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segunda-feira, maio 15, 2017

O atentado terrorista de 22 de julho de 2011 na Noruega, levado a cabo por Anders Breivik, foi tirado a papel químico de um exercício antiterrorista que a polícia norueguesa tinha realizado minutos antes…



À esquerda, os edifícios governamentais em Oslo afectados pela explosão do carro-bomba que matou 8 pessoas. Ao centro, o terrorista norueguês Anders Behring Breivik que perpetrou sozinho os dois atentados. À direita, a ilha de Utøya, onde Breivik matou a tiro 69 jovens.


A Versão Oficial do Atentado Terrorista

Os atentados de 22 de julho de 2011 na Noruega consistiram numa explosão na zona de edifícios governamentais da capital, Oslo, e num tiroteio ocorrido duas horas depois na ilha de Utøya (no lago Tyrifjorden, Buskerud). Os atentados, perpetrados por um activista de extrema-direita e fundamentalista cristão, o cidadão norueguês Anders Behring Breivik, resultaram na morte de 77 pessoas (69 jovens integrantes do partido trabalhista na ilha de em Utøya e 8 pessoas em Oslo).

Às 15h20m, houve uma grande explosão em Oslo junto dos prédios onde se situa o gabinete do primeiro-ministro da Noruega Jens Stoltenberg, danificando vários edifícios e provocando oito mortos e numerosos feridos. Na zona fica também a sede do Ministério do Petróleo e Energia, que foi o edifício mais danificado.

Segundo os meios de comunicação locais, o edifício do governo atingido ficou praticamente destruído e a zona "assemelhava-se a uma zona de guerra" pelos danos causados. De acordo com as declarações da polícia, o atentado foi perpetrado mediante um carro-bomba e pode ter consistido numa ou mais explosões [???] que atingiram os edifícios, deixando o edifício do gabinete do primeiro-ministro em chamas e os seus dezassete pisos com graves danos. Para uma melhor acção das equipas de emergência, a polícia vedou o acesso à área e evacuou a totalidade do resto dos edifícios governamentais.

Duas horas depois das explosões em Oslo, por volta das 17:20, na ilha de Utøya, ao norte da capital, o mesmo Anders Behring Breivik abriu fogo contra os participantes de um acampamento de jovens («universidade de verão»), organizado pela juventude do Arbeiderpartiet (Partido Trabalhista Norueguês). Entre 400 e 600 pessoas participavam do evento e 69 foram mortas neste atentado. O atirador, vestido com um uniforme de polícia, justificou a sua entrada no campo como uma «verificação de rotina após o atentado em Oslo» e começou a disparar contra os jovens. Estava prevista uma visita do primeiro-ministro Jens Stoltenberg ao acampamento.



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Mas o jornal Aftenpost reportou uma coincidência espantosa:

(Wikipedia) - O jornal Aftenpost é o jornal de maior circulação na Noruega. Está sediado em Oslo. Tem cerca de 1,2 milhões de leitores. O jornal possui uma edição online. Eis o que reportou o jornal Aftenpost na tarde dos atentados:


Exercício antiterrorista na ilha de Utøya
cenário de 22 de Julho [dia do atentado]


Pouco horas antes de Anders Behring Breivik ter feito explodir um carro-bomba em Oslo que matou oito pessoas, e ter-se depois dirigido à ilha de Utøya onde matou a tiro 69 jovens, a brigada de reacção rápida da polícia tinha concluído um exercício antiterrorista onde treinara uma situação praticamente idêntica à que aconteceu no verdadeiro atentado terrorista:


Desembarque de tropas da brigada de reacção rápida da polícia na ilha de Utøya. Pouco antes, esta brigada tinha realizado um exercício antiterrorista que simulava uma situação praticamente idêntica à que aconteceu no atentado terrorista real.

Apenas algumas horas antes de Anders Behring Breivik ter começado a disparar sobre os jovens em Utøya, a brigada de reacção rápida da polícia tinha concluído um exercício onde praticara uma situação quase idêntica à que aconteceu no verdadeiro atentado terrorista.

Nos quatro dias anteriores, e também na própria sexta-feira em que que o ataque terrorista foi realizado, a brigada de reacção rápida da polícia treinou a resposta a um acto terrorista que era praticamente igual à situação que, horas mais tarde, os 22 policias da brigada encontraram em Utøya.

O Aftenposten recebeu a confirmação de fontes oficiais da chefia da polícia de Oslo de que o exercício antiterrorista tinha terminado às 15 horas daquela mesma sexta-feira.

Todos os polícias da brigada de reacção rápida que actuaram nos edifícios governamentais após a explosão do carro-bomba e que, mais tarde, desembarcaram na ilha de Utøya e prenderam Anders Behring Breivik, tinham participado num exercício muito semelhante nesse mesmo dia.

Portanto, a polícia terminou o exercício imediatamente antes do atentado terrorista.

Massacre

Contudo, a polícia não tinha treinado um cenário com tantas vítimas como as que se encontravam em Utøya.

A equipa de polícias da brigada de reacção rápida está continuamente a treinar. A cada trimestre treina diferentes tipos de cenários.

Estes são cenários diferentes em que a polícia da brigada de reacção rápida antevê que possam vir a surgir problemas. Podem haver acções em ambientes fechados, em cidades ou noutros ambientes.

Segundo a polícia, este era um cenário [a hipótese de uma explosão junto aos edifícios governamentais em Oslo e um tiroteio indiscriminado na ilha de Utøya] que exercitaram várias vezes por ano e que tinham treinado em anos anteriores, especialmente depois de certos acontecimentos noutros países.

26 minutos


26 minutos após a conclusão do treino da polícia da brigada de reacção rápida, o carro bomba explodiu no bairro do governo [em Oslo]. A polícia da brigada de reacção rápida estava de prontidão.

Às 17h30, o pessoal do Distrito da Polícia de Oslo recebeu uma mensagem sobre o tiroteio em Utøya. Perceberam que se tratava de uma situação muito séria e correram para os carros que tinham no Bairro do Governo e para os carros que existiam na esquadra de Grønland, em Oslo.

No caminho para Utøya, entraram em contacto com o distrito da polícia de Buskerud Norte, mas às 18.02, seis minutos antes de chegarem, os dois corpos policiais concordaram encontrar-se em Storøya.

Havia sete pessoas da polícia da brigada de reacção rápida e três oficiais do distrito de polícia de Buskerud Norte num barco de borracha de 4,9 metros de comprimento. O barco ficou tão carregado que começou a meter água. Nessa altura, a polícia recebeu assistência de um barco civil e dirigiu-se para a ilha de Utøya.



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segunda-feira, março 20, 2017

"Teoria da Conspiração" – paranóia irracional e infundada ou uma arma retórica utilizada pela elite do poder para evitar oposição ou dissidência...


O atentado bombista de Bolonha

A Operação Gladio consistiu numa operação secreta americana na Europa Ocidental que recorreu a redes clandestinas ligadas à NATO, à CIA e aos serviços secretos da Europa Ocidental durante o período da Guerra Fria, chamadas células «stay-behind». Implantadas em 16 países da Europa Ocidental, essas células visavam (supostamente) deter a ameaça de uma ocupação pelo bloco do Leste e estavam sempre prontas para ser activadas em caso de invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia. A mais famosa foi a rede italiana Gladio.

A rede clandestina internacional englobava o grupo dos países europeus que pertenciam à Nato: Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Turquia, bem como alguns países neutrais como a Áustria, a Finlândia, a Suécia e a Suíça.

No entanto, o seu verdadeiro objectivo era espalhar o terror e criar um clima de tensão permanente na Europa Ocidental. Entre os muitos actos de terrorismo que lhes são atribuídos, destacam-se:


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A expressão "Teoria da Conspiração" é amplamente reconhecida como possuindo uma forte carga negativa. É frequentemente usada como um acto de violência retórica e uma maneira de descartar uma suspeita razoável como paranóia irracional. Por exemplo, a elite dominante: banqueiros, empresários e administradores poderosos, políticos, etc., utilizam-na para escarnecer e descartar alegações contra eles, e como uma arma retórica para evitar oposição ou dissidência.

Rotular uma tese como sendo uma "Teoria da Conspiração" fá-la parecer menos credível baseado numa visão estereotipada de teorias de conspiração como paranóicas e infundadas.

A maioria das pessoas não pode resistir a obter os detalhes sobre as últimas teorias da conspiração, não importa o quão exageradas possam parecer. Ao mesmo tempo, muitas pessoas denunciam rapidamente qualquer teoria da conspiração como falsa... e, muitas vezes, como antipatriótica ou simplesmente ridícula. Convém, contudo, que não nos esqueçamos de todos os milhares de conspirações de Wall Street, como as fraudes e extorsões cometidas por Bernie Madoff e muitos outros, entre tantos outros crimes de conspiração.

Teoria da conspiração é uma expressão que originalmente era uma descrição neutra para qualquer alegação de conspiração civil, criminal ou política. No entanto, esta expressão chegou ao ponto de se referir quase exclusivamente a qualquer teoria marginal que explique um acontecimento histórico ou actual como resultado de uma maquinação secreta por conspiradores de poder e astúcia quase sobre-humanos. Conspirar significa "união de duas ou mais pessoas num acordo secreto para praticar um ato ilícito ou imoral ou usar tais meios para realizar um fim lícito". A expressão "teoria da conspiração" é frequentemente usada por estudiosos e na cultura popular para identificar operações secretas militares, bancárias, ou acções políticas destinadas a roubar poder, dinheiro ou liberdade ao "povo".

Para muitos, as teorias da conspiração fazem parte da natureza humana. Nem todas as pessoas neste mundo são honestas, trabalhadoras e verdadeiras sobre as suas intenções. Certamente todos podemos concordar com isso. Então, como é que a expressão "teoria da conspiração" foi agrupada com ficção, fantasia e folclore?

Os cépticos são essenciais para alcançar uma visão objectiva da realidade. No entanto, o cepticismo não é o mesmo que fortalecer a história oficial. Na realidade, uma teoria da conspiração pode ser considerada como uma alternativa à história oficial ou "mainstream" dos acontecimentos. Portanto, quando os cépticos tentam ridicularizar uma teoria da conspiração usando a história oficial como um meio de provar que a conspiração está errada, estão na realidade, apenas a reforçar a visão "mainstream" original da história e, não estão de facto a ser cépticos. Isto não é cepticismo, é apenas uma maneira conveniente para o ponto de vista da elite do poder ser sempre visto como a versão correcta.



Na verdade, é comum que "artigos que desmontam mitos" escolham teorias de conspiração muito marginais e sem grandes adeptos. Isto, por seu lado, faz com que todas as conspirações sobre um assunto pareçam dementes. A revista “Skeptics” e a “Popular Mechanics”, entre muitas outras, fizeram isso mesmo com o 11 de Setembro. Referiram-se apenas a menos de 10% das muitas teorias de conspiração diferentes sobre os acontecimentos do 11 de Setembro e escolheram as menos populares. Na verdade, eles escolheram a parte marginal, os pontos altamente improváveis de que apenas algumas pessoas falavam. Isto foi usado como a "investigação final" para se considerar as teorias da conspiração.

De facto, se as pessoas decidirem examinar as teorias da conspiração, na sua grande maioria vão imaginar que ponderar sobre uma conspiração está associado à loucura e à paranóia. Alguns sites sugerem que isso é como uma doença. Também não é surpreendente ver tantas pessoas na Internet a escrever sobre teorias de conspiração num tom condescendente, utilizando geralmente palavras como "excêntricos" ou "malucos". É frequente que um "perito" afirme que "para que estas conspirações sejam verdadeiras, seriam necessárias centenas, senão milhares das pessoas envolvidas. Não é concebível.”

É extremamente estranho que o pressuposto se situe em milhares de participantes numa conspiração. É difícil acreditar em qualquer conspiração envolvendo mais do que um punhado de pessoas, mas o facto é que houve conspirações neste mundo, comprovadas e não inventadas, que envolveram centenas de pessoas. Não é uma questão de opinião, é uma questão de facto.

Outro aspecto a considerar: já repararam que se a conspiração envolve interesses poderosos com capacidade de subornar, ameaçar ou manipular grandes instituições (como a máfia, grandes corporações ou o governo), então não acham estranho quando pessoas usam o argumento dessas instituições como o "contra-argumento" credível "? Ou seja, se estamos a discutir uma conspiração sobre a máfia e lemos um artigo que foi escrito pela máfia a desmascarar essa conspiração, não é necessário ser um génio para olhar para esse artigo com sério criticismo e desconfiança. É o caso de muitas conspirações.

Embora o cinismo inteligente possa ser certamente saudável, contudo, algumas das maiores descobertas de todos os tempos foram inicialmente recebidas (muitas vezes de forma virulenta) como teorias de conspiração blasfemas – pense-se na revelação de que a Terra não era o centro do universo, ou que mundo não era plano, mas sim redondo.

Seguem-se algumas (entre centenas) dessas teorias de conspiração modernas mais chocantes que se revelaram verdadeiras após investigação profunda. Algumas, através de audiências do Congresso (americano), outras através de jornalismo de investigação. Muitas delas, no entanto, foram simplesmente admitidas pelos envolvidos em notícias originais e credíveis sobre o assunto, bem como em documentários.

Há uns anos, o Canal História trouxe a lume, apresentando provas bastante consistentes, uma exposição do terrorismo da NATO, a CIA e dos Serviços Secretos da Europa Ocidental contra cidadãos europeus em solo do velho continente nos anos 50, 60 e 70. Os atentados mais famosos foram os levados a cabo na Bélgica, na Alemanha e ainda os que ficaram conhecidos como Operação Gládio na Itália.

A NATO, a CIA e os Serviços Secretos da Europa Ocidental atribuíram os atentados a grupos radicais europeus: o «Nuclei Armati Rivoluzionari» e as «Brigadas Vermelhas» italianos, o «Nationalsozialistischer Untergrund» e o Grupo «Baader-Meinhof» alemães, o «Projekt 26» da extrema-direita suíça, etc.





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Operação Northwoods: No início da década de 1960, os líderes militares norte-americanos elaboraram planos para angariar apoio público para uma guerra contra Cuba, de forma a expulsar Fidel Castro do poder. Os planos incluíam cometer actos de terrorismo em cidades americanas, matando pessoas inocentes e soldados norte-americanos, fazer explodir um navio americano, assassinar emigrados cubanos, afundar barcos de refugiados cubanos e sequestrar aviões. Os planos foram aprovados pelos Chefes de Estado-maior, mas foram rejeitados pela liderança civil, e mantidos em segredo durante quase 40 anos.

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Incidente do Golfo de Tonkin: O incidente do Golfo de Tonkin foi o falso pretexto em que se baseou a Administração Lyndon B. Johnson para intervir directamente no Vietname numa guerra não declarada que se prolongou por mais de uma década provocando o maior desastre humano e ambiental da história desde a II Guerra Mundial.

quinta-feira, março 24, 2016

O embuste dos atentados terroristas de Bruxelas


Há uns tempos, algo inexplicavelmente, o Canal História trouxe a lume, apresentando provas bastante consistentes, a exposição do terrorismo americano contra cidadãos europeus ocidentais em solo do velho continente nos anos 50, 60 e 70. Os atentados mais famosos foram os levados a cabo na Bélgica, na Alemanha e ainda os que ficaram conhecidos como Operação Gládio na Itália. É um vídeo fundamental para se perceber o mundo em que vivemos hoje, que poderes se mexem na sombra e como somos insignificantes e sacrificáveis nestes jogos de guerra. É um documentário que eu não aconselho ninguém a perder.






Depois do desmoronar da União Soviética, a NATO, a CIA e os Serviços Secretos da Europa Ocidental converteram de forma magistral os «terroristas radicais da extrema-esquerda e da extrema-direita europeus» em «terroristas radicais islâmicos».

Alguns dos grupos terroristas radicais europeus mais conhecidos foram o «Nuclei Armati Rivoluzionari» e as «Brigadas Vermelhas», respectivamente da extrema-direita e da extrema-esquerda italiana, o «Nationalsozialistischer Untergrund» e o Grupo «Baader-Meinhof», respectivamente da extrema-direita e da extrema-esquerda alemã, o «Projekt 26» da extrema-direita suiça, etc.

A Operação Gládio consistiu numa operação secreta americana na Europa Ocidental que recorreu a redes clandestinas ligadas à NATO, à CIA e aos serviços secretos da Europa Ocidental durante o período da Guerra Fria, chamadas células «stay-behind». Implantadas em 16 países da Europa Ocidental, essas células visavam (supostamente) deter a ameaça de uma ocupação pelo bloco do Leste e estavam sempre prontas para ser activadas em caso de invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia. A mais famosa foi a rede italiana Gládio.

O verdadeiro objectivo da Operação Gládio era espalhar o terror e criar um clima de tensão permanente na Europa Ocidental.


A rede clandestina internacional englobava o grupo dos países europeus que pertenciam à NATO: Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Turquia, bem como alguns países neutrais como a Áustria, a Finlândia, a Suécia e a Suíça.


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Entre os muitos actos de terrorismo da Operação Gládio, destacam-se:


O massacre de Bolonha (em italiano: Strage di Bologna) foi um atentado terrorista na Estação Central em Bolonha, Itália, na manhã de sábado, 2 de agosto de 1980, que matou 85 pessoas e feriu mais de 200. O ataque foi materialmente atribuído à organização terrorista neofascista Nuclei Armati Rivoluzionari. As suspeitas de envolvimento do serviço secreto italiano surgiu pouco depois, devido aos uso de explosivos ​​para a bomba e o clima político em que o massacre ocorreu, mas nunca foi provado.


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O atentado bombista dentro do Banco Nacional de Agricultura, na Piazza Fontana da cidade de Milão, em Itália, a 12 de Dezembro de 1969, que matou 17 pessoas e feriu 88. O atentado da Piazza Fontana foi uma grave ação terrorista que pela sua gravidade e importância política, assumiu um papel histórico, sendo geralmente considerado como o primeiro ato produzido pela estratégia da tensão. A responsabilidade pelos ataques foi atribuída a grupos de Extrema direita.

No "Memorial Moro", compilação do interrogatório a que Aldo Moro (que ocupou por cinco vezes o cargo de primeiro-ministro da Itália ) foi submetido pelas Brigadas Vermelhas, enquanto foi mantido em cativeiro, Moro teria indicado como prováveis responsáveis pelo atentado, bem como pela estratégia da tensão, ramificações do Servizio Informazioni Difesa (o antigo serviço secreto italiano), onde estariam infiltradas várias figuras ligadas à direita, com possíveis influências de elementos de fora da Itália.


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Os massacres de Brabant, na Bélgica, que decorreram entre 1982 e 1985 e nos quais morreram 28 pessoas e outras 20 ficaram feridas. Na imagem o supermercado Delhaize onde foram mortas cinco pessoas.

Os últimos ataques dos massacres de Brabant levaram a rumores de que os terroristas tinham algum tipo de conhecimento interno e, possivelmente, a cumplicidade da Gendarmerie (corporação policial). Foi sugerido que o "Stay-behind" belga (Gladio) - operando como um ramo secreto do serviço militar belga tinha ligações com o gangue terrorista.


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O ataque terrorista Oktoberfest foi um ataque terrorista atribuído à direita radical. Em 26 de setembro de 1980, 13 pessoas morreram e 211 ficaram feridas após a explosão de uma bomba improvisada na entrada principal da Oktoberfest em Munique, Alemanha Ocidental. O ataque foi atribuído ao extremista de direita Gundolf Köhler, que foi morto ao colocar o dispositivo explosivo; no entanto, permanecem dúvidas quanto a saber se ele agiu sozinho.

Tudo o que se sabe sobre o ataque à bomba na Oktoberfest de Munique e, especialmente, a reação das autoridades, está em conformidade com o padrão de cooperação seguida pela NATO e pelas suas forças paramilitares secretas na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial - cooperação que está, possivelmente, ainda em curso. A existência dessas forças "stay-behind" tornou-se amplamente conhecida na Itália em 1990. Foi provado que os atentados em muitos países europeus, como à estação central de Bolonha, poucas semanas antes de ataque ao Oktoberfest em 1980, puderam ser atribuíveis à Gládio. As primeiras tropas de choque paramilitares das forças Gladio na Alemanha foram estabelecidas por agentes da inteligência americana e ex-nazis logo depois da guerra.


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Evidentemente que, com a implosão da União Soviética houve que arranjar outros "inimigos" para continuar o terrorismo da NATO e da CIA - os «felizes» contemplados foram os Muçulmanos.


E aí entram os «terroristas islâmicos» em acção para aterrorizar os ocidentais:







A Lista completa dos "atentados islâmicos" AQUI.


sábado, julho 23, 2011

Atentados na Noruega – apenas o mais recente acto de terrorismo perpetrado pela Nato em países da Europa Ocidental contra cidadãos europeus

Pelo menos 91 pessoas morreram na sequência de um ataque à bomba em Oslo e num ataque a tiro num encontro de jovens, confirmou a polícia norueguesa, que suspeita que os ataques possam ter sido levado a cabo por uma mesma pessoa: o norueguês Anders Behring Breivik, que terá ligações à extrema-direita. A maioria das vítimas (84) perdeu a vida na pequena ilha de Utoeya, onde decorria o campo de jovens, e as restantes sete ocorreram em consequência do ataque à bomba em Oslo.

Imagem dos atentados na Noruega - 22.07.2011

Os primeiros suspeitos foram radicais islâmicos mas a polícia acredita agora que a autoria dos atentados se deverá antes a organizações de ideologia de extrema-direita.

O Presidente norte-americano Barack Obama já condenou os ataques, tendo sublinhado: "Isto lembra-nos que toda a comunidade internacional tem uma grande responsabilidade na prevenção deste tipo de terror". Por seu lado, o Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, indicou que estes "actos de cobardia" não têm justificação.


Mas este atentado é apenas o mais recente de uma série de muitos outros levados a cabo pelos esbirros da NATO em território europeu:

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O atentado bombista de Bolonha - 1980

A Operação Gladio consistiu numa operação secreta americana na Europa Ocidental que recorreu a redes clandestinas ligadas à NATO, à CIA e aos serviços secretos da Europa Ocidental durante o período da Guerra Fria, chamadas células «stay-behind». Implantadas em 16 países da Europa Ocidental, essas células visavam (supostamente) deter a ameaça de uma ocupação pelo bloco do Leste e estavam sempre prontas para ser activadas em caso de invasão pelas forças do Pacto de Varsóvia. A mais famosa foi a rede italiana Gladio.

A rede clandestina internacional englobava o grupo dos países europeus que pertenciam à Nato: Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha e Turquia, bem como alguns países neutrais como a Áustria, a Finlândia, a Suécia e a Suíça.

No entanto, o seu verdadeiro objectivo era espalhar o terror e criar um clima de tensão permanente na Europa Ocidental. Entre os muitos actos de terrorismo que lhes são atribuídos, destacam-se:

- O atentado bombista dentro do Banco Nacional de Agricultura, na Piazza Fontana da cidade de Milão, em Itália, a 12 de Dezembro de 1969, que matou 17 pessoas e feriu 88.

- O atentado bombista de Bolonha – uma bomba explodiu na estação central ferroviária de Bolonha, em Itália, a 2 de Agosto de 1980. Morreram 85 pessoas e 200 ficaram feridas.

- Os massacres de Brabant, na Bélgica, que decorreram entre 1982 e 1985 e nos quais morreram 28 pessoas e outras 20 ficaram feridas.

- O atentado bombista na Oktoberfest de Munique, na Alemanha, a 26 de Setembro de 1980, onde morreram 13 pessoas e 201 ficaram feridas, 68 com gravidade.


Há dias, algo inexplicavelmente, o Canal História trouxe a lume, apresentando provas bastante consistentes, esta exposição do terrorismo americano contra cidadãos europeus ocidentais em solo do velho continente.




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