segunda-feira, maio 03, 2021

Alberto Gonçalves - Observador 1/5/21 - Um “covideiro” na fila do supermercado

 

Alberto Gonçalves - Observador 1/5/21 – “Estava na fila do supermercado quando um sujeito que estava à minha frente me disse: ‘Vocês não estão a cumprir a distância de segurança obrigatória’. Pedi desculpa, demos um passo atrás, e, durante uns minutos, o sujeito ouviu-me dizer à pessoa que me acompanhava o que penso sobre os infelizes que engolem as patranhas que o governo e os telejornais lhes enfiam pela goela abaixo.”

…Ao contrário do que previam os “especialistas”, o “desconfinamento” gradual coincidiu com uma descida gradual dos infectados, dos internamentos e dos mortos por Covid. Exatamente o que sucedeu há um ano. E se Maio de 2020 não chegou, Abril de 2021 deveria chegar e sobrar para implodir o mito de que o vírus depende de pessoas livres para se propagar e precisa da clausura de lacaios para se combater. Não chegou nem sobrou. As “autoridades” continuam a decidir, e a ameaçar, e a proibir, e a multar fundamentadas nesse mito.

Esta semana, as intervenções de Costa & Marcelo voltaram a ser duas violentas ofensas à inteligência alheia: os portugueses que se portaram bem merecem, por enquanto, um pedacito de liberdade; aos restantes, o castigo. Talvez por gozo íntimo, o prof. Marcelo repetiu a ladainha das “próximas semanas”, essenciais para “ganhar o Verão” ou lá o que é. Não há muitos romances distópicos com personagens tão arrogantes…

O que distingue a maioria das vítimas da prepotência é a submissão. Uma coisa é políticos pouco éticos ignorarem a evidência e, perante a falta de nexo entre a frequência de esplanadas e a evolução dos contágios, teimarem em lidar com a Covid à conta de prisões domiciliárias. Coisa diferente é a quantidade de cidadãos que, após tantas fraudes, se mantêm obedientes e entrincheirados nessa guerra à realidade

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