segunda-feira, novembro 16, 2020

Reportagem “Os Negacionistas” da TVI: uma cilada hostil

 

Reportagem “Os Negacionistas” da TVI: uma cilada hostil

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Reportagem «Os negacionistas» na TVI

Ontem, a TVI dedicou a quase totalidade da sua programação nocturna a um ataque cerrado a todos os movimentos de cidadãos que possuem uma opinião divergente da narrativa oficial, sobretudo alguns dos grupos “pela Verdade“, nomeadamente os “Médicos pela Verdade” e “Jornalistas pela Verdade“.

Os 55 mil gostos da página “Médicos pela Verdade” devem estar a causar-lhes muito peso. São cada vez mais as pessoas que se unem num coro de revolta em relação à Ditadura Sanitária imposta.

Em primeiro lugar, gostaria de me dirigir aos membros desses grupos, pois parece-me, foram cometidos erros essenciais:

1- A Dra. Margarida ter sido “obrigada” a usar máscara na entrevista. Se está a defender a não utilização das mascaras, não poderia ceder a esta “regra” dos entrevistadores. Esse foi um ponto que só por si, poderia destruir toda a sua defesa. Um símbolo. Uma nódoa que funcionou de forma subliminar em toda a entrevista. O entrevistador chegou mesmo a confronta-la com isso.

2- O desejo de aparecer em veículos mais alargados de comunicação (Televisão) não pode permitir que tal aconteça a todo o custo. Já não basta jogar em terreno hostil como ainda por cima, com as suas regras? Não. Há limites. Na minha opinião, mais vale utilizar outros meios de comunicação do que se sujeitar a situações que só prejudicam.

média tradicional tem os dias contados. Deixemo-la cair de podre. A forma corrupta como se têm apresentado não é senão o estertor de morte de uma entidade moribunda. Explore-se e utilize-se novas formas de comunicação.

3- Não se pode permitir aparecer em entrevistas gravadas, porque já se sabe que as imagens serão manipuladas a bel-prazer. Retirar-se-ão informações do seu contexto, aproveitar-se-ão ângulos, trejeitos e expressões menos favoráveis, e terão tempo de sobra para contrastar as informações proferidas conforme se lhes apeteça, sem direito a resposta. Com este grau de desequilíbrio e distorção, até alguém que não possui quaisquer argumentos pode parecer vencedor.

Mas vencedor do quê? Não é suposto ao jornalismo apurar a verdade?

A posição marcadamente hostil da TVI relativamente às opiniões divergentes atesta a completa ausência de imparcialidade, condição essencial de quem aspira a apurar a verdade dos factos.

Mas a TVI não é um serviço de informação público. É uma máquina de propaganda que visa moldar e formatar opiniões.

4- É necessário que se esteja bem preparado. As evidências que atestam estarmos perante uma pandemia fraudulenta são esmagadoras. Mas é preciso que sejam minuciosamente preparadas e sempre facilmente acessíveis. Do lado da TVI, a única coisa que conseguem fazer é citar a DGS e OMS, dar voz a “especialistas” que não são mais do que testas-de-ferro do sistema e fazer alarde a alegadas “evidências científicas” das quais nunca apresentam referências. São muito fraquinhos e só armadilhando completamente o terreno conseguem aparentemente vingar o seu dogma.

O que se passou foi uma emboscada preparada pela TVI na qual caíram, de forma ingénua, os intervenientes, ansiosos que estavam por contribuir para uma melhoria da loucura na qual vivemos.

Não quero, no entanto, que se sintam mal por isso. Faz parte da batalha em curso. Há que perceber o grau de astúcia e malícia utilizado pelos promotores desta patranha. As cicatrizes tornam-nos mais fortes.

De seguida, apresento alguns “argumentos” utilizados pela TVI:

1 – Uso de Máscaras

Referências utilizadas pela TVI:

a) OMS: uma entidade repleta de conflitos de interesse, cujo principal financiador é a Fundação Bill & Melinda Gates e que já no passado forjou pandemias, como a da Gripe A, de 2009, que viria a revelar-se outro logro. [4]

b) Filipe Froes: o médico que tem mantido uma postura completamente incoerente e pautada pela desinformação ao longo de todos este processo. Nas fontes, leiam o artigo e vejam o vídeo onde ele referia que as máscaras não serviam para nada (Fonte: [1]).

– Na verdade, existe uma extensa bibliografia científica, inclusive RCTs (Random Control Trials) de elevada qualidade que concluíram que as máscaras não são eficazes na prevenção de doenças infecciosas respiratórias, e que são nocivas para a saúde. [3]

2 – Maioria da Comunidade Científica errada sobre o Coronavírus

Ouve-se muito, por parte dos defensores da narrativa oficial, fazer apelo à “comunidade científica internacional”, como se esta defendesse a existência de uma pandemia mortal. Mas no que se baseiam para fazer esta afirmação?

Na verdade, a comunidade científica internacional tem seguido gradualmente no sentido contrário: no que atesta estarmos a viver uma pandemia fraudulenta. Temos assistido à formação de vários movimentos, como os “Médicos pela Verdade” dos vários países, onde nalguns dos quais se tem atingido centenas de membros; ACU2020 (Comité de Investigação Corona Extra-Parlamentar[5], a Grande Declaração de Barrington [6], etc.

Relativamente à última, o repórter fez alusão ao facto da declaração ser bastante breve, não possuir referências científicas e ter sido assinada apenas por três pessoas, quando na verdade e apesar de algumas assinaturas não autenticadas (o que é passível de acontecer em qualquer sítio da internet), acumulou quase 12 mil cientistas e 35 mil médicos. Será que a TVI consegue equiparar estes números quando fala em “comunidade científica internacional”?

Nomes como John Ioannidis (epidemiólogo mais citado da actualidade), Michael Levitt (prémio nobel da Química), Knut WittkowskiBeda StadlerKarl FristonMartin KulldorffEitan FriedmanPaul McKeigueSunetra GuptaSucharit Bahkdi, todos epidemiólogos com carreiras notáveis nada dizem aos senhores da TVI?

Wolfgang WodargJoel KettnerYoram LassPietro VernazzaFrank Ulrich MontgomeryYanis RousselDavid KatzMichael T. OsterholmPeter GoetzscheHendrik StreeckCarl HeneghanAnders TegnellFrancois BallouxBeda StadlerKarin MöllingSiegwart BiglDoron LancetMatthias ThönsMichael TsokosDetlef Krüger, etc. [7]

E muitos muitos mais…

“Comunidade científica internacional”, diz a TVI… Certo!

3- Assintomáticos propagam

O que é um assintomático? Será alguém que realmente possui carga viral activa suficiente para infecção? Se assim fosse, porque é que o corpo não reagiria à infecção? Se não houver carga viral suficiente, quais as probabilidades de contágio? Será que há algumas? Um estudo sugere que apesar de poderem ser detectados ácidos nucleicos do vírus em amostras no tracto respiratório de assintomáticos, há menos oportunidade de transmissão do que em alguém sintomático, devido à ausência de forma de expelir o patógeno pela tosse ou espirro. [16]

Vários estudos têm descoberto imunidade prévia ao SARS-Cov-2 em boas franjas da população. [9][10][11][12] Um desses estudos, publicado na reputada revista BMJ, levanta algumas luzes sobre a imunidade cruzada. Segundo o estudo, quando uma população conta com pessoas com imunidade pré-existente, como parecem estar a indicar os estudos com células T, o limite de imunidade de grupo com base num R0 de 2,5 pode ser reduzido de 60% para 10% da população infectada. [13] Ora, 10% já foi publicado pela própria TVI (na altura, de forma desonesta e insidiosa [17]), como tendo sido o número de pessoas já “infectadas” pelo SARS-CoV-2.

Além disso, a prevalência da COVID-19 é muito, muito baixa (segundo dados oficiais tem andado entre os 0,03% e os 1%, mas mesmo estes números estão muito inflacionados porque dependem da testagem em massa pelo PCR). Segundo um estudo recente, o Limite de Prevalência para que fizesse minimamente sentido testar em massa para a COVID-19 é 9,3% [14], valor muito acima do real. Com estes níveis de prevalência, segundo o Teorema de Bayes, temos uma taxa de falsos positivos muitas vezes superior à de verdadeiros positivos. E temos toda uma pandemia de assintomáticos a ser alimentada por esta ignorância estatística.

Um estudo chinês que surgiu logo no início desta histeria colectiva dava conta de uma taxa de falsos positivos no PCR de 80%. O estudo foi de imediato abafado. A Ciência foi morta! Este tipo de estudos poderia ter cortado o “mal pela raiz”. [15]

Perante esta realidade, que relevância tem sequer a ideia rebuscada de que os assintomáticos possam propagar o vírus?

No entanto, há estudos que indicam precisamente que os assintomáticos não propagam o vírus SARS-CoV-2, como por exemplo um onde 455 pessoas que contactaram com assintomáticos, registaram 0 (Zero!) infecções. [16]

TVI, onde estão as referências dos estudos que provam que os assintomáticos propagam a doença? Gostaria de ver…

E ficaram-se por aqui os argumentos da TVI, que terminou a peça com um incentivo à purga dos hereges.

Conclusão

TVI vendeu uma imagem que incentiva ao ódio, classificando as pessoas dos movimentos “pela Verdade” como sendo de “má fé” e “má índole”. À reportagem, seguiram-se pelas redes sociais, de forma previsível, inúmeras manifestações de ódio contra esses movimentos.

Um acto declarado de Guerra, daquela que não passa de uma máquina de propaganda maciça.


Emanuel Monteiro e André Carvalho Ramos

O próprio repórter da TVI presente nesta reportagem, André Carvalho Ramos, foi acusado criminalmente de ter agredido física e verbalmente Emanuel Monteiro, também ele repórter da TVI, com quem mantinha uma relação amorosa. Algo que não se coaduna com a postura altiva que manteve na reportagem. [2]

TVI, assim como outros órgãos de comunicação social, estão a ficar cada vez mais expostos naquela que é a sua verdadeira actividade: MANIPULAR !

Cada vez mais olhos enxergam aquilo que são.

A verdade prevalecerá!

Fontes:

[1] «As crónicas sinuosas de Filipe Froes.» Paradigmas. 1 de Novembro de 2020.

[2] «Caso de violência doméstica entre jornalistas da TVI: “És uma pu** como a tua mãe.”» TV 7 Dias. 7 de Novembro de 2020.

[3] «As máscaras não são eficazes nem saudáveis – uma revisão da literatura.» Paradigmas. 9 de Setembro de 2020.

[4] «How is the World Health Organization funded?» World Economic Forum. 15 de Abril de 2020. (Pouco depois, os EUA deixaram de financiar a OMS)

[5] ACU2020

[6] Great Barrington Declaration

[7] «Weltweiter Widerstand.» Rubikon. 21 de Maio de 2020.

[9] Takuya Sekine et al. (2020). Robust T cell immunity in convalescent individuals with asymptomatic or mild COVID-19. bioRxiv. doi: 10.1016/j.cell.2020.08.017

[10] Alessandro Sette & Shane Crotty (2020). Pre-existing immunity to SARS-CoV-2: the knowns and unknowns. Nature Reviews Immunology volume 20, p. 457–458.

[11] «As máscaras não são eficazes nem saudáveis – uma revisão da literatura.» Paradigmas. 9 de Setembro de 2020.

[12] University of Arizona Health Sciences. SARS-CoV-2 antibodies provide lasting immunity. MedicalXpress. 13 de Outubro de 2020.

[13] Peter Doshi (2020). Covid-19: Do many people have pre-existing immunity? BMJ, 370. doi: https://doi.org/10.1136/bmj.m3563

[14] Jacques Balayla et al. (2020). Prevalence Threshold and Temporal Interpretation of Screening Tests: The Example of the SARS-CoV-2 (COVID-19) Pandemic. medRxiv. doi: https://doi.org/10.1101/2020.05.17.20104927

[15] Way Back Machine: Zhuang GH1, Shen MW, Zeng LX, Mi BB, Chen FY, Liu WJ, Pei LL, Qi X, Li C.(2020) [Potential false-positive rate among the ‘asymptomatic infected individuals’ in close contacts of COVID-19 patients] 5, 41 (4):485-488. doi: 10.3760/cma.j.cn112338-20200221-00144.

[16] Ming Gao, Lihui Yang, Xuefu Chen, Yiyu Deng, Shifang Yang, Hanyi Xu, Zixing Chen & Xinglin Gaoe (2020). A study on infectivity of asymptomatic SARS-CoV-2 carriers. Respir Med. 2020 Aug; 169: 106026. doi: 10.1016/j.rmed.2020.106026

[17] 10% da população mundial ter sido exposta ao SARS-CoV-2, não implica que 90% esteja vulnerável devido à forte imunidade específica e imunidade cruzada encontrada na população, conforme alguns estudos que citei neste artigo (poderá obter mais informação em: «População apresenta forte imunidade em relação ao SARS-CoV-2»). Trata-se de mais uma desonestidade e contra-informação, vulgo Fake News, por parte da TVI.

Link: «OMS estima que 90% da população mundial é vulnerável à COVID-19.» TVI. 5 de Outubro de 2020.


https://paradigmas.online/saude/covid-19/filipe-froes-sinuoso/


https://paradigmas.online/saude/covid-19/covid-19-estados-unidos/


https://paradigmas.online/saude/covid-19/covid-19-o-caso-do-brasil/




sábado, novembro 07, 2020

Médicos apontam falta de coerência nas mensagens das autoridades

 https://www.noticiasaominuto.com/pais/1622074/medicos-apontam-falta-de-coerencia-nas-mensagens-das-autoridades?fbclid=IwAR0gTucwaDM_4pQ4p659BMDq3pMrm3BGzeV_Qjq1k6IMUiD_k2kiwFmrv9U



Médicos ouvidos pela Lusa apontam falta de coerência e transparência à comunicação das autoridades de saúde e dos políticos com os cidadãos a propósito da pandemia da covid-19.



Para o presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, parte do problema é que se tem "confundido aquilo que é comunicação em saúde, comunicação de risco, com assessoria de imprensa".

"É fundamental percebermos que há um contexto de particular incerteza, sem certezas sobre muitas coisas, apesar de sabermos mais do que em março. Isso também tem que se comunicar e não é simples, implica ter pessoas mais treinadas para ser bem sucedido", defende.

Ricardo Mexia, um dos rostos da comunidade médica mais vistos na comunicação social desde o início da pandemia, considera que "tem havido alguma dificuldade em manter a coerência na comunicação".

"Nós não estamos a conseguir chegar às pessoas com informação simples e clara e que elas aprendam como sua", afirma, salientando o "papel chave" que os comportamentos individuais têm na maneira de enfrentar a pandemia.

Quanto às conferências de imprensa diárias, com participação da ministra da Saúde, dos seus secretários de Estado, da diretora-geral da Saúde ou de outras autoridades de saúde, "são isso mesmo, conferências de imprensa, não são comunicação com as pessoas".

"Há uma comunicação que é muito repetitiva dos números dos óbitos, dos meios, mas que depois, do ponto de vista prático, sobre aquilo que posso, enquanto cidadão fazer para reduzir o risco para mim e para os meus, não tem sido assim tão clara", aponta Ricardo Mexia.

Com o ênfase nos números diários e acumulados de mortes e casos, o cirurgião especialista em medicina de catástrofe Nelson Olim defende que há outros números que deviam ser destacados e interpretados: "morrer de covid é diferente de morrer com covid e pôr tudo no mesmo saco é algo que, de alguma forma, tira valor aos números".

"Quando se publica o número de mortos, não se diz quantas pessoas morreram devido à infeção por covid e quantas morreram por outras causas que também tinham covid. Nós sabemos que esse número está lá incluído e faz toda a diferença", afirma.

Além disso, "um teste positivo não significa um indivíduo doente", destaca Nelson Olim, questionando: "dos testes positivos quantas pessoas têm sintomas, na verdade?"

"Esses números existem e podiam ser transmitidos às pessoas e retirar um pouco do pânico e do medo que está instalado", defende o cirurgião especializado em medicina de catástrofe.

Em vez disso, argumenta, "adotou-se o discurso do medo, que é amplificado pelos meios de comunicação social".

"Todos os anos temos epidemias de gripe. Por exemplo, a época de gripe de 98/99 teve uma incidência de 800 casos por cada 100 mil habitantes. Na época de 88/89 houve cerca de 8.500 mortos no total. Vamos a 2014/2015 e estamos a falar de uma época com 5.500 mortos, 70 por cento dos quais acima dos 74 anos", elencou.

"Será que o cidadão comum percebe que morrem em Portugal mais de 300 pessoas todos os dias e que dessas, há uma determinada percentagem que todos os dias morre de causas respiratórias, independentemente de haver ou não covid-19?", questiona.

"Eu não nego que os números devam ser apresentados, têm é que ser postos em perspetiva. E isto não é minimizar de forma alguma aquilo que se passa. É dizer 'atenção, já tivemos épocas de gripe onde morreu o dobro das pessoas que morreram até agora com covid", acrescenta.

Outra vertente do que considera o "discurso do medo" tem a ver com os avisos sobre os serviços de saúde à beira da rutura.

"É a primeira vez? Claro que não. Elas estão sempre em rutura, principalmente nas épocas de outono-inverno. Quem trabalha no hospital de São José vê mais de 100 macas no corredor da urgência. Quem trabalha em São Francisco Xavier lembra-se de não haver sequer cadeiras para os doentes que vão ser internados, que tinham que estar sentados no chão", afirma.

"E esta decisão de parar a atividade programada nos hospitais é condenar muitos milhares de doentes a desfechos muito piores do que aquilo que as medidas deviam estar a combater. O que conta são as mortes por covid e são essas que temos que evitar. Não me parece que isto seja uma estratégia adequada e isto tem que ser explicado, porque é que umas mortes valem mais do que outras", advoga Nelson Olim, que acaba por reconhecer que a comunicação tem eficácia.

"As pessoas tendem a seguir as instruções que recebem sem as questionar. Agora se se está a criar o ambiente e a ideia corretas, é outra questão", afirma, salientando que "a componente policial e da fiscalização" são determinantes.

Ricardo Mexia considera que tem havido "uma adoção significativa das medidas", apesar de mensagens contraditórias que deviam ter sido mais bem explicadas.

"Há fatores complicados de comunicar. Porque é que podem ir 30 mil pessoas ver uma corrida de carros mas não podem ir mais do que 50 a um casamento. Se eu não explicar o fundamento técnico, é difícil as pessoas tomarem essas medidas para si", considera.

No que toca às feiras, primeiro proibidas quando o Governo anunciou as mais recentes medidas restritivas e depois alvo de recuo da decisão, "algo que no sábado era verdade, na terça-feira já não era", refere ainda.

Ricardo Mexia defende que há nuances que se podem introduzir que são úteis para reduzir o risco: por exemplo, membros da mesma família que moram em casas diferentes podem encontrar-se, conviver, mas podem evitar partilhar uma refeição, momento em que tiram as máscaras e ficam mais expostos a eventuais contágios.

"Deviam-se separar as decisões técnicas das decisões políticas. Ambas são legítimas, tem é que haver clareza sobre o que cada uma é e cada um assume as suas responsabilidades", defende Ricardo Mexia.

Nelson Olim considera que "há um contexto político" que acaba por valer mais do que critérios técnicos para fundamentar decisões.

"É isto que os governos fazem, é salvaguardar a sua posição, dizer 'nós fizemos alguma coisa, avisámos, demos todas as indicações possíveis e, se algo correr mal, não é culpa nossa'", afirma, acrescentando que "há coisas que têm que ser explicadas e deviam ser mais transparentes".

"Acho que não deviam tomar os cidadãos por alguém que não tem competência para questionar e compreender", afirma.

Para o médico, que foi consultor da Organização Mundial de Saúde e responsável pela coordenação da aplicação móvel WHO Academy, destinada aos profissionais de saúde, as medidas de restrição de movimentos e os confinamentos totais ou parciais são apenas "um jogo de escondidas com o vírus".

"A verdade é que não há nenhuma estratégia para exterminar o vírus. Podemos retardar a transmissão mas no final, o número de casos provavelmente vai ser igual, independentemente do que se faça. Esta é a dura realidade, que é difícil de transmitir às pessoas, porque, eventualmente, não há sequer coragem para o fazer", afirma.

Nelson Olim acrescenta que "do ponto de vista político, seria difícil neste momento alterar a narrativa e começar a dizer que nos enganámos, ninguém vai dizer isso, especialmente depois do impacto económico que se verificou".

"Vai ser muito difícil reconhecer que, de facto, se calhar há outras estratégias que poderiam ter sido mais bem sucedidas", refere o cirurgião, acrescentando que "qualquer pessoa que tente ir contra o discurso corrente é imediatamente apelidada de negacionista, ou que está a desvalorizar a situação ou que é uma pessoa sem escrúpulos e na verdade não se importa com a saúde pública".

quinta-feira, outubro 29, 2020

DA FARSA DE UMA "ESPÉCIE DE PNEUMONIA" CHAMADA COVID

https://noscornosdacovid.blogspot.com/?fbclid=IwAR1s0JvR_EzIBZs2QwRXM0jFLvwNyhFOB_5oo1xno39AnZtuo0ah7A6Sqh4

Segundo dados da Plataforma da Mortalidade, as infeções respiratórias (código J200-J22 do CDI-10 da OMS) foram responsáveis, entre Março e Outubro, por 3.433 mortes de pessoas com mais de 70 anos no período 2014-2018. E sem grandes variações interanuais.

A covid-19 matou em período (quase) homólogo, entre 1 de Março e 26 de Outubro deste ano, 2.031 pessoas com mais de 70 anos. 

Entretanto, os episódios das infeções respiratórias regrediram este ano, entre Março e Outubro, cerca de 60%, totalizando até 28 de Outubro apenas 91.099 casos (dados do SNS). A média em período homólogo de 2017-2019 (anos disponíveis pelo SNS) é de 228.212 casos. Será, por isso, de admitir que em 2020 a mortalidade nos maiores de 70 anos por infeções respiratórios entre Março e Outubro tenham sido apenas 40% do habitual, ou seja, 1.373 óbitos.

Significa isto que se somarmos covid (2.031 nesta faixa etária) e infeções respiratórias (1.373, estimativas para 2020), temos 3.404 mortes entre Março e outubro. Ou seja, um valor "normal", e bem abaixo de 2016.

Porém, enquanto isso (escolham a ordem):

1 - o excesso de mortalidade não-covid é avassalador este ano, sobretudo nos idosos; 

2- nos últimos tempos, o Estado tem alegremente gastado quase 20 milhões de euros por mês em testes PCR (os tais que são bullshit, CR7 dixit) para apanhar sobretudo falsos positivos, dos 98% que nem sequer têm sintomas ligeiros de uma gripe comum, e e alimentar o pânico;

3 - temos o SNS de pantanas;

4 - meteram-nos trapos à força mesmo na rua;

5 - a Economia ficou um desastre;

6 - o desemprego alastra.

7 - os nossos movimentos confinam no concelho em que o Governo nos "autoriza" a (sobre)viver;

8 - e, cereja em cima do bolo, preparam-se para nos meter um recolher obrigatório;

Toda a gente com meia dúzia de neurónios ativos tem de deixar de pactuar com esta farsa. Esta farsa tem de acabar!

Fonte: Portal da Mortalidade em Portugal (SNS, disponível aqui); Monitorização da Gripe e Outras Infeções Respiratórias (SNS, vd. aqui). Dados da mortalidade por grupo etário nos jornais, porque a DGS "apagou" essa informação dos seus boletins.



quinta-feira, setembro 26, 2019

Raquel Varela, historiadora, investigadora e professora universitária, fala da pauperização progressiva que a Agenda 21 (delineada pela ONU na Cimeira do Rio, em janeiro em 1992) nos pretende impor a todos em nome da «Emergência Climática»

Raquel Varela - 26 de setembro de 2019

O mundo foi tomado por uma deriva irracionalista chamada “emergência climática .... O iluminismo, a razão científica, são a base essencial da nossa conversa – se não partimos de premissas racionais, mas antes da “opinião de cada um”, estamos prontos a entrar em qualquer igreja, ainda que agora o castigo não seja o Inferno depois da morte, mas os oceanos a engolirem-nos.

... Neste obscurantismo uma ideologia da pobreza tem-se instalado, pobrezinhos mas verdes e felizes: não se deve andar de avião, tomar banho, comer carne, ter acesso à cidade, que bom que é ficar no subúrbio!, todos devemos ser meio budistas e zen para ajudar o mundo que está a acabar. Esta ideologia – da culpa, que justifica a exclusão – é concomitante com a queda salarial na Europa, que mesmo na Alemanha está aos níveis reais de 1992! Os níveis de consumo das classes trabalhadoras e médias na Europa têm caído desde a década de 80/90. Um dos maiores contributos de CO2 no mundo é o cimento/betão armado – a China construiu tanto cimento em 20 anos como os EUA desde sempre…, só para citar um exemplo do mal que tem feito ao mundo os europeus tomarem banho todos os dias!

Na realidade o europeu médio, culpado dos males do mundo, trabalha muito, cada vez mais, vive longe do trabalho, e consome apenas televisão e telemóvel – num processo de regressão cultural e social evidente. Quando sobra tempo, dorme. Não é fim do mundo, nem do planeta nem da humanidade, mas é um retrocesso na condição humana. Ainda assim reversível, creio eu, com lutas sociais coerentes, e racionais, incluindo as que defendem uma melhor relação do homem com a natureza.

domingo, setembro 22, 2019

“Aquecimento Global” - Michael Crichton defende que a preocupação com o aquecimento global é melhor entendida como uma moda passageira e argumenta que muitas pessoas preocupadas com o aquecimento global seguem uma mentalidade de rebanho, falhando criticamente em examinar os dados científicos.


Michael Crichton nasceu em Chicago em 1942. Entre os seus livros destacam-se «O Resgate no Tempo», «Presas», «Estado de Pânico» (State of Fear) e «Next», todos publicados em Portugal. Crichton foi um dos mais populares escritores da actualidade, vendeu mais de 150 milhões de livros em todo o mundo, que foram traduzidos para trinta e seis línguas.

No livro «Estado de Pânico» (State of Fear), Crichton avança dois argumentos substantivos:

Primeiro, Crichton argumenta, pormenorizadamente, que a evidência científica para o “aquecimento global” é fraca e rejeita muitas das conclusões da Academia Nacional de Ciências e do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) - por exemplo, ele não acredita que o aumento da temperatura global nas últimas décadas seja provavelmente o resultado de actividades humanas.

Em segundo lugar, Crichton defende que a preocupação com o aquecimento global é melhor entendida como uma moda passageira. Em particular, ele argumenta que muitas pessoas preocupadas com o aquecimento global seguem uma mentalidade de rebanho, falhando criticamente em examinar os dados. Crichton é especialmente severo em relação aos Meios de Comunicação, à Intelligentsia e ao público em geral.

sexta-feira, setembro 20, 2019

A Lua não gira sobre o seu prório eixo – afirmou Nikola Tesla, um homem considerado um dos maiores cientistas e inventores de sempre.

Site do MIT (Massachusetts Institute of Technology) - Nikola Tesla (1856-1843) é uma daquelas raras pessoas que marcaram e causaram grandes mudanças na sua época, não apenas no domínio das invenções imediatamente aplicáveis, mas também no domínio de novas ideias e tecnologias do futuro. Nikola Tesla é uma daquelas pessoas que inspiraram muitos seguidores e colegas cientistas. Nikola Tesla deixou-nos, para estudos e pesquisas adicionais, não apenas os materiais publicados, mas também um grande número de anotações pessoais que são mantidas no Museu Nikola Tesla em Belgrado.



O editor do New York Tribune, abril de 1919, explicando o pensamento de Nikola Tesla:

Acreditamos que a ilustração anexa (Fig. 1. - mais abaixo) e a sua explicação dissiparão todas as dúvidas sobre se a lua gira em em torno do seu eixo ou não. Cada uma das bolas, como M, representa uma posição diferente e gira exactamente como a lua mantendo sempre a mesma face voltada para o centro O, representando a Terra.

Mas, ao estudar este diagrama, poder-se-á conceber que alguma das bolas gire em torno do seu eixo? Claramente, isso é tornado fisicamente impossível pelos raios [da roda]. Mas se ainda não estamos convencidos, a prova experimental do Sr. Tesla certamente nos satisfará.

Um corpo que gira em torno do seu próprio eixo deve conter energia rotacional. Agora, é facto, como o Sr. Tesla mostra, que essa energia não é transmitida à bola como, por exemplo, a um projéctil disparado de uma arma [o cano de uma arma de fogo possui estrias - ranhuras helicoidais - que conferem uma rotação a um projétil em torno do seu eixo mais longo. Esse giro serve para estabilizar o projétil giroscopicamente, melhorando a sua aerodinâmica, estabilidade e precisão].

Portanto, é evidente que a lua, na qual a atração gravitacional [da Terra] é substituída por um raio [na Fig. 1.], não pode girar em torno do seu eixo ou, por outras palavras, conter energia rotacional. Se a atração da Terra cessasse repentinamente e fizesse voar a lua numa tangente, a lua não teria outra energia, excepto a do movimento de translação, e não giraria como a bola.


Fig. 1.

Nikola Tesla:

Se ainda acha que a lua gira em torno do seu próprio eixo, observe este diagrama (Fig. 1.) e siga atentamente as posições sucessivas tomadas por uma das esferas - M - enquanto é rodada por um raio da roda. Substitua a Gravidade pelo raio da roda e a analogia resolve o enigma da Rotação da Lua.

Nos tratados astronómicos é geralmente utilizado o argumento de que “se o globo lunar não girasse sobre o seu eixo, apresentaria todas as suas faces à visão terrestre. Como apenas um pouco mais da metade é visível, ela deve girar." Mas essa inferência é errónea, pois só admite uma alternativa. Existe um número infinito de eixos além do seu próprio em cada um dos quais a lua pode girar e ainda exibir a mesma peculiaridade.

Afirmei no meu artigo que a lua gira em torno de um eixo que passa pelo centro da terra, o que não é estritamente verdadeiro, mas não prejudica as conclusões que tirei. É sabido, é claro, que os dois corpos giram em torno de um centro de gravidade comum, a uma distância de pouco mais de 2.899 milhas do centro da Terra.

quinta-feira, setembro 19, 2019

Sobre os bifes que os estudantes da Universidade de Coimbra vão deixar de saborear por causa da «Emergência Climática»…

Retirado de um artigo na Revista Forbes (14/06/2011) – (Agenda 21: The U.N.'s Earth Summit Has Its Head In The Clouds) - Agenda 21: A Cimeira da Terra das Nações Unidas (Rio de Janeiro - 1992) está com a cabeça nas nuvens:



Aproximadamente 15 anos depois de muitos "especialistas científicos" terem alertado sobre a chegada de outra Era do Gelo, cerca de 35.000 funcionários governamentais, diplomatas, ativistas de ONGs e jornalistas de 178 países participaram numa Conferência de Meio Ambiente patrocinada pela ONU em 1992 no Rio de Janeiro, Brasil, começaram a negociar acordos internacionais para combater a ameaça climática dos gases de efeito de estufa antropogénicos "perigosos" (causados pelo homem - principalmente o CO2).

Nessa altura, determinaram que "as atividades humanas tinham aumentado substancialmente as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, que esses aumentos avolumaram o efeito estufa natural e que isso resultaria num aquecimento adicional da superfície e atmosfera da Terra e que podia afectar desastrosamente os ecossistemas naturais e da humanidade ".

Maurice Strong, presidente da Cimeira da Terra: "É claro que os estilos de vida atuais e os padrões de consumo da classe média com algum poder de compra... envolvem elevado consumo de carne, consumo de grandes quantidades de alimentos congelados, propriedade de veículos a motor, campos de golfe, pequenos eletrodomésticos, ar condicionado doméstico e nos locais de trabalho, e moradias suburbanas não são sustentáveis ... É necessária uma mudança para estilos de vida menos voltados para padrões de consumo prejudiciais ao meio ambiente".

Dirigindo-se à audiência da Cimeira, Strong também sugeriu uma solução fundamental, segundo a qual: “Podemos chegar ao ponto em que a única maneira de salvar o planeta seja o colapso da civilização industrial."

O plano da Agenda 21 foi elaborado em 1990 por uma ONG chamada "Conselho Internacional de Iniciativas Ambientais Locais" (ICLEI). O seu nome foi alterado em 2003 para "ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade" para enfatizar "local" e diminuir as preocupações sobre a influência "internacional" e as associações com os laços políticos e financeiros da ONU. A Agenda 21 pretende exercer um controlo regulatório maciço sobre praticamente todos os aspectos da produção e consumo de energia.

O ex-senador Timothy Wirth, representando o governo Clinton-Gore, afirmou que a preocupação pública com o aquecimento global poderia ser usada para promover essa causa: "Temos que enfrentar a questão do aquecimento global. Mesmo se a teoria do aquecimento global estiver errada, faremos a coisa certa em termos de política económica e política ambiental."

O ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, reconheceu claramente uma oportunidade na utilização do alarmismo climático: "A ameaça de crise ambiental será a chave do desastre internacional para desbloquear a [edificação] da Nova Ordem Mundial".

A Agenda 21 prevê um esquema global para a saúde, educação, nutrição, agricultura, trabalho, produção e consumo. Uma versão resumida intitulada AGENDA 21: A Estratégia da Cimeira da Terra para Salvar o Nosso Planeta (Earthpress, 1993) exige "... uma profunda reorientação de toda a sociedade humana, diferente de tudo o que o mundo já experimentou --- uma grande mudança nas prioridades de governos e indivíduos e uma redistribuição sem precedentes de recursos humanos e financeiros". O relatório enfatiza que "essa mudança exigirá que as consequências ambientais de toda ação humana sejam integradas na tomada de decisões individuais e colectivas a todos os níveis".

E não se pense por um momento que isto acontecerá sem muito sofrimento. Como Al Gore afirmou no seu livro de 1993, Earth in the Balance [O Planeta em Jogo – O Futuro], o desenvolvimento sustentável trará "uma transformação devastadora" [a wrenching transformation] da sociedade americana.

terça-feira, setembro 17, 2019

A Lua não possui movimento de Rotação – não gira sobre o seu próprio eixo. Se tal acontecesse, toda a superfície da Lua poderia ser vista pelas pessoas na Terra. Mas como isso não sucede, há um hemisfério lunar que não pode ser observado da Terra – o lado oculto da Lua.

Em astronomia, é chamada Rotação ao movimento em que os corpos celestes giram perpendicularmente em torno dos seus próprios eixos. É um fenómeno normalmente observado em estrelas, planetas, cometas, satélites, etc.


Lua

Já os termos Translação ou Revolução são usados, particularmente em astronomia, por uma questão de clareza, quando um corpo se move em torno de outro. As luas giram em torno de seu planeta (como o movimento de Translação da Lua ao redor da Terra); os planetas giram em torno de uma estrela (como o movimento de Translação da Terra ao redor do Sol); e as estrelas giram em torno do centro da galáxia (como o movimento de Translação do Sol em torno da Via Láctea).

A Lua tem um movimento de Translação (ou Revolução) em torno da Terra mas não possui movimento de Rotação - não gira sobre o seu próprio eixo. É por esse motivo que a Lua, durante todo o seu movimento de Translação em torno da Terra, tem sempre o mesmo hemisfério visível (a azul na imagem) para os habitantes da Terra, e o outro hemisfério oculto:.


Movimento de Translação (ou Revolução) da Lua em torno da Terra


A Lua roda em torno da Terra (movimento de Translação ou Revolução) tal como um automóvel se desloca numa pista circular, sempre com o lado do condutor virado para o centro da pista. Quem esteja no centro da pista nunca vê o lado oposto do carro. Se o automóvel girasse em torno de um dos seus próprios eixos (movimento de Rotação), ou ia fazendo piões ou ia capotando à medida que avançava sobre a pista circular:

quinta-feira, setembro 12, 2019

É a temperatura que comanda o CO2 e não o inverso. O ar capturado nos núcleos de gelo da Antártida que revelam a composição da atmosfera no último meio milhão de anos é taxativo: existe uma diferença de cerca de 800 anos entre as mudanças de temperatura e as quantidades de Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera.

joannenova - Na década de 1990, as bolhas de ar dos núcleos de gelo recolhidos em Vostok na Antártida mostraram que, ao longo dos anos, quando havia mudanças de temperatura havia também mudanças na quantidade de Dióxido de Carbono (CO2) no mesmo sentido. Ou seja, quando a temperatura subia, a quantidade de CO2 aumentava. Se a temperatura descia, a quantidade de CO2 diminuía.

Mas em 2003 chegaram novos dados e ficou claro que o Dióxido de Carbono (CO2) só aumentava depois do aumento da temperatura. Descobriu-se que, após o aumento da temperatura, são necessários, em média, 800 anos para o Dióxido de Carbono começar a aumentar e vice-versa. O extraordinário é que este desfasamento é aceite com toda a naturalidade pelos climatologistas, mas praticamente desconhecido fora desses círculos. O fato de serem as alterações da temperatura a provocar alterações no Dióxido de Carbono não é controverso.

No gráfico seguinte, executado com base nos núcleos de gelos (Ice Cores) de Vostok, que abarca um período de 50 mil anos (de -150.000 anos até -100.000 anos antes da actualidade), é fácil observar o desfasamento (de cerca de 800 anos) entre as variações da temperatura e as do Dióxido de Carbono. Tanto nas subidas como nas descidas, a temperatura (a azul) surge à esquerda do CO2 (a laranja), o que significa que a mudança da temperatura precede a mudança da quantidade do CO2. É a temperatura que comanda a quantidade de Dióxido de Carbono (CO2) na atmosfera: