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quarta-feira, dezembro 07, 2016

O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, está a soldo de Washington?

Em AANGIRFAN

Muitos líderes mundiais, de Marcos a Noriega e a Suharto, são reconhecidos como tendo sido agentes da CIA.

Os parágrafos seguintes incluem excertos de 'Condi and Iran' [Condoleeza Rice e o Irão] de Ron Jacobs no Counterpunch, em Março de 2006 (também aqui).


Excerto I

Uma rápida lição de história lembrar-nos-á que o Xá da Pérsia [Reza Pahlavi] foi investido em 1953 depois de um golpe contra o governo de Mohammed Mossadegh. O golpe foi organizado, financiado e dirigido por Kermit Roosevelt Jr. e pela CIA.

O incentivo para o golpe foi a decisão de Mossadegh para a nacionalização do petróleo iraniano...

O Xá foi colocado no poder pela CIA mas, mais tarde, começou a preocupar os americanos. Começou a tornar-se demasiado poderoso e demasiado independente.

Em 1979 o Xá foi derrubado no que terá sido provavelmente em parte uma operação da CIA.

A CIA podia ter substituído o Xá ou por uma democracia laica e independente ou por aiatolas. Um governo laico e independente poderia não ser simpático para as companhias petrolíferas e para Israel. Um governo laico e independente poder-se-ia tornar demasiado poderoso.


Excerto II

Aiatola Khomeini

Saindo não se sabe de onde, para o observador ocidental, o aiatola Khomeini apareceu na capital de Teerão, pronto para tomar as rédeas do governo revolucionário.

Foi noticiado que o MI6 britânico tinha ligações com Khomeini e voou com ele para Teerão.

(The use of the Muslim Brotherhood by MI6 and the CIA - A utilização da Irmandade Muçulmana pelo MI6 e pela CIA)

No escândalo Irão-Contras tornaram-se claras as relações estreitas da CIA com os aiatolas. Por outro lado, a combinação CIA/Pentágono/Israel não queria que o Irão se tornasse demasiado poderoso.

O agente da CIA, Saddam Hussein, foi utilizado para manter o Irão fraco. (Saddam Worked For The CIA - Saddam trabalhou para a CIA)

Mahmoud Ahmadinejad tornou-se presidente do Irão em 2005.

Há suspeitas de que Ahmadinejad é um agente ou está a soldo da CIA.


Excerto III

A corrente crise sobre o programa de energia nuclear do Irão é uma crise planeada por Washington...

Por qualquer razão, Ahmadinejad tem alinhado cordialmente com os planos de Washington ao fazer declarações belicosas e por parecer estar a esconder as intenções do programa nuclear...


******************************

Em suma

As constantes declarações "provocatórias" de Ahmadinejad destinam-se a manter um estado de tensão permanente que favorece as intenções de Washington de conquista e domínio no Médio Oriente e Ásia Central.

A somar à suposta ocultação do "programa nuclear iraniano para fins militares" e à divulgação incessante de testes de novas armas - mísseis, lanchas, torpedos, etc., Ahmadinejad acusou o governo americano de ter perpetrado os atentados do 11 de Setembro, organizou uma conferência em Teerão onde negou o holocausto judeu, afirmou que Israel tinha de ser riscado do mapa e, alegadamente, apoia o Hamas, o Hezbollah e os Xiitas radicais no Iraque.

O Irão de Ahmadinejad, ao representar o papel de "grande inimigo do Ocidente", tem servido para justificar as chacinas levadas a cabo por Israel sobre palestinianos e libaneses e tem desviado as atenções das guerras de ocupação e dos genocídios perpetrados pelos EUA no Iraque, Afeganistão e que se estão a estender ao Paquistão.

«O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a colocar em causa a versão oficial dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos e acusa as autoridades norte-americanas de a usarem como pretexto para intervirem no Afeganistão.

"Qualquer coisa foi produzida em Nova Iorque e ainda ninguém sabe quem foram os principais autores. Nenhum partido independente foi autorizado a identificar os autores".
»


********************

Jornal Público - 12-12.2008

«Mahmoud Ahmadinejad, defensor de que o genocídio de judeus durante a II Guerra Mundial constitui um "mito" instrumentalizado para justificar a criação de Israel, Estado que Ahmadinejad quer ver "varrido do mapa".»
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segunda-feira, setembro 14, 2015

As voltas que o «Terrorismo» dá…

Quando Osama Bin Laden foi considerado o herói da América...



Foto de Bin Laden publicada pelo The Independent, em 1993: "O guerreiro anti-Soviética colocou o seu exército no caminho daz"

Este perfil surpreendente de bin Laden foi lançado foi publicado a 6 de Dezembro de 1993.


Este artigo de 6 de Dezembro, 1993 por Robert Fisk do [jornal] The Independent com o título "O guerreiro anti-Soviético colocou seu o seu exército no caminho da paz" é incrível ao ser considerado passados 20 anos depois.




Osama bin Laden, no rescaldo da vitória dos Mujahideen apoiados pelos EUA contra a Rússia, em 1989, trouxe os seus homens, materiais e dinheiro para o Sudão, aparentemente para iniciar projetos de obras públicas.

Quando perguntado se se estavam a construir campos de treinos para militares, o "empresárrio da Arábia" e futuro líder da Al Qaeda disse a Fisk: "Eu sou um engenheiro civil e um engenheiro agrónomo. Se eu tivesse campos de treinos aqui, no Sudão, eu não poderia fazer este trabalho. ".

A entrevista é fascinante, porque retrata positivamente o perfil de um homem que se tornaria um mentor do terrorismo global.


sábado, julho 23, 2011

Atentados na Noruega – apenas o mais recente acto de terrorismo perpetrado pela Nato em países da Europa Ocidental contra cidadãos europeus

Pelo menos 91 pessoas morreram na sequência de um ataque à bomba em Oslo e num ataque a tiro num encontro de jovens, confirmou a polícia norueguesa, que suspeita que os ataques possam ter sido levado a cabo por uma mesma pessoa: o norueguês Anders Behring Breivik, que terá ligações à extrema-direita. A maioria das vítimas (84) perdeu a vida na pequena ilha de Utoeya, onde decorria o campo de jovens, e as restantes sete ocorreram em consequência do ataque à bomba em Oslo.

Imagem dos atentados na Noruega - 22.07.2011

Os primeiros suspeitos foram radicais islâmicos mas a polícia acredita agora que a autoria dos atentados se deverá antes a organizações de ideologia de extrema-direita.

O Presidente norte-americano Barack Obama já condenou os ataques, tendo sublinhado: "Isto lembra-nos que toda a comunidade internacional tem uma grande responsabilidade na prevenção deste tipo de terror". Por seu lado, o Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, indicou que estes "actos de cobardia" não têm justificação.


Mas este atentado é apenas o mais recente de uma série de muitos outros levados a cabo pelos esbirros da NATO em território europeu:

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O atentado bombista de Bolonha - 1980

A Operação Gladio consistiu numa operação secreta americana na Europa Ocidental que recorreu a redes clandestinas ligadas à NATO, à CIA e aos serviços secretos da Europa Ocidental durante o período da Guerra Fria, chamadas células «stay-behind». Implantadas em 16 países da Europa Ocidental, essas células visavam (supostamente) deter a ameaça de uma ocupação pelo bloco do Leste e estavam sempre prontas para ser activadas em caso de invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia. A mais famosa foi a rede italiana Gladio.

A rede clandestina internacional englobava o grupo dos países europeus que pertenciam à Nato: Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Turquia, bem como alguns países neutrais como a Áustria, a Finlândia, a Suécia e a Suíça.

No entanto, o seu verdadeiro objectivo era espalhar o terror e criar um clima de tensão permanente na Europa Ocidental. Entre os muitos actos de terrorismo que lhes são atribuídos, destacam-se:

- O atentado bombista dentro do Banco Nacional de Agricultura, na Piazza Fontana da cidade de Milão, em Itália, a 12 de Dezembro de 1969, que matou 17 pessoas e feriu 88.

- O atentado bombista de Bolonha – uma bomba explodiu na estação central ferroviária de Bolonha, em Itália, a 2 de Agosto de 1980. Morreram 85 pessoas e 200 ficaram feridas.

- Os massacres de Brabant, na Bélgica, que decorreram entre 1982 e 1985 e nos quais morreram 28 pessoas e outras 20 ficaram feridas.

- O atentado bombista na Oktoberfest de Munique, na Alemanha, a 26 de Setembro de 1980, onde morreram 13 pessoas e 201 ficaram feridas, 68 com gravidade.


Há dias, algo inexplicavelmente, o Canal História trouxe a lume, apresentando provas bastante consistentes, esta exposição do terrorismo americano contra cidadãos europeus ocidentais em solo do velho continente.




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quinta-feira, novembro 18, 2010

Sobre a Cimeira da NATO [um tentáculo do Pentágono] e das suas «guerras ao terrorismo»

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O Terrorismo




Excerto de um artigo de Mário Soares - Jornal Expresso 27-03-2004

Variações sobre o terrorismo

«É preciso conhecer melhor a Al-Qaeda para a combatermos com eficácia. Não às cegas. Há milhares de livros, publicados em todas as línguas, sobre o terrorismo global - que está intimamente relacionado com a «globalização depredadora» que temos e com a «economia de casino» que nos rege. Estudemo-los. »

«(...) Exploremos os contactos que a Al-Qaeda parece ter com o mundo obscuro das finanças - dos «off-shores» e dos «paraísos fiscais» - com o «dinheiro sujo», com a criminalidade organizada, com o tráfico ilegal de armas, incluindo atómicas, com o mercado da droga. Há franjas desse sub-mundo que, seguramente, serviços secretos, mesmo os minimamente secretos, mesmo os minimamente organizados, podem penetrar e conhecer. Já o devem ter feito. Mas será que os grandes responsáveis querem tomar conhecimento dessa negra realidade e das pistas que indica?»



Comentário

Os serviços minimamente secretos e minimamente organizados, de que fala Soares, não deverão estar muito interessados em meter o nariz nas tramóias dos serviços secretos mais poderosos e sofisticados. They say curiosity killed the cat!
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sábado, setembro 11, 2010

Há males que vêm por bem...

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Faz hoje 9 anos que aconteceram os atentados do 11 de Setembro de 2001


Em Setembro de 2000, poucos meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título: "Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses").


Paul Wolfowitz, Dick Cheney e Donald Rumsfeld

O vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld adoptaram o projecto PNAC antes das eleições presidenciais de 2000.

O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo estrangular qualquer potencial "rival" ou qualquer alternativa viável à visão americana de uma economia de mercado”.

O projecto do PNAC também esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":


"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

«Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalizador – como um novo Pearl Harbor.»

Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".


De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

"... pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [na América] sobre questões de política externa, a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-indústrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

"Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento anual americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 900 mil milhões de dólares, um aumento de cerca de 120% em nove anos. Abençoado Bin Laden!

O Complexo Militar-Industrial Americano, graças ao evento catastrófico e catalizador do 11 de Setembro, tem excelentes motivos para sorrir.

O diagrama seguinte é perfeitamente explícito: as empresas da defesa controlam as televisões, rádios, jornais e, portanto, as campanhas políticas. Estas, por sua vez, fazem eleger para presidentes, senadores e congressistas, os homens de mão da indústria da defesa. Estes agentes, por seu turno, votam sucessivos aumentos nos orçamentos da Defesa. E quando perante a opinião pública se torna impossível justificar tais aumentos em tempo de paz, organizam-se imaginativos eventos catastróficos e catalizadores:

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quinta-feira, setembro 09, 2010

Sir Ruhollah Khomeini – de que cartola surgiu este Aiatola?

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Respectivamente, Aiatola Khomeini, Sean Connery e Sean Connery com barba e turbante


Terá o Aiatola Khomeini trabalhado secretamente
para os governos americano e inglês?



Estaria o Irão a trabalhar com a CIA na altura da crise dos reféns, em 1980, e do October Surprise?

The New York Times – 20.01.1981
Reagan faz o juramento como 40º Presidente;
Promete uma 'era de renovação nacional'
Minutos mais tarde, 52 reféns americanos no Irão
voam para a liberdade depois de 444 dias de provações



Em 1979, o Aiatola Khomeini assumiu o poder no Irão.

Em 1979, o Ilustre [Grand] Aiatola Mussa Sadr desapareceu durante uma visita à Líbia.

Mussa Sadr era o líder natural do Irão proveniente de Xiitas Libaneses e "era venerado e respeitado acima de qualquer outro no mundo Xiita."

Mussa Sadr recusou aceitar Khomeini como um Aiatola.

De acordo com informações, Khomeini não era iraniano.

Khomeini "nem nasceu no Irão, nem tinha sangue persa tanto do lado materno como do lado paterno." (Anti-Mullah: Who is the Ayatollah Khomeini?)


Teerão – fotografia de Hansueli Krapf


O seguinte é baseado num artigo, intitulado Who is the Ayatollah Khomeini? [Quem é o Aiatola Khomeini?].

1 – Em 1964, o Aiatola Shariatmadari e o Aiatola Golpayegani deram a Khomeini o título de Aiatola.

De acordo com informações, fizeram-no para salvar a vida de Khomeini, já que este enfrentava uma acusação de traição contra o Xá.

Consta que foi o embaixador britânico que pediu quem Khomeini fosse salvo.


2 – Shariatmadari ocupava uma posição mais elevada na hierarquia religiosa do que Khomeini.

Em 1979, Shariatmadari foi colocado em prisão domiciliária.


3 – A mãe de Khomeini era uma Indiana de Caxemira.

O senador iraniano Moussavi conhecia o pai de Khomeini. Consta que Khomeini mandou matar Moussavi.

Supostamente, foi inventada uma história em que Khomeini tinha um pai Indiano de Caxemira com origens iranianas.


4 - O verdadeiro pai de Khomeini foi William Richard Williamson, nascido em Bristol, Inglaterra, em 1872, de pais e linhagem britânicos.


Revista Forbes - 10.09.09
O pai de Khomeini era um britânico?


Uma testemunha deste facto foi um ex-funcionário iraniano da Companhia Anglo-Iraniana de Petróleo (mais tarde BP), que conhecia a família Khomeini.

Em 1979, quando esta questão foi colocada ao Coronel Archie Chisholm, um responsável político da BP e ex-editor do «The Financial Times», este não confirmou nem negou a história.

A biografia de William Richard Williamson foi escrita nos princípios dos anos 1950, por Stanton Hope, um jornalista britânico que se encontrou com Williamson na sua casa em Bassorá nos finais dos anos 1940. O título do livro é: Arabian Adventurer: the Story of Haji Williamson [Aventureiro Árabe: a História de Haji Williamson].


5 – Segundo consta, Richard Williamson, aos 20 anos de idade, estava a trabalhar no Yemen do Sul, na polícia local.

"A sua boa aparência fez com que o sultão Fazl bin-Ali, governador do Lahej, o tenha persuadido a deixar a polícia e ir viver com ele. Mais tarde, Richard trocou-o por outro Xeque, Youssef Ebrahim, um parente da família Al-Sabah, que governa hoje o Kuwait."


6 – Por esta altura, os britânicos estavam a explorar os campos petrolíferos.

Williamson, agora um muçulmano, juntou-se à British Petroleum como comissário político. Williamson mudou de nome para Haji Abdollah Fazl Zobeiri.


7 – Williamson passou férias em Caxemira e casou pelo menos sete vezes com mulheres árabes e indianas.

Os seus filhos frequentaram escolas religiosas.

Um dos seus filhos foi para a cidade santa de Qom (Khom) no Irão e adoptou o nome Khomeini.


Khomeini com barba e sem barba. O Aiatola não dá ares de ser britânico?


8 – No princípio dos anos 1960, Khomeini começou a conspirar contra o Xá. Em 1964 Khomeini foi condenado à morte. Ao tornar-se um Aiatola, a sua vida foi poupada.


9 – Em 1979, Khomeini voou de França para Teerão com a ajuda do MI6.


O Xá do Irão foi deposto pela CIA e pelo MI6?

A comunicação social gostaria de nos fazer acreditar que o Xá foi deposto pelo poder do povo e que a CIA e o MI6 foram apanhados de surpresa.

Contudo, há muitas provas de que a CIA e o MI6 derrubaram o Xá porque este se tornou demasiado nacionalista, tal como Nasser, e não estava a seguir as instruções (anglo-americanas) em relação ao petróleo e ao ópio.

A CIA não queria que democratas de esquerda influenciassem o Xá ao ponto deste se tornar difícil de controlar. Portanto, a CIA queria que os Aiatolas tomassem o poder.

A Radio Free Iran alegou que, enquanto esteve em Qom, o Aiatola Khomeini recebia um "salário mensal dos britânicos e que estava em permanente contacto com estes."


A coroação do Xá Reza Pahlevi


A 19 de Janeiro de 1980, o International Herald Tribune noticiou que o Xá dissera, dois anos antes de ser derrubado, que tinha ouvido de duas fontes diferentes ligadas às companhias de petróleo que o regime no Irão ia mudar.

'Estamos certos de que havia um plano para assegurar que fosse diminuída a oferta de petróleo nos mercados mundiais de forma a subir os preços,' disse o Xá. 'Um país foi escolhido para o sacrifício... Parece que o país escolhido para baixar a sua produção petrolífera era o meu.'

webgardian: Shah:Oil Companies Helped to Oust Him


As políticas nacionalistas do Xá estavam a torná-lo popular no Irão e estavam a tornar o seu país mais independente e mais poderoso. Este facto preocupava a CIA e o MI6.

1. O Xá comprou terras às classes mais altas e, acrescentando-as às terras da própria coroa, vendeu-as mais baratas a rendeiros agricultores. Mais de um milhão e meio de pessoas tornaram-se proprietários de terras, acabando, deste modo, com o regime feudal.

2. O Xá deu às mulheres o direito de voto e acabou com a obrigação do uso do véu.

3. O Xá desenvolveu planos para um programa de energia nuclear no valor de 90 mil milhões de dólares.

4. O Xá assinou acordos com a ENI, a companhia italiana de petróleo.

5. O Xá começou a pôr fim à indústria do ópio. Esta fora criada durante os dias da influência britânica.


The Washington Post - 23.09.2005
O entorpecimento (com ópio) do Povo Iraniano


O ex-oficial do serviço de informações Dr. John Coleman considera que o ópio teve uma importância fundamental no derrube do Xá (Conspirators Hierarchy: The Story of the Committee of 300). O Dr. Coleman está convencido que o governo americano derrubou o Xá do Irão.




O Dr. Coleman afirma o seguinte:

Porque é que o Xá foi deposto...?

Numa palavra, por causa da DROGA. O Xá pôs virtualmente fim ao imensamente lucrativo comércio do ópio transportado para fora do Irão pelos britânicos. Na altura em que o Xá tomou conta do Irão, já lá existiam quase um milhão de viciados em ópio e heroína.

O fim do comércio do ópio não foi tolerado pelos britânicos e pelos Estados Unidos e o Xá foi deposto.

Quando Khomeini tomou de assalto a embaixada dos Estados Unidos, a venda de armas dos Estados Unidos ao Irão, que tinha começado durante o governo do Xá, não foi interrompida.

Depois de 1984, a atitude liberal de Khomeini em relação ao ópio fez aumentar o número de viciados para 2 milhões, segundo as estatísticas das Nações Unidas e da Organização Mundial de Saúde.

Tanto o Presidente Carter como o seu sucessor, Ronald Reagan, voluntariamente e com total conhecimento do que estava em jogo, continuaram a fornecer armas ao Irão mesmo enquanto reféns americanos sofriam em cativeiro.

O comércio de armas com o Irão foi acordado num encontro entre Cyrus Vance... e o Dr. Hashemi, do qual resultou um imediato transporte por via aérea de armas para o Irão. Continuado mesmo durante o pico da crise dos reféns, as armas vinham dos stocks americanos na Alemanha e algumas vinham directamente dos Estados Unidos com paragens para abastecimento nos Açores.

Com a chegada de Khomeini... a produção de ópio disparou. Por volta de 1984, a produção de ópio no Irão excedia 650 toneladas por ano... O Irão rivaliza presentemente com o Triângulo Dourado no volume de ópio produzido.


Aiatola Khomeini - filho de um inglês e agente dos serviços secretos britânicos?
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terça-feira, setembro 07, 2010

Ahmadinejad está a soldo de Washington?

Em AANGIRFAN

Muitos líderes mundiais, de Marcos a Noriega e a Suharto, são reconhecidos como tendo sido agentes da CIA.

Os parágrafos seguintes incluem excertos de 'Condi and Iran' [Condoleeza Rice e o Irão] de RON JACOBS no Counterpunch, em Março de 2006 (também aqui).


Excerto I

Uma rápida lição de história lembrar-nos-á que o Xá da Pérsia [Reza Pahlavi] foi investido em 1953 depois de um golpe contra o governo populista de Mohammed Mossadegh. O golpe foi organizado, financiado e dirigido por Kermit Roosevelt e pela CIA.

O incentivo para o golpe foi a decisão de Mossadegh para a nacionalização do petróleo iraniano...

O Xá foi colocado no poder pela CIA mas, mais tarde, começou a preocupar os americanos. Começou a tornar-se demasiado poderoso e demasiado independente.

Em 1979 o Xá foi derrubado no que terá sido provavelmente em parte uma operação da CIA.

A CIA podia ter substituído o Xá ou por uma democracia laica e independente ou por aiatolas. Um governo laico e independente poderia não ser simpático para as companhias petrolíferas e para Israel. Um governo laico e independente poder-se-ia tornar demasiado poderoso.


Saindo não se sabe de onde, para o observador ocidental, o aiatola Khomeini apareceu na capital de Teerão, pronto para tomar as rédeas do governo revolucionário.

Foi noticiado que o MI6 britânico tinha ligações com Khomeini e voou com ele para Teerão.

(The use of the Muslim Brotherhood by MI6 and the CIA - A utilização da Irmandade Muçulmana pelo MI6 e pela CIA)

No escândalo Irão-Contras tornaram-se claras as relações estreitas da CIA com os aiatolas. Por outro lado, a combinação CIA/Pentágono/Israel não queria que o Irão se tornasse demasiado poderoso.

O agente da CIA, Saddam Hussein, foi utilizado para manter o Irão fraco. (Saddam Worked For The CIA - Saddam trabalhou para a CIA)

Mahmoud Ahmadinejad tornou-se presidente do Irão em 2005.

Há gente que suspeita que Ahmadinejad é um agente ou está a soldo da CIA.


Excerto III

A corrente crise sobre o programa de energia nuclear do Irão é uma crise planeada por Washington...

Por qualquer razão, Ahmadinejad tem alinhado cordialmente com os planos de Washington ao fazer declarações belicosas e por parecer estar a esconder as intenções do programa nuclear...


******************************

Em suma

As constantes declarações "provocatórias" de Ahmadinejad destinam-se a manter um estado de tensão permanente que favorece as intenções de Washington de conquista e domínio no Médio Oriente e Ásia Central.

A somar à suposta ocultação do "programa nuclear iraniano para fins militares" e à divulgação incessante de testes de novas armas - mísseis, lanchas, torpedos, etc., Ahmadinejad acusou o governo americano de ter perpetrado os atentados do 11 de Setembro, organizou uma conferência em Teerão onde negou o holocausto judeu, afirmou que Israel tinha de ser riscado do mapa e, alegadamente, apoia o Hamas, o Hezbollah e os Xiitas radicais no Iraque.

O Irão de Ahmadinejad, ao representar o papel de "grande inimigo do Ocidente", tem servido para justificar as chacinas levadas a cabo por Israel sobre palestinianos e libaneses e tem desviado as atenções das guerras de ocupação e dos genocídios perpetrados pelos EUA no Iraque, Afeganistão e que se estão a extender ao Paquistão.

«O Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a colocar em causa a versão oficial dos atentados do 11 de setembro nos Estados Unidos e acusa as autoridades norte-americanas de a usarem como pretexto para intervirem no Afeganistão.

"Qualquer coisa foi produzida em Nova Iorque e ainda ninguém sabe quem foram os principais autores. Nenhum partido independente foi autorizado a identificar os autores".
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Jornal Público - 12-12.2008

«Mahmoud Ahmadinejad, defensor de que o genocídio de judeus durante a II Guerra Mundial constitui um "mito" instrumentalizado para justificar a criação de Israel, Estado que Ahmadinejad quer ver "varrido do mapa".»
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segunda-feira, julho 13, 2009

No Daily Show - A nossa única hipótese como país é o Osama bin Laden colocar e detonar uma grande bomba nos Estados Unidos


Jon Stewart: Ontem à noite estava a ver o programa do Glenn Beck na Fox News. Ele estava a falar com um ex-analista da CIA, Michael Scheuer, sobre como esta Administração não nos está a proteger dos terroristas… E depois ouvi uma coisa tão demente que ia caindo…

Michael Scheuer: A nossa única hipótese como país é o Osama bin Laden colocar e detonar uma grande bomba nos Estados Unidos. Só o Osama é capaz de executar um ataque que obrigue os americanos a exigir que o Governo os proteja.

Jon Stewart: Mas que m… foi aquela? E, já agora, sabem o que é fascinante na nossa cultura? Aposto que censuraram quando eu disse merda. Porque o Governo Federal decidiu proteger-vos e aos ouvidos dos vossos filhos desse tipo de linguagem. Entretanto, o gémeo malvado do Pai Natal [Michael Scheuer]... está à vontade para propor um massacre de americanos, para conseguir apoios para o programa de segurança dele. Mas claro, toda a gente tem direito às suas ideias, incluindo as idiotas. Felizmente está um verdadeiro compatriota ali ao lado [Glenn Beck] para o criticar por sugerir que seria útil o bin Laden matar mais americanos.

Michael Scheuer: Só o Osama é capaz de executar um ataque que obrigue os americanos a exigir que o Governo os proteja de uma forma eficaz e com toda a violência necessária.

Glenn Beck: Por isso, neste fim-de-semana, eu estava a pensar que, no lugar dele [Osama], era a última coisa que eu faria.

Jon Stewart: Pois, aquele bin Laden é um desmancha-prazeres! Quando não queremos que ele mate americanos, ele mata, e quando queremos, não mata. É um parvalhão! E quando ele detonar uma bomba na América, esperemos que não seja nas partes "boas e verdadeiras".


domingo, dezembro 14, 2008

Jon Stewart – Os terroristas são um grupo de sacanas, que trabalham em conjunto com idiotas

Jon Stewart, do Daily Show, fala-nos dos atentados de Mumbai, na Índia, e mostra-se perplexo com a absurda estratégia dos terroristas, que parecem ser um grupo de sacanas, que trabalham em conjunto com idiotas de primeira. Em suma, uma lição bem-humorada a todos os ingénuos que engolem de forma acéfala a tese do «terrorismo islâmico».


Jon Stewart - A grande notícia da semana passada foi o que aconteceu em Mumbai, na Índia. Morreram perto de 200 pessoas num ataque terrorista concertado que parece ter sido perpetrado por um grupo radical islâmico. Para mais informações, Oliver junta-se a nós, de Washington. Oliver, obrigado pela tua presença. Oliver este foi um acontecimento terrível e uma terrível tragédia. Já se tem alguma ideia sobre quem fez isto?

Oliver - Neste momento, Jon, há poucos pormenores. Embora ainda não saibamos o nome concreto, há uma coisa bastante clara: é que parece ser um grupo de uns sacanas incríveis, que trabalham em conjunto com idiotas de primeira.

Jon Stewart - É interessante que digas isso, Oliver, porque foi isso mesmo que gritei para a minha televisão quando vi a notícia pela primeira vez..

Oliver - Pronto, aí tens. O teu primeiro instinto estava certo.

Jon Stewart - Estes grupos, Oliver, a Al-Qaeda, os sacanas e os idiotas… O que pretendem?

Oliver - Transformar o mundo inteiro num califado islâmico.

Jon Stewart - Estou a ver. Estou a ver. E a forma de fazerem isso, Oliver, é…

Oliver - É matarem aleatoriamente o máximo de inocentes possível, sem qualquer remorso, compaixão ou consideração pela vida humana.

Jon Stewart - De que forma é que isso os ajuda a alcançar o seu objectivo?

Oliver - Ora aí está, Jon! Exactamente! Salientaste o defeito quase imperceptível da lógica destes malandros poderosos. “Odiamos e matamos tudo aquilo que vocês defendem. Juntem-se a nós!”

Jon Stewart - Oliver, isso parece muito estúpido.

Oliver - E é. É estúpido, Jon. Aliás, a estupidez está entre as menos negativas das suas muitas falhas de carácter. Aparentemente acham que não há nenhum problema que não possa ser resolvido senão infligindo um enorme sofrimento sobre civis inocentes.

Jon Stewart - Qual a sua resposta ao que pensam ser o imperialismo dos EUA?

Oliver - Seria destruir um hotel.

Jon Stewart - E à pobreza?

Oliver - Acham que a melhor solução é fazer explodir um estádio de futebol. Mas eles têm um plano para erradicar a epidemia de difteria a nível mundial.

Jon Stewart - E qual seria?

Oliver - Atirar um autocarro contra um circo. Não estou a dizer que faz sentido, Jon. Mas quando se tem uma ideologia corrompida e se persegue uma estratégia corrompida, a única solução é fazer uma jogada parva.

Jon Stewart - Obrigado, Oliver. Uma última pergunta. Quando é que estes sacanas desaparecem?

Oliver - Provavelmente não vão desaparecer, Jon. Sempre houve sacanas. Sempre haverá sacanas. O que não podemos é deixar que controlem a put* da nossa vida.


VÍDEO legendado em português – 3:10m


DS - Mumbai - os terroristas sao idiotas @ Yahoo! Video

segunda-feira, março 24, 2008

Os guerreiros de Buda financiados pelos assassinos de Bush


Por Infortibet

Em 1951 os comunistas tomaram o poder no Tibete. No decurso dos dois séculos anteriores nem um único país do mundo havia reconhecido o Tibete como país independente. Durante estes duzentos anos a comunidade internacional considerara o Tibete como parte integrante da China ou, pelo menos, como um estado vassalo. Já em 1950 a Índia dizia que o Tibete era um componente da China. A Inglaterra que, há quarenta anos, ocupava uma posição privilegiada no Tibete seguiu a posição indiana ao pé da letra.

Unicamente os Estados Unidos mostraram-se hesitantes. Até à Segunda Guerra os EUA consideravam o Tibete como pertencente à China e chegaram a travar os avanços da Inglaterra no Tibete. Mas, após a guerra, os EUA quiseram fazer do Tibete uma fortaleza religiosa contra o comunismo.

Ao contrário do que se passou com a questão coreana, ficaram completamente isolados. Não puderam por de pé a mínima coligação internacional. Em 1951, a maioria da elite tibetana, ela própria, inclusive a Assembleia geral ampliada, aceita o acordo negociado com a China quanto a uma "libertação pacífica".

Mas isso muda quando, em 1956, as autoridades decidiram aplicar uma reforma agrária nos territórios tibetanos da província de Sichuan. A elite local não aceita que se toque nas suas propriedades e nos seus direitos. Isto iria conduzir ao levantamento armado de 1959.

A preparação da revolta armada durara anos, sob a direcção dos serviços secretos americanos, a CIA. Está escrito, preto no branco, em
The Cia's Secret War in Tibet (A guerra secreta da CIA no Tibete), de Kenneth Conboy (University Press of Kansas, 2002, 300 páginas), uma obra a propósito da qual o especialista da CIA, William Leary, escreve: "Um estudo excelente e impressionante sobre uma importante operação secreta da CIA durante a guerra fria".

Outro livro, Buddha's Warriors: The Story of the CIA-Backed Tibetan Freedom Fighters, the Chinese Invasion, and the Ulitimate Fall of Tibet (Os guerreiros de Buda – A história dos combatentes tibetanos da liberdade sustentados pela CIA), de Mikel Dunham (Penguin, 2004, 434 páginas), explica como a CIA transferiu centenas de tibetanos para os Estados Unidos, treinou-os e armou-os, lançou armas por meio de para-quedas sobre o território, ensinou às pessoas como podiam utilizar armas de fogo estando a cavalo, etc.

O prefácio desta obra foi redigido por "Sua Santidade o Dalai-Lama". Sem dúvida este último considerou uma honra o facto de a rebelião separatista armada ter sido dirigida pela CIA. Neste prefácio, ele escreve: "Apesar de eu acreditar que a luta dos tibetanos não possa ser vencida senão através de uma abordagem a longo prazo e por meios pacíficos, sempre admirei estes combatentes da liberdade pela sua coragem e sua determinação inquebrantáveis" (página XI).


Comentário:

No seguimento desta política imperial de tenaz com que os neocons americanos pretendem encurralar a Rússia e a China, têm-se sucedido as chamadas revoluções floridas e coloridas em países fronteiriços destes dois países por forma a instalar regimes «amigos dos EUA». Tivemos assim:

> A Revolução Rosa na Geórgia em 2003, que afastou Eduard Shevardnadze e instalou o «pró-ocidental» Mikheil Saakashvili.

> A Revolução Laranja na Ucrânia em 2004, que afastou Viktor Yanukovych e instalou o «pró-ocidental» Viktor Yushchenko.

> A Revolução das Tulipas no Quirguistão em 2005.

> A Revolução dos Cedros, no Líbano, que se seguiu ao assassínio do líder Rafik Hariri em 2005.

> Os Protestos de Açafrão em Myanmar em 2007.


E agora no Tibete? Chamar-se-á Revolução do Lótus? E será flor que se cheire?

sábado, março 22, 2008

Outra «brincadeira» de Cheney & CIA, agora deste lado do Atlântico?




Diário de Notícias - 21/3/2008

«A Europa está atenta às novas mensagens de Ussama ben Laden e mantém-se vigilante face a uma ameaça terrorista que é permanente. Numa cassete de áudio divulgada na quarta-feira à noite por uma organização americana que vigia os sites de grupos islamitas radicais, a SITE, uma voz atribuída ao número um da Al-Qaeda diz que a Europa deve ser castigada por causa da publicação das caricaturas de Maomé.»

«Actualmente pode haver uma ameaça acrescida por parte de militantes extremistas no estrangeiro contra interesses dinamarqueses...»

«As mensagens de Ussama ben Laden, para a França, mostram que a ameaça terrorista é permanente...»

«A Itália, por seu lado, está a levar muito a sério as acusações feitas naquela cassete de cinco minutos, nomeadamente as que são dirigidas ao Papa Bento XVI...»

«Na Alemanha o Ministério do Interior lembrou que o país se mantém na mira do terrorismo...»


«A cassete de Ben Laden, que diz que "a resposta será aquilo que verão e não o que ouvirão", poderá ter mais que ver com o aniversário do profeta Maomé do que com os cinco anos da guerra do Iraque. "No dia 12 do terceiro mês islâmico [quarta-feira à noite para os não muçulmanos] assinala-se o nascimento e também o falecimento do profeta", explicou ao DN o xeque Zabir Edriss.»


Comentário:

Seis anos e meio depois do 11 de Setembro, Cheney prepara o assalto ao Irão com um atentado de igual envergadura na Europa?



quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A História Secreta do Sionismo


Ralph Schoenman
: Se a colonização da palestina tem sido caracterizada por uma série de depredações, devemos examinar a atitude do movimento Sionista não apenas contra as vítimas palestinianas mas também contra os próprios judeus.


A perfídia Sionista – a traição das vítimas do Holocausto – foi o culminar da tentativa de identificar os interesses dos judeus com aqueles da ordem estabelecida. Hoje, os Sionistas juntam o seu estado ao braço do imperialismo norte-americano – desde os esquadrões da morte na América Latina às operações secretas da CIA nos quatro continentes.

Esta história sórdida tem origem na desmoralização dos fundadores do Sionismo, que rejeitaram a possibilidade de ultrapassar o anti-semitismo através da luta popular e revolução social. Moses Hess, Theodor Herzl e Chaim Weizmann escolheram o lugar errado da barricada – o do poder do estado, da dominação de classe e da regra exploradora. Propuseram uma disjunção putativa entre emancipação da perseguição e a necessidade de mudança social. A total compreensão de que o cultivo do anti-semitismo e a perseguição dos judeus eram o trabalho da mesma classe dominante a quem eles bajulavam e pediam favores.

Ao procurarem eles próprios o patrocínio dos anti-semitas, revelaram vários motivos: o culto do poder ao qual associam força: um desejo de acabar com a "fraqueza" e vulnerabilidade judaica, deixando de ser os eternos intrusos.

Esta sensibilidade foi um curto passo para a assimilação de valores e ideias dos que odiavam os judeus. Os judeus, escreveram os Sionistas, eram na verdade indisciplinados, subversivos, gente dissidente e merecedores do desprezo que receberam. Os Sionistas alimentaram desavergonhadamente o racismo dos que odiavam os judeus. Venerando o poder, apelaram ao desejo anti-semita de von Plehves e de Himmler de se verem livres de um povo vítima, há muito radicalizados pela perseguição, um povo que encheu as fileiras dos movimentos revolucionários e cujo sofrimento conduziu as suas melhores mentes para a ofensiva intelectual contra os valores estabelecidos.

O sujo segredo da história Sionista é que o Sionismo foi ameaçado pelos judeus. Defender o povo judeu das perseguições significou organizar resistência contra os regimes que os ameaçavam. Mas estes regimes incorporavam a ordem imperial que abrangia a única força social com vontade ou apta a impor uma colónia estrangeira sobre o povo palestiniano. Portanto, os Sionista precisaram de perseguir os judeus para persuadi-los a serem colonizadores numa terra distante, e precisavam de perseguidores que patrocinassem a iniciativa.

Mas os judeus europeus nunca manifestaram qualquer interesse em colonizar a Palestina. O Sionismo foi sempre um movimento marginal entre os judeus, os quais aspiravam a viver nos países de nascimento livres de descriminação ou escapar às perseguições emigrando para democracias burguesas vistas como mais tolerantes.

O Sionismo, portanto, nunca pôde responder às necessidades ou aspirações dos judeus. O momento da verdade chegou quando a perseguição deu lugar à exterminação física. Em face do maior e único teste da sua relação com a sobrevivência judaica, os Sionistas não somente falharam em liderar a resistência ou defender os judeus, mas sabotaram activamente os esforços judaicos para sabotar a economia nazi. Eles procuraram, mais ainda, a responsabilidade dos assassínios em massa, não somente porque o Terceiro Reich parecia suficientemente poderoso para impor uma colónia Sionista, mas porque as práticas nazis estavam em consonância com as concepções Sionistas.

Existia um denominador comum entre os nazis e os Sionistas, expressa não apenas na proposta na Organização Militar Nacional (NMO) de Shamir para formar um estado na Palestina numa "base nacional totalitária". Vladimir Jabotinsky, no seu ultimo trabalho, «A Frente de Guerra Judaica» (1940), escreveu acerca dos seus planos para o povo palestiniano:

"Visto que temos esta grande autoridade moral para encarar calmamente o êxodo dos árabes, não precisamos de observar a possível partida de 900.000 com horror. Herr Hitler tem recentemente promovido a popularidade de transferência de população." [Brenner, The Iron Wall, p.107]

A extraordinária declaração de Vladimir Jabotinsky em «A Frente de Guerra Judaica» sintetiza o pensamento Sionista e a sua falência moral. O massacre dos judeus forneceu ao sionismo "grande autoridade moral". Para quê? - "para encarar calmamente o êxodo dos árabes." A lição da destruição dos judeus pelos nazis foi que era permissível agora aos Sionistas submeter ao mesmo destino a inteira população palestiniana.

Sete anos depois, os Sionistas seguiram os passos dos nazis, cujo apoio procuraram e às vezes conseguiram, e cobriram a sangria na Palestina com múltiplos Lidices (Lídice é uma pequena cidade da antiga Checoslováquia, que foi totalmente destruída e a grande maioria de seus habitantes assassinados pelos alemães como vingança pela morte de seu comandante, o SS nazi, Reinhard Heydrich), conduzindo 800.000 pessoas para o exílio.

Os Sionistas aproximaram-se dos nazis no mesmo espírito de Von Plehve, agindo com a noção perversa de que o ódio aos judeus era útil. O seu objectivo não era salvar, mas forçar a conscrição de alguns seleccionados (para a Palestina) – e os restantes abandonados à sua sorte agonizante.

Os Sionistas quiseram pessoas para colonizar a Palestina e preferiram cadáveres judeus aos milhões do que qualquer salvamento que pudesse instalar os judeus em qualquer outro lado.

Se alguma vez se esperar que um povo possa entender o sentido da perseguição, o sofrimento de ser refugiado perpétuo e a humilhação da calúnia, esse povo só pode ser o judeu.

Em lugar da misericórdia, os Sionistas celebraram a perseguição de outros, ao mesmo tempo que primeiro traíram os judeus e depois os humilharam. Seleccionaram as vítimas do seu próprio povo às quais infligiram um propósito de conquista. Colocaram os judeus sobreviventes face a um novo genocídio contra o povo palestiniano, escondendo-se a si próprios, com selvagem ironia, na mortalha colectiva do Holocausto.




Comentário:

Em suma, não obstante o sofrimento e a morte causados a um incontável número de pessoas de todas os credos e raças, um pequeno grupo de famílias: Rothschild, Rockefeller, Morgan, Montagu, Harriman, Kuhn, Loeb, Warburg, Lehman, Schiff, Pyne, Sterling, Stillman, Lazard, etc, que dominam há mais de um século a alta finança mundial, edificaram uma sólida base militar, na forma de um Estado Judaico, junto das maiores reservas energéticas do planeta.
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