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segunda-feira, outubro 29, 2012

O banqueiro Fernando Ulrich quer que desempregados trabalhem à borla para o BPI


O banqueiro Fernando Ulrich

Jornal Sol (25-10-2012) - O PS acusou hoje o Governo de ter uma «almofada» de 7,5 mil milhões de euros, verba que ficará «cativa» no Banco de Portugal e que servirá para uma eventual necessidade de recapitalização de instituições financeiras.


Os lucros do BPI durante a "Crise"
e antes da introdução do trabalho à borla

2012 - O Banco BPI apresentou lucros de 117,1 milhões de euros nos primeiros noves meses.

2011 – O Banco BPI obteve em um lucro líquido consolidado de 116 milhões de euros.

2010 - O Banco BPI obteve um lucro líquido consolidado de 184.8 milhões de euros.

2009 - O Banco BPI obteve um lucro líquido consolidado de 175 milhões de euros.

2008 - O Banco BPI obteve um lucro líquido consolidado de 150.3 milhões de euros.






O presidente do banco BPI, «um dos maiores empregadores» de Portugal, lamenta nunca ter sido contactado por ninguém, do Governo, das associações patronais ou dos sindicatos, que lhe perguntasse o que pode fazer para ajudar a fomentar o emprego no país. Em entrevista à RTP1 na noite de quarta-feira, o banqueiro sugeriu que, em vez de pagar subsídios de desemprego, o Estado poderia pagar às pessoas para trabalharem no seu banco ou noutras grandes empresas.

Segundo Fernando Ulrich, a medida poderia aumentar o número de funcionários do BPI, que emprega 6.500 pessoas.

«Se ninguém negociar comigo nada, se ninguém me propuser nada, o caminho em que nós vamos é o de reduzir pessoas. E é isso que vamos continuar a fazer porque é isso que aumenta a rentabilidade do banco», argumentou.

Mas, se o Estado, continuando a pagar aos desempregados, propusesse ao banco «absorver» algumas dessas pessoas, para as manter ocupadas e contribuir para a sua aprendizagem e formação, seria possível criar emprego no país, defendeu.

«É melhor do que pagar subsídios de desemprego. Das pessoas que estão em casa, se pudesse haver 300 ou 500 que estivessem no BPI, nem que fosse por um ano ou dois, aí garanto que era bom para elas, que aprendiam, que se valorizavam, que era bom para a carreira», explicou, sugerindo o pagamento integral do salário como forma de apoio. «Aprendem, estão integradas socialmente, têm destino, têm esperança», continuou. «Se estiverem perdidas, sem fazer nada e sem saber para onde ir, os melhores podem emigrar, os outros, se calhar, nem isso».

«Isto que estou a dizer o BPI pode fazer, a EDP pode fazer, a Portugal Telecom, a Jerónimo Martins, a Sonae, muitas grandes empresas podem fazer isto», adiantou ainda, explicando que em pequenas e médias empresas a entrada de novos funcionários poderia perturbar o seu funcionamento.

Na mesma entrevista, Ulrich teceu ainda rasgados elogios ao ministro das Finanças, considerando que é «o homem certo no lugar certo».



Comentário

Árvore genealógica dos "Donos de Portugal"

A árvore genealógica aqui resumida é um mapa das principais ligações matrimoniais entre as famílias que têm constituído as maiores fortunas de Portugal. O casamento foi uma forma de concentração de propriedade, de reforço da conexão de interesses, de organização de relações sociais e portanto da coesão essencial do segmento mais poderoso da classe dominante.

Ao longo do livro "Donos de Portugal" são referidos alguns dos casamentos que asseguraram a continuidade da rota das fortunas, alianças que configuraram a economia e a permanência de um centro na transmissão da grande propriedade. No centro desse centro, está a família Mello, como o gráfico mostra, o mais importante ponto de confluência da endogamia que caracteriza a burguesia portuguesa.


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