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quarta-feira, outubro 12, 2011

São os esbirros a soldo da Grande Finança Internacional que têm de ser afrontados individualmente pelos cidadãos, estejam eles nos sofás dos seus gabinetes, no restaurante, no barbeiro ou estirados numa toalha à beira mar

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O sorriso desdenhoso do Poder face à já habitual ineficácia das manifestações populares



Há muito que ficou demonstrado serem totalmente ineficazes as grandes manifestações, as palavras de ordem, os cartazes, as faixas, as canções de protesto, a pilhagem de lojas, o incendiar de automóveis e os confrontos com a polícia (tão, ou mais, desgraçada que o resto da população). Perante a inutilidade deste tipo de acções, o Poder limita-se a sorrir com desdém: palavras, leva-as o vento, e a violência gratuita só divide ainda mais as pessoas.

Contra a agressão direta às pessoas, por parte da Grande Finança Internacional, de que fala Paula Gil, integrante do Movimento Doze de Março, só existe uma resposta possível: uma agressão directa e dirigida pessoalmente contra os lacaios que estão ao serviço dessa mesma Grande Finança Internacional. Os escroques ao serviço do Grande Dinheiro encontram-se profusamente infiltrados no Poder Político, Económico, Mediático e Judicial, travestidos de ministros, deputados, gestores, empresários, jornalistas, comentadores, advogados e juízes. Há que aprender a identificá-los e a justiçá-los com determinação.

Nunca é de confiar numa justiça que, através dos seus parlamentares a soldo, cria alçapões e escapatórias que permitem a todos os figurões escaparem à justiça (não há um único figurão preso em Portugal), mas que não tem qualquer pejo em meter na cadeia um tipo que rouba dois hambúrgueres no Pingo Doce ou é apanhado com dez gramas de haxixe no bolso.

E, para os que ainda tenham dúvidas sobre as acções a tomar, não esqueçam que um país com um sistema judicial apodrecido, não pode, jamais, ser considerado um Estado de Direito.


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RTP – 11.10.2011

O protesto divulgado pelo site com o nome "United for Global Change" (Unidos para a Mudança Global), afirma que "na América, Ásia, África e Europa, a população está a preparar-se para reivindicar os seus direitos e exigir uma verdadeira democracia, num protesto global, não violento".

"Unidos numa só voz, vamos dizer aos políticos e às elites financeiras que cabe ao povo decidir o seu futuro", frisam os organizadores que acrescentam: "No dia 15 de outubro, vamos encontrar-nos nas ruas para revelar as mudanças globais que queremos. Vamos demonstrar falar e organizar pacificamente até que nos escutem".

"Está na hora de nos unirmos. Está na hora de nos escutarem", remata o comunicado lançado na net que apela aos cidadãos de todo o mundo para que participem neste protesto.

Segundo o site, sábado ocorrem protestos em mais de 70 cidades norte-americanas, entre as quais Washington, Los Angeles, Chicago, Miami e Dallas.


"Ocupa Wall Street" deverá estender-se no tempo

O protesto dos indignados em Nova Iorque, que já entrou na quarta semana consecutiva, está para durar, depois do "mayor" nova-iorquino ter revelado que "os manifestantes podem ficar por tempo indeterminado, desde que cumpram a lei".

"A questão de fundo é que as pessoas querem expressar-se, e enquanto obedecerem à lei, nós autorizamo-las. No entanto, serão tomadas as medidas supostas em caso de infrações", revelou Michael Bloomberg.

Em Nova Iorque, a polícia já gastou cerca de 1,4 milhões de euros, sobretudo em horas extraordinárias, com o policiamento à zona de Zuccotti, onde está instalado o acampamento.

Mas nos Estados Unidos, os protestos não se cingem só a Nova Iorque, também em Washington os indignados conseguiram uma extensão de quatro meses para acampar junto à Casa Branca. Em Boston, centenas de estudantes universitários protestaram contra o sistema educativo.


Manifestações em Portugal

Em Lisboa, o protesto vai começar às 15h00 com uma manifestação que começará na Praça Marquês de Pombal com rumo à Assembleia da República, onde às 18h00 vai decorrer uma assembleia popular, na qual vai ser apresentada uma "auditoria cidadã à dívida pública".

"Neste momento estamos a pagar por algo que não sabemos de onde vem (...) nem a quem devemos", afirmou à Lusa Paula Gil, dirigente do movimento 12 de março (M12M), uma das quase 30 organizações que convocaram o desfile em Lisboa.

"Terminar o desfile no sábado na Assembleia da República é simbólico e pretende lembrar aos deputados de que a voz dos cidadãos tem de ser ouvida. As políticas têm que ser discutidas com as pessoas", acrescentou.

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Além de Lisboa, em Portugal o protesto realiza-se também na Praça da Batalha (Porto), Praça Velha (Angra do Heroísmo), Avenida Central (Braga), Praça da República (Coimbra), Praça do Sertório (Évora) e Jardim Manuel Bivar (Faro).


Espanha foi dos primeiros países a aderir

Os indignados espanhóis foram os primeiros a aderir ao movimento, em maio passado, e no próximo sábado vão reunir-se no centro de Madrid, tal como fizeram da jornada de protesto do passado dia 19 de junho que conseguiu reunir cerca de 200 mil pessoas de todo o país.

"Estamos muito contentes que Nova Iorque tenha conseguido uma grande visibilidade", revelou à APF, o porta-voz da plataforma espanhola "Democracia Real Já!", a organização que teve na origem o surgimento do movimento dos indignados espanhóis contra o desemprego e a crise.

"Isto mostra que está é uma questão que não diz só respeito a Espanha, mas sim ao mundo inteiro, porque a crise é global, os mercados operam à escala global", frisoou Jon Aguire Such, que acrescentou que "unidos sob uma única voz vamos dizer aos políticos e às elites financeiras que eles servem, que agora somos nós, o povo, a decidir o nosso futuro".


Bélgica e Suíça também recebem protestos

As cidades suíças de Zurique, Genebra e Basileia também vão receber indignados que vão protestar contra o poder do sector bancário. Um milhar de pessoas são esperadas no próximo sábado na Paradeplatz de Zurique, a praça emblemática da finança helvética, onde se encontram as sedes dos bancos USB e Credit Suisse.

"Os bancos contam mais que os cidadãos. Não deveria ser assim. Temos de corrigir a situação", afirmou um dos organizadores do protesto dos indignados na Suíça.

Em Bruxelas já estão desde o passado sábado cerca de 200 ativistas indignados originários de Espanha e França.


Protestos em Israel

Telavive é uma das cidades que consta do mapa do movimento global do próximo sábado. O manifesto para a marcha em Israel alerta contra aquilo que os organizadores consideram "os perigos do sistema capitalista".

Segundo uma ativista israelita, "está agendada uma marcha que vai culminar na praça do museu de arte de Telavive onde vão ser transmitidas num ecrã gigante e em tempo real as manifestações em outras frentes mundiais".


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RTP – 08.10.2011

Paula Gil, integrante do Movimento Doze de Março (M12M), uma das 30 organizações convocantes da manifestação, declarou à Agência Lusa a sua convicção de que é necessária uma auditoria da dívida porque "neste momento estamos a pagar algo que não sabemos de onde vem (...) nem a quem devemos".

Essa dívida nebulosa tem vindo a justificar, segundo aquela dirigente, a criação de uma "situação insustentável, de agressão direta às pessoas, em que o Estado se comporta como se o seu primeiro objetivo fosse a proteção dos credores e dos mercados e não a proteção das pessoas".

Paula Gil deu também a conhecer na entrevista à Lusa o acordo existente para fazer concluir a manifestação de 15 de outubro em frente à Assembleia da República e mostrou-se optimista, afirmando que a manifestação já tem a seu favor o ter conseguido criar uma convergência de numerosas organizações que se "juntaram em torno de uma mobilização contra a situação em que vivemos". E apelou à participação de partidos e sindicatos, "porque neste momento estamos todos a ser atacados".



Comentário

Não foi por acaso que dos 78 mil milhões de euros que a Troika nos emprestou a juros agiotas (de quase 6%) para pagar uma dívida nebulosa que não sabemos de onde vem (...) nem a quem devemos, o Governo deu aos bancos 12 mil milhões de euros para a sua "recapitalização", e ainda lhes ofereceu mais 35 mil milhões de euros em garantias para que estes possam emitir dívida para se "financiarem".

E também não é por acaso que o Banco Central Europeu está proibido, pelos próprios estatutos, de emprestar dinheiro aos Estados, mas fá-lo a 1% aos Bancos Comerciais, que, por sua vez, o emprestam a juros usurários aos Estados Nacionais a 5, 6, 7 e mais por cento. Um negócio das arábias para o Poder Financeiro Internacional, de que os bancos comerciais portugueses não passam de meros balcões.


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Num artigo de Fernando Madrinha, no Jornal Expresso de 01-09-2007, este explicou destemidamente de que forma o Poder Financeiro controla os Estados e as populações:

a) Os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral.

b) A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.

c) Os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles.


Já chega de gatunagem dos que controlam o Dinheiro e o Poder. Basta!
Há que cortar rápida, certeira e decididamente o mal pela raiz!
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