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quinta-feira, janeiro 24, 2019

Os governos não mandam no mundo, o banco Goldman Sachs manda no mundo

Jornal Económico - Rui Barroso - 21/10/2011

Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?

"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos.

"Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura", referiu o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, ao Outlook. E o poder do Goldman Sachs nos centros de decisão política até lhe valeu a alcunha, dada por banqueiros concorrentes, de Government Sachs. O banco liderado por Lloyd Blankfein conta com um exército de antigos funcionários em alguns dos cargos políticos e económicos mais sensíveis no mundo. E o inverso também acontece, o recrutamento de colaboradores que já desempenharam cargos de decisão.

Alessio Rastani transformou-se num fenómeno. O 'trader' em 'part-time' surpreendeu tudo e todos numa entrevista à BBC. Além de vários cenários catastrofistas sobre a crise, Rastani defendeu que "este não é o momento para pensar que os governos irão resolver as coisas. Os governos não mandam no mundo, o Goldman Sachs manda no mundo" […].

[...] "Os governos dependem dos bancos, os bancos dependem dos governos. A relação é tão cinzenta e quem controla quem? Quem é o marionetista e quem é a marioneta? As pessoas podem ter as suas ideias sobre isto. Eu apenas expressei a minha perspectiva", disse.

[...] Matt Taibbi [jornalista da "Rolling Stone"] descreveu o Goldman como um "grande vampiro" que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável por tudo o que envolva dinheiro.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

A violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar

Paulo de Morais, professor universitário - Correio da Manhã (19/6/2012):

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos."

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."


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Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada", ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. A violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar:

* Se uma mulher crava uma faca na barriga de um energúmeno que a está a tentar violar, essa mulher está a utilizar a violência de uma forma justa;

* Se um homem abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e ameaça assassinar-lhe a família, esse homem está a utilizar a violência de uma forma justa;

* Se os habitantes de um bairro nova-iorquino se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;

* Se um povo utilizar a violência para se libertar da Máfia do Dinheiro, acolitada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, e cujos roubos descomunais destroem famílias, empresas e a economia de um país inteiro, esse povo está a utilizar a violência de uma forma justa.

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Se a "justiça" fecha deliberadamente os olhos aos actos de Ricardo Salgado, um criminoso e assassino que levou tanta gente à miséria e, até, ao suicídio, não terão os portugueses o dever cívico de o apanhar e justiçar?



Texto de Paulo Morais:

Ricardo Salgado goza férias. Goza férias de Natal. Continua a gozar com a Justiça, goza com o Povo Português. RICARDO SALGADO continua à solta. E protegido pelo regime, pois é amigo de Marcelo, de António Costa, de Cavaco Silva, de Sócrates.

Esteve sempre ligado aos negócios mais obscuros e ilegais: intermediação na compra (corrupta) de submarinos aos alemães; tráfico de influências na privatização da EDP, destruição da Portugal Telecom, eventuais subornos a Sócrates e Vara; e tantos outros.

No estrangeiro, surge como o banqueiro do escândalo Mensalão, no Brasil; e associado aos problemas do Petróleo de Angola. Salgado provocou a falência do BES, do BES Angola, do GES, da Rioforte, da PT… um coveiro de empresas à custa das quais se tornou multimilionário.

Foi responsável pela desgraça de milhares de portugueses. Desacreditou os funcionários do Novo Banco (ex-BES), que andaram a vender papel comercial falso aos seus clientes. Descapitalizou muitas famílias que tinham as suas poupanças à guarda do BES, os Lesados do BES. Muitos faliram, caíram em depressão. Houve até suicídios!

Mas... o que lhe aconteceu até hoje? Nada! Salgado dispõe do cartão "Você está livre da Prisão" – no verso do cartão está a lista dos políticos que foi subornando ao longo de décadas.

A conclusão é a de que, em 2018, Portugal não é um verdadeiro Estado de Direito! Porque há INTOCÁVEIS. E assim continuará esta democracia moribunda, se não provocarmos um sobressalto cívico - que tarda a chegar!

segunda-feira, maio 08, 2017

A razão pela qual os juros dos empréstimos bancários não devem ser pagos!

Como dizia o Prémio Nobel da Economia Maurice Allais - "o dinheiro que [os bancos] emprestam não existe previamente e, na verdade, é criado ex nihilo, ou seja, do nada."



Os Senhores do Mundo


I Parte


Por Juan Torres López [Professor catedrático do Departamento de Teoria Económica na Universidade de Sevilha.]


Qualquer pessoa que tenha precisado de devolver um empréstimo sabe o que significam os juros na hora de pagá-lo. Um empréstimo recebido, por exemplo, a 7% ao ano implica ter de devolver quase o dobro do capital recebido ao fim de dez anos.

Tanto é o peso dos juros acarretados pelos empréstimos que durante muito tempo considerou-se que cobrá-los acima de determinados níveis mais ou menos razoáveis era considerado não só um delito de usura como também uma acção imoral, ou inclusive um pecado grave que condenaria para sempre quem o cometesse.

Hoje em dia, contudo, quase todos os governos eliminaram essa figura criminosa e parece a toda gente natural que se cobrem juros legais de até 30% (isto é o que cobram neste momento os bancos espanhóis aos clientes que ultrapassam a sua linha de crédito) ou que haja países afundados na miséria não exactamente pelo que devem e sim pelo montante dos juros que hão de pagar.

Os países da União Europeia renunciaram a ter um banco central que os financiasse quando precisassem de dinheiro e portanto têm que recorrer à banca privada. Em consequência, ao invés de se financiarem a 0%, ou a um juro mínimo que simplesmente cobrisse os gastos da administração da política monetária, têm de fazê-lo e 4%, 5%, 6% ou inclusive a 15% em certas ocasiões. E isso faz com todos os anos os bancos privados recebam entre 300 mil milhões e 400 mil milhões de euros em forma de juros (será, ainda, preciso explicar quem esteve e porque por trás da decisão de que o Banco Central Europeu (BES) não financiasse os governos?).

Os economistas franceses Jacques Holbecq e Philippe Derudder demonstraram que a França teve de pagar 1,1 mil milhões de euros em juros desde 1980 (quando o banco central deixou de financiar o governo) até 2006 para fazer frente à dívida de 229 mil milhões existente nesse primeiro ano (Jacques Holbecq e Philippe Derudder, La dette publique, une affaire rentable: A qui profite le système?, Ed. Yves Michel, París, 2009). Ou seja, se a França tivesse sido financiada por um banco central sem pagar juros teria poupado 914 mil milhões de euros e a sua dívida pública seria hoje insignificante.


Em Espanha verificou-se uma coisa semelhante. Nós já pagámos, por conta dos juros (227 mil milhões no total desde então), três vezes a dívida que tínhamos em 2000 e apesar disso ainda continuamos a dever o dobro do que devíamos nesses anos (Yves Julien e Jérôme Duval, España: Quantas vezes teremos de pagar uma dívida que não é nossa? ). Eduardo Garzón calculou que se um banco central tivesse os défices da Espanha desde 1989 até 2011 a 1%, a dívida agora seria também insignificante, de 14% do PIB e não de quase 90% (Situação do cofres públicos se o estado espanhol não pagasse juros de dívida pública).

E o curioso é que estes juros que os bancos cobram às pessoas, às empresas ou aos governos e que travam continuamente a sua capacidade de criar riqueza não têm justificação nenhuma.

Poder-se-ia entender que alguém cobrasse um determinado juro quando concedesse um empréstimo a outro sujeito se, ao fazê-lo, renunciasse a algo. Se eu empresto a Pepe 300 euros e isso me impede, por exemplo, de passar um fim-de-semana de férias com a minha família poderia talvez justificar-se que eu lhe cobrasse um juro pela renúncia que faço das minhas férias. Mas não é isso o que acontece quando um banco empresta dinheiro.

O que a maioria das pessoas não sabe, porque os banqueiros encarregam-se de dissimular e de que não se fale disso, é que quando os bancos emprestam não estão a renunciar a nada porque, como dizia o Prémio Nobel da Economia Maurice Allais, o dinheiro que emprestam não existe previamente e, na verdade, é criado ex nihilo, ou seja, do nada.

O procedimento é muito simples e é explicado, por mim e Vicenç Navarro, no nosso livro «Los amos del mundo. Las armas del terrorismo financiero» (p. 57 e seguintes).

quarta-feira, abril 26, 2017

Fernando Madrinha (sub-director e editorialista do semanário Expresso) : existe uma Máfia Financeira que controla totalmente Portugal...




O jornalista Fernando Madrinha iniciou o seu trajecto profissional em Maio de 1975 no Diário de Notícias. Colaborou ainda em vários jornais, teve uma participação regular no programa «Clube de Imprensa» na RTP2, e foi comentador-residente dos programas «Artur Albarran» (1992) e «Jornal Nacional» (1993), ambos na TVI.

Em Janeiro de 1989, integrou a redacção da revista Sábado e, em Junho do mesmo ano, ingressou no Expresso, semanário de que foi um dos sub-directores entre 1995 e 2004. De Julho de 1999 a Fevereiro de 2004, manteve uma coluna semanal de opinião no Diário Digital. Director do Courrier Internacional desde a sua fundação, em Abril de 2005, acumulou essas funções, até Dezembro de 2008, com as de redactor-editorialista do Expresso.




Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007 - excertos do artigo:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] num país em que os bancos são donos e senhores de quase tudo, esse dinheirinho acabará por voltar às suas mãos [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]


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Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007 - artigo completo:

"Para um breve retrato deste nosso país singular onde cada vez mais mulheres dão à luz em ambulâncias - e assim ajudam o ministro Correia de Campos a poupanças significativas nas maternidades que ainda não foram encerradas -, basta retomar três ou quatro notícias fortes das últimas semanas. Esta, por exemplo: centenas e centenas de famílias pedem conselho à Deco porque estão afogadas em dívidas à banca. São pessoas que ainda têm vontade e esperança de cumprir os seus compromissos. Mas há milhares que já não pagam o que devem e outras que já só vivem para a prestação da casa. Com o aumento sustentado dos juros, uma crise muito séria vem aí a galope."

Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. Daí que os manda-chuvas do Millenium BCP se permitam andar há meses numa guerra para ver quem manda mais, coisa que já custou ao banco a quantia obscena de 2,3 mil milhões de euros em capitalização bolsista. Ninguém se rala porque, num país em que os bancos são donos e senhores de quase tudo, esse dinheirinho acabará por voltar às suas mãos."




"Na aparência, nem o endividamento das famílias nem a obesidade da banca têm nada a ver com os ajustes de contas na noite do Porto. Porém, os negócios que essa noite propicia - do álcool que se vende à droga que se trafica mais ou menos às claras em bares e discotecas, segundo os jornais - dão milhões que também passam pelos bancos. E quanto mais precária a situação das tais famílias endividadas e a daquelas que só não têm dívidas porque não têm crédito, mais fácil será o recrutamento de matadores, de traficantes e operacionais para todo o tipo de negócios e acções das máfias que se vão instalando entre nós."

"Quer dizer, as notícias fortes das últimas semanas - as da tal «silly season», em que os jornalistas estão sempre a dizer que nada acontece - são notícias de mau augúrio. Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestruturação, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais. Quem pode voltar optimista das férias?"

quarta-feira, maio 18, 2016

A forma genocida como uma Máfia Financeira Monopolista Mundial, anda a espoliar Estados, Empresas e Famílias (atirando-os para a miséria e para dívidas incomportáveis)


O fim da "independência" do Banco Central do Canadá
está próximo, graças a uma decisão judicial



O Banco Central do Canadá poderá recuperar a sua capacidade de emitir e entregar dinheiro ao Estado, sem bancos privados como intermediários: um caso de tribunal revolucionário.




(Tradução minha)

O Parlamento britânico discutiu, num debate histórico, as ramificações políticas do sistema monetário. Um sistema monetário, a nível mundial, que se baseia na capacidade dos bancos de criar a maior parte do dinheiro em circulação através da concessão de créditos num sistema de reservas fraccionárias. Neste artigo é resumido um processo judicial referente à capacidade dos bancos para financiar os Estados.

De acordo com o artigo publicado por «Tercera Información», três juízes decidiram a favor do processo judicial «COMER» (Comissão para a reforma económica e monetária) contra o Banco do Canadá.

Como citado no artigo: "William Krehm, Anne Emmett e «COMER», entraram com uma acção, em 12 de Dezembro de 2011, no Tribunal Federal para tentar forçar uma restauração do Banco do Canadá aos seus mandatos iniciais. Em concreto, eles querem que o Banco do Canadá tenha a capacidade de fazer empréstimos sem juros aos governos federais, provinciais e municipais, conforme previsto na lei do Banco do Canadá."

O Canadá está na mesma situação que a Zona Euro: é forçado ao princípio da "independência" do Banco Central. Isto significa que os Estados têm de pedir emprestado aos bancos, seja através da venda de títulos ou mediante empréstimos e pagar juros sobre esse tipo de financiamento, ao contrário de outros países como os EUA ou o Reino Unido que podem ser financiadas sem custos financeiros pelos seus bancos centrais, como foi o caso no Canadá até 1974, aproximadamente.

Depois da crise de 2008 e dos resgates subsequentes, o princípio de "independência" dos bancos centrais deixou de fazer sentido. De acordo com este princípio, os bancos centrais devem ser independentes do Estado e o Estado devia financiar-se no mercado privado, o que impediria os Estados de se endividarem de forma insensata porque os «mercados» iriam penalizar esse comportamento tornando mais caro a captação do financiamento.



Na prática, grande parte desse financiamento dos Estados provém da própria Banca. No entanto, depois dos resgates bancários, é patente que o risco dos bancos é assumido pelos Estados. O risco (que é o principal conceito que justifica o juro) dos bancos é assumido na prática pelos Estados e pelos contribuintes. Um banco comercial não pode cobrar juros a um Estado quando, na prática, é o Estado a suportar o risco do sistema financeiro. Isto resulta na situação actual: a Banca pede emprestado a 0,5% ao Banco Central Europeu e depois cobra 5% de juros aos Estados, alcançando um lucro limpo de 4,5% sobre as enormes somas de financiamento público e com um risco que é suportado, em última análise, pelos contribuintes através de resgates bancários.

Esta sentença, a confirmar-se no Canadá, poderia estabelecer um precedente importante para todos os bancos centrais. Em 26 de Janeiro de 2015, o último apelo em nome da Coroa para que o caso não tivesse seguimento foi rejeitado pelo Tribunal Federal em Toronto. O governo federal agora tem 60 dias para recorrer da decisão para o Supremo Tribunal.

Enquanto isso, Juízes para a Democracia denunciam que a Espanha tem sido um refúgio para os bancos, com uma legislação que ainda é extremamente favorável para as entidades bancárias. Um quadro jurídico que dificilmente permitirá acções como a do «COMER» (Comissão para a reforma económica e monetária) empreendida no Canadá e exigiria outras medidas, quer através de desobediência civil ou via política.

Em 24 de Março de 2016 o Contencioso no Canadá ainda dura:



A Máfia Financeira Monopolista

sexta-feira, abril 15, 2016

Ainda a propósito do caso Arrow Global envolvendo a ex-ministra das finanças Maria Luís Albuquerque - Todos os políticos em cargos de poder são funcionários bancários



Banca é refúgio para ex-ministros

Jornal Expresso - 2 de Outubro de 2010


Dirigentes do Bloco estudaram o percurso de 115 ex-governantes: 84 foram para a Banca ou tiveram uma ligação ao sector bancário, passando por órgãos sociais dos mais diversos bancos. Mais interessante ainda: desses 84 ex-governantes com ligação à banca, na grande maioria dos casos (56, ou seja, dois terços,) essa ligação não tinha antecedentes, e só surgiu depois da passagem pelo Governo.

Os dados apurados permitem aos autores sustentar a tese da "integração sistémica assegurada por estes dirigentes. São portadores de informação valiosa e de redes de influência. As responsabilidades partidárias, que se prolongam além dos cargos de governo e são valorizadas por estes, asseguram um canal permanente com várias dimensões do poder central e local", o que é um "ativo estratégico" para os empregadores.

A generalidade dos bancos reconhece a importância deste “ativo estratégico” e vai buscar ex-ministros e secretários de Estado (sobretudo os que passaram pelas finanças e economia, mas não só — basta pensar nos casos de Dias Loureiro e Armando Vara, que vinham da Administração Interna, ou Celeste Cardona, que foi ministra da Justiça). BES e BCP são, no universo analisado, os que mais apostaram nestas contratações — um em cada dez está ou esteve no BES, e quase um em cada cinco teve ou tem uma ligação ao BCP. Rui Machete, ex-ministro e barão social-democrata, conseguiu juntar as duas marcas no seu currículo. Também o grupo Champalimaud (e, depois, Santander) apostou forte em ex-governantes, quase todos do PSD.


Dias Loureiro, Armando Vara, Celeste Cardona e Rui Machete

A banca é o máximo denominador comum neste universo, mas os ex-governantes ganharam destaque nas mais variadas empresas e grupos económicos. Destaque-se o Grupo Mello pela sua tendência para dar novas oportunidades a ex-governantes — dos 115 analisados, contratou 16, com percursos tão diversos como Álvaro Barreto, António Vitorino, Nogueira Leite, Couto dos Santos ou Luís Filipe Pereira. As empresas públicas ou aquelas onde o Estado tem participação relevante também se tornam autênticos albergues de ex-governantes — veja-se a CGD, a PT ou a EDP.

Os autores notam que “muitos destes dirigentes político-empresariais tomam ainda formas de ‘participação cruzada’, tecendo pontes eficientes entre vários grupos económicos cujos órgãos sociais integram simultaneamente”. Casos notórios são Mira Amaral, Ferreira do Amaral, Murteira Nabo, Nogueira Leite ou Luís Todo Bom.

Por outro lado, esta contaminação entre política e negócios permite “a promoção de uma meteórica mobilidade social ascendente”, pois a passagem pelo Governo é “um condão que transforma dezenas de quadros técnicos, docentes universitários ou responsáveis partidários em administradores de empresas privadas ou participadas, com acesso a rendimentos absolutamente incomparáveis com os auferidos anteriormente”. O exemplo mais evidente é Vara, que chegou à política como bancário e saiu como banqueiro, mas há muitos outros, como Jorge Coelho ou José Penedos.

Os bloquistas apontam um terceiro aspeto deste fenómeno: a “forte promiscuidade”, com “governantes que transitam diretamente da tutela para a gestão de topo de empresas cujo quadro de atuação condicionaram imediatamente antes”. Há bons exemplos nas obras públicas (Ferreira do Amaral, Jorge Coelho, Luís Parreirão) e na energia (Pina Moura, Fernando Pacheco). A grande maioria dos ex-governantes portugueses que se dedicaram aos negócios privados têm ou tiveram uma ligação ao sector bancário — esta é uma das conclusões de uma pesquisa desenvolvida por cinco dirigentes do Bloco de Esquerda, que será editada em livro na próxima semana. “Os Donos de Portugal — Cem Anos de Poder Económico”, a que o Expresso teve acesso, da autoria de Francisco Louçã, Luís Fazenda, Fernando Rosas, Cecília Honório e Jorge Costa, faz um retrato do século republicano olhando para os detentores do poder económico.

Há anos que os dirigentes do BE denunciam a “promiscuidade” entre política e negócios, de que Armando Vara se tornou o caso mais paradigmático nos últimos anos. Agora, os bloquistas tentaram aprofundar a questão da “contaminação intensa entre poder de Estado e negócios privados”. Olharam para as “áreas governativas estratégicas da economia, finanças, obras públicas, emprego e planeamento” e identificaram 115 percursos individuais de ministros e secretários de Estado “com currículo empresarial e de negócios relevante”, nas palavras de Jorge Costa. Não é um levantamento exaustivo das carreiras profissionais dos ex-governantes, mas apenas daqueles que mais se destacaram no regresso ao privado.

[...]




Para que se perceba quais as características mais importantes que valorizam estes senhores, que após passarem pela vida politica, são procurados, não pela justiça, como seria de esperar mas por empresas diversas, dispostas a pagarem pelos serviços deles, fortunas.

E ninguém estranha que aqueles políticos que arruinaram Portugal, quando estiveram no governo, dando provas constantes de "incompetência", gestão danosa ou criminosa, traindo o estado que representaram, sejam depois tão procurados para gerir as grandes empresas??? As mais ricas? As mais bem sucedidas? Será que elas gostam de incompetentes? Ou será que os políticos, mesmo no governo, estiveram sempre a trabalhar para as empresas privadas? Favorecendo-as, em prejuízo do estado?

quinta-feira, março 17, 2016

Paulo Morais - Perguntas a António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa


Paulo Morais - Professor Universitário

Artigo de Paulo Morais - Facebook - 15.03.2016



ORÇAMENTO DE ESTADO 2016

Perguntas a António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa:



I - Porque prevê o Orçamento de Estado de 2016 um aumento de 13,6% em encargos com as diversas parcerias público privadas? Porque cresce este encargo para 1.690 milhões de euros? PORQUE AUMENTAM EM 20% OS CUSTOS DAS PPP RODOVIÁRIAS, que passam de 1005 milhões de euros para 1206 milhões de euros?

II - O Governo anunciou o fim das ISENÇÕES DE IMI nos imóveis detidos por Fundos de Investimento Imobiliários, o que seria uma boa medida. Doravante, todos os prédios pagarão (?) IMI por igual, independentemente de o seu proprietário ser uma família, uma rede de supermercados, um banco ou um promotor imobiliário rentista. Esta medida deveria render (largas) centenas de milhões de euros. Mas onde está inscrita no Orçamento de Estado de 2016 a receita que esta medida deve representar?

III – E se há este acréscimo de receita fiscal, porquê então aumentar os combustíveis em 7 cêntimos por litro, agravar o Imposto sobre Veículos ou o Imposto de Selo, num total de 655 milhões?

IV - Porque não há qualquer receita prevista por via de recuperação de activos de crimes económicos, fuga ao fisco ou corrupção - quando só nos casos BPN e BES deveriam ser confiscados milhares de milhões de euros?

V - Que anda afinal a fazer esta Troika de Esquerda de diferente da antiga Troika de Direita?

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Facebook dá Paulo Morais como Presidente da República




Marcelo Rebelo de Sousa (PSD + CDS), Sampaio da Nóvoa (PS) e Maria de Belém (PS) - os candidatos a Presidente da República dos partidos que, como diz Fernando Madrinha, se tornaram suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais...

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BlastingNews - 7/Jan/2016

Se contarmos a principal página de cada candidato, Paulo Morais é o preferido dos portugueses no Facebook.




As últimas sondagens apontavam a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa com maioria absoluta, mais de 50% dos votos, mas se as sondagens se baseassem nas principais páginas de cada candidato às eleições o vencedor seria outro, porém sem maioria absoluta. Paulo Morais é o eleito dos utilizadores do Facebook para o cargo de Presidente da República, revela o site da Rádio Renascença. Muitos portugueses demonstram nas redes sociais estarem convencidos com o discurso de Paulo Morais, que tem estado centrado no principal problema da política em Portugal, a corrupção.

A maior preocupação dos portugueses para as próximas eleições é mesmo sair da crise, mas para isso acontecer é preciso cortar de raiz os problemas. E a corrupção é vista como a principal fonte da crise que se vive no país, a corrupção constante praticada pelos vários governos ao longo dos anos e por grupos económicos onde imperam os interesses económicos de uma minoria em vez dos interesses do povo, ou seja da maioria, tem causado uma situação difícil no país.

Corrupção

O desemprego é bastante elevado e o salário mínimo ainda não é o suficiente para garantir boas condições de vida a todos. Além disso, muita gente vive em más condições de vida e tem dificuldades em garantir a sua alimentação e até mesmo uma vida em condições dignas de ser humano. Precisa de receber apoios do Estado.

Paulo Morais tem-se centrado mesmo nessa "raiz", a corrupção, que tem sido utilizada pelos políticos para servir os seus interesses e não os nossos interesses que deviam prevalecer numa democracia. Mas as democracias são mesmo assim por natureza, corruptas. O candidato independente, que já esteve na Câmara do Porto numa altura em que Rui Rio era o presidente da Câmara Municipal, tem-se focado maioritariamente na corrupção e no seu combate, denunciando vários esquemas de corrupção protagonizados ao longo dos anos, destacando o enorme peso das parcerias público-privadas no aumento da dívida pública, além do caso do BPN e de muitos outros.


Além da corrupção, Paulo Morais promete fazer cumprir a Constituição e pretende obrigar o actual Governo, caso seja eleito, a garantir livros escolares de graça, através de bancos de levantamento de livros nas escolas, onde os alunos no início do ano vão buscar os livros que precisam e no fim do ano devolvem para os próximos alunos. Além disso, quer fazer discutir no Parlamento o acordo ortográfico de 1990 de forma a tentar desativá-lo, ou então, caso os partidos não cheguem a consenso, levar aos portugueses um referendo para decidir se esse acordo continuará válido ou se deixará de ser válido. Também pretende apoiar as famílias de soldados portugueses mortos no estrangeiro, prometendo devolver-lhes os corpos, para que sejam enterrados em solo português.


À hora deste artigo, Paulo de Morais soma 49.584 "Likes"; segue-se Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado pelo PSD e CDS-PP) com 44.927 e a completar o pódio do Facebook está Sampaio da Nóvoa, com 26.247 "Likes";Seguem-se Marisa Matias (apoiada pelo BE) com quase 19,5 mil "Likes", Maria de Belém com mais de 18 mil "Likes", Henrique Neto com mais de 7500, Edgar Silva (apoiado pelo PCP) com menos de 4 mil, Jorge Sequeira com quase 3 mil e nos dois últimos lugares estão Cândido Ferreira e Vitorino Silva (Tino de Rans), que nem aos mil seguidores chegam.


quinta-feira, janeiro 07, 2016

Paulo Morais e a corrupção: Quem ele já acusou e de quê


Observador - 9/4/2015


O mais recente candidato presidencial, Paulo Morais, passou os últimos 15 anos a falar em corrupção. Foi vereador do Urbanismo, queixou-se ao MP mas nenhuma denúncia teve seguimento.

Paulo Morais - indubitavelmente o meu candidato a Presidente da República

Paulo Morais foi vice-presidente da Câmara do Porto


Paulo Morais tornou-se conhecido na vida política quando integrou a primeira candidatura de Rui Rio à Câmara do Porto em 2001. A campanha fez-se contra a herança dos socialistas Fernando Gomes e Nuno Cardoso e o ataque à política de urbanismo tornou-se uma das grandes bandeiras da candidatura social-democrata. Ao longo dos anos, fez várias denúncias. Acabou por ser afastado do cargo de vice-presidente de Rio. Nenhuma das acusações deu origem à abertura de um processo pelo Ministério Público.


Metro do Porto

Metro do Porto decidiu pagar quase 9 milhões
por um terreno que sabia valer menos de 5 milhões

Um dos casos que denunciou ao Ministério Público tem a ver com a gestão socialista na Câmara do Porto. “O Metro do Porto resolveu adquirir uns terrenos no Campo dos Salgueiros. Estavam avaliados na ordem dos 5 milhões de euros. Mas o Metro decidiu pagar quase 9 milhões por um terreno que sabia valer menos de 5 milhões. Fiz uma denúncia, apresentei documentos oficiais, avaliações, atas do conselho de administração do Metro, e o MP entendeu arquivar o processo porque não sabia onde estavam os 4 milhões de euros sobrantes. "O povo português foi roubado em 4 milhões só naquele negócio”, contou Morais.


Autarquias

Em 2005, em entrevista à Visão, Paulo Morais acusa “a maioria” das câmaras municipais de ceder a pressões do sector imobiliário e aponta “uma preocupante promiscuidade entre diversas forças políticas, dirigentes partidários, famosos escritórios de advogados e certos grupos empresariais”. Conta que, enquanto vereador, foi alvo de “pressões ilegítimas” por “membros do actual e dos anteriores governos, partidos…”.

“Face ao teor da entrevista, o Ministério Público irá encetar as diligências necessárias para o apuramento da existência de factos com eventual relevância criminal”, afirmava fonte do gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República. O então presidente da Associação Nacional de Municípios (ANMP), Fernando Ruas, e o então candidato do PS à Câmara do Porto, Francisco Assis, desafiaram o vereador a concretizar as suspeitas.

O Ministério Público chama Morais, mas concluiu que os dados são insuficientes e arquiva o caso.


Rui Rio

Rui Rio não tira o sono aos interesses instalados

Rui Rio e Paulo Morais nunca explicaram claramente o que aconteceu para este não ter voltado a integrar as listas à Câmara do Porto nas eleições de 2005. Mas o ex-vereador deixou pistas. “Rui Rio não tira o sono aos interesses instalados”, disse em entrevista ao Jornal de Notícias.


Urbanismo

O urbanismo é «a forma mais encapotada e sub-reptícia de transferir bens públicos para a mão de privados», tem dito Morais. Em junho de 2011, por exemplo, critica as “vigarices” na área do urbanismo praticadas por muitos municípios, acusando-os de “valorizar terrenos à ordem dos 2.000% sem qualquer dificuldade”, apenas para beneficiar um determinado “predador imobiliário”.

“Este tipo de máfia só existe em dois tipos de negócios em Portugal: no urbanismo e no tráfico de droga”, frisou, criticando a “promiscuidade absoluta entre Estado e privados”. “A margem de lucro do urbanismo em Portugal só é equivalente à do tráfico de droga”, diz.


Deputados

Os deputados estão ao serviço de quem os financiou e não de quem os elegeu

Outra questão para a qual tem chamado a atenção é a acumulação de funções dos deputados. Em junho de 2011, o ex-vereador da Câmara do Porto acusa do Parlamento de ser “o centro de corrupção” em Portugal. Isto porque muitos deputados são “simultaneamente, administradores de empresas”.

“Dos 230 deputados, 30%, ou seja 70, são administradores ou gestores de empresas que têm diretamente negócios com o Estado”, disse Paulo Morais, num debate sobre corrupção. A Assembleia “parece mais um verdadeiro escritório de representações, com membros da comissão de obras públicas que trabalham para construtores e da comissão de saúde que trabalham para laboratórios médicos”. Na altura, acusa o Grupo Lena de ser o maior fornecedor do Estado português (dados de 2009) e os políticos de criarem “legislação perfeitamente impercetível”, com “muitas regras para ninguém perceber nada, muitas exceções para beneficiar os amigos e um ilimitado poder discricionário a quem aplica a lei”.

“A legislação vem dos grandes escritórios de advogados, principalmente de Lisboa, que também ganham dinheiro com os pareceres que lhes pedem para interpretar essas mesmas leis e ainda ganham a vender às empresas os alçapões que deixaram na lei”, criticou.

Os deputados estão ao serviço de quem os financiou e não de quem os elegeu”, sendo a lei do financiamento dos partidos “a lei que mais envergonha Portugal”, diz, dando o exemplo das concessionárias das SCUT que financiam ao mesmo tempo os partidos.


Comunicação Social

As verdadeiras negociatas vão assim frutificando, enquanto a população anda distraída

O ex-vereador insiste que «só através de uma enorme pressão da opinião pública se poderá atuar ao nível da corrupção nas autarquias». Mas entende também que alguma «comunicação social se transformou no principal sustentáculo do sistema», ao transformar «temas marginais» em «centrais». «A censura não faria melhor», comenta Paulo Morais, considerando que «as verdadeiras negociatas vão assim frutificando, enquanto a população anda distraída».


Processos


Corre atualmente na justiça um processo do escritório de advogados Sérvulo e Associados contra Paulo Morais. O processo terá a ver com declarações do ex-vereador sobre o facto de ter criticado o dinheiro gasto pelo Estado em pareceres encomendados a escritórios de advogados. Já deu como exemplo o código da contratação pública que foi feito por este escritório e que só em pareceres para explicar o código terá facturado cerca de 7 milhões de euros.

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Resoluções de um Banqueiro para o Novo Ano de 2016



1 - Não explorar a minha posição para abocanhar riqueza fácil, arrastando a economia global para o abismo e arruinando as vidas de milhões de pessoas inocentes.

2 - Perder peso

sábado, novembro 07, 2015

Revolta de Bruno Nogueira contra Ricardo Salgado




"Um nojo que cresce, e a vida como se nada fosse. Uma bola no estômago em forma de raiva, e vergonha, e tudo. Ricardo Salgado vê a sua caução ser reduzida para metade pelo Tribunal Central de Instrução Criminal. Dos antes 3 milhões, terá que pagar apenas um milhão e meio para limpar a sua vida que não tem por onde ficar mais suja. Na mesma semana, como nos filmes maus, fica a saber que a sua reforma vai triplicar para um valor de 90.000€. Isto num país que tem de encontrar moedas entre as almofadas do sofá para pagar o dia de amanhã", escreveu o humorista na sua página de Facebook.

"E a vida segue, e o sol nasce, e nada acontece. A impunidade a qualquer preço num país que não merece ser pontapeado desta maneira. A merda que passa e acena a quem fica. O nojo que cresce. Merda por todo o lado, e mais merda. Merecíamos melhor. Merecíamos que a corrupção fosse punida por quem tem a responsabilidade jurídica e moral para o fazer. O país a ser defendido por nada. O que nos protege é um antibiótico que mata. Vítimas do BES com vidas destruídas por alguém que agora sai premiado. Mereciam melhor. É um país ao contrário, que já perdeu os sapatos, calça meias de cores diferentes e nada acontece. Amanhã tudo segue como ontem. Nada acontece a quem compra a liberdade nas traseiras de tudo. Assim é difícil acordar todos os dias. Assim é difícil não querer chamas e fogo e gritos. Feitas as contas, assim é difícil encontrar Portugal."


segunda-feira, novembro 02, 2015

Paulo Morais - candidato às presidenciais de 2016 - Na Grécia como em Portugal, o crescimento da dívida teve origem em mecanismos de corrupção e em investimentos faraónicos




Paulo Morais é candidato anunciado às próximas eleições presidenciais de 2016




Curiosamente, Paulo Morais só muito raramente aparece nas televisões nacionais, o que diz tudo sobre a «imparcialidade» dos Media portugueses (ou, melhor dito, Merdia). A razão desta ausência só pode ser explicada pela frontalidade com que este candidato desmonta os esquemas de corrupção dos políticos e a forma desassombrada com que lhes aponta os nomes. Tem fortemente denunciado, em diversos meios de comunicação social, a corrupção e a promiscuidade entre os poderes políticos e os poderes económicos, e a inconstitucionalidade preconizada por alguns escritórios de advogados, ao serem redactores das leis nacionais, e ao mesmo tempo representantes nos meios judiciais de entidades que se deparam com essas mesmas leis.



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Artigo de Paulo Morais - Correio da Manhã - 4.7.2015


Gregos com a dívida - Na Grécia como em Portugal, o crescimento da dívida teve origem em mecanismos de corrupção e em investimentos faraónicos.


"Pagar ou não pagar – eis a questão da Grécia. Será que é correto pagar religiosamente dívidas que foram mal contraídas? É este hoje o dilema com que se debate o governo em Atenas. Em Portugal, por outro lado, o governo não hesita: assume de forma acrítica o pagamento de empréstimos ruinosos e fá-lo à custa do sofrimento dos cidadãos.

As dívidas públicas deveriam ser um fator de desenvolvimento. Os estados deveriam contrair dívida para, através de investimentos virtuosos, garantirem o bem-estar dos povos.

Mas, nos últimos anos, na Grécia como
em Portugal, o crescimento da dívida teve origem em mecanismos de corrupção, em investimentos faraónicos e inúteis, em empréstimos mal negociados. O estado adquiriu submarinos, num negócio marcado pela corrupção, construíram-se dez estádios de futebol caríssimos para o Euro 2004 e alguns estão agora a apodrecer; sucessivos governos contraíram empréstimos a taxas próprias de agiotas, de quase 6%, quando poderiam fazê-lo a 3%. Além disso, o Estado nacionalizou os prejuízos do BPN e dispõe-se a perder mais de dois mil milhões com a venda do Novo Banco. E ainda negociou parcerias público-privadas, garantindo taxas de rentabilidade milionárias aos privados, por décadas, muito para além do tempo do mandato de quem decidiu. Um regabofe!




Com este tipo de governação, corrupta, os grupos económicos do regime (Mota-Engil, EDP, Lena, Lusoponte...) garantem a sua prosperidade. E o povo, eterno prejudicado, assume os prejuízos. Com sofrimento, reduções salariais, aumento de impostos, redução de serviços de saúde e educação.

Para nos deixarmos de ver gregos, doravante deve ser estabelecido, como regra no Orçamento de Estado, um limite máximo a destinar ao pagamento de dívida. E, além disto, é imperioso que negócios do estado com custos demasiado elevados ou cujos pagamentos se prolonguem muito para além do tempo dos mandatos de quem os decide deverão ser referendados pelo povo.
Já que os governos querem defender os grupos económicos, defendamos nós o futuro dos nossos filhos.



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Paulo Morais é licenciado em Matemática, tem um MBA em Comércio Internacional e é doutorado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Porto. Foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, de 2002 a 2005, tendo sido responsável pelos pelouros do Urbanismo, Acção Social e Habitação. Regressou então ao ensino e ao seu combate de sempre pela denúncia dos mecanismos de corrupção em Portugal. É professor na Universidade Portucalense e investigador no InescPorto. Integrou o grupo de trabalho para a revisão do Índice de Percepções da Corrupção, levada a cabo pela Transparency International. Foi perito no Comité Europeu Económico e Social. É perito do Conselho da Europa em missões internacionais sobre boa governação pública, luta anti-corrupção e branqueamento de capitais.

Publicou os livros “Porto de Partida, Porto de Chegada”, “Mudar o Poder Local” e “Da Corrupção à Crise”. É docente do ensino superior nas áreas da Estatística e Matemática e director do Instituto de Estudos Eleitorais da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias do Porto. É vice-presidente da Direcção - Transparência e Integridade, Associação Cívica (TIAC), com o mandato suspenso desde 13 de Março de 2015, a seu pedido, por período indeterminado. Pediu a suspensão do mandato de vice-presidente da TIAC para se candidatar à presidência da República.

sexta-feira, outubro 30, 2015

Fernando Madrinha: Os partidos políticos e os governos que deles emergem tornaram-se suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais




O jornalista Fernando Madrinha iniciou o seu trajecto profissional em Maio de 1975 no Diário de Notícias. Permaneceu no DN até Dezembro de 1988, trabalhando sempre na área de «Política Nacional», nomeadamente como redactor-editorialista (1983/1988). Em regime de acumulação com o DN, foi colaborador de O Jornal (1983/1984), do Jornal do Comércio (1987/1988) e do programa de Informação «Vigésima Quarta Hora», na Rádio Comercial (1987/1989). Teve ainda uma participação regular no programa «Clube de Imprensa» (1987/1988), na RTP2, e foi comentador-residente dos programas «Artur Albarran» (1992) e «Jornal Nacional» (1993), ambos na TVI.

Em Janeiro de 1989, integrou a redacção da revista Sábado e, em Junho do mesmo ano, ingressou no Expresso, semanário de que foi um dos sub-directores entre 1995 e 2004. De Julho de 1999 a Fevereiro de 2004, manteve uma coluna semanal de opinião no Diário Digital. Director do Courrier Internacional desde a sua fundação, em Abril de 2005, acumulou essas funções, até Dezembro de 2008, com as de redactor-editorialista do Expresso.


Em 1/9/2007 (há cerca de oito anos - um ano antes da «Crise Financeira Mundial»), Fernando Madrinha escreveu no Jornal Expresso que «o Parlamento e o Arco da Governação» não passam de um bando de prostitutos a soldo do Grande Dinheiro e cujo objectivo é espoliar os cidadãos portugueses:


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"Para um breve retrato deste nosso país singular onde cada vez mais mulheres dão à luz em ambulâncias - e assim ajudam o ministro Correia de Campos a poupanças significativas nas maternidades que ainda não foram encerradas -, basta retomar três ou quatro notícias fortes das últimas semanas. Esta, por exemplo: centenas e centenas de famílias pedem conselho à Deco porque estão afogadas em dívidas à banca. São pessoas que ainda têm vontade e esperança de cumprir os seus compromissos. Mas há milhares que já não pagam o que devem e outras que já só vivem para a prestação da casa. Com o aumento sustentado dos juros, uma crise muito séria vem aí a galope."

Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. Daí que os manda-chuvas do Millenium BCP se permitam andar há meses numa guerra para ver quem manda mais, coisa que já custou ao banco a quantia obscena de 2,3 mil milhões de euros em capitalização bolsista. Ninguém se rala porque, num país em que os bancos são donos e senhores de quase tudo, esse dinheirinho acabará por voltar às suas mãos."




"Na aparência, nem o endividamento das famílias nem a obesidade da banca têm nada a ver com os ajustes de contas na noite do Porto. Porém, os negócios que essa noite propicia - do álcool que se vende à droga que se trafica mais ou menos às claras em bares e discotecas, segundo os jornais - dão milhões que também passam pelos bancos. E quanto mais precária a situação das tais famílias endividadas e a daquelas que só não têm dívidas porque não têm crédito, mais fácil será o recrutamento de matadores, de traficantes e operacionais para todo o tipo de negócios e acções das máfias que se vão instalando entre nós."

"Quer dizer, as notícias fortes das últimas semanas - as da tal «silly season», em que os jornalistas estão sempre a dizer que nada acontece - são notícias de mau augúrio. Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestruturação, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais. Quem pode voltar optimista das férias?"


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Sou da opinião que tanto os «banqueiros», como os «políticos» a soldo como os «comentadores mediáticos» venais merecem ser condenados à morte por Alta Traição. E já sabemos que não podemos contar com a «Justiça» para nada. Têm de ser os cidadãos a fazê-lo com as suas próprias mãos...


segunda-feira, outubro 19, 2015

A colossal corrupção política em Portugal exposta na Grande Entrevista da RTP a Paulo Morais (actual candidato a Presidente da República).



Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012


[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...].

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."


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A grande corrupção em Portugal na Grande Entrevista da RTP com Paulo Morais (actual candidato a Presidente da República).

Nesta entrevista é descrita toda a corrupção dos Partidos Políticos do Poder (ou melhor, do Arco da Corrupção), desde Cavaco Silva até hoje. São descritos minuciosamente os crimes e nomeados os criminosos, sem papas na língua.

Em suma, Paulo Morais fala da Expo 98, dos Estádios do Euro 2004, das Parcerias Público-Privadas, do Urbanismo, dos Grandes Escritórios de Advogados, dos Submarinos, das Privatizações, dos Bancos, da Dívida, etc.

Paulo Morais é vice-presidente da TIAC (TIAC – TRANSPARÊNCIA E INTEGRIDADE, ASSOCIAÇÃO CÍVICA é uma organização não governamental que tem como missão combater a corrupção. A TIAC é a representante em Portugal da rede global anti-corrupção Transparency International),

Paulo Morais, é o convidado da Grande Entrevista da RTP Informação de 26 de Novembro de 2014. Face aos escândalos de corrupção que teimam em vir a público, o que deve o país fazer para assegurar um sistema político limpo e uma justiça atuante? Entrevista de Vítor Gonçalves.

Neste Vídeo, publicado a 26/11/2014 na RTP, é tudo posto a limpo. Os Portugueses ficam a saber quem são os criminosos e as falcatruas assassinas que provocaram as dificuldades imensas que assolam os portugueses.


Clicar em: Vídeo RTP


domingo, outubro 11, 2015

De como o Grande Dinheiro, através de comentadores a soldo, consegue fazer com que milhões de pessoas votem a favor da sua própria desgraça...


O objectivo supremo da propaganda é conseguir que milhões de pessoas forjem entusiasticamente as grilhetas da sua própria servidão [Emil Maier-Dorn].


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Vá... Vá lá... Não custa nada: «A Austeridade é boa para a economia»... Mais uma: «Cortes nos salários e nas pensões são bons para o Crescimento»... Só outra: «A privatização de empresas lucrativas do Estado é saudável para o país»... Só mais uma: «As pessoas estão pior, mas o país está muito melhor»... E esta para acabar: «Não sejas piegas, tu aguentas... Ai aguentas, aguentas...»...


Um batalhão de vendidos...


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Mário Soares (numa das raras ocasiões em que a boca lhe fugiu para a verdade) acerca dos Media no Programa "Prós e Contras" [27.04.2009]:

Mário Soares: [...] «Pois bem, agora um jornal, não há! Uma pessoa não pode formar um jornal, precisa de milhares de contos para formar hoje um jornal e, então, para uma rádio ou uma televisão, muito mais. Quer dizer, toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, não mais do que meia dúzia de pessoas

Fátima Campos Ferreira: «Grupos económicos, é

Mário Soares: «Grupos económicos, claro, grupos económicos. Bem, e isso é complicado, porque os jornalistas têm medo. Os jornalistas fazem o que lhes mandam, duma maneira geral. Não quer dizer que não haja muitas excepções e honrosas mas, a verdade é que fazem o que lhes mandam, porque sabem que se não fizerem aquilo que lhe mandam, por uma razão ou por outra, são despedidos, e não têm depois para onde ir.» [...]

segunda-feira, setembro 28, 2015

Se até meia dúzia de rufias de meia tigela - a Máfia - consegue ter nos bolsos políticos, juízes e polícias, o que não poderão fazer os verdadeiros poderosos que controlam o Dinheiro?


O diálogo seguinte foi retirado do filme «O Padrinho», realizado por Francis Ford Coppola e baseado no livro de Mario Puzo. Este filme, se trocarmos os nomes e alguns acontecimentos, tem uma base infinitamente mais real e assustadora.


O Padrinho - Don Corleone (personificado pelo actor Marlon Brando)


Os personagens de Vito Corleone e das outras famílias mafiosas foram baseados em personagens reais da Máfia como Frank Costello, a Família Genovese (originalmente Família Luciano, chefiada pelo próprio, e posteriormente modificada para Família Genovese, comandada por Vito Genovese), a Família Gambino (liderada por Carlo Gambino), a Família Bonanno (do chefe Joe Bonanno), a Família Lucchese (de Tommy Lucchese) e a Família Colombo (de Joe Colombo).



A reunião das Cinco Família Mafiosas de Nova Iorque (no filme)


O diálogo seguinte foi retirado do filme «O Padrinho», realizado por Francis Ford Coppola e baseado no livro de Mario Puzo. Este filme, se trocarmos os nomes e alguns acontecimentos, tem uma base infinitamente mais real e assustadora.

Os personagens de Vito Corleone e das outras famílias mafiosas foram baseados em personagens reais da Máfia como Frank Costello, a Família Genovese (originalmente Família Luciano, chefiada pelo próprio, e posteriormente modificada para Família Genovese, comandada por Vito Genovese), a Família Gambino (liderada por Carlo Gambino), a Família Bonanno (do chefe Joe Bonanno), a Família Lucchese (de Tommy Lucchese) e a Família Colombo (de Joe Colombo).

Um curto excerto da uma reunião entre as famílias mafiosa mais poderosas de Nova Iorque:

Don Corleone: «Quero agradecer por ter-me ajudado a organizar esta reunião. Também aos chefes das outras cinco Famílias. Nova Iorque e New Jersey. Cuneo, do Bronx e de Brooklyn, os Tattaglia. De Staten Island, temos aqui connosco Victor Stracci e todos os outros associados que vieram de tão longe como da Califórnia, de Kansas City e de outros territórios do país. Obrigado.»

Don Barzini: «Estamos gratos por Don Corleone convocar esta reunião. Todos sabemos que é um homem de palavra. Um homem modesto, que dá sempre ouvidos à razão

Don Stracci: «Sim, Don Barzini. Don Corleone é demasiado modesto. Controlava todos os juízes e políticos. Recusou-se a partilhá-los. No passado, ajudámo-lo e, agora, recusa-se a ajudar-nos, quando se trata de narcóticos. Recusar não é um gesto de amigo. Don Corleone controla todos os juízes e políticos em Nova Iorque. Tem de os partilhar. Tem de nos deixar tirar água do poço. Pode apresentar uma conta por esses serviços. Afinal, não somos comunistas.»


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No Programa 60 Minutes da CBS - Polícias da Máfia – 5/6/2006

Durante anos, o 60 Minutes tem feito o seu trabalho na exposição de corrupção policial, mas nenhum caso foi mais desprezível do que aquele que temos vindo a acompanhar. Como o 60 Minutes divulgou em primeira mão e Janeiro (2006), esta é a estória de dois polícias de Nova Iorque que foram contratados para serem assassinos da Máfia.

Stephen Caraccappa e Louis Eppolito, dois detectives reformados e altamente condecorados, foram condenados no mês passado por, a soldo da Máfia, terem assassinado oito pessoas…



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Daqui se retira que boa parte dos políticos, juízes e polícias nova iorquinos estavam nas mãos da Máfia, que era apenas uma «agência» sob as ordens de poderes mais altos e que a utilizava para os trabalhos sujos em troca de migalhas.


A Democracia deve ser imediata e energicamente defendida Judicial, Politica e Militarmente, se for necessário. Quando os comissários (a que se dá o nome de políticos) fazem o oposto das políticas para que foram eleitos, isso significa que o governo está a soldo de outras mãos!




Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]