução militar que ameaça o futuro da humanidade.

De que lado estará, afinal, a razão?

Será Chossudovsky um louco inofensivo ou Pacheco um mentiroso compulsivo?

As premonições da Scotland Yard

A Scotland Yard avisou, com meia hora de antecedência, o ministro das finanças Benjamin Netanyahu para não ir para o local dos atentados, de acordo com um telegrama da Associated Press (um deslize que foi subsequentemente negado, mas que ainda aparece no site da Al Jazeera.



Al Jazeera - 7/7/2005 10:00:00 PM GMT

Netanyahu altera planos devido a pré-avisos de atentados

Foi relatado que o ministro israelita das finanças, Benjamin Netanyahu, decidiu não estar presente numa conferência económica em Londres depois da embaixada israelita ter recebido pré-avisos de atentados.

Um alto funcionário do ministério dos negócios estrangeiros israelita afirmou que a polícia britânica informou a embaixada israelita da possibilidade de ataques bombistas minutos antes dos ataque de Quinta-Feira.

Netanyahu era suposto estar presente numa conferência económica num hotel sobre uma das estações do metro de Londres onde hoje uma das explosões teve lugar, e o aviso levou-o a alterar os seus planos e a ficar no quarto do seu hotel, disseram funcionários do governo.

O funcionário do ministério dos negócios estrangeiros israelita, que pediu anonimato, disse que a Scotland Yard telefonou ao responsável da segurança da embaixada israelita e contou-lhe que tinham recebido ameaças de possíveis ataques, minutos antes da primeira explosão.



Comentário:

O sortudo ministro israelita das finanças, Benjamin Netanyahu, um declarado amante da paz, salvou a vida graças à «presciência» da competente rapaziada da Scotland Yard. Louvado seja Deus!

sábado, julho 16, 2005

O metropolitano de Londres às moscas



Londrinos desconfiados com o encerramento de estações de metropolitano antes das explosões


Muitas pessoas no fórum do London Evening Standard website, falam das suas experiências no dia dos atentados.

Um dos membros escreve:

Alguém que tenha viajado no metro no dia dos ataques, e antes de estes terem acontecido, notou alguma coisa de especial?

Eu apanho o metro em Piccadilly às 7.45 todas as manhãs e chego ao meu emprego em Kensington por volta das 8.00. Normalmente, todos os lugares já estão ocupados em Finsbury Park e as carruagens já estão cheias em Kings Cross.

Contudo, ontem, a minha viajem foi misteriosamente calma. Pela primeira vez havia lugares vagos na minha carruagem em toda a extensão da zona 1. Isto foi às 7.45 – mais de uma hora antes de os ataque começarem. Ouvi também pessoas a dizer que a linha do Norte estava a ser fechada na mesma altura. Há alguma coisa que não nos tenha sido dita?


Outro membro do fórum responde:

Eu ia de carro e tinha ter de apanhar um colega de trabalho em Balham às 7.15 , mas quando lá cheguei, estavam lá carrinhas de emergência do metropolitano, polícia e muita gente a ser mandada afastar de uma estação fechada.

Tudo muito estranho. Eles devem ter sabido que alguma coisa ia acontecer, tinham seguramente informações acerca disso. À medida que ia avançando pela estrada, que acompanha a linha do metropolitano, as estações estavam todas fechadas e centenas de pessoas estavam nas bichas para os autocarros.

Quando cheguei a Oval, que estava aberta, estavam dois polícias junto à estação, o que numa área tão calma como aquela é extremamente raro. A linha do Norte estava fechada de Morden até Stockwell. Sabiam que ia acontecer alguma coisa, mas enganaram-se e estão à espera que ninguém diga nada.


Quando combinado (este diálogo) com as ameaças de bomba a diferentes grandes cidades inglesas antes dos atentados, com os avisos israelitas e para lá dos simulacros coincidentes com os atentados no dia, na hora e no lugar, estas declarações tornam mais clara a natureza do ataque.



Comentário:

Foste tu Blutus?

quinta-feira, julho 14, 2005

Londres 7/7/2005 - Um “atentado” à inteligência

13 de Julho de 2005

Vários factos estranhos estão associados ao recente atentado em Londres. O diálogo seguinte teve lugar na tarde do dia dos atentados (7 de Julho de 2005) na rádio da BBC. O repórter da BBC entrevistou Peter Power, Director Chefe da empresa Visor Consultants, que se define a si própria como uma empresa de consultoria para a “gestão de crises”. Power é um ex-funcionário da Scotland Yard.


Uma coincidência?

POWER: Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.

BBC: Sejamos claros, você estava e efectuar um exercício para testar se estavam à altura de um acontecimento destes, e ele aconteceu enquanto faziam o exercício?

POWER: Exactamente, e foi cerca das nove e meia da manhã. Nós planeámos isto para uma empresa, que por razões óbvias não vou revelar o nome, mas eles estão a ouvir e vão sabê-lo. Estava numa sala cheia de gestores de crises e, em menos de cinco minutos, chegámos à conclusão que aquilo era real, e portanto passámos dos procedimentos de exercícios de crise para uma situação real.


Peter Power


Porque é que estes comentários impressionantes não foram publicados nos media do Reino Unidos e dos Estados Unidos? Esta situação é impressionantemente semelhante ao acontecido no 11 de Setembro, que foi reportado no Boston Globe.


O Sr. Power repetiu estas declarações na televisão (ITN). O clip de vídeo de dois minutos está disponível aqui.


Outro excerto sobre este assunto no website da CBC, uma emissora de televisão canadiana aqui.





Gestão de crises: Quando surge uma emergência como o atentado de Londres, o público vira-se instintivamente para a ajuda de profissionais. Falámos com dois especialistas que estão hoje em Toronto para a Conferência Mundial de Gestão de Desastres. Adrian Gordon é o Director Executivo do Centro Canadiano para a prevenção de Emergências, e Peter Power é o Director Chefe de uma empresa sedeada em Londres, a Visor Consultants, especializada em gestão de crises – que na manhã de 7 de Julho de 2005 estava, por acaso, a levar a cabo um exercício de segurança para uma firma privada, simulando múltiplas explosões de bombas no Metropolitano de Londres, exactamente nas estações que foram atacadas na realidade.

E aqui está um clip de dois minutos de Power a contar esta história na CBC.


Blair opõe-se à investigação dos atentados?

E no muito respeitado Financial Times vem um artigo intitulado: Blair rejeita pedidos para a investigação dos atentados.

Tony Blair rejeitará na Segunda-Feira pedidos dos Conservadores para um inquérito aos ataques bombistas da passada semana, insistindo que isso desviaria as atenções da tarefa de encontrar os executores do atentado.”

Será que faz algum sentido? Porque é que uma investigação não ajudaria a prevenir que uma coisa destas acontecesse novamente? A postura de Blair é visivelmente similar às anteriores oposições tanto do presidente Bush como do vice-presidente Cheney para a instituição de uma comissão independente que investigasse o 11 de Setembro.



Comentário:

Vejam cuidadosamente todos os links deste artigo e verifiquem, com os vossos próprios olhos, os clips televisivos e os artigos de jornais que apresentam esta coisa espantosa:

Enquanto uma empresa, a Visor Consultants, efectuava um simulacro de atentados bombistas em estações de Metro londrinas, terroristas suicidas “autênticos”, “supostamente ligados à Al-Qaeda”, levavam à prática um verdadeiro atentado, exactamente à mesma hora, exactamente nas mesmas estações de Metro e exactamente com os mesmos meios que os simuladores da Visor Consultants preconizavam na sua simulação.

Isto diz-nos tudo acerca da ameaça terrorista, dos verdadeiros terroristas e da verdadeira identidade da Al-Qaeda!

E, diz-nos tudo, também, acerca dos que clamam por um controlo mais apertado das telecomunicações e sobretudo da Internet. Porque a Internet constitui, hoje, praticamente a única fonte de informação que os verdadeiros terroristas ainda não controlam. A favor desse controlo estão os lacaios do terrorismo: os Madrinhas, os Vitorinos, os Rogeiros, os Pachecos e tantos outros.

Observem bem os links deste artigo e tirem as vossas conclusões!

quarta-feira, julho 13, 2005

Ataque suicida mata 24 crianças em Bagdad

VISAOONLINE 13 Julho. 2005

Vinte e quatro crianças e um soldado norte-americano morreram esta quarta-feira num atentado suicida que "visava uma coluna das forças dos Estados Unidos" na zona sudeste de Bagdad, segundo um responsável da morgue do hospital de Kindi.

«Recebemos os corpos de 24 crianças entre os 10 e 13 anos», afirmou o responsável, que não quis ser identificado, adiantando que 18 crianças ficaram feridas.

O ataque registou-se às 10h30 (7h30 em Lisboa) na via rápida Mohammad al-Kassem. Um bombista suicida fez explodir a sua viatura junto de uma coluna de veículos norte-americana cercada por crianças que estendiam as mãos para receber doces que os soldados distribuíam.



Comentário:

Cada vez simpatizo menos com Cheney, Rumsfeld, Wolfowitz, Rice e tantos outros. Não consigo explicar. É instintivo!

O recurso ao terrorismo de Estado

Revista Visão - Rui Costa Pinto - Segunda, 11 Julho 2005

Depois do 11 de Setembro, em Nova Iorque, e do 11 de Março, em Madrid, as promessas de combate ao terrorismo foram ridicularizadas por mais um bárbaro ataque a uma das capitais mais seguras do mundo.

A invasão do Iraque, um gesto irresponsável com consequências imprevisíveis, fazia antever um atentado brutal contra os interesses e as vidas dos súbditos de Sua Majestade, que, infelizmente, se veio a confirmar.

O recurso ao terrorismo de Estado em nome do combate ao terrorismo, as políticas belicosas, a restrição dos direitos individuais e a colocação de uma câmara de vigilância em cada esquina não são suficientes para travar os fundamentalistas.

O ataque de 7 de Julho é a prova de que não se consegue combater o terrorismo apenas com medidas de segurança.

De nada serve agitar fantasmas étnicos e religiosos para explicar o que não tem explicação.

A grande lição dos atentados, em Londres, é simples: enquanto a guerra, a exploração e a fome ocuparem uma parte do planeta, os países ricos não podem garantir a segurança dos cidadãos.

Ironicamente, as bombas falaram mais alto, no momento em que os países mais poderosos do planeta se preparavam para dar um passo de gigante na luta contra o genocídio do povo africano.

O perdão da dívida dos países mais pobres do mundo, a duplicação da ajuda ao continente africano, o compromisso de acabar com os subsídios aos produtos agrícolas europeus e norte-americanos e a constituição de um fundo para a Autoridade Palestiniana mereciam ser as estrelas da agenda internacional, pois são a forma mais credível de combater as bases do terrorismo.

A história está cheia de exemplos de lutas terroristas que começaram a enfraquecer a partir do momento em que o progresso económico e a justiça social falaram mais alto.

Os defensores de políticas musculadas, cinicamente, ainda continuam a clamar por mais medidas excepcionais de segurança, ignorando que os assassinos de milhares e milhares de inocentes apenas conseguem sobreviver à custa da desfaçatez de uma ordem internacional falida e do pragmatismo de um sistema financeiro mundial que fecha os olhos à especulação bolsista e às off-shores.

Tal como se soube, agora, vinte anos depois, que o Presidente François Mitterrand deu ordem para explodir o Rainbow Warrior, mais tarde ou mais cedo saber-se-à a quem serviu a estratégia politicamente criminosa de combater o terrorismo apenas pela força das armas.



Comentário:

Mas já se sabe ó Rui Costa Pinto. Basta falares com o Fernando Madrinha, o José Cutileiro, o João Pereira Coutinho ou o João Carlos Espada, todos eles escribas do Expresso, com uma avença paga em dólares pela Agência Central de Esperteza (não me recordo do acrónimo em inglês), para quem diligentemente trabalham.

Deduzo que, pela manifesta pobreza semântica, ideológica e gramatical, seja o Pereira Coutinho a auferir o rendimento mínimo desinformativo. Em Langley, aparentemente, não se desbarata o dinheiro dos contribuintes com mentecaptos de além-mar, seja em Portugal, em Inglaterra, em Israel ou na Austrália.

terça-feira, julho 12, 2005

Sem dinheiro não há palhaços


Os Estados Unidos possuem 13 grandes agências de informações. Vejamos as mais importantes:

CIA (Central Intelligence Agency): Colocando agentes no terreno, pesquisando e utilizando outros meios, a CIA recolhe informações acerca de governos estrangeiros que fornece ao governo americano. Procedem também à contra-espionagem. Possuem cerca de 20 000 funcionários. O Washington Post reportou que o orçamento anual da CIA é de 30 mil milhões de dólares.

NRO (National Reconnaissance Office): Opera a rede de satélites espiões dos Estados Unidos. Orçamento anual actualmente: 10 mil milhões de dólares.

FBI (Federal Bureau of Investigation): Recolhe informação sobre ameaças domésticas, incluindo organizações terroristas estrangeiras baseadas nos Estados Unidos, ameaças domésticas, etc. Orçamento: 3 mil milhões de dólares.

DIA (Defense Intelligence Agency): Recolhe e trata informação sobretudo ao nível militar. Trata, também informação provinda de outras agências. Orçamento anual actualmente: 40 milhões de dólares.

Army Intelligence: Dedica-se à recolha de informação e distribuem-na pelos outros serviços de informações.

Navy Intelligence: idem.

Air Force Intelligence: idem.

Marine Corps Intelligence: idem.

NSA (National Security Agency): É a agência encarregue da criptografia e da vigilância electrónica.

Estimativas indicam que o orçamento total para as treze grandes agências de informação ultrapassem os 100 mil milhões de dólares anuais.



Comentário:

Dispondo de tão parcos recursos, financeiros, materiais e humanos, é pura ingenuidade os Estados Unidos pretenderem apanhar terroristas experientes e calejados como são os casos de:

- O saudita Osama bin Laden, o nº 1 da Al-Qaeda.

- Ayman al-Zawahiri, alegadamente o "braço direito" de Bin Laden e o "número 2" na hierarquia da Al-Qaeda.

- al-Zarqawi, “o jordano”, o chefe da al-Qaeda no Iraque, responsável por incontáveis atentados bombistas.

- Suleyman Bugheith, “o Kuwaitiano”, uma das principais figuras da Al-Qaeda

- Zugam e Abderrahim, conhecido como “o Químico”.

- Khaled Madani, conhecido como "Al Jazir", suposto membro da Al-Qaeda.


Enquanto os Estados Unidos, de uma forma séria, não abrirem os cordões à bolsa, o terrorismo está aí para durar. É certo e sabido.

segunda-feira, julho 11, 2005

A Grã-Cruz de Sócrates, no fundo, é nossa


Expresso – 9 de Julho de 2005-07-11

Dividendos do Euro

A semana começou bem para José Sócrates. Por ter sido um dos governantes com a tutela do Euro 2004 - quando foi ministro-adjunto do primeiro-ministro, durante o I Governo de António Guterres -, o actual chefe do Executivo foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Pela mesma razão, Jorge Sampaio agraciou igualmente José Lello e José Luís Arnaut, entre outros. Nestas alturas, o ex-fardo da governação até parece nem ter existido.


A 12 de Fevereiro de 2005 António José Seguro lembrou as responsabilidades de Sócrates na realização do Euro-2004: "Hoje, como no Euro-2004, houve um homem que lançou a semente, a semente de uma força que ninguém pode parar. Esse homem chama-se José Sócrates, futuro primeiro-ministro de Portugal", acentuou.


O Correio da Manhã de 21/05/2004 avaliava o impacto do Euro 2004:

Na economia é que o impacto não foi tão bom como o esperado. Nas previsões apresentadas à evolução da economia portuguesa, o Banco de Portugal afirmou que o impacto do Euro2004 poderá «afectar negativamente as taxas de variação» da economia portuguesa em 2005. Os efeitos positivos do Euro foram apenas temporários.

E o dinheiro investido neste espectáculo de grande escala também não teve grande retorno. Quase seis meses depois do Euro 2004, alguns estádios onde foram investidos milhões de euros para receber a prova estão «às moscas». Dos recintos do Euro2004, só os dos «três grandes» tiveram sucesso comercial.

Numa auditoria desenvolvida pelo Tribunal de Contas junto dos estádios de Guimarães, Braga, Leiria, Coimbra, Aveiro, Loulé e Faro, ficou claro que todos custaram mais do que o orçamentado, e que as autarquias se endividaram para os próximos 20 anos. As sete autarquias que receberam jogos do Euro 2004 contraíram empréstimos bancários no valor global de 290 milhões de euros para financiar obras relacionadas com o campeonato. Na sequência destes empréstimos, as câmaras terão que pagar juros no montante de 69,1 milhões de euros, nos próximos 20 anos, refere o relatório de auditoria do Tribunal de Contas.


Diário de Notícias - Sexta, 1 de Julho de 2005

José Sócrates subscreveu ontem formalmente, com o seu próprio Governo, a decisão de tornar o comboio de alta velocidade e o novo aeroporto da Ota nos dois grandes investimentos portugueses no arranque do século XXI. Numa apresentação ainda preliminar do programa de infra-estruturas prioritárias deste Governo - cujo montante saltou dos 20 mil milhões de euros para 25 mil milhões até 2009 -, o TGV, orçamentado em 14 mil milhões de euros, e a Ota, calculada em 3 mil milhões, representarão o maior investimento público de sempre.



Comentário:

Se dez estádios, estruturantes, que custaram 800 milhões de Euros, valeram ao ministro-adjunto Sócrates a Grã-Cruz da Ordem do Infante, que tipo de galardão deveria ser aplicado ao primeiro-ministro Sócrates, pelo investimento de 17 mil milhões de euros, em obras tão ou mais estruturantes que as primeiras?

Admiradores fervorosos do Premier aventam diversas hipóteses no campo da lubricidade, mas ninguém sabe ao certo se seriam exequíveis. De qualquer forma, nunca fariam justiça ao digníssimo governante.

Em defesa de Isaltino

Isaltino Morais tem sido achincalhado na praça pública. Claro que não é por acaso dada a proximidade das eleições. Assim que alguém se ergue contra os poderosos tem logo contra si o poder instalado. Aconteceu o mesmo a Santana Lopes quando quis afrontar os privilégios da banca e correr com os ricaços dos locatários que pagam tuta e meia de renda e têm os Mercedes à porta.

Isaltino nasceu pobre algures em Trás-os-Montes terra de revolucionários, daí que desde muito jovem se tenha manifestado intransigente para com os corruptos poderosos que se aproveitam dos cargos políticos para encherem os bolsos à custa do povo.

A campanha difamatória promovida pela Zambujo, que sem ele estaria hoje com uma esfregona num vão de escada, entristece-o não por ele, porque esta nobre alma não é de guardar rancores, mas pelo povo de Oeiras que ele sempre tanto amou, já desde os tempos em que ainda criança brincava no adro da igreja lá da aldeia.

Estas suspeições sobre a sua honestidade têm indignado os construtores civis que com ele privaram durante os seus mandatos à frente da autarquia oeirense. “Perguntem ao Magalhães se alguma vez me viu a roubar!”, desabafou ele um dia numa roda de amigos na marisqueira “Os Arcos” em Paço d’Arcos.

Se ele quisesse enriquecer teria ido para a Suíça como taxista para o pé do estroina do sobrinho. Aquilo é que é uma mina! Até já surgiu um movimento num cantão suíço contra os imigrantes portugueses devido ao seu crescente poderio económico.

Só falta acusarem-no de lavagem de dinheiro, fugas aos impostos, corrupção, mancomunação com arquitectos da Câmara que de lá teriam saído para que ele ficasse mais protegido nas negociatas! Sim só faltava isso a ele que se esfalfou pelo povo de Oeiras, que por ele geminou que se fartou!

Já quando estava na autarquia e lhe chegavam rumores de atoardas levantadas contra si, se sentia tão desgostoso que chegava a estar uma semana sem ir ao “Os Arcos”. O seu problema sempre foi o de ter uma alma sensível e delicada. Se fumava charutos caros não era por ostentação de “pato-bravo” novo-rico, como malevolamente se insinuava, mas pelo prestigio do Concelho, por o querer “sempre mais à frente”. Se ia com freqüência jantar por 40 ou 50 contos ao “Petit” de Algés, não era por luxo, por gula, “para encher a pança”, mas para se sentir mais forte, mais sadio, mais confiante no dia seguinte para lutar pelo bem dos pobres, do povo de Oeiras. Se tinha várias casas, que ninguém ousasse pensar que era por capricho ou para alojar amantes. Era para ter sempre alguma de reserva para algum morador de uma barraca a quem falhasse casa no programa de realojamento.

Ultimamente até têm dito que os da Concelhia do PSD que o apoiam, são os “que andaram a mamar” enquanto ele lá esteve. “Só me apetece é entornar um penico cheio de merda em cima do anão do Mendes”, deixa ele às vezes escapar quando a indignação aperta. Mas logo volta a si e fica tranquilo com aquela bonomia característica dos simples, dos impolutos, dos que sempre andaram na vida de cabeça erguida!

sábado, julho 09, 2005

A Reconstrução do Iraque


Relato circunstancial de um repórter da BBC Rádio, enviado para o Iraque. Dizia ele que:

1- A vida dos iraquianos está, hoje, pior que nunca.
2- As ruas estão permanentemente entupidas por engarrafamentos de trânsito, excepto quando passa uma patrulha americana, porque todos fogem dali, com medo de virem a ser apanhados numa emboscada.
3- São mais as vezes em que não há fornecimento de electricidade, do que as vezes em que há. Consequência: durante o dia, as pessoas têm de aguentar, dentro de casa, temperaturas superiores a 40ºCelsius.
4- Não há fornecimento de água canalizada. Todo o sistema foi já sabotado pela resistência.
5- Os estrangeiros, mesmo civis, não têm liberdade de se movimentarem dentro da cidade.
6- Na maior parte da cidade, as casas foram “canibalizadas” dos caixilhos das janelas, das portas, das torneiras, de todas as peças transportáveis.
7- Os museus foram, todos, saqueados. Muitos dos salteadores foram os próprios soldados norte-americanos, em busca de “souvenirs”.
8- No aeroporto, os aviões aterram e levantam em estranhas manobras em espiral, de modo a diminuir o risco de serem atingidos por rockets.
9- Dezenas de milhar de soldados estrangeiros não conseguem, sequer, garantir a segurança na estrada aeroporto/Bagdad.

Estes são alguns dos tópicos da crónica do repórter da BBC que passou em antena, hoje, às 11h30 da manhã no World Service.