quarta-feira, novembro 15, 2006

A indústria do terrorismo e António Vitorino

Jon Stewart do Daily Show entrevista John Mueller, autor do livro Overblown (exagerado). O autor discorre sobre a indústria do terrorismo e a quem é que ele aproveita. No fim, qual cereja em cima do bolo, surge o inefável António "sebáceo" Vitorino a dizer de sua justiça.


Excertos do diálogo:

Mueller - Os políticos e outros membros da indústria do terrorismo aproveitam-se desses medos.


Stewart - Quem está na indústria do terrorismo?

Mueller - Políticos, burocratas, a imprensa, pessoas com máquinas de raio-x para vender. É do interesse deles manter o medo instalado.



Vídeo - 5:07m

DS - A industria do terrorismo

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terça-feira, novembro 14, 2006

11 de Setembro de 2001 - um dia difícil mas uma grande oportunidade.

Daily Show - 9 de Agosto de 2006

Esta foi a resposta do “Correspondente para os assuntos do Médio Oriente» Aasif Mandvi, do Daily Show, à pergunta de Jon Stewart sobre a descrição que a Secretária de Estado Condoleezza Rice fez da horrível violência no Médio Oriente, chamando-lhe «dores de parto». Rice acrescentou também que cada crise traz consigo uma oportunidade.


Aasif: … todos os dias os cafés e os mercados do Médio Oriente explodem de expectativa. Somos como crianças numa manhã de Natal.

Jon Stewart: Eu disse, quando eu vi as notícias, as pessoas pareciam mesmo zangadas... As pessoas gritavam iradamente.

Aasif: A Secretária de Estado Rice disse: vão haver dores de parto aqui. E sabes como as pessoas tendem a gritar, e a dizer coisas que não querem quando estão num parto. Disparates do tipo "como é me pudeste fazer uma coisa destas?", ou "morte à América".

Jon Stewart: Então não há ressentimentos pelas mudanças terem sido impingidas aí?

Aasif: Não, não, de forma nenhuma. Ao longo dos anos, habituámo-nos a pensar em nós como vocês pensam de nós: minúsculas gotas abstractas num possível campo petrolífero. Estamos sempre desejosos de experimentar as últimas teorias dos vossos cientistas políticos.

Jon Stewart: É uma forma incrível de enfrentar uma situação terrível.

Aasif: Penso que não é diferente da forma como a vossa nação reagiu aos acontecimentos do 11 de Setembro. Um dia difícil, uma grande oportunidade.

Jon Stewart: Acho que nós não... nós não o vimos dessa maneira.

Aasif: Bom, parece que nem toda a gente sabe como reagir quando uma oportunidade lhe deita a casa abaixo.


Vídeo – 4:18m

DS - forced perspective legendado

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domingo, novembro 12, 2006

Henrique Monteiro do Expresso escreve ao director do MI 6

Numa epístola plena de angústia, Henrique Monteiro (nome de código - Comendador Marques de Correia), escreve ao director dos serviços secretos britânicos, dando-lhe conta das trapalhadas que tiveram lugar na reunião dos comunistas internacionais em Lisboa, trapalhadas que não lembrariam nem ao Dan Brown, nem aos tipos todos das teorias da conspiração:


A Internacional silenciosa

Jornal Expresso - 11 de Novembro de 2006


Meu caro Director do MI 6

«Escrevo-te no dia em que passam 89 anos sobre a data da grandiosa Revolução de Outubro, a revolução soviética - também conhecida por aquele malfadado dia em que os bárbaros invadiram o Palácio de Inverno em São Petersburgo e deram cabo do champanhe todo - para te dar conta de uma coisa absolutamente incrível.»

«E a coisa quase incrível é esta: por um processo que nem ao Dan Brown e aos tipos todos das teorias da conspiração alguma vez lembrou, somos capazes de escutar coisas que ainda não aconteceram. Foi o que se passou com a reunião dos comunistas internacionais em Lisboa, que era para ser num sítio secreto mas que, afinal, é num hotel em frente da sede do PCP.»

A agenda dos trabalhos, de acordo com os nossos informadores, era bastante difícil de estabelecer. Isto porque cada partido tem a sua mania e nenhuma delas agrada aos outros.

«Por exemplo: os tipos da FARC, que aliás não vêm, mas mandam uma mensagem, adorariam fazer uma comunicação sobre raptos, tráfico de droga e assassínios políticos…»

«O mesmo se passa, aliás, com o Partido Comunista da Coreia do Norte. Este partido queria fazer uma comunicação ao Congresso intitulada: «A Bomba Nuclear - uma forma limpa de acabar com o capitalismo e com o pessoal todo que não tem uma admiração profunda, sincera e sem reservas pelo nosso querido líder Kim Jong Il, ou seja, para acabar com toda a gente menos um punhado de pessoas que são amigas dele, seja por interesse ou por medo de levarem com a bomba» (era este o título completo da comunicação). Foi recusada!»

«E foi um sucesso. A reunião que vai decorrer este fim-de-semana e que nós já escutámos por antecipação, saldou-se num enorme reforço da cooperação e compreensão entre os povos. Vais ver se o comunicado final não é isso que diz.»

«E leva um abraço do teu fiel espião (nas horas vagas)»

«Comendador Marques de Correia»



Comentário:

Tendo Henrique "Comendador" Monteiro toda a razão no que toca à barafunda que constituiu este simpósio de comunistas, é contudo pouco avisado reportar estes tristes acontecimentos ao director do MI6. Porque, no que toca a balbúrdias, estes serviços secretos ingleses são praticamente imbatíveis:


Relembremos o dia 7 de Julho de 2005:

O diálogo seguinte teve lugar na tarde do dia dos atentados (7 de Julho de 2005) na rádio da BBC 5. O repórter da BBC entrevistou Peter Power, Director Chefe da empresa Visor Consultants, que se define a si própria como uma empresa de consultoria para a “gestão de crises”. Power é um ex-funcionário da Scotland Yard:

POWER: Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.

BBC: Sejamos claros, você estava e efectuar um exercício para testar se estavam à altura de um acontecimento destes, e ele aconteceu enquanto faziam o exercício?

POWER: Exactamente, e foi cerca das nove e meia da manhã. Nós planeámos isto para uma empresa, que por razões óbvias não vou revelar o nome, mas eles estão a ouvir e vão sabê-lo. Estava numa sala cheia de gestores de crises e, em menos de cinco minutos, chegámos à conclusão que aquilo era real, e portanto passámos dos procedimentos de exercícios de crise para uma situação real.

As declarações de Peter Power na BBC 5 estão AQUI.


O Sr. Power repetiu estas declarações na televisão (ITN). O clip de vídeo de dois minutos está disponível AQUI.

sábado, novembro 11, 2006

A Banca, sempre a Banca

No Expresso, João Vieira Pereira revolta-se contra a investida cerrada que Sócrates decidiu fazer aos bancos:

«Depois de semanas menos boas, Sócrates abriu oficialmente a época de caça aos bancos»

«A fórmula é simples: quando tudo corre mal ataca-se a banca. Esta é uma das receitas vencedoras quando é preciso sacudir a pressão. É que banca reúne as condições ideais para ser usada como bode expiatório. Representa os ricos, os poderosos e ainda é para muitos, infelizmente, o símbolo máximo do capitalismo sem escrúpulos.»

«Uma imagem errada de um dos sectores de ponta da economia nacional. Temos uma das bancas mais eficientes da Europa e que só peca por não ter conseguido resolver o problema da sua dimensão.»

«Em vez de elogios, Sócrates aproveita-se da inveja generalizada para colher trunfos sobre o seu eleitorado. Depois de algumas semanas em que as coisas correram menos bem e em plena greve geral sacam-se novos trunfos da cartola. Abriu oficialmente a época de caça aos bancos

(…)

«O que se antevê com esta nova caça às bruxas é que os bancos comecem a arranjar outras fontes de receitas, acabando o cliente por pagar este aumento de imposto. Não me espantava, por exemplo, que se voltasse em breve a discutir a inclusão de taxas no multibanco

«Sim, é verdade que a banca apresenta lucros fantásticos, e sim, é verdade que todos os anos crescem para valores astronómicos. Só que a banca não faz nada de ilegal e se de facto há um problema é na lei e não na banca. Se Sócrates quer criticar alguém que olhe primeiro para dentro do seu Governo onde muitos dos seus membros foram durante anos coniventes com esta situação.»



Comentário:

Mas estará de facto Sócrates a atacar a banca? A tal que apresenta lucros fantásticos? A tal que «sonegou indevidamento» os arredondamentos? A tal que funciona em cartelização? Ou esta «guerra» esconde algum tipo de cooperação mais profunda?


Miguel Sousa Tavares – Expresso – 07/01/2006

«É como a Ota e o TGV: ninguém ainda conseguiu explicar direito a lógica de interesse público, de rentabilidade económica ou de factor de desenvolvimento. Mas todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos, não apenas os directamente interessados - os empresários de obras públicas, os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos - mas também flutuantes figuras representativas dos principais escritórios da advocacia de negócios de Lisboa. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. Não há nada pior e mais perigoso do que a relação dos socialistas com o grande dinheiro: são saloios, deslumbrados e complexados. E o grande dinheiro agradece e aproveita

«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro -, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre. Jogando com o que resta do património público, com o dinheiro que receberemos até 2013. Cá fora, na rua e frente a eles, estão os que acreditam que nada pode mudar, mude ou não mude o mundo. Sobreviveremos depois disso?»

quinta-feira, novembro 09, 2006

Weapons of Mass Destruction – WMD - What the Money can Do

Relembremos os verdadeiros motivos para a invasão do Iraque:

Money$, money$, money$, money$, money$, money$, money$, money$, e oito enormes bases militares que servirão para o assalto ao petróleo do Cáspio, assim a Rússia e a China estejam pelos ajustes.


Ouçamo-los a falar sobre a invasão, perdão, libertação do Iraque:

Vídeo – 5:19m

Halliburton

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quarta-feira, novembro 08, 2006

A incredulidade do governo americano face à audácia dos terroristas em 9/11

Os mais altos escalões do governo americano mostraram-se estupefactos quanto ao uso de aviões pirateados para ataques terroristas no fatídico 11 de Setembro de 2001:

Departamento da Defesa (DoD) – 23 de Outubro de 2001
General Richard Myers, Presidente do Concelho de segurança militar: “Detesto admiti-lo, mas nunca imaginámos uma coisa destas.”


The Boston Globe – 15 de Setembro de 2001
Senador Warren B. Rudman, perito em segurança nacional: “Este país não está em pé de guerra... Nós não temos aviões de caça em estado de alerta, carregados de mísseis e plantados nas pistas das bases militares neste país. Já não fazemos isso. Tivemo-los nos anos 70, e 60, ao longo da costa preocupados com uma invasão russa, mas esperar que caças americanos interceptassem aviões comerciais, sabe-se lá onde, é completamente irrealista e não faz sentido nenhum.”


CBS – 17 de Maio de 2002
Condoleezza Rice, Conselheira para a Segurança Nacional: “Não penso que alguém pudesse prever que estas pessoas iriam pegar num avião e atirá-lo contra o World Trade Center, pegar noutro avião e atirá-lo contra o Pentágono, que eles iriam utilizar um avião como se fosse um míssil, um avião sequestrado como um míssil.”


Comissão do 11 de Setembro, 23 de Março de 2004
Ministro da Defesa Donald Rumsfeld: “Não fazia idéia que aviões comerciais pirateados pudessem ser usados como armas.


E no entanto, segundo a CNN, antes do 11 de Setembro os militares levaram a cabo pelo menos um exercício desse género:

CNN – Entre 1991 e 2001, um sector regional do North American Aerospace Defense Command (NORAD), simulou um avião de passageiros estrangeiro a colidir com um edifício nos Estados Unidos como parte de um exercício de treino, afirmou um porta voz do NORAD:
















E, segundo o Guardian, foi sugerido um exercício em que um avião comercial pirateado iria embater no Pentágono:

The Guardian – 15 de Abril de 2004
Cinco meses antes dos ataque do 11 de Setembro, planeadores militares dos Estados Unidos sugeriram um jogo de guerra para treinar uma reposta a um ataque terrorista que utilizaria um avião comercial a embater no Pentágono, mas altas patentes rejeitaram o exercício por ser “demasiado irrealista”:

segunda-feira, novembro 06, 2006

Vitorino, o Senhor Terrorismo

Na RTP1 – 6/11/2006

As Notas Soltas de António Vitorino

[Vitorino sobre as eleições nos Estados Unidos] - É preciso dizer que, de alguma maneira, o presidente Bush, que se empenhou denodadamente nesta campanha, essa homenagem tem que se lhe prestar, ele não ficou nas encolhas, não fez cálculos eleitorais...

[Idem] - O governo Bush tem um trunfo na manga, que é a posição, relativamente ténue, dos democratas na luta anti-terrorista...


Judite de Sousa - a semana passada saiu uma sondagem em que George Bush é apontado como o homem mais perigoso do mundo, a seguir a Ossama Bin Laden.

Vitorino - Isso revela apenas que o presidente Bush é uma personalidade que polariza apoios, e polariza também grande oposição...


[Vitorino sobre a má imagem dos Estados Unidos] – É uma imagem que corresponde a uma ambiguidade enorme da comunidade internacional...


Vídeo – 1:54m

RTP - Vitorino sobre as eleicoes nos EUA

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domingo, novembro 05, 2006

Martial Law (b)Less America

Excerto do artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso – 4/11/2006

‘God bless America’

«… E foi o que se sabe: emergiu, após uma escandalosa batota eleitoral, esse medíocre do Bush-filho, estudante e empresário falhado, com a sua biografia militar e universitária declaradas confidenciais para que não se possa saber nunca a dimensão da sua mediocridade.»

«E George W. Bush perverteu a América, sem pudor nem consciência. Dinamitou todos os programas sociais e de integração de Clinton. Reduziu aos ricos o direito à saúde e à educação. Baixou os impostos às empresas, para que elas acumulassem lucros milionários, enquanto ele desbaratava o superavit recebido de Clinton. Recusou-se a ratificar o Protocolo de Quioto, já assinado pelos Estados Unidos, fazendo com que a nação mais poluente do mundo dê uma imagem de indiferença perante os problemas de aquecimento global do planeta. Autorizou a exploração de petróleo na zona altamente sensível do Alasca, de acordo com os interesses dos seus amigos e sócios da indústria petrolífera do Texas. Denunciou o tratado ABM, que tanto tinha custado a ser negociado com a Rússia, e acaba de declarar o espaço “zona de interesse militar e estratégico dos Estados Unidos, tal como a terra e o mar”. Recusou a admissão ao Tribunal Penal Internacional, promovendo o julgamento dos outros como réus de “crimes contra a humanidade”, mas excluindo os americanos acusados. Fez tábua rasa da centenária Convenção de Genebra sobre o tratamento dos prisioneiros de guerra, instaurando em Guantánamo a primeira prisão mundial onde os presos não gozam de qualquer estatuto nem direito, nem sequer o de se saber que estão presos. Instituiu países aliados como territórios de tortura livre para os seus prisioneiros, que para lá são transportados em aviões dos Estados Unidos, a fim de serem interrogados e torturados livremente por oficiais americanos, em total impunidade e clandestinidade. Promoveu a invasão do Iraque, depois de inventar e forjar provas de que o Iraque tinha armas de destruição maciça, para melhor servir os interesses do seus amigos da Halliburton, entre os quais o vice-presidente, Dick Cheney, e o maquiavélico secretário de Estado, Donald Rumsfeld. E, na semana passada, por instruções directas de Bush, os Estados Unidos foram o único país que votou nas Nações Unidas contra o comércio livre de armas de guerra.»

«Esta semana Bush vai a julgamento nas eleições legislativas americanas. Será uma ocasião decisiva para perceber se os americanos já realizaram finalmente os danos causados por este Presidente, que representa o que de pior e mais obscuro a América tem. Já vai sendo tempo de os Estados Unidos se reconciliarem com o mundo e nós com eles.»



Comentário:

Infelizmente, penso que ainda não será desta que o Uncle Sam fará as pazes com o mundo. A dúvida é se a zanga se irá manter apenas graças a outra «escandalosa batota eleitoral», semelhante às de 2000 e 2004, ou se os neoconservadores irão recorrer a outro trunfo: «Lei Marcial».

Public Law 109-364, or the "John Warner Defense Authorization Act of 2007" (H.R.5122), que foi assinada pelo comandante em chefe (Bush) a 17 de Outubro de 2006, numa cerimónia privada na Sala Oval, permite ao Presidente declarar “emergência pública”, estacionar tropas em qualquer ponto da América e tomar o controlo das unidades da Guarda Nacional sem o consentimento dos governadores ou das autoridades locais, de forma a suprimir «desordem pública».

sexta-feira, novembro 03, 2006

À conversa com o Diabo – Jon Stewart recebeu o ex-Procurador Geral dos EUA, John Ashcroft

Depois dos atentados do 11 de Setembro, Ashcroft foi um homem chave na promulgação do USA Patriot Act e, mais tarde do Domestic Security Enhancement Act of 2003.

Em Julho de 2002, Ashcroft propôs a criação da Operação TIPS, um programa nacional no qual os trabalhadores e funcionários do governo informariam as agências de segurança acerca de comportamentos suspeitos que encontrassem no cumprimento das suas funções.


Algumas frases soltas do diálogo:

Ashcroft: O debate fortalece os terroristas.

Ashcroft: eu disse que se evocarmos os fantasmas de liberdades perdidas, estamos a ajudar os terroristas.

Stewart: [sobre a informação que chega do Iraque] mas as televisões... Vejo imagens mais explícitas no Youtube...

Stewart: no seu livro, uma das ideias veiculadas é a do imperativo moral da severidade no que se refere aos detidos...


Vídeo – 10:28m

DS - John Ash

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quarta-feira, novembro 01, 2006

Em Bagdade os «Sunitas radicais» falam fluentemente a língua de Shakespeare, embora com pronúncia Yankee

Uma reportagem apresentada no telejornal da RTP1 no passado dia 30/10/2006 noticiava um atentado à bomba em Bagdade, que causou 33 mortos e mais de uma centena de feridos. Na reportagem a autoria do atentado é atribuída a iraquianos, enquanto no local, os autóctones culpavam os americanos:

Locutor: a bomba explodiu num praça em Sadr City, um bairro de maioria Xiita a leste de Bagdade. (...) A zona tem sido alvo por parte de «Sunitas radicais», mas no meio das vítimas e do caos, há quem procure outros culpados.

Iraquiano no local: não sabemos se foi uma bomba ou um morteiro (...) Foram os americanos que fizeram isto. É um acto de maldade.

Locutor: nas últimas horas, a «violência sectária» causou mais de oitenta vítimas mortais.

Vídeo - 1:28m