Mostrar mensagens com a etiqueta Ahmadinejad. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ahmadinejad. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, dezembro 07, 2016

O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, está a soldo de Washington?

Em AANGIRFAN

Muitos líderes mundiais, de Marcos a Noriega e a Suharto, são reconhecidos como tendo sido agentes da CIA.

Os parágrafos seguintes incluem excertos de 'Condi and Iran' [Condoleeza Rice e o Irão] de Ron Jacobs no Counterpunch, em Março de 2006 (também aqui).


Excerto I

Uma rápida lição de história lembrar-nos-á que o Xá da Pérsia [Reza Pahlavi] foi investido em 1953 depois de um golpe contra o governo de Mohammed Mossadegh. O golpe foi organizado, financiado e dirigido por Kermit Roosevelt Jr. e pela CIA.

O incentivo para o golpe foi a decisão de Mossadegh para a nacionalização do petróleo iraniano...

O Xá foi colocado no poder pela CIA mas, mais tarde, começou a preocupar os americanos. Começou a tornar-se demasiado poderoso e demasiado independente.

Em 1979 o Xá foi derrubado no que terá sido provavelmente em parte uma operação da CIA.

A CIA podia ter substituído o Xá ou por uma democracia laica e independente ou por aiatolas. Um governo laico e independente poderia não ser simpático para as companhias petrolíferas e para Israel. Um governo laico e independente poder-se-ia tornar demasiado poderoso.


Excerto II

Aiatola Khomeini

Saindo não se sabe de onde, para o observador ocidental, o aiatola Khomeini apareceu na capital de Teerão, pronto para tomar as rédeas do governo revolucionário.

Foi noticiado que o MI6 britânico tinha ligações com Khomeini e voou com ele para Teerão.

(The use of the Muslim Brotherhood by MI6 and the CIA - A utilização da Irmandade Muçulmana pelo MI6 e pela CIA)

No escândalo Irão-Contras tornaram-se claras as relações estreitas da CIA com os aiatolas. Por outro lado, a combinação CIA/Pentágono/Israel não queria que o Irão se tornasse demasiado poderoso.

O agente da CIA, Saddam Hussein, foi utilizado para manter o Irão fraco. (Saddam Worked For The CIA - Saddam trabalhou para a CIA)

Mahmoud Ahmadinejad tornou-se presidente do Irão em 2005.

Há suspeitas de que Ahmadinejad é um agente ou está a soldo da CIA.


Excerto III

A corrente crise sobre o programa de energia nuclear do Irão é uma crise planeada por Washington...

Por qualquer razão, Ahmadinejad tem alinhado cordialmente com os planos de Washington ao fazer declarações belicosas e por parecer estar a esconder as intenções do programa nuclear...


******************************

Em suma

As constantes declarações "provocatórias" de Ahmadinejad destinam-se a manter um estado de tensão permanente que favorece as intenções de Washington de conquista e domínio no Médio Oriente e Ásia Central.

A somar à suposta ocultação do "programa nuclear iraniano para fins militares" e à divulgação incessante de testes de novas armas - mísseis, lanchas, torpedos, etc., Ahmadinejad acusou o governo americano de ter perpetrado os atentados do 11 de Setembro, organizou uma conferência em Teerão onde negou o holocausto judeu, afirmou que Israel tinha de ser riscado do mapa e, alegadamente, apoia o Hamas, o Hezbollah e os Xiitas radicais no Iraque.

O Irão de Ahmadinejad, ao representar o papel de "grande inimigo do Ocidente", tem servido para justificar as chacinas levadas a cabo por Israel sobre palestinianos e libaneses e tem desviado as atenções das guerras de ocupação e dos genocídios perpetrados pelos EUA no Iraque, Afeganistão e que se estão a estender ao Paquistão.

«O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a colocar em causa a versão oficial dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos e acusa as autoridades norte-americanas de a usarem como pretexto para intervirem no Afeganistão.

"Qualquer coisa foi produzida em Nova Iorque e ainda ninguém sabe quem foram os principais autores. Nenhum partido independente foi autorizado a identificar os autores".
»


********************

Jornal Público - 12-12.2008

«Mahmoud Ahmadinejad, defensor de que o genocídio de judeus durante a II Guerra Mundial constitui um "mito" instrumentalizado para justificar a criação de Israel, Estado que Ahmadinejad quer ver "varrido do mapa".»
.

terça-feira, setembro 14, 2010

O Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, é de origem judaica

.
Daily Telegraph - Mahmoud Ahmadinejad revelou ter um passado judeu

Ahmadinejad a mostrar documentos durante as eleições. Estes documentos mostram que o anterior nome da sua família era judeu.

Uma fotografia do Presidente iraniano a segurar o seu cartão de identidade durante as eleições em Março de 2008 mostram claramente que a sua família tem raízes judaicas.

Uma vista mais aproximada do documento revela que Ahmadinejad era anteriormente conhecido como Sabourjian – um nome judeu que significa tecelão [cloth weaver].

A pequena nota rabiscada no cartão sugere que a sua família alterou o seu nome para Ahmadinejad quando se converteu para abraçar o Islão depois do seu nascimento.

Os Sabourjians tradicionalmente procedem de Aradan, o local de nascimento do Sr. Ahmadinejad, e o nome deriva de "tecelão do Sabour", o nome do manto usado pelos judeus do sexo masculino durante certas orações na Pérsia. O nome está até na lista dos nomes reservados para os iranianos judeus, compilada pelo Ministério do Interior do Irão.

Peritos sugeriram ontem que o historial do comportamento do Sr. Ahmadinejad de ataques carregados de ódio aos judeus poderia ser uma sobrecompensação para esconder o seu passado.

Ali Nourizadeh, do Centro de Estudos Árabes e Iranianos, afirmou: "Este aspecto dos antecedentes do Sr. Ahmadinejad explica muito sobre ele."

"Todas as famílias que se convertem a uma religião diferente adoptam uma nova identidade condenando a sua antiga fé."

"Ao fazer declarações anti-Israel, está a tentar libertar-se de quaisquer suspeitas acerca da suas conexões judias. Ele sente-se vulnerável numa sociedade radical Xiita."

Um perito em judeus iranianos que vive em Londres disse que o facto de o nome terminar especificamente em "jian" (Sabourjian) mostrava que a família era de judeus praticantes.

Daily Telegraph - O Irão tem a maior comunidade de judeus do Médio Oriente fora de Israel. Conquanto a comunidade judaica enfrente uma discriminação limitada, goza de uma ampla liberdade para exercer os mesmos direitos que os muçulmanos gozam na república islâmica.

"Ele alterou o nome por motivos religiosos, ou, pelo menos, os seus pais fizeram-no," afirmou o judeu nascido no Irão que vive em Londres. "Sabourjian é um nome judeu bastante conhecido no Irão."

Um porta-voz da embaixada israelita em Londres disse que não se podiam tirar conclusões sobre os antecedentes do Sr. Ahmadinejad. "Não é nada sobre qual o qual tenhamos falado," disse Ron Gidor, um porta-voz.

O líder iraniano não negou que o seu nome tenha mudado quando a sua família se mudou para Teerão nos anos 1950. Mas nunca revelou a origem do que foi alterado ou nunca se referiu directamente à razão para a mudança de nomes.

Parentes de Ahmadinejad tinham afirmado antes que tinha sido uma mistura de razões religiosas e pressões económicas que forçaram o seu pai Ahmad, ferreiro de profissão, a mudar de nome quando o Sr. Ahmadinejad tinha quatro anos.

O Presidente iraniano cresceu e tornou-se um engenheiro qualificado com um doutoramento em gestão de tráfego. Serviu na milícia dos Guardas Revolucionários antes do seu nome constar da política de linha dura na capital.

Durante o debate presidencial deste ano na televisão ele foi incitado a admitir que o seu nome tinha mudado, mas Ahmadinejad ignorou a questão.

Contudo, Mehdi Khazali, um blogger da Internet, que exigiu uma investigação às raízes do Sr. Ahmadinejad foi preso este Verão.

O Sr. Ahmadinejad tem feito regularmente críticas ferozes a Israel, questionou o seu direito a existir e negou o holocausto. Diplomatas britânicos abandonaram uma reunião das Nações Unidas no mês passado, depois do Presidente iraniano ter denunciado o genocídio perpetrado por Israel [contra os palestinianos] como 'bárbaro e racista'.

Daily Telegraph - Mahmoud Ahmadinejad chama ao genocídio dos judeus perpetrado pelos nazis, 'um mito'.

Benjamin Netanyahu fez uma denúncia inflamada do líder iraniano na mesma reunião das Nações Unidas: "Ontem, o homem que afirma que o holocausto é uma mentira falou neste pódio," disse ele. "Seis meras décadas depois do holocausto, dá-se legitimidade a um homem que nega o assassínio de seis milhões de judeus, enquanto promete riscar do mapa o Estado de Israel, o Estados dos judeus. Que vergonha. Que insulto à Carta das Nações Unidas."

O Sr. Ahmadinejad tem falado sistematicamente sem rodeios sobre a tentativa nazi de destruir a raça judaica. "Eles [os judeus] criaram um mito hoje a que chamam o massacre dos judeus e consideram-no um princípio acima de Deus, das religiões e dos profetas," declarou Ahmadinejad numa conferência sobre o holocausto organizada em Teerão em 2006.


Comentário

O historial do comportamento do Sr. Ahmadinejad de ataques carregados de ódio aos judeus, dever-se-á, como afirmam certos peritos, a uma tentativa de afastamento de quaisquer suspeitas acerca da sua origem judia, ou, mais prosaicamente, estará o Sr. Ahmadinejad a sujeitar-se entusiasticamente aos jogos de Washington na sua "Guerra ao Terrorismo"?
.

terça-feira, setembro 07, 2010

Ahmadinejad está a soldo de Washington?

Em AANGIRFAN

Muitos líderes mundiais, de Marcos a Noriega e a Suharto, são reconhecidos como tendo sido agentes da CIA.

Os parágrafos seguintes incluem excertos de 'Condi and Iran' [Condoleeza Rice e o Irão] de RON JACOBS no Counterpunch, em Março de 2006 (também aqui).


Excerto I

Uma rápida lição de história lembrar-nos-á que o Xá da Pérsia [Reza Pahlavi] foi investido em 1953 depois de um golpe contra o governo populista de Mohammed Mossadegh. O golpe foi organizado, financiado e dirigido por Kermit Roosevelt e pela CIA.

O incentivo para o golpe foi a decisão de Mossadegh para a nacionalização do petróleo iraniano...

O Xá foi colocado no poder pela CIA mas, mais tarde, começou a preocupar os americanos. Começou a tornar-se demasiado poderoso e demasiado independente.

Em 1979 o Xá foi derrubado no que terá sido provavelmente em parte uma operação da CIA.

A CIA podia ter substituído o Xá ou por uma democracia laica e independente ou por aiatolas. Um governo laico e independente poderia não ser simpático para as companhias petrolíferas e para Israel. Um governo laico e independente poder-se-ia tornar demasiado poderoso.


Saindo não se sabe de onde, para o observador ocidental, o aiatola Khomeini apareceu na capital de Teerão, pronto para tomar as rédeas do governo revolucionário.

Foi noticiado que o MI6 britânico tinha ligações com Khomeini e voou com ele para Teerão.

(The use of the Muslim Brotherhood by MI6 and the CIA - A utilização da Irmandade Muçulmana pelo MI6 e pela CIA)

No escândalo Irão-Contras tornaram-se claras as relações estreitas da CIA com os aiatolas. Por outro lado, a combinação CIA/Pentágono/Israel não queria que o Irão se tornasse demasiado poderoso.

O agente da CIA, Saddam Hussein, foi utilizado para manter o Irão fraco. (Saddam Worked For The CIA - Saddam trabalhou para a CIA)

Mahmoud Ahmadinejad tornou-se presidente do Irão em 2005.

Há gente que suspeita que Ahmadinejad é um agente ou está a soldo da CIA.


Excerto III

A corrente crise sobre o programa de energia nuclear do Irão é uma crise planeada por Washington...

Por qualquer razão, Ahmadinejad tem alinhado cordialmente com os planos de Washington ao fazer declarações belicosas e por parecer estar a esconder as intenções do programa nuclear...


******************************

Em suma

As constantes declarações "provocatórias" de Ahmadinejad destinam-se a manter um estado de tensão permanente que favorece as intenções de Washington de conquista e domínio no Médio Oriente e Ásia Central.

A somar à suposta ocultação do "programa nuclear iraniano para fins militares" e à divulgação incessante de testes de novas armas - mísseis, lanchas, torpedos, etc., Ahmadinejad acusou o governo americano de ter perpetrado os atentados do 11 de Setembro, organizou uma conferência em Teerão onde negou o holocausto judeu, afirmou que Israel tinha de ser riscado do mapa e, alegadamente, apoia o Hamas, o Hezbollah e os Xiitas radicais no Iraque.

O Irão de Ahmadinejad, ao representar o papel de "grande inimigo do Ocidente", tem servido para justificar as chacinas levadas a cabo por Israel sobre palestinianos e libaneses e tem desviado as atenções das guerras de ocupação e dos genocídios perpetrados pelos EUA no Iraque, Afeganistão e que se estão a extender ao Paquistão.

«O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a colocar em causa a versão oficial dos atentados do 11 de setembro nos Estados Unidos e acusa as autoridades norte-americanas de a usarem como pretexto para intervirem no Afeganistão.

"Qualquer coisa foi produzida em Nova Iorque e ainda ninguém sabe quem foram os principais autores. Nenhum partido independente foi autorizado a identificar os autores".
»


********************

Jornal Público - 12-12.2008

«Mahmoud Ahmadinejad, defensor de que o genocídio de judeus durante a II Guerra Mundial constitui um "mito" instrumentalizado para justificar a criação de Israel, Estado que Ahmadinejad quer ver "varrido do mapa".»
.

domingo, setembro 30, 2007

O jornal Expresso, a propaganda, a mentira e as guerras do petróleo

A Invasão do Iraque em 2003 teve inicio a 20 de Março através de uma aliança entre os Estados Unidos da América, Reino Unido e muitas outras nações (unidade conhecida como a Coligação). O pretexto da ocupação, inicialmente, foi encontrar as armas de destruição em massa que, supostamente, o governo iraquiano teria em stock e que, segundo Bush, representavam um risco ao seu país, abalado pelos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. As supostas armas de destruição massiva que o Iraque possuiria jamais foram encontradas pelas forças de ocupação. As também alegadas ligações de Saddam com grupos terroristas islamistas nunca foram comprovadas.

Os EUA forneceram entre 1981 e 2001 cerca de 50% das importações de armas de Saddam Hussein. A dívida de Saddam aos americanos atingiu no período 1988-1998 um montante entre 7 e 8 biliões de dólares. A intervenção dos EUA no Iraque resulta de uma sequência de mentiras. Entretanto já morreram no Iraque 3.800 soldados americanos e mais de 1 milhão de civis iraquianos (Los Angeles Times - September 14, 2007).

Como no Iraque, o motivo principal por detrás das ameaças de guerra contra o Irão não são as armas de destruição em massa, mas o petróleo. O programa nuclear iraniano não é, na realidade, visto por Washington como uma grande ameaça. Assim como no Iraque, as armas de destruição em massa funcionam como casus belli para uma acção militar com outros objectivos.

Não existem quaisquer provas que o Irão tenha um programa de armas nucleares. As inspecções nos últimos três anos não encontraram qualquer programa de armamento nuclear. Já tiveram lugar mais de 2.200 pessoas/horas de inspecções das instalações nucleares do Irão pela Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), e Mohammed El Baradei já afirmou que não há qualquer evidência que o Irão tenha um programa de armas nucleares. Até o relatório oficial da CIA de 2005 concluiu que o Irão precisaria de pelo menos 10 anos para ter capacidade para produzir uma arma nuclear.

O Irão detém as terceiras maiores reservas de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita e Iraque, e conjuntamente possui mais petróleo e gás natural que qualquer outro país do planeta.


A Propaganda

As escaladas militares são precedidas nos nossos tempos por uma ofensiva ideológica e propagandística. Os meios de comunicação social, nas mãos de umas poucas transnacionais, difundem fielmente e sem questionar muitas das falsificações enviesadas lançadas pelos governos beligerantes com o objectivo de diabolizar culturas e os seus lideres. Aqueles preparam assim o terreno para a aceitação pelas populações de acções militares e da mortalidade que estas implicam.

O jornal Expresso alberga (pelo menos) três destes propagandistas profissionais, que semana sim, semana sim, difundem nas suas «crónicas» a demonização, o ódio, a mentira e a distorção que lhes são encomendadas por governos beligerantes nos seus preparos para o genocídio e a rapina:

Jornal Expresso - 29 de Setembro de 2007


Meter o Irão nos eixos

Os russos, em maré de reafirmação nacional, têm tido um posição equívoca quanto aos desmandos nucleares iranianos, parecendo às vezes entenderem a gravidade da questão e estarem dispostos a colaborar com americanos, franceses e ingleses no Conselho de Segurança para lhe por cobro. Outras vezes, o Kremlin parece mais interessado em contrariar americanos e europeus para melhor se afirmar no Médio-Oriente, na Ásia Central e na própria Rússia, onde haverá eleições presidenciais no ano que vem, do que em se opor à proliferação nuclear. Putin fará visita de Estado ao Irão em Outubro.

Oxalá o Irão seja capaz de ir ao sítio, uma vez convencido de que se o não fizer os ocidentais começarão por lhe cortar a colecta e irão mais longe se for preciso. Em 2003, Saddam não cedeu antes da invasão em boa parte por estar convencido que franceses e alemães teriam peso político suficiente para impedir um ataque ao Iraque. Talvez Ahmadinejad comece a perceber (...) Com ou sem bomba, o Eixo do Mal sempre é capaz de existir...


Filmes pornográficos

"A universidade de Columbia entendeu convidar para um «rendez-vous» cultural o Presidente do Irão. Escusado será dizer que Mahmoud Ahmadinejad compareceu à chamada e, depois de uma apresentação pouco simpática, onde foi definido como ‘um ditador insignificante e cruel’ (a alegada ‘insignificância’ do homem mostra bem a ignorância dos anfitriões), o nosso Mahmoud aproveitou o momento para partilhar com o mundo as suas respeitáveis ficções: o Irão não deseja destruir Israel; o Irão não procura armamento nuclear; o Irão não tem homossexuais dentro de portas."

"E a universidade? Que nos disse Columbia deste filme pornográfico? De acordo com o reitor, o encontro serviu para mostrar a loucura de Ahmadinejad e a liberdade de opinião que reina nos Estados Unidos, duas novidades que o mundo recebeu de boca aberta. Infelizmente, não passou pela cabeça do senhor que este não foi um encontro cultural. Na verdade, a Universidade de Columbia ofereceu palco a um terrorista, responsável pela matança de americanos no Iraque e que, num mundo normal, já estaria a ser julgado, ou preso, por simpatias genocidas. Convidá-lo não foi um gesto de superioridade; foi um empréstimo de propaganda e respeitabilidade. A falência do liberalismo não começa quando toleramos a opinião contrária dos outros. Começa quando toleramos a opinião daqueles que de bom grado acabariam com a nossa. "


O teste de Nicolas Sarkozy

"A resposta à pergunta é crucial para avaliar até onde é que os países europeus estão realmente dispostos a ir para tentarem ajudar a solucionar o actual impasse iraniano. A existir, a solução não deixará de incluir a coerção. Aqui os músculos dos países europeus não serão militares mas sim comerciais e financeiros (...) Todavia, até muito recentemente, os governos europeus mostraram sempre uma enorme relutância em usar o seu enorme poder comercial, bancário e financeiro para pressionar Teerão. "

"Nas últimas semanas tudo parece ter mudado neste capítulo. Na ausência de um consenso rápido com a Rússia e a China no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o programa nuclear iraniano, o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, propôs aos seus parceiros europeus a participação numa coligação de voluntários que inclui também os EUA e o Japão. O objectivo desta coligação é punir seriamente o regime iraniano através de restrições no seu acesso ao sistema bancário e financeiro internacional. "

"Punir desta maneira só será possível se os governos, bancos e empresas europeias forem mesmo capazes de fazer grandes sacrifícios durante bastante tempo. Até agora este triângulo foi totalmente incapaz de o fazer. Por isso mesmo, o mundo está cheio de gente desagradável que, muito naturalmente, duvida da credibilidade das políticas externas dos países europeus. Ar quente, pensam e dizem alto estas pessoas. A proposta de Sarkozy é um teste decisivo para a credibilidade internacional dos países europeus e para o futuro do euro-atlantismo."


Comentário:

Estes propagandistas não são apenas mentirosos profissionais. Ao participarem, mesmo que apenas com a caneta, nas guerras de pilhagem efectuadas por governos rapaces, estes publicistas embusteiros colaboram activamente no assassínio de milhões de pessoas.

.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ahmadinejad e as teorias da conspiraçao

Veja - Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, participou de um tenso encontro com estudantes e académicos americanos na noite de segunda-feira, em Nova Iorque. Durante a palestra, na Universidade de Columbia, o líder iraniano tentou esclarecer algumas das polémicas em que se envolveu nos últimos anos -- mas não deixou de se envolver em novas controvérsias. Nesta terça-feira, Ahmadinejad falaria à Assembleia-geral da ONU.

Criticado por muitos nos EUA por dar voz a Ahmadinejad, o presidente da universidade, Lee Bollinger, abriu o encontro com Ahmadinejad apresentando o visitante como um "ditador cruel e mesquinho". Na imprensa iraniana, a introdução foi classificada de "mal-educada". Ahmadinejad negou as principais acusações contra seu país -- de que tem um programa nuclear perigoso e tenta desestabilizar o Iraque -- e tentou mostrar moderação.

O iraniano insistiu em dizer que o Irão é pacífico e que seu governo respeita o bom senso e a ciência. Mas apesar da tentativa de parecer um intelectual, Ahmadinejad disse ter ficado irritado com os "insultos" do anfitrião da palestra e logo retomou a retórica raivosa dos discursos realizados em Teerão. Ele questionou, por exemplo, se a rede Al-Qaeda foi mesmo responsável pelos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 nos EUA.

Ahmadinejad disse que é preciso "examinar adequadamente as causas do ataque", inclusive em relação a "quem de facto estava envolvido".


Estas teses conspiracionistas de Ahmadinejad já vêm de longe. Em Maio de 2006, numa carta enviada a Bush o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad já aventava um inside job.Na carta a George W. Bush, de dezoito páginas, o presidente iraniano refere o 11 de Setembro:

Sr. Presidente [Bush],

O 11 de Setembro foi um acontecimento horrível. A morte de inocentes é deplorável e aterrador em qualquer parte do mundo. O nosso governo declarou imediatamente a sua repulsa contra os criminosos e ofereceu condolências às pessoas enlutadas e exprimiu os seus pêsames.

Todos os governos têm o dever de proteger as vidas, a propriedade e os bens dos seus cidadãos. Supostamente o seu governo empregou medidas de segurança abrangentes, sistemas de protecção e informações – e até perseguiu os seus inimigos no estrangeiro.

O 11 de Setembro não foi uma operação simples. Poderia ela ter sido planeada e executada sem a coordenação dos serviços secretos – ou sem estes terem sido infiltrados em larga escala? Claro que isto é apenas uma pergunta educada. Porque é que vários aspectos do ataque foram mantidos em segredo? Porque é que não nos é dito quem descartou as suas responsabilidades? E, porque é que esses responsáveis e os culpados não são identificados e levados a julgamento?
.