segunda-feira, fevereiro 20, 2017

As diferenças entre a capa de um álbum musical e os Atentados de 11 de Setembro às Torres Gémeas do World Trade Center

Meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001, o duo de rap «The Coup» publicou uma imagem promocional do seu álbum "Party Music", no web site da sua companhia de publicidade, que representava explosões nas Torres Gémeas do World Trade Center, quase exactamente nos mesmos pontos em que os aviões pirateados atingiram as Torres.




Jornal Expresso – 15 de Setembro de 2001 (quatro dias após o 11 de Setembro de 2001):

«A coincidência é chocante: a capa de um disco do grupo musical The Coup, criado muito antes dos atentados do dia 11, antecipou a realidade. Nessa capa as torres do World Trade Center explodem, proporcionando imagens muito semelhantes às que a tragédia real viria a registar.»

terça-feira, fevereiro 14, 2017

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Dissonância cognitiva: incapacidade de um indivíduo equacionar racionalmente novas informações (p. ex. "teorias da conspiração"), que contradigam crenças anteriores já enraizadas.

Em defesa do ego, o ser humano é capaz de contrariar mesmo o nível mais básico da lógica, podendo negar evidências, criar falsas memórias, distorcer percepções, ignorar afirmações científicas e até mesmo desencadear uma perda de contacto com a realidade.

Mentiras reconfortantes - Verdades desagradáveis

A teoria da Dissonância Cognitiva foi inicialmente desenvolvida por Leon Festinger, professor da New School for Social Research de Nova Iorque para explicar que existe uma necessidade nos indivíduos de procurar uma coerência entre as suas cognições (conhecimento, opiniões ou crenças).

Quando as cognições que um individuo possui e acredita serem verdadeiras entram em conflito com novas informações que as vêm contradizer, o indivíduo passa por um conflito ou uma dissonância cognitiva. Quando os elementos dissonantes são de igual relevância ou importância para o indivíduo, o número de cognições inconsistentes determinará o tamanho da dissonância.

As pessoas tendem a procurar uma coerência nas suas crenças e percepções. O que é que acontece quando uma nova crença entra em conflito com outra crença anterior? O termo dissonância cognitiva é usado para descrever as sensações de desconforto que resultam de duas crenças contraditórias. Quando há uma discrepância entre crenças, algo tem de mudar, a fim de eliminar ou reduzir a dissonância.

A teoria da dissonância cognitiva afirma que cognições contraditórias entre si podem servir como estímulos para que a mente obtenha ou produza novos pensamentos ou crenças, ou modifique crenças pré-existentes, de forma a reduzir a quantidade de dissonância (conflito) entre as cognições. A dissonância cognitiva pode também resultar na negação de evidências e outros mecanismos de defesa do ego.


Para tentar diminuir ou eliminar as dissonâncias cognitivas, os indivíduos optam normalmente por uma das três estratégias seguintes:

1 - Estratégia dissonante: O indivíduo procura substituir um ou mais conhecimentos, opiniões ou crenças que já possuía por outros novos que não sejam conflituantes e não provoquem dissonância:

Por exemplo, O Papa Francisco afirmou que a Teoria da Evolução e o Big Bang são reais (substituindo evolutivamente a tese Criacionista que defende que o Universo, a Terra e toda a vida terrestre foram criados há seis mil anos directamente por Deus). Segundo ele, a criação do mundo "não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor". "O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas exige-a". O Papa acrescentou dizendo que a "evolução da natureza não é incompatível com a noção de criação, pois exige a criação de seres que evoluem".

Criacionismo versus Evolução
Podem ser ambos verdadeiros?


2 - Estratégia Consonante: O indivíduo procura adquirir novos conhecimentos, opiniões ou crenças que se sobreponham aos que já possuía e que estão a provocar a dissonância:

Por exemplo, pessoas a quem é dito que as emissões de gases dos automóveis provocam o aquecimento global podem experimentar sentimentos de dissonância se conduzirem um veículo com alto consumo de gasolina. A fim de reduzir essa dissonância, elas podem procurar novas informações que contestam a conexão entre gases de efeito estufa e aquecimento global. Esta nova informação pode servir para reduzir o desconforto e a dissonância que a pessoa experimenta.

O Aquecimento Global é real?
Claro! Basta perguntar à fada do Aquecimento Global.


3 - Estratégia da Irrelevância: o indivíduo tenta esquecer ou reduzir a importância de novos conhecimentos, opiniões ou crenças que contradigam os que já possuía e que criem situações de dissonância:

É o caso das pessoas que resistem a novas informações sobre as quais não querem pensar, evitando o aparecimento do conflito cognitivo e o rompimento com as crenças que já possuía. Neste caso a pessoa retém uma consciência parcial da nova informação, sem ceder à aceitação, de maneira a permanecer num estado de negação quanto à mesma. Esta inabilidade para incorporar informação racional é, talvez, a forma mais comum de dissonância cognitiva. Quanto mais enraizada estiver uma crença num indivíduo, mais forte será a reacção de negar crenças opostas.

Pessoas que resistem a novas informações sobre as quais não querem pensar

terça-feira, fevereiro 07, 2017

Porque é que os povos dos climas mais frios são mais disciplinados (mas menos calorosos) do que os povos dos climas mais quentes…

À esquerda - réplica de cabana medieval dinamarquesa feita de vime e lama. À direita – reconstrução de uma casa medieval portuguesa em xisto próxima de Arganil.



Pennebaker et al. (1996) concluded that people living in cold climates spend more time dressing, storing food, and planning for winter, whereas people in warm climates have access to one another year-round. Similarly, Andersen et al. (1990) concluded,

In northern latitudes societies must be more structured, more ordered, more constrained and more organized if individuals are to survive harsh winter forces ... in contrast southern latitudes may attract or produce a culture characterized by social extravagance that has no strong inclination to constrain or order their world. (p. 307)

Explanations for latitudinal variations have included energy level, climate, and metabolism (Andersen a al., 1987). Evidently, cultures in cooler climates tend to be more task-oriented and interpersonally "cool," whereas cultures in warmer climates tend to be more interpersonally oriented and inter-personally "warm." The harsh northern cli-mates may explain this difference, because survival during a long winter requires a high degree of task orientation, cooperation, and tolerance of uncertainty. Cultures closer to the equator may not need to plan for winter, but they may need to conserve energy during the heat of summer (Hofstede, 1991).


(Tradução minha)

Andersen et al. (1990: 307) defendeu: nas latitudes mais a norte, as sociedades têm de ser mais estruturadas, mais ordenadas, mais restritas e mais organizadas, se os indivíduos quiserem sobreviver às difíceis condições climatéricas... Em contraste, as latitudes do sul podem atrair ou produzir uma cultura caracterizada por extravagância social e despreocupação sem nenhuma forte inclinação para restringir ou ordenar seu mundo.

Da mesma forma, Pennebaker et al. (1996) sugere que, em climas mais frios, as pessoas gastam mais tempo a preparar-se para o inverno, a agasalhar-se e a armazenar alimentos, enquanto nos climas mais quentes as pessoas têm mais tempo para interacção social. O resultado é que os povos do norte são mais sérios, organizados, preparados e tecnológicos, mas menos calorosos, com menor tendência para confraternizar e menos gregários do que os do sul.

Explicações para as variações latitudinais do comportamento incluem o nível de energia, o clima e o metabolismo (Andersen et al., 1987). Evidentemente, as culturas de climas mais frios tendem a ser mais orientadas para tarefas e a terem relações interpessoais "mais frias", enquanto as culturas de climas mais quentes tendem a ser mais interpessoais e "mais quentes". Os severos climas do norte podem explicar esta diferença, porque a sobrevivência durante um longo inverno requer um alto grau de disciplina, cooperação e tolerância à incerteza. Culturas mais próximas do equador podem não precisar de fazer planos para o inverno, (Hofstede, 1991).

Os habitantes do Norte consideram os povos do sul como frívolos, desorganizados e preguiçosos. As tendências dos povos do sul de se tocarem mais fisicamente e de manterem distâncias mais próximas parecem-lhes (aos no norte) comportamentos invasivos e inadequados.

Inversamente, os povos do sul consideram os povos do norte distantes, tensos e excessivamente organizados. Da mesma forma, Hofstede (2001) observou que as latitudes mais elevadas desencadeiam uma cadeia de eventos que começa com mais planeamento e tecnologia para sobreviver a climas frios. De facto, os estudos globais de Hofstede mostram uma correlação de 0,68 entre latitude e produto nacional bruto. Culturas em latitudes mais elevadas valorizam mais o planeamento e o trabalho do que sociabilidade ou a interacção interpessoal, e o inverso é verdadeiro em latitudes mais baixas.

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Prof. Dr. Ricardo Augusto Felicio desmonta a farsa do «Aquecimento Global» no Programa do Jô (Soares)

O Prof. Dr. Ricardo Augusto Felicio é graduado em Ciências Atmosféricas - Meteorologia pela Universidade de São Paulo (1998), possui um mestrado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2003) e é doutorado em Geografia (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo (2007). Actualmente é Prof. Dr. da Universidade de São Paulo.


quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Devido à evolução tecnológica os trabalhadores humanos tornar-se-ão obsoletos...



Euronews - 04/01/2017

Por Sean Welsh, investigador na área da ética robótica na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.

Os robôs vão substituir muitos seres humanos, talvez mesmo a maior parte, no local de trabalho. Desde a Revolução Industrial que o processo de automação tem vindo a eliminar postos de trabalho ocupados por homens e mulheres. No cenário que temos, os trabalhadores humanos tornar-se-ão obsoletos, até os trabalhadores da construção civil. Na verdade, mesmo as actividades de elevado estatuto cognitivo, como o Direito e a Medicina, se encontram ameaçadas pela automação.

Carl Frey e Michael Osborne, da Oxford Business School, falam na ocorrência de um fenómeno de desemprego massivo no sector das tecnologias nos próximos 20 a 30 anos – estão em risco, dizem, entre metade a três quartos dos empregos que existem actualmente. Por isso, a questão é mais que pertinente: vão ser criados novos postos de trabalho para compensar aqueles que serão perdidos para os robôs?

Só o tempo poderá responder. Se Frey e Osborne estiverem certos, as empresas vão começar a optar pela racionalização de recursos em grande escala: poupa-se nos salários e aumenta-se exponencialmente a capacidade de trabalho.

Provavelmente, teremos camiões automatizados sem motoristas, por exemplo. As cargas que transportam poderão ser colocadas e retiradas por robôs. O atendimento aos clientes que procuram esses produtos poderá a vir a ser realizado por autómatos.

A lógica desta realidade deixa milhões e milhões de pessoas sem emprego.


Tim Dunlop, autor da obra “Why the Future is Workless” [Porque é que no futuro não haverá empregos], afirma que os governos têm de parar de fingir que os níveis de emprego vão regressar ao que eram antes e começar a reflectir num mundo pós-trabalho. Tal como muitos outros especialistas, Dunlop defende um rendimento básico universal como a medida política necessária na transição social para um mundo onde o trabalho deixa de ocupar um lugar central no dia a dia das pessoas.

É certo que previsões não são factos. Pode ser que estas preocupações sejam infundadas. As empresas até poderão vir a criar outros postos de trabalho, que ainda não concebemos hoje em dia.

No entanto, é verdade que os observadores apontam o dedo às novas tendências que sobressaem no mundo da tecnologia. Há várias startups, com um número de trabalhadores ínfimo, a atingirem uma valorização astronómica. Empregando simplesmente algumas dezenas de pessoas, o YouTube, o Instagram e o WhatsApp foram comprados em negócios de milhares de milhões. Por outro lado, as funções eminentemente tecnológicas não serão uma resposta para uma quantidade massiva de camionistas, lojistas ou outros trabalhadores à procura de emprego.

Imaginemos, mais uma vez, um cenário onde 1 em cada 10, ou até 1 em cada 5, ou mesmo 1 em cada 2 seres humanos fica sem trabalho e sem perspectivas realistas de arranjar outro, porque os robôs operam mais rapidamente, com menos custos, 24 horas por dia, e nem sequer se queixam. As limitações que, nos dias que correm, já sugerem que o do Bem-estar Social iriam agravar-se e muito com do domínio da máquina na actividade produtiva.



Martin Ford, que escreveu “The Rise of the Robots” [A Ascensão dos Robôs], conta uma história que envolve Henry Ford II e Walter Reuther, responsável sindical do sector automóvel. Ambos estavam a visitar uma nova fábrica de carros automatizada. Ford provoca Reuther: “Como é que vai fazer para que os robôs paguem as quotas do sindicato?”. Resposta de Reuther: “E como é que senhor vai fazer para que eles comprem os seus carros?”.

Segundo o economista francês Thomas Piketty, a sociedade já está a regredir rumo às desigualdades extremas, em termos de distribuição de rendimentos, que se viviam na altura de Austen e Balzac. Se os robôs vierem a substituir totalmente a força de trabalho, que rendimento disponível terão as pessoas para comprar os produtos feitos por esses mesmos robôs?

Há quem diga que é por esta razão que o sistema capitalista poderá vir a apoiar o conceito de rendimento básico universal. Outras alternativas apontam para um aumento dos impostos para suportar as despesas do Estado social ou a aplicação de políticas proteccionistas “anti-robôs”.

É verdade que os robôs estão substituindo muitos seres humanos. Se irá ou não haver novos postos de trabalho suficientes, esse será um dos grandes desafios com que a sociedade se irá debater.

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Eurodeputados querem fundos para fazer face à ameaça dos robôs destruidores de empregos



Jorge Valero - EurActiv.com - 12/01/2017

Hoje (12 de Janeiro de 2017), legisladores da União Europeia requereram uma renda básica universal para combater o risco iminente de perda de empregos causado pela crescente utilização de robôs, bem como devido às preocupações com os sistemas de bem-estar europeus.

O progresso tecnológico já não é visto como um caminho seguro para a prosperidade. Uma nova geração de robôs e o desenvolvimento da inteligência artificial podem melhorar a forma como fabricamos bens ou como usufruímos o nosso tempo de lazer.

Mas esta nova vaga de aparelhos inteligentes e robôs autónomos podem também destruir milhares de postos de trabalho sem criar outros novos na mesma proporção, alertou um relatório não legislativo aprovado pela Comissão de Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu (JURI).

O desenvolvimento da robótica e da inteligência artificial suscitou "preocupações sobre o futuro do emprego, a viabilidade do bem-estar social e dos sistemas de segurança social" e, em última instância, está "a criar um potencial de aumento da desigualdade na distribuição da riqueza e influência social".

Os eurodeputados, por conseguinte, disseram aos Estados-Membros que a criação de um rendimento básico universal deveria ser "seriamente considerado".

O debate sobre uma renda básica universal está a ganhar terreno na Europa e no resto do mundo. A Finlândia tornou-se a primeira nação a testar a distribuição de dinheiro aos cidadãos como parte de um regime de segurança social no início deste mês.

quarta-feira, janeiro 25, 2017

Os diferentes bancos não passam de simples agências de um Monopólio Financeiro Mundial. É por isso que as «Crises Financeiras» acontecem em simultâneo em todo lado...


O Monopólio Financeiro Mundial

Existe no mundo de hoje, ao que tudo indica, uma força financeira centralizada operada por meia dúzia de homens que está a levar a cabo um jogo gigantesco e secretamente organizado, tendo o mundo como tabuleiro e o controlo universal como aposta.

Hoje ninguém acredita que a finança seja nacional nem ninguém acredita que a finança internacional esteja em competição. Existe tanta concordância nas políticas das principais instituições bancárias de cada país como existe nas várias secções de uma empresa – e pela mesma razão, são operadas pelas mesmos poderes e com os mesmos objectivos.

Certamente, as razões económicas já não conseguem explicar as condições em que o mundo se encontra hoje em dia. Existe um super-capitalismo financeiro que é totalmente sustentado pela ficção de que o dinheiro é riqueza. Existe um super-governo financeiro que não é aliado de governo nenhum, que é independente de todos eles, e que, no entanto, mexe os cordelinhos de todos eles.

Todo este poder de controlo foi adquirido e mantido por uns poucos homens a quem o resto do mundo tem permitido obter um grau de poder desmesurado, indevido e perigoso. Às populações é imperativo engendrar uma forma de arrancar à força o controlo mundial desse grupo de financeiros internacionais que forjam a seu bel-prazer a economia e a política e controlam o mundo através disso.