No programa Prós e Contras de 2/11/2009 na RTP1, o Professor Doutor Hélder Filipe, Vice-Presidente do Infarmed (instituto público regulador e fiscalizador responsável pela introdução no mercado, comercialização e controlo dos medicamentos e outros produtos de saúde em Portugal), e grande defensor da vacinação em massa contra a Gripe A, alerta-nos contra a desinformação que grassa na Internet sobre os falsos perigos da vacina:
Fátima Campos Ferreira: Esta questão da comunicação social, Hélder Filipe, é interessante. De que forma é que a comunicação social pode ser um factor, enfim, que pelo menos que não seja um obstáculo à vacinação?
Hélder Filipe do Infarmed: Eu acho que é decisivo porque, como vimos aqui, isto é um problema de informação mais do que tudo o resto. Os medos com a vacina etc. é um problema de falta de informação, isso ligado a uma outra coisa que eu estava aqui a pensar que é a Internet. Os fenómenos que temos tido de má informação ou desinformação têm tido muito a ver com a Internet. A freira espanhola, a senhora finlandesa, todos nós recebemos os filmes do Youtube através do e-mail. E portanto, temos de pensar nesta realidade, e as pessoas perceberem que a Internet não é, só por si, uma fonte fidedigna de informação e, portanto, se usarem a Internet para irem a sites fidedignos – Direcção Geral de Saúde, Infarmed, e não é para puxar a brasa à nossa sardinha, Agência Europeia do Medicamento, onde pode haver informação fidedigna. E perceber que a Internet é apenas um veículo para ter boa ou má informação. E às vezes falamos muito da comunicação social e esquecemo-nos deste fenómeno da informação através da Internet.
Fátima Campos Ferreira: Onde ninguém tem qualquer controlo, não é?
Hélder Filipe do Infarmed: Exactamente!
Hélder Filipe do Infarmed: Eu acho que é decisivo porque, como vimos aqui, isto é um problema de informação mais do que tudo o resto. Os medos com a vacina etc. é um problema de falta de informação, isso ligado a uma outra coisa que eu estava aqui a pensar que é a Internet. Os fenómenos que temos tido de má informação ou desinformação têm tido muito a ver com a Internet. A freira espanhola, a senhora finlandesa, todos nós recebemos os filmes do Youtube através do e-mail. E portanto, temos de pensar nesta realidade, e as pessoas perceberem que a Internet não é, só por si, uma fonte fidedigna de informação e, portanto, se usarem a Internet para irem a sites fidedignos – Direcção Geral de Saúde, Infarmed, e não é para puxar a brasa à nossa sardinha, Agência Europeia do Medicamento, onde pode haver informação fidedigna. E perceber que a Internet é apenas um veículo para ter boa ou má informação. E às vezes falamos muito da comunicação social e esquecemo-nos deste fenómeno da informação através da Internet.
Fátima Campos Ferreira: Onde ninguém tem qualquer controlo, não é?
Hélder Filipe do Infarmed: Exactamente!
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VÍDEO do Prós e Contras da RTP1 de 2 de Novembro de 2009
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Jornal Nacional da TVI de 7 de Setembro de 2009
(3 minutos)
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Jornal Nacional da TVI – 7 de Setembro de 2009
A Gripe A vai matar menos gente que a gripe sazonal
VÍDEO do Prós e Contras da RTP1 de 2 de Novembro de 2009
+
Jornal Nacional da TVI de 7 de Setembro de 2009
(3 minutos)
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Jornal Nacional da TVI – 7 de Setembro de 2009A Gripe A vai matar menos gente que a gripe sazonal
Jornalista da TVI: A verdade é que o mundo está preocupado com a Gripe A e já há empresas a ganhar milhões à custa do H1N1 (vírus da Gripe A). Das pequenas empresas aos grandes laboratórios toda a gente tem facturado com este vírus.
A farmacêutica Roche, por exemplo, cujas vendas do seu Tamiflu caíram quase 70% quando o mundo percebeu que já não havia perigo de uma Gripe Aviária, vê agora as vendas desse mesmo medicamento dispararem em mais de 200%.
A farmacêutica Roche, por exemplo, cujas vendas do seu Tamiflu caíram quase 70% quando o mundo percebeu que já não havia perigo de uma Gripe Aviária, vê agora as vendas desse mesmo medicamento dispararem em mais de 200%.
Dr. Fernando Maltês (Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral): O Tamiflu, desde o princípio desta pandemia, tem sido encarado pela população como uma espécie de fármaco milagroso, o que não é verdade. E no que diz respeito à eficácia, concretamente no vírus da gripe, é uma eficácia que está, digamos, mal documentada. Se houver um conjunto de factores que digam – vale a pena administrar o fármaco – o médico administra, caso contrário, balançando os efeitos benéficos com os potenciais riscos, é preferível não administrar.
Jornalista da TVI: Numa altura em que o laboratório suíço Roche passa por dificuldades financeiras, com os lucros a caírem quase 30% na primeira metade deste ano, é caso para dizer que a Gripe não é Aviária, mas que caiu do céu.
Ajuda importante também para a Glaxo Smith Kline, o laboratório britânico a quem Portugal já encomendou seis milhões de doses da vacina contra a Gripe A, a 8 euros cada uma (48 milhões de euros), teve um ano difícil do ponto de vista financeiro. Eis senão quando, surge o tal vírus, H1N1, que deverá render, só ao laboratório britânico, cerca de dois mil milhões de euros, tendo em conta que as encomendas estão quase a atingir as trezentas milhões de doses.
Jornalista da TVI: Numa altura em que o laboratório suíço Roche passa por dificuldades financeiras, com os lucros a caírem quase 30% na primeira metade deste ano, é caso para dizer que a Gripe não é Aviária, mas que caiu do céu.
Ajuda importante também para a Glaxo Smith Kline, o laboratório britânico a quem Portugal já encomendou seis milhões de doses da vacina contra a Gripe A, a 8 euros cada uma (48 milhões de euros), teve um ano difícil do ponto de vista financeiro. Eis senão quando, surge o tal vírus, H1N1, que deverá render, só ao laboratório britânico, cerca de dois mil milhões de euros, tendo em conta que as encomendas estão quase a atingir as trezentas milhões de doses.
O laboratório britânico Glaxo Smith Klineterá um rendimento de dois mil milhões de euros graças ao H1N1
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Comentário
Não será de estranhar que Hélder Filipe, Vice-Presidente do INFARMED [instituto público regulador e fiscalizador responsável pela introdução no mercado e comercialização dos medicamentos em Portugal], seja tão pró-vacinação.
Afinal, mão é todos os dia que surge uma "Pandemia" que permite que se "invista" uma verba superior a 45 milhões de euros na aquisição de três milhões de vacinas.
Seguramente que a Glaxo Smith Kline terá de adquirir muitos perús para distribuir neste Natal.

Agência Lusa, Publicado em 10 de Outubro de 2009:
«Os impactos financeiros directos da gripe A nos custos do Estado já ascendem a 67,5 milhões de euros com a compra de vacinas, no valor de 45 milhões de euros, e do Oseltamivir [Tamiflu], no valor de 22,5 milhões de euros.
O Governo gastou este ano 45 milhões de euros na compra de seis milhões de doses de vacinas contra a gripe A à Glaxo Smith Kline (GSK) e gastou, nos últimos três anos, 22,5 milhões de euros na compra do anti-viral Oseltamivir [Tamiflu] à Roche, inicialmente destinado ao combate à gripe das aves.»
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Afinal, mão é todos os dia que surge uma "Pandemia" que permite que se "invista" uma verba superior a 45 milhões de euros na aquisição de três milhões de vacinas.
Seguramente que a Glaxo Smith Kline terá de adquirir muitos perús para distribuir neste Natal.

Agência Lusa, Publicado em 10 de Outubro de 2009:
«Os impactos financeiros directos da gripe A nos custos do Estado já ascendem a 67,5 milhões de euros com a compra de vacinas, no valor de 45 milhões de euros, e do Oseltamivir [Tamiflu], no valor de 22,5 milhões de euros.
O Governo gastou este ano 45 milhões de euros na compra de seis milhões de doses de vacinas contra a gripe A à Glaxo Smith Kline (GSK) e gastou, nos últimos três anos, 22,5 milhões de euros na compra do anti-viral Oseltamivir [Tamiflu] à Roche, inicialmente destinado ao combate à gripe das aves.»
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