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segunda-feira, janeiro 22, 2018

NASA admite que os seres humanos não podem passar pela perigosa radiação das cinturas de Van Allen que circundam a Terra

Este vídeo divulgado pela NASA sobre a próxima nave de exploração do espaço - Orion, mostra um cientista da NASA, Kelly Smith, admitindo que ainda não descobriram a forma de proteger correctamente a nave espacial da perigosa radiação emitida pelas cinturas de Van Allen que circundam a Terra.

Kelly Smith: "...Dirigimo-nos para 3,6 mil milhas acima da Terra, 15 vezes mais longe do planeta do que a Estação Espacial Internacional. À medida que nos afastarmos da Terra, passaremos pelas cinturas de Van Allen, uma área de radiação perigosa. Esta radiação poderá prejudicar os sistemas de orientação dos computadores a bordo ou outros equipamentos electrónicos da nave Orion."

"Naturalmente, temos que atravessar esta zona de perigo duas vezes, uma vez na ida e outra vez na volta, mas a protecção blindada da nave Orion será testada à medida que o veículo passa pelas ondas de radiação. Os sensores a bordo registarão os níveis de radiação para que os cientistas os estudem.
Temos de resolver esses desafios antes de enviar pessoas através desta região do espaço…"


[Pergunta: como é possível os astronautas e os equipamentos electrónicos das missões Apollo de há 48 anos atrás não terem sentido nenhum efeito das perigosas radiações das cinturas de Van Allen?]


Vídeo - 1:29m




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Newsweek – 3/11/2017

A nave especial que levará seres humanos a Marte será sujeita a um ensaio numa missão à Lua em 2019

A NASA está a planear enviar seres humanos novamente à Lua - algo que não é feito desde 1972. A nova nave espacial Orion foi construída para explorar a Lua, Marte e mais além, mas antes de enviar seres humanos a essas missões exploratórias, a nova nave precisa de ser testada. A NASA já marcou oficialmente a data para a primeira viagem não tripulada da Orion à volta da Lua e regresso à Terra para 2019, uma façanha que levará a humanidade a dar um salto gigante em relação a uma missão [tripulada] a Marte.

A viagem de teste, chamada Exploration Mission 1 (EM-1), levará a nave espacial a uma órbita lunar ao redor da lua, um feito apenas um bocadinho inferior do que quando a Apollo desceu na lua há 48 anos atrás. No seu apogeu, a nave Orion irá estar a 270 mil quilómetros de distância da Terra, informou a Space.com. Embora as naves espaciais construídas para não levar tripulações já tenham viajado mais longe no espaço, esta distância [270 mil quilómetros] será a maior já alcançada por uma nave capaz de levar uma tripulação.


https://youtu.be/4O5dPsu66Kw

quarta-feira, janeiro 17, 2018

O mais antigo astronauta no activo da NASA confessa: "Já não temos a tecnologia para ir à Lua".

Numa declaração surpreendente, o engenheiro químico e o mais antigo astronauta no activo da NASA com 62 anos, Don Petitt afirmou: "Eu iria à lua num nanossegundo. O problema é que já não temos a tecnologia para fazer isso. Costumávamos fazê-lo, mas destruímos essa tecnologia e seria um processo penoso reconstruí-la novamente".

Será possível? Quão penoso deverá ser recuperar a antiga tecnologia que conseguiu sucessos tão admiráveis. O astronauta Don Petitt admite que não temos os meios, a tecnologia, para "voltar" à lua, apesar de todos os avanços científicos, de engenharia, materiais, digitais e tecnológicos que aconteceram desde 1969, há 48 anos atrás. Contudo, a realidade poderá muito bem ser que nunca tivemos a tecnologia para colocar um homem na Lua e trazê-lo em segurança de volta à Terra.




https://youtu.be/16MMZJlp_0Y




Donald R. Pettit (Ph.D.) foi selecionado pela NASA em 1996. Natural de Silverton, Oregon, possui um bacharelado em Engenharia Química da Oregon State University e um Doutoramento em Engenharia Química pela Universidade do Arizona. Antes de se tornar um astronauta, trabalhou como cientista na equipa de Los Alamos National Laboratory, no Novo México. Um veterano de três vôos espaciais, Pettit serviu como Oficial de Ciência da NASA na Expedição 6 em 2003, operou o braço robótico para o STS-126 em 2008 e actuou como Engenheiro de Vôo na Expedição 30/31 em 2012, onde esteve a bordo da Estação Espacial Internacional durante mais de 6 meses.

sexta-feira, janeiro 05, 2018