quinta-feira, maio 18, 2006

Nunca, antes ou depois do 11 de Setembro, um edifício alto, com estrutura em aço, entrou em colapso por efeito do fogo.

No princípio do anos 70 o engenheiro chefe de estruturas do World Trade Center, Leslie Robertson, calculou o efeito do impacto de um Boeing 707 nas torres do World Trade Center. O resultado surgiu no New York Times onde se afirmou que o estudo de Robertson provou que as torres podiam suportar o impacto de um Boeing 707 a 950 km/hora. Mal sabia ele que três décadas depois, dois aviões quase idênticos ao Boeing 707, iriam atingir as torres.

A Comissão do 11 de Setembro e o FEMA (Agência Federal para o Tratamento de Emergências)admitiram que os edifícios estavam preparados para o impacto de aviões e que os colapsos se deveram aos incêndios.

No World Trade Center a torre sul colapsou ao fim de 56 minutos de incêndio. A torre norte ao fim de 102 minutos.


































A 13 de Fevereiro de 2005, a Torre Windsor, um dos edifícios emblemáticos de Madrid, com 32 andares e 106 metros de altura, situado no "coração financeiro" da cidade, o Complexo Azca, ficou reduzido a um esqueleto de cimento armado por um incêndio. O incêndio só foi dado como controlado 13 horas depois do seu início e durou ainda mais dois dias. Em suma, o edifício ardeu durante três dia e não colapsou.

O incêndio na Torre Windsor:







terça-feira, maio 16, 2006

Edifício nº 7 do World Trade Center - a implosão controlada








Vídeo – 1:06m

Nunca, antes ou depois do 11 de Setembro, nenhum edifício alto, com estrutura de aço, entrou em colapso por efeito do fogo.

O colapso do edifício 7, com 47 andares, que fazia parte do complexo do World Trade Center, é muito mais difícil de explicar do que o colapso das torres gémeas. Em grande medida porque nenhum avião chocou com ele, de forma que nenhuma das teorias sobre o efeito dos impactos dos aviões nas outras torres, e que supostamente teriam contribuído para o colapso das mesmas, pode ser aplicada em relação a ele.

Além disso, toda a evidência fotográfica sugere que os incêndios neste edifício foram pequenos, não muito quentes, e limitados a uns poucos pisos. Fotografias do lado norte do edifício mostram fogos apenas no 7º e 12º pisos deste edifício de 47 andares.

Esta foi uma das mais espantosas omissões da Comissão. De acordo com a teoria oficial, o edifício 7 demonstrava, ao contrário da convicção universal anterior ao 11 de Setembro, que grandes edifícios com estrutura de aço podiam entrar em colapso a partir de incêndios autónomos (fire alone), mesmo sem terem tido o impacto de um avião. E mesmo assim a Comissão do 11 de Setembro, ao preparar o seu relatório de 571 páginas, não dedica uma única frase a este histórico evento.


Terá o edifício sido deliberadamente demolido?

De forma bastante surpreendente, uma versão desta teoria foi declarada publicamente por um conhecedor profundo (insider), Larry Silverstein, que era o dono do edifício 7. Num documentário da PBS difundido em Setembro de 2002, Silverstein, falando acerca do edifício 7, afirmou:

Recordo ter recebido um telefonema do comandante do departamento de bombeiros a contar-me que eles não estavam certos de serem capazes de conter o incêndio, e eu disse: "Tivemos perdas tão terríveis de vidas humanas, talvez a coisa mais inteligente a fazer seja derrubá-lo (the smartest thing to do is pull it) ". E eles tomaram aquela decisão de derrubá-lo e nós observámos o edifício a entrar em colapso. (PBS, 2002 - ver o vídeo).

É muito desconcertante, sem dúvida, que Silverstein, que estava pronto para receber milhares de milhões de dólares em pagamentos de seguros pelo edifício 7 e pelo resto do complexo do World Trade Center, na suposição de que haviam sido destruído por actos de terrorismo, tivesse feito uma tal declaração em público, especialmente em frente de câmaras de televisão. Mas esta afirmação, de que o edifício 7 foi derrubado por explosivos, qualquer que seja o motivo subjacente, é a única explicação plausível para o edifício ter entrado em colapso.

segunda-feira, maio 15, 2006

O eixo da propaganda, do embuste e da mentira - no Expresso



Na sua crónica no Expresso, José Cutileiro lamenta, compreensivelmente, o travão que Putin tem vindo a colocar à expansão do império no Médio Oriente e na Ásia Central:


O regresso da Rússia

"Há cinco anos, George Bush gostou da alma de Putin (que lhe viu nos olhos). Esse tempo passou. Há dias, na Lituânia, Dick Cheney verberou a Rússia por desrespeito pelos direitos do homem - antes de voar para a Ásia Central, reforçar laços com tiranos abjectos que exportam petróleo. Cujo preço subiu tanto que Putin pode subornar o seu povo e ignorar críticas de fora - cada vez mais raras porque poucos europeus se querem zangar com o grande fornecedor de energia. Entre falta de resistência democrática dos russos, desunião europeia e inépcia da Administração Bush, a Rússia está a voltar a ser um vizinho incómodo."





Na sua crónica no Expresso, Jaime Nogueira Pinto, avisa-nos que mesmo que reduzamos o Irão a uma superfície lunar, um «terrorismo» sem rosto há-de, para todo o sempre, continuar a ameaçar-nos. E remata: quem nos defende? Adivinha-se aqui um lancinante apelo ao complexo militar-industrial americano.


Do Apocalipse a Jack Bauer: quem nos defende?

“Coisas terríveis não faltam. Desde o 11 de Setembro, há uma ameaça pendente de um acto de macroterrorismo, na América ou na Europa: uma praga química ou «biológica», fabricada por um cientista fanático e vingativo, contra os «cruzados e judeus»; ou, mais modesta, um superatentado simultâneo contra jactos comerciais, ou paquetes de recreio americanos...”

“Aconteça o que acontecer com o Irão, em dez ou vinte anos, haverá muitos Estados «nucleares» e vamos viver com o problema que agora temos com Teerão e Pyongyang, multiplicado pelo seu número.”

“E partilharemos, pelo menos para o pior, o destino dos norte-americanos de quem dependemos militarmente. Ou seja, não a glória do Império, mas seguramente a sua desgraça. Quem nos defende?"





Na sua crónica no Expresso, João Pereira Coutinho, fala de Ahmadinejad e dos seus «recados» a Washington. Coutinho sorri perante a complacência do Ocidente perante tamanhas enormidades. Mas dá a receita: um remédio capital!


A política das boas intenções

“Mas talvez não fosse má ideia tentar perceber o que diz a carta de Ahmadinejad. Tirando as acusações da praxe (Guantánamo, prisões da CIA na Europa, etc.), que parecem intoleráveis aos olhos humanitários de Teerão, Ahmadinejad decreta a morte das democracias liberais; apresenta o ataque iraniano à embaixada americana de 1979 como um acto de hostilidade ao próprio Irão; acusa a América de cumplicidade no 11 de Setembro; e finalmente confessa não entender porque motivo qualquer ambição nuclear é vista como uma atitude anti-semita, sobretudo quando o regime deseja, muito amigavelmente, «apagar Israel do mapa».”

“A opinião geral vê na carta uma receita para a crise e exige de Washington uma resposta. Eu também. Com todo o respeito, Washington devia aviar a sua na farmácia mais próxima e enviar qualquer coisa com votos de melhoras.”



Comentário:

Que pena que o João Carlos Espada nada tenha dito desta vez. Terá saído do Expresso? É que o homem fazia parte da quadratura do Pentágono.

sexta-feira, maio 12, 2006

A carta de Ahmadinejad a Bush e o papel dos “merdia” que supostamente nos "informam"











Islamic Republic News Agency:

Na carta do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad a George W. Bush, de dezoito páginas, o presidente iraniano refere o 11 de Setembro:

Sr. Presidente [Bush],
O 11 de Setembro foi um acontecimento horrível. A morte de inocentes é deplorável e aterrador em qualquer parte do mundo. O nosso governo declarou imediatamente a sua repulsa contra os criminosos e ofereceu condolências às pessoas enlutadas e exprimiu os seus pêsames.

Todos os governos têm o dever de proteger as vidas, a propriedade e os bens dos seus cidadãos. Supostamente o seu governo empregou medidas de segurança abrangentes, sistemas de protecção e informações – e até perseguiu os seus inimigos no estrangeiro.

O 11 de Setembro não foi uma operação simples. Poderia ela ter sido planeada e executada sem a coordenação dos serviços secretos – ou sem estes terem sido infiltrados em larga escala? Claro que isto é apenas uma pergunta educada. Porque é que vários aspectos do ataque foram mantidos em segredo? Porque é que não nos é dito quem descartou as suas responsabilidades? E, porque é que esses responsáveis e os culpados não são identificados e levados a julgamento?


Comentário:

Após uma pesquisa aturada no Google, encontrei isto no Correio da Manhã. Foi o mais próximo da missiva enviada por Ahmadinejad que encontrei. Os outros “merdia” nem sequer falam nisto. É esta a informação livre, responsável e independente que nos impingem diariamente nos jornais, televisões e rádios.

Correio da Manhã

Em título:

Na inesperada carta enviada esta semana ao seu homólogo George W. Bush, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad não faz a coisa por menos: desanca o rival por causa da invasão do Iraque, apregoa o falhanço da democracia, volta a contestar o direito à existência de Israel e ainda termina com um convite a Bush para abraçar a religião.

(...)

“Foram ditas mentiras no caso do Iraque. E qual foi o resultado?”, escreve, em tom acusatório, antes de se atirar a Bush por causa da Guantanamo e por não revelar “toda a verdade” sobre o 11 de Setembro.

terça-feira, maio 09, 2006

Cheney, o Iraque e a Halliburton

Auditores do Pentágono descobriram pagamentos excessivos de mais de 250 milhões de dólares nas facturas apresentadas pela firma Halliburton por serviços prestados no Iraque, informou, a 27 de Janeiro, o jornal The NewYork Times.

Excerto de Fahrenheit 9/11 de Michael Moore

Vídeo - 5:20m




Anteriormente, em Janeiro de 2006, auditores chamaram a atenção pela existência de amplas despesas e trabalhos não terminados nas tarefas de reconstrução da nação árabe, encomendados a essa empresa.

A firma está sob escrutínio desde 2003, quando se descobriu que lhe foram outorgados contratos de trabalho sem licitação para a reconstrução dessa nação do golfo Pérsico.
Nessa época, alguns meios de comunicação chamaram a atenção acerca de possível favorecimento do governo, atendendo a que o vice-presidente Richard Cheney presidiu à empresa antes de chegar à Casa Branca.

Meses antes, os auditores do Pentágono descobriram que a companhia estava a cobrar ao Exército, nalguns casos, quase o triplo do que a outros pelo mesmo trabalho.

Os funcionários do Pentágono questionaram o pagamento de 263 milhões de dólares pela entrega de combustível, reparação de tubagens e outras tarefas e acharam que as tarifas foram potencialmente infladas ou sem justificação mediante documentos.

Para alguns políticos, como o representante democrata pela Califórnia, Henry A. Waxman, o Pentágono fez ouvidos de mercador ao trabalho dos auditores e pagou à Halliburton centenas de milhões de dólares: "uma fatia extraordinariamente grande".

segunda-feira, maio 08, 2006

SIC Notícias – A propaganda do Pentágono também é paga por nós

Há uns tempos atrás, a SIC Notícias passava este «genérico» de 90 em 90 minutos. Pura propaganda pró-George W Bush!

Tendo como pano de fundo ataques «terroristas» nos Estados Unidos, mostra os rostos de Timothy McVeigh (alegadamente autor do atentado de Oklahoma City), Ossama Bin Laden (alegadamente autor do atentado do 11 de Setembro) e Saddam Hussein (alegadamente detentor de armas de destruição maciça).

O slogan (em letras garrafais) fala em «Tranquilidade», «Defesa» e «Bem-estar». No fim, aparece liberdade, em letras bastante mais pequenas. Qualquer cábula de um curso de publicidade percebe o significado.

Na parte final, Bush aparece a falar num «faceless coward» (um cobarde sem rosto). A questão que se coloca, é: não haverá espelhos na Casa Branca? Como é que Bush se penteia? Como é que o vice-presidente, Dick Cheney, fará a barba? Como é que Colin Powell arranjava as sobrancelhas (antes de ser corrida)? Como é que Condoleezza Rice desfriza o cabelo?

Vídeo - 2:22m




Balsemão, what’s wrong with you, my Bilderberger friend?

domingo, maio 07, 2006

Stephen Colbert arrasa Bush no jantar anual dos jornalistas na Casa Branca



No discurso no jantar anual dos jornalistas na Casa Branca, Stephen Colbert, o autor do programa satírico "The Colbert Report", arrasou completamente Bush, a administração americana e os domesticados media americanos. Com George W. Bush sentado na mesma mesa, Colbert, sob o pretexto de lhe dar o seu apoio, expôs todos os podres do presidente, para estupefacção da assistência.

Vídeo absolutamente imperdível AQUI (24:10m)






Transcrição em inglês do discurso de Colbert

Tradução do discurso:

Muito obrigado, senhoras e senhores. Antes de começar, foi-me pedido para dar um recado. Quem estacionou 14 jipes pretos à prova de bala em frente do edifício, pode ir lá tirá-los? Porque eles estão a impedir a passagem a outros 14 jipes pretos à prova de bala e eles precisam de sair.

Mas que honra! O jantar dos correspondentes da Casa Branca. Estar aqui sentado, à mesma mesa que o meu herói, George W. Bush, estar tão próximo deste homem. Parece que estou a sonhar. Alguém que me dê um beliscão. Sabem que mais? Eu durmo bem com o barulho – pode não ser suficiente. Alguém que me dê um tiro na cara. Ele está realmente aqui esta noite? Diabo, O tipo que poderia ter ajudado.

Já agora, antes de começar, se alguém precisar de alguma coisa na mesa, basta falar lenta e claramente para o nº da mesa. Alguém da NSA aparecerá imediatamente com um cocktail. Mark Smith, senhoras e senhores da imprensa, Primeira Dama, Sr. Presidente, o meu nome é Stephen Colbert e esta noite é meu privilégio homenagear este presidente. Nós não somos assim tão diferentes, ele e eu. Nós entendemos. Não somos vilões de uma patrulha idiota. Não somos membros dos “factuais”. Agimos em função daquilo que nos está nas entranhas, não é senhor? É onde a verdade está, aqui nas entranhas. Sabiam que temos mais extremidades nervosas nas entranhas do que temos na cabeça? Podem verificar. Já sei que alguns vão dizer “já verifiquei, e não é verdade”. É porque foram verificar isso num livro.

Da próxima vez, vejam nas própria entranhas. Eu fi-lo. As minhas disseram-me como é que funciona o nosso sistema nervoso. Todas as noites no meu show, o « Colbert Report», eu falo directamente das entranhas, OK? Dou a verdade às pessoas, não filtrada por argumentos racionais. Chamo a isso a “Zona Sem Factos”. Fox News, eu tenho direitos de autor sobre esse termo.

Sou um homem simples com um espírito simples. Possuo um pequeno conjunto de crenças com o qual vivo. Primeiro, eu acredito na América. Acredito que ela existe. As entranhas dizem-me que eu vivo lá. Sinto que ela se estende do Atlântico ao Pacífico, e acredito piamente que tem 50 estados. E não resisto para ver como o Washington Post vai desmentir isto amanhã. Acredito na democracia. Acredito que a democracia é a nossa maior exportação. Pelo menos até a China descobrir uma forma de cunhá-la em plástico a três cêntimos a unidade.

De facto, embaixador Zhou Wenzhong, benvindo. O seu grande país torna possíveis os nossos Happy Meals. É uma homenagem. Acredito que o governo que governa melhor é o governo que governa menos. E por estes padrões, nós colocámos um governo fabuloso no Iraque.

Acredito que conseguem melhorar a vossa situação sozinhos. Acredito que é possível – vi uma vez um tipo fazer isto no Circo do Sol. Foi mágico. E contudo sou um cristão comprometido. Acredito que toda a gente deve ter o direito a ter a sua própria religião, seja Hindu, Judeu ou Muçulmano. Acredito que há uma infinidade de caminhos para aceitar Jesus Cristo como vosso salvador.

Senhoras e senhores, acredito que é iogurte. Mas recuso-me a acreditar que não é manteiga. Acima de tudo, acredito neste presidente.

Sei que existem por aí algumas sondagens que dizem que este homem tem uma taxa de aprovação de 32%. Mas pessoas como nós, não prestamos atenção a sondagens. Sabemos que as sondagens são apenas colecções de estatísticas que reflectem o que as pessoas estão a pensar na “realidade”. E a realidade tem uma bem conhecida propensão esquerdista.

Portanto, Sr. Presidente, por favor, não preste atenção às pessoas que afirmam que o copo está meio vazio, porque 32% significa que está 2/3 vazio. O importante é que ainda existe algum líquido no copo, mas eu não o beberia. O último terço é normalmente água estagnada. Bom, rapazes, a questão é que eu não acredito que isto seja uma fase má desta presidência. Acredito que é apenas uma trégua antes da recuperação.

Ou seja, é como no filme “Rocky”. Bom. Neste caso o Presidente é Rocky Balboa e Apollo Creed é – tudo o resto no mundo. É o décimo round. Ele está ensanguentado. Ao seu treinador Mick, que neste caso poderia ser o vice presidente, está-lhe a gritar, “Estimula-me, Dick, estimula-me”, e cada vez que ele cai todos dizem, “deixa-te ficar! deixa-te ficar!” Fica ele no chão? Não. Tal como Rocky, volta a levantar-se e no fim... – na verdade, ele perde no primeiro filme.

Bem. Não interessa. O importante é que é a afectuosa história de um homem que foi repetidamente esmurrado na cara. Portanto não prestem atenção às sondagens que dizem que 68% dos americanos desaprovam o trabalho que este homem tem feito. Pergunto-vos uma coisa, não significa isso também que 68% aprovam o trabalho que ele não tem feito? Pensem nisso. Eu não pensei.

Eu apoio este homem. Apoio-o porque ele representa coisas. Não apenas por coisas, mas nas coisas. Coisas como porta-aviões e entulho e recentemente cidades inundadas. E isso tem um grande significado: não interessa o que aconteça à América, ele regressa sempre – com as mais poderosas fotografias encenadas de celebridades no mundo.

Bom, pode haver uma crise energética. Este presidente possui uma política energética muito avançada. Porque é que pensam que ele está sempre no seu rancho a cortar lenha? Ele está a tentar criar uma fonte de energia alternativa. Em 2008 já devemos ter um carro movido por arbustos.

E eu gosto dele. É boa pessoa. Obviamente adora a sua mulher, chama-lhe a sua melhor metade. E as sondagens mostram que a América concorda. Ela é uma verdadeira senhora e uma mulher maravilhosa. Mas eu já tenho carne, minha senhora.

Lamento, mas este meu discurso. Lamento, nunca fui um fã dos livros. Não tenho confiança neles. São todos factuais, sem coração. Quer dizer, são elitistas, dizem-nos o que é ou não é verdade, ou o que aconteceu ou não. Quem é a enciclopédia Britannica para me dizer que o canal do Panamá foi construído em 1914? Se eu quiser dizer que foi em 1941, esse é um direito que eu tenho como americano! Eu estou com o Presidente, deixem a história decidir o que é que aconteceu ou não.

O melhor acerca deste homem é que ele é firme. Sabemos o que é que ele defende. Ele acredita na quarta-feira na mesma coisa em que acreditava na segunda-feira, não importa o que tenha acontecido na terça. Os acontecimentos podem mudar; as crenças deste homem nunca. Excitado como estou por estar aqui com o Presidente, estou apavorado por estar rodeado pelos media esquerdistas que estão a destruir a América, com a excepção da Fox News. A Fox News dá-vos dois lados de qualquer história: o lado do Presidente e o lado do vice-presidente.

Mas e vocês, o resto dos media. O que é que estão a pensar quando dão as notícias das escutas telefónicas da NSA ou das prisões secretas na Europa Oriental. Estes assuntos são secretos por uma razão muito importante: são extremamente depressivos. Se isso era o vosso objectivo, então, foi levado a cabo miseravelmente. Nos últimos cinco anos vocês foram tão bons – sobre corte de impostos, informações sobre armas de destruição maciça, os efeitos do aquecimento global. Nós americanos não quisemos saber, e vocês, media, tiveram a gentileza de não tentar descobrir. Estes eram os bons tempos, tanto quanto sabíamos.

Mas, ouçam, vamos rever as regras. Eis como isto funciona: o Presidente toma decisões. Ele é o decisor. O assessor de imprensa anuncia essas decisões, e vocês, malta da imprensa, escrevem essas decisões. Decidir, anunciar, escrever. Passem o texto por um corrector ortográfico e vão para casa. Para junto da vossa família novamente. Façam amor coma vossa mulher. Escrevam esse conto que anda a deambular nas vossas cabeças. Sabem, aquele em que um repórter intrépido de Washington com coragem para enfrentar este governo. Vocês sabem – ficção!

Porque na realidade, que incentivo tem esta gente para responder às vossas questões, afinal? Quero dizer, nada vos satisfaz. Todos pedem por remodelações de gente do governo. Logo a Casa Branca faz essas remodelações. Então vocês escrevem, “Oh, eles estão apenas a reajustar as cadeiras do convés do Titanic”. Em primeiro lugar, esta é uma metáfora terrível. Esta administração não se está a afundar. Esta administração está a levantar voo. Se estão a reajustar algumas cadeiras são as do Hindenburg! [o balão dirigível Hindenburg incendiou-se ao chegar ao aeroporto de Lakehurst nos EUA, e literalmente desapareceu em poucos minutos].

Bom, não há só maus rapazes por aí. Alguns são heróis: Christopher Buckley, Jeff Sacks, Ken Burns, Bob Schieffer. Todos eles estiveram no meu show. Já agora Sr. Presidente, obrigado por ter aceite estar presente no meu show. Eu estava tão chocado como qualquer um aqui, juro-vos. Como é que está a ser a terça-feira para si? Eu tive lá Frank Rich, mas não o podemos injuriá-lo. E eu quero dizer injuriá-lo.

Vamos lá ver quem é que temos aqui esta noite. General Moseley, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea. General Peter Pace, presidente dos Chefes do Estado-Maior. Estes ainda estão com Rumsfeld. Bom vocês ainda não se reformaram, pois não? Exacto ainda estão com Rumsfeld.

Olhem, já agora, tenho uma teoria acerca da forma de lidar com estes generais reformados que estão a levantar todo este problema: não os deixem reformar-se! Vá lá, arranjem um programa pára-perdas; vamos usá-los aí. Já vi o Zinni e aquela multidão no programa de Wolf Blitzer. Se têm força suficiente para ir a um desses programas, então também têm para estar num teclado de computador a enviar homens para a batalha. Vá lá.

O reverendo Jesse Jackson está cá. Não tenho ouvido falar dele já há algum tempo. Já o tive no meu show. Uma entrevista muito estimulante e interessante. Pode-se perguntar-lhe tudo, mas ele só vai dizer o que quer, ao ritmo que ele quer. É como dar murros num glaciar. Aproveitem a metáfora, porque os vossos netos não vão fazer ideia do que um glaciar é.

O juiz Scalia está cá. Benvindo, senhor. Posso ser o primeiro a dizer que você está fantástico. Como está? [Após cada frase, Colbert faz um gesto manual, uma alusão ao uso recente de um gesto obsceno por Scalia ao falar com um jornalista. Scalia ri histericamente]. Estou apenas a falar siciliano com o meu paisano.

John McCain está cá. John McCain, John McCain, que dissidente! Aluém sabe que garfo é que ele usou na salada, porque garanto-vos que não era um garfo para saladas. Este homem pode ter utilizado uma colher. Não é previsível. Já agora, senador McCain, é tão bom vê-lo voltar para a congregação Republicana. Tenho uma casa de férias na Carolina do Sul; procure-me quando for falar na Universidade Bob Jones. Estou tão contente por o Sr. ter visto a luz.

Mayor Nagin! Mayor Nagin de Nova Orleães está cá, a cidade de chocolate! Sim, desista. Mayor Nagin quero desejar-lhe boas-vindas a Washington, D.C, a cidade de chocolate com um doce no centro. E uma crosta de corrupção. É um doce, penso que é o que eu estou a descrever, um biscoito periódico.

Joe Wilson está cá, Joe Wilson mesmo aqui em frente, o marido mais famoso desde Desi Arnaz. E, claro, trouxe a sua maravilhosa mulher Valerie Plame. Oh, meu Deus. O que é que eu disse? Desculpe Sr. Presidente, queria dizer que ele tinha trazido a sua maravilhosa mulher, a mulher de Joe Wilson. Patrick Fitzgerald não está cá esta noite? Ok, safou-se.

E, claro, não podemos esquecer o homem do momento, o novo assessor de imprensa, tony Snow. Nome de código, “Snow Job”. Emprego difícil. Que herói. Ficou com o segundo emprego mais difícil do Governo, a seguir, evidentemente, ao de embaixador no Iraque.

Arranjaste uma boa trabalheira, Tony, uma boa trabalheira. Scott McClellan conseguia dizer coisas como ninguém. McClellan, claro, desejoso da reforma. Sentiu realmente que precisava de passar mais tempo com os filhos de Andrew Card. Sr. Presidente, gostaria que não tivesse tomado a decisão tão depressa.


[Segue-se uma conferência de imprensa de Colbert a gozar]

sábado, maio 06, 2006

Durão Barroso - O Presidente da Comissão Europeia terá mais algum biscate?

Agora que os preços da gasolina estão tão elevados, veio-me à memória esta azeda troca de palavras entre Durão Barroso e Francisco Louçã a propósito da Galp, da Carlyle e de Bin Laden:


(Rádio Renascença a 30 de Abril de 2004):

O Primeiro-ministro desmentiu que o Governo tenha favorecido o grupo norte-americano Carlyle, um dos concorrentes à alienação do capital da GALP, através do financiamento deste consórcio.

A acusação partiu do dirigente do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, durante o debate mensal com o Primeiro-ministro, na Assembleia da República.

"O Governo não deu qualquer indicação ao banco. A Caixa Geral de Depósitos movimenta-se no mercado e toma as suas opções", sublinhou Durão Barroso, condenando "com muita firmeza e indignação" a acusação de Francisco Louçã.

O Primeiro-ministro, que falava no final do debate mensal, acrescentou ainda que os partidos da oposição "têm todo o direito" para questionar o Executivo, mas não para "lançar insinuações sem provas".

"Quando se lançam suspeitas sem provas, está-se a fragilizar o exercício da democracia", frisou o chefe de Governo.

A polémica em relação ao grupo norte-americano Carlyle ocorreu na fase final do debate mensal com Durão Barroso, dedicado ao alargamento europeu.

Louçã justificou a acusação dizendo que a CGD "participa e financia" um dos consórcios que concorrem à alienação de parte do capital da GALP.

O líder BE acrescentou que a CGD "não tem autonomia" para tomar uma decisão desta ordem "sem consultar a tutela", e recordou que o pai do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é um dos assessores da Carlyle, e que o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Martins da Cruz "chefia as operações" desse grupo norte-americano em Portugal. Ângelo Correia, dirigente histórico do PSD, é o porta-voz do consórcio para esta operação.

"O grupo Carlyle é também o gestor de negócios da família de Bin Laden no Ocidente", acusou ainda o dirigente bloquista, perguntando a Durão Barroso se é por amizade para com Martins da Cruz, para com George Bush ou por respeito pela família Bin Laden, que a Caixa Geral de Depósitos apoia esta operação.



Mas o que é o Carlyle Group?

O Carlyle Group foi fundado, nos anos 80, por um poderoso grupo financeiro e militar-industrial presidido pelos Bush (sénior e júnior) e por uma elite seleccionada entre milionários, generais, dirigentes de serviços secretos, diplomatas, etc.

O Carlyle Group é o 11º. maior produtor norte-americano de armamentos. As suas holdings dominam as maiores fatias do mercado internacional. Radica a sua principal base financeira no petróleo, área onde os seus mais importantes parceiros estratégicos são o Saudi Binladen Group (que inclui a família real saudita) e a Halliburton Energy , do vice-presidente de Bush, Dick Cheney.

Na administração da Carlyle, Frank Carlucci, o presidente executivo, faz-se acompanhar por uma imponente escolta, toda ela constituída por ex-directores da "secreta" norte-americana ou por figuras de referência da CIA: Helms, Casey, Kashoggi, Ghofanir , os homens do Irangate . Os actuais vice-presidentes dos EUA - Rumsfeld, Dik Cheney, Powel - são altos executivos da empresa que integra outros políticos de grande peso internacional, como Madeleine Albright, Henry Kissinger, Richard Perle (CIA), James Baker, e John Major , o ex-primeiro ministro inglês. O importante lobby do petróleo árabe encontra-se representado por Sami Mubarak Baarma, procurador dos interesses da família Bin Laden na Grã-Bretanha.


Como se isto não bastasse, em entrevista ao "SEMANÁRIO, Daniel Estulin, que investiga o clube de Bilderberg há treze anos, fala sobre os portugueses que têm participado nas suas reuniões, na crise política de 2004 em Portugal e da influência de Bilderberg na escolha de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia.

Estulin diz que as suas fontes lhe confirmaram que Henry Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, terá dito o seguinte sobre Durão: é "indiscutivelmente o pior primeiro-ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa".

quinta-feira, maio 04, 2006

Os preparativos do 11 de Setembro

Vídeo - 8:02m




A «Federal Emergency Management Agency» (FEMA - Agência Federal para a Gestão de Emergências), agência do governo americano que fornece auxílio em casos de grandes desastres (maremotos, terramotos, furacões, ataques terroristas, etc.), esteve presente em Nova Iorque nos atentados do 11 de Setembro e em Nova Orleães aquando do furacão Katrina.

Esta é a capa de um manual do FEMA «Emergency Response to Terror» - «Resposta de emergência ao terrorismo». Repare-se no alvo que está sob mira e também na data da capa - Junho de 1999:



Esta é a capa de outro livro do FEMA (Agência Federal para a Gestão de Emergências), «Terrorism In America» de 1998.


segunda-feira, maio 01, 2006

Osama bin Laden é o Lee Harvey Oswald dos tempos modernos

(Vídeo 9:52m)



Em 1963, o Presidente John Kennedy é assassinado em Dallas. Lee Harvey Oswald é preso, acusado pelo crime. Para muitos, o caso está encerrado. Para o promotor de justiça Jim Garrison é o início de uma longa cruzada para provar que o presidente foi vítima de uma conspiração.

O ponto de vista é o do promotor público Jim Garrison, que após a morte de Kennedy passou a juntar informações contraditórias, investigar todos os envolvidos no caso e chegou a uma conclusão: a de uma conspiração que acabou no assassinato do presidente, tendo à frente a CIA e a própria cúpula do governo, que ao contrário de Kennedy queria manter soldados no Vietname. Além disso, deixa claro que o suposto assassino, Lee Harvey Oswald, não passou de um bode expiatório.

Neste pequeno excerto do filme de Oliver Stone, é-nos dado um vislumbre dos prodigiosos lucros do complexo militar-industrial com a guerra do Vietname, assim como das «operações negras» (black ops) da CIA como seu cortejo de assassinatos, golpes de estado, manipulação de eleições, propaganda, guerra psicológica, etc.

O assassínio de um Presidente em 1963 e o atentado de 11 de Setembro de 2001 têm algo em comum: ambos foram perpetrados pelo complexo militar-industrial americano com uma agenda de guerra e de lucros como objectivo. Em 1963 no Vietname, em 2001 no Médio Oriente e na Ásia Central.