segunda-feira, junho 03, 2019

Portugueses – Populistas ou adeptos da Democracia Directa?

A SIC/Expresso publicou há dois dias uma sondagem - «Os portugueses e o populismo» (levada a cabo pelo ICS/ISCTE), na qual quis saber até que ponto os portugueses são populistas. A SIC/Expresso definiu como Populista "alguém que considera que a sociedade está dividida apenas em dois campos, o povo, visto como puro, e a elite, vista como corrupta ou incapaz".

A SIC/Expresso, com esta sondagem, e atribuindo um sentido pejorativo ao termo Populista, pretendeu dar a entender que os portugueses se estavam a inclinar crescentemente para regimes de Extrema-Direita ou Extrema-Esquerda. No entanto, o que o teor das respostas à sondagem parece indicar é que os portugueses ambicionam cada vez mais uma Democracia Directa:



quinta-feira, janeiro 24, 2019

Os governos não mandam no mundo, o banco Goldman Sachs manda no mundo

Jornal Económico - Rui Barroso - 21/10/2011

Afinal, o Goldman Sachs manda no mundo?

"Sou um banqueiro a fazer o trabalho de Deus". É a forma como o presidente do maior banco de investimento do mundo vê a sua missão no comando do Goldman Sachs. Mas na opinião de um número cada vez maior de pessoas, o "trabalho de Deus" do Goldman Sachs é a encarnação do lado negro da força em Wall Street. E há até quem defenda que é este banco que manda no mundo e não os governos.

"Eu concordo com a tese de que os bancos, e especialmente o Goldman Sachs, se tornaram demasiado poderosos na medida em que influenciam a nossa política, a nossa economia e a nossa cultura", referiu o autor de "Money & Power: How Goldman Sachs Came to Rule the World", William D. Cohan, ao Outlook. E o poder do Goldman Sachs nos centros de decisão política até lhe valeu a alcunha, dada por banqueiros concorrentes, de Government Sachs. O banco liderado por Lloyd Blankfein conta com um exército de antigos funcionários em alguns dos cargos políticos e económicos mais sensíveis no mundo. E o inverso também acontece, o recrutamento de colaboradores que já desempenharam cargos de decisão.

Alessio Rastani transformou-se num fenómeno. O 'trader' em 'part-time' surpreendeu tudo e todos numa entrevista à BBC. Além de vários cenários catastrofistas sobre a crise, Rastani defendeu que "este não é o momento para pensar que os governos irão resolver as coisas. Os governos não mandam no mundo, o Goldman Sachs manda no mundo" […].

[...] "Os governos dependem dos bancos, os bancos dependem dos governos. A relação é tão cinzenta e quem controla quem? Quem é o marionetista e quem é a marioneta? As pessoas podem ter as suas ideias sobre isto. Eu apenas expressei a minha perspectiva", disse.

[...] Matt Taibbi [jornalista da "Rolling Stone"] descreveu o Goldman como um "grande vampiro" que se alimenta da humanidade, com um apetite sanguinário implacável por tudo o que envolva dinheiro.

terça-feira, janeiro 22, 2019

Para que o programa «Quadratura do Círculo» se torne numa perfeita reunião do conselho de administração da Mota-Engil, só falta a presença de António Mota (dono da Mota-Engil), em substituição de Pacheco Pereira…

Paulo de Morais (19/01/2019)

QUADRATURA DO CÍRCULO: é um programa de propaganda, disfarçada de debate, em que dois administradores da Mota-Engil (Jorge Coelho e Lobo Xavier) tentam convencer os espectadores de que "O que é bom para a Mota-Engil é bom para Portugal". Nesse triste papel, defendem obras públicas megalómanas, aeroportos e portos mal concessionados, bajulação ao Presidente de Angola, etc.).

Pacheco Pereira - intelectual de respeito, serve para mascarar o programa com alguma credibilidade - nunca entendi porquê!

O programa vai acabar na SIC, por falta de audiência. Mas parece que vai para a RTP. Doravante, serão os dinheiros públicos a pagar a propaganda da Mota-Engil. Tirem-nos deste inferno!!!

sexta-feira, janeiro 18, 2019

O misterioso e prolongado sucesso da minoria judaica na Alemanha

O historiador britânico Sir Arthur Wynne Morgan Bryant (na foto ao lado), (18/2/1899 – 22/1/1985), no seu livro Unfinished Victory [1940 - Vitória Incompleta], descreve o poder judaico na Alemanha entre as duas Guerras Mundiais (pp. 136-144):

"Foram os judeus com as suas ligações internacionais e o seu talento hereditário para a finança que melhor foram capazes de aproveitar estas oportunidades. Fizeram-no com tal sucesso que, mesmo em novembro de 1938, depois de cinco anos de legislação antissemita e perseguição, eram ainda donos, segundo o correspondente da Times em Berlim, de qualquer coisa como um terço da propriedade imobiliária do Reich. A maior parte dela caiu-lhes nas mãos durante a inflação. […] Os judeus obtiveram uma formidável ascendência na política, nos negócios e nas profissões académicas, não obstante constituírem menos de um por cento da população

Os bancos, incluindo o Reichsbank [Banco Central Alemão] e os grandes bancos privados, eram praticamente controlados por eles. Assim como o negócio das editoras, o cinema, os teatros e grande parte da imprensa, de facto, todos os meios que formam a opinião pública num país civilizado. O maior jornal do país com uma circulação diária de quatro milhões de unidades era um monopólio judeu. 

De ano para ano era cada vez mais difícil a um gentio (não-judeu) aceder ou manter-se nalguma profissão privilegiada. Nesta altura não eram os 'Arianos' que praticavam discriminação racial. Era uma discriminação que funcionava sem violência. Era exercida por uma minoria contra uma maioria. Não havia perseguição, apenas eliminação. Era o contraste entre a riqueza desfrutada e faustosamente ostentada por estranhos de gostos cosmopolitas, e a pobreza e a miséria dos alemães nativos, que tornou o antissemitismo tão perigoso e uma força ameaçadora na nova Europa."

quarta-feira, janeiro 16, 2019

A violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar

Paulo de Morais, professor universitário - Correio da Manhã (19/6/2012):

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos."

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."


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Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada", ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. A violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar:

* Se uma mulher crava uma faca na barriga de um energúmeno que a está a tentar violar, essa mulher está a utilizar a violência de uma forma justa;

* Se um homem abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e ameaça assassinar-lhe a família, esse homem está a utilizar a violência de uma forma justa;

* Se os habitantes de um bairro nova-iorquino se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;

* Se um povo utilizar a violência para se libertar da Máfia do Dinheiro, acolitada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, e cujos roubos descomunais destroem famílias, empresas e a economia de um país inteiro, esse povo está a utilizar a violência de uma forma justa.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Para que bolsos irão parar os 4 mil milhões de euros inscritos no Orçamento de Estado de 2019 como "ações e outras participações" – uma subrubrica das despesas excecionais?

Semanário SOL: A Associação Frente Cívica, presidida por Paulo Morais, quer que o governo explique qual será a aplicação de uma verba de 4 mil milhões de euros inscrita no Orçamento de Estado de 2019 como "ações e outras participações" – uma subrubrica das despesas excecionais.

"Um valor desta dimensão, que representa 5% do OE, exigiria uma cabal explicação da sua aplicação", diz a associação, recordando que o valor representa quase o dobro do que o Estado prevê gastar em Segurança Interna, quase dois terços da despesa em Educação ou quase três vezes mais do que a verba da Justiça.

Num comunicado enviado às redações, assinado por Paulo Morais, é ainda possível ler: "Apesar do OE ter sido apresentado a 15 de Outubro pelo Governo e aprovado pelo Parlamento a 29 de Novembro - tendo sido posteriormente promulgado em Dezembro pela Presidência da República - ainda não houve qualquer esclarecimento por parte dos responsáveis políticos sobre este assunto, mantendo-se assim um manto de opacidade sobre todo o documento".

A terminar, a associação justifica este pedido de esclarecimentos com a necessidade de uma maior transparência. "Assim, e depois de ter consultado alguns especialistas no assunto que igualmente não conseguiram clarificar a aplicação desta verba, a Frente Cívica, em nome da transparência, exige que seja cabalmente esclarecido (pelo Governo, pelo Parlamento ou pelo Presidente) o destino deste montante de mais de quatro mil milhões inscrito no Orçamento de Estado de 2019", refere o comunicado.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

James Lovelock: Quem tenta prever o clima a mais de cinco a dez anos é um idiota (The Guardian – 30/9/2016). E os colossais investimentos previstos para combater o Aquecimento Global

James Lovelock é um ambientalista e um dos mais importantes cientistas independentes da Grã-Bretanha há mais de 50 anos. Lovelock afirma: "Quem tenta prever o clima a mais de cinco a dez anos é um idiota, porque há tantas coisas que podem mudar de forma inesperada".

Lovelock sustenta que "o CO2 está a subir, mas de forma nenhuma tão rapidamente como eles pensavam. Os modelos de computador simplesmente não são confiáveis. Na verdade, não tenho a certeza de que essa mudança climática não seja um perfeito disparate."

Lovelock declara que, ao contrário da maioria dos ambientalistas, ele é um empirista rigoroso. E quanto ao movimento verde. "Bem, é uma religião, totalmente não científico."

Não obstante este perfeito disparate (a que cada vez mais cientistas consideram ser já a maior fraude do século XXI), os países que embarcaram neste "combate ao Aquecimento Global" começam a sentir na pele os valores colossais da «Taxa de carbono»:

Jornal Económico (22/11/2018) - O novo plano de ação de Bruxelas delineia uma série de cenários que visam reduzir as emissões de carbono e prevenir o aquecimento global prejudicial: ambos mostram quais serão as mudanças a longo prazo e os enormes investimentos necessários para que as nações europeias cumpram o acordo de Paris.

Cortar as emissões de carbono a zero até 2050, tal como o Acordo de Paris sugere, poderá exigir até 290 mil milhões de euros por ano em investimentos adicionais na União Europeia (UE), a maioria dos quais teria de ser fornecida por empresas e agregados familiares, segundo uma análise do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU).

Jornal Observador (18/10/2018) - Escalada do preço do CO2 no mercado europeu vai fazer subir taxa de carbono cobrada nos combustíveis em 2019 [em Portugal]. Efeito é superior a um cêntimo por litro… A proposta de Orçamento do Estado prevê que a receita do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) cresça 211 milhões de euros em 2019, ou seja, mais 6% do que este ano, "maioritariamente justificada pela evolução da taxa de carbono".

quarta-feira, janeiro 02, 2019

A cientista Diana Prata acredita que a morte por doença ou envelhecimento tem os dias contados, num futuro não muito longínquo: “Acho que vamos conseguir aumentar a esperança de vida e teoricamente conseguir chegar à imortalidade.”

Diana Prata - NEUROCIENTISTA – Revista Saber Viver – dezembro 2018



Diana Prata Lidera o Grupo de Neurociência Biomédica do Instituto de Biofísica e Engenharia da Universidade de Lisboa e trabalha na NeuroPsyAI, empresa que fundou para a utilizar a Inteligência Artificial (IA) no diagnóstico precoce e prognóstico de doenças neurodegenerativas.

Diana Prata acredita que a morte por doença ou envelhecimento tem os dias contados, num futuro não muito longínquo. (…) Eu, sinceramente, acho que é possível não termos corpos falíveis. Eu acho que, enquanto formos vivos, por uma convicção positivista da ciência, vamos eventualmente conseguir tratar ou curar todas as doenças no futuro. Ainda nem mencionei outra aplicação da IA que é ajudar à comunicação homem-máquina para permitir próteses que atuem de forma mais igual ao órgão danificado.

Mas mesmo isso se poderá tornar 'antiquado' com resultados da investigação com células estaminais e a terapia genética que nos vai permitir regenerar e consertar as células e os órgãos do nosso corpo. Se neles tivermos defeitos, então antes faz-se terapia genética, substituindo-se os genes com defeito por genes funcionais. Rejuvenescer o nosso corpo será igualmente fácil. Daqui a 10 anos já começarão estas terapias, mas indo doença a doença.

Enquanto houver vida do corpo humano, acredito que se vá conseguir otimizar. Eu diria que o envelhecimento seria tratado como uma doença. Tal como detetamos marcadores de doenças, detetamos os do envelhecimento. Já conseguimos pôr os ratinhos a viver mais tempo. Acho que vamos conseguir aumentar a esperança de vida e teoricamente conseguir chegar à imortalidade. Teremos sempre a questão de que certos acidentes serão fatais... mas até poderemos ter uma ajuda da realidade virtual depois da morte se conseguirmos deixar uma versão digital do nosso cérebro.