sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Quem fabrica as «Crises Financeiras»…



Sob a camuflagem da «lei económica» muitíssimos fenómenos foram justificados, os quais não se deveram a nenhuma lei económica a não ser a do desejo egoísta humano operado por meia dúzia de homens que têm o objectivo e o poder de trabalhar a uma vasta escala com nações como vassalas...


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Eça de Queirós

No período 1877 - 1882, na compilação "Cartas de Inglaterra", Eça de Queirós escreveu no capítulo «Israelismo":

"Mas o pior ainda na Alemanha é o hábil plano com que fortificam a sua prosperidade e garantem o luxo, tão hábil que tem um sabor de conspiração: na Alemanha, o judeu, lentamente, surdamente, tem-se apoderado das duas grandes forças sociais – a Bolsa e imprensa."

"Quase todas as grandes casas bancárias da Alemanha, quase todos os grandes jornais, estão na posse do semita. Assim, torna-se inatacável. De modo que não só expulsa o alemão das profissões liberais, o humilha com a sua opulência rutilante e o traz dependente pelo capital; mas, injúria suprema, pela voz dos seus jornais, ordena-lhe o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar e com quem se há-de bater!
"


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O judeu Benjamin Disraeli ou Lord Beaconsfield

Ainda em "Cartas de Inglaterra", no capítulo «Lord Beaconsfield», Eça de Queirós escreveu sobre Lord Beaconsfield, aliás o judeu Benjamin Disraeli (1804 – 1881), que foi primeiro-ministro do Reino Unido:

"A esta causa de popularidade [do judeu Benjamin Disraeli] deve juntar-se outra – a reclame. Nunca, um estadista teve uma reclame igual, tão contínua, em tão vastas proporções, tão hábil. Os maiores jornais de Inglaterra, de Alemanha, de Áustria, mesmo de França, estão (ninguém o ignora) nas mãos dos israelitas.

"Ora, o mundo judaico nunca cessou de considerar Lord Beaconsfield como um judeu - apesar das gotas de água cristã que lhe tinham molhado a cabeça. Este incidente insignificante nunca impediu Lord Beaconsfield de celebrar nas suas obras, de impor pela sua personalidade a superioridade da raça judaica - e por outro lado nunca obstou a que o judaísmo europeu lhe prestasse absolutamente o tremendo apoio do seu ouro, da sua intriga e da sua publicidade."

"Em novo, é o dinheiro judeu que lhe paga as suas dívidas; depois é a influência judaica que lhe dá a sua primeira cadeira no Parlamento; é a ascendência judaica que consagra o êxito do seu primeiro Ministério; é enfim
a imprensa nas mãos dos judeus, é o telégrafo nas mãos dos judeus, que constantemente o celebraram, o glorificaram como estadista, como orador, como escritor, como herói, como génio!"


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Henry Ford

Henry Ford (1863 – 1947) foi o americano fundador da Ford Motor Campany. O seu automóvel, Modelo T, revolucionou o transporte e a indústria americana. Ford foi um inventor prolífico e registou 161 patentes. Na qualidade de dono da Companhia Ford tornou-se um dos homens mais ricos e mais conhecidos do mundo.

Em 22 de Maio de 1920, Henry Ford escreveu no Jornal "The Dearborn Independent":

"Existe no mundo de hoje, ao que tudo indica, uma força financeira centralizada que está a levar a cabo um jogo gigantesco e secretamente organizado, tendo o mundo como tabuleiro e o controlo universal como aposta.

"As populações dos países civilizados perderam toda a confiança na explicação de que «as condições económicas» são responsáveis por todas as mudanças que ocorrem. Sob a camuflagem da «lei económica» muitíssimos fenómenos foram justificados, os quais não se deveram a nenhuma lei económica a não ser a do desejo egoísta humano operado por
meia dúzia de homens que têm o objectivo e o poder de trabalhar a uma vasta escala com nações como vassalas."


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E em 29 de Maio de 1920, no mesmo jornal, Henry Ford escreveu:

"O judaísmo é o mais secreto poder organizado na terra, mais ainda que o Império Britânico. Constitui um Estado cujos cidadãos são incondicionalmente leais onde quer que estejam, quer sejam ricos ou pobres.

O nome que foi dado pela Alemanha a este Estado e que circula por todos os outros Estados é Al-Judá [All-Judaan] [nação judaica]. Os meios de poder do Estado de Al-Judá são o capital e o jornalismo, ou o dinheiro e a propaganda. Al-Judá é o único Estado que exerce um governo mundial; todos os outros Estados só podem exercer governos nacionais."



"Controlando as fontes de notícias do mundo, os Judeus conseguem sempre preparar as opiniões das pessoas para o seu próximo passo. A grande revelação que falta fazer é a forma como as notícias são fabricadas e a maneira pela qual as mentes das pessoas são moldadas com um determinado objectivo."

"Quando o poderoso Judeu é por fim denunciado e a sua mão descoberta, sucedem-se imediatamente os gritos de perseguição que ecoam por todo o mundo. As verdadeiras causas da perseguição (que é a opressão dos povos pelas manobras financeiras dos Judeus) nunca são publicitadas."


Henry Ford – maio de 1920.


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Senador e candidato a presidente norte-americano Barry Morris Goldwater (1909 – 1998), escreveu no seu livro - "With No Apologies" (página 231):

"Uma organização em mãos privadas, a Reserva Federal (o banco central norte-americano) não tem nada a ver com os Estados Unidos. A maior parte dos americanos não compreende de todo a actividade dos agiotas internacionais. Os banqueiros preferem assim."

"Nós reconhecemos de uma forma bastante vaga que os Rothschilds e os Warburgs da Europa e as casas de J. P. Morgan, Kuhn, Loeb and Co., Schiff, Lehman e Rockefeller possuem e controlam uma imensa riqueza. A forma como adquiriram este enorme poder financeiro e o empregam é um mistério para a maior parte de nós. Os banqueiros internacionais ganham dinheiro concedendo crédito aos governos. Quanto maior a dívida do Estado político, maiores são os juros recebidos pelos credores.
Os bancos nacionais da Europa [com a União Económica Goldwater refere-se ao Banco Central Europeu - BCE) são na realidade possuídos e controlados por interesses privados."



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Woodrow Wilson

Woodrow Wilson (1856 - 1924), que foi Presidente dos Estados Unidos de 1913 a 1921, escreveu no seu livro "The New Freedom" (1913):

"Uma grande nação industrial é controlada pelo seu sistema de crédito. O nosso sistema de crédito está concentrado. O crescimento da Nação e de todas as nossas actividades está nas mãos de meia dúzia de homens. Tornámo-nos num dos mais mal governados, num dos mais completamente controlados e dominados Governos no mundo – não mais um Governo de liberdade de opinião, não mais um Governo pela convicção e pelo voto da maioria, mas um Governo pela opinião e intimidação de um pequeno grupo de homens dominantes."

"Desde que entrei para a política, tenho ouvido maioritariamente opiniões de homens que me são segredadas em privado. Alguns dos maiores homens nos Estados Unidos, no campo de comércio e da manufactura estão com medo de alguém, estão com medo de alguma coisa. Eles sabem que existe um poder algures tão organizado, tão subtil, tão vigilante, tão integrado, tão completo, tão penetrante, que preferem sussurrar quando o amaldiçoam."

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

André Rogerie - um estonteante corrupio entre os diversos blocos hospitalares de Auschwitz



André Rogerie tinha 21 anos quando foi preso pela Gestapo, a 3 de Julho de 1943, quando tentava juntar-se às tropas francesas no Norte de África. André Rogerie esteve sucessivamente prisioneiro nos campos de concentração de Buchenwald, Dora, Maidanek, Auschwitz, Gross-Rosen, Nordhausen e Harzungen.

Em 1945, escreveu uma obra intitulada "Vivre c’est Vaincre" [Viver é Vencer]. André Rogerie escreveu este livro porque, já desde 1943, estava convicto de que era necessário fazer saber ao mundo o que ele passou e viu nos campos de concentração.

No prefácio da reedição do seu livro, em 1988, escreveu: "Tendo assistido pessoalmente ao que se chama hoje «Holocausto», creio ser o meu dever, como testemunha ocular, imprimir novamente este documento histórico para que aqueles que procuram a verdade sobre este período encontrem um testemunho autêntico". Contra os negacionistas, André Rogerie traz-nos o testemunho de um deportado que observou o genocídio dos Judeus.



Tendo subido ao posto de General, André Rogerie recebeu em 1994 o prémio "Mémoire de la Shoah [Memória do Holocausto Judeu] da Fundação Bushmann. A 16 de Janeiro de 2005, no Hôtel de Ville em Paris, por ocasião da comemoração da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, André Rogerie foi, a par com Simone Veil (a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu [1979-1982]), um de dois sobreviventes dos campos a testemunhar.

André Rogerie foi deportado para Dora, adoeceu, foi considerado inapto para o trabalho e, depois de algumas peripécias, chega a Auschwitz-Birkenau em Abril de 1944, nessa altura ele não pesa mais de quarenta quilos.

«Os prisioneiros com fatos às riscas estão lá para nos receber. É um comando especial. Em geral são muito simpáticos, ajudam-nos a descer e depois a subir para os camiões. Estamos muito cansados, chegamos extenuados e a ajuda que nos deram não foi inútil» (pág. 63).

André Rogerie depois de passar pela desinfecção vai para um bloco de quarentena. Ao fim de cinco semanas, pesa 43 kg. Ao ver o seu estado de magreza, o médico envia-o para o campo-hospital (pág. 69): «fomos colocados num bloco muito simpático. O chão está coberto com um pavimento, há janelas, as camas estão espaçadas umas das outras, os cobertores são bons. A sopa é abundante e pela primeira vez desde há uns tempos eu comia o suficiente» (pág. 69).

André Rogerie

Ao verificar-se que tinha sarna, foi enviado para o bloco 15, «reservado às doenças de pele» (pág. 70). «Todos os dias, o suplemento de sopa é distribuído àqueles que estão mais magros […] vou portanto para a fila (sempre em camisa) para o meu suplemento». «Em poucos dias, voltei a ter cinquenta quilos. Graças às pomadas do doutor Landemann, a minha pele está completamente sarada» (pág. 71).


No dia em que devia finalmente sair do hospital para trabalhar, André Rogerie ficou com febre: «Os médicos auscultaram-me uns após outros e desconfiaram que eu tinha malária. O doutor Herz recolheu uma amostra do meu sangue para que fosse estudada no microscópio […] o laboratório respondeu na manhã seguinte a dizer que a malária não foi detectada. Eu tenho o sangue muito puro […]. Continuo portanto a viver no bloco 15 com a minha pequena febre semanal […]. Pouco a pouco, graças aos bons cuidados de Piccos, a agulha da balança sobe e em Julho eu já peso 56 quilos» (pág. 72).

«Eis que, ainda por cima, eu contraio uma doença do couro cabeludo que é tratada por depilação. É necessário rapar todo o cabelo, pêlo a pêlo. Para isso, sou levado para o campo das mulheres para ir ao aparelho de raios X, porque não falta nada em Birkenau».

Pouco depois, André Rogerie seria inscrito num comando de trabalho de Auschwitz.


Comentário


Poucos deportados terão tido tanta sorte como o prisioneiro André Rogerie. Não só passou incólume por sete campos de extermínio - Buchenwald, Dora, Maïdanek, Auschwitz, Gross-Rosen, Nordhausen e Harzungen, como, dentro do campo de extermínio de Auschwitz, correu quase todos os blocos hospitalares do campo:

André Rogerie depois de passar pela desinfecção foi para um bloco de quarentena. Cinco semanas depois o médico envia-o para o campo-hospital. Ao verificar-se que tinha sarna, foi enviado para o bloco 15, reservado às doenças de pele. Ao contrair uma doença no couro cabeludo tem de ir ao aparelho de raios X que fica situado no campo das mulheres.

Esta roda-viva pelos diversos blocos hospitalares de Auschwitz não é alheia à recuperação física de André Rogerie. Chegado a Auschwitz, em Abril de 1944, não pesando mais do que 40 kg, ao fim de cinco semanas já pesa 43 kg, atingindo pouco depois os 50 kg e em Julho do mesmo ano os 56 kg. Pouco tempo depois, André Rogerie já estava suficientemente robusto para ser integrado num comando de trabalho.

Em face da existência de tantos blocos hospitalares no campo de extermínio de Auschwitz, é difícil discordar de André Rogerie: «não falta nada em Auschwitz-Birkenau».
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quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Número de americanos a viver na pobreza atinge recorde




Quanto mais Capitalismo e mais Evolução Tecnológica, maior a Pobreza... Um dueto que funciona cada vez pior...


1 - A Informática, a Automação, as Telecomunicações, etc., estão a substituir progressivamente o homem nas empresas, o que provoca um desemprego crescente.

2 - Ao contrário do que aconteceu até aos anos 70-80, em que a Tecnologia destruía empregos mas criava novas funções gerando outros empregos, as novas Tecnologias geram actividades que já não são preenchidas por pessoas mas por máquinas..

3 - Estes desempregados ficam sem poder de compra o que implica que as empresas vendem cada vez menos e fecham as suas portas criando cada vez mais desemprego... rumo ao desemprego total.

4 - A «Economia» baseada no Emprego está a morrer. Caímos no absurdo em que a capacidade de produção aumenta exponencialmente e as pessoas, porque desempregadas e sem dinheiro, vivem cada vez pior. Este paradigma económico tem de mudar radicalmente...




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DN - Globo - 04 de fevereiro de 2016

No ano passado foram contabilizados 46,2 milhões de americanos a viver na pobreza. Este é o número mais elevado desde que em 1959 o gabinete de recenseamento dos EUA começou a recolher destes dados.

O número de americanos a viver abaixo do limiar da pobreza aumentou durante quatro anos seguidos, enquanto a taxa de pobreza no país é a mais elevada desde 1993. Já o número de pobres em termos absolutos, 46,2 milhões em 2010, é o mais elevado desde que o gabinete de recenseamento começou a efectuar este tipo de registos.Os números foram hoje avançados num relatório do Census.

Nos Estados Unidos, é considerada pobre uma família de quatro elementos que tiver um rendimento anual inferior a 22314 dólares (cerca de 16 mil euros) ou uma pessoa sozinha que receba menos de 11139 dólares (cerca de oito mil euros) por ano.

O relatório indica ainda que o valor dos rendimentos das famílias americanas baixou 2,3% em 2010. Enquanto isso, a taxa de desemprego mantém-se actualmente acima dos 9%.

Para fazer face a esta situação, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou na semana passada o lançamento de um plano de 450 mil milhões de dólares (328 mil milhões de euros) para promover a criação de emprego.


terça-feira, fevereiro 02, 2016

A mentira da origem fóssil do Petróleo e o mito do «Pico Petrolífero»

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Por outras palavras, o «Pico Petrolífero» é uma fraude para criar escassez artificial e aumentar os preços do petróleo. As guerras que têm sido despoletadas pelos EUA no Médio Oriente e em África para controlar os principais países produtores de petróleo, não visam rapinar o "Ouro Negro" mas evitar que a produção aumente e os preços baixem.



Temos vindo a assistir a uma forte subida nos preços do petróleo e é-nos dito simplesmente para nos habituarmos à ideia porque não há nada a fazer. Entretanto as companhias petrolíferas continuam a bater recordes de lucros.


Globo.com - 01/02/2008



Mas se estamos a ficar sem petróleo tão rapidamente então porque é que as reservas estão sempre a aumentar e a produção a disparar?

Em 2005 a Arábia Saudita aumentou as suas reservas de crude em cerca de 200 mil milhões de barris. O petróleo saudita está seguro e é abundante, disseram responsáveis sauditas.

"Estas reservas enormes vão permitir ao Reino Saudita manter-se como um dos principais produtores de petróleo nos próximos 70 a 100 anos, mesmo que aumente a sua capacidade de produção para 15 milhões de barris por dia, o que poderá muito bem acontecer nos próximos 15 anos."

Foi também noticiado que a Rússia tem vindo a aumentar enormemente as suas reservas, ainda mais do que a Arábia Saudita. Porque é que estes países estão a fazer isto se já não resta muito petróleo para extrair? Parece claro que a Rússia está preparada para uma ilimitada produção futura de petróleo.

Existe uma clara contradição entre a teoria do «Pico Petrolífero» e o aumento contínuo da produção e das reservas de petróleo.

Novas fontes de petróleo estão a ser descobertas por todo o lado no planeta. A noção de que existem apenas meia dúzia de fontes que o Ocidente está a tentar monopolizar é um mito propalado por aqueles que obtêm enormes lucros. No fim de contas, como é que se consegue obter enormes lucros de algo que existe em abundância?


O mito do «Pico Petrolífero»

Um artigo no Wall Street Journal de Peter Huber e Mark Mills explica porque é que o preço do petróleo permanece tão elevado enquanto o seu custo de produção continua tão baixo. Nós não estamos dependentes do petróleo do Médio Oriente por as reservas mundiais estarem a diminuir, mas porque é mais lucrativo explorar somente as reservas do Médio Oriente. Donde, o mito do «Pico Petrolífero» é necessário por forma a silenciar os que pedem a exploração de outras abundantes reservas mundiais.



Artigo retirado deste SITE (em português brasileiro):

Teoria dos combustíveis fósseis

Segundo a teoria dos combustíveis fósseis, que é a mais aceite atualmente sobre a origem do petróleo e do gás natural, organismos vivos morreram, foram enterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural.


É com base nesta teoria que chamamos as principais fontes de energia do mundo moderno de "combustíveis fósseis" - porque seriam resultado de restos modificados de seres vivos.


Teoria do petróleo abiótico

Muito menos disseminado é o fato de que esta não é a única teoria para explicar o surgimento do petróleo. Na verdade, esta teoria hegemônica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica, ou abiogênica - sem relação com formas de vida.

Os defensores da teoria abiótica do petróleo têm inúmeros argumentos. Por exemplo, a inexistência de fenômenos geológicos que possam explicar o soterramento de grandes massas vivas, como florestas, que deveriam ser cobertas antes que tivessem tempo de se decompor totalmente ao ar livre, juntamente com a inconsistência das hipóteses de uma deposição do carbono livre na atmosfera no período jovem da Terra, quando suas temperaturas seriam muito altas.

A teoria da origem fóssil do petróleo não é consistente

A deposição lenta, como registrada por todos os fósseis, não parece se aplicar, uma vez que as camadas geológicas apresentam variações muito claras, o que permite sua datação com bastante precisão. Já os depósitos petrolíferos praticamente não apresentam alterações químicas variáveis com a profundidade, tendo virtualmente a mesma assinatura biológica em toda a sua extensão.

Além disso, os organismos vivos têm mais de 90% de água e mesmo que a totalidade de sua massa sólida fosse convertida em petróleo não haveria como explicar a quantidade de petróleo que já foi extraída até hoje.

Outros fenômenos geológicos, para explicar uma eventual deposição quase "instantânea," deveriam ocorrer de forma disseminada - para explicar a grande distribuição das reservas petrolíferas ao longo do planeta - e em grande intensidade - suficiente para explicar os gigantescos volumes de petróleo já localizados e extraídos.


Carbono do interior da Terra

Por essas e por outras razões, vários pesquisadores afirmam que nem petróleo, nem gás natural e nem mesmo o carvão, são combustíveis fósseis. Para isso, afirmam eles, o ciclo do carbono na Terra deveria ser um ciclo fechado, restrito à crosta superficial do planeta, sem nenhuma troca com o interior da Terra. E não há razões para se acreditar em tal hipótese.

Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos, a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles se originam do carbono que é "bombeado" continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direção à superfície.


É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estes experimentos foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.

Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. O experimento reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.


Metano e etano abióticos

A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com colegas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação acadêmica do que em outras partes do mundo.

O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados de hidrocarbonetos saturados porque eles têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogênio.

Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram o experimento submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° C a mais de 1.200° C. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.

No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reações são reversíveis.

Essas reações fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.

Bigorna de diamante, usada para reproduzir as gigantescas
pressões existentes abaixo da crosta terrestre.
[Imagem: Department of Physics/University of Cambridge]




Reações reversíveis

Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reações implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.

"Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas," afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. "Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição."

"Nós superamos esse problema com nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano", declarou Goncharov.


Hidrocarbonetos gerados no interior da Terra

"A ideia de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre e contribuem para a formação dos reservatórios de óleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia muito anos atrás. A síntese e a estabilidade dos compostos estudados aqui, assim como a presença dos hidrocarbonetos pesados ao longo de todas as condições no interior do manto da Terra agora precisarão ser exploradas," explica outro autor da pesquisa, professor Anton Kolesnikov.

"Além disso, a extensão na qual esse carbono 'reduzido' sobrevive à migração até a crosta, sem se oxidar em CO2, precisa ser descoberta. Essas e outras questões relacionadas demonstram a necessidade de um programa de novos estudos teóricos e experimentais para estudar o destino do carbono nas profundezas da Terra," conclui o pesquisador.

Os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre
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segunda-feira, janeiro 25, 2016

A propaganda da caixinha mágica é a grande vencedora das Eleições Presidenciais 2016




Os dois grandes vencedores destas Eleições Presidenciais 2016 foram indubitavelmente os candidatos que tiveram mais presença no pequeno ecrã – duas estrelas televisivas:


1 - Marcelo Rebelo de Sousa, também conhecido por «Picareta Falante», «Catavento» ou «Uma no Cravo, Outra na Ferradura», obteve 51,99% dos votos, mais 29,09% do que o segundo classificado – o candidato do PS, Sampaio da Nóvoa – e conseguindo a maioria absoluta à primeira volta.

Marcelo Rebelo de Sousa ganhou notoriedade no comentário político na televisão, colaborando no Jornal Nacional da TVI (2000-2004), com As Escolhas de Marcelo, na RTP1 (2005-2010), e novamente na TVI (2010-2015). Total = 14 anos de tempo de antena.


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2 - Vitorino Silva, popularmente conhecido como Tino de Rans, obteve 3,29% dos votos, menos 0,66% que o candidato do PCP, Edgar Silva.

Em 2001, Tino de Rans participou no programa de entretenimento da SIC - Noites Marcianas e em 2005 no reality-show da TVI - Quinta das Celebridades. Em 2013 regressou à televisão, participando no reality-show - Big Brother VIP, exibido pela TVI.

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if You don't appear on TV, You don't exist!

quarta-feira, janeiro 20, 2016

A impostura (democrática) das Eleições Presidenciais 2016




A ilusão da livre escolha entre Direita e Esquerda (Centrão)



Muitos portugueses irão votar nas próximas Eleições Presidenciais nos candidatos do CENTRÃO (PS - Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém + PSD + cds - Marcelo Rebelo de Sousa), convencidos de que estão a votar útil, quando na realidade estarão apenas a votar em clones a soldo dos grandes interesses económicos e financeiros.


Nunca tinha tido a oportunidade de ver um cidadão neste país (como o candidato Paulo Morais – em quem eu tenciono votar), a descrever de forma tão corajosa e cristalina o modo como são concebidos os roubos a Portugal e aos portugueses, levados a cabo pela “troika” formada pelos poderes Político, Económico e Financeiro.

Paulo Morais explica, tintin por tintin, a maneira como se processa a pilhagem, nomeia desassombradamente os intervenientes - indivíduos, instituições e empresas, e aponta os conluios que os entrelaçam.

Paulo Morais (Correio da Manhã – 19/6/2012): [...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."


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Voto no Centrão = Voto nos grandes interesses Económicos e Financeiros



The Establishment's Two-Party Scam
O Embuste dos «Dois-Partidos» engendrado pela Elite do Poder

Establishment - um termo usado para referir a elite do poder e as estruturas da sociedade que ela controla.

Chris Gupta: Esta fraude consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objectivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta contra a elite dominante.




Dr. Stan Monteith: "O argumento de que, nos EUA, os dois partidos congressionais, o partido Republicano e o partido Democrata (correspondentes aos PSD e PS) deviam representar políticas e ideias opostas, uma, talvez, de Direita e a outra de Esquerda, é uma ideia ridícula aceite apenas por teóricos e pensadores académicos. Pelo contrário, os dois partidos devem ser quase idênticos, de forma a convencer o povo americano de que nas eleições pode "correr com os canalhas", sem na realidade conduzir a qualquer mudança profunda ou abrangente na política."




George Wallace (que foi candidato à Presidência dos EUA) afirmou: "...não existe diferença nenhuma entre Republicanos e Democratas (PSD e PS)". "... A verdade é que a população raramente é envolvida na selecção dos candidatos presidenciais; normalmente os candidatos são escolhidos por aqueles que secretamente mandam na nossa nação. Assim, de quatro em quatro anos o povo vai às urnas e vota num dos candidatos presidenciais seleccionados pelos nossos 'governantes não eleitos.' Este conceito é estranho àqueles que acreditam no sistema americano de dois-partidos, mas é exactamente assim que o nosso sistema político realmente funciona."




O Professor Arthur Selwyn Miller, académico da Fundação Rockefeller, no seu livro «The Secret Constitution and the Need for Constitutional Change» [A Constituição Secreta e a Necessidade de uma Mudança Constitucional], escreveu: "...aqueles que de facto governam, recebem as suas indicações e ordens, não do eleitorado como um organismo, mas de um pequeno grupo de homens. Este grupo é chamado «Establishment». Este grupo existe, embora a sua existência seja firmemente negada; este é um dos segredos da ordem social americana. Um segundo segredo é o facto da existência do Establishment – a elite dominante – não dever ser motivo de debate. Um terceiro segredo está implícito no que já foi dito – que só existe um único partido político nos Estados Unidos, a que foi chamado o "Partido da Propriedade." Os Republicanos e os Democratas (PSD e PS) são de facto dois ramos do mesmo partido."


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É fácil depreender, pelo que ficou dito acima, que a elite do poder também financia em Portugal dois partidos – PS e (PSD + cds) que surgem aos olhos dos eleitores como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. Não é por acaso que, embora trocando regularmente os partidos no poder, as políticas no nosso país se mantêm praticamente as mesmas.

Assim sendo, é óbvio que os candidatos presidenciais apoiados por estes partidos (que constituem um partido único) vão necessariamente seguir fielmente as políticas dos partidos seus padrinhos que, como já sabemos, são rigorosamente iguais.

Vejamos então quem são estes candidatos do Partido Único disfarçados de «independentes»:


Jornal Público - 18/01/2016

PS entra em força na campanha ao lado de Nóvoa

«Em Setúbal, o candidato esteve acompanhado pelos dois adjuntos de António Costa, no partido e no Governo.

Desde sexta-feira tem sido assim: um ministro por dia, a falar nos comícios de António Sampaio da Nóvoa. Augusto Santos Silva, na sexta-feira, Vieira da Silva, no sábado, Campos Fernandes, no domingo – e o presidente do partido, Carlos César, à noite, no mesmo dia -, Eduardo Cabrita na segunda-feira. Esta recta final está, até, a intensificar a presença de dirigentes socialistas junto do antigo reitor.


Jornal Público - 17/01/2016


Maria de Belém: "Socialista candidata, sou eu!”


«Ex-ministra justifica as razões da sua candidatura e afasta que ela tenha a ver com qualquer “sobressalto cívico tardio”.

A candidata presidencial Maria de Belém declarou este domingo que ela é a única candidata do Partido Socialista. “Socialista candidata, sou eu!”, proclamou a ex-presidente do PS.


Jornal de Notícias - 10/12/2015


PSD e CDS-PP recomendam voto em Marcelo Rebelo de Sousa

«O presidente do CDS-PP anunciou, esta quinta-feira, que a direção do partido vai recomendar ao Conselho Nacional democrata-cristão a adoção da recomendação de voto em Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais de 24 de janeiro.

[...] Também a direção do PSD recomendou, esta quinta-feira, aos eleitores do partido o voto em Marcelo.»

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Existe um blackout total por parte dos Media tradicionais ao candidato presidencial Paulo Morais


Enquanto as televisões disponibilizam horas aos candidatos do CENTRÃO (PS + PSD + cds): Marcelo Rebelo de Sousa (PSD + CDS), a Sampaio da Nóvoa (PS) e a Maria de Belém (PS), já os candidatos dos partidos "non grataea": Marisa Matias (BE), a Edgar Silva (PCP) e ao independente Henrique Neto, só lhes são concedidos alguns minutos no pequeno ecrã.

Quanto ao candidato a Belém Paulo Morais, (vice-presidente da Associação Transparência e Integridade), a partir do momento em que demonstrou querer expor a toda a gente a podridão que grassa no complexo político-económico-financeiro português, não há comentador que nele fale, e o tempo de antena que lhe é fornecido raramente ultrapassa os escassos segundos.

Candidatos às Eleições Presidenciais de 2016


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Jornalistas e Comentadores a soldo


Mário Soares (numa das raras ocasiões em que a boca lhe fugiu para a verdade) acerca dos Media no Programa "Prós e Contras" [27.04.2009]:

Mário Soares: [...] «Pois bem, agora um jornal, não há! Uma pessoa não pode formar um jornal, precisa de milhares de contos para formar hoje um jornal e, então, para uma rádio ou uma televisão, muito mais. Quer dizer, toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, não mais do que meia dúzia de pessoas

Fátima Campos Ferreira: «Grupos económicos, é

Mário Soares: «Grupos económicos, claro, grupos económicos. Bem, e isso é complicado, porque os jornalistas têm medo. Os jornalistas fazem o que lhes mandam, duma maneira geral. Não quer dizer que não haja muitas excepções e honrosas mas, a verdade é que fazem o que lhes mandam, porque sabem que se não fizerem aquilo que lhe mandam, por uma razão ou por outra, são despedidos, e não têm depois para onde ir.» [...]


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Um visitante do meu blog - Filipe Bastos – comentou algo que eu subscrevo em absoluto:

Tem piada ouvir nos Media os comentadeiros do costume sobre o Paulo Morais: nenhum gosta dele. Todos o desprezam, e querem vê-lo pelas costas, porque: 1) só fala de corrupção; 2) não prova nada; 3) mete tudo no mesmo saco.

Nem todos os comentadeiros estarão a soldo; alguns rejeitam o Morais por mera lógica. Como vivem de comentar politiquices, desvalorizar politiquices é desvalorizar o seu ganha-pão. Falar de corruptos não lhes interessa. Jamais admitirão que a política em Portugal é um imenso esgoto, pois isso seria admitir que são como moscas: meros parasitas de merda. O triste é que há público para esta gente, tal como para os comentadeiros de futebol - mas enquanto a bola é assumidamente um tema fútil, falar de politiquice passa por "sério".


Quanto a não provar nada, é o costume: só prova quem apresentar um vídeo do corrupto a meter o dinheiro ao bolso, uma confissão assinada e reconhecida no notário, pelo menos três testemunhas, e uma declaração do corruptor a explicar quanto pagou e porquê. Mesmo assim, nem sempre chega. Até já houve escutas cortadas à tesourada dos processos, por ordem dum juiz...

Quanto a meter todos os pulhíticos no mesmo saco, entende-se o choque. O passatempo favorito da carneirada, sobretudo a do PS/PSD, é comparar os seus corruptos. Passam a vida a discutir: os teus corruptos são mais corruptos que os meus! Colocá-los no mesmo saco é uma ofensa terrível.

E depois temos a carneirada sem partido, mas politicamente correcta: onde já se viu!, pôr em causa o "bom nome" do Sr. Doutor, do Sr. Professor, do Sr. Ministro, do Sr. Presidente... Enfim, duvido que os votos sejam (muito) viciados. Com a carneirada que temos, nem deve ser preciso...


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Paulo de Morais


Paulo Morais (vice-presidente da Associação Transparência e Integridade e candidato a Belém) tem vindo a explicar de forma desassombrada aos portugueses, nos poucos minutos que as televisões se dignam conceder-lhe, as fraudes imensas que têm vindo a ser cometidas em Portugal por políticos eleitos, por grandes escritórios de advogados e pelos poderes económicos e financeiros. Paulo Morais tem exposto, preto no branco, de que forma se processam essas fraudes, e aponta sem medo os nomes dos intervenientes e o papel que cada um deles teve nos crimes.


Corrupção


Esta frontalidade valeu-lhe seis processos por difamação. Ganhou a Guilherme d’Oliveira Martins, a Sérvulo Correia, a Altino Bessa e a Cerejo Bastos. Os processos movidos por Luís Filipe Menezes e pelo Grupo Lena correm em tribunal.

Morais acusou o poderoso escritório de advocacia de Sérvulo Correia de ter ganho “muito dinheiro a elaborar o Código de Contratação Pública” e depois facturar “quase oito milhões de euros em pareceres para explicar o código que ele próprio tinha feito”. Chamava a este procedimento um “outsourcing legislativo”.


Sérvulo Correia e Marcelo Rebelo de Sousa

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Oliveira Martins, o presidente do Tribunal de Contas, levantou também um processo por difamação contra Paulo Morais. Não gostou que o agora candidato a Belém exigisse explicações sobre a alegada existência de contratos secretos das PPP, que Oliveira Martins disse existirem no Estado. “Ou o presidente os torna públicos e explica ou os anula ou se demite”, disse Morais que, logo a seguir classificou de “organismo inútil” o conselho contra a corrupção a que Oliveira Martins preside por inerência de funções.

Dois outros processos contra Paulo Morais tiveram o mesmo destino. Um deles, movido pelo deputado do CDS, Altino Bessa e outro pelo empresário e promotor imobiliário Cerejo Bastos.

Luís Filipe Menezes também se considerou vítima de difamação. Luís Filipe Menezes que, apesar de ter recebido ao longo de décadas apenas salários de deputado e de autarca, está a ser investigado por comprar e trocar sucessivamente apartamentos luxuosos no Porto, tendo ainda posado para revistas cor-de-rosa na sua quinta do Douro, avaliada em meio milhão. A queixa contra Paulo Morais ainda corre em tribunal.


Guilherme d’Oliveira Martins, Altino Bessa e Luís Filipe Menezes

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O Grupo Lena, empresa de Leiria, vai recorrer à justiça com as acusações por difamação e atentado à reputação contra Paulo Morais. A decisão surge depois de no debate televisivo com Sampaio da Nóvoa, o candidato presidencial ter estabelecido uma relação directa entre a ascensão do Grupo Lena e a governação de Sócrates.

O candidato a Belém lembrou ainda que Sócrates, no processo judicial em que está envolvido, disse viver à custa de um amigo porque não tinha rendimentos, mas “esse amigo era alguém que pertencia ao Grupo Lena, aquele que curiosamente se transformou no maior fornecedor do Estado Português enquanto foi primeiro-ministro”. E concretizou: “há aqui uma troca de favores clara e isso não é aceitável”.


Carlos Manuel dos Santos Silva (à esquerda), o amigo de Sócrates suspeito de agir como seu testa de ferro, foi administrador do Grupo Lena entre 2008 e 2009. Várias peças processuais indicaram que o Grupo Lena era dado como o “corruptor” do ex-primeiro-ministro Sócrates, depois das análises bancárias mostrarem que os administradores do grupo Lena tinham feito transferências para as contas suíças de Santos Silva.


segunda-feira, janeiro 11, 2016

Facebook dá Paulo Morais como Presidente da República




Marcelo Rebelo de Sousa (PSD + CDS), Sampaio da Nóvoa (PS) e Maria de Belém (PS) - os candidatos a Presidente da República dos partidos que, como diz Fernando Madrinha, se tornaram suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais...

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BlastingNews - 7/Jan/2016

Se contarmos a principal página de cada candidato, Paulo Morais é o preferido dos portugueses no Facebook.




As últimas sondagens apontavam a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa com maioria absoluta, mais de 50% dos votos, mas se as sondagens se baseassem nas principais páginas de cada candidato às eleições o vencedor seria outro, porém sem maioria absoluta. Paulo Morais é o eleito dos utilizadores do Facebook para o cargo de Presidente da República, revela o site da Rádio Renascença. Muitos portugueses demonstram nas redes sociais estarem convencidos com o discurso de Paulo Morais, que tem estado centrado no principal problema da política em Portugal, a corrupção.

A maior preocupação dos portugueses para as próximas eleições é mesmo sair da crise, mas para isso acontecer é preciso cortar de raiz os problemas. E a corrupção é vista como a principal fonte da crise que se vive no país, a corrupção constante praticada pelos vários governos ao longo dos anos e por grupos económicos onde imperam os interesses económicos de uma minoria em vez dos interesses do povo, ou seja da maioria, tem causado uma situação difícil no país.

Corrupção

O desemprego é bastante elevado e o salário mínimo ainda não é o suficiente para garantir boas condições de vida a todos. Além disso, muita gente vive em más condições de vida e tem dificuldades em garantir a sua alimentação e até mesmo uma vida em condições dignas de ser humano. Precisa de receber apoios do Estado.

Paulo Morais tem-se centrado mesmo nessa "raiz", a corrupção, que tem sido utilizada pelos políticos para servir os seus interesses e não os nossos interesses que deviam prevalecer numa democracia. Mas as democracias são mesmo assim por natureza, corruptas. O candidato independente, que já esteve na Câmara do Porto numa altura em que Rui Rio era o presidente da Câmara Municipal, tem-se focado maioritariamente na corrupção e no seu combate, denunciando vários esquemas de corrupção protagonizados ao longo dos anos, destacando o enorme peso das parcerias público-privadas no aumento da dívida pública, além do caso do BPN e de muitos outros.


Além da corrupção, Paulo Morais promete fazer cumprir a Constituição e pretende obrigar o actual Governo, caso seja eleito, a garantir livros escolares de graça, através de bancos de levantamento de livros nas escolas, onde os alunos no início do ano vão buscar os livros que precisam e no fim do ano devolvem para os próximos alunos. Além disso, quer fazer discutir no Parlamento o acordo ortográfico de 1990 de forma a tentar desativá-lo, ou então, caso os partidos não cheguem a consenso, levar aos portugueses um referendo para decidir se esse acordo continuará válido ou se deixará de ser válido. Também pretende apoiar as famílias de soldados portugueses mortos no estrangeiro, prometendo devolver-lhes os corpos, para que sejam enterrados em solo português.


À hora deste artigo, Paulo de Morais soma 49.584 "Likes"; segue-se Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado pelo PSD e CDS-PP) com 44.927 e a completar o pódio do Facebook está Sampaio da Nóvoa, com 26.247 "Likes";Seguem-se Marisa Matias (apoiada pelo BE) com quase 19,5 mil "Likes", Maria de Belém com mais de 18 mil "Likes", Henrique Neto com mais de 7500, Edgar Silva (apoiado pelo PCP) com menos de 4 mil, Jorge Sequeira com quase 3 mil e nos dois últimos lugares estão Cândido Ferreira e Vitorino Silva (Tino de Rans), que nem aos mil seguidores chegam.