quarta-feira, Julho 23, 2014

A desmedida vigarice e parasitismo dos mafiosos financeiros que controlam os BBVAs, os BCPs, os BPIs, os Banifs e quadrilhas afins…



A Máfia do Grande Dinheiro é tão lesta a roubar tostões como milhares de milhões!




Este caso passou-se há poucos dias comigo:

Ando a pagar, há mais de 10 anos, um Crédito Habitação ao Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (Portugal), S.A. – BBVA.

A prestação mensal mais o seguro rondam os 500 Euros. Além disso, pago por débito direto neste banco a água, a eletricidade e o gás. De forma que, mensalmente, transfiro para o BBVA o dinheiro para fazer face a estas despesas.

Acontece que, neste mês de Julho de 2014, depositei menos 60 cêntimos do que o necessário (quantia que entretanto já regularizei).


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O BBVA não foi de modas:


Exm°. Senhor(a)

Nos termos e para os efeitos do Artigo 13° do Decreto-lei 227/2012 de 25 de Outubro, vimos pela presente informar V. Exa. que se encontra com atraso no cumprimento das obrigações emergentes do(a) Contrato enquadrado no regime do Crédito Habitação n° x, cujo saldo devedor ascende, nesta data, a € 0,60, correspondendo a quantia de € 0,60 a capital, a quantia de € 0,00 a juros referentes à data de 11/07/2014 e a quantia de € 26,00 a encargos associados ao incumprimento.

Atento o incumprimento verificado, agradecemos informação se o mesmo se deveu a circunstância pontual, com regularização previsível no prazo de 15 dias contados da recepção da presente carta, ou se V. Exa. prevê que existem riscos sérios de se verificar de forma continuada o incumprimento das responsabilidades referentes ao contrato acima identificado.

Mais informamos, que não regularizando a supra referida divida no prazo indicado, procederemos à comunicação da situação de incumprimento ao Banco de Portugal. [...]


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Ou seja, por uma questão de dias, vou pagar pelos «encargos associados ao incumprimento» (de 60 cêntimos) a quantia de 26 euros - uma taxa quatro mil, trezentos e trinta e três por cento (4333%) maior do que a «quantia em dívida (60 cêntimos)».

Isto, quando faço naquele banco (BBVA) um depósito mensal que rondará em média os seiscentos euros (€ 600) – mil vezes mais do que o valor do incumprimento (60 cêntimos).

Depois, os senhores do BBVA «atentos ao incumprimento verificado» no valor de 60 cêntimos, querem saber se «eu prevejo que existam riscos sérios de se verificar de forma continuada incumprimentos desta ordem de grandeza» - 60 cêntimos, um euro e meio, 42 cêntimos, 7 cêntimos, etc.

Por fim, e tal como a espada de Dâmocles, fica o aviso terrível: «informam-me, que se eu não regularizar a supra referida dívida (de 60 cêntimos) no prazo indicado, o BBVA procederá à comunicação da situação de incumprimento ao Banco de Portugal.

Mas, sabendo todos nós que o Banco de Portugal é completamente incompetente (quase dando a sensação que o faz de propósito) na regulação das grandes trafulhices bancárias e dos grandes ladrões que os confeccionam, fica a questão de saber se, quando o problema desce ao homem comum e à meia dúzia de tostões e ao mexilhão, o Banco de Portugal não se torna completamente desapiedado.



Vítor Constâncio - Governador do Banco de Portugal entre 1985 e 1986 e, novamente, de 2000 a 2009 - foi acusado pela oposição de errar nas previsões macroeconómicas e de falhar na regulação bancária, por alegadamente ter actuado tardiamente no casos BPN e BPP, que custaram aos contribuintes portugueses um montante superior a 9.500 milhões de euros.


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A carta absurda que recebi do BBVA:






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Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."


terça-feira, Julho 15, 2014

Ou o Hamas é o mais inepto dos grupos terroristas do Médio Oriente ou não passa "tout court" de uma criação da Mossad Israelita…


Paradoxalmente, os foguetes lançados pelo Hamas contra Israel provocam habitualmente menos mortos e feridos do que os foguetes lançados nas festas de São Mateus na vila de Soure (distrito de Coimbra)...



Os foguetes lançados pelo Hamas contra Israel (à esquerda) são, por norma, muito menos espetaculares e perigosos que a pirotecnia utilizada nas festas populares em Portugal (à direita).


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Milícias palestinianas disparam mais de 130 foguetes contra Israel, afirma o Exército Israelita.

As milícias palestinianas dispararam neste domingo (13-07-2014) mais de 130 foguetes contra alvos em todo o território israelita, sendo que 22 deles foram intercetados pelo sistema defensivo "Cúpula de Ferro" (Iron Dome), informou nesta noite o Exército de Israel.

Uma centena de projéteis disparados alcançou o território israelita, a imensa maioria em áreas desabitadas, mas parte deles acertou em regiões povoadas. Um dos feridos pelos artefatos foi um jovem de 16 anos que sofreu graves ferimentos por não encontrar refúgio quando soaram os alarmes na cidade de Ascalão.

Grupos armados palestinianos dispararam pela primeira vez um foguete de longo alcance contra a cidade israelita de Haifa, a 150 quilômetros de distância da faixa. O artefato fazia parte de uma série de três projéteis disparados durante a tarde. Os outros dois foram intercetados pelo sistema de defesa antes de chegar a Tel Aviv. Nos seis dias de confrontos armados, as milícias tinham alcançado a cidade de Hadera, a 100km da Faixa e a 70km do perímetro de Jerusalém.

Após um período de relativa calma em Israel, as milícias palestinianas voltaram a disparar dezenas de foguetes ao início da noite, ativando os alarmes antiaéreos em mais de 20 localidades num raio de 70 quilômetros ao redor de Gaza, incluído Jerusalém.

Segundo o último balanço dos militares, nos últimos seis dias, os palestinianos lançaram cerca de 940 foguetes. Nesse mesmo período, a Força Aérea Israelita atacou mais de mil alvos na região, totalizando 1.400 toneladas de explosivos.


Uma criança palestiniana vítima de um ataque israelita é chorada por um familiar (foto de há cinco dias atrás). Cento e setenta e dois palestinianos já morreram desde a última terça-feira.

A ofensiva israelita concentrou-se, nas últimas horas, no norte do enclave mediterrâneo, onde milhares de moradores tiveram que abandonar as suas casas por causa de um ultimato dado pelo exército horas antes. Nesse período de conflito mais de 1.120 palestinianos foram feridos. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 70% dos mortos e feridos são civis. O exército israelita nega essa percentagem.

Mais de 17 mil palestinianos já abandonaram as suas casas em Gaza e procuraram refúgio junto da ONU após o início da ofensiva israelita na região, segundo a organização.

De acordo com autoridades locais, 172 palestinianos morreram desde a última terça-feira.

O governo de Israel justifica a ofensiva militar como uma retaliação aos ataques contra território israelita a partir da Faixa de Gaza.


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Global Research - Hassane Zerouky (2002)

(Tradução minha)


Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como a esquerda Palestiniana foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.


Não esqueçamos que foi Israel que de facto criou o Hamas. Segundo Zeev Sternell, historiador da Universidade Hebraica de Jerusalém, "Israel pensou que era uma táctica astuciosa para empurrar os islamistas contra a Organização de Libertação da Palestina (OLP). "

Ahmed Yassin, o líder espiritual do movimento islamista na Palestina, ao regressar do Cairo nos anos setenta, fundou uma associação de caridade islâmica. A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, viu nisto uma oportunidade para contrabalançar o crescimento do movimento Fatah de Arafat. Segundo o semanário israelita Koteret Rashit (Outubro de 1987), "As associações islâmicas tal como a universidade foram apoiadas e encorajadas pela autoridade militar israelita" responsável pela administração civil da Cisjordânia [West Bank] e pela Faixa de Gaza. "As associações islâmicas e a universidade foram autorizadas a receber dinheiro do estrangeiro."

Os islamistas organizaram orfanatos e clínicas de saúde, bem como uma rede de escolas, fábricas que criaram emprego para mulheres bem como um sistema de ajuda financeira aos mais pobres. E em 1978, criaram uma "Universidade Islâmica" em Gaza. "A autoridade militar israelita estava convencida que estas actividades iriam enfraquecer tanto a OLP como a organizações esquerdistas em Gaza." Nos finais de 1992, existiam seiscentas mesquitas em Gaza. Graças à Mossad israelita, foi permitido aos islamistas reforçarem a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, os membros da Fatah (Movimento para a Libertação Nacional da Palestina) e a esquerda palestiniana foram sujeitas às mais brutais formas de repressão.


Em 1984, Ahmed Yassin foi preso e condenado a doze anos de prisão, depois da descoberta de um depósito de armas escondido. Mas um ano depois, foi colocado em liberdade e retomou as suas actividades. E quando a Intifada (insurreição) começou, em Outubro de 1978, que apanhou os islamistas de surpresa, o Xeque Ahmed Yassin respondeu criando o Hamas (O Movimento de Resistência Islâmico): "Deus é o nosso princípio, o Profeta o nosso modelo, o Corão a nossa constituição", declara o artigo 7 dos estatutos da organização.

Ahmed Yassin estava na prisão quando os acordos de Oslo (Declaração de Princípios de um Governo Interino) foram assinados em Setembro de 1993. O Hamas rejeitou os acordos completamente. Mas nesse tempo, 70 % dos palestinianos condenaram os ataques aos civis israelitas. Ahmed Yassin fez tudo quanto estava ao seu alcance para sabotar os acordos de Oslo. Ainda antes da morte do Primeiro Ministro israelita Yitzhak Rabin (1995), Yassin tinha o suporte do governo israelita. Yassin estava muito relutante em implementar os acordos de paz.

O Hamas lançou então uma campanha de ataques contra civis israelitas, um dia antes do encontro entre os negociadores palestinianos e israelitas, relativamente ao reconhecimento formal por Israel do Concelho Nacional Palestiniano. Estes acontecimentos contribuíram largamente para a formação para a formação do governo israelita de direita que se seguiu às eleições israelitas de Maio de 1996.

Inesperadamente, o Primeiro Ministro Netanyahu deu ordens para que o Xeque Ahmed Yassin fosse libertado da prisão ("por motivos humanitários") onde estava a cumprir uma pena de prisão perpétua. Entretanto, Netanyahu, com o Presidente Clinton exerciam pressão sobre Arafat para controlar o Hamas. Na realidade, Netanyahu sabia que podia contar, mais uma vez, com os islamistas para sabotarem os acordos de Oslo. Pior ainda: depois de ter expulso Ahmed Yassin para a Jordânia, o Primeiro Ministro Netanyahu permitiu o seu regresso a Gaza, onde foi recebido triunfalmente como um herói em Outubro de 1997.


Arafat estava impotente face a estes acontecimentos. Mais ainda, como tinha apoiado Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo de 1991, (enquanto o Hamas prudentemente se absteve de tomar posição), os Estados do Golfo decidiram cortar o financiamento à Autoridade Palestiniana. 

Entretanto, entre Fevereiro e Abril de 1998, O Xeque Ahmad Yassin foi capaz de recolher centenas de milhões de dólares, desses mesmos países. Diz-se que o orçamento do Hamas era maior do que o da Autoridade Palestiniana. Estas novas fontes de financiamento permitiram aos islamistas continuar efectivamente as suas actividades caritativas. Estima-se que cada um em três palestinianos recebe ajuda financeira do Hamas. E neste aspecto, Israel não fez nada para travar o fluxo de dinheiro para os territórios ocupados.


O Hamas conseguiu tornar-se forte através dos seus vários actos de sabotagem do processo de paz, de uma forma que era compatível com os interesses do governo israelita. Por seu lado, este último procurou de várias formas impedir a aplicação dos acordos de Oslo. Por outras palavras, o Hamas estava a cumprir as funções para as quais foi originariamente criado: impedir a criação de um Estado palestiniano. E sobre isto, o Hamas e Ariel Sharon, estão absolutamente de acordo; estão exactamente no mesmo comprimento de onda.


Israel, o maior e único porta-aviões americano que é impossível afundar

Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controle de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.

Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, "É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho."

O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.

O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.

Na realidade, um Estado israelita em constante pé de guerra - tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos - está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.

Israel recebe actualmente três mil milhões de dólares (em 2002) por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.
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quinta-feira, Julho 10, 2014

Com manifestações pacatas e discursos "inflamados", os sindicatos aquietam e amansam populações espoliadas, furiosas e decididas a fazer de sua justiça


A DESMOBILIZAÇÃO SOCIAL MASCARADA DE CONTRAPODER


Arménio Carlos - secretário-geral da CGTP-IN
Os principais sindicatos constituema a primeira linha de defesa do Poder


Perante a justificada cólera de dez milhões de pessoas contra governantes corruptos a soldo de banqueiros ladrões, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, simulando uma oposição tenaz, organiza «jornadas de luta» e manifestações (umas atrás das outras e todas inúteis) onde, através da mansidão dos discursos (aparentemente indignados), das inofensivas palavras de ordem, da inocuidade dos cartazes, e do embalar das canções de protesto, faz apelos ao civismo, à não-violência, à inércia, ao conformismo, à calma e ao nada... Tudo não passando de um ritual de tranquilização e apaziguamento cujo objectivo é funcionar como válvula de escape à ira legítima dos cidadãos

Entretanto, banqueiros, políticos, donos de empresas que vivem pendurados dos favores do Estado, riem de ESCÁRNIO e comprovam: "Eles aguentam, ai aguentam, aguentam"!


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A CGTP conta ter, esta quinta-feira, em Lisboa, milhares de trabalhadores de todo o país para protestar contra as políticas do Governo em geral e contra as alterações ao Código do Trabalho que vão ser aprovadas no parlamento.

"Apesar de já estarmos em período de férias, estamos a contar com uma grande manifestação, tendo em conta os contactos feitos no setor público e no setor privado", disse Deolinda Machado, da comissão executiva da Intersindical, à agência Lusa.

[...] Mas a manifestação da CGTP não tem apenas como objetivo o protesto contra as novas alterações ao Código do Trabalho. Pretende ainda reafirmar o repúdio pelas políticas sociais e económicas do Governo e reivindicar a demissão do executivo de Passos Coelho.

[...] Os trabalhadores da Administração Publica central, regional e local concentram-se na rotunda do Marquês de Pombal, de onde vão desfilar até São Bento, liderados pelo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

[...] O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, encerrará a manifestação, em São Bento, com uma intervenção politico-sindical e poderá anunciar uma nova ação de luta para dia 25, data em que deverão ser aprovados novos cortes para função pública.


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Uma grande «Manifestação / Jornada de Luta» típica:


Imagem 1: A expectante caminhada para a manifestação: muitos milhares de pessoas, convocados pela «CGTP–Intersindical», dirigem-se ao centro de Lisboa, empunhando cartazes, faixas e gritando palavras de ordem contra a política do governo:




Imagem 2 - A manifestação e os discursos dos sindicalistas (na imagem, Arménio Carlos) - "O povo está a demonstrar que luta hoje pelo presente e para salvaguardar o futuro"; "A luta do povo é determinante para levar o Governo a abandonar esta política"; "Jamais nos renderemos à política de exploração do Governo"; "É urgente acabar com este Governo antes que ele acabe com o país", etc. A possibilidade de uma nova greve geral é posta em cima da mesa. Canta-se a «Grândola Vila Morena», a «Internacional», e, por fim, o «Hino Nacional»:




Imagem 3 - A desconsolada recolha a casa. Finda a "Grande Jornada de Luta", os muitos milhares de manifestantes regressam a casa, levando consigo um profundo sentimento de impotência e desesperança. A maioria questiona-se: Então, é apenas isto? Será que não é possível fazer mais nada?

 


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Após a Manifestação / Jornada de Luta
É A FRUSTRAÇÃO TOTAL E O VAZIO ABSOLUTO!



MAS ISTO TERÁ MESMO DE CONTINUAR ASSIM?

Não é difícil reconhecer que as populações estão hoje a ser conduzidas, graças à violência de uma Máfia Financeira, ao empobrecimento, à precariedade, ao desemprego, ao desespero, às pensões de miséria, à doença, à fome, ao suicídio e à morte.

E é forçoso perceber que os poderes que nos deveriam defender – o Executivo, o Legislativo e o Mediático – estão de corpo e alma nas mãos dessa Máfia Financeira. (com a Justiça e a Polícia de mãos atadas graças por uma legislação cozinhada à medida dos interesses dos Mafiosos).

Manifestações, palavras de ordem, cartazes, discursos, bandeirinhas e canções de protesto nunca tiveram qualquer resultado. Os confrontos com a polícia não passam de confrontos entre vítimas. Até quando vão as pessoas continuar a apostar nestes actos completamente inúteis? Não será todo este pacifismo induzido e alimentado pela corja que mexe os cordelinhos?

O Artigo 32º do Código Penal considera justificada a legítima defesa (a violência justa) para repelir a agressão actual e ilícita por parte de terceiros, e o Artigo 35º do mesmo Código considera legítima a violência para afastar um perigo actual, e não removível de outro modo, que ameace a vida, a integridade física, a honra ou a liberdade da pessoa.


Uso da violência em legítima defesa




Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada", ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Ora, a violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar.

Assim sendo, que mais nos resta contra a Máfia Financeira e os seus esbirros (na Política e nos Media) senão a violência em legítima defesa e cirurgicamente dirigida? A violência não é intrinsecamente má. Quando a única forma de travar a violência criminosa é utilizando violência, então esta é perfeitamente justificada.

Um pai que pegue num taco para dispersar à paulada um grupo de rufias que está a espancar o seu filho, está a utilizar a violência de uma forma justa. Uma mulher que crave uma faca na barriga de um energúmeno que a está a tentar violar, está a utilizar a violência de uma forma justa. Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa com o objectivo de lhe aniquilar a família, está a utilizar a violência de uma forma justa. Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa. Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa.

As políticas dos sucessivos "governos" do Centrão – PS + PSD + CDS - têm sido de uma violência inaudita contra milhões de portugueses. E numa situação em que um povo inteiro está sonegado de todas as entidades que o deveriam defender contra a Máfia do Dinheiro, acolitada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de sanguessugas... e não há buracos suficientes para elas se esconderem.

Permitir, de braços cruzados, que crimes que destroem países sejam perpetrados por máfias financeiras coadjuvadas por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores mediáticos a soldo, contra as populações, em nome de um pacifismo «politicamente correcto» mas suicidário, isso sim, é outro crime.

Não estarão reunidas as condições para que cidadãos - civis, polícias e militares - iniciem a caça à escumalha que nos está atirar a todos para a miséria, o desemprego, a criminalidade e a morte (seja pelo suicídio, pela falta de cuidados médicos, pela fome, etc.)?

segunda-feira, Julho 07, 2014

O Futuro da Força de Trabalho pode ser o Part-Time (mantendo o salário), afirma Larry Page, CEO do Google


É opinião pessoal do autor deste Blogue que, dada a evolução tecnológica exponencial, o homem será completamente afastado da produção nos próximos dois ou três decénios. As pessoas dedicar-se-ão às actividades lúdicas da sua preferência e o trabalho ficará entregue às máquinas…


Daily News – 5 de Julho de 2014

O que acontece à medida que as máquinas e a inteligência artificial vão expulsando os humanos da força de trabalho (dos empregos)? Este é um dos problemas mais importantes de nosso tempo – por muito teórica que esta questão possa hoje parecer em certos sectores – o certo é que a tecnologia está a fazer com que indústria após indústria se vai tornando mais eficiente [precisando de cada vez menos pessoas].


O CEO do Google, Larry Page, e co-fundador do Google Sergey Brin


Um dos homens mais importantes no desenvolvimento da tecnologia, o CEO [Chief Executive Officer - Diretor Executivo] do Google, Larry Page, está convencido de que a maioria das pessoas quer trabalhar, mas que ficariam mais felizes trabalhando menos.

Larry Page: Temos recursos [materiais e tecnológicos] suficientes para prover toda a humanidade. "A ideia de que toda a gente precisa de trabalhar freneticamente para atender às necessidades das pessoas, simplesmente não é verdadeira", afirmou Page, numa entrevista.

A resposta não passa por cortar empregos em massa, disse Page. As pessoas querem sentir-se "necessárias, desejadas e ter algo produtivo para fazer." Mas a maioria gostaria de ter um pouco mais de tempo livre. Então, talvez uma solução fosse dividir o trabalho entre as pessoas em tempo parcial, como Page disse que Richard Branson está a experimentar no Reino Unido.

O co-fundador do Google, Sergey Brin, tem uma visão ligeiramente diferente. "Eu acho que muitas coisas que as pessoas fizeram ao longo do século passado, foram substituídas por máquinas e continuarão a ser”, disse Brin. Mas depois de Page ter opinado sobre sua ideia de "um pouco menos de trabalho", Brin interrompeu para dizer: "Eu não acho que no curto prazo a necessidade de trabalho esteja a desaparecer. Mudou-se apenas para outras actividades, mas as pessoas querem sempre mais coisas ou mais entretenimento ou mais criatividade ou mais alguma coisa.”

Sergey Brin: "Eu acho que muitas coisas que as pessoas fizeram ao longo do século passado, foram substituídas por máquinas e continuarão a ser."

Larry Page: "90 por cento das pessoas eram agricultores. Portanto, isso já aconteceu antes. Não é surpreendente."



Vinod Khosla, entrevistador e, há muito, investidor em tecnologia, que tentou comprar o Google quando este apareceu: "A grande maioria do emprego mudou da agricultura, que, hoje, necessita apenas de cerca de 2 por cento da força de trabalho dos EUA. Isto aconteceu entre 1900 e 2000. Vejo o início de algo semelhante com a rápida aceleração [da tecnologia] nos próximos 10, 15, 20 anos."

Larry Page: "Eu acredito inteiramente em que deveríamos estar a viver num tempo de abundância, como descreve o livro de Peter Diamandis. Se se pensar realmente sobre as coisas que precisamos para sermos felizes: habitação, segurança, oportunidade para os seus filhos. Quer dizer, os antropólogos identificaram essas coisas. Não é assim tão difícil fornecemos essas coisas. A quantidade de recursos de que precisamos para fazer isso, a quantidade de trabalho necessária é muito pequena. Julgo que menos de 1 por cento, hoje em dia. Portanto, a ideia de que toda a gente precisa de trabalhar freneticamente para atender às necessidades das pessoas não é verdadeira. Julgo que há um problema e que não o sabemos reconhecer."

"Acho que também há um problema social que é o de muitas pessoas não serem felizes, se não tiverem nada para fazer. Por isso, precisamos de dar às pessoas algumas coisas para fazer. As pessoas precisam de se sentir como se fossem necessárias e com algo produtivo para fazer. Mas acho não há uma correspondência entre essas necessidades pessoais e as indústrias de que realmente precisamos. […]. Estive a conversar com o Richard Branson sobre isso. Eles têm um grande problema - não têm empregos suficientes no Reino Unido. Assim, ele está a tentar fazer com que os empregadores contratem duas pessoas em tempo parcial em vez de uma em tempo integral. Assim, pelo menos, os jovens podem ter um emprego a meio tempo, em vez de nenhum trabalho. E é apenas um pequeno custo suplementar para os empregadores."

"O contrário disto é o desemprego global e generalizado. Para o evitar, basta reduzir o tempo de trabalho. A todos a quem perguntei: Você gostaria de uma semana extra de férias? 100 por cento das pessoas levantaram as mãos. Duas semanas [de férias], ou uma semana de trabalho de quatro dias? Toda a gente dirá que sim. A maioria das pessoas gosta de trabalhar, mas também gostaria de ter mais tempo com a sua família ou para os seus próprios interesses. De modo que seria uma maneira de lidar com o problema, se se arranjar uma maneira coordenada para reduzir a semana de trabalho. E assim, com um pouco menos de trabalho por pessoa, consegue-se emprego para todos."


Conversa com os co-fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin



segunda-feira, Junho 30, 2014

Em seis anos apenas, de 1933 a 1939, Hitler conseguiu levar a cabo um milagre económico na Alemanha. Passos Coelho, em metade do tempo - três anos, levou Portugal à miséria…


Mas, justiça seja feita, enquanto o Reichsführer teve a ajuda maciça de banqueiros judeus para conseguir o fantástico desenvolvimento alemão, Passos Coelho tem tido a ajuda dos mesmos para conduzir Portugal à bancarrota e à desgraça...


Wikipédia:

A 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado Chanceler da Alemanha. Embora inicialmente tenha liderado um governo de coligação, rapidamente eliminou os seus parceiros governamentais. Nos seis anos que se seguiram, de 1933 a 1939, a Alemanha sob o governo do Partido Nazi passou de um país totalmente corrupto e pobre a uma superpotência mundial. Em 1939, Adolf Hitler era o líder mais popular da Europa, senão o maior do mundo, e o desemprego era apenas algo do passado, sendo que as indústrias alemãs eram as melhores e mais fortes do mundo.


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A Europa antes da I Guerra Mundial


O Tratado de Versalhes (tratado de paz entre a Alemanha e as potências aliadas que pôs fim à I Guerra Mundial), foi sequestrado por financeiros judeus internacionais para criar as condições necessárias - económicas, sociais e políticas, que Hitler pudesse mais tarde explorar.

O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que procedesse a reparações de guerra a um certo número de nações da Tríplice Entente (aliança militar entre o Reino Unido, a França e o Império Russo).

Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma parte de seu território para um certo número de nações fronteiriças, a perda de todas as colónias sobre os oceanos e no continente africano, uma restrição à dimensão do seu exército e o pagamento de uma indemnização pelos prejuízos causados durante a guerra. Na Alemanha o tratado causou choque e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do Nazismo.

No tratado foi criada uma comissão para determinar a dimensão precisa das reparações que a Alemanha tinha de pagar. Em 1921, este valor foi oficialmente fixado em 33 mil milhões de dólares (equivalente hoje a mais de 300 mil milhões de dólares). Os encargos deste pagamento são frequentemente citados como a principal causa do fim da República de Weimar e a subida ao poder de Adolf Hitler, o que inevitavelmente levou à eclosão da Segunda Guerra Mundial apenas 20 anos depois da assinatura do Tratado de Versalhes.


Assinatura do Tratado de Versalhes em Paris

O partido nazi foi criado, financiado e mantido por financeiros judeus internacionais. Montagu Norman, presidente do Banco controlado pelos Rothschild ingleses, e um amigo próximo de Hjalmar Schacht (banqueiro alemão, presidente do Banco Central Alemão e Ministro da Economia do III Reich (1934-1937)). Foi Norman que, pressionado por ele, apoiou o aumento das taxas de juros dos EUA pelo Federal Reserve, que foi o empurrão final que levou ao crash de Wall Street, o New Deal, e Franklin D. Roosevelt. Montagu Norman era o banqueiro central mais influente do mundo na época e suas ações, em conluio com Wall Street, foram cruciais.

Existem provas documentais irrefutáveis de um papel mais profundo de banqueiros e industriais internacionais no financiamento do partido nazi (Volkspartie) nas eleições alemãs de Março de 1933. Um total de três milhões de Reichmarks (marcos alemães) foi subscrito por empresas e empresários de destaque, devidamente "lavado" através de uma conta no Delbrück Schickler Bank, passando depois para as mãos de Rudolf Hess para uso por Hitler e do NSDAP (Partido Nazi). Esta transferência de fundos foi seguida pelo incêndio do Reichstag (parlamento alemão), revogação de direitos constitucionais, e consolidação do poder nazi.

O incêndio do Reichstag foi usado por Hitler como um pretexto para abolir direitos constitucionais. Em breve, algumas semanas depois do financiamento de Hitler aconteceu uma sequência encadeada de grandes eventos: a contribuição financeira de banqueiros e industriais proeminentes para a eleição de 1933, o incêndio do Reichstag, a revogação de direitos constitucionais, e o posterior confisco do poder pelo Partido Nazi.


Incêndio do Reichstag em Berlim (1933)

O maior contribuinte deste financiamento veio da I.G. Farben (conglomerado de empresas que deteve o monopólio quase total da produção química na Alemanha), que se comprometeu com 80 por cento (500 mil marcos) do total. O Director A. Steinke, da BUBIAG (Braunkohlen-u. Brikett-Industrie AG), uma subsidiária da IG Farben, contribuiu pessoalmente com mais de 200.000 marcos. Em resumo, 45 por cento dos fundos para as eleições veio de IG Farben. Se observarmos os diretores da I.G. Farben americana - a subsidiária nos EUA da I.G. Farben – começamos a compreender melhor as raízes do envolvimento de Wall Street com Hitler. A administração I.G. Farben da América continha nessa altura alguns dos nomes de maior prestígio de entre os industriais americanos: Edsel B. Ford da Ford Motor Company, CE Mitchell do Federal Reserve Bank de Nova Iorque, e Walter Teagle, diretor do Federal Reserve Bank de Nova Iorque, a Standard Oil Company de Nova Jersey e a Fundação presidente Franklin D. Roosevelt Geórgia Wram Springs.

Paul M. Warburg, primeiro diretor do Federal Reserve Bank de Nova Iorque e presidente do Banco de Manhattan, foi um diretor da Farben e, na Alemanha, o seu irmão Max Warburg também foi diretor da IG Farben. H. A. Metz de I.G. Farben também foi diretor do Banco dos Warburgs de Manhattan. Finalmente, Carl Bosch de americana I.G. Farben também foi diretor da Ford Motor Company A-G na Alemanha.

Três membros do conselho de administração da American I.G. Farben foram considerados culpados nos Julgamentos de Nuremberga de crimes de guerra: Max Ilgner, F. Ter Meer e Hermann Schmitz. E os conselheiros americanos - Edsel Ford, CE Mitchell, Walter Teagle, e Paul Warburg - não foram colocados em julgamento em Nuremberga, e não foram sequer questionados sobre o seu conhecimento do financiamento de Hitler em 1933.

Uma nota sobre os Warburgs:



Os Warburgs são em número de três. Felix M. Warburg é “o outro” nos Estados Unidos. Ele aparece pouco nos assuntos públicos, embora seja um membro do Comité Judaico Americano e da empresa de Kuhn, Loeb & Company. Foi-lhe concedido uma espécie de grau rabínico honorário de "Haber", que lhe dá direito a ser conhecido como "Haber Rabbi Baruch Ben Moshe." Ele é o único judeu da América, a quem o título foi conferido.

Max Warburg representa a família em sua terra natal (Alemanha). Max Warburg tinha tanto a ver com o poder militar alemão como sua família e seus colegas financeiros na América tinham a ver com o poder militar dos Estados Unidos. Como já foi recontado na imprensa de todo o mundo, o irmão da América e o irmão da Alemanha encontraram-se em Paris como representantes dos respectivos governos na elaboração do Tratado de Paz (da I Grande Guerra). Havia tantos judeus na delegação alemã que esta era conhecida pelo termo "kosher", ou como "a delegação Warburg", e havia tantos judeus na delegação americana que os delegados dos outros países da Europa olharam para o Estados Unidos como um país judeu, que através de um acto inédito de generosidade tinham eleito um não-judeu como seu Presidente.

Sem querer aprofundar mais este engenhoso sistema de cobertura de todos os pontos vitais a partir de um centro, foi dito o suficiente para mostrar como para esta empresa financeira judaica (Kuhn, Loeb & Company ), a as questões políticas, nacionais e internacionais, são quase uma profissão. A família Warburg com uma posição elevada no controlo de países amigos e inimigos. A família Warburg com uma posição elevada nas negociações de paz mundial e nas discussões de uma Liga das Nações. A família Warburg agora aconselhando o mundo a partir de ambos os lados da terra, sobre o que fazer a seguir. Foi, provavelmente, com mais razão do que o público em geral supôs que um jornal de Nova Iorque escreveu durante a Conferência de Paz um artigo intitulado: "Atenção aos Warburgs!"

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Adolf Hitler nomeado Chanceler da Alemanha, 30-01-1933


Uma vez Hitler eleito, a atitude do Banco da Inglaterra e da Reserva Federal (Banco Central norte-americano) em relação à Alemanha transformou-se. Foi oferecido crédito ao regime nazi e depois de os nazis invadiram a Checoslováquia com sucesso; Norman ofereceu £ 6.000.000 de ouro da Checoslováquia a Hitler, ouro que foi depositado em Londres. Isto foi feito com o consentimento do primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain.

Em 11 de Junho de 1934 e, novamente, no mês de Outubro seguinte, Norman e Schacht reuniram-se em segredo em Badenweiler (Alemanha) para conseguir mais empréstimos para Hitler e os nazis. Mas quem estava por detrás de Montagu Norman? A sua família quase tornou o Banco da Inglaterra em sua propriedade pessoal. Um avô, George Warde Norman, foi o regulador do Banco entre 1821-1872 e seu outro avô, Lord Collet, foi governador entre 1887-1889. Montagu Norman passou um período nos Estados Unidos, nos escritórios Brown Brothers (financiados pelos Rothschild - posteriormente Brown Brothers, Harriman,) e fez amizade com a família de W.A. Delano, parentes de Franklin Delano Roosevelt, o presidente dos Estados Unidos no mesmo tempo em que Norman era presidente do Banco da Inglaterra.


Montagu Norman


Este banqueiro todo-poderoso - Montagu Norman - era na verdade um "yes man" [uma marioneta] dos Rothschild, e aqui, mais uma vez, vemos o estratagema da camuflagem a funcionar: a imprensa (quase toda em mãos judaicas) retratou-o como anti-judeu.

terça-feira, Junho 24, 2014

A psicopatia genocida de Banqueiros e Políticos está a forçar milhões de empáticos cidadãos a tornarem-se violentos



Milhões de empáticos cidadãos estão a ser forçados a tornarem-se violentos de forma a exterminar cirurgicamente os psicopatas genocidas da Banca e da Política que andam a destruir o país e a encher pornograficamente os bolsos.


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Kevin Dutton


Kevin Dutton diz que James Bond é "um exemplo de um psicopata funcional"


NICOLAU FERREIRA - Jornal Público - 13/06/2014

Entrevista a Kevin Dutton


Um psicopata puro não vê o outro como uma pessoa, mas como uma peça no seu tabuleiro de necessidades. Todos nós podíamos usar uma dose q.b. de características dos psicopatas, defende o psicólogo britânico Kevin Dutton.

O empresário Steve Jobs, o astronauta Neil Armstrong ou o apóstolo São Paulo são apresentados por Kevin Dutton, psicólogo e investigador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, como exemplos de pessoas famosas com características associadas à psicopatia. O Que Podemos Aprender com Os Psicopatas, livro editado agora pela Lua de Papel em que o investigador defende que alguns traços da personalidade dos psicopatas, podem ser uma mais-valia para todos nós.

Implacabilidade, charme, concentração, resistência mental, ausência de medo, atenção plena e capacidade de agir são traços dos psicopatas, mas que também nos tornariam heróis na mesa de cirurgia ou numa acção militar de resgate. É só preciso não deixar para trás a empatia.


Por que é que começou a estudar os psicopatas?

Há uma razão pessoal e uma científica. O meu pai era psicopata. Não era um homem violento, era um comerciante, extremamente sedutor e carismático, calmo, nunca perdia a cabeça, não tinha medo de nada. […]

Há também uma razão científica: quando comecei a fazer investigação na psicopatia queria acabar com o mito de que ser um psicopata é uma coisa puramente má. Se um marciano chegar à Terra e for trabalhar para um hospital onde só trata das pessoas com problemas relacionados com o Sol, cancro de pele, escaldões, vai pensar que o Sol é mau e que é preciso tapar o Sol. Mas sabemos que o Sol não é mau, excepto se ficarmos expostos a grandes doses, mas em pequenas doses fazem-nos bem. O meu argumento é o mesmo. Se ficarmos completamente expostos à psicopatia, apanharemos um cancro da personalidade, mas em menores doses pode ser benéfico, a personalidade fica bronzeada.


E por que é que há um fascínio pelos psicopatas?

Quando pergunto às pessoas “se o pudesse transformar num psicopata durante meia hora, e ao fim desse tempo tudo ficasse outra vez normal, não haveria nem repercussões morais ou legais, o que faria?”, há duas respostas. Um grupo diz que encontraria as pessoas que lhe andaram a fazer mal ao longo de anos, e vingava-se delas. O outro diz que procuraria a pessoa que tinha amado a quem nunca tinha tido tomates para dizer isso e, finalmente, dizia-lho.

A chave da questão é não haver consequências. Os psicopatas são assim. […] Os psicopatas estão-se nas tintas sobre o que as outras pessoas pensam deles. […] Isto torna os psicopatas fascinantes. Por um lado, são muito perigosos, e temos um fascínio pelo perigo e pela morte. Os psicopatas dos assassínios em série, são a morte na sua forma mais implacável, têm aqueles olhos desprovidos de emoção, aquela lógica inexorável. Mas acho que nós, secretamente, também queremos ser assim, mas não temos coragem. Temos medo das consequências.




O que podemos aprender com eles?

Os psicopatas não procrastinam (não adiam, não protelam). Se querem fazer uma coisa, fazem-na logo. Um dos maiores problemas no negócio e em qualquer aspecto da vida é que muitas vezes adiamos as coisas. Os psicopatas nunca adiam. Estão muito virados para a recompensa. Se querem alguma coisa, vão atrás dela. Muitos de nós têm medo da rejeição, de falhar. Se há um preço a pagar por algo, os psicopatas não vêm o lado negativo, atiram-se ao positivo. […]


Termina-se o seu livro e não há uma resposta que diga o que faz com que um psicopata mate pessoas. Qual a razão de haver um pequeno grupo de pessoas psicopatas que saem para a rua e disparam contra outros?

Há duas outras características que devem entrar na mistura da psicopatia: a inteligência e a agressividade. Um psicopata com um mau início de vida em termos sociais, pouco inteligente e naturalmente violento não é uma boa combinação. É provável que acabe por ser um bandido de baixo nível ou pertencer a um gangue criminoso. Em ambos os casos vai acabar na prisão. Se retirar a violência da equação, poderá ser um ladrão, um vigarista menor, um traficante de droga ou um proxeneta. De qualquer maneira, vai acabar também na prisão. Mas se não é naturalmente violento, tem um bom início de vida e é inteligente, então é mais provável que venha a ser o melhor nos mercados financeiros. O mais interessante é que se for um psicopata inteligente e violento, então pode acabar nas forças especiais ou ser o cabecilha de uma rede criminosa.

Há também a impulsividade, a incapacidade de adiar a gratificação, que se correlaciona com a inteligência. Quanto mais inteligente for, menos impulsivo tenderá a ser.


Mas se não é naturalmente violento, tem um bom início de vida e é inteligente, então é mais provável que venha a ser o melhor nos mercados financeiros.


Então a violência é outro campeonato?

Sim. A violência não vem necessariamente com a psicopatia. Lidei com muitos psicopatas vigaristas que não eram violentos, mas seriam impiedosos a tirar todo o seu dinheiro e deixá-lo sem nada, destruiriam a sua vida sem um lampejo de consciência:


Psicopatas vigaristas que seriam impediosos a tirar todo o seu dinheiro e a deixá-lo sem nada, destruiriam a sua vida sem um lampejo de consciência.


E em relação à empatia: Desmond Tutu, o activista sul-africano, disse que “uma pessoa só é uma pessoa se reconhecer os outros como pessoas”. Os psicopatas reconhecem os outros como pessoas?

Os psicopatas puros, não. Não teriam nenhuma empatia. E as outras pessoas são apenas peças de xadrez com que eles jogam.

Mas é aqui que as coisas complicam. Entrevistei neurocirurgiões de topo e um deles disse-me: “Imagine que tem os meios para ser um cirurgião de topo. Tem a visualização do espaço necessária para isso, tem a mão, a destreza, o conhecimento médico. Mas falta-lhe a capacidade para se desligar emocionalmente da pessoa que está a operar, então não vai conseguir operá-la.” A empatia, como Desmond Tutu disse, é muito importante, mas não é sempre importante.


No livro entrevista um cirurgião que diz ter aprendido a deixar de parte a empatia na sala de cirurgia. Mas isso é um treino, não é aprender a ser psicopata.

Sim, chama-se regulação emocional. O argumento do livro é que se pensarmos em traços psicopatas — como ser-se impiedoso, não se ter medo, ter concentração, calma quando se está sob pressão, carisma, charme, e claro a falta de empatia e a falta de consciência —, estes traços não são preto ou branco. Estão dentro de um espectro e não há uma mistura certa destes traços que seja definitiva e correcta. Depende do contexto, da combinação e do grau de cada traço. Algumas profissões vão exigir que alguns botões estejam mais acima da média: a cirurgia, a advocacia, ser-se militar ou empresário. Não estou a dizer a toda a gente para se tornar psicopata, senão a sociedade desintegrar-se-ia. O que digo é que às vezes estas características são boas.


No livro, os psicopatas aparecem como uma invenção tardia da natureza, quando nos tornámos gregários e começámos a viver em comunidade.

[…] Houve sempre uma necessidade nas sociedades para pessoas impiedosas e sem medo, como os caçadores. Ou pessoas que são charmosas e carismáticas. Ou que são boas a dizerem mentiras, como os espiões. O representante de tudo isto é James Bond, ele é um exemplo brilhante de um psicopata funcional: impiedoso, não tem problemas em matar, em trair pessoas, não tem medo, é calmo sobre pressão. Conheço pessoas que são uma cópia do James Bond.




As pessoas estão mesmo a tornar-se mais psicopatas?

A teoria dos jogos mostra que uma sociedade só com psicopatas vai desmoronar-se, porque eles vão matar-se uns aos outros. Quando se chega a um rácio crítico, as pessoas que não são psicopatas começam a prosperar, porque interagem entre si e isolam os psicopatas. Nessa altura, deixa de ser vantajoso ser um psicopata criminoso. Por isso, nunca iremos ter uma sociedade de psicopatas. Mas sempre que temos uma sociedade apoiada em pessoas boas e de confiança haverá alguns que funcionam contra o sistema.


“As sociedades sempre precisaram de pessoas impiedosas, charmosas e que mentem”

sexta-feira, Junho 20, 2014

Paulo Fragoso - um jornalista da RFM que pouco deve à inteligência



Paulo Fragoso (da RFM)


Um artigo de Paulo Fragoso (a azul e itálico) no Jornal Destak – 29.05.2014:

"O que de mais valioso nos ofereceu o 25 de abril, a liberdade, deu-nos o direito de decidir, por nossa conta e risco, o que fazer, o que dizer, que atitudes ter e que decisões tomar. Sempre dentro do que é "politicamente correto" quando se vive numa sociedade democrática, que tem as suas regras."

"Entendo, por isso, que a grande maioria que não votou, esteja no seu direito. Só não entendo e não aceito, é que muitos dos que não o fizeram, sejam os mesmos que andaram em inúmeras manifestações e, alguns deles, até mesmo à pedrada à porta da assembleia. Sem resultados."

"Quero com isto dizer que o voto é das melhores armas que podemos usar. E é o que resulta. Um direito que o tal 25 de abril nos deu. E que continuamos insistentemente a pôr de lado. Os que não votaram, gabam-se de peito cheio que não o fizeram. É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."



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A Ditadura do Grande Dinheiro ou
a Partidocracia Representativa (de uns poucos)


Caro Fragoso:

A «liberdade» a que você alude, proporcionou-nos simplesmente uma torrente ininterrupta de propaganda intrujona, veiculada através de Medias venais, e exclusivamente a favor do Poder Financeiro. Este, é detentor de um monopólio bancário mundial e cria (a partir do nada) todo o dinheiro que lhe der na gana. Depois, com este "dinheiro" apropria-se da riqueza que as famílias e empresas produzem.

O Poder Financeiro, ao controlar por completo a quantidade do dinheiro em circulação, tornou-se dono de toda a Política, de toda a legislação, e de todas as revistas, jornais, rádios e televisões. Assim, além de trazer as pessoas dependentes pelo capital, o Poder Financeiro, pela voz dos seus Medias, ordena-lhes o que hão-de fazer, o que hão-de pensar, como se hão-de governar, e como hão-de encarar a vida, a privação, a indigência e a morte.


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Mário Soares (numa das raras ocasiões em que a voz lhe fugiu para a verdade) fala acerca da "independência" dos Media no Programa "Prós e Contras" [27.04.2009]:

Mário Soares: [...] «toda a concentração da comunicação social foi feita e está na mão de meia dúzia de pessoas, não mais do que meia dúzia de pessoas.»

Fátima Campos Ferreira: «Grupos económicos, é

Mário Soares: «Grupos económicos, claro, grupos económicos. Bem, e isso é complicado, porque os jornalistas têm medo. Os jornalistas fazem o que lhes mandam, duma maneira geral. Não quer dizer que não haja muitas excepções e honrosas mas, a verdade é que fazem o que lhes mandam, porque sabem que se não fizerem aquilo que lhe mandam, por uma razão ou por outra, são despedidos, e não têm depois para onde ir.» [...]


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Como podem os políticos representar o povo, se lhes são dados milhões para representar uma elite?



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Mais um cidadão que se afasta da "grande manifestação" e recusa continuar a ouvir as patranhas de um candidato a corrupto - vulgo, «representante democrático»:



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Meia dúzia de canalhas políticos do chamado "Centrão" – PS + PSD + CDS - (a soldo do Grande Dinheiro), têm o desplante de reivindicar que representam Portugal inteiro, quando apenas conseguem recolher os votos de 20% de portugueses ingénuos (isto, mesmo com o apoio massivo de todos os jornais e televisões).





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Quem esteja minimamente atento à catadupa de embustes, falsidades e roubos colossais que as chamadas «Democracias Representativas» cometem contra os povos que dizem representar, já terá percebido que não estamos em presença de um «Sistema Político Democrático» a funcionar em prol das populações, mas de um Sistema Extorsionário exclusivamente às ordens de uma Elite Financeira.


A ilusão da livre escolha entre Esquerda e Direita
na "Democracia Representativa"


Como afirmou Chris Gupta: "A constituição de uma «Democracia Representativa»" consiste na fundação e financiamento pela elite do poder de dois partidos políticos que surgem aos olhos do eleitorado como antagónicos, mas que, de facto, constituem um partido único. O objetivo é fornecer aos eleitores a ilusão de liberdade de escolha política e serenar possíveis sentimentos de revolta..."

Donde, é chegada a hora da Democracia Direta. O indivíduo já não votará em «representantes», mas no objeto do seu interesse: seja a construção de um infantário local, um hospital regional ou uma autoestrada nacional…



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Duas análises frontais


Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]


"A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA"




Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."



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Paulo Fragoso: "É caso para dizer que falamos, falamos, falamos, mas quando chega a hora..."


Falamos, falamos, falamos? Não, caro Fragoso! Quando se começa a compreender verdadeiramente que a «democracia representativa» é uma fraude monstruosa e que é necessário derrubá-la o mais rápido possível (para a substituir pela Democracia Direta), parece só restar uma solução: o recurso à violência.

Ouve-se muitas vezes dizer que "a violência gera violência", que "a violência nunca consegue nada" ou que "se se usar a violência para nos defendermos daqueles que nos agridem, ficamos ao nível deles". Todas estas afirmações baseiam-se na noção errada de que toda a violência é igual. Nada mais falso: a violência pode funcionar tanto para subjugar como para libertar.




Um pai que pegue num taco para dispersar à paulada um grupo de rufias que está a espancar o seu filho, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Uma mulher que crave uma faca num energúmeno que a quer violar, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um homem que abate a tiro um assassino que lhe entrou em casa e lhe degolou a família, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Um polícia que dispara contra um homicida prestes a abater um pacato cidadão, está a utilizar a violência de uma forma justa;

Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa;

Um povo que se revolta de forma sangrenta contra uma Máfia do Dinheiro, coadjuvada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, cujos monstruosos roubos financeiros destroem famílias, empresas e países inteiros, está a utilizar a violência de uma forma justa.

Não estarão reunidas as condições para que cidadãos civis, polícias e militares iniciem a caça à escumalha que nos está atirar a todos para a miséria, o desemprego, a criminalidade e a morte (seja pelo suicídio, pela falta de cuidados médicos, pela fome, etc.)?

As políticas dos sucessivos "governos" deste Centrão – PS + PSD + CDS - têm sido de uma violência inaudita contra milhões de portugueses. E numa situação em que um povo inteiro está sonegado de todas as entidades que o deveriam defender contra a Máfia do Dinheiro, acolitada por políticos corruptos, legisladores venais e comentadores a soldo, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de sanguessugas... e não há buracos suficientes para elas se esconderem...

terça-feira, Junho 17, 2014

Essa fraude imensa chamada Austeridade



Como podem os políticos representar o povo, se lhes são dados milhões para representar uma elite?


Texto de Caoimhghin Ó Croidheáin

Global Research, Fevereiro 08, 2013


A austeridade é uma farsa. Dívida é a economia dos "pequenos". Se são as pessoas que produzem a riqueza, então por que é que elas são sempre pobres e / ou pessoas a pagar dívidas? Porque as pessoas ricas, nacionais e estrangeiros, emprestam-nos o dinheiro (com juros) que retiraram à sociedade, sob a forma de lucros, para preencher o buraco que eles criaram. Desta forma, somos triplamente explorados:

1 - Somos tributados sobre os salários;

2 - Somos alienados (roubados) da riqueza criada (lucros);

3 - Pagamos juros sobre o dinheiro pedido emprestado pelos ricos para pagar o capital e as despesas correntes necessárias para a subsistência da sociedade.


Quando existe uma crise económica causada por essa drenagem constante da riqueza da economia, os "especialistas" debatem a melhor maneira de impor cortes para nos trazer de volta para "o caminho para a recuperação". Isto até seria engraçado se tantas pessoas não fossem apanhadas pelo mar do desemprego e por uma vida de subsistência. Além disso, qualquer rejeição dessa "Dívida" não é tolerada pelas elites que supervisionam os “reembolsos da Dívida” pelos "pequenos".

Se uma forma de pagamento de uma dívida (notas promissórias) é vista como desonesta e provavelmente insustentável (devido à lei ou oposição pública), então é criada legislação à pressa para converter a "Dívida" numa forma mais aceitável aos olhos do povo - títulos do tesouro. Esta era a situação esta semana (8/2/2013) em Dublin. Como é que isto aconteceu?

"Em 2010, dois bancos, na altura, o Anglo Irish Bank e o Irish Nationwide (agora Irish Bank Resolution Corporation ou IBRC), tiveram necessidade de receber do Estado cerca de 30 mil milhões de Euros por causa de seu “estado periclitante, na sequência do colapso do mercado imobiliário.”



Eu sou irlandês, não Anglo-Irlandês.
A dívida do banco não é um problema meu.

O ministro das Finanças, Brian Lenihan passou uma nota promissória ao IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) - dizendo basicamente "Devemos-lhe € 31 mil milhões de euros" - que o banco usou como garantia para pedir esse dinheiro emprestado ao fundo de emergência de assistência de liquidez ao Banco Central da Irlanda (ELA). Segundo esse acordo, o Estado concordou em pagar € 3.06 centenas de milhões de euros (€ 306.000.000) todos os anos ao IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) até 2023, seguido de pagamentos menores até completar o pagamento do capital emprestado mais os juros.

Como Stephen Donnelly, que foi veementemente contrário às notas promissórias, salienta: "[Isso] iria entrar certamente em conflito com duas directivas europeias: Que nenhum banco europeu poderia falhar e que as perdas potenciais e perda de lucros dos grandes investidores jamais seria pago integralmente pelo público ".

Uma das hipóteses colocadas na mesa pela Irlanda foi trocar as notas promissórias por um título do tesouro a longo prazo - possivelmente proveniente do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) - com os pagamentos distribuídos por 40 anos. O que é que se pretendia com tudo isto? Bem o primeiro-ministro da República da Irlanda - Enda Kenny – explica provavelmente melhor quando recentemente afirmou que seria como trocar um "gravíssimo saque a descoberto (ordem de pagamento de valor maior que o existente numa determinada conta) por uma hipoteca a longo prazo com juros baixos.



Enda Kenny: Eu sei como é estar desempregado.
Durante anos não fiz a ponta de um chavo.

A aterradora expectativa do BCE (Banco Central Europeu) seria a perda do controlo sobre a oferta de dinheiro e o efeito de arrastamento que isto iria ter nos mercados se cada governo da UE fizesse o mesmo. Portanto, de um dia para o outro, foi aprovada em Dublin uma legislação para passar notas promissórias para títulos do tesouro, para encerrar o IBRC (Irish Bank Resolution Corporation) e colocar os pagamentos numa base mais estável, mais "normalizada". O primeiro-ministro Enda Kenny explicou no parlamento:

A parte principal do pagamento sobre esses títulos será feita em 25 anos (até 2038), com o resto a ser pago até 2053. O prazo médio desses títulos do tesouro será de 34 anos em vez dos normais 7 – 8 anos das notas promissórias.” A taxa de juro média desses títulos do tesouro será de 3 por cento, comparada com os 8 por cento das notas promissórias.”

Claro que os filhos e os netos dos "pequenos" podem pagar a "Dívida" em vez de nós! Isto foi confirmado pelo ministro das Finanças Michael Noonan, que disse que o acordo sobre a Dívida bancária garantida pelo Governo "alivia a carga distribuindo-a por todos" (exceto os seus filhos desavisados).

O Anglo Irish Bank: não apenas o nosso porta-voz da campanha da Dívida, Andy Storey, descreveu a Dívida como "ilegítima – como se arranjou dinheiro para pagar aos especuladores que apostaram o seu dinheiro num banco desonesto, agora sob investigação criminal, e que a Dívida não é das pessoas comuns e não deve em nenhuma circunstância ser reclassificada como "soberana". Afirmou igualmente que apressar hoje "legislação de emergência através do parlamento e do senado nessa base, seria "desonesto e antidemocrático - em vez de haver um debate adequado e informado sobre este assunto extremamente sério, o governo corta a direito através de legislação que levará as pessoas que vivem na Irlanda a assumir a responsabilidade formal do pagamento de dívidas que não são suas"."

Como se isso não fosse suficientemente cruel, o Eurostat, a agência de dados da Comissão Europeia, calculou o custo da crise bancária em cada país da UE e de acordo com Michael Taft, a Irlanda ficou quase a par da Alemanha no sombrio título de gastar mais com a crise bancária. € 41 mil milhões de euros até agora, de acordo com os dados da contabilidade do Eurostat (este número não leva em conta os milhares de milhões enterrados nos bancos pelo nosso Fundo Nacional de Reserva de Pensões, não sendo estes contados como um "custo" para o orçamento do Governo Geral). [...] A crise bancária europeia até o momento custou a cada indivíduo na Irlanda quase 9.000 €. A média em toda a UE é de € 192 por habitante. [...] O povo irlandês pagou 42 por cento do custo total da crise bancária europeia. "

Não é por acaso que Angela Merkel declarou que a Irlanda era um "caso especial" para um acordo da Dívida bancária. Revisando a famosa frase de Churchill - "Nunca tão poucos roubaram tanto a tanta gente ".