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terça-feira, dezembro 07, 2010

Chega de espírito de rebanho, de mansidão cobarde, de choradinho, de lástima, de miséria...

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Este texto chegou-me por email. Não sei quem o escreveu. Sei, apenas, que é difícil não concordar com ele.


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Texto de um Anónimo

Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, de certas cabeças.


O Sr. Aníbal, de Boliqueime

O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".

Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.


O Sr. Sócrates, um Matrix de Trás-os-Montes

Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás-os-Montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afectos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher a dias do Trabalho, e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece uma barata de cabelos brancos. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes".


O fedor de Vara, Cardona, Gomes e Zeinal Bava

Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os "Institutos", de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamou "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da treat, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.

Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", "Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de máfia e associação tal, que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rimel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.

Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser. Pessoalmente, não tenho armas, mas já escolhi alguns alvos.

Um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio

Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.

Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem estar de quem tem pouco, mas das cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos.

Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição.

Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.


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Há quase 370 anos, um verme pútrido sofre uma queda mortal de uma varanda lisboeta
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domingo, maio 16, 2010

Eurodeputada Astrid Lulling: Entregar a supervisão do BCE a Constâncio "é dar dinamite a um pirómano"

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Diário Económico - 23.03.2010


Astrid Lulling, democrata-cristã luxemburguesa, questionou Constâncio sobre os casos BCP, BPP e BPN.

"Não admira que os portugueses estejam contentes que saia", afirmou Lulling, referindo-se ao Governador do Banco de Portugal, que está hoje no Parlamento e deve assumir, em Junho, o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu.

Perante os eurodeputados, Astrid Lulling, lembrando os casos BCP, BPP e BPN, afirmou que entregar a supervisão do BCE a Constâncio "é como dar dinamite a um pirómano".

A Eurodeputada Astrid Lulling

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Comentário

Está enganada a menina Astrid Lulling. Vítor Constâncio é apenas mais um funcionário da Banca Internacional e, tal como Trichet, terá como missão fazer, ora explodir, ora implodir a economia europeia, recorrendo ao poder da criação de dinheiro e da manipulação das taxas de juros por parte do Banco Central Europeu, cujos verdadeiros patrões se mantêm na sombra e se vão locupletando com a riqueza que rapinam dos bolsos dos cidadãos europeus.
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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Vítor Constâncio deu instruções ao Governo para ir buscar aos salários dos portugueses os milhões que foram gastos em "ajudas" aos bancos

Um criminoso cujo salário principesco é pago pelos contribuintes


Artigo de Manuel António Pina no Jornal de Notícias - 3/2/2010


A receita do costume

O Governador do Banco de Portugal é um homem surpreendente. Como Portas diz (onde isto chegou, eu de acordo com Portas!), "fica surpreendido com o BPP, fica surpreendido com o BCP, fica surpreendido com o BPN, fica surpreendido com o valor do défice, fica surpreendido com o valor do endividamento (...)".

Constâncio cobra por mês 17 mil euros dos nossos impostos para vir regularmente a público manifestar-se surpreendido com o que se passa sob o seu nariz e, no entanto, é incapaz de surpreender seja quem for.

Lebre do Governo sempre que há que preparar terreno para más notícias, chegou a vez de vir opinar que, depois do congelamento dos salários, é preciso aumentar o IVA, alegremente libertando o Governo (é para isso que serve um governador do Banco de Portugal) do compromisso eleitoral de não o fazer.

De uma só e inventiva cajadada, o socialista Constâncio faz-se assim, de novo sem surpresa, núncio do FMI, que ontem deu instruções ao Governo para que vá buscar aos salários os milhões gastos em "ajudas" aos bancos. É a receita do costume, os do costume (quem havia de ser?) que paguem a crise.
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terça-feira, fevereiro 02, 2010

Os portugueses ganham demais - dizem os Teixeiras, os Constâncios, os Salgueiros e outros mais...



Blogue no Expresso:

Aparelho de Estado

Sobre este e os outros Orçamentos de Estado


Texto de Tiago Mota Saraiva - 30 de Janeiro de 2010:

A coisa vai piorar, esta é a noção que tem o cidadão comum. Teixeiras dos Santos, Constâncios, Salgueiros e outros não se cansam de agitar, de diferentes formas, um amanhã sem futuro. Falam em orçamento de estado, défice e rating, noções que a maioria não domina mas que sabe traduzirem-se em menos dinheiro ao fim do mês.

A acção política transformou-se em negócio (cada vez mais obscuros) e a alta finança procura acabar com a política através do medo. A política deixou de ser o confronto entre diferentes visões e alternativas, para se transformar num penoso caminho de falências e desemprego orientado dentro de um trajecto único que não vai a votos.

O governo não discute política, agita o medo. O medo das agências de rating, do défice, e até, vejam bem, do aumento dos salários ou impostos. A Política não discute o aumento dos salários, discute quais os salários que aumentam e diminuem. A Política não discute o aumento dos impostos, discute quais os impostos que aumentam e diminuem.

A política exige confronto e escolhas. Tudo o que sai fora do trilho imposto pelos interesses financeiros é ridicularizado sem ser discutido.

É natural que o Orçamento de Estado seja aprovado pelo PS, PSD e CDS. Tem sido sempre assim. Trata-se da defesa do trilho traçado pelos interesses financeiros. O seu discurso repete-se, ano após ano, e ainda que votem em conjunto trocam acusações de responsabilidade pela situação. Outros, normalmente da mole de "catedráticos independentes", culpam-nos a todos: porque trabalharmos pouco, porque os funcionários públicos ganham demais, porque não somos competitivos, porque vivemos tempo demais, porque estamos endividados e, até, porque não temos filhos. Os filhos que o orçamento, neste caso o nosso, não nos deixa ter.

quarta-feira, março 12, 2008

Vítor Constâncio e a engorda criminosa dos Bancos

Notícias RTP - 11/3/2008

Em declarações aos jornalistas no Fórum do Diário Económico sobre Banca e Mercados de Capitais, em Lisboa, Vítor Constâncio disse que "o custo de financiamento para os bancos vai aumentar".

"Até agora, os bancos não reflectiram isso concretamente, mas a continuação desta situação, se não houver uma normalização nos mercados internacionais, terá reflexos no preço a que os bancos oferecem os serviços aos seus clientes", acrescentou o governador.

Estas declarações de Constâncio surgem depois de vários presidentes de bancos portugueses erem dito hoje também que os empréstimos vão ficar mais caros, ao mesmo tempo que os depósitos também vão ser a sua remuneração subir.

Os clientes da banca comercial, em média, "estão melhores do que o que estavam [antes da crise], porque estão a receber mais pelos seus depósitos e a pagar menos juros", afirmou o presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich.

"O custo está inteiramente a ser suportado pelos bancos que estão sozinhos a absorver todo o impacto", sublinhou Ulrich.

Em declarações aos jornalistas, o presidente do BCP também comentou o custo do crédito: com o aumento da volatilidade dos mercados financeiros e a subida do custo do risco para os bancos, o custo de financiamento a médio e longo prazo das instituições aumentou "de forma considerável".



Fernando Madrinha (Jornal Expresso - 1/9/2007)

[...] Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles.

[...] Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral.

E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais.



Comentário:

Dado que o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, é demasiado tímido na sua interacção com o mundo esconso da banca, não teremos nós, os cidadãos que pagam com os seus impostos os 25.000 euros e restantes mordomias que o governador do Banco de Portugal empocha mensalmente, o dever e a obrigação de pegar no Constâncio pelos colarinhos e exigir-lhe que nos explique detalhadamente porque continuam os bancos a engordar escandalosamente?

Porque será, como afirma Madrinha, que todo o país, pessoas e empresas, trabalham quase só para os bancos? Porque há-de o Fernando Ulrich, presidente do BPI, correr o risco de ficar engasgado com overdoses de lucros escandalosos, trimestre após trimestre?


quarta-feira, setembro 12, 2007

Fernando Madrinha sobre a engorda criminosa da Banca – estará o Governo a soldo de quem lhe paga as campanhas eleitorais?

Fernando Madrinha - Jornal Expresso - 1/9/2007:

Para um breve retrato deste nosso país singular onde cada vez mais mulheres dão à luz em ambulâncias - e assim ajudam o ministro Correia de Campos a poupanças significativas nas maternidades que ainda não foram encerradas -, basta retomar três ou quatro notícias fortes das últimas semanas. Esta, por exemplo: centenas e centenas de famílias pedem conselho à Deco porque estão afogadas em dívidas à banca. São pessoas que ainda têm vontade e esperança de cumprir os seus compromissos. Mas há milhares que já não pagam o que devem e outras que já só vivem para a prestação da casa. Com o aumento sustentado dos juros, uma crise muito séria vem aí a galope.

Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. Daí que os manda-chuvas do Millenium BCP se permitam andar há meses numa guerra para ver quem manda mais, coisa que já custou ao banco a quantia obscena de 2,3 mil milhões de euros em capitalização bolsista. Ninguém se rala porque, num país em que os bancos são donos e senhores de quase tudo, esse dinheirinho acabará por voltar às suas mãos.

Na aparência, nem o endividamento das famílias nem a obesidade da banca têm nada a ver com os ajustes de contas na noite do Porto. Porém, os negócios que essa noite propicia - do álcool que se vende à droga que se trafica mais ou menos às claras em bares e discotecas, segundo os jornais - dão milhões que também passam pelos bancos. E quanto mais precária a situação das tais famílias endividadas e a daquelas que só não têm dívidas porque não têm crédito, mais fácil será o recrutamento de matadores, de traficantes e operacionais para todo o tipo de negócios e acções das máfias que se vão instalando entre nós.

Quer dizer, as notícias fortes das últimas semanas - as da tal «silly season», em que os jornalistas estão sempre a dizer que nada acontece - são notícias de mau augúrio. Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais. Quem pode voltar optimista das férias?


Comentário (palavras de Fernando Madrinha):

«O poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais







«Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles»:

O lucro do Millennium BCP atingiu 191 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Os resultados em base recorrente cresceram 16% nos primeiros três meses do ano.

O Banco Espírito Santo divulgou quinta-feira um lucro de 139,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 33% que no período homólogo...

O BPI obteve um resultado líquido de 96,8 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um valor que corresponde a uma subida de 30 por cento face a igual período do ano anterior.

O resultado do Banco Bilbao Viscaya y Argentaria (BBVA) subiu para pouco mais de 1,25 mil milhões de euros, mais 23% no resultado líquido no primeiro trimestre de 2007.

O Banco Santander Central Hispano obteve um resultado líquido de 1,8 mil milhões de euros, no primeiro trimestre do ano. Este valor representa mais 21% que no período homólogo...
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segunda-feira, setembro 10, 2007

Até já o Paulinho Portas (pasme-se) questiona o Governo sobre o endividamento das famílias (causado pelas subidas das taxas de juros do BCE)

Paulo Portas questiona Governo na Internet sobre o endividamento das famílias

Jornal Público - 02.09.2007 - Margarida Gomes

Sete workshops juntam hoje, no Porto, figuras independentes e dirigentes nacionais do CDS. A subida das taxas de juro e o endividamento das famílias portuguesas vão estar no centro de todas as preocupações do CDS-PP na reabertura do novo ano parlamentar.

Quem o garante é o próprio líder do partido, Paulo Portas, que desafia o primeiro-ministro, José Sócrates, a esclarecer quais as medidas que pretende apresentar para travar a escalada dos juros, ditada pelo Banco Central Europeu (BCE), e que deixa "milhares de famílias com a corda na garganta".

Num vídeo divulgado ontem no YouTube e no Sapo e que assinala o novo ano político do CDS, Paulo Portas desafia também o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a pronunciar-se sobre as repercussões da crise nos EUA.

"Há centenas de famílias com a corda na garganta por causa da subida sistemática do dinheiro", afirma o líder do CDS-PP, alertando para as consequências que "a subida das taxas de juro na zona euro vai ter para as famílias, sobre o rendimento e o crescimento das economias". Sublinhando que "a economia portuguesa cresce pouco e que os últimos dados são muito preocupantes", Portas entende que existem razões para as autoridades portuguesas estarem preocupadas e dispara: "Alguém sabe o que pensa o primeiro-ministro de Portugal e presidente do Conselho Europeu em exercício sobre a questão das taxas de juro e o efeito no crescimento económico? Ninguém sabe, mas devíamos saber. E o governador do Banco de Portugal, que em nome de todos nós está no BCE, tem um pensamento sobre o assunto? Era importante conhecê-lo".

Jean-Claude Trichet

No vídeo, o líder do partido deixa uma crítica ao Governo pelo facto de não ter aberto um debate relativamente à política do BCE e elogia o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que recentemente criticou o banco liderado por Jean-Claude Trichet por ter como única preocupação o controlo da inflação, elevando as taxas de juro para níveis excessivos.

"O Presidente Sarkozy trouxe uma lufada de ar fresco e de autenticidade à Europa, ao afirmar que a inflação está bastante controlada na zona euro, mas que o preço do dinheiro está muitos pontos acima e, se continuar a subir indefinidamente, isso vai ter consequências sobre as famílias, sobre o rendimento, mas também sobre o crescimento das economias", declarou, revelando, desde já, que vai usar todos os meios na Assembleia da República para exigir do Governo medidas que estimulem o crescimento económico, controlem a subida das taxas de juro e limitem os danos das famílias endividadas.


Comentário:

O líder do CDS-PP, Paulo Portas (quem diria, o Paulinho dos submarinos e das fragatas), surge a mostrar profunda preocupação com as incompreensíveis subidas dos juros do Banco Central Europeu (BCE), mantendo-se a inflação estável nos 2%. Se um populista e demagogo inveterado, como Paulo Portas, pegou neste tema, é bom sinalsignifica que existe uma percentagem crescente da população que se questiona porque sobem escandalosamente as suas prestações à banca e porque engorda esta, de trimestre para trimestre, de forma criminosa.
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quinta-feira, setembro 06, 2007

O escandaloso roubo perpetrado pelos bancos contra às pessoas e as empresas com o beneplácito de Sócrates, Constâncio e Cia.


Jornal de Notícias - 3 de Setembro de 2007

Texto do deputado Honório Novo do PCP

A espiral dos juros!

Nos últimos dois anos os juros aumentaram mais de dez vezes. Cada vez mais as famílias não conseguem pagar as prestações dos seus empréstimos, que aumentaram 20% a 30%, enquanto os ordenados permaneceram quase congelados ou desapareceram com o desemprego. São mais de 15 000 as famílias atingidas pelas mais recentes subidas dos juros, drama que, aliás, não parece preocupar minimamente o último relatório do Banco de Portugal (pudera, o dr. Vítor Constâncio e os seus amigos continuam a não ter qualquer dificuldade para fazer face às prestações dos respectivos créditos…).

Por outro lado, agravou-se no segundo trimestre deste ano a tendência de queda na construção. O sector parece ter caído cerca de 23% - na construção de edifícios mais de 12%, nas restantes obras de engenharia acima dos 40% -, reflectindo com nitidez as dificuldades acrescidas que a subida dos juros provocam nas decisões de compra e de investimento.

Entretanto, o Banco Central Europeu (BCE) ameaça aumentar este mês as taxas de juro! Mais uma vez! Para o BCE nada conta, nem que os juros tenham já superado os valores do início do século, que os aumentos provoquem o descalabro de cada vez mais famílias, que a actividade produtiva se confronte com condições de financiamento cada vez mais difíceis ou que os baixos níveis de crescimento económico sejam incapazes de criar emprego - muito em particular em países como o nosso, que está há anos com crescimentos bem abaixo dos ritmos já de si moderados dos seus parceiros europeus.

Mas então não há ninguém que ponha o BCE na ordem, que diga ao sr. Trichet, ao sr. Constâncio e a outros que tais que deveriam dedicar mais atenção à economia real e às pessoas? Sócrates e o Governo Português, que presidem neste semestre aos destinos da UE, podiam e deviam ter já dito e feito alguma coisa para travar esta espiral (quase) suicida de subida dos juros. Só que se calam que nem ratos, não querem perturbar a pretensa independência do banco central nem querem admitir que o BCE tem que passar a trabalhar orientações que promovam o crescimento e o emprego em vez de se dedicar apenas aos malabarismos germanófilos para controlar uma inflação que há muito não preocupa. Na verdade, o que Sócrates não quer é introduzir qualquer debate que o faça desviar do seu objectivo de fazer aprovar um tratado contranatura que (não por acaso) pretende consagrar a "tal independência" do BCE. Depois é capaz de nos vir dizer que não tem nada a ver com as subidas de juros nem pode fazer nada para as evitar...


Comentário:

Em baixo, alguns dos grandes usufrutuários da "tal independência" do BCE. A actividade de sanguessuga continua a render biliões todos os meses:


sábado, agosto 11, 2007

Os lucros fabulosos das sanguessugas, devidamente avalizados por Trichet, Constâncio e Teixeira dos Santos

Jornal de Negócios - 1 de Agosto de 2007

Os quatro maiores bancos privados portugueses lucraram, no primeiro semestre de 2007, 1.138,9 milhões de euros, mais 182 milhões do que há um ano. Em média, os resultados líquidos aumentaram cerca de 30% até Junho, afectados pela quebra de 22,2% nos lucros do Millennium bcp.

O jornalista que escreve o artigo, Maria João Babo, não esquece contudo o «reverso da medalha»:

«No total, os quatro bancos entregaram aos cofres do Estado 109,6 milhões de euros, um aumento médio de 36,2% face a Junho de 2006»

«Os custos operativos dos quatro bancos cresceram até Junho. No BPI, os custos de estrutura aumentaram 14,4%, mas excluindo os custos relacionados com a OPA do BCP - que somaram 9,9 milhões de euros no primeiro semestre deste ano - a subida seria de 11,3%. A este agravamento não é alheio o programa de investimento em Angola...»

«Em termos de rendibilidade dos capitais próprios (ROE), o BCP está no fundo da tabela, tendo mesmo registado uma queda, de 20,1% em Junho do ano passado para 17,8% este ano.»


Jornal de Notícias - 1 de Agosto de 2007

Os quatro maiores bancos privados a operar em Portugal lucraram cerca de 6,3 milhões de euros por dia, ou seja, 263,6 mil euros por hora, nos primeiros seis meses do ano, um ganho de 19% face ao período homólogo.

O jornalista que assina o artigo, Ricardo David Lopes, assinala, contudo, que em tempos de tamanha abundância nem tudo são rosas:

«Os lucros do BCP no semestre, recorde-se, caíram mais de 22%, "arrastados" pelos custos da oferta sobre o BPI (cerca de 65 milhões).»

«Mas o semestre - no qual os lucros dos quatro maiores bancos privados passaram pela primeira vez a fasquia dos mil milhões de euros - fica também marcado pelo aumento dos impostos pagos pela banca, frequentemente acusada de ganhar muito e pagar pouco

«Se é verdade que aquilo que entrou nos cofres do Estado é quatro vezes menos do que aquilo que ficou nas instituições, também é certo que o volume de impostos pagos cresceu (36,9%) ao dobro dos lucros


Comentário:

Não haverá uma alminha, em todos estes órgãos de comunicação, que tenha a coragem de questionar porque disparam trimestralmente as prestações dos empréstimos que todos nós pagamos, sem que a taxa de inflação suba? Não haverá uma cabecinha em todos estes MERDIA que pergunte porque sobem os juros desalmadamente? Todos estes «especialistas económicos» tiraram o curso na Universidade Independente? Ou são pagos para não questionar?

Não obstante todas as «contrariedades», as sanguessugas continuam confiantes que melhores tempos virão:


sábado, julho 21, 2007

Banco Central Europeu e Reserva Federal Americana - parceiros gémeos na grande pirataria financeira

"Quem quer que controle o volume de dinheiro em qualquer país é o senhor de toda a sua legislação e comércio" - Presidente James A. Garfield.

A "Reserva Federal" [sistema bancário central dos Estados Unidos] não é uma instituição do governo mas antes um banco central privado possuído por um punhado de grandes bancos e negociantes de obrigações e essencialmente dirigido ao lucro. Como tal, é um cartel possuído e controlado, não pelo Povo dos Estados Unidos mas pela elite que governa a indústria bancária. Esta organização oligárquica é geradora do mais caro sistema de dinheiro e dos maiores conflitos de interesse na história do mundo. É claramente um sistema que vai contra a intenção dos fundadores dos Estados Unidos de América. A Reserva Federal é a irmã gémea do Banco Central Europeu.


Charles August Lindbergh (20 de Janeiro de 1859 - 24 de Maio de 1924) foi Congressista dos Estados Unidos de 1907 a 1917. Lindbergh opôs-se à entrada americana na Primeira Guerra Mundial e à Lei da Reserva Federal de 1913 [que instituiu a Reserva Federal norte-americana].

Lindbergh publicou alguns livros. Em 1913, escreveu o livro "Actividade Bancária, Moeda e o Monopólio do Dinheiro" [Banking, Currency, and the Money Trust], e em 1917 escreveu o livro "Porque é que o seu país está em Guerra?", culpando a alta finança pelo envolvimento dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Segundo to Eustace Mullins, folhas deste livro foram confiscadas e destruídas por agentes governamentais.


Citações famosas de Lindbergh:

«Esta Lei [Lei da Reserva Federal] estabelece o mais gigantesco monopólio sobre a terra. Quando o Presidente assinar esta lei, o governo invisível do Poder do Dinheiro [Money Power], cuja existência já foi provada pela investigação do Consórcio do Dinheiro [Money Trust], será legalizada. Esta é a lei de Aldrich Bill disfarçada. As pessoas podem não se dar conta disto imediatamente, mas o dia de ajuste de contas estará apenas a alguns anos de distância. Os monopólios perceberão em breve que foram demasiado longe até mesmo para o seu próprio bem. As pessoas têm de fazer uma declaração de independência para se libertarem do Poder Monetário [Monetary Power]. Podem fazê-lo controlando o Congresso. Os senhores de Wall Street não nos podem enganar se vocês, Senadores e deputados da Câmara de Representantes não defraudarem o Congresso. Se tivéssemos um Congresso do povo, haveria estabilidade."»


«O maior crime de Congresso [norte-americano] é seu sistema de moeda. O pior crime legislativo de todos os tempos foi perpetrado por esta lei bancária. A convenção política e os patrões dos partidos operaram novamente e impediram as pessoas de beneficiar de um Governo próprio. Foi concedido aos bancos o especial privilégio de distribuir o dinheiro e eles cobram os juros que quiserem. A nova lei do Presidente dá aos banqueiros ainda mais poderes do que eles tinham com as antigas leis… A propriedade será considerada como tendo maior força potencial do que a família humana. Nenhum ser humano pode competir com [o poder potencial dos juros compostos do dólar]. Nada pode competir com o dólar excepto dois dólares e assim por diante, quanto maior a soma, maior a cinta. Os banqueiros controlam isto. Para elevar os preços, tudo o que o Conselho de Directores da Reserva Federal dos Estados Unidos terá que fazer será baixar a taxa de redesconto... produzindo uma expansão de crédito e uma subida do mercado de valores; então quando... os empresários se tiverem ajustado às novas condições, podem parar repentinamente... o aumento da prosperidade elevando a taxa de juros arbitrariamente. Podem causar a oscilação da subida e queda dos mercados, fazendo-os balançar suavemente de um lado para outro através de pequenas mudanças na taxa de desconto, ou causar flutuações violentas por intermédio de uma grande variação da taxa de juro, e em qualquer caso possua informação confidencial sobre condições financeiras e conhecimento prévio de mudanças próximas, de subidas ou descidas.»

«Este é o mais estranho, a vantagem mais perigosa que já alguma vez foi colocada nas mãos de uma classe especial de privilegiados por qualquer Governo que já existiu. O sistema é privado, administrado com o propósito exclusivo de obter os maiores lucros possíveis do uso do dinheiro de outras pessoas. Eles sabem quando criar pânico em seu benefício com antecedência. Também sabem quando parar o pânico. Inflação ou deflação funcionam igualmente bem para eles quando são eles controlam as finanças... O custo de vida continuará a subir enquanto as leis de natureza continuarem a ser violadas através de práticas antieconómicas. Nós temos de pagar o castigo. Não deveria haver nenhuma moeda corrente que não fosse emitida pelo governo… Se tal fosse o caso, o problema do juro (como um factor perturbador) cessaria e uma nova era nasceria no mundo… não haverá nenhum sufoco do sistema pelos actos arbitrários dos reis da finança, porque eles não são senão um produto das práticas arbitrárias e antinaturais que as pessoas se habituaram a usar como um meio de administrar os seus negócios. Nós estamos debaixo da alçada dos bancos que nos ensinam esta economia no uso de dinheiro e crédito. Mas… o crédito é suportado e mantido pelos recursos do Povo e a aplicação diária da sua energia. Os bancos simplesmente engordaram ao torná-lo corrente e negociável.»


«O Plano de Aldrich é o Plano de Wall Street. Significa outro pânico, se necessário, para intimidar as pessoas. Aldrich, pago pelo governo para representar o povo, propõe antes um plano para os monopólios." - O Plano de Aldrich é o precursor que gerou a Reserva Federal.»



Entretanto, cá pela zona euro, os juros não param de subir e ninguém parece entender porquê:

Domingos Amaral – Diário económico - 2/5/2007: "O Banco Central Europeu continua demasiado paranóico com a inflação, descobriu uma nova fonte de aflição chamada “massa monetária”, que segundo o BCE cresce em demasia, e portanto há que conter essa energia desalmada, e a única forma de o fazer é aumentar as taxas de juro.

Miguel Frasquilho – Jornal de negócios - 2/5/2007: "(...) Assim sendo, por que continua o BCE a sua escalada dos juros? Promover o crescimento económico sem pressões inflacionistas não é positivo?"

"Além disto, nota-se também que, apesar de a massa monetária estar a crescer, actualmente, em redor de 10%, a inflação mantém-se abaixo de 2%... nem com a melhor das boas vontades se consegue encontrar uma relação convincente entre estas duas variáveis."

"Tudo leva a que seja difícil de entender o que move o BCE a continuar a subir os juros, como os mercados antecipam e já atrás referi. Não deverá o BCE deixar de utilizar a massa monetária como principal factor para explicar o comportamento da inflação?"


Comentário:

Não estará na altura de todos nós, os pagadores de juros incompreensíveis, irmos fazer uma visita a Vítor Constâncio, o actual governador do Banco de Portugal e afilhado de Jean Claude Trichet [presidente do Banco Central Europeu], e pedir-lhe explicações? Para onde vão os juros escandalosos que andamos a pagar Vítor? Esses bolsos têm por apelido Rothschild, Warburg, ou Lazard?

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quarta-feira, junho 06, 2007

Subida das taxas de juro - um roubo de proporções bíblicas

Será que estes cavalheiros andam a conspirar:








Para encher a mula a estas sanguessugas?




Agencia Financeira - O Banco Central Europeu (BCE) anunciou esta quarta-feira um novo aumento de 25 pontos base nos juros da Zona Euro, fixando o preço do dinheiro nos 4%, precisamente o dobro do nível em que se encontrava quando a autoridade monetária iniciou o actual ciclo de aumentos, diz o «Jornal de Negócios».

Desde aquela altura, os encargos adicionais das famílias, só com as subidas dos juros, já superam os mil euros e é de esperar que esta «factura», que resulta da política do BCE, venha a aumentar ainda mais.


Jornal Público - O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, considera uma má notícia para as famílias portuguesas mais endividadas a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de subir as taxas de juro de referência em 0,25 pontos percentuais, para quatro por cento.

O responsável governamental recusou-se a comentar a medida do BCE, considerando que a autoridade monetária europeia é independente do poder político: "Não devo comentar da oportunidade dessas decisões", disse. "É de facto um aspecto negativo que está para além do poder de intervenção do Governo", sublinhou o ministro.


Controlar a inflação, que se situa ligeiramente abaixo dos dois por cento é a justificação do BCE. Os analistas acreditam por isso que subida de hoje não vai ser a última e prevêem que a taxa de juro chegue aos 4,5 por cento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) concorda com a subida e defende que assim é possível controlar os riscos inflacionistas a médio prazo, que resultam de um crescimento económico superior ao previsto. Este organismo prevê que a inflação vá baixar no próximo ano, sobretudo devido à evolução moderada dos salários e dos custos laborais.

O ministro das Finanças português reconhece que o aumento das taxas de juro por parte do BCE é uma má notícia para muitas famílias portuguesas. Ainda assim, para Teixeira dos Santos, o preço do dinheiro continua a ser baixo.


Fernando Madrinha - Expresso 3/2/2007: «Todos os anos, por esta altura, muita gente se interroga: que país é este onde a vida é tão dura e deficitária para toda a gente, famílias e empresas, menos para os bancos

«… os lucros [dos bancos] não param de crescer. O Millennium bcp, por exemplo: teve 780 milhões de euros de lucros em 2006 - mais 28% do que no ano anterior; o BPI registou 309 milhões - mais 23%; o Banco Espírito Santo anunciou ganhos de 420 milhões - mais 5o%...»

«Tudo estaria bem se esta chuva de milhões sobre os bancos fosse um sinal de pujança da vida económica do país. Mas sabemos bem que não é. E que esses lucros colossais são, afinal, uma expressão da dependência cada vez maior das famílias e das empresas em relação ao capital financeiro. Daí que, em lugar de aplauso e regozijo geral, o que o seu anúncio provoca é o mal-estar de quem sente que Portugal inteiro trabalha para engordar a banca. Ganha força essa ideia de que os bancos sugam a riqueza do país mais do que a fomentam.»


E os analistas económicos também não conseguem perceber as subidas da taxa de juros:

Domingos Amaral – Diário económico - 2/5/2007: "O Banco Central Europeu continua demasiado paranóico com a inflação, descobriu uma nova fonte de aflição chamada “massa monetária”, que segundo o BCE cresce em demasia, e portanto há que conter essa energia desalmada, e a única forma de o fazer é aumentar as taxas de juro.

Miguel Frasquilho – Jornal de negócios - 2/5/2007: "(...) Assim sendo, por que continua o BCE a sua escalada dos juros? Promover o crescimento económico sem pressões inflacionistas não é positivo?"

"Além disto, nota-se também que, apesar de a massa monetária estar a crescer, actualmente, em redor de 10%, a inflação mantém-se abaixo de 2%... nem com a melhor das boas vontades se consegue encontrar uma relação convincente entre estas duas variáveis."

"Tudo leva a que seja difícil de entender o que move o BCE a continuar a subir os juros, como os mercados antecipam e já atrás referi. Não deverá o BCE deixar de utilizar a massa monetária como principal factor para explicar o comportamento da inflação?"



Em suma:

1 - O Banco Central Europeu (BCE) continua a subir as taxas de juro, aumentando as dívidas das pessoas, das empresas e do Estado, enquanto a inflação vai descendo - o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a inflação vá baixar no próximo ano (2008), sobretudo devido à evolução moderada dos salários e dos custos laborais. A inflação em 2007 já foi mais baixa que em 2006.

2 - O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, diz que a autoridade monetária europeia é independente do poder político: "Não devo comentar da oportunidade dessas decisões", disse. "É de facto um aspecto negativo que está para além do poder de intervenção do Governo". Ainda assim, para Teixeira dos Santos, o preço do dinheiro continua a ser baixo.

3 - Mas afinal, segundo economistas e ex-governadores ouvidos pela agência «Lusa», os ministros das Finanças têm estado em sintonia com o Banco Central Europeu (BCE), apoiando a política de subida de taxas de juro que a instituição tem vindo a aplicar desde 2005.

4 - Os analistas económicos não encontram explicação para as subidas da taxa de juros - «a inflação mantém-se abaixo de 2%».



Comentário:

Não será de perguntar ao ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, porque é que considera que o preço do dinheiro continua baixo? E porque é que o ministro tem estado em sintonia com o Banco Central Europeu (BCE), apoiando a política de subida de taxas de juro? E se diz que a autoridade monetária europeia é independente do poder político, quem é que nomeou a «autoridade monetária»?

E não será de pegar nos colarinhos de Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal e com lugar no Conselho no Banco Central Europeu, e a quem o Estado paga 25 mil euros mensais mais outras mordomias, e dar-lhe uns valentes safanões até ele nos explicar claramente esta criminosa subida das taxas de juro que mais ninguém entende?

E não será de pegar na cabeça de Trichet e bater com ela num poste até o cabrão esclarecer porque razão está a empobrecer pessoas, empresas e Estados e a encher escandalosamente os cofres dos bancos?


O lucro do Millennium BCP atingiu 191 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Os resultados em base recorrente cresceram 16% nos primeiros três meses do ano.

O Banco Espírito Santo divulgou quinta-feira um lucro de 139,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 33% que no período homólogo...

O BPI obteve um resultado líquido de 96,8 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um valor que corresponde a uma subida de 30 por cento face a igual período do ano anterior.

O resultado do Banco Bilbao Viscaya y Argentaria (BBVA) subiu para pouco mais de 1,25 mil milhões de euros, mais 23% no resultado líquido no primeiro trimestre de 2007.

O Banco Santander Central Hispano obteve um resultado líquido de 1,8 mil milhões de euros, no primeiro trimestre do ano. Este valor representa mais 21% que no período homólogo...