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sexta-feira, outubro 10, 2014

Mesmo no engate é necessário algum profissionalismo...



Acompanhado de uma belíssima mulher, um sujeito entrou numa joalharia e disse-lhe que escolhesse a jóia que quisesse, sem se preocupar com o preço.

Examina uma, experimenta outra, depois outra, e ela decide-se finalmente por um colar de ouro com diamantes e rubis. Preço: €458 mil.

Ele manda embrulhar, saca um talão de cheques e começa a preencher. Assina, destaca e ao estendê-lo, percebe a fisionomia constrangida e preocupada do vendedor enquanto examina o cheque.

O cliente, então, numa atitude de gentleman, toma a iniciativa:

-Vejo que está a pensar que o cheque pode não ter cobertura, não é? É natural, eu também desconfiaria. Afinal, uma quantia tão elevada... Tudo bem, façamos o seguinte: hoje é sexta-feira e o banco já fechou, você fica com o cheque e com a jóia, e na segunda-feira vai ao banco, levanta o dinheiro e manda entregar a jóia em casa desta senhora, ok?

Cheio de mesuras e agradecimentos pela compreensão, o vendedor encaminha o casal até a saída, desejando-lhes um bom fim-de-semana. Na segunda-feira, o vendedor liga ao cliente para dizer-lhe que, infelizmente, deveria ter havido algum equívoco por parte do banco pois o cheque não tinha cobertura. Ouviu, então, uma voz meio sonolenta:

Sim, sim, eu sei! Pode rasgar o cheque que eu já comi a gaja...

domingo, outubro 05, 2014

O Esticadinho do asfalto





Um sujeito ia na rua e foi atropelado por um cilindro compressor. Conduzido ao hospital, ficou internado.

A esposa vai visitá-lo e dirige-se à recepção.

- Queria visitar o meu marido, que foi atropelado por um cilindro. Em que quarto está?

- Nos quartos 14, 15 e 16, minha senhora.

domingo, maio 02, 2010

Foda-se – por Millôr Fernandes

Millôr Fernandes


(adaptado)

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me.

"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?

"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.


A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!



Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)



Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas "Já me fodi!"
Então:


Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!



Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser "um país do caralho!"
Atente no que lhe digo!
.

quarta-feira, abril 14, 2010

A diferença entre e o tratamento «por tu» ou «por você» não é apenas uma questão de familiaridade ou de status social


[Momento de humor enviado por um amigo]


Um empresário decidiu contratar a recibos verdes um jovem licenciado para a sua empresa a quem estipulou pagar o salário mínimo.

O novo empregado, de nome Jorge, trabalhava diariamente das oito da manhã até altas horas da noite, alimentando-se apenas com sandes e bolachas. Jorge era um informático brilhante, um contabilista talentoso, tinha razoáveis conhecimentos de direito, sabia negociar as melhores condições com os fornecedores e angariava regularmente bons clientes para a empresa.

Impressionado com tal performance e não querendo perder um funcionário tão dotado, o empresário decidiu passá-lo a efectivo, passando a pagar-lhe 800 euros mensais.

Pouco tempo depois, o jovem, embora mantivesse o ritmo de trabalho anterior, começou a ausentar-se ao meio-dia e a regressar por volta das duas da tarde.

Intrigado e ligeiramente preocupado, o empresário decidiu contratar um detective e disse-lhe:

- Quero que siga o Sr. Jorge à hora de almoço, durante uma semana, e me diga o que é que ele faz durante essas duas horas.

Passada uma semana, o detective veio relatar ao empresário o que descobrira:

- O Sr. Jorge sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes charutos e regressa ao trabalho por volta das duas.

Diz o empresário:

- Ah, bom, antes assim. Não vejo nada de mal nisso.

O detective pergunta-lhe:

- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?

- Sim, claro, - respondeu o empresário surpreendido!

- Então vou repetir: o Sr. Jorge sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes charutos e regressa ao trabalho por volta das duas.
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