Mostrar mensagens com a etiqueta Dr. Fernando Maltês. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dr. Fernando Maltês. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 17, 2009

O director-geral de Saúde, Francisco George, mantém a esperança de que a Gripe A ainda venha a causar vítimas em Portugal

Gripe A vai matar em Portugal

«O director-geral de Saúde, Francisco George, admitiu esta segunda-feira que a gripe A pode causar mortes em Portugal e que a epidemia deve ainda prolongar-se por um ou dois anos.

'Não vamos continuar com uma taxa de letalidade zero', afirmou Francisco George, numa conferência da Ordem dos Médicos sobre o vírus H1N1 aberta à comunicação social.

Portugal registou desde o início do Maio 7513 casos de gripe A, mas até ao momento não se registou qualquer morte provocada pela doença. Francisco George atribuiu a ausência de mortes à resposta dada desde o início da epidemia mundial.»


***********************

No Jornal Nacional da TVI - 7 de Setembro de 2009:

Ao contrário do Director-Geral de Saúde Português, o Director-Geral de Saúde Espanhol desvaloriza a questão: "Se morrem muitas pessoas em Espanha por contaminação atmosférica, ninguém presta atenção. Ou se morrem tantas pessoas por fumar, ninguém lhes presta atenção. Mas se, pelo contrário, morrem duas pessoas com gripe, presta-se muita atenção. É lógico, eu entendo, mas pouco a pouco a sociedade tem que amadurecer e dedicar o tempo que cada problema requer em função da sua gravidade."

Também o Dr. Fernando Maltês, Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral, assegurou: "Esta Gripe A com que nos estamos a defrontar tem uma apresentação clínica semelhante à gripe sazonal, apresenta uma benignidade talvez até maior do que a do vírus da gripe sazonal e, portanto, trata-se como se trata a gripe sazonal, ou seja, com antipiréticos."


O certo é que já lá vão quatro meses desde que foi confirmado o primeiro caso de Gripe A em Portugal e, até agora, não há qualquer morto a registar. Em média, por ano, morrem em Portugal mais de mil e quinhentas pessoas de gripe sazonal comum.

Mas é enternecedor ver a lealdade do director-geral de Saúde Português, Francisco George, à sua chefe, a Ministra da Saúde, Ana Jorge, no contributo aos fabulosos lucros das empresas farmacêuticas Roche e da Glaxo Smith Kline, às quais o Goveno Português comprou mais de 45 milhões de euros do medicamento Tamiflu, cuja eficácia está ainda mal documentada, segundo as palavras do o Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral, Fernando Maltês.

Mas não são de agora, as justificadas preocupações de Francisco George com pandemias e respectiva medicação.

O director-geral de Saúde, Francisco George


Já em Fevereiro de 2006 (TSF), o director-geral de Saúde explicava no Parlamente como Portugal se iria proteger da Pandemia da Gripe Aviária, fruto das possíveis mutações do perigoso vírus H5N1:

«Já chegaram a Portugal as 100 mil doses do princípio activo do medicamento oseltamivir (o antiviral designado comercialmente por Tamiflu, da farmacêutica Roche) para fazer frente a uma eventual pandemia da gripe das aves em território português.»

«A grande encomenda de dois milhões e meio de tratamentos chegará seguramente muito a tempo, uma vez que não admitimos que a pandemia possa surgir num prazo inferior a largos meses», afiançou.

«Uma pandemia pode chegar daqui a seis meses ou daqui a seis anos, temos que estar preparados, mas não sabemos quando irá acontecer», afirmou Francisco George.
.