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quinta-feira, outubro 22, 2009

O Petróleo não é de origem fóssil, continua a ser gerado ininterruptamente pela Terra e é inesgotável



Artigo retirado de: «Qual crise energética?»


Foi-nos sempre dito que o petróleo é um combustível fóssil, que surgiu há 500 milhões de anos, tendo por origem a decomposição de plantas e animais mortos. Restos de organismos teriam sido aprisionados no fundo dos oceanos numa camada de lama e cobertos por outras camadas de solo, formando ao longo do tempo o petróleo.

Foi-nos sempre dito que a energia do sol é captada pelos seres vivos e que podemos libertar novamente essa energia armazenada há centenas de milhões de anos através da combustão do petróleo.

É-nos dito que as reservas de combustíveis fósseis, especialmente o petróleo, duram, no máximo, até cerca de 2060.

Outro factor, para além da extinção das reservas petrolíferas, é o momento em que a produção de petróleo atinge o seu cume, começando então a decrescer. Este ponto máximo da extracção petrolífera é chamado de "Peak-Oil" [Pico Petrolífero]. Como é em função deste pico que varia a oferta e a procura, este pode ter um papel crucial nos preços do petróleo.

O ponto máximo da extracção petrolífera ou "Peak-Oil" é o instante em que a taxa de extracção petrolífera atinge o seu máximo absoluto em todas as bacias petrolíferas. Este momento é alcançado quando tenha sido extraído metade de todo o petróleo passível de ser explorado.

O Pico Petrolífero

É afirmado que o ponto de extracção máximo já foi alcançado no passado e que vamos de encontro a uma crise energética. A prova desta esta afirmação, dizem-nos, é o aumento contínuo da cotação do petróleo, de 25 dólares o barril em 2002 para 134 dólares em 6/6/2008 (este artigo foi escrito nesta data).

Por este motivo, dizem-nos que a esperada lacuna energética deve ser suprida através de menor consumo e pela procura de outras alternativas, tal como energias renováveis. Devemos abandonar o petróleo o mais rapidamente possível, pois ele irá acabar em breve.

É-nos afirmado que o petróleo se formou há centenas de milhões de anos, que existe em quantidade fixa, e que quando tivermos extraído a última gota, terá acabado para sempre a era do petróleo.

Mas o que é que aconteceria se toda esta história não tiver nenhum fundamento e tudo não passar de uma lenda? O que seria se o combustível petróleo não fosse de origem fóssil, não proviesse de organismos extintos, mas fosse de outra natureza? E se o petróleo, afinal, existe em abundância e continua a ser formado ininterruptamente pela Terra? E se não existir nenhuma crise energética e nenhum "Peak-Oil"?

O Pico Petrolífero está Aqui

A afirmação de que haveria um ponto máximo na extracção do petróleo foi divulgada em pânico, já em 1919, embora nesse tempo ainda não se chamasse "Peak-Oil" (este é somente um novo rótulo). Naquele tempo, foi afirmado pelos "especialistas" que o petróleo só chegaria para os próximos 20 anos. O que aconteceu na realidade? Desde então, a data do fim do petróleo foi sempre impelida para o futuro, e hoje, 90 anos depois, temos ainda petróleo, embora a extracção e o consumo tenham vindo a aumentar todos os anos.


O Petróleo Abiótico (não fóssil)

De onde veio, no fim de contas, a história de que o petróleo teria surgido de fósseis de organismos vivos e seria, portanto, biótico? O geólogo russo Mikhailo Lomonossov teve esta ideia pela primeira vez em 1757: "o petróleo surge de pequenos corpos de animais e plantas, enclausurados em sedimentos sob alta pressão e temperatura e transformam-se em petróleo após um período inimaginável". Não sabemos que observações o levaram a afirmar isso, simplesmente esta teoria nunca foi confirmada e é aceita sem provas há mais de 200 anos e ensinada nas universidades.

A teoria da origem do Petróleo como resultado da decomposição de restos de de plantas e animais
(clicar na imagem para ampliar)


Porém, nunca foram encontrados fósseis de animais ou plantas nas reservas de petróleo. Esta falta de provas mostra que a teoria do combustível fóssil é unicamente uma crença sem qualquer base científica. Os geólogos que espalham a teoria do combustível fóssil, não apresentaram ainda qualquer prova da transformação de organismos em petróleo.

Um dos elementos mais presentes sobre a Terra no nosso sistema solar é o carbono. Nós, seres humanos, somos formados em grande parte por carbono, assim como todos os outros seres vivos e plantas do planeta. E em pelo menos 10 planetas e luas de nosso sistema solar foram observadas grandes quantidades de hidrocarbonetos, a base para o petróleo.

A sonda espacial Cassini descobriu, ao passar próximo de Titan, a lua de Saturno, que ela está repleta de hidrocarbonetos líquidos. Mas não havendo lá vida para produzir os hidrocarbonetos, estes devem ser fruto de alguma outra transformação química. Devido à sua particular configuração atómica, o carbono possui a capacidade de formar moléculas complexas e apresenta, entre todos os elementos químicos, a maior complexidade de ligações químicas.

Aqui na Terra, as placas continentais flutuam sobre uma inimaginável quantidade de hidrocarbonetos. Nas profundezas do manto terrestre surgem, sob determinada temperatura, pressão e condições adequadas, grandes quantidades de hidrocarbonetos. A rocha calcária anorgânica é transformada num processo químico. Os hidrocarbonetos que daí resultam, são mais leves que as camadas de solo e rocha sedimentares, e por isso sobem pelas fendas da Terra e acumulam-se sob camadas impermeáveis da crosta terrestre.

O magma quente é o fornecedor de energia para este fenómeno geológico. O resultado dá pelo nome de petróleo abiótico, porque não surgiu a partir da decomposição de formas biológicas de vida, mas antes por um processo químico no interior da Terra. E este processo acontece ininterruptamente. O petróleo é produzido continuamente.


Eis alguns dos argumentos mais relevantes que comprovam que o petróleo é de origem abiótica (não fóssil):

- O petróleo é extraído de grandes profundidades, ultrapassando os 13 km. Isso contradiz totalmente a tese dos fósseis, pois os restos dos seres vivos marinhos nunca chegaram a tais profundidades e a temperatura (elevadíssima) teria destruído todo o material orgânico.

- As reservas de petróleo, que deveriam estar vazias desde os anos 70, voltam a encher-se novamente por si mesmas. O petróleo fóssil não pode explicar este fenómeno. Só pode ser explicado pela produção incessante de petróleo abiótico no interior da Terra.

- A quantidade de petróleo extraída nos últimos 100 anos supera a quantidade de petróleo que poderia ter sido formado através da biomassa. Nunca existiu material vegetal e animal suficiente para ser transformado em tanto petróleo. Somente um processo de fabricação de hidrocarbonetos no interior da Terra pode explicar esta quantidade gigantesca.

- Quando observamos as grandes reservas de petróleo no mundo é notório que elas surgem onde as placas tectónicas estão em contacto uma com as outras ou se deslocam. Nestas regiões existem inúmeras fendas, um indício de que o petróleo provém do interior da Terra e migra vagarosamente através das aberturas para a superfície.

Placas Tectónicas

- Em laboratório foram criadas condições semelhantes àquelas que predominam nas profundezas do planeta. Foi possível produzir metano, etano e propano. Estas experiências provam que os hidrocarbonetos podem formar-se no interior da Terra através de simples reacções anorgânicas – e não pela decomposição de organismos mortos, como é geralmente aceite.

- O petróleo não pode ter 500 milhões de anos e permanecer tão "fresco" no solo até hoje. As longas moléculas de carbono ter-se-iam decomposto. O petróleo que utilizamos é recente, caso contrário já se teria volatilizado há muito tempo. Isto contradiz o aparecimento do petróleo fóssil, mas comprova a teoria do petróleo abiótico.


Em 1970, os russos começaram a perfurar poços a grandes profundidades, ultrapassando os 13.000 metros. Desde então, as grandes petrolíferas russas, incluindo a Iukos, perfuraram mais de 310 poços e extraem de lá petróleo. No último ano, a Rússia ultrapassou a extracção do maior produtor mundial, a Arábia Saudita.

Os russos dominam a complexa técnica de perfuração profunda há mais de 30 anos e exploram inesgotáveis reservas de petróleo das profundezas na Terra. Este facto é ignorado pelo Ocidente. Os russos provaram ser totalmente falsa a explicação dos geólogos ocidentais de que o petróleo seria o fruto de material orgânico decomposto.

Nos anos 40 e 50, os especialistas russos descobriram, para sua surpresa, que as reservas petrolíferas se reenchiam por si próprias e por baixo. Chegaram à conclusão que o petróleo é produzido nas profundezas da Terra e emigra para cima, onde se acumula. Puderam comprovar isso através das perfurações profundas.

Entretanto, nos anos 90, a Rússia estava de tal modo à frente do Ocidente na tecnologia de perfuração profunda, que Wall Street e os bancos Rockfeller e Rothschild forneceram dinheiro a Michail Chodorkowski com a missão de comprar a empresa Iukos por 309 milhões de dólares, a fim de obter o know-how da perfuração a grande profundidade.

Michail Chodorkowski mandado prender por Putin

Pode-se agora perceber por que é que o presidente Wladimir Putin fez regressar a Iukos e outras petrolíferas novamente para mãos russas. Isso era decisivo economicamente para a Rússia, e Putin expulsou e prendeu alguns oligarcas russos.

Entretanto, os chamados "cientistas", os lobistas, os jornalistas a soldo e os políticos querem que acreditemos que o fim do petróleo está a chegar, porque supostamente a produção já atingiu o seu pico e agora está a decrescer. Naturalmente, a intenção é criar um clima que justifique o alto preço do petróleo e com isso obter lucros gigantescos.

Sabe-se agora que o petróleo pode ser explorado praticamente em toda a parte, desde que se esteja disposto a investir nos altos custos de uma perfuração profunda. Qualquer país se pode tornar independente em matéria de energia. Simplesmente, os donos das petrolíferas querem países dependentes e que paguem caro pelo petróleo importado.

A afirmação de que existe um máximo na extracção de petróleo é, de facto, um golpe e uma mentira da elite global. Trata-se de construir uma escassez e um encarecimento artificial. Tudo se resume a negócios, lucro, poder e controle.

Aliás, é absolutamente claro para todos que o Iraque foi invadido por causa do petróleo. Somente, não foi para extrair o petróleo, mas, pelo contrário, para evitar que o petróleo iraquiano inundasse o mercado e os preços caíssem. Antes da guerra, o Iraque extraía seis milhões de barris por dia, e hoje não chega a dois milhões. A diferença foi retirada do mercado. Saddam Hussein ameaçou extrair quantidades enormes de petróleo e inundar o mercado.

Tal significou a sua sentença de morte, e por esse motivo o Iraque foi atacado e Saddam enforcado. Agora os EUA têm lá tropas permanentemente. Ninguém tem licença para explorar o petróleo do país com a segunda maior reserva petrolífera do mundo. Por isso, o Irão, com a terceira maior reserva petrolífera do mundo, é agora também ameaçado por querer construir «armas de destruição massiva».

Soldado americano junto aos campos petrolíferos de Rumaylah no Iraque
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domingo, janeiro 11, 2009

O embuste do «Pico Petrolífero» confere ao monopólio do petróleo, além de lucros astronómicos, o controlo energético do planeta



New York Times - 26/09/1995: Geoquímico afirma que os campos petrolíferos podem reabastecer-se naturalmente



Petróleo sustentável?

Por Chris Bennett - WorldNetDaily.com - 25 de Maio de 2004

(Tradução minha)

No mar, a cerca de 130 quilómetros da costa do estado da Luisiana, fica uma montanha, a maior parte submersa, e cujo topo é conhecido por Ilha Eugene. A parte submarina é assustadora, uma torre a pique projectando-se das profundidades do Golfo do México, com fendas profundas e falhas perpendiculares que expelem espontaneamente gás natural. Uma importante jazida de crude de petróleo foi descoberta nas proximidades nos finais dos anos 60, e nos anos 70, uma plataforma chamada Eugene 330 estava a produzir activamente cerca de 15.000 barris por dia de crude de petróleo de alta qualidade.

Nos finais dos anos 80, a produção da plataforma desceu para menos de 4.000 barris por dia, e foi necessário bombear o petróleo. De repente, em 1990, a produção subiu novamente para os 15.000 barris diários, e as reservas que tinham sido estimadas em 60 milhões de barris nos anos 70, foram recalculadas para 400 milhões de barris. Curiosamente a idade geológica medida do novo petróleo era quantitativamente diferente do petróleo bombeado nos anos 70.

Análises dos registos sísmicos revelaram a presença de uma "profunda falha" na base da jazida da Ilha Eugene donde estava a jorrar um rio de petróleo de alguma fonte mais profunda e previamente desconhecida.

Resultados semelhantes foram observados noutros poços de petróleo do Golfo do México. Resultados similares foram encontrados nos poços de petróleo da Baía Cook no Alasca. O mesmo se passou nos poços de petróleo do Uzbequistão. O mesmo aconteceu no Médio Oriente, onde se tem feito a exploração e a extracção de petróleo há pelos menos 20 anos, as reservas conhecidas duplicaram. Actualmente existem qualquer coisa como 680 mil milhões de barris nas reservas de petróleo do Médio Oriente.

Para criar tanto petróleo seria necessária uma grande pilha de dinossauros mortos e plantas pré-históricas a fermentar. Poderá haver outra origem para o crude de petróleo?

Uma teoria intrigante que corre agora entre as equipas de pesquisa das companhias petrolíferas sugere que o crude de petróleo pode ser, na realidade, um produto natural inorgânico, e não o resultado de uma decomposição orgânica durante tempos incomensuráveis. A teoria aponta para que possam haver enormes reservas de petróleo ainda por descobrir a maiores profundidades que eclipsam as estimativas mundiais actuais.


A teoria é simples: o crude de petróleo forma-se num processo natural inorgânico que ocorre entre o manto e a crosta terrestre, algures entre 8 e 30 quilómetros de profundidade. O mecanismo sugerido funciona da seguinte maneira:

1) O Metano (CH4) é uma molécula vulgar que se encontra em grandes quantidades no nosso sistema solar e existe em grandes concentrações a grande profundidade na Terra.

2) Na camada entre o manto e a crosta, aproximadamente a 6 quilómetros abaixo da superfície terrestre, correntes de gases comprimidos à base de metano elevam-se rapidamente atingindo bolsas a alta temperatura causando a condensação dos hidrocarbonetos mais pesados. O resultado desta condensação é normalmente conhecido por crude de petróleo.

3) Alguns gases comprimidos à base de metano migram para bolsas e jazidas que extraímos com o nome de gás natural.

4) Nos "arrefecedores" geológicos, regiões mais tectonicamente estáveis à volta do mundo, o crude de petróleo deposita-se em jazidas.

5) Nos "aquecedores" geológicos, áreas vulcânicas tectonicamente mais activas, o petróleo e o gás natural continuam a condensar-se e acabam por oxidar-se, produzindo dióxido de carbono e vapor, que é expelido por vulcões activos.

6) Periodicamente, dependendo das variações geológicas e dos movimentos terrestre, o petróleo vem à superfície em quantidade, criando as vastas jazidas de areia betuminosa do Canadá e da Venezuela, ou as contínuas infiltrações encontradas sob o Golfo de México e no Uzbequistão.

7) Periodicamente, dependendo das variações geológicas, os vastos e profundos lagos de petróleo escapam-se e tornam a encher jazidas já conhecidas de petróleo.


Existem numerosas observações através das regiões produtoras de petróleo em todo o Globo que apoiam esta teoria, e a lista dos proponentes começa com Mendelev (que criou a tabela periódica de elementos) e inclui o Dr. Thomas Gold (director fundador do Centro de Radiofísica e Pesquisa Espacial da Universidade de Cornell) e o Dr. J.F. Kenney da Gas Resources Corporations de Houston no Texas.

No seu livro de 1999, "The Deep Hot Biosphere," [A Biosfera quente e profunda], o Dr. Gold apresentou provas convincentes da formação de petróleo inorgânico. Ele salientou que todas as estruturas geológicas onde o petróleo é encontrado correspondem a formações terrestres profundas, e não a deposições aleatórias que encontramos em rochas sedimentares, a fósseis associados ou até à vida corrente da superfície.

O Dr. Gold observou também que amostras de petróleo extraídas de várias profundidades do mesmo campo petrolífero tinham as mesmas propriedades químicas – as propriedades químicas do petróleo não variam com a profundidade ao contrário dos fósseis. Outra coisa interessante é o facto de que o petróleo é encontrado em grandes quantidades através de formações geográficas onde a quantidade de vida pré-histórica não é suficiente para produzir as jazidas existentes de petróleo. Então, donde veio o petróleo?

Outro facto interessante é que todos os campos petrolíferos do mundo libertam hélio. O hélio está de tal forma presente em todos os campos petrolíferos que detectores de hélio são usados como ferramentas na prospecção de petróleo. O hélio é um gás inerte e um produto básico da desintegração radiológica do urânio e do tório, identificado em quantidade a grandes profundidades sob a superfície terrestre, a 3o0 quilómetros ou mais. O hélio não é encontrado em quantidades significativas em áreas não produtoras de metano, petróleo ou gás natural. Não faz parte dos cerca de doze elementos comuns associados à vida. É encontrado através do sistema solar assim como um produto perfeitamente inorgânico.

Ainda mais intrigante são as provas de que várias jazidas de petróleo em todo o mundo estão a voltar a encher-se, tal como a jazida da Ilha Eugene – não a partir dos lados, como seria de esperar de jazidas orgânicas contínuas, mas de baixo para cima.

O Dr. Gold acredita verdadeiramente que o petróleo é uma "sopa renovável e primordial, continuamente produzida pela Terra sob condições ultra-quentes e pressões tremendas. À medida que esta substância se desloca para a superfície, as bactérias unem-se a ela, fazendo com que pareça ter uma origem orgânica que remota ao tempo dos dinossauros."

Companhias de petróleo mais pequenas e equipas inventivas estão a usar esta teoria para justificar perfurações de petróleo em profundidade no Alasca e no Golfo do México, entre outros lugares, com algum sucesso. O Dr. Kenney previu que partes da Sibéria contêm uma jazida de petróleo igual ou maior do que as já foram descobertas no Médio Oriente.

Pode ser isto verdade?

Em Agosto de 2002, no "Proceedings of the National Academy of Sciences (US)," o Dr. Kenney publicou um estudo, que tinha um título parcial: "The genesis of hydrocarbons and the origin of petroleum." [A origem dos hidrocarbonetos e a origem do petróleo]. O Dr. Kenney e três co-autores russos concluem:

O sistema Hidrogénio-Carbono não evolui espontaneamente para hidrocarbonetos a pressões abaixo dos 30 Kbar, mesmo no ambiente mais favorável. O sistema Hidrogénio-Carbono evolui para hidrocarbonetos a pressões encontradas no manto da Terra e a temperaturas consistentes com esse ambiente.

O Dr. Kenney é citado por ter afirmado que "físicos competentes, químicos, engenheiros e homens conhecedores da termodinâmica sabem já desde o último quartel do século XIX que o petróleo não evolui de materiais biológicos."

Profundamente entranhada na nossa cultura está a crença de que nalgum ponto no futuro relativamente próximo veremos a última bomba a trabalhar no último poço de petróleo em funcionamento a chiar, e que não haverá nada a fazer. O fim da Idade do Petróleo. E a não ser que descubramos outra fonte de energia barata, o mundo tornar-se-á rapidamente um sítio muito mais tenebroso e mais perigoso.

Se o Dr. Gold e o Dr. Kenney estão correctos, este cenário de "fim do mundo tal como o conhecemos" simplesmente não acontecerá. Pensem nisso... enquanto reservas profundas de crude petrolífero inorgânico, não inesgotável e de extracção comercialmente praticável abastecerão o mundo com combustível barato. O Dr. Gold afirmou que as actuais reservas mundiais de crude petrolífero poderão multiplicar-se por 100.


O embuste do «Pico Petrolífero», sugerindo grande escassez e finitude a médio prazo do ouro negro, confere ao monopólio do petróleo, além de lucros astronómicos, o controlo energético do planeta. Para manter este monopólio e a alegada carência petrolífera têm-se declarado inúmeras guerras. Só neste século XXI já podem ser contabilizadas as guerras do Afeganistão, Iraque (mais de um milhão de mortos), Líbano, Palestina, Darfur, Geórgia...

quarta-feira, janeiro 07, 2009

O Mito dos combustíveis fósseis - Ninguém até hoje sintetizou petróleo em laboratório com uma proveta de algas


Jerome R. Corsi

WorldNetDaily.com - 17 de Novembro de 2005

(Tradução minha)


De que forma é que os 'fósseis' se transformam em 'combustível'?

Examinemos em profundidade os alegados processos químicos pelos quais plantas e dinossauros em decomposição supostamente se decompuseram em "combustível fóssil."

Richard Heinberg, um dos principais académicos do New College of California (Santa Rosa) adeptos do "Pico Produtivo" e que é autor de "Powerdown: Options and Actions for a Post-Carbon World" [Corte da Energia: Opções e Acções num Mundo pós-petróleo], diz-nos que "a afirmação de que o petróleo é de origem não orgânica (abiótica) necessita de muitos argumentos, porque tem de ultrapassar as provas abundantes" que ligam "acumulações de petróleo específicas a origens biológicas específicas através de uma cadeia de processos bem conhecidos que têm sido demonstrados, em princípio, sob condições laboratoriais." Portanto, se o que Heinberg afirma é verdade, não deverão existir problemas em descobrir a fórmula precisa, demonstrada em condições laboratoriais e segundo a qual a vida de plantes e animais se decompõe em combustível de hidrocarbonetos.

Seppo Korpela, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Estado de Ohio, fornece-nos uma descrição precisa do processo químico envolvido. Ele argumenta que os combustíveis fósseis se formam quando "as primeiras camadas sedimentares" no fundo de uma bacia ficam privadas de oxigénio de tal forma que a matéria orgânica nela depositada não se decompõe, "como acontece com um composto no ambiente comum." Então, "bactérias anaeróbicas começam a trabalhar e transformam o material orgânico numa substância denominada querogénio [Kerogen]. O querogénio pode ser considerado como um petróleo não amadurecido." O termo "anaeróbico" refere-se ao processo de ocorrer na ausência de oxigénio. Quando o querogénio é encontrado a profundidades entre os 1.800 metros e os 4.000 metros, e quando a temperatura e a pressão são as "certas", o querogénio "a rocha onde se originam os hidrocarbonetos desfaz-se em petróleo. Esta zona é chamada a janela do petróleo. A profundidades superiores a 4.000 metros, as temperaturas são tão altas que o petróleo se transforma em gás."

O querogénio (kerogen), no fim de contas, não é um termo químico. O querogénio é um termo vago (que deriva da palavra grega keros, que significa cera) que o glossário da indústria petrolífera define da seguinte forma:

Querogénio - A ocorrência natural, de material orgânico sólido e insolúvel que ocorre nas rochas onde se originam os hidrocarbonetos e que pode produzir petróleo depois de aquecidas.

O Dicionário Webster define querogénio de uma forma algo circular: "material betuminoso ocorrendo no xisto e produzindo petróleo quando aquecido." No entanto, Webster, define betume como "qualquer de várias misturas de hidrocarbonetos (como o alcatrão) normalmente em conjunto com os seus derivados não-metálicos que ocorrem naturalmente ou resíduos destilados obtidos de forma natural pelo calor de substâncias como o petróleo." O querogénio não é um termo tipicamente encontrado nos livros de química ou usado especificamente por químicos profissionais. O uso do termo querogénio é geralmente um sinal de que está a lidar com um geólogo ou engenheiro petrolífero e não com um cientista químico.

Ker Than, um colunista do LiveScience.com, fornece a explicação habitual de como o querogénio supostamente se transforma em “combustível fóssil.”

Na teoria em voga, o material orgânico morto acumula-se no fundo dos oceanos, nos leitos dos rios ou pântanos, misturando-se que lama e areia. Com o tempo, mais sedimentos acumulam-se sobre os existentes e o calor e a pressão resultantes transformam a camada orgânica numa substância escura e maleável chamada querogênio. As moléculas de querogénio acabam por quebrar, partindo-se em moléculas mais pequenas e mais leves compostas quase unicamente por átomos de carbono e de hidrogénio. Dependendo de quão liquida ou gasosa for esta mistura, assim se tornará em petróleo ou gás natural.

Os livros de química não fornecem geralmente nenhuma fórmula para o querogênio. O que encontramos nos livros de química são muitas descrições de como os hidrocarbonetos se formam quando os átomos de carbono e de hidrogénio se juntam em ligações covalentes. Portanto, o metano é CH4, é o primeiro membro da série do alcano, tendo os outros membros dois, três, e quatro átomos de carbono e chamam-se etano, propano e butano, respectivamente. Ainda temos de encontrar um livro de química que refira querogénio ou descreva alguma combinação de algas antigas, minúsculos animais marinhos do Mesozóico, ou dinossauros com os ingredientes suficientes para a formação de hidrocarbonetos saturados comuns como o metano, o etano, o propano ou o butano. O metano é também encontrado frequentemente em planetas como Saturno (e na sua lua Titã) onde a ciência nunca detectou a presença de plantas ou animais vivos.
Às vezes os livros de química retornam à sabedoria convencional e fornecem uma vaga descrição verbal de "gás natural" como tendo sido formado pela "decomposição anaeróbica de plantas e animais” (como já chamámos a atenção, "anaeróbica refere-se a um processo que ocorre na ausência de oxigénio). Os livros, contudo, esquecem-se de mencionar qualquer experiência laboratorial onde este processo tenha sido demonstrado.

A transformação de "querogénio" em "combustível fóssil" parece mais ser uma matéria de fé, do que um processo observado que possa ser descrito por uma fórmula química precisa que possamos replicar em laboratório. Esta é uma queixa comum dos cientistas que propõem a teoria da origem do petróleo de forma abiótica (inorgânica) e de grande profundidade na Terra. O astrónomo Thomas Gold, expressou este ponto sucintamente na página 85 do seu livro de 1998, "The Deep Hot Biosphere: The Myth of Fossil Fuels." [A Quente e Profunda Biosfera: o Mito dos combustíveis fósseis]. "Ninguém até hoje sintetizou petróleo bruto ou carvão de pedra em laboratório com uma proveta de algas ou fetos (plantas)."

Análises cientificas publicadas tentando descrever "a noção do decomposição do querogénio em petróleo" tendem a começar com o problema fundamental da definição. «Considerem este exemplo:».

É importante não esquecer que o nome querogênio, ao contrário da nomenclatura química habitual, não representa uma substância com uma determinada composição química. Na verdade, querogénio é um nome genérico como lípidos ou proteínas. Os resultados das discussões teóricas, embora normalmente elaboradas, ficam sempre sem especificar em fórmulas químicas rigorosas que identifiquem os processos de transformação química.

Em contraste, o metano tem sido sinteticamente produzido em laboratório com a total especificação da fórmula química envolvida na combinação de óxido de ferro, carbonato de cálcio e água para produzir metano nas condições de pressão da parte superior do manto da Terra. Os cientistas que fizeram a experiência concluíram:

A observação da formação de metano nas pressões detectadas no manto terrestre é significativa porque demonstra a existência de séries de reacções químicas de matérias de origem inorgânica para formação de hidrocarbonetos no interior da Terra e sugere que a provisão de hidrocarbonetos na massa da Terra pode ser maior do que é assumido convencionalmente.

Cientistas também analisaram recentemente dados espectrográficos que validam a formação de metano em Marte por interacção de rochas fluidas na crusta, sem indícios de envolvimento de processos biológicos ou orgânicos.

Cientistas que propõem a teoria inorgânica da origem do petróleo argumentam que a teoria do "Combustível-Fóssil" viola basicamente a segunda lei da termodinâmica, um princípio que defende que a energia se dispersa sempre que pode e que nunca retrocede. Por exemplo, quando se solta o gargalo de um balão o ar escapa; o ar nunca retornará novamente para o balão a não ser que seja forçado. Thomas Gold declarou esse princípio:

Seria verdadeiramente surpreendente se a Terra tivesse obtido os seus hidrocarbonetos de uma fonte que a biologia já fora buscar a outra fonte – o dióxido de carbono – que teria sido recolhido da atmosfera por organismos foto-síntetizadores para produzir hidratos de carbono, e, então, de alguma maneira, tornados a processar pela geologia em hidrocarbonetos.

Por outras palavras, o "combustível fóssil" de antiga vida vegetal ou protoplasma exigiria que de alguma forma o ar voltasse a entrar dentro do balão, uma corrente de energia de direcção invertida contrária à segunda lei da termodinâmica. Por outras palavras, dinossauros mortos e florestas antigas seguem naturalmente a lei da entropia, "pó ao pó", não a noção de um revitalizado "combustível fóssil" resultante do "pó ao petróleo".
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segunda-feira, janeiro 05, 2009

O Mito do «Pico Petrolífero» - O petróleo NÃO é um combustível fóssil

Visto do topo, a sonda de perfuração faz um furo até à jazida de petróleo [a preto na imagem], depois traz o petróleo para a superfície para ser refinado. Todos os geólogos ocidentais acreditaram que o petróleo é formado localmente pela decomposição de matéria orgânica [vida marinha por exemplo], que então migra para cima para a jazida, onde é aprisionado por uma camada de rocha impermeável sobreposta à jazida de petróleo ou gás que impede a migração dos fluidos. Tudo muito simples e fácil de acreditar, mas os russos provaram que os geólogos ocidentais estavam irremediavelmente enganados.

Durante os anos quarenta e cinquenta, os engenheiros de jazidas de petróleo russos aperceberam-se de que, de alguma forma, as suas jazidas se tornavam a encher a partir de baixo, não obstante não existir lá nenhuma matéria em decomposição. Tudo o que existia por baixo era granito e basalto maciços, significando que o petróleo estava a ser produzido no manto da Terra, antes de migrar lentamente entre 100 e 250 quilómetros para a jazida existente em cima.


Por Jerry Mazza

Online Journal - 29/9/2005

(Tradução minha)


«Pico Petrolífero» - É tão simples acreditar nesta ideia. O petróleo contribui grandemente para poluir o ambiente. A era industrial intensificou enormemente o seu uso. Quanto mais o usamos, mais perdemos ar puro, e até o ozono. E, portanto, quase parece uma justiça divina que estejamos quase a esgotar este chamado "combustível fóssil" num período que poderá variar entre as próximas décadas e os próximos duzentos anos, este hidrocarboneto simultaneamente maldito e abençoado que levou milhões de anos a produzir.

E, por isso, até parece que tivemos o que merecemos: uma sociedade movida a petróleo a qual, assim que o petróleo se esgotar, sofrerá aniquilações em massa da população, fome, guerra, desaceleração económica total e um regresso às cavernas. E, portanto, teremos o nosso profeta da Wilderness.com, Michael Ruppert, a predizer isto de forma constante. E o seu livro bíblico, Crossing the Rubicon, terá como subtítulo a ideia: O Declínio do Império Americano e o Fim da Era do Petróleo. Bom, não, nem por isso, de maneira nenhuma.

Para começar, o petróleo não é um combustível fóssil. Esta é uma teoria que foi avançada por cientistas do século dezoito. Passados 50 anos, cientistas alemães e franceses puseram em causa a teoria do petróleo de raízes biológicas. De facto, o petróleo é inorgânico e não o resultado de uma longa degradação de matéria biológica. E o petróleo, para o bem ou para o mal, é uma fonte de energia renovável. Tal como o carvão, e o gás natural, o petróleo torna a encher as suas jazidas a partir de fontes no manto da Terra. É esta a verdadeira e autêntica ciência do petróleo.

De facto, cientistas russos e ucranianos dos anos 50, separados dos abastecimentos de petróleo do mundo ocidental, dedicaram-se ao problema e, por volta dos anos 60, demoliram por completo a ideia de que o petróleo era um "combustível fóssil". Será então de espantar que a Rússia seja um dos maiores produtores de petróleo? O isolamento da Guerra-fria forçou a Rússia e perfurar mais fundo, literalmente, para encontrar petróleo a maiores profundidades na terra em certos lugares, e a procurar noutros lugares onde ninguém pensaria que pudesse jamais existir. Isto enquanto a América, que alegava que a produção e a descoberta de petróleo já tinha atingido o auge e iria desaparecer nas próximas décadas, se sentiu obrigada a fazer a guerra para tirar o petróleo de outros povos: Afeganistão, Iraque, Irão, a Bacia do Cáspio, Sudão, etc.

E para os outros que têm petróleo, a América tem de ameaçar militarmente como o fez na Venezuela ameaçando matar o seu presidente que não cedeu em vender todo o seu petróleo à América. E com os sauditas, tem de protegê-los dos seus próprios terroristas e de algum Saddam que possa aparecer. E a América deita-se na cama com eles desde que consiga ficar com a parte de leão do seu petróleo, e decidir quem fica com o resto. E nisto se estabelece o génio do mal, o secreto e dissimulado ‘Pico Petrolífero’.

Se o petróleo, como o carvão e o gás natural, se restabelece sozinho na natureza, se vamos provavelmente ter mais do que ter menos, como é que se pode continuar a ganhar muito dinheiro com ele? Certamente que não será oferecendo o petróleo a um preço razoável. Depois da Segunda Grande Guerra, o petróleo estava a cerca de 25 cêntimos o galão (3,78 litros) nas bombas de gasolina. Mesmo tomando em conta a espiral inflacionista, em 2005 pagava-se 3,50 dólares o galão em Nova Iorque, um preço 14 vezes maior. Uma semana depois das férias de verão (a estação de maior consumo), o petróleo baixou para os 3 dólares o galão. Muitos já devem ter reparado que o preço do petróleo sobe todos os verões, desce de preço depois do verão acabar, sobe novamente no meio do Inverno quando as contas do aquecimento disparam, e as pessoas velhas e pobres não têm dinheiro para pagar esses aumentos e começam a gelar e a morrer de frio nas suas próprias casas.

Alguém está a servir de isco aos corretores de petróleo americanos, porque o “Pico Petrolífero” é um conceito muito útil para fazer a guerra para o controlo das reservas petrolíferas. Por isso, um barril de crude pode subitamente saltar dos 20 para os 70, para os 100 dólares o barril, ou para duzentos, trezentos ou quatrocentos dólares o barril, dando, portanto, uma expansão exponencial dos lucros às companhias petrolíferas e aos fornecedores de petróleo que apreciam bastante a ideia de ter uma “procura inelástica” para a sua gasolina. O “Pico Petrolífero”, como realça o escritor Dave Mcgowan, pode até levar companhias de petróleo como a Shell a fechar instalações extremamente lucrativas, como aquela que possui em Bakersfield, na Califórnia.

A instalação de Bakersfield, como outras na Califórnia, segue a falha geológica de Santo André, que na sua linha ao logo do Estado está cheia de crude rico em petróleo e campos de gás natural, produtos de infiltração do manto da Terra, das placas tectónicas, ou como diria Dave Mcgowan, a “soltar gases” e barulho à medida que se movem. De facto, o petróleo e a família dos hidrocarbonetos são muitas vezes encontrados em vulcões e falhas geológicas, tal como o são em desertos, fissuras aquosas e bacias marinhas. O assunto deve ser desmistificado.

A verdadeira razão pela qual uma companhia como a Shell Oil encerraria uma instalação como a de Bakersfield seria para a terraplenar, para parar a sua produção, refinação e fornecimento, para fazer subir os preços do petróleo. É terrivelmente simples. E está-se a fazer hoje a mesma coisa no Iraque, terraplenando um país, para controlar e reduzir o seu fornecimento de petróleo. Nunca foi para instalar nenhuma democracia.

Ao mesmo tempo, está-se a levar o apocalipse à população iraquiana, provocando mais de um milhão de mortos, destruindo as suas infra-estruturas, água, esgotos, electricidade, jornais e televisão, hospitais, tudo. Está-se a descentralizar as cidades iraquianas, conduzindo as suas populações para o campo, ou bombardeando-os até regressarem à Idade da Pedra como os generais americanos gostam de dizer. E o Iraque, tal como o Afeganistão, é o paradigma do futuro, na forma como se afundará e destruirão países, cidades, até as americanas, como por exemplo Nova Orleães, cujo golfo é rico em petróleo, e por cujos portos passa uma larga percentagem dos fornecimentos americanos. Os criminosos políticos americanos estão a dizimar a população iraquiana para engordar os lucros dos barões do petróleo como David Rockefeller. Nas palavras de McGowan:

Os dirigentes das grandes companhias de petróleo Rockefeller deviam ir parar à cadeia por venderem de forma fraudulenta produtos com preço tabelado assim como enganarem nos impostos que pagam (devido às reduções de impostos pela ‘cota de exaustão’ que eles sabiam ser mentira). Esta história de petróleo como combustível fóssil é talvez a maior fraude dos últimos 200 anos. Uma aptidão permanente em vender petróleo inorgânico renovável fazendo-o passar por um produto artificialmente escasso, combinada com todas as ideologias necessária para vender o motivo da escassez artificial, todos os milhões que eles já fizeram e continuam a fazer com a fraude, todos os dinheiros públicos que têm roubado, etc, etc, etc.

Neste conceito de ‘Pico Petrolífero’ está o segredo do sistema para manter o mundo refém. Não que não devamos tomar medidas para não usar petróleo de forma exagerada, não que não devamos evitar a preservação, ou mesmo parar de perfurar o planeta e procurar formas orgânicas para viver. Mas agora, já que estamos aqui e existem milhares de milhões de pessoas para sustentar, não devemos permitir que um vastíssimo número dessas pessoas seja prejudicado, assassinado, maltratado, por causa de carências fingidas, economias submetidas por preços escandalosos, que as pessoas que trabalham se vejam em dificuldades para pagar o transporte para o emprego, o aquecimento das suas casas, a preparação dos alimentos e a participação numa sociedade organizada. Não devemos deixar que os monstros, os Bilderbergers, as elites e os oligarcas usem o ‘Pico Petrolífero’ e destruam o mundo.

Acreditar no ‘Pico Petrolífero’ não é um preço a pagar para evitar o custo de procurar petróleo de novas maneiras, para determinar um preço da matéria-prima justo e consistente. O custo em sangue e vidas e o futuro das nações é um preço demasiado elevado para a palermice do ‘Pico Petrolífero’. De facto, compreender que o petróleo é um recurso auto renovável coloca a agenda neoconservadora sob uma nova perspectiva. Em vez de olhar para o ‘Pico Petrolífero’ como os últimos dias de uma civilização tecnológica a perder literalmente o seu poder, devemos considerá-lo como um avanço da manipulação em direcção a um poder fascista e subjugador, ou seja: outra forma de amedrontar o mundo fazendo-o acreditar que os seus recursos estão no fim, e que devemos ser conduzidos para uma e outra guerra que deve ser travada para sobrevivermos.

E não aceitarmos a mentira, a manipulação do ‘Pico Petrolífero’, tal não significa que não procuremos novos sistemas para o desenvolvimento. Basta pôr os barões do petróleo de aviso. Tal dar-nos-á a oportunidade de unir as pessoas, de acabar com a falsa escassez, de partilhar recursos, de ter paz, de aliviar a pobreza com a abundância de recursos de hidrocarbonetos renováveis, assim como com a abundância da imaginação humana. Ou então acabaremos com outra manchete de Ruppert: «Será a China o fim do jogo?», outra obra de paranóia inútil a vender a destruição, outras operações encobertas para uma nova geração de crentes. Mais guerra, guerra sem fim, para enriquecer os que já são ricos, para empobrecer os que já são pobres. Como foi divulgado pelas Energy Information Administration e International Energy Agency: "Não existe escassez de petróleo".

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quinta-feira, setembro 11, 2008

O ciclo do petróleo por Jon Stewart

Jon Stewart do Daily Show explica-nos, de forma concisa e com extraordinário sentido de humor, o ciclo do petróleo. Uma alfinetada de mestre no capitalismo de mercado:

«O Congresso americano deu às indústrias petrolíferas 500 milhões de dólares para pesquisa. E deu 2.7 biliões de dólares em perdões fiscais. Embora uma empresa como a Exxon Mobil tenha 7.6 biliões de puro lucro apenas no último trimestre, ou seja três meses!

Poderão achar a ideia do governo usar biliões de dólares dos contribuintes para subsidiar estas indústrias como a antítese do capitalismo de mercado livre e privado. Estão enganados!

Há uma explicação muito simples para as companhias de petróleo já tão obscenamente ricas, receberem dinheiro do governo. Chama-se o “ciclo do petróleo”.

Começamos com a família americana. Gente trabalhadora que adquiriu uma inclinação para motores poderosos e televisões plasma. Através de um processo natural chamado “pagamento de impostos”, os vencimentos destas pessoas são desintegrados e reabsorvidos por uma entidade chamada “governo”. O governo consome estes fundos e transforma-os em “subsídios", alguns dos quais vão para gigantescas e lucrativas companhias petrolíferas. Esses fundos são usados para procurar novas fontes de petróleo e tirar partido da dependência do petróleo destas pessoas para assim obter lucros. Estes lucros são então armazenados em contas “offshore” nas ilhas Caimão de modo a evitar um processo chamado “pagamento de impostos”, o qual foi discutido anteriormente. O governo dá, então, às petrolíferas mais dinheiro.»


Vídeo (legendado em português) – 3:40m

quarta-feira, junho 11, 2008

Arábia Saudita - um Estado fantoche fabricado por Banqueiros Internacionais

Uma mulher é enterrada até à cintura para ser apedrejada até à morte

Como os Banqueiros Internacionais criaram um Estado fantoche chamado Arábia Saudita, possuidor dos mais vastos recursos petrolíferos do planeta, recorrendo a um agente britânico, Ibn Saud (donde o nome - Saudi Arabia) e à sua «irmandade», e implantando à força nesse território uma seita feudal implacável – o Wahabismo – por forma a acautelar qualquer tipo de sublevação popular que possa colocar em causa o estrito controlo do petróleo.

Sobre o Wahabismo, consultar o site islâmico «Wahabismo Exposto»:

«Wahabismo Exposto é um web site Islâmico independente, nossa principal intenção é, através da informação, mostrar a beleza, seriedade e compromisso com a justiça e paz que são intrinsecamente associados à Mensagem Islâmica. «Desmistificando falsas informações, trazendo a verdade à superfície e mostrando a falta de fundamentos islâmicos naquilo que indivíduos infiltrados dentro da Comunidade Islâmica (Ummah) tentam fazer crer e valer como correcto. Tais indivíduos são os Wahabis e todas as Seitas oriundas ou dos mesmos ou que se espelham no seu modus operandi de uma forma geral (Salafi, Neo-Salafi, Deobandi, etc...).»

«Nós convocamos a Comunidade Islâmica e a todos os interessados à realizar uma pesquisa intensa e uma reflexão sincera sobre o que se tem sido ensinado e defendido por esses elementos, actividades que eles levam por diante e têm-se associado ao Islão por aqueles que são mal informados ou mesmo aqueles que possuem interesses contrários ao Islão de uma forma ou de outra. Atitudes como a violência ofensiva, desrespeito à vida de inocentes, mal trato e desrespeito às mulheres, ofensas contra outras religiões, ganância, corrupção, hipocrisia, traição aos oprimidos, compromisso com o colonialismo e neo-imperialismo, ajuda com segundas intenções, criação de intrigas, todas são ligadas aos Wahabis e têm-se espalhado entre a Comunidade Islâmica através das acções dos mesmos e de seus pupilos, ambas atitudes que vem sendo incessantemente mostradas na TV e nas Revistas, que fazem que o Islão, uma Mensagem de Paz, Justiça e Amor, seja associada com Guerras criminosas, Injustiça e Ódio, além da truculência e falta de racionalidade defendidas por esses elementos. Certamente isso não é Islão, e devemos em um esforço conjunto livrar nossa Comunidade e o mundo de uma forma geral da influência e acção desses corruptores.»



Arábia Saudita - o estado fantoche dos Rothchild e dos Rockefeller


A maior parte do plano dos Banqueiros Internacionais para o século XX implicava a destruição do Império Otomano e dependia em boa parte do auxílio aos intriguistas Salafistas. Ainda mais importante era o papel desempenhado pelo estado fantoche da Arábia Saudita, que se veio a tornar o patrocinador do terrorismo salafista. Os sauditas viriam a tornar-se numa peça importante da estratégia para tornar o mundo dependente do petróleo controlado pelos Rockefeller, não apenas incrementando a procura e os lucros, mas aumentando o estrangulamento sobre os governos e as economias mundiais.

Tal como foi mostrado na obra «Os Rothchilds, Winston Churchill e a Solução Final» ("The Rothchilds, Winston Churchill and the Final Solution"), de Clifford Shack, nenhum assunto naval afectaria mais a política externa Britânica do que o debate crucial sobre se a Marinha Real deveria ou não ser convertida da propulsão a carvão para a propulsão a petróleo. O petróleo era não apenas superior ao carvão, mas também o ramo francês dos Rothschilds era, com os Rockefellers, os administradores supremos do negócio do petróleo, tendo formado um cartel mundial com a Standard Oil.

Muitos pensavam que tal conversão era pura estupidez, porque tal significaria que a Marinha não mais poderia contar com o seguro e protegido carvão Galês, mas teriam de depender de distantes e pouco seguros abastecimentos de petróleo da Pérsia, como o Irão era conhecido na altura.

A importância de garantir o fornecimento de petróleo à marinha britânica assumiu um papel central, já que o petróleo ainda não tinha sido descoberto nas suas possessões árabes no Golfo. Em Junho de 1914, Churchill apresentou uma lei que propunha que o governo britânico investisse numa companhia de petróleo, da qual adquiriram depois 51% da Anglo- Persian, que na realidade já era possuída em parte pelo governo britânico, e era financiada em parte pelo banco dos Rothschilds. A Grã Bretanha adquiriu a sua primeira concessão petrolífera, e manteve o seu envolvimento secreto. No Verão de 1914, a Marinha Britânica funcionava já totalmente a petróleo e o governo britânico já tinha assumido o papel de accionista maioritário na petrolífera Anglo-Persian. A companhia cresceu rapidamente, passando a denominar-se primeiro Anglo-Iranian, e finalmente British Petroleum, ou BP.

A Anglo-Persian não era a única companhia que fornecia petróleo à Inglaterra, como Churchill afirmou no Parlamento em 1913, "Não devemos ficar dependentes de nenhuma qualidade, de nenhum processo, de nenhum país, de nenhuma rota ou de nenhum campo. Segurança e certeza no petróleo assentam em variedade e variedade apenas". A Alemanha já se expandiu para a Turquia e para o sul da África. Mas, o movimento da Alemanha para leste já fora limitado pelo controlo britânico de importantes rotas marítimas. Portanto, a Alemanha chegou a acordo com o Império Otomano para a construção de uma linha de caminho de ferro de Berlim a Bagdade. Este acordo era especialmente alarmante, já que dava acesso directo à Alemanha ao petróleo do Médio Oriente, contornando o canal do Suez controlado pelos britânicos. A Grã-Bretanha já tinha impossibilitado o desenvolvimento da linha férrea até ao Golfo Pérsico ao concluir um acordo secreto com o clã Sabath, do Kuwait, outra família secretamente constituída por judeus, parentes dos sauditas através da tribo Anza, para estabelecer o Kuwait como um "protectorado britânico", portanto separando-o do Império Otomano.

(...) [Na estratégia contra o Império Otomano] a Inglaterra utilizou enganosamente a ajuda de Sharif Hussayn de Meca, que pertencia à dinastia Hashemita, descendentes do Profeta, que tradicionalmente administravam os dois locais sagrados de Meca e Medina. Sharif Hussayn era inicialmente aliado dos Otomanos e dos Alemães, mas ficou consternado pela crescente discriminação dos jovens turcos contra os não turcos do Império Otomano. Foi finalmente convencido pelos Britânicos que a sua ajuda seria recompensada com a criação de um império Árabe, abrangendo toda a área entre o Egipto e a Pérsia, com a excepção das possessões imperiais e interesses no Kuwait, Aden, e a costa Síria.

Contudo, de acordo com a perspicaz duplicidade que sempre caracterizou a sua política estrangeira, os britânicos ofereceram-lhe garantias contrárias aos planos que tinham em mente. Os Britânicos também renovaram a sua relação especial com a seita Wahabista, e com o seu chefe, Abdul Aziz ibn Saud. No seguimento do colapso da primeira revolta saudita às mãos de Mohammed Ali Pasha, o movimento Wahabista foi em grande parte reconstituído, mas disputas internas pela sucessão acabaram por dissolvê-lo em 1891. O pai de Ibn Saud, Abdul-Rahman, fugiu com a família para o Kuwait, deixando Riade sob a ocupação otomana. Em Janeiro de 1902, Ibn Saud chefiou uma incursão para recuperar o controlo de Riade.

Os Britânicos procuraram o apoio de Ibn Saud através da ajuda diplomática de "Abdullah" St. John Philby, que supostamente se convertera ao Islão Wahabista, embora também fosse um agente duplo nazi. Em 1915, os Britânicos assinaram com Ibn Saud um "tratado de amizade e cooperação", que seria apoiado com financiamento britânico. Em 1917, o governante saudita estava a receber cinco mil libras por mês.

Por instigação de Lawrence da Arábia, Faisal, o filho de Hussayn, comandou a revolta árabe contra os otomanos. Faisal tomou Damasco em 1918. Cinco dias depois da conquista de Damasco pelas forças de Faisal, entrou em vigor um armistício com o império otomano. O governo otomano colapsou completamente, e o império foi dividido entre as potências vitoriosas. A França e a Grã-Bretanha obtiveram o controlo da maior parte do Médio Oriente enquanto à Itália e à Grécia foi-lhes dado grande parte da Anatólia.

O povo turco recusou aceitar este pacto, contudo, e sob o comando de Mustafa Kemal Ataturk (na foto), o remanescente do movimento dos jovens turcos formou um governo em Ankara, e criou um exército que forçou os gregos e os italianos a sair da Anatólia, enquanto os britânicos e franceses recusaram intervir. Em Salónica, na Grécia, o centro da franco-maçonaria turca, e do movimento dos jovens turcos, muitos judeus alegaram que Ataturk era um «convertido» [Doenmeh], da comunidade de judeus secreta descendentes dos seguidores do falso Messias Shabbetai Zevi que se converteu ao Islão. E em 1923, quando a República da Turquia foi fundada, foi Ataturk quem foi eleito o primeiro presidente da república. Então, em 1924, o califado islâmico foi formalmente abolido, chegando ao fim treze séculos de lei islâmica.

A vitória das forças aliadas contra os turcos otomanos marcaram o princípio do fim da Primeira Guerra Mundial, e as potências centrais renderam-se uma a uma, assinando um armistício a 11 de Novembro de 1918. No fim da guerra, Faisal continuou o seu avanço, e acabou por tomar o que é hoje a Jordânia, grande parte da península arábica e partes do sul da Síria. Contudo, sem conhecimento de Hussayn, os britânicos negociaram secretamente o pacto Sykes-Picot, para dividir o Médio Oriente de acordo com os termos redigidos pelos Rothschild. Divisões arbitrárias foram criadas, existindo muitas delas ainda hoje, incluindo a criação da Síria e do Líbano como protectorados franceses. Hussayn foi traído, e conseguiu apenas o domínio do Iraque, o qual, com a Transjordânia e o Kuwait, eram efectivamente entidades britânicas, tal como a Palestina, o que foi acordado com os sionistas.

O mandato para a Palestina foi delineado por Felix Frankfurter, o proeminente sionista americano, que mais tarde se tornou conselheiro chefe do Presidente Roosevelt na Casa Branca, e também do Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, e ajudou a fundar a União das Liberdades Civis Americanas (ACLU).

Com a desculpa de que faltava disciplina aos combatentes de Hussayn para manter a região, os britânicos deram apoio ao seu agente Ibn Saud (na foto). Por isso, depois da Primeira Guerra Mundial, com o colapso do império otomano, e com o apoio britânico, Ibn Saud e a sua «irmandade», as tropas de choque do Wahabismo, partiram para a conquista da totalidade da península arábica. Como foi descrito por Algar, no wahabismo: Um Ensaio Fundamental:

«Longe de ter sido um processo espontâneo e autónomo, a propagação do controlo saudita através da península arábica deve antes ser situada na reconfiguração geral do Médio Oriente que estava então em marcha, em grande parte sob os caridosos auspícios dos britânicos, sempre generosos com as terras que não são suas. Seguiu o mesmo padrão da divisão das terras árabes do Crescente Fértil em unidades artificiais; a implantação do sionismo na Palestina sob a protecção do mandato britânico; o estabelecimento da República Turca "secular", e a subida da dinastia Pahvi no Irão.»

A conquista Wahabista da peninsula arábica, contudo, teve um custo de 400,000 mortos e feridos. Cidades como Taif, Burayda e al Hufa sofreram todas massacres perpetrados por Ibn Saud. É afirmado que os governadores de várias províncias nomeadas por Ibn Saud levaram a cabo 40,000 execuções públicas e 350,000 amputações. O primo de Ibn Saud, Abdullah ibn Musallim ibn Jilawi, o mais brutal da família, atacou a população Xiita, executando milhares de pessoas.

Não obstante, depois de uma visita à recém conquistada península arábica, Rashid Rida publicou um livro elogiando Ibn Saud como o salvador dos lugares santos, um praticante da verdadeira lei islâmica e, dois anos mais tarde, uma antologia das teses Wahabistas. No fim de contas, o salafismo e o wahabismo partilhavam princípios fundamentais. Antes de tudo, um desdém por todos os desenvolvimentos no Islão subsequentes às duas primeiras gerações de muçulmanos, o repúdio do sufismo, a não participação em nenhuma escola do pensamento islâmico (Madhhabs), ou em nenhuma das quatro escolas seguidas pelo Islão Sunita.

Por volta de 1924, os Wahabistas, através do incitamento de "Abdullah" Philby (na foto), reconquistaram Meca, e expulsaram os hashemitas. Seguiram-se protestos contra o vandalismo Wahabista e a crueldade campeou através do mundo muçulmano, mas em 1926, Ibn Saud convocou uma conferência internacional para ratificar o seu domínio sobre Haramayn. E, finalmente, em 1932, o Reino da Arábia Saudita foi oficialmente criado, com o encorajamento britânico. Mesmo muito antes de se tornar rei, o monarca inglês nomeado cavaleiro Ibn Saud, recebeu a Ordem de Bath, uma ordem de cavalaria fundada por Jorge I, o neto de Frederico Eleitor do Palatinado, e a mais alta honra concedida aos não pertencentes à Família Real.

Com a ajuda de Jack Philby, Allen Dulles, um expresidente do Council on Foreign Relations (CFR), que mais tarde viria a ser director da CIA, então a trabalhar para a fima de Sullivan e Cromwell, ajudou as companhias de petróleo de Rockefeller a conquistar a Arábia Saudita, que se tornaria no maior recurso petrolífero do planeta, responsável por quase metade da produção total de petróleo. Em 1933, os sauditas garantiram concessões de petróleo à California Arabian Standard Oil Company (CASOC), empresa afiliada da Standard Oil da California, (Socal, hoje Chevron), dirigida por John D. Rockefeller Jr., um dos membros fundadores do Council on Foreign Relations (CFR).

Em 1936, a Socal e a Texas Oil Company criaram uma sociedade, que mais tarde se iria chamar Aramco, ou a Arabian-American Oil Company. À Socal e à Texaco foram acrescentadas a Standard de New Jersey e a Socony-Vacuum, as predecessoras da Exxon Móbil. Os parceiros da Aramco, Junto com a British Petroleum (BP), a Royal Dutch Shell, e a Gulf Oil uniram-se num cartel para controlar o preço do petróleo, conhecido colectivamente como as Sete Irmãs. Com a família real saudita, elas controlam as maiores reservas de petróleo do mundo.

Em 1945, Roosevelt encontrou-se com Ibn Saud a bordo do navio USS Quincy no Egipto, para formar uma importante aliança económica entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Roosevelt agiu de acordo com o conselho de Harold Ickes, então o coordenador do petróleo para a defesa nacional, e um Departamento de Estado que em Dezembro de 1942 realçou, "É nossa firme convicção que o desenvolvimento dos recursos petrolíferos da Arábia Saudita devem ser vistos à luz do amplo interesse nacional". Os sauditas, contudo, seriam incapazes de ceder ao pedido de Roosevelt para aprovar um incremento da colonização judaica da Palestina, devido à tarefa precária que os sauditas se atribuíram a si próprios de fingir defender o Islão, apesar de apoiarem os interesses americanos na região, e travar o resto do mundo árabe de empreenderem acções de agressão contra Israel. Sob as condições que foram estipuladas, seria permitida a entrada ao pessoal técnico e militar americano na Arábia Saudita. Uma base aérea militar norte-americana foi construída em Dharan em 1946. A Inglaterra, contudo, manteve a maior responsabilidade de manter os interesses ocidentais por mais uma década. Em troca, os sauditas declararam guerra às potências do Eixo, fazendo-o um mês depois do encontro com Roosevelt, e foi-lhes permitido serem incluídos na conferência da fundação das nações Unidas.
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segunda-feira, maio 26, 2008

Escassez do petróleo ou excesso de lucros? Mercado ou oligopólio?

Por que não nacionalizar?

Se o mercado não consegue disciplinar os preços, os lucros nem o selvático prendar dos recursos empresariais com os vencimentos multimilionários dos executivos, então por que não nacionalizar os petróleos e tentar outros modelos? Quem proferiu este revolucionário comentário foi Maxine Waters, Democrata da Califórnia, durante o inquérito conduzido pelo Congresso, em Washington, às cinco maiores petrolíferas americanas. Face à escalada socialmente suicidária dos preços dos combustíveis, o órgão legislativo americano convocou os presidentes para saber que lucros tinham tido e que rendimentos é que pessoalmente cada um deles auferia. Os números revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos. Desde os 40 mil milhões de dólares de lucro da Exxon no ano passado, ao milhão de euros mensais do ordenado base do chefe Executivo da Conoco-Phillips, às cifras igualmente astronómicas da Chevron, da Shell e da BP América. Esta constatação do falhanço calamitoso do mecanismo comercial, quando encarada no caso português, ainda é mais gritante. Digam o que disserem, o que se está a passar aqui nada tem a ver com as leis de oferta e procura e tem tudo a ver com a ausência de mercado onde esses princípios pudessem funcionar.

Se na América há cinco grandes empresas que ainda forçam o mercado a ter preços diferentes, em Portugal há uma única que compra, refina, distribui e vende. É altura de fazer a pergunta de Maxine Waters, traduzindo-a para português corrente:

- Se o país nada ganhou com a privatização da Galp e se estamos a ser destruídos como nação pela desalmada política de preços que a única refinadora nacional pratica, porquê insistir neste modelo? Enunciemos a mesma pergunta noutros termos

- Quem é que tem vindo sistematicamente a ganhar nestes nove anos de privatização da Galp, que alienaram um bem que já foi exclusivamente público? Os espanhóis da Iberdrola, os italianos da ENI e os parceiros da Amorim Energia certamente que sim. O consumidor português garantidamente que não. Perdeu ontem, perde hoje e vai perder mais amanhã. Mas levemos a questão mais longe houve algum ganho de eficiência ou produtividade real que se reflectisse no bem-estar nacional com esta alienação da petrolífera? A resposta é angustiantemente negativa. A dívida pública ainda lá está, maior do que nunca, e o preço dos combustíveis em Portugal é, de facto, o pior da Europa. Nesta fase já não interessa questionar se o que estamos a pagar em excesso na bomba se deve ao que os executivos da Galp ganham, ou se compram mal o petróleo que refinam ou se estão a distribuir dividendos a prestamistas que exigem aos executivos o seu constante "quinhão de carne" à custa do que já falta em casa de muitos portugueses. Nesta fase, é um desígnio nacional exigir ao Governo que as centenas de milhões de lucros declarados pela Galp Energia entrem na formação de preços ao consumidor. Se o modelo falhou, por que não nacionalizar como sugeriu a congressista Waters? Aqui nacionalizar não seria uma atitude ideológica.

Seria, antes, um recurso de sobrevivência, porque é um absurdo viver nesta ilusão de que temos um mercado aberto com um único fornecedor. Se o Governo de Sócrates insiste agora num purismo incongruente para o Serviço Nacional Saúde, correndo com os existentes players privados e bloqueando a entrada de novos agentes, por que é que mantém este anacronismo bizarro na distribuição de um bem que é tão essencial como o pão ou a água? Como alguém já disse, o melhor negócio do Mundo é uma petrolífera bem gerida, o segundo melhor é uma petrolífera mal gerida. Na verdade, o negócio dos petróleos em Portugal, pelas cotações, continua a ser bom. Só que o país está exangue. Há fome em Portugal e vai haver mais. O negócio, esse, vai de vento em popa para o Conselho de Administração da Galp, para os accionistas, para Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos. Mas para mais ninguém. A maioria de nós vive demasiado longe da fronteira espanhola para se poder ir lá abastecer.



Os números dos lucros revelados deixaram os senadores da Comissão de Energia e Comércio boquiabertos:


«Exxon bate recorde de lucros»:

«Nova Iorque (CNNMoney.com) – a Exxon Mobil fez história na Sexta-Feira reportando os maiores lucros trimestrais e anuais de sempre de uma companhia norte-americana, aumentados em grande parte pela subida dos preços do crude.»

«A Exxon, a muito publicitada maior empresa comercial de petróleo do mundo, informou que os resultados líquidos do quarto trimestre de 2007 aumentaram 14%, para 11,66 mil milhões de dólares, ou 2,13 dólares por acção. A companhia ganhou 10,25 mil milhões de dólares, ou 1,76 dólares por acção no período de um ano (2007).»

«O lucro ultrapassou o prévio recorde trimestral da Exxon de 10,7 mil milhões de dólares, alcançado no quarto trimestre de 2005, que foi também o maior de sempre de uma empresa americana.»

«"A Exxon pode distribuir alguns valores espantosos e este é um desses casos," afirmou Jason Gammel, analista sénior da Macquarie Securities de Nova Iorque.»

«A Exxon alcançou também um recorde anual de lucros ganhando 40,61 mil milhões de dólares no ano passado – ou cerca de 1300 dólares por segundo em 2007. Isto excedeu o anterior recorde de 39,5 mil milhões de dólares em 2006.»



Comentário:

Obviamente que a sugestão de Mário Crespo de nacionalizar a Galp é ingénua. Há muito que esta empresa está no bolso de uma das quatros irmãs: Conoco-Phillips, Chevron, Shell ou BP América, através das subsidiárias Iberdrola, ENI e Amorim Energia.

Se, de facto, se nacionalizasse a Galp, esta não veria nem mais uma gota de crude. É assim que funciona o «mercado» por causa do qual se invadiu o Iraque.
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quarta-feira, maio 21, 2008

Governo e Galp exultam com as subidas de preço do petróleo


Jornal de Notícias - 21 de Maio de 2008

«O presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, admitiu, ontem, na apresentação de resultados trimestrais da empresa, que a única alternativa para baixar os preços dos combustíveis é reduzir o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). "Não há nada que a Galp possa fazer", garantiu o gestor, lembrando que a petrolífera está exposta às cotações internacionais do petróleo e a uma carga fiscal "gigantesca".»

«(…) Para Ferreira de Oliveira, o actual nível de preços é uma "realidade preocupante, mas contra a qual nada há fazer". "A Galp não fixa os preços do petróleo, do gasóleo e da gasolina. É um simples tomador de preços", frisou.»

«(…) De acordo com o presidente da Galp, a inflação do petróleo levou a que a margem de refinação da Galp tenha diminuído para metade, no primeiro trimestre deste ano, causando uma redução de lucros de 8,4%, para 109 milhões de euros. "A indústria quer que os preços baixem, mas não podemos alhearmo-nos da situação internacional", afirmou.»

«(…) O gestor refutou ainda as críticas de que a empresa tem sido alvo pela alegada formação de preços especulativa. De acordo com dados avançados na apresentação, os preços de combustíveis antes de impostos aumentaram menos em Portugal do que na Europa, nomeadamente Espanha.»

«(…) Ferreira de Oliveira concluiu que a indústria petrolífera nacional é um mercado "aberto, competitivo e eficiente", garantindo não temer os resultados da investigação da Autoridade da Concorrência.»




Correio da Manhã - 21 Maio 2008

«A Galp Energia registou um lucro no primeiro trimestre deste ano de 109 milhões de euros, ou seja, 1,2 milhões de euros por dia. Os resultados foram apresentados ontem pelo presidente da petrolífera, Ferreira de Oliveira, que aproveitou o encontro com os jornalistas para explicar que não é a empresa que faz os preços. "A Galp é um tomador de preços", sublinhou.»

«'São excelentes resultados', admitiu o presidente da Galp, apesar das contas revelarem uma queda nos lucros de 8,4 por cento face a igual período de 2007, que só não foi maior devido às vendas de exploração e aos resultados da venda de gás.»



TSF Online - 20 de Maio 08

O ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos recusa políticas populistas

Teixeira dos Santos considera que qualquer medida do Governo para fazer face à escalada dos preços dos combustíveis não passaria de meros cuidados paliativos para a economia portuguesa.

«O momento externo que atravessamos, nomeadamente a turbulência nos mercados financeiros internacionais e a subida dos preços das matérias-primas podem suscitar pressões para a implementação de algumas medidas discricionárias que seriam meros paliativos para transformações estruturais que são necessárias», disse o ministro durante um almoço na Câmara de Comércio e Indústroa Luso-espanhola.

«A evolução económica está sujeita a flutuações e embora o recurso paliativo possa parecer mais simples, a criação de uma cultura de mudança de exigência e disciplina é a longo prazo mais eficiente», reforçou.


Comentário:

1 - Preços de combustiveis sem impostos e com impostos em portugal superiores aos preços praticados na maioria dos países da união europeia:

Os preços dos combustíveis não dependem apenas dos preços do petróleo. Na sua transformação nas refinarias portuguesas existem muitos outros custos. Por exemplo, custos com salários. E os salários portugueses são, em média, cerca de metade dos salários médios da União Europeia. Apesar disso, os preços dos combustíveis em Portugal são superiores aos da maioria dos países da União Europeia, nomeadamente aqueles com custos salariais muito mais elevados.

Em relação a todos os combustíveis, o ISP em Portugal é superior ao da média da UE15 em 1,3%, e o IVA em 5,3%. A partir de Jun2008, o IVA será superior em 0,3%. Em % do PVP, o peso das taxas em Portugal representa, em relação a todos os combustíveis, 54% do PVP, que é igual à média da UE15. Em relação ao gasóleo: Portugal 48%, UE15: 49%; e à gasolina: Portugal: 60%, UE15: 59%.


2 - O aumento do custo do petróleo para as petrolíferas portuguesas é muito inferior ao que pretendem fazer crer:

Os órgãos de informação divulgam normalmente a variação do preço do petróleo em dólares, mas para as petrolíferas portuguesas que vendem os combustíveis em euros, o que interessa é o preço na moeda europeia pois possuem euros que depois trocam em dólares. E com a desvalorização continua do dólar este vale cada vez menos e, consequentemente, o custo do petróleo para as empresas a funcionar em Portugal é muito mais baixo.

Entre 2006 e 2007, o preço médio do barril de petróleo aumentou 11,4% em dólares e apenas 1,5% em euros, ou seja, o aumento em euros foi inferior em 7,6 vezes à subida em dólares.

Se considerarmos um período mais recente – Dezembro de 2007 a Março de 2008 – o aumento em dólares atingiu 13,9% e em euros apenas 7%, portanto a subida em euros foi praticamente metade do aumento registado em dólares. Se a análise for feita, não em percentagem, mas em unidades monetárias, conclui-se que, entre Dezembro de 2007 e Março de 2008, o preço do barril aumentou 12,69 dólares o que correspondeu a uma subida de 4,39 euros, portanto o aumento em euros correspondeu quase um terço da subida em dólares.

É surpreendente que tanto Sócrates como o seu invisível ministro da Economia, Manuel Pinho, só agora tenham detectado o escândalo dos preços dos combustíveis em Portugal (em Portugal, não existe concorrência pois os preços praticados pelos diferentes vendedores são praticamente sempre iguais), mas será ainda mais surpreendente, e prova da conivência deste governo com os grandes grupos económicos petrolíferos, se a análise dos preços que a Autoridade da Concorrência vai fazer após tantos anos de actuação selvagem das petrolíferas conclua que não existe nada de anormal nos preços que praticam, como parecem já sugerir as declarações de Manuel Pinho.

(Ver o desenvolvimento aqui: Sala dos Professores)

(Agradeço ao Apache a chamada de atenção para taxa fixa do ISP)


Não é pois de admirar que a Galp tenha apresentado lucros no valor de 119 milhões de euros em 2007 e de 109 milhões de euros em 2008. E, também, que o Governo tenha arrecadado em 2007 a quantia 3.395 milhões de euros só em ISP.

Donde, as posições responsáveis, serenas e adultas de «governantes e gestores»:

Teixeira dos Santos recusa políticas populistas (baixar os impostos) e considera que qualquer medida do Governo para fazer face à escalada dos preços dos combustíveis não passaria de meros cuidados paliativos.

Ferreira de Oliveira considera que o actual nível de preços é uma "realidade preocupante, mas contra a qual nada há fazer.


Posto isto, e dada a constante subida do preço do crude, não há nada que a Galp possa fazer a não ser embolsar centenas de milhões de euros. Quanto ao Governo, recusa tomar políticas populistas e cuidados paliativos por forma a arrecadar vários milhares de milhões de euros. E o povo português resigna-se por lhe levarem couro e cabelo para um curto passeio de tristes.
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