Segunda-feira, Julho 13, 2009

No Daily Show - A nossa única hipótese como país é o Osama bin Laden colocar e detonar uma grande bomba nos Estados Unidos


Jon Stewart: Ontem à noite estava a ver o programa do Glenn Beck na Fox News. Ele estava a falar com um ex-analista da CIA, Michael Scheuer, sobre como esta Administração não nos está a proteger dos terroristas… E depois ouvi uma coisa tão demente que ia caindo…

Michael Scheuer: A nossa única hipótese como país é o Osama bin Laden colocar e detonar uma grande bomba nos Estados Unidos. Só o Osama é capaz de executar um ataque que obrigue os americanos a exigir que o Governo os proteja.

Jon Stewart: Mas que m… foi aquela? E, já agora, sabem o que é fascinante na nossa cultura? Aposto que censuraram quando eu disse merda. Porque o Governo Federal decidiu proteger-vos e aos ouvidos dos vossos filhos desse tipo de linguagem. Entretanto, o gémeo malvado do Pai Natal [Michael Scheuer]... está à vontade para propor um massacre de americanos, para conseguir apoios para o programa de segurança dele. Mas claro, toda a gente tem direito às suas ideias, incluindo as idiotas. Felizmente está um verdadeiro compatriota ali ao lado [Glenn Beck] para o criticar por sugerir que seria útil o bin Laden matar mais americanos.

Michael Scheuer: Só o Osama é capaz de executar um ataque que obrigue os americanos a exigir que o Governo os proteja de uma forma eficaz e com toda a violência necessária.

Glenn Beck: Por isso, neste fim-de-semana, eu estava a pensar que, no lugar dele [Osama], era a última coisa que eu faria.

Jon Stewart: Pois, aquele bin Laden é um desmancha-prazeres! Quando não queremos que ele mate americanos, ele mata, e quando queremos, não mata. É um parvalhão! E quando ele detonar uma bomba na América, esperemos que não seja nas partes "boas e verdadeiras".


Sexta-feira, Julho 10, 2009

As inúmeras testemunhas da inexistente câmara de gás de Buchenwald

Buchenwald


Artigo no Scrapbookpages

[Tradução minha]

Alguns americanos ficam surpreendidos ao descobrir que nenhuma câmara de gás é mostrada aos turistas que visitam o antigo campo de concentração de Buchenwald, porque nos anos imediatamente a seguir ao fim da II Guerra Mundial houve numerosas declarações de que uma câmara de gás fazia parte da fábrica da morte de Buchenwald.

Existe muita gente, ainda hoje, que acredita que existia uma câmara de gás em Buchenwald.

A 3 de Junho de 2009, o Presidente Barack Obama afirmou num discurso na cidade do Cairo, no Egipto:

"Amanhã visitarei Buchenwald, que foi parte de uma rede de campos onde os judeus eram escravizados, torturados, mortos a tiro e gaseados pelo Terceiro Reich. Seis milhões de judeus foram mortos, mais do que toda a população de Israel hoje. Negar este facto não tem razão de ser, mostra ignorância e é odioso."


A 8 de Junho de 2009, um artigo de Daniel Farber no
website da CBS News incluía estas palavras:

Ele (Obama) esteve no campo de concentração de Buchenwald, onde dezenas de milhares de judeus e outras pessoas foram gaseadas


A 5 de Junho de 2009, a United Press International
informou o seguinte:

O antigo campo de concentração de Buchenwald foi onde cerca de 56 mil pessoas, a maior parte judeus, trabalharam como escravos ou foram mortos em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial.


Segundo um
artigo no The Salem News em Beverly, Massachusetts, a 21 de Maio de 2009, William Haley, um médico, que acompanhava o Esquadrão 102 de Reconhecimento de Cavalaria, assistiu à "libertação do campo de concentração de Buchenwald no fim da guerra. Juntamente com os judeus e outros que foram enviados para as câmaras de gás, centenas de pilotos americanos e britânicos foram mortos como forma de vingança pelos bombardeamentos aéreos."


No
website da Eisenhower Memorial Commission, existe uma referência à câmara de gás em Buchenwald para onde os prisioneiros do campo de detenção Ohrdruf eram enviados para serem gaseados:

"A 4 de Abril de 1945, elementos da 89ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos e da 4ª Divisão Blindada capturaram o campo de concentração de Ohrdruf, próximo da cidade de Gotha na Alemanha central. Embora os americanos não o soubessem na altura, Ohrdruf era um dos vários sub-campos que apoiavam o campo de extermínio de Buchenwald, o qual se situava a vários quilómetros a norte de Gotha. Ohrdruf era um campo de detenção para mais de 11.000 prisioneiros a caminho das câmaras de gás e dos crematórios de Buchenwald."


Buchenwald era um dos quatro principais campos de concentração na Alemanha e Áustria; os outros três eram Dachau, Sachsenhausen e Mauthausen.

Dachau possuía uma câmara de gás disfarçada de sala de chuveiros no edifício do crematório, que foi usada apenas meia dúzia de vezes, segundo o Museu de Dachau.

Sachsenhausen também tinha uma câmara de gás disfarçada de sala de chuveiros no edifício do crematório, que foi destruída pelo exército da Alemanha Oriental nos anos 1950.

Mauthausen tinha uma câmara de gás disfarçada como uma de sala de chuveiros totalmente operacional no edifício do crematório, mas os nazis removeram o dispositivo de gaseamento antes de abandonarem o campo, segundo o museu de Mauthausen.

Edifício do crematório de Buchenwald

No crematório de Buchenwald, existe uma pequena sala com um compartimento de chuveiro e um WC; não existe nenhuma sala de chuveiros perto dos fornos que pudesse ter sido usada para o gaseamento em massa de prisioneiros em Buchenwald.

WC e chuveiro para uso dos trabalhadores do crematório


Porta para o WC e o chuveiro no centro e elevador à direita

A fotografia acima mostra os fornos usados para cremar os corpos em Buchenwald. Do lado direito da sala é possível ver o elevador operado manualmente usado para subir os corpos da sala de execução na cave. À esquerda da porta do elevador está a porta da pequena sala que tem o compartimento do chuveiro e o WC, que é mostrado na foto anterior.

Muita gente mal informada pensa erradamente que os "fornos de gás" eram usados nos campos de concentração para matar judeus. No programa televisivo Hannity and Colmes de 13 de Dezembro de 2006, Alan Colmes mostrou uma foto de dois fornos crematórios em Buchenwald com os restos visíveis de corpos parcialmente carbonizados e disse: "Algumas pessoas nesta conferência e na sua organização disseram coisas como 'As câmaras de gás não existiram.' Quero colocar no ecrã os fornos que foram usados para matar judeus".

As câmaras de gás nazis usaram tanto monóxido de carbono como Zyclon-B para os gaseamentos. Segundo este
website, o Zyclon-B foi primeiro experimentado em seres humanos em Buchenwald:

Em Janeiro ou Fevereiro de 1940, 250 crianças ciganas de Brno foram usadas como cobaias do gás Zyclon-B no campo de concentração de Buchenwald.

Contudo, o Museu de Auschwitz defende que a primeira utilização de Zyclon-B para gasear prisioneiros foi num
cela prisional no campo principal de Auschwitz.

No Tribunal Internacional Militar de Nuremberga em 1946, o procurador francês apresentou um relatório oficial que afirmava:

"Tudo foi estabelecido até ao mínimo detalhe. Em 1944, em Buchenwald, até estenderam a linha de caminho de ferro para que os deportados pudessem ser conduzidos directamente para a câmara de gás. Algumas [das câmaras de gás] tinham um chão que se inclinava e conduzia os corpos para a sala do forno crematório."


Sir Hartley Shawcross, procurador chefe britânico no julgamento de Nuremberga, declarou no seu discurso final que os assassinatos eram conduzidos "como uma indústria de produção de massa nas câmaras de gás e nos fornos" em Buchenwald e outros campos de concentração nazis.

Jean-Paul Renard, um padre francês que esteve em preso em Buchenwald, escreveu um livro sobre as sua experiência no campo de concentração onde afirmava:

"Vi milhares e milhares de pessoas a irem para os chuveiros. Em vez de água, saíam gases asfixiantes."

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O Museu Yad Vashem de Israel e o Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos constituem os dois maiores centros a nível mundial de documentação, pesquisa e análise da história do Holocausto Judeu. Eis o que estas instituições têm a dizer sobre Buchenwald:

Museu Yad Vashem: Este Museu nada diz sobre a existência de câmaras de gás ou gaseamentos de prisioneiros de Buchenwald. Afirma que, a 18 de Janeiro de 1945 os Alemães começaram a evacuar Auschwitz o outros campos de concentração na Europa Oriental. Este facto trouxe milhares de prisioneiros Judeus para Buchenwald, incluindo centenas de crianças. Um barracão especial "o Bloco 66 das Crianças" foi construído para elas no campo, e a maior parte sobreviveu.

Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos: O estado-maior SS enviou [de Buchenwald] aqueles demasiado fracos ou incapacitados de trabalhar para instalações de eutanásia, tal como Bernburg, onde operacionais de eutanásia os gaseavam como parte da Operação 14f13.
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Quarta-feira, Julho 08, 2009

Jon Stewart – O financeiro norte-americano Bernie Madoff montou um esquema de Ponzi na prisão


Jon Stewart: Finalmente aconteceu, o arquitecto do maior “esquema de Ponzi” da História, Bernie Madoff, foi condenado à pena máxima, 150 anos de prisão, por defraudar milhares de pessoas em milhares de milhões de dólares.

O especialista em "Ponzologia" do Daily Show, John Oliver, estava à porta do tribunal quando a sentença foi anunciada.

Jon Stewart: Bernie Madoff já passou alguns meses na prisão. Como é que ele se tem adaptado a essa vida, que é muito diferente, o que tem feito?

John Oliver: Tem feito as coisas normais, é óbvio que faz exercício físico, e tem também andado a estudar o Alcorão. Ele precisa de protecção. Até aqui pode ser apanhado pelos credores.

Jon Stewart: Ele tem um emprego na prisão?

John Oliver: É interessante, está a trabalhar por conta própria e, na verdade, três dias depois de ter chegado à prisão, lançou um fundo prisional que estava a render duas pívias por cada maço de tabaco investido. É óbvio que a taxa de retorno era ridícula e foi logo exposta como uma grande fraude. O que significa que agora há um grande número de reclusos trabalhadores que nunca verão as centenas, e em alguns casos milhares de pívias com as quais contavam.

Jon Stewart: O Bernie Madoff tinha um esquema de Ponzi de pívias na prisão?

John Oliver: Exacto, Jon. Um leopardo nunca perde as pintas.

Jon Stewart: No esquema de Ponzi, fica-se sem dinheiro e não se pode pagar às pessoas. É finito. Mas com todas as pívias que deve às pessoas, ele não pode… dá-las?

John Oliver: Não, Jon… escuta, é complicado. A maioria das pessoas não compreende. Deixa-me explicar em termos para leigos. Essas pívias não são reais, o que eles estão a comprar é a promessa de uma pívia, que depois Madoff acumulava e comprava. Ele estava basicamente a vender derivativos de pívias.

Jon Stewart: Mas ainda podia… tem duas mãos e muito tempo livre, não podia dar as pívias?

John Oliver: Não, Jon, não estás a perceber nada. Ele é o corretor de pívias. Ele não dá as pívias. Não interessa se é ele ou outro a dar, o que interessa é que todo o sistema se baseia numa mentira sedutora. Assim, por apenas alguns cigarros, os prisioneiros podem recostar-se e viver num mundo de pívias contínuas.

Jon Stewart: Não percebo mesmo nada de finanças…


Segunda-feira, Julho 06, 2009

E se eu fosse cinco vezes mais rico que o Belmiro de Azevedo?

Sheldon Emry:

"Democratas, Republicanos e eleitores independentes sempre se perguntaram porque é que os políticos gastam sempre mais dinheiro do que aquele que recebem dos impostos… Quando se começa a estudar o nosso sistema monetário, apercebemo-nos rapidamente que estes políticos não são agentes do povo mas sim agentes dos banqueiros, para quem fazem planos para colocar as pessoas ainda mais endividadas."

"Os nossos dois principais partidos tornaram-se seus servos (dos banqueiros), os vários departamentos do governo tornaram-se as suas agências de despesas, e o Serviço da Receita Federal (IRS) é a sua agência de recolha de dinheiro."


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O Grupo Financeiro-Mediático-Construtor

Como muitos sabem, Belmiro de Azevedo é o único português a figurar na famosa lista da revista Forbes, com uma fortuna avaliada em 1,6 mil milhões de euros.

Vamos supor que o Euromilhões continuava a não ter limites para jackpots e, que na sequência de várias semanas sem totalistas, o 1º prémio atingia o valor de 8 mil milhões de euros (mil e seiscentos milhões de contos).

Imaginemos que nessa semana eu ganhava sozinho o 1º prémio: 8 mil milhões de euros e alguns trocos – cinco vezes a fortuna estimada de Belmiro de Azevedo.


Depois de estoirar os trocos na inevitável comemoração, compra de alfinetes, prendas aos amigos e viagem às Canárias, sentir-me-ia na obrigação de investir o capital tão afortunadamente ganho.

Começaria por comprar ou fundar um poderoso banco em Portugal, a que daria o nome de Banco Samaritano, por um valor que poderia rondar os 5.000 milhões de euros. Em termos de comparação, o famoso banco americano Bear Stearns valia cerca de 7.000 milhões de euros antes de estalar a "crise financeira". Depois disso foi vendido ao JP Morgan Chase por 236 milhões de dólares.


Depois de me tornar um banqueiro, dono e único accionista do Banco Samaritano, ainda me sobrariam 3.000 milhões de euros dos 8.000 milhões originais.

Algum tempo depois, já com o Banco Samaritano a funcionar em pleno, e uma muito razoável carteira de clientes, chegaria a altura de abordar os Meios de Comunicação Social (os Media). Trataria de comprar ou fundar um canal de televisão a que daria o nome de TV-TGV – "TeleVisão da Transparência, Globalização e Verdade". A aquisição deste canal televisivo dever-me-ia custar qualquer coisa como 500 milhões de euros (a SIC foi avaliada em 468 milhões de euros).


Ainda no campo mediático, a par da TV-TGV – TeleVisão da Transparência, Globalização e Verdade, também compraria ou fundaria dois jornais diários: "O Autónomo" e "O Fidedigno", e um semanário: "Progresso". Estas três operações deveriam somar cerca de trinta milhões de euros.


Por último, e ainda em termos empresariais, negociaria a compra ou criava de raiz uma sólida empresa de construção civil a que daria o nome de MegaObra. Este investimento custar-me-ia cerca de 200 milhões de euros.


A Intelligentsia

Após a edificação deste meu grupo Financeiro-Mediático-Construtor, constituído por um Banco, um Canal de Televisão, dois Jornais Diários, um Semanário e uma Empresa de Construção Civil, era chegada a fase de Relações Públicas.

Para tanto, fundaria um Instituto da Democracia e Desenvolvimento, um Think Tank da sociedade civil portuguesa que congregasse pessoas independentes e outras com filiação em partidos de todo o espectro político e que promovesse o debate sobre temas de importância nacional sobre assuntos relacionados com política, infra-estruturas, comércio, indústria, estratégia, ciência, tecnologia, educação, saúde, justiça ou mesmo assuntos militares.


Este grupo da sociedade civil incluiria políticos, editores, colunistas, gestores, sacerdotes, figuras prestigiadas de diferentes ordens profissionais, professores universitários, consultores, escritores, dirigentes sindicais, comentadores de televisão e rádio, etc.

Estas pessoas, algumas independentes e outras com filiação partidária, seriam financiadas pelo Instituto da Democracia e Desenvolvimento (por sua vez financiado pelo Banco Samaritano) para fomentar o diálogo e, de alguma forma, influenciar as várias instituições nacionais por forma à realização de objectivos considerados cruciais para o desenvolvimento e modernização do país.

Os elementos deste Think-Thank, dada a indeclinável excelência das suas teses, receberiam por norma o elogio dos jornalistas dos dois diários - "O Autónomo" e "O Fidedigno", e dos vários colunistas do semanário: "Progresso". Seriam, também, presença assídua no canal televisivo TV-TGV, que difundiria incessantemente o pensamento, as ideias, a reflexão e as concepções avançadas pelas distintas personalidades que integravam o Instituto da Democracia e Desenvolvimento.

Não seria, portanto, de estranhar que algumas destas individualidades com filiações partidárias, e dado o seu elevado grau de divulgação mediático, viessem a ocupar altos cargos na governação do país, alcançando, quiçá, posições ministeriais, de Primeiro-Ministro ou de Presidente da República. Outros chegariam, certamente, a presidentes e administradores de empresas públicas ou outras, onde o Estado Português possuísse uma posição accionista significativa.



A Obra

Tendo o Instituto da Democracia e Desenvolvimento posicionado alguns dos seus elementos em posições estratégicas tanto na governação como em instituições de peso na vida económica e social de Portugal, estariam reunidas as condições para levar a cabo a construção de determinadas infra-estruturas que, segundo julgo, seriam estruturantes para o país.

Assim, em minha opinião (e na do Instituto (e na do Governo, entretanto eleito)), seria de avançar com a máxima urgência com duas linhas ferroviárias de Alta velocidade (TGV), cobrindo todo o país em duas diagonais, tendo por objectivo dinamizar e prevenir a desertificação do interior, criar milhares de postos de trabalho, dotar o país de infra-estruturas e equipamentos modernos e limitar as emissões de CO2 e o Aquecimento Global.

As duas linhas de alta velocidade (TGV) a serem construídas teriam os seguintes trajectos:

Linha 1: Sagres, Monchique, Odemira, Grândola, Montargil, Abrantes, Sertã, Covilhã, Guarda, Mogadouro, Bragança.

Linha 2: Caminha, Braga, Amarante, Castro Daire, Viseu, Penacova, Sertã, Castelo de Vide, Estremoz, Mértola e Vila Real de Santo António.


Na vila da Sertã, situada no cruzamento das duas linhas de TGV, seria construído um grande aeroporto internacional, que serviria de plataforma giratória intercontinental com ligações não apenas às Américas do Norte e do Sul, mas também a África, Ásia e Oceânia.

Ponto central na estratégia ferroviária de Alta Velocidade (TGV), a vila da Sertã necessitaria de uma complexa malha de auto-estradas, umas radiais, outras circulares, que permitissem o acesso rápido e seguro por estrada de, e para qualquer ponto do país.

Esta densa malha de auto-estradas obrigaria à construção de diversos túneis e viadutos, alguns deles com vários quilómetros de comprimento, sobretudo no maciço Montejunto-Estrela, e nas serras dos Alvelos, Montemuro, Lousã e Gardunha.

Em face do exposto, faria igualmente todo o sentido a construção de uma linha ferroviária de Alta Velocidade (TGV) da Sertã à linha que liga a Madrid, com uma única paragem intermédia em Marvão.


Os Dividendos

A adjudicação destes empreendimentos, que incluiriam três linhas de alta velocidade (TGV), auto-estradas, túneis e viadutos, seria efectuada pelos ministros das Finanças e das Obras Públicas, à empresa de construção civil MegaObra, dadas as boas relações e o clima de confiança que existiria entre governantes e os altos quadros da empresa.

Por seu lado, o primeiro-ministro da altura consideraria que a adjudicação de todas estas obras seria "um acto de justiça e solidariedade para as pessoas que vivem no interior e que já esperaram tempo demais por acessos ferroviários e rodoviários dignos".


O primeiro-ministro afirmaria igualmente que "essa seria uma altura histórica para o país e que a construção destas linhas de alta velocidade associadas às auto-estradas significaria promover igualdade territorial, e dar a dar às pessoas do interior as mesmas condições e as mesmas oportunidades que todo o resto do território nacional que já possui Alta Velocidade e Auto-Estradas". Salientaria ainda o primeiro-ministro que "o interior ficaria mais atractivo e competitivo".

Sabendo-se que a linha ferroviária de alta velocidade Lisboa-Caia que ligará Lisboa a Madrid representará um investimento de cerca de 3,3 mil milhões de euros, e que a linha de alta velocidade ferroviária Lisboa-Porto está orçada em 3,8 mil milhões de euros, não será difícil prever que estas duas linhas: Sagres-Bragança e Caminha-Vila Real de Santo António, não deverão ficar por um custo inferior a 20 mil milhões de euros.

Se somarmos a este valor o troço de linha ferroviária de alta velocidade da Sertã até à fronteira (em direcção a Madrid), mais as auto-estradas radiais e circulares, os túneis, os viadutos e o aeroporto, verificamos que o custo total dos empreendimentos rondará os 30 mil milhões de euros. Como a média das derrapagens financeiras em obras públicas, segundo o Tribunal de Contas, é normalmente superior a 100%, o custo final para o contribuinte português poderá variar entre os 60 e os 70 mil milhões de euros.

O modelo de financiamento - uma parceria público-privada - agradaria à minha construtora MegaObra, cujos administradores considerariam este modelo "muito interessante, realista, e que seria, provavelmente, o melhor possível para Portugal".

A construtora MegaObra iria suportar cerca de 40 por cento do investimento global, cabendo à União Europeia (UE) comparticipar com 20 por cento do total, ficando os restantes 40 por cento a cargo do Estado.

A construtora MegaObra receberia uma taxa de uso, uma espécie de 'portagem' ferroviária, por cada comboio que passasse, acrescida de uma taxa do Estado, equivalente à diferença entre a receita assim obtida e o valor em falta para manter a capacidade máxima instalada (cash-flow).

Este modelo de negócio que tem proporcionado, e proporciona, aos bancos e aos grupos económicos, milhões em lucros, em adjudicações, em parcerias público/privadas, garantem sempre a privatização da receita e do lucro e a nacionalização do prejuízo e da factura.

Como a contribuição dos fundos comunitários para o investimento total seria de 20%, o Estado português, tendo de pagar a "taxa de uso" mais a "taxa de Estado", financiaria, de facto, os restantes 80 por cento, necessitando para o efeito de pedir o dinheiro emprestado ao Banco Samaritano, valor que teria de amortizar ao longo de muitos anos acrescido dos respectivos juros.



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Opinião de Miguel Sousa Tavares - Expresso 07/01/2006:

«Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos da Ota e do TGV, [...] os empresários de obras públicas e os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. O grande dinheiro agradece e aproveita.»

«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre.»
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Quinta-feira, Julho 02, 2009

Biliões para os Banqueiros – Dívidas para as pessoas - Parte II

Parte II


Por
Sheldon Emry

[Tradução minha]


Parte II

A Tirania do Juro Composto

Quando um cidadão vai ter com um banqueiro para lhe pedir emprestado cem mil dólares para comprar uma casa ou uma quinta, o funcionário do banco tem o consentimento daquele que pede emprestado (o mutuário) em pagar o empréstimo mais os juros. A 8,25% de juros durante 30 anos, o mutuário tem de aceitar pagar 751,27 dólares por mês num total de 270.456,00 dólares.

O funcionário do banco exige ao cidadão que ceda o direito de posse da propriedade ao banqueiro se o mutuário não fizer os pagamentos estipulados. O funcionário do banco passa então ao mutuário um cheque ou um comprovativo de depósito de cem mil dólares, creditando a conta de depósitos à ordem do mutuário em cem mil dólares.

O mutuário (aquele que pede emprestado) passa então um cheque ao construtor ou a quem lhe vendeu a propriedade, que, por seu turno, passará cheques a outras pessoas sobre este dinheiro. Cem mil dólares de novo dinheiro "em forma de cheque" é portanto acrescentado ao "dinheiro em circulação".

Contudo, esta é a grande falha do sistema: o único dinheiro novo criado e colocado em circulação é o valor do empréstimo, cem mil dólares. O dinheiro para pagar os juros NÃO é criado, e por isso não é acrescentado ao "dinheiro em circulação".

Mesmo assim, este mutuário (e os que se lhe seguirem na posse da propriedade) têm de ganhar e tirar de circulação 270.456,00 dólares, mais 170.456,00 dólares do que ele colocou em circulação quando pediu os cem mil dólares originais. (Este juro vigariza todas as famílias que compram casas. Não é porque não tenham dinheiro para pagar; é porque os juros dos banqueiros forçam-nos a pagar quase três casas para poderem ter uma).

Cada novo empréstimo põe o mesmo processo em marcha. Cada mutuário acrescenta uma pequena soma à oferta total de dinheiro quando pede emprestado, mas os pagamentos do empréstimo (por causa dos juros) subtraem uma soma muito maior à oferta total de dinheiro.

Não há portanto nenhuma maneira de todos os devedores poderem pagar aos seus emprestadores. À medida que vão pagando o capital do empréstimo e os juros, o dinheiro em circulação vai desaparecendo. A única coisa que podem fazer é lutar uns com os outros, pedindo emprestado mais e mais dinheiro dos banqueiros a cada geração. Os banqueiros, que nada produzem de valor, vão gradualmente tomando posse da terra, dos edifícios, e dos salários actuais e futuros de toda a população trabalhadora. O rico manda no pobre e o devedor é servo do emprestador.


Com Empréstimos pequenos acontece a mesma coisa

Se não conseguiu captar o impacto do que ficou dito acima, vamos considerar um empréstimo de 5 anos para um automóvel com uma taxa de juro de 9,5%. Primeiro passo: o Cidadão pede emprestado 25 mil dólares e (ao pagar o carro) coloca esse dinheiro em circulação (uma parte vai para o vendedor, outra para a fábrica, etc.) e assina um papel onde aceita pagar aos Banqueiros um total de 31.503 dólares durante 5 anos. Passo 2: o Cidadão paga 525.05 dólares por mês do seu rendimento ao Banqueiro. Em cinco anos, ele retirará de circulação 6.503 dólares a mais do que aqueles que colocou em circulação.

Qualquer empréstimo de um banqueiro que tenha "criado" dinheiro (crédito) tem o mesmo efeito. Como isto já aconteceu milhões de vezes desde 1913 (e continua hoje), pode-se perceber porque é que a América passou de uma nação próspera, livre de Dívida para uma nação governada pela Dívida onde praticamente qualquer casa, quinta e empresa paga um imposto usurário aos banqueiros.


Examinar o Dinheiro

Nas milhões de transacções que têm lugar todos os anos como aquelas que acabámos de ver, muito pouco dinheiro muda de mãos, nem é necessário que isso aconteça.

Cerca de 95% de todas as transacções em dinheiro (cash) são feitas por cheque (hoje, em 2009, por transacção electrónica). Tomem também em consideração que os bancos têm apenas de guardar 10% dos seus depósitos em dinheiro em qualquer altura. Isto significa que 90% de todos os depósitos, embora possam estar de facto guardados pelos bancos, não estão presentes sob a forma de dinheiro corrente (cash - notas e moedas).

Isto permite ao banqueiro "criar" de forma relativamente segura o chamado "empréstimo", passando o cheque ou o recibo de depósito bancário não sustentado por qualquer dinheiro, mas pela promessa da pessoa que pede o empréstimo (mutuário) pagar o empréstimo. É a fraude dos "cheques sem fundos" a uma escala descomunal. Os lucros aumentam rapidamente, ano após ano.


A Nossa Própria Dívida está a converter-se numa Espiral até ao Infinito

Em 1910 a dívida dos Estados Unidos era apenas de mil milhões de dólares, ou 12,40 dólares por cidadão. Dívidas estaduais e locais eram praticamente inexistentes.

Em 1920, seis anos apenas depois das manobras de Reserva Federal, a dívida americana tinha saltado para os 24 mil milhões de dólares, ou 228 dólares por pessoa.

Em 1960 a dívida americana atingiu os 284 mil milhões de dólares, ou 1.750 dólares por cidadão e as dívidas estaduais e locais estavam a espalhar-se rapidamente.

Em 1998 a dívida americana ultrapassou os 5,5 biliões (trillion), ou 20403,90 dólares por homem, mulher e criança, e está a crescer exponencialmente.

As dívidas estaduais e locais estão a subir tão rapidamente como as dívidas do governo federal. Contudo, eles são demasiado espertos para açambarcar tudo de uma vez. Em vez disso deixam-nos alguma "ilusão de posse", de forma que nós e os nossos filhos continuem a trabalhar e a pagar aos banqueiros uma parte cada vez maior dos nossos rendimentos em dívidas cada vez maiores. O "establishment" [a elite governante] aprisionou o nosso povo com o seu sistema Dinheiro-Dívida tão obviamente como se tivessem vindo a marchar com uniformes militares.


Colocando em Jogo o Sonho Americano

Para compreender a verdade sobre como a retirada periódica de dinheiro através de pagamentos de juros transferirá inexoravelmente toda a riqueza da nação para os receptores dos juros, imagine-se num jogo de poker ou num jogo de dados onde todos têm de comprar fichas (o meio de troca) de um banqueiro, o qual não arrisca nenhuma ficha no jogo.

O banqueiro apenas observa a mesa de jogo e estende o braço de hora a hora para tirar de 10 a 15 por cento de todas as fichas na mesa. À medida que o jogo decorre, a quantidade de fichas na posse de cada jogador oscilará consoante a sua sorte.

Contudo, o número total de fichas disponíveis para jogar segundo as regras (continuando o comércio e os negócios) irá diminuindo constantemente.

À medida que o jogo for ficando com cada vez menos fichas, alguns jogadores irão sair. Se quiserem continuar a jogar, têm de comprar ou pedir emprestado mais fichas ao "banqueiro". O "banqueiro" só lhe irá vender ou emprestar se o jogador assinar uma "hipoteca" concordando em dar ao "banqueiro" alguns tipos de bens (carro, casa, quinta, negócio, etc.). Os pagamentos têm de ser feitos no prazo, quer o jogador ganhe (tenha lucro) ou não. Se o jogador não conseguir fazer pagamentos periódicos para amortizar todas as fichas e mais algumas extra (os juros), então perderá os bens hipotecados.

É fácil observar que, qualquer que seja a destreza do jogador, no fim, o "banqueiro" acabará por ficar com todas as suas fichas originais, e, exceptuando alguns dos melhores jogadores, os outros, se continuarem a jogar, perderão para o "banqueiro" as suas casas, as suas quintas, os seus negócios, e talvez até os seus carros, relógios e as camisas que têm no corpo.

A nossa situação na vida real é muito pior que qualquer jogo de poker. Num jogo de poker ninguém é forçado a endividar-se, e qualquer um pode desistir a qualquer altura e manter os bens que ainda tem. Mas na vida real, mesmo que os empréstimos que pedirmos aos "banqueiros" sejam pequenos, os nossos governos locais, estaduais e federal vão pedir emprestados biliões em nosso nome, dissipam-nos, e então confiscam os nossos rendimentos via impostos de forma a pagar os empréstimos aos banqueiros com juros.

Somos forçados a entrar no jogo e ninguém pode sair excepto através da morte. Vamos pagar enquanto vivermos, e os nossos filhos vão continuar a pagar depois de morrermos. Se não pudermos ou nos recusarmos a pagar, o governo manda a polícia tomar conta da nossa propriedade e entregá-la aos banqueiros. Os banqueiros não arriscam nada no jogo; apenas recolhem a sua percentagem e ganham tudo. Em Las Vegas, todos os jogos estão manipulados para pagar uma percentagem, e eles arrecadam milhões. O "jogo" dos banqueiros da Reserva Federal também está manipulado, e dá lucros de biliões.


Em anos recentes, os Banqueiros acrescentaram novas cartas ao seu baralho: os cartões de crédito são promovidos como uma conveniente e grande vantagem para o comércio. Na realidade, são truques engenhosos do vendedor e 18% de juros dos compradores. Na realidade, um baralho de cartas marcadas.


Sim, o caso também é Político

Democratas, Republicanos e eleitores independentes que sempre se perguntaram porque é que os políticos gastam sempre mais dinheiro do que aquele que recebem dos impostos, devem agora perceber a razão disso. Quando se começa a estudar o nosso sistema monetário, apercebemo-nos rapidamente que estes políticos não são agentes do povo mas sim agentes dos banqueiros, para quem fazem planos para colocar as pessoas ainda mais endividadas.

Não é necessária muita imaginação para perceber que se o Congresso tivesse "criado", gasto e colocado em circulação o aumento necessário de oferta de moeda, não haveria Dívida Nacional. Biliões de dólares de outras dívidas seriam praticamente inexistentes.

Como não haveria um custo original do dinheiro excepto a sua impressão, e não havendo os custos dos juros, os impostos federais seriam quase nenhuns. O dinheiro, uma vez em circulação, continuaria a circular e a servir o seu desígnio como meio de troca de geração para geração e século após século, sem pagamentos nenhuns aos Banqueiros.


Ciclos Contínuos de Dívida e de Guerra

Mas em vez de paz e de uma prosperidade livre de dívidas, temos uma dívida cada vez maior e períodos cíclicos de guerra. Nós, como povo, somos agora governados por um sistema sob a influência da banca que usurpou o manto do governo, que se disfarçou a si próprio como o nosso legítimo governo, e que se dedicou a empobrecer e a controlar a nossa população.

É agora um aparelho político centralizado, todo-poderoso, cujos principais objectivos são promover guerra, confiscar o dinheiro das pessoas e fazer propaganda para se perpetuar no poder. Os nossos dois principais partidos tornaram-se seus servos, os vários departamentos do governo tornaram-se as suas agências de despesas, e o Serviço da Receita Federal (IRS) é a sua agência de recolha de dinheiro.

Sem que as pessoas o saibam, opera em estreita cooperação com aparelhos similares noutras nações, os quais estão igualmente disfarçados de "governos".

Alguns "governos", dizem-nos, são amigos. Outros, dizem-nos, são inimigos. Os "inimigos" são fabricados através de manipulações internacionais e usados para assustar o povo americano de forma a levá-lo a endividar-se ainda mais com biliões de dólares para os banqueiros para a "uma forças armadas bem preparadas", ajuda financeira a países estrangeiros para "travar o comunismo", "a guerra à droga", etc.

Os cidadãos, deliberadamente confusos pela lavagem cerebral propagandística, observa impotente enquanto os nossos políticos dão alimentos, bens e dinheiro a governos estrangeiros controlados pelos banqueiros sob o pretexto de "melhores relações" e "o aliviar de tensões". O nosso governo controlado pelos banqueiros pega nos nossos filhos e envia-os para guerras estrangeiras onde dezenas de milhares são mortos, e centenas de milhares são estropiados (já para não falar nos danos colaterais e nas baixas entre as tropas "inimigas").

Quando a "guerra" tiver acabado, não ganhámos nada, mas estaremos uns biliões a mais em dívida com os banqueiros, tendo sido esta, afinal, a verdadeira razão da "guerra".


E ainda há mais!

Os lucros destas dívidas massivas têm sido usados para erigir um, quase escondido, colosso económico completo sobre a nação. Continuam-nos a dizer que estão a tentar-nos fazer bem, quando na verdade trabalham para trazer danos e prejuízos ao nosso povo. Estes déspotas sabem que é mais fácil controlar e roubar um povo doente, pobremente educado e confuso, do que uma população saudável e inteligente, por isso evitam curas verdadeiras para as doenças, degradam os nossos sistemas de educação, e provocam agitações sociais e raciais. Pela mesma razão, favorecem a utilização das drogas, do álcool, da pornografia e do crime. Tudo o que debilitar as mentes e os corpos das pessoas, é secretamente encorajado, na medida em as pessoas menos capazes de se lhes opor, ou, até, de compreender o que lhes estão a fazer.

O nosso povo tornou-se arrendatário e "escravos-da-dívida" aos banqueiros e aos seus agentes, na terra que os nossos pais conquistaram. É a subjugação através da mais gigantesca fraude na história da humanidade. E lembramo-nos novamente: a Chave para a sua riqueza e o seu poder sobre nós é a sua habilidade em "Criar dinheiro" a partir do nada, e emprestarem-nos com juros. Se não lhes fosse permitido fazer isso, nunca teriam conseguido ganhar o controlo secreto da nossa nação. Quão verdadeiras são as palavras de Salomão: "O rico manda no pobre e o devedor é servo do emprestador".

A maior parte dos nossos maiores bancos, na América, é de origem europeia-oriental, e estão ligados aos bancos europeus dos Rothschild.

Vamos agora considerar o método correcto para fornecer o meio de troca (dinheiro) necessário ao nosso povo.


Qualquer Cidadão Pode Ser Um Accionista na América

Sob o nosso sistema constitucional, nenhuns bancos privados existiriam para roubar o povo. Bancos do governo sob o controlo de representantes do povo emitiriam e controlavam todo o dinheiro e crédito. Emitiriam não apenas a nossa moeda, mas poderiam emprestar crédito limitado sem juros para a compra de bens de capital, tal como casas.

Um empréstimo de cem mil dólares exigiria apenas um reembolso de cem mil dólares, e não mais de 270 mil dólares como acontece agora. Quem quer que fornecesse materiais e trabalho para a casa seria pago tal como hoje, mas os banqueiros não receberiam mais de 270 mil dólares em juros.

É por isso que eles (os banqueiros e os seus agentes) ridicularizam e destroem quem quer que sugira ou proponha um sistema alternativo.



A História fala-nos de dinheiro livre de dívida e de juros emitido pelos governos

As colónias americanas fizeram-no através de colonial script [dinheiro decretado pelos governos coloniais] nos anos 1700. A sua riqueza depressa rivalizou com a da Inglaterra e vieram restrições do Parlamento inglês que conduziram à Guerra da Independência dos Estados Unidos da América. Abraham Lincoln fê-lo em 1863 para ajudar a financiar a Guerra Civil Americana. Foi mais tarde assassinado por um homem que foi considerado um agente do Banco Rothschild. Mais nenhum dinheiro livre de dívida e de juros foi emitido na América desde então.

Várias nações árabes fazem, hoje em dia, empréstimos sem juros aos seus cidadãos. (Agora podem perceber o porquê da tanta perturbação no Médio Oriente, e porque é que os media possuídos pela banca está a fazer uma lavagem cerebral aos cidadãos americanos para que este pensem que todos os árabes são terroristas). O Império Sarraceno proibiu os juros há mil anos e a sua riqueza ultrapassou até a da Europa Saxónica. O Mandarim da emitiu o seu próprio dinheiro, livre de dívida e livre de juros. Hoje, os historiadores e coleccionadores de arte consideram terem sido estes séculos os tempos de maior riqueza, cultura e paz na China.

Emitir dinheiro que não tem de ser devolvido com juros deixa dinheiro disponível para usar na troca de bens e serviços e o seu único custo é a sua substituição à medida que as notas se desgastam. O Dinheiro é o bilhete de papel através do qual as transferências são feitas e deveria ser sempre em quantidade suficiente para transferir toda produção possível da nação para o consumidor final. É ridículo que uma nação diga aos seus cidadãos, "Têm de consumir menos porque há pouco dinheiro", como seria para uma companhia aérea dizer, "Os nossos aviões operacionais e têm muitos lugares vazios, mas não o podem levar porque temos poucos bilhetes".


O Controlo pelo Cidadão da Moeda Americana

O dinheiro, emitido deste modo [pelo governo], obtém o seu valor do facto de provir da mais elevada fonte legal da nação e seria declarado legal para pagar todas as dívidas públicas e privadas.

Emitido por uma nação soberana, que não esteja em risco de colapso, o dinheiro não precisaria de ouro ou prata ou quaisquer outros metais chamados "preciosos" para o garantir.

Como a História mostra, a estabilidade e a responsabilidade da emissão pelo governo é o factor decisivo na aceitação dessa moeda do governo – não o ouro, a prata, ou o ferro enterrado nalgum buraco no chão. A prova é a moeda americana de hoje. O nosso ouro e prata praticamente desapareceram, mas a nossa moeda é aceite. Mas se o nosso governo estivesse à beira do colapso a nossa moeda não teria valor.

Sob o sistema actual, o fardo extra dos juros obriga os trabalhadores e as empresas a procurar mais dinheiro para o trabalho e as mercadorias para pagar as suas sempre crescentes dívidas e impostos. Este aumento nos preços e nos salários é chamado "inflação". Os banqueiros, os políticos e os "economistas" culpam tudo menos a verdadeira causa, que é os juros cobrados sobre o dinheiro e sobre as dívidas aos banqueiros.

Esta "inflação" beneficia os banqueiros, porque destrói as poupanças de uma geração de forma que não podem financiar ou ajudar a próxima geração, que terá de pedir emprestado aos banqueiros e ceder uma boa parte de uma vida de trabalho ao usurário.

Com a quantidade adequada de dinheiro livre de juros, poucos empréstimos seriam necessários e os preços seriam estabelecidos pelas pessoas e pelas mercadorias, e não pelas dívidas e pela usura.


O Controlo Pelo Cidadão

Se o Congresso não consegue agir, e agir erradamente na oferta de dinheiro, os cidadãos usariam o voto ou petições para substituir aqueles que impediram as medidas correctas, por outros em quem o povo acredita que possam perseguir uma melhor política monetária. Porque a criação de dinheiro e a sua emissão em quantidade suficiente seria uma das poucas funções do Congresso, o eleitor poderia escolher um candidato pela sua posição sobre o dinheiro e por outras funções legítimas do governo federal, em vez da diversidade de questões que nos são apresentadas hoje em dia. Todos os outros problemas, excepto a defesa da nação, poderiam ficar a cargo dos governadores dos Estados, Concelhos ou Cidades, onde aqueles poderiam ser melhor tratados e mais facilmente corrigidos.

Uma defesa nacional adequada seria determinada pelo mesmo Congresso controlado pelo cidadão, e não existiriam banqueiros atrás das cortinas, subornando políticos para levá-los a gastar biliões de dólares em aventuras militares no estrangeiro cujo único objectivo e servir as tramas da finança internacional.


Criando uma América livre de Dívida

Com dinheiro livre de dívida e livre de juros, não haveria cobrança de impostos directa e as nossas casa seriam livres de hipotecas sem os pagamentos anuais de aproximadamente 10 mil dólares aos banqueiros. Nem eles receberiam de mil a três mil dólares anuais por ano por cada automóvel nas nossas estradas.

Precisaríamos de muito menos "ajuda" financeira na forma de planos de "pagamento facilitado", "renovação" de contas de cliente, empréstimos para pagar contas do médico ou do hospital, empréstimos para pagar impostos, empréstimos para enterros, empréstimos para pagar empréstimos, nem qualquer nenhum dos milhares empréstimos usurários que sugam hoje a vida das famílias americanas.

Os nossos funcionários públicos, a todos os níveis do governo, estariam a trabalhar para as pessoas em vez de inventar piruetas que nos colocariam ainda mais em dívida aos banqueiros. Ver-nos-íamos livres de embaraçosas alianças internacionais que nos meteram em quatro grandes guerras e numa porção de guerras menores desde que A Lei da Reserva Federal [Federal Reserve Act] foi aprovada.

Uma América livre de dívida daria mais tempo aos pais para educar os seus filhos. A eliminação do pagamento de juros e da dívida seria equivalente a um aumento de 50% no poder de compra de cada trabalhador. A anulação de dívidas privadas com juros resultaria no retorno às pessoas de 300 mil milhões de dólares em bens e riqueza que actualmente vai para os bancos.


Controlando o Debate Público e a Opinião

Nós percebemos que este pequeno, e necessariamente incompleto, artigo sobre dinheiro pode ser acusado de demasiada simplificação. Alguns podem dizer que se isto é assim tão simples as pessoas teriam sabido e isto nunca teria acontecido.

Mas esta conspiração é tão velha como a Babilónia, e mesmo na América remonta a 1913.

Na realidade, 1913 pode ser considerado o ano no qual os seus planos anteriores frutificaram, abrindo a porta para a conquista completa do nosso povo. A conspiração é suficientemente poderosa na América para colocar os seus agentes em posições como editores de jornais, editores de livros, colunistas, sacerdotes, presidentes de universidades, professores, escritores, dirigentes sindicais, produtores de cinema, comentadores de rádio e televisão, políticos que vão desde conselhos directivos das escolas até presidentes do Estados Unidos, e muitos outros.

Estes agentes controlam a informação que chega às pessoas. Manipulam a opinião pública, elegem quem quer que eles desejem tanto a nível local como nacional, e nunca expõem o fraudulento sistema monetário. Promovem vínculos entre escolas, caros e prejudiciais programas agrícolas, "renovação urbana", ajuda ao estrangeiro, e muitos outros esquemas que colocam as pessoas cada vez mais em dívida para com os banqueiros.

Cidadãos atentos perguntam-se porque é que são gastos biliões num programa e biliões noutro programa que pode duplicar ou até anular o primeiro, tal como pagar a alguns agricultores para não fazerem as colheitas, enquanto, em simultâneo, constroem represas ou canais para irrigarem mas terra agrícola. Loucura ou estupidez?

Nem um, nem outro. O objectivo é mais dívida. Milhares de métodos patrocinados pelo governo para desperdiçar dinheiro sucedem-se continuamente. Muitos não fazem sentido, mas nunca são revelados por aquilo que realmente são: sifões a sugar o sangue vital da economia da nossa nação. Biliões para os banqueiros, dívidas para o povo.


Notícias e Informação Controlada

Os denominados "especialistas económicos" escrevem colunas em centenas de jornais, calculadamente projectadas para evitar que as pessoas aprendam a simples verdade acerca do nosso sistema monetário.

Por vezes, comentadores, educadores e políticos culpam os trabalhadores pela nossa questão económica por serem esbanjadores, preguiçosos ou mesquinhos. Outras vezes, culpam os trabalhadores pelo aumento das dívidas e da inflação dos preços, quando sabem perfeitamente que a causa é o próprio sistema de dinheiro-dívida.


O nosso povo é literalmente afogado em acusações e contra-acusações planeadas para os confundir e não lhes permitir compreender o sistema monetário inconstitucional e corrupto que tão eficientemente e silenciosamente vai roubando os agricultores, os trabalhadores e os homens de negócios dos frutos do seu trabalho e das suas liberdades.

Alguns, especialmente os que discursam sobre a traição contra o nosso povo, são molestados pelas agências governamentais tais como a EPA [Environmental Protection Agency - Agência de Protecção Ambiental], a OSHA [Occupational Safety and Health Administration], o IRS e outros, forçando-os a pressões financeiras e à bancarrota. Têm tido um sucesso completo em impedir a maior parte dos americanos de aprenderem aquilo que leram neste artigo.

Contudo, não obstante o seu controlo da informação, já se aperceberam que muitos cidadãos estão a descobrir a verdade. (Existem vários milhões de americanos que sabem agora a verdade incluindo ex-congressistas, ex-agentes do fisco, ministros, homens de negócios e muitos outros).

Portanto, para evitar uma resistência armada que os tente impedir de saquear a América, tencionam registar todas as armas de fogo e por fim desarmar todos os cidadãos, em violação da 2ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos da América. Um povo armado não pode ser escravizado. Por isso, eles só querem armas nas mãos da polícia do governo ou forças militares – mãos que já estão manchadas de sangue de incontáveis actos de negligência grosseira e homicídios às claras, tanto no país como no estrangeiro.


Espalhem a Palavra e Façam Alguma Coisa para Mudar as Coisas

Os "quase escondidos" conspiradores na política, na religião, na educação, no entretenimento e nos jornais e televisões estão a trabalhar para os Estados Unidos possuídos pelos banqueiros, num Mundo possuído pelos banqueiros sob um Governo Mundial possuído pelos banqueiros! (é em torno disto que gira toda a conversa sobre a Nova Ordem Mundial promovida pelo presidente Bush e por Clinton).

Políticas bancárias e de impostos injustas continuarão a levar uma grande fatia do rendimento anual das pessoas e a colocá-las nos bolsos dos banqueiros e dos seus agentes políticos. Leis governamentais em expansão vão evitar os protestos dos cidadãos e a oposição ao seu controlo.

É possível que os vossos netos não tenham casa nem carro, mas que venham a viver num apartamento do governo e se desloquem para o emprego em autocarros do governo (ambos a pagar juros aos banqueiros), e que lhes seja apenas permitido ficar com um mínimo dos seus rendimentos para comprar um pouco de comida e roupa, enquanto os seus governantes rolam na luxúria. Na Ásia e na Europa Oriental isto chama-se comunismo; na América é chamada "Democracia" e "Capitalismo".

A América não se livrará da sua ditadura de controlo dos banqueiros enquanto as pessoas permanecerem ignorantes dos seus controladores escondidos. As Instituições Bancárias, que controlam a maior parte dos governos da nações e a maior parte das fontes de informação, parecem ter-nos complemente presos nas suas garras. Só têm medo de uma coisa: o acordar de um grupo de cidadãos patrióticos armados com a verdade. Este artigo informou-o sobre este sistema iníquo. O que você fizer está nas suas mãos.


O que é que Você pode Fazer

Envie e-mails às centenas deste artigo para acordar e explicar aos outros americanos este espantoso saque do povo trabalhador da América. O custo para si muito pequeno comparado com os biliões em dinheiro e bens que estão a ser roubados ao nosso povo.
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Segunda-feira, Junho 29, 2009

Biliões para os Banqueiros – Dívidas para as pessoas - Parte I

Parte I


Por
Sheldon Emry

[Tradução minha]

Parte I

Introdução

Em 1901 a dívida nacional dos Estados Unidos era inferior a mil milhões de dólares. Continuou inferior a mil milhões de dólares até os Estados Unidos terem entrada na Primeira Guerra Mundial. Então a dívida saltou para 25 mil milhões de dólares.

A dívida nacional americana quase duplicou entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, aumentando de 25 para 49 mil milhões de dólares.

Entre 1942 e 1952 (que apanhou a Segunda Guerra Mundial), a dívida aumentou rapidamente de 72 para 265 mil milhões de dólares. Em 1962 estava em 303 mil milhões de dólares. Em 1970, a dívida tinha aumentado para 383 mil milhões de dólares.

Entre 1971 e 1976 a dívida subiu de 409 para 631 mil milhões de dólares. A dívida teve o seu maior crescimento, contudo, durante os anos 1980, alimentada por uma despesa militar sem precedentes em tempos de paz. Em 1998, a espantosa dívida pública ultrapassará estrondosamente os 5,5 biliões de dólares ($5.500.000. 000.000).

A "fatia" inconstitucional desta dívida a cada homem, mulher e criança é correntemente de 20.594, 86 dólares e continuará a aumentar a uma média de 630 milhões de dólares todos os dias, não incluindo os 26 biliões em dívidas de cartões créditos individuais, hipotecas, leasing de automóveis e por aí fora.


A Dívida Nacional dos Estados Unidos

A assombrosa Dívida Pública americana era, em 25 de Agosto de 1998, de: 5.516.699.306.752,93 dólares (hoje, Junho de 2009, supera os 11 biliões).

A população estimada dos Estados Unidos é de 270.347.497 (hoje, superior a 306 milhões), portanto a parte de cada cidadão na dívida é de 20.403,90 dólares (hoje, superior a 37 mil dólares).

Hoje, que estamos perante a madrugada de uma Nova Ordem Mundial dirigida por financeiros internacionais, a maior parte das receitas recolhidas pelo governo federal sob a forma de impostos individuais vão direitinhas para apenas pagar os juros da Dívida. À velocidade que a Dívida está a aumentar, acabaremos por chegar a um ponto onde, mesmo que o governo ficasse com todos os cêntimos dos cidadãos através de impostos, não conseguiria reunir o suficiente para continuara a pagar os juros da Dívida.

O governo não possuirá nada, as pessoas não possuirão nada, e os bancos possuirão tudo. A Nova Ordem Mundial tomará conta da América.

Se a tendência actual continuar, e não há quaisquer provas de que não continue, podemos esperar que a dívida nacional quase duplique novamente nos próximos seis a oito anos. Nessa altura, o juro da Dívida será de 400 mil milhões de dólares por ano.


Prólogo: Três Tipos de Conquista

A História mostra que as nações podem ser conquistadas por um ou vários dos seguintes métodos.

O mais comum é a conquista pela guerra. Com o tempo, este método normalmente falha, porque os conquistados odeiam os conquistadores e sublevam-se e correm com eles se puderem. É necessária muita força para manter o controlo, tornando-se dispendioso para a nação conquistadora.

Um segundo método é pela religião, em que os homens são persuadidos a dar aos seus conquistadores uma parte dos seus ganhos em "obediência a Deus." Um cativeiro deste tipo é vulnerável à denúncia filosófica ou a serem corridos pela força das armas porque a religião necessita de força militar para recuperar o controlo logo que os conquistados se desenganam.

O terceiro método pode ser chamado a conquista económica. Acontece quando as nações se tornam "tributárias" sem o uso visível da força ou da coerção, de tal forma que as vítimas não percebem que foram conquistadas. O "Tributo" é-lhes colectado sob a forma de dívidas "legais" e impostos, e os conquistados acreditam que estão a pagá-los para seu próprio bem, para o bem de outros, ou para proteger a nação de algum inimigo. Os seus conquistadores tornam-se os seus "benfeitores" e "protectores".

Embora este método seja o mais lento a impor-se, é muitas vezes o mais duradouro, porque os conquistados não vêem nenhuma força militar a investir contra eles, a sua religião é deixada mais ou menos intacta, têm liberdade para falar e viajar, e participam em "eleições" para os seus "dirigentes". Sem darem conta disso, são conquistados, e os instrumentos da sua própria sociedade são usados para transferir a sua riqueza para os conquistadores e tornar a conquista total.

Em 1900, o trabalhador americano médio pagava poucos impostos e tinha poucas dívidas. No ano passado, os pagamentos das dívidas e dos impostos levaram mais de metade do que ele ganhou. É possível que uma forma de conquista tenha sido imposta à América?


A Verdadeira História do Controlo do Dinheiro na América


Os americanos, vivendo naquela que é considerada a nação mais rica do planeta, parecem estar sempre com falta de dinheiro. É impossível a muitas famílias subsistir a não ser que os dois progenitores trabalhem.

Homens e mulheres anseiam por horas extraordinárias ou arranjar trabalhos em part-time è noite ou aos fins de semana; as crianças procuram biscates para terem algum dinheiro, a dívida da família continua a aumentar.

Psicólogos dizem que uma das principais causas das quezílias familiares e das separações são resultado de "discussões sobre dinheiro". Muita desta confusão pode remontar ao nosso sistema actual de "dinheiro como dívida".

Muito poucos americanos sabem porque é que os Fundadores da América escreveram no Artigo I da Constituição Americana:

"O Congresso terá o poder de cunhar moeda e regular o seu valor". - Thomas Jefferson

Fizeram-no, como veremos, na esperança de que evitaria que o "amor ao dinheiro" destruísse a República que eles fundaram.


O Dinheiro é "Criado", não Cultivado ou Construído

Os economistas usam o termo "criar" quando falam do processo pelo qual o dinheiro aparece. A "Criação" significa fazer alguma coisa que não existia antes. Os madeireiros fazem tábuas a partir de árvores, trabalhadores constroem casas com tábuas, e as fábricas produzem automóveis a partir de metal, vidro e outros materiais. Mas em todos este casos eles não "criaram" realmente.

Apenas alteraram materiais existentes para uma forma mais utilizável e, portanto, mais valiosa. Não acontece o mesmo com o dinheiro. Aqui, e apenas aqui, o homem "cria" alguma coisa a partir do nada. Um bocado de papel de pouco valor é impresso de forma a valer tanto como uma tábua. Com números diferentes pode servir para comprar um automóvel ou até uma casa. O seu valor foi "criado" no verdadeiro sentido da palavra.


"Criar" Dinheiro é muito Lucrativo!

Como já vimos, fazer dinheiro é muito barato, e quem quer que proceda à "criação" de dinheiro numa nação pode obter um lucro fabuloso. Os construtores trabalham arduamente para terem um lucro de 5 por cento acima do custo de construção de uma casa.

Os construtores de automóveis vendem os seus carros 1 a 2 por cento acima do custo de fabrico e é considerado um bom negócio. Mas os "fabricantes" de dinheiro não têm limite para os seus lucros, porque com alguns cêntimos imprimem uma nota de 1 dólar ou uma nota de 10.000 dólares.


Esse lucro é parte da nossa história, mas primeiro vamos examinar outra característica única do dinheiro:


Numa Economia é necessária uma adequada Disponibilidade de Moeda

Uma disponibilidade de moeda adequada é indispensável a uma sociedade civilizada. Podemos privar-nos de muitas outras coisa, mas sem dinheiro, a indústria paralisava, as propriedades rurais tornar-se-iam unidades auto-sustentadas, excedentes de alimentos desapareceriam, trabalhos que precisem mais do que um homem ou uma família fixariam por fazer, remessas e grandes movimentos de produtos cessariam, pessoas com fome dedicar-se-iam à pilhagem e matariam para permanecer vivas, e todo o governo, excepto a família ou a tribo, deixaria de funcionar.

Um exagero, dirão? Nada disso. O dinheiro é o sangue da sociedade civilizada, o meio pelo qual é feito todas as transacções comerciais excepto a simples troca directa. É a medida e o instrumento pelo qual um produto é vendido e outro comprado. Removam o dinheiro ou reduzam a disponibilidade de moeda abaixo do que é necessário para levar a cabo os níveis correntes de comércio, e os resultados são catastróficos.

Como exemplo, bastará debruçarmo-nos sobre a Depressão Americana nos princípios dos anos 30 do século XX.


Depressão Bancária de 1930

Em 1930 os Estados Unidos não tinham falta de capacidade industrial, propriedades rurais férteis, trabalhadores experientes e determinados e famílias laboriosas. Tinham um amplo e eficiente sistema de transportes ferroviários, redes de estradas, e canais e rotas marítimas. As comunicações entre regiões e localidades eram as melhores do mundo, utilizando telefone, teletipo, rádio e um sistema de correios governamental perfeitamente operacional.

Nenhuma guerra destruiu as cidades do interior, nenhuma epidemia dizimou, nem nenhuma fome se aproximou do campo. Só faltava uma coisa aos Estados Unidos da América em 1930: Uma adequada disponibilidade de moeda para negociar e para o comércio.

No princípio dos anos 30 do século XX, os banqueiros, a única fonte de dinheiro novo e crédito, recusaram deliberadamente empréstimos às indústrias, às lojas e às propriedades rurais. Contudo, eram exigidos os pagamentos dos empréstimos existentes, e o dinheiro desapareceu rapidamente de circulação. As mercadorias estavam disponíveis para serem transaccionadas, os empregos à espera para serem criados, mas a falta de dinheiro paralisou a nação.


Com este simples estratagema a América foi colocada em "depressão" e os banqueiros apropriaram-se de centenas e centenas de propriedades rurais, casas e propriedades comerciais. Foi dito às pessoas, "os tempos estão difíceis" e "o dinheiro é pouco". Não compreendendo o sistema, as pessoas foram cruelmente roubadas dos seus ganhos, das suas poupanças e das suas propriedades.


Sem Dinheiro para a Paz, mas com muito Dinheiro para a Guerra

A Segunda Guerra Mundial acabou com a "Depressão". Os mesmos banqueiros que no início dos anos trinta não faziam empréstimos em tempos de paz para a compra de casas, comida e roupas, de repente tinham biliões ilimitados para emprestar para aquartelamentos militares, rações de combate e uniformes.

Uma nação que em 1934 não conseguia produzir alimentos para venda, repentinamente podia produzir milhões de bombas para enviar para a Alemanha e para o Japão.

Com o súbito aumento da quantidade de dinheiro, as pessoas eram contratadas, as propriedades rurais vendiam os seus produtos, as fábricas começaram a funcionar em dois turnos, as minas foram reabertas, e "A Grande Depressão" acabou!

Alguns políticos foram considerados culpados pela depressão e outros ficaram com os méritos por ter acabado com ela. A verdade é que a falta de dinheiro causada pelos bancos trouxe a depressão, e a quantidade adequada de dinheiro acabou com ela. Nunca foi dito às pessoas a simples verdade de que os banqueiros que controlam o nosso dinheiro e crédito usaram esse controlo para saquear a América e colocá-los a todos na escravidão.


Poder para Imprimir e Regular o Dinheiro

Quando observamos os desastrosos resultados de uma carência de dinheiro criada artificialmente, podemos entender melhor porque é que os Pais Fundadores da América, que percebiam de dinheiro, insistiram em colocar o poder de "criar" dinheiro e o poder de controlá-lo APENAS nas mão do Congresso Federal.

Eles acreditavam que TODOS os cidadãos deviam ter a sua parte nos lucros da sua "criação", e portanto o governo federal devia ser o único criador de dinheiro. Acreditavam ainda que todos os cidadãos, de qualquer estado, território ou condição social, beneficiariam de uma moeda adequada e estável. Portanto, o governo federal deve também ser, por lei, o único regulador do valor do dinheiro.

Já que o Congresso Federal era o único corpo legislativo sujeito ao escrutínio de todos os cidadão, era, segundo pensavam, o único sítio seguro para tanto lucro e tanto poder. Escreveram de forma simples mas de maneira perfeitamente compreensível: "o Congresso terá o poder de Imprimir e Regular o Dinheiro."


Como é que Perdemos o Controlo da Reserva Federal

Em vez do método constitucional de criar o nosso dinheiro e colocá-lo em circulação, temos agora um sistema completamente inconstitucional. Este facto trouxe o nosso país à beira do desastre, como veremos.

Como o nosso dinheiro era tratado tanto legalmente como ilegalmente antes de 1913, vamos considerar apenas os anos posteriores a 1913, porque a partir desse ano, todo o nosso dinheiro foi criado e impresso por um método ilegal, que se não for alterado acabará por destruir os Estados Unidos. Antes de 1913, a América era uma nação próspera, poderosa e em crescimento, em paz com os seus vizinhos e a inveja do mundo. Mas em Dezembro de 1913, o Congresso, com muitos dos seus membros fora em férias de natal, faz aprovar o que desde então se chamou a Lei da Reserva Federal.

Omitindo os pormenores mais fastidiosos, esta lei autorizava o estabelecimento de uma Corporação da Reserva Federal, gerida por um Conselho Director (o Conselho Director da Reserva Federal). A lei dividia os Estados Unidos em 12 "Distritos" da Reserva Federal.

Esta lei simples, mas terrível, removia completamente do Congresso o direito de "criar" dinheiro ou ter qualquer controlo sobre a sua "criação", e dar essa função à Corporação da Reserva Federal. A aprovação da lei foi acompanhada pela fanfarra apropriada. A propaganda invocou que esta lei iria "retirar o dinheiro dos políticos" (não disseram "e portanto do controlo dos cidadãos") e prevenir que os altos e baixos da actividade económica prejudicassem os nossos cidadãos.

Às pessoas não foi dito na altura, e a maior parte não o sabe hoje, que a Corporação da Reserva Federal é uma corporação privada controlada por banqueiros e portanto é operada para o ganho financeiro dos banqueiros sobre o povo em vez de o ser em benefício do povo. O termo "Federal" foi apenas usado para enganar o povo.


Mais Catastrófico que Pearl Harbor

Desde desse "dia da infâmia", mais desastroso para nós do que Pearl Harbor, o pequeno grupo de pessoas "privilegiadas" que nos emprestam o "nosso" dinheiro acumularam para eles os lucros da impressão do nosso dinheiro – e mais! Desde 1913 criaram dezenas de milhares de milhões de dólares em dinheiro e crédito, que, como sua propriedade, podem emprestar ao nosso governo e ao nosso povo com juros.


"Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres" tornou-se a política secreta do governo federal. Um exemplo do processo de "criação" de dinheiro e da sua conversão em "dívida" das pessoas ajudará à compreensão do processo.


Milhares de Milhões em Juros Devidos a Bancos Privados

Vamos começar com a necessidade de dinheiro. O governo federal, tendo gasto mais do que aquilo que arrecadou em impostos aos cidadãos, precisa, a título de exemplo, de mil milhões de dólares. Como não possui esse dinheiro, e o Congresso lhe retirou a autoridade para o "criar", o governo tem de ir pedir aos "criadores" mil milhões de dólares.

Mas, a Reserva Federal, uma corporação privada, não dá assim o dinheiro de qualquer maneira! Os banqueiros estão desejosos de entregar mil milhões de dólares em dinheiro ou crédito ao Governo Federal em troca da aceitação por parte de governo em pagar o empréstimo – com juros. Portanto, o Congresso autoriza o Departamento do Tesouro a imprimir mil milhões de dólares em títulos do tesouro, que são então entregues aos Banqueiros da Reserva Federal.

A Reserva Federal paga então os custos da impressão de mil milhões de dólares (cerca de mil dólares) e procede à troca dessas notas pelos títulos do tesouro. O governo utiliza então o dinheiro para pagar os seus encargos. Quais são os resultados desta fantástica transacção? O governo endividou o povo perante os banqueiros em mil milhões de dólares, sobre os quais o povo terá de pagar juros!

Dezenas de milhares deste tipo de transacções tiveram lugar desde 1913, de tal forma que em 1996, o governo americano deve aos banqueiros mais do que cinco biliões de dólares (trillions). A maior parte dos impostos sobre o rendimento que hoje pagamos como indivíduos vai direitinho para as mãos dos banqueiros, só para pagar os juros, sem esperanças de pagar o capital dos empréstimos. Os nossos filhos serão forçados a viver na escravidão.


Mas esperem! Há mais!

Dizemos, "Isto é terrível!". Pois é, mas mostrámos apenas uma parte desta história sórdida. Sob este sistema horrível, estes Títulos do Tesouro [Obrigações – Bonds] dos Estados Unidos tornaram-se agora "activos" dos bancos do Sistema de Reserva que eles agora utilizam como "reservas" para "criarem" mais "crédito" para emprestar. As actuais exigências de "reservas" permite-lhes utilizar esses mil milhões de dólares em Títulos do Tesouro para "criar" 15 mil milhões de dólares em "crédito" novo para emprestar aos estados, aos municípios, aos indivíduos e às empresas.

A somar aos mil milhões de dólares originais, eles podem acrescentar 16 mil milhões de dólares de "crédito criado" em empréstimos a pagar juros, sendo o seu único custo os mil dólares para imprimir os originais mil milhões de dólares! Como o Congresso Americano não emite dinheiro constitucional desde 1863, de forma que as pessoas tivessem esse dinheiro para usar nos negócios e no comércio, estas são forçadas a pedir emprestado o "crédito criado" pelo Monopólio dos Banqueiros e pagar-lhes juros usurários!



Manipular Acções por Divertimento e Lucro

A somar a uma usura quase ilimitada, os banqueiros têm outro método de arrecadar grandes quantidades de riqueza. Os bancos que controlam o dinheiro têm a capacidade de aprovar grandes empréstimos a grandes empresas de sucesso de tal forma que a recusa de um empréstimo traz consigo uma redução do valor das acções dessa empresa.

Depois de causarem a baixa do valor das acções dessa empresa, os agentes dos banqueiros compram grandes quantidades das acções da companhia. Então, se o banco aprovar subitamente um empréstimo milionário à companhia, os preços das acções sobem e são então vendidas com lucro. Desta forma, milhares de milhões de dólares são ganhos e com os quais se pode comprar mais acções. Esta prática está tão refinada hoje que o Conselho de Directores da Reserva Federal só precisa de anunciar nos jornais um aumento ou descida da taxa de desconto para fazer com que o valor das acções disparem ou se afundem.

Usando este método desde 1913, os banqueiros e os seus agentes compraram o controlo secreto ou às claras de quase todas as grandes corporações na América. Usando esta influência económica, forçam as corporações a pedirem emprestadas largas somas de dinheiro de tal forma que os lucros das empresas são transformados em juros dos bancos. Isto deixa poucos lucros às empresas que possam ser pagos como dividendos e explica porque é que os bancos conseguem obter milhões em juros de empréstimos a empresas mesmo quando o valor das acções está em baixo. Com efeito, os banqueiros conseguem uma grossa fatia dos lucros, enquanto os accionistas individuais ficam com os restos.

Os milhões de famílias trabalhadoras da América estão agora endividados a poucos milhares de famílias bancárias pelo dobro do estimado valor de todos os Estados Unidos. E estas famílias bancárias obtêm essas dívidas a troco do custo do papel, da tinta e da contabilidade!


O dinheiro dos Juros nunca é Criado

A única maneira pela qual o novo dinheiro (que não é dinheiro verdadeiro, mas antes crédito representando uma dívida), entra em circulação na América, é quando é emprestado pelos banqueiros. Quando o Estado e o povo pedem emprestadas largas somas, parecemos prosperar. Contudo, os banqueiros "criam" apenas a quantidade de dinheiro de cada empréstimo, nunca a quantidade extra necessária para pagar os juros. Por isso, o novo dinheiro nunca é igual à nova dívida. O dinheiro necessário para pagar os juros do empréstimo não é "criado", e portanto não existe!

Neste sistema, em que a nova dívida excede sempre o novo dinheiro, não interessa quanto seja emprestado, a dívida total ultrapassa progressivamente a quantidade de dinheiro disponível para pagar a dívida. As pessoas não conseguem nunca sair da dívida!

O exemplo seguinte mostra a brutalidade do sistema de juro-dívida através da sua intrínseca escassez de dinheiro.


A Tirania do Juro Composto

Quando um cidadão vai ter com um banqueiro para lhe pedir emprestado cem mil dólares para comprar uma casa ou uma quinta, o funcionário do banco tem o consentimento daquele que pede emprestado (o mutuário) em pagar o empréstimo mais os juros. A 8,25% de juros durante 30 anos, o mutuário tem de aceitar pagar 751,27 dólares por mês num total de 270.456,00 dólares.

O funcionário do banco exige ao cidadão que ceda o direito de posse da propriedade ao banqueiro se o mutuário não fizer os pagamentos estipulados. O funcionário do banco passa então ao mutuário um cheque ou um comprovativo de depósito de cem mil dólares, creditando a conta de depósitos à ordem do mutuário em cem mil dólares.

O mutuário (aquele que pede emprestado) passa então um cheque ao construtor ou a quem lhe vendeu a propriedade, que, por seu turno, passará cheques a outras pessoas sobre este dinheiro. Cem mil dólares de novo dinheiro "em forma de cheque" é portanto acrescentado ao "dinheiro em circulação".

Contudo, esta é a grande falha do sistema: o único dinheiro novo criado e colocado em circulação é o valor do empréstimo, cem mil dólares. O dinheiro para pagar os juros NÃO é criado, e por isso não é acrescentado ao "dinheiro em circulação".

Mesmo assim, este mutuário (e os que se lhe seguirem na posse da propriedade) têm de ganhar e tirar de circulação 270.456,00 dólares, mais 170.456,00 dólares do que ele colocou em circulação quando pediu os cem mil dólares originais. (Este juro vigariza todas as famílias que compram casas. Não é porque não tenham dinheiro para pagar; é porque os juros dos banqueiros forçam-nos a pagar quase três casas para poderem ter uma).

Cada novo empréstimo põe o mesmo processo em marcha. Cada mutuário acrescenta uma pequena soma à oferta total de dinheiro quando pede emprestado, mas os pagamentos do empréstimo (por causa dos juros) subtraem uma soma muito maior à oferta total de dinheiro.

Não há portanto nenhuma maneira de todos os devedores poderem pagar aos seus emprestadores. À medida que vão pagando o capital do empréstimo e os juros, o dinheiro em circulação vai desaparecendo. A única coisa que podem fazer é lutar uns com os outros, pedindo emprestado mais e mais dinheiro dos banqueiros a cada geração. Os banqueiros, que nada produzem de valor, vão gradualmente tomando posse da terra, dos edifícios, e dos salários actuais e futuros de toda a população trabalhadora. O rico manda no pobre e o devedor é servo do emprestador.
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Sexta-feira, Junho 26, 2009

O verdadeiro móbil da política que Sócrates e os seus patronos delinearam para o país

O abismo social como projecto político

Ao governo Sócrates junta-se todo o Centrão e boa parte dos políticos que navegam na órbita dessa galáxia de interesses e corrupção.

São auxílios a Bancos em "Crise", TGVs, Projectos PIN, Aeroportos, Auto-Estradas, Pontes, e toda a sorte da elefantíase albina que povoa a mente sôfrega destes parasitas profissionais.
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Quinta-feira, Junho 25, 2009

Ao contrário da Aritmética, cujos números continuam a descer, o ensino de História Contemporânea está em crescendo



Comentário:

Uma pequena piada a alguns amigos meus que, em relação a determinados episódios da história recente, se limitam a repetir as ladainhas que entranharam graças aos filmes, documentários e séries do Steven Spielberg & Associates.
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Segunda-feira, Junho 22, 2009

Holocausto – Um segredo bradado aos quatro ventos

Hitler declarou as suas intenções francamente. Os Nazis cometeram atrocidades abertamente. Que necessidade tinham de escamotear os gaseamentos?

Texto retirado deste site.

[Tradução minha]

Os historiadores convencionais explicam a falta de fotografias e documentos [dos gaseamentos dos prisioneiros] invocando que o Holocausto era tão secreto que nenhumas fotografias foram tiradas, e que não seria permitida a existência de nenhuns documentos incriminatórios. Acredita-se que isto seria verdade quando a Solução Final estava ainda na fase de projecto, em 1941.

Hitler falou sobre o extermínio ou o aniquilamento dos judeus em muitas ocasiões. Por exemplo, esta é uma frase de Mein Kampf (página 338 de Houghton-Mifflin edição de capa dura. Outras referências podem ser encontradas nas páginas 169 e 679.) Hitler escreveu: "a consolidação do nosso povo enquanto nação só terá sucesso quando, à parte toda a luta explícita pelo espírito do nosso povo, os seus envenenadores internacionais forem exterminados."

É suposto acreditar que Hitler anunciou ao mundo que os judeus seriam aniquilados, e que simultaneamente se esforçou para manter a pretensão que eles não estavam a ser aniquilados? A intenção do Holocausto foi declarada abertamente, mas a própria operação em si era tão secreta que os Nazis nunca discutiram o assunto, mesmo entre eles?

Na página 679 Hitler diz: "Se no começo e durante a Guerra doze ou quinze mil destes corruptores hebreus tivesse sido sujeita a gás tóxico, como aconteceu a centenas de milhares dos nossos melhores trabalhadores alemães, o sacrifício de milhões na frente não teria sido em vão. Pelo contrário: doze mil canalhas eliminados a tempo poderiam ter poupado as vidas de milhões de alemães."

Nessa altura já não havia segredo nenhum. Tendo levantado a questão de suprimir os judeus com gás no Mein Kampf, não faria sentido nenhum Hitler fingir que tal não estava a acontecer, se ele na verdade o estivesse a fazer. Mas não há nenhuma outra referência sobre eliminar com gás em nada que ele tenha dito ou escrito. Existem registros de tudo que Hitler, Himmler e os outros Nazis disseram em público e muito do que eles disseram em privado, e não existe nenhuma alusão, em lado nenhum, sobre gaseamentos, mesmo em ocasiões em que falavam sobre como se verem livres dos judeus.

Existe uma cópia de um discurso (de Poznan) no qual Himmler discursou numa reunião privada dos oficiais seniores das SS. Mesmo se ele não quisesse mencionar os gaseamentos publicamente, Himmler sentir-se-ia livre para falar abertamente numa reunião privada das SS. (Ele teria que falar abertamente em algum momento. Eles teriam que discutir isso entre eles). Mas Himmler nada disse sobre gaseamentos, embora estivesse a falar sobre enviar judeus para campos de concentração. Não disse "estou-me a referir ao gaseamento de judeus, ao «Ausrottung» das pessoas judias." Pelo contrário, Himmler disse: "Estou-me a referir à evacuação dos judeus, ao «Ausrottung» do povo judeu."

Até mesmo na conferência de Wannsee, nada foi dito sobre gaseamentos. Em 1941, os Nazis estavam a ganhar a guerra. Julgamentos de crimes de guerra eram a última coisa que lhes passaria pela cabeça. (Na realidade não existiu esse conceito até 1945. Julgamentos de crimes de guerra não foram uma norma nas guerras do passado.) Os Nazis não tinham nenhuma razão para criar uma ilusão para a posteridade. Eles julgaram que iam ser a posteridade. Nunca pensaram que tivessem de responder por aquilo que tivessem feito. E, mesmo assim, é suposto que acreditemos que já em 1941 eles estivessem a antecipar um período pós-guerra em que seria necessário encobrir as suas acções?

Os Nazis não eram tímidos quando se tratava de assassinar pessoas. Cometeram atrocidades abertamente. Ostentaram isso. Existem fotografias de soldados Nazis matando a tiro judeus a sangue frio e rindo-se disso. Essas fotografias não foram tiradas secretamente por outras pessoas, foram tiradas directamente pelos Nazis. Mas é suposto acreditarmos que as câmaras de gás eram tão secretas que nenhuma fotografia tenha jamais sido alguma vez lá tirada?

Também é suposto acreditarmos que seria possível encobrir uma operação que envolveu a morte de seis milhões de pessoas?

Aparentemente os gaseamentos processavam-se desta forma: um comboio carregado de judeus chega a Auschwitz. Aí são separados em dois grupos, os que são aptos para o trabalho e outros que não o são. Este segundo grupo é então levado directamente para os crematórios. Primeiro vão para uma sala onde se despem. Depois são conduzidos a outra sala que é suposto ser um chuveiro ou uma sala de desparasitação. Quando chegam a essa sala, são trancados e gaseados. Alguns minutos depois os guardas entram e arrastam os corpos para os fornos onde serão cremados.

Se seis milhões de judeus foram gaseados, este cenário deve-se ter repetido milhares de vezes, em vários campos diferentes, durante vários anos. Esta cena macabra é algo que qualquer fotógrafo gostaria de fotografar. Mas supostamente era proibido tirar fotos, e assim nenhuma foto foi tirada. Isto é um disparate. Os guardas da prisão eram a lei. Ninguém os proibiria de tirar fotografias.

Pergunte-se a Lynndie England na prisão iraquiana de Abu Ghraib:

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Jon Stewart – «Guerra ao Terrorismo» ou a interminável propaganda do medo nos EUA


Jon Stewart: Aqui em Nova Iorque, foi travado um atentado terrorista na cidade. Quatro homens foram presos porque iam fazer explodir sinagogas no Bronx. Onde teve origem este plano diabólico? No Iraque? No Irão? Não, em Newburgh, Nova Iorque. Newburgh! Sabem o que isso significa?

Flashes televisivos: Plano terrorista interno… Terroristas internos… Um plano terrorista interno… Terroristas internos…

Jon Stewart: Internos? Fazem um plano terrorista parecer erva de m… São internos. Não é como o plano terrorista de qualidade de Humboldt County. Porquê uma sinagoga no Bronx?

Canal televisivo: Afirmaram que era uma Jihad. Ficaram perturbados com o que está a acontecer no Afeganistão e no Paquistão, onde há muçulmanos a morrer.

Jon Stewart: Então, porquê uma sinagoga no Bronx? Devia ser isso ou um restaurante Jamba Juice em Schenectady. Por favor! "Vamos ver como os infiéis se safam sem os preciosos Femme Boosts." Mas as sinagogas não eram os únicos alvos.

CNN: Os quatro planeavam abater aviões militares a partir de uma base da Air national Guard em Nova Iorque.

Jon Stewart: Embora os suspeitos de terrorismo tenham podido iniciar o plano antes de serem presos, o público nunca esteve em perigo.

CNN: As autoridades infiltraram-se neste grupo terrorista há um ano forneceram-lhes armas falsas.

Fox News: As bombas foram feitas com o que os terroristas pensavam ser C-4, mas era só uma mistela que técnicos do FBI criaram.

Jon Stewart: Deviam ser terroristas muito experientes. "Este C-4 parece uma mistela. Está óptimo." Uma grande vitória contra o terrorismo também para a Fox News que pôde usar as capturas como prova de que o presidente Obama está a pôr a América em perigo.

Fox News: Estamos a falar com o que faremos com os prisioneiros de Guantánamo e de talvez os trazer para prisões americanas. Ao que parece, três deles estiveram presos e congeminaram este plano na prisão. As pessoas pensam que essas coisas não podem acontecer se trouxermos estes terroristas para território americano. Isto não provará que acontecem?

Jon Stewart: Não! Na verdade acabou de argumentar que não se deve mandar ninguém para a prisão. Os prisioneiros de Guantánamo ainda não chegaram cá...