segunda-feira, janeiro 16, 2017

Como os banqueiros, possuindo o monopólio de contrair ou expandir a oferta de moeda, conseguem abocanhar toda a riqueza do mundo



Nos Estados Unidos, representantes dos maiores financeiros europeus lutaram durante muito tempo pelo estabelecimento de um Banco Central que estivesse sob o seu controlo e que emitisse a sua própria moeda. Ao fim de muitas dezenas de anos conseguiram-no.

A seguir, extractos do vídeo «The Money Masters» onde se pode verificar que as recessões na América foram sempre resultado de violentas contracções deliberadas de dinheiro em circulação pelos bancos centrais. Para que se perceba o que se está a passar hoje e quem são os culpados:





Por outras palavras, os Senhores do Dinheiro [The Money Changers] queriam duas coisas: a reinstituição de um banco central sob o seu controlo exclusivo e uma moeda americana [emitida por eles] suportada pelo ouro. A sua estratégia era dupla: primeiro, causar uma série de pânicos para tentar convencer o povo americano que só um controlo centralizado da oferta de moeda poderia fornecer estabilidade económica e, em segundo lugar, retirar tanto dinheiro do sistema que a maior parte dos americanos ficariam tão desesperadamente pobres que, ou não se importariam ou estariam demasiado fracos para se oporem aos banqueiros.

Num inacreditável ímpeto de honestidade para um banqueiro, Nicholas Biddle admitiu que o banco ia tornar o dinheiro escasso para forçar o Congresso a restabelecer o Banco Central:

Nicholas Biddle: "Só um sofrimento generalizado produzirá algum efeito no Congresso… A nossa segurança está no prosseguimento de um rumo de restrição firme [de dinheiro] – a não tenho dúvida de que um tal rumo conduzirá no final ao novo licenciamento do Banco Central e ao restabelecimento da moeda [emitida pelo Banco]."

Que revelação impressionante. Aqui estava a verdade pura, revelada com uma clareza chocante. Biddle pretendia usar o poder da contracção do dinheiro do Banco para causar uma depressão massiva até que a América cedesse.

Infelizmente, isto aconteceu repetidamente através da história dos Estados Unidos e está prestes a acontecer novamente no mundo de hoje. O Banco contraiu severamente a oferta de moeda pedindo a devolução de todos os empréstimos e recusando conceder novos.

Um pânico financeiro sobreveio, seguido por uma profunda depressão. Salários e preços afundaram-se, o desemprego disparou assim como as falências das empresas. A nação entrou rapidamente em alvoroço.

Em 1866, havia 18 mil milhões de dólares em circulação nos Estados Unidos, cerca de 50,46 dólares per capita. Só no ano de 1867, quinhentos mil milhões de dólares foram retirados de circulação.

Dez anos depois, a oferta de moeda tinha sido reduzida para 6 mil milhões de dólares. Por outras palavras, dois terços do dinheiro da América tinham sido retirados pelos banqueiros. Apenas se mantinham em circulação 14,60 dólares per capita.

Dez anos mais tarde, a oferta de moeda tinha sido reduzida para apenas 4 mil milhões de dólares. Isto pese embora a população americana tivesse disparado. O resultado foi que apenas se mantinham em circulação 6,67 dólares per capita. Uma perda de 700% no poder de compra num período de 20 anos.




Os economistas de hoje tentam vender a ideia de que as recessões e as depressões são parte natural de uma coisa a que chamam ciclo económico. A verdade é que oferta de moeda de que dispomos é manipulada hoje tal como era antes e depois da Guerra Civil Americana.

Como é que isto aconteceu? Como é que o dinheiro se tornou tão escasso? Simples: o banco exige o pagamento dos empréstimos e não são concedidos nenhuns novos.

Apenas três anos depois, em 1876, com um terço da força de trabalho norte-americana desempregada, a população estava a ficar revoltada. Queriam qualquer coisa que tornasse o dinheiro mais abundante.

Nesse ano o relatório da Comissão do Congresso culpou claramente os banqueiros nacionais da contracção monetária. O relatório é interessante, porque compara a contracção monetária deliberada pelos os banqueiros nacionais depois da Guerra Civil com a queda do Império Romano:

"O desastre da Idade das Trevas [Idade Média] foi causado pela diminuição do dinheiro e pela queda dos preços... Sem dinheiro, a civilização não podia ter nascido e, com a oferta de dinheiro a diminuir, a civilização degenera e se não for socorrida, finalmente morre."




"Na Era Cristã o dinheiro metálico no Império Romano chegava aos $1.800.000.000. No fim do século XV tinha diminuído para menos de $200.000.000… A história não regista nenhuma transição tão desastrosa como a do Império Romano para a Idade Média."

Três anos mais tarde o povo americano elegeu o republicano James Garfield para presidente. Garfield compreendeu como a economia estava a ser manipulada. Depois de ter tomado posse ele acusou os Senhores do Dinheiro publicamente em 1881:

"Quem quer que controle o volume de dinheiro em qualquer país, é senhor absoluto de toda a indústria e comércio… e quando se compreende que todo o sistema é facilmente controlado, de uma forma ou de outra, por alguns poucos homens poderosos no topo, não precisamos que nos digam como é que os períodos de inflação e depressão são originados."

Infelizmente, poucas semanas depois de ter feito esta declaração, a 2 de Julho de 1881 Garfield foi assassinado. Como disse o prémio Nobel Milton Friedman:

"A reserva de dinheiro, preços e produtividade ficou decididamente muito mais instável depois da instituição do Sistema de Reserva Federal [Banco Central norte-americano] do que antes. O mais dramático período de instabilidade na produtividade foi, obviamente, entre as duas Guerras, que incluem as violentas contracções monetárias de 1920-21, 1929-33, e 1937-38. Nenhum outro período de 20 anos na história americana contém três tão graves contracções."

"Este facto convenceu-me que pelo menos um terço da subida de preços durante e depois da I Guerra Mundial é atribuível à fundação do Sistema de Reserva Federal [Banco Central norte-americano]... e que a gravidade de cada uma das maiores contracções monetárias é directamente atribuível aos actos de concessão e omissão dos directores da Reserva Federal... "

"Qualquer sistema que dá tanto poder e tanta liberdade de acção a alguns poucos homens, de tal forma que os erros – desculpáveis ou não – possam ter efeitos tão vastos, é um mau sistema. Se é um mau sistema para os que acreditam na liberdade porque dá tanto poder a uns poucos homens sem qualquer controlo do poder político – este é o argumento político chave contra um banco central independente..."

"Para parafrasear Clemenceau: "o dinheiro é um assunto demasiado sério para ser entregue aos banqueiros centrais."

terça-feira, janeiro 10, 2017

O avanço tecnológico e o fim dos empregos


Revista Visão - 03.01.2017

Os 2000 cidadãos, escolhidos aleatoriamente entre os que recebiam subsídio de desemprego, passam a receber um rendimento base de 560 euros por mês, dinheiro que é garantido mesmo se as pessoas arranjarem entretanto um emprego. O valor não será tributado.

O programa inicial, que serve de experiência, está previsto que dure 2 anos, mas se for bem sucedido será alargado a todos os adultos finlandeses. O governo pensa que a iniciativa poderá economizar dinheiro a longo prazo. O sistema de previdência social do país é complexo e dispendioso e sua simplificação poderá reduzir a burocracia. Por outro lado, também poderá incentivar os desempregados a procurar trabalho, porque agora não têm de preocupar-se com a perda de benefícios de desemprego caso arranjem um emprego. Actualmente alguns desempregados evitam trabalhos a tempo parcial, ou mal pagos, porque lhes retira automaticamente os benefícios de desemprego, acabando por não compensar procurar um emprego.

"Os lucros incidentes não reduzem o rendimento base, de modo que trabalhar e... trabalhar por conta própria vale a pena, não importa o quê", disse Marjukka Turunen, chefe da unidade jurídica da Kela, agência de previdência social da Finlândia.

A ideia não é exclusiva da Finlândia. A cidade italiana de Livorno começou a distribuir um rendimento base pelas 100 famílias mais pobres da cidade em junho, número que foi alargado a mais 100 famílias este último domingo.

Programas-piloto também estão a ser discutidos no Canadá, Islândia, Uganda e Brasil. A Suíça, no ano passado, considerou dar a cada adulto um rendimento garantido de 2.500 dólares por mês, mas o plano foi rejeitado em referendo – mais de 75% dos eleitores votaram contra a medida.

Um dos exemplos de um programa de rendimento garantido vem dos Estados Unidos. O Alasca faz pagamentos anuais a todos os residentes desde a década de 80, através de um dividendo da receita petrolífera do estado. O BIEN, um grupo que defende o rendimento universal, descreve-o como o primeiro "sistema genuíno de rendimento base universal".


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A Tecnologia está a mudar tudo. O ritmo de desenvolvimento tecnológico é extremamente rápido e afecta todos os aspectos da vida humana - não apenas os aspectos económicos e sociais, mas também a natureza do ser humano como espécie. Este é o resultado do desenvolvimento da inteligência artificial, da robotização e do potencial de instrumentação genética, médica e biológica e outras novas tecnologias semelhantes. A questão não será o que as máquinas podem fazer, mas o que devem fazer. Se as máquinas podem fazer o trabalho que fazemos hoje, que papel iremos desempenhar como seres humanos?

Vivemos hoje num mundo cada vez mais absurdo sob o ponto de vista económico. Um mundo que possui uma capacidade cada vez maior de produção, mas que produz cada vez menos. E produz cada vez menos, porque a capacidade de poder de compra tem vindo a diminuir. Um paradoxo que se tem vindo a revelar crescentemente desastroso.


As teses de renomados economistas, que assentam no homem como principal factor produtivo, estão cada vez mais desfasadas de uma realidade tecnológica em evolução exponencial:

(Da esquerda para a direita, os economistas:) John Maynard Keynes, Friedrich Hayek, Milton Friedman, Ludwig von Mises, Paul Krugman, John Kenneth Galbraith e Joseph Stiglitz.

1 – O mundo de hoje continua cegamente a seguir práticas económicas de há muitas décadas atrás. Um mundo em que o Homem era a grande força motriz da produção, fosse na agricultura, na indústria ou nos serviços. Ao deixar de o ser, ao alterar-se este paradigma, as práticas económicas que teimam em continuar a ser seguidas, mostram-se completamente contraproducentes.

2 – Desde o começo da revolução industrial, a tecnologia tem vindo a substituir o homem nas actividades mais pesadas e repetitivas. Mas, ao mesmo tempo que a tecnologia destruía empregos, ia criando novas actividades que absorviam esse desemprego.

3 – Este processo, em que a tecnologia ia criando novos empregos à medida que destruía outros, começou a deixar de funcionar por volta da década de 1980 nos países mais desenvolvidos (coincidente com o aparecimento da informática). As novas actividades que a tecnologia criava começavam também a ser desempenhadas mais eficientemente pelas máquinas. E o desemprego começou a crescer imparavelmente.



Automação

4 – A tecnologia está a evoluir de forma exponencial em todos os campos. A robotização, a automação, a informatização, a inteligência artificial, as telecomunicações, etc. estão, cada vez mais, a substituir o homem em todos os aspectos da produção.

5 – Ao afastar o homem do processo produtivo, a tecnologia está também a acabar com os empregos e, portanto, com os salários. E, na actual economia, não havendo salários, não há poder de compra. Sem poder de compra, não há vendas. Sem vendas, não há lucros. E sem lucros, não há incentivo para a produção privada.

6 – E aqui chegamos ao absurdo em que o homem precisa de todo o tipo de bens para viver, a tecnologia tem uma capacidade crescente de os produzir sozinha, mas produz-se cada vez menos porque a esmagadora maioria da produção é feita por privados e estes já não têm incentivo para produzir –> porque não conseguem vender -> porque não há poder de compra -> porque não há salários -> porque não há empregos.

7 – Se uma máquina consegue produzir sozinha (sem interferência humana), então é igualmente eficaz a produzir sendo privada ou sendo propriedade pública.


Uma empresa privada fecha as suas portas porque, embora esteja 100% apta a produzir e os seus produtos sejam necessários, como as pessoas estão desempregadas, porque foram substituídas por máquinas, não têm salários e, portanto, não têm dinheiro para comprar os produtos dessa empresa:




8 – Se a tecnologia privada deixa de produzir por falta de incentivos (porque não vende), então toda a tecnologia produtiva tem de ser socializada. E, deste modo, a tecnologia pública produzirá o máximo de bens e serviços, o mais eficazmente possível, para atender às necessidades da comunidade.

9 – Para que as pessoas possam adquirir os produtos de que têm necessidade, e enquanto a capacidade produtiva não puder proporcionar tudo a todos, a comunidade distribuirá uma semanada ou uma mesada igual para todos.

10 – O Homem poderá libertar-se finalmente das grilhetas do trabalho para viver e dedicar-se aos passatempos que desejar.


segunda-feira, janeiro 09, 2017

Os poucos que controlam o dinheiro, controlam tudo...

Nós controlamos o dinheiro que controla as vossas vidas, enquanto vocês adoram falsos ídolos e não pensam duas vezes… Nós temos a arma da televisão global… Vocês acreditam genuinamente que nós temos os vossos interesses em mente… Nós deturpamos o jogo. Compramos ambos os lados para vos manter escravos nas vossas tristes vidas… O poder real reside nas mãos de uns poucos... Vocês votaram em partidos. Que mais poderiam fazer?... Mas o que vocês não sabem é que eles [os partidos] são apenas um e o mesmo… Não vêem que faz tudo parte de um jogo… A supressão da informação manter-vos-á em sentido… Continuem a ver as vossas televisões e o mundo será governado por aqueles que vocês não podem ver…



https://youtu.be/gMQ9Akw2Gc8?list=UUy59JAPvjwxC36pgXGLSd_g

quinta-feira, janeiro 05, 2017

De como, em apenas três meses, «recalculando as imparidades», a Caixa Geral de Depósitos passou de uma situação financeira normal para a necessidade de uma recapitalização de cinco mil milhões de euros…


Toda a «controvérsia» sobre a «declaração do património e os rendimentos auferidos» por António Domingues e a sua equipa, enquanto estiveram à frente da Caixa Geral de Depósitos (16/04/2016 - 27/11/2016), teve como único objectivo lançar uma cortina de fumo sobre a "manobra" de transformar «imparidades» [crédito malparado] insignificantes na necessidade de uma recapitalização de cinco mil milhões de euros…



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Texto de Ricardo Araújo Pereira

Revista Visão – 16/10/2008

A banca nacionalizou o Governo

A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada

Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério.

A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.

Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Um professor de história judeu explica de que forma os israelitas têm procedido à limpeza étnica dos palestinianos...

The New Observer - 3/7/2014
Crianças palestinianas mortas em resultado de bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza.


Ilan Pappé é um historiador israelita que foi docente em Ciências Políticas até 2007 na sua cidade natal, na Universidade de Haifa. Foi obrigado a abandonar Israel após repetidas ameaças de morte contra si e a sua família. Hoje, é professor na Universidade de Exeter, em Inglaterra.

Ilan Pappe: "A ideia de eliminar da Palestina a sua população nativa, os árabes, surgiu como um conceito claro nos anos 1930. Foi idealizada por David Ben Gurion, que se tornou primeiro-ministro de Israel. Na época, líder da comunidade judaica na Palestina de 1948, antes de Israel existir."

"No entanto, a ideia de como traduzir esse desejo, essa estratégia, num plano, só se desenvolveu depois da Segunda Guerra Mundial. Na realidade, o primeiro passo foi fazer um registo de todas as aldeias palestinianas. É um registo espantoso. Quando o vi pela primeira vez mal podia acreditar. Era tão meticuloso que mostrava em detalhe quantas árvores de fruto havia em cada aldeia e que tipos de fruto dava cada uma delas, além, é claro, dos poços que havia, e da qualidade dos solos das aldeias. Foi um levantamento completo da futura propriedade do estado judeu."


quinta-feira, dezembro 29, 2016

O verdadeiro Terrorismo


Surpreendente discurso de Mike Prysner, um veterano de guerra do Iraque

"Disseram-nos que lutávamos contra terroristas, mas o verdadeiro terrorista era eu. E o verdadeiro terrorismo é a ocupação (do Iraque) … Aqueles que nos enviam para a Guerra não têm de puxar o gatilho ou disparar um morteiro … Não têm que lutar nesta guerra, apenas vendê-la … Precisam de um público disposto a enviar e a colocar os seus soldados em perigo … Soldados dispostos a matar e a serem mortos sem perguntar porquê…"

"E a classe dominante de bilionários que lucra com o sofrimento humano, só se preocupa em expandir a sua riqueza e controlar a economia do mundo… Compreendem que o seu poder só reside na sua capacidade de convencer que a guerra, a opressão e a exploração é do nosso interesse … Eles percebem que a sua riqueza depende da sua capacidade de nos convencer a matar e a morrer para controlar a economia de outro país … Os nossos soldados têm mais em comum com o povo do Iraque do que com os bilionários que nos enviam para a guerra…"

"Os nossos verdadeiros inimigos não estão num país distante. E não são pessoas cujos nomes não conhecemos e culturas que não entendemos. Os inimigos são pessoas que conhecemos muito bem e que podemos identificar. O inimigo é um sistema que declara guerra quando tal lhe é rentável. Os inimigos são os chefes executivos que nos demitem dos nossos empregos quando tal lhes é rentável. São as companhias de seguros que nos negam assistência médica quando tal lhes é rentável. São os bancos que expropriam as nossas casas quando tal lhes é rentável…"



https://youtu.be/SGsXRTZlGxs

quarta-feira, dezembro 21, 2016

Sobre os atentados terroristas islâmicos que se têm abatido em catadupa sobre a Europa

Mais um atentado terrorista islâmico aconteceu ontem em Berlim. Mas relembremos a extraordinária coincidência que se deu no atentado terrorista islâmico em Londres a 7 de Julho de 2005. O Diário de Notícias afirmava:

«Aquilo que todos os britânicos temiam aconteceu no dia 7 de Julho de 2005. Ao início da manhã, três bombas explodiram na rede de metro e num autocarro de Londres, fazendo mais de meia centena de mortos e pelo menos sete centenas de feridos.»

«Na origem daqueles que foram os piores atentados no Reino Unido desde Lockerbie, em 1988, estiveram quatro extremistas islâmicos que actuaram como bombistas suicidas. Alguns deles tinham estado recentemente a receber instruções em madrassas paquistanesas. Alguns dias mais tarde, a 21 de Julho, outros extremistas tentaram repetir o ataque. Foram mal sucedidos e acabaram presos, uns em Londres, outros em Birmingham, mas também em Roma, na Itália, à luz do mandado de captura europeu.»


Mas parece que no atentado terrorista islâmico em Londres
aconteceu uma espantosa coincidência:

Peter Power

O diálogo seguinte teve lugar na tarde do dia dos atentados (7 de Julho de 2005) na rádio BBC 5.

O repórter da BBC entrevistou Peter Power, Director Chefe da empresa Visor Consultants, que se define a si própria como uma empresa de consultoria para a “gestão de crises”. Power é um ex-funcionário da Scotland Yard:

PETER POWER: Às nove e meia da manhã estávamos efectivamente a realizar um exercício, utilizando mais de mil pessoas, em Londres, exercício esse baseado na hipótese de acontecerem explosões simultâneas de bombas, precisamente nas estações de metro onde elas aconteceram esta manhã, por isso ainda estou estupefacto.

BBC: Sejamos claros, você estava e efectuar um exercício para testar se estavam à altura de um acontecimento destes, e ele [o atentado] aconteceu enquanto faziam o exercício?

PETER POWER: Exactamente, e foi cerca das nove e meia da manhã. Nós planeámos isto para uma empresa, que por razões óbvias não vou revelar o nome, mas eles estão a ouvir e vão sabê-lo. Estava numa sala cheia de gestores de crises e, em menos de cinco minutos, chegámos à conclusão que aquilo era real, e portanto passámos dos procedimentos de exercícios de crise para uma situação real.



segunda-feira, dezembro 19, 2016

Em três meses António Domingues terá feito passar os resultados da CGD de um prejuízo de apenas 189,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano para 3000 milhões de euros no conjunto do ano de 2016

Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque, António Domingues, António Centeno e António Costa


A recapitalização da CGD pode ser o maior crime que a esquerda cometeu em 40 anos. Se for o que parece que é – limpar as dívidas de umas empresas amigas do regime – é um crime. O valor de garantir que estes donos destas empresas não perdem o seu dinheiro corresponde a retirar-nos a nós mais de metade do orçamento do SNS. Não há como pagar professores, médicos, lazer, informação pública, espaços e estruturas públicas, se se pagar esse dinheiro desses cavalheiros que a CGD deu sem garantias. (Vídeo - 1:44m).



Jornal Público - Opinião - Vítor Costa - 5 de Dezembro de 2016

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá apresentar prejuízos de quase 3000 milhões de euros em 2016, segundo o plano estratégico do banco a que o Expresso teve acesso e divulgou no passado sábado.

O dito plano é da responsabilidade do ainda presidente da CGD, António Domingues, o líder mais rápido da Caixa de que há memória: entrou a 31 de Agosto e já tem data de saída, 31 de Dezembro.

Em três meses terá feito passar os resultados da CGD de um prejuízo de apenas 189,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano para 3000 milhões de euros no conjunto do ano.

Estes são os factos conhecidos. São números impressionantes. São números demasiado impressionantes para que ninguém os explique. [...] Mas para que tal aconteça terá de entrar dinheiro na Caixa. Muito dinheiro. Dinheiro dos contribuintes. E também por isso deveria haver mais explicações.


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Jornal Expresso - Pedro Santos - Guerreiro - 5 de Dezembro de 2016

Com as mesmas contas, auditadas e vistas pelo Banco de Portugal, uma gestão quis mil milhões e outra o quíntuplo. Como?

Esta pergunta dava o mote a uma notícia do semanário Expresso publicada a 5 de novembro de 2016. Um mês depois, nos encontros Eco Talks, Pedro Passos Coelho questionou o papel dos auditores no aumento de capital do banco público. No fim-de-semana, no Correio da Manhã, Paulo Morais levantou a mesma questão. Ambos questionando a necessidade de o aumento de capital ser tão elevado, 5,1 mil milhões de euros.

A questão é simples: se António Domingues usou apenas informação pública, como é que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) passa de um relatório e contas, assinado pela anterior administração, que diz que o balanço é sólido e não refere necessidades de capital para, perante as mesmas contas, reclamar necessidades de €5 mil milhões? Como se tiram conclusões tão distantes se as contas são as mesmas? Se as contas têm o mesmo auditor? E se ambas foram entregues no Banco de Portugal (BdP)?

O então novo presidente da CGD calculou as necessidades de capital e apresentou-as ao Banco Central Europeu e à Direção-Geral de Concorrência (DG Comp, organismo da Comissão Europeia) ainda antes de entrar no banco público. Fê-lo, como já garantiu, com base em informação pública. E esta consta nos relatórios e contas do banco.

Nesses relatórios, a anterior administração, liderada por José de Matos, não fala de necessidades de aumento de capital. E mesmo que, como o Expresso então noticiou, delas tenha falado com dois governos (o de Passos e o de Costa), os valores em causa eram muito inferiores. Ou a anterior administração calculou "por baixo" ou a nova administração pediu "por cima".


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Os bancos pedem dinheiro emprestado ao Banco Central Europeu a juros próximos dos 0%, e depois emprestam esse dinheiro aos Estados, Empresas e Famílias a juros de 5%, 7%, 10%, 15%, 20%, etc. Não contente com esta fraude monstruosa, só possível a um Monopólio do Crédito que resguarda os bancos de terem qualquer prejuízo, estas "instituições" sugam ainda mais os cidadãos exigindo ajudas (recapitalizações) no valor de milhares de milhões de euros aos Estados, que «os nossos representantes» políticos, demasiado solícitos, se aprestam a satisfazer...

quarta-feira, dezembro 14, 2016

Artigo dedicado a todos os grupos de seis milhões de judeus que, década após década, foram perseguidos, humilhados, torturados, chacinados e exterminados às mãos dos gentios


Como toda a gente sabe, Holocausto é o termo geralmente usado para descrever o genocídio de aproximadamente Seis Milhões de Judeus Europeus durante a Segunda Guerra Mundial, como parte de um programa de extermínio deliberado, planeado e executado pelo regime Nazi na Alemanha liderada por Adolf Hitler.» - (Wikipedia)




Mas, ao contrário do que geralmente se pensa, o Holocausto judeu de 1939-1945, levado a cabo pelos nazis, não representou a primeira vez na História em que Seis Milhões de Judeus foram molestados pelos gentios. Já antes da II Guerra Mundial, em muitas alturas diferentes, muitos grupos de Seis Milhões de Judeus foram perseguidos, humilhados, torturados, chacinados e exterminados às mãos dos gentios.


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1902 - 31 anos antes de Hitler subir ao poder na Alemanha (1933) e 37 anos antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939):


Enciclopédia Britânica (1902)


A Enciclopédia Britânica na edição de 1902 afirma que Seis Milhões de Judeus estavam a ser sistematicamente humilhados na Rússia e na Roménia.

Na página 482 de um artigo sobre Anti-semitismo na 10ª edição da Enciclopédia Britânica (1902) encontram-se as palavras: "Enquanto existem na Rússia e na Roménia Seis Milhões de Judeus que estão a ser sistematicamente humilhados... [While there are in Russia and Rumania six millions of Jews who are being systematically degraded...].

Estas palavras surgem no último parágrafo da coluna esquerda da página 482 da Enciclopédia Britânica de 1902 - (Clicar na imagem para aumentar):




Enciclopédia Britânica (1902): [While there are in Russia and Rumania six millions of Jews who are being systematically degraded...]

"Enquanto existem na Rússia e na Roménia Seis Milhões de Judeus que estão a ser sistematicamente humilhados..."


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1906 - 27 anos antes de Hitler subir ao poder na Alemanha (1933) e 33 anos antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939):


The New York Times - 25 de Março de 1906


Dr. Nathan saiu de São Petersburgo com a firme convicção de que a política do governo russo para a "solução" da questão judaica é o extermínio brutal e sistemático [de Seis Milhões de Judeus].




The New York Times - 25 de Março de 1906

Dr. Paul Nathan's View of Russian Massacre

STARTLING reports of the condition and future of Russia's 6,000,000 Jews were made on March 12 in Berlin to the annual meeting of the Central Jewish Relief League of Germany by Dr. Paul Nathan, a well-known Berlin publicist, who has returned from an extensive trip through Russia as the special emissary of Jewish philanthropists in England, America, and Germany, to arrange for distribution of the relief fund of $1,500,000 raised after the massacres last Autumn.

Dr. Nathan paints a horrifying picture of the plight and prospects of his coreligionists, and forecasts at any hour renewed massacres exceeding in extent and terror all that have gone before. He left St. Petersburg with the firm conviction that the Russian Government's studied policy for the "solution" of the Jewish question is systematic and murderous extermination.



"Opinião do Dr. Paul Nathan sobre o massacre russo [dos judeus]

Relatórios assustadores sobre a condição e o futuro dos 6.000.000 de judeus russos foram feitos a 12 de Março em Berlim para a reunião anual da Liga Central de Assistência Judaica da Alemanha pelo Dr. Paul Nathan, um conhecido jornalista de Berlim, que regressou de uma extensa viagem através da Rússia como emissário especial de filantropos judeus de Inglaterra, América e Alemanha, para organizar a distribuição do fundo de auxílio de US $ 1.500.000 (um milhão e meio de dólares) recolhidos após os massacres do Outono passado.

Dr. Nathan descreve uma imagem horrível da situação e perspectivas de seus correligionários, e prevê a qualquer altura novos massacres que que irão exceder em extensão e terror todos os que aconteceram antes. Dr. Nathan saiu de São Petersburgo com a firme convicção de que a política do governo russo para a "solução" da questão judaica será o extermínio brutal e sistemático."


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1915 - 18 anos antes de Hitler subir ao poder na Alemanha (1933) e 24 anos antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939):


Jornal «The Sun» - Nova Iorque – 6 de Junho de 1915


"Horrors Worse Than Kishineff Charged Against Russia Today" - Horrores piores dos que os de Kichinev imputados hoje à Rússia

[Kichinev ou Kishineff - província da Bessarábia do Império Russo situada na zona da actual Moldávia]

Estas palavras surgem no primeiro parágrafo da coluna à esquerda do Jornal «The Sun» - Nova Iorque – 6 de Junho de 1915 - (Clicar na imagem para aumentar):


             


"Since the destruction of the Temple in Jerusalem the Jewish people have had no darker page in their history than that which the Russian Government is writing to-day. Six million Jews, one-half of the Jewish people throughout the world, are being persecuted, hounded, humiliated, tortured starved. Thousands of them have been slaughtered. Hundreds of thousands of Jews, old men, women and children, are being driven mercilessly from town to town – driven by the Government, attacked by the troops of their own country, plundered and outraged."

"Dear brethren, have mercy on the six million Jews in Russia and take our part! Ask the Russian Ministers why we are being tortured so mercilessly. Our children are slaughtered by the Russian army.
"


"Desde a destruição do Templo de Jerusalém que o povo judeu não teve uma página tão negra na sua história como aquela que o Governo russo está a escrever hoje em dia. Seis milhões de judeus, metade do povo judeu de todo o mundo, estão a ser perseguidos, acossados, humilhados, torturados e mortos à fome. Milhares deles foram chacinados. Centenas de milhares de judeus, velhos, mulheres e crianças estão a ser escorraçados impiedosamente de cidade em cidade - dirigidos pelo governo, atacados pelas tropas de seu próprio país, saqueados e ultrajados..."

"Queridos irmãos, tende misericórdia dos seis milhões de Judeus na Rússia e assumamos as nossas responsabilidades! Perguntem aos ministros russos porque é que estamos a ser torturados tão impiedosamente. As nossas crianças são massacradas pelo exército russo"


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1919 - 14 anos antes de Hitler subir ao poder na Alemanha (1933) e 20 anos antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939)


Revista «American Hebrew» - 31 de Outubro de 1919


Em 1919, um ano depois de terminada a Primeira Guerra Mundial, Seis Milhões de Judeus estiveram condenados a morrer à fome numa Europa hostil [Revista: "The American Hebrew"].



Na Revista «American Hebrew» de 31 de Outubro de 1919, surgiu um artigo entitulado "A Crucificação dos Judeus Tem de Parar!" [The Crucifixion of Jews Must Stop!], escrito por Martin H Glynn, ex-governador do Estado de Nova Iorque.

O artigo foi publicado um ano depois de terminada a Primeira Guerra Mundial, aproximadamente 20 anos antes do rebentar da Segunda Guerra Mundial. O artigo refere por sete vezes o número 'Seis Milhões de Judeus'.


(Clicar nas imagens para aumentar)

                       
Artigo no "The American Hebrew" (1919) - páginas 582 e 601

A Crucificação dos Judeus Tem de Parar!


Do outro lado do mar Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres pedem a nossa ajuda, e oitocentas mil criancinhas choram por pão.

[...] Seis Milhões [Judeus] de seres humanos. Não devemos ser os seus protectores mas temos de ser o seu socorro.

[...] Nesta catástrofe, quando Seis Milhões [Judeus] de seres humanos estão a caminhar rapidamente para a sepultura [...]

Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres estão a morrer [...] por causa da terrível tirania da guerra e um fanático desejo de sangue Judeu.

Neste ameaçador holocausto de vida humana [...] é feito um chamamento ao povo deste país para santificar o seu dinheiro com a dádiva de 35 milhões de dólares em nome da humanidade de Moisés aos Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres famintos.

Seis Milhões [Judeus] de homens e mulheres estão a morrer – oitocentas mil crianças estão a chorar por pão. E porquê?

Por causa desta guerra pela Democracia, Seis Milhões de Judeus, homens e mulheres estão a morrer de fome do outro lado do mar; oitocentos mil bebés Judeus estão a chorar por pão.

Na guerra mundial o Judeu ajudou toda a gente excepto o Judeu. [...] Portanto, agora é a altura de todos ajudarem o Judeu, e Deus sabe que é agora que ele precisa.

[...] Desde que o armistício [da Primeira Guerra Mundial] foi assinado, milhares de Judeus na Ucrânia foram oferecidos como sacrifícios vivos a ambições diabólicas e a paixões fanáticas – as suas gargantas cortadas, os seus corpos rasgados membro a membro por bandos assassinos da soldadesca ciumenta. Na cidade de Proskunoff, há poucas semanas atrás, a madrugada viu a porta de cada casa onde vivia um Judeu marcada para um massacre.

Durante quatro dias, do nascer ao pôr do sol, fanáticos utilizaram a navalha como demónios do inferno, parando apenas para comer, ébrios com o sangue das vítimas Judias. Mataram os homens; foram menos misericordiosos com as mulheres. Violaram-nas e depois mataram-nas. De um objectivo a uma loucura, de uma loucura a um hábito, aconteceu esta matança de Judeus [...]

[...] para um lugar ao sol, e a crucificação dos Judeus tem de parar. [...] Mas algum poder no mundo tem de se levantar para impedir o extermínio de uma raça digna. [...]


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1931 - 2 anos antes de Hitler subir ao poder na Alemanha (1933) e 8 anos antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939):


The Gazette Montreal - 29 de Dezembro de 1931


Rabi Jonah Wise: "Seis Milhões de Judeus na Europa oriental estão prestes a morrer de fome, e pior, durante o próximo inverno.


                            

"Rabi Jonah Wise: Six million Jews in Eastern Europe face starvation, and even worse, during the coming winter. If additional funds are not collected by the American Joint Distribution Commitee to meet an estimated budget of $2.500.000 unprecedented havoc and misery will rule to the everlasting shame of humanity at large [...]"


"Rabi Jonah Wise: "Seis Milhões de Judeus na Europa oriental estão prestes a morrer de fome, e pior, durante o próximo inverno. Se não forem obtidas doações adicionais pelo American Joint Distribution Committee até completar o orçamento estimado em US$ 2.500.000 [dois milhões e meio de dólares), haverá caos e miséria sem precedentes para vergonha eterna da humanidade em geral [...]".


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1936 - 3 anos depois de Hitler subir ao poder na Alemanha (1933) e 3 anos antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939):


The New York Times - 31 Maio de 1936


Americanos apelam a um refúgio para os judeus - Americans Appeal For Jewish Refuge




"Americans Appeal For Jewish Refuge"

"The petition, in expressing the opinion of enlightened Christian leadership in the United States, favoring a larger Jewish immigration into Palestine, stressed the intolerable sufferings of the millions of Jews in 'the European holocaust.'"

"Great Britain has it within her power to throw open the gates of Palestine and let in the victimized and persecuted Jews escaping from the European holocaust."



Americanos apelam a um refúgio para os judeus

"A petição, ao expressar a opinião da liderança cristã iluminada nos Estados Unidos, favorecendo uma maior imigração judaica para a Palestina, enfatizou os sofrimentos intoleráveis dos milhões de judeus no 'holocausto europeu'".

"A Grã-Bretanha tem o poder de abrir as portas da Palestina e permitir que os judeus maltratados e perseguidos escapem do holocausto europeu".




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1939 - Um mês depois do início da Segunda Guerra Mundial (1939):


The Jewish Criterion - 13 Outubro de 1939


O jornal "The Jewish Criterion" já previa, apenas um mês após o início da Segunda Guerra Mundial, a aniquilação de seis milhões de judeus:

"a próxima guerra mundial será a aniquilação de seis milhões de judeus na Europa Central e Oriental." - "the coming world war would be the annihilation of six million Jews in East and Central Europe."



segunda-feira, dezembro 12, 2016

O mito do «Pico Petrolífero» e a mentira da origem fóssil do Petróleo

Por outras palavras, o «Pico Petrolífero» é uma fraude para criar escassez artificial e aumentar os preços do petróleo. As guerras que têm sido despoletadas pelos Estados Unidos no Médio Oriente e em África para controlar os principais países produtores de petróleo, não visam rapinar o "Ouro Negro" mas evitar que a produção aumente e os preços baixem.



Temos vindo a assistir a uma forte subida nos preços do petróleo e é-nos dito simplesmente para nos habituarmos à ideia porque não há nada a fazer. Entretanto as companhias petrolíferas continuam a bater recordes de lucros.


Globo.com - 01/02/2008



Mas se estamos a ficar sem petróleo tão rapidamente então porque é que as reservas estão sempre a aumentar e a produção a disparar?

Em 2005 a Arábia Saudita aumentou as suas reservas de crude em cerca de 200 mil milhões de barris. O petróleo saudita está seguro e é abundante, disseram responsáveis sauditas.

"Estas reservas enormes vão permitir ao Reino Saudita manter-se como um dos principais produtores de petróleo nos próximos 70 a 100 anos, mesmo que aumente a sua capacidade de produção para 15 milhões de barris por dia, o que poderá muito bem acontecer nos próximos 15 anos."

Foi também noticiado que a Rússia tem vindo a aumentar enormemente as suas reservas, ainda mais do que a Arábia Saudita. Porque é que estes países estão a fazer isto se já não resta muito petróleo para extrair? Parece claro que a Rússia está preparada para uma ilimitada produção futura de petróleo.

Existe uma clara contradição entre a teoria do «Pico Petrolífero» e o aumento contínuo da produção e das reservas de petróleo.

Novas fontes de petróleo estão a ser descobertas por todo o lado no planeta. A noção de que existem apenas meia dúzia de fontes que o Ocidente está a tentar monopolizar é um mito propalado por aqueles que obtêm enormes lucros. No fim de contas, como é que se consegue obter enormes lucros de algo que existe em abundância?


O mito do «Pico Petrolífero»

Um artigo no Wall Street Journal de Peter Huber e Mark Mills explica porque é que o preço do petróleo permanece tão elevado enquanto o seu custo de produção continua tão baixo. Nós não estamos dependentes do petróleo do Médio Oriente por as reservas mundiais estarem a diminuir, mas porque é mais lucrativo explorar somente as reservas do Médio Oriente. Donde, o mito do «Pico Petrolífero» é necessário por forma a silenciar os que pedem a exploração de outras abundantes reservas mundiais.



Artigo retirado deste SITE (em português brasileiro):

Teoria dos combustíveis fósseis

Segundo a teoria dos combustíveis fósseis, que é a mais aceite actualmente sobre a origem do petróleo e do gás natural, organismos vivos morreram, foram enterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural.


É com base nesta teoria que chamamos às principais fontes de energia do mundo moderno "combustíveis fósseis" - porque seriam o resultado de restos modificados de seres vivos.


Teoria do petróleo abiótico

Muito menos disseminado é o fato de que esta não é a única teoria para explicar o surgimento do petróleo. Na verdade, esta teoria hegemónica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica - sem relação com formas de vida.

Os defensores da teoria abiótica do petróleo têm inúmeros argumentos. Por exemplo, a inexistência de fenómenos geológicos que possam explicar o soterramento de grandes massas vivas, como florestas, que deveriam ser cobertas antes que tivessem tempo de se decompor totalmente ao ar livre, juntamente com a inconsistência da hipótese de uma deposição do carbono livre na atmosfera no período jovem da Terra, quando suas temperaturas seriam muito altas.

A teoria da origem fóssil do petróleo não é consistente

A deposição lenta, como registada por todos os fósseis, não parece aplicar-se, uma vez que as camadas geológicas apresentam variações muito claras, o que permite sua datação com bastante precisão. Já os depósitos petrolíferos não apresentam praticamente alterações químicas variáveis com a profundidade, tendo virtualmente a mesma assinatura biológica em toda a sua extensão.

Além disso, os organismos vivos têm mais de 90% de água e mesmo que a totalidade de sua massa sólida fosse convertida em petróleo, não haveria forma de explicar a quantidade de petróleo que já foi extraída até hoje.

Outros fenómenos geológicos para explicar uma eventual deposição quase "instantânea" deveriam ocorrer de forma disseminada - para explicar a grande distribuição das reservas petrolíferas ao longo do planeta - e em grande intensidade - suficiente para explicar os gigantescos volumes de petróleo já localizados e extraídos.


Carbono do interior da Terra

Por essas e outras razões, vários investigadores afirmam que nem o petróleo, nem o gás natural e nem mesmo o carvão de pedra, são combustíveis fósseis. Para isso, afirmam, o ciclo do carbono na Terra deveria ser um ciclo fechado, restrito à crosta superficial do planeta, sem nenhuma troca com o interior da Terra. E não há razões para se acreditar em tal hipótese.

Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos [de origem não fóssil], a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles têm origem no carbono que é "bombeado" continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direcção à superfície.


É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estas experiências foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.

Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. A experiência reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.


Metano e etano abióticos

A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com cientistas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação académica do que noutras partes do mundo.

O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados hidrocarbonetos saturados porque têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogénio.

Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram a experiência submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° Celsius a mais de 1.200° Celsius. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilómetros de profundidade.

No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogénio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reacções são reversíveis.

Essas reacções fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.

Bigorna de diamante, usada para reproduzir as gigantescas
pressões existentes abaixo da crosta terrestre.
[Imagem: Department of Physics/University of Cambridge]




Reacções reversíveis

Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reacções implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.

"Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas", afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. "Experiências feitas há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição."

"Nós superamos esse problema com a nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano", declarou Goncharov.


Hidrocarbonetos gerados no interior da Terra

"A ideia de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre e contribuem para a formação dos reservatórios de óleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia muito anos atrás. A síntese e a estabilidade dos compostos estudados aqui, assim como a presença dos hidrocarbonetos pesados ao longo de todas as condições no interior do manto da Terra agora precisarão ser exploradas," explica outro autor da pesquisa, professor Anton Kolesnikov.

"Além disso, a extensão pela qual esse carbono 'reduzido' sobrevive à migração até a crosta, sem se oxidar em CO2, precisa ser descoberta. Essas e outras questões relacionadas demonstram a necessidade de um programa de novos estudos teóricos e experimentais para estudar o destino do carbono nas profundezas da Terra," conclui o pesquisador.

Os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre