Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

Instituto Real Sueco de Tecnologia - não são necessários fósseis de animais e plantas para formar petróleo e gás natural



Cientistas da KTH, Instituto Real Sueco de Tecnologia de Estocolmo [Royal Institute of Technology (Kungliga Tekniska Högskolan)], a maior universidade técnica da Suécia, foram capazes de demonstrar que não são necessários fósseis de animais e plantas para formar petróleo e gás natural. Este resultado significa uma mudança radical na hipótese sobre a origem do petróleo e também que se torna mais fácil encontrar essas fontes de energia e que elas podem ocorrer em qualquer parte do mundo.

"Graças às nossas investigações sabemos até onde se pode encontrar petróleo na Suécia!", afirmou Vladimir Kutcherov, professor do departamento da tecnologia energética da KTH em Estocolmo.

Juntamente com dois colegas investigadores, o professor Kutcherov simulou o processo de pressão e aquecimento que ocorre naturalmente na camada interior da crosta terrestre. Este processo produz hidrocarbonetos, os elementos fundamentais do petróleo e do gás natural.

Segundo Kutcherov, estes resultados representam um sinal claro de que as fontes de petróleo não estão a secar, o que era receado há muito pelos investigadores e peritos deste campo.

Kutcherov acrescenta que é impossível que o petróleo fóssil, apenas devido à força da gravidade ou de outras forças, se tenha infiltrado até 10,5 km de profundidade, como sucedeu, por exemplo, no Golfo do México. Isto traduz, segundo Kutcherov, juntamente com os resultados de suas próprias pesquisas, provas suplementares de como estas fontes de energia podem surgir sem a presença de fósseis – algo que desencadeou um caloroso debate durante bastante tempo entre os cientistas.


Vladimir Kutcherov, professor do departamento
da tecnologia energética da KTH em Estocolmo



"Não há dúvida de que a nossa pesquisa mostrou que o petróleo e o gás natural podem ocorrer sem fósseis. Todo o tipo de formações rochosas podem servir como depósitos de petróleo", declarou Kutcherov e acrescenta que isso se aplica a regiões que se mantiveram inexploradas como fontes dessa forma de energia.

Esta descoberta tem vários aspectos positivos. As probabilidades de êxito no que diz respeito à descoberta de petróleo subirão drasticamente – de 20% para 70%. Como a perfuração na procura de petróleo e gás natural é um processo extremamente caro, os custos cairão radicalmente para as companhias petrolíferas e consequentemente para os consumidores.

"Isto significa a economia de muitos biliões de coroas", declarou Kutcherov.

De forma a identificar locais promissores para perfuração na busca de petróleo e gás natural, o professor Kutcherov desenvolveu um novo método através de sua pesquisa. O mundo está dividido por uma fina rede comunicante. Esta rede é o equivalente a fracturas, conhecidas como «canais fluviais» através das camadas da crosta terrestre. Um bom local para efectuar uma perfuração é aquele onde as fracturas se tocam.

Segundo o professor Kutcherov, os resultados destas pesquisas são muito importantes, pois, pelo menos, 61% do consumo mundial de energia é à base de petróleo e gás natural.

A próxima etapa nesta pesquisa serão mais experiências, especialmente para aperfeiçoar métodos que facilitarão localizar pontos óptimos de perfuração.

Os resultados das investigações de Vladimir Kutcherov, Anton Kolesnikov e Alexander Goncharov foram publicados em Agosto na Nature Geoscience, Volume 2.



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Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Vítor Constâncio deu instruções ao Governo para ir buscar aos salários dos portugueses os milhões que foram gastos em "ajudas" aos bancos

Um criminoso cujo salário principesco é pago pelos contribuintes


Artigo de Manuel António Pina no Jornal de Notícias - 3/2/2010


A receita do costume

O Governador do Banco de Portugal é um homem surpreendente. Como Portas diz (onde isto chegou, eu de acordo com Portas!), "fica surpreendido com o BPP, fica surpreendido com o BCP, fica surpreendido com o BPN, fica surpreendido com o valor do défice, fica surpreendido com o valor do endividamento (...)".

Constâncio cobra por mês 17 mil euros dos nossos impostos para vir regularmente a público manifestar-se surpreendido com o que se passa sob o seu nariz e, no entanto, é incapaz de surpreender seja quem for.

Lebre do Governo sempre que há que preparar terreno para más notícias, chegou a vez de vir opinar que, depois do congelamento dos salários, é preciso aumentar o IVA, alegremente libertando o Governo (é para isso que serve um governador do Banco de Portugal) do compromisso eleitoral de não o fazer.

De uma só e inventiva cajadada, o socialista Constâncio faz-se assim, de novo sem surpresa, núncio do FMI, que ontem deu instruções ao Governo para que vá buscar aos salários os milhões gastos em "ajudas" aos bancos. É a receita do costume, os do costume (quem havia de ser?) que paguem a crise.
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Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Em 1976, a campanha de vacinação nos Estados Unidos contra a Gripe A fez milhares de vítimas

Nos Estados Unidos foi banido o documentário do programa "60 MINUTES" do canal CBS sobre a epidemia da gripe suína (gripe A) de 1976. O documentário foi emitido apenas uma vez e nunca mais voltou a passar na televisão. Mike Wallace, o jornalista do "60 MINUTES" investiga a campanha de vacinação em massa contra a gripe suína de 1976. De 46 milhões de pessoas vacinadas, 4 mil desenvolveram problemas neurológicos ou morreram em resultado da vacinação.


Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Os portugueses ganham demais - dizem os Teixeiras, os Constâncios, os Salgueiros e outros mais...



Blogue no Expresso:

Aparelho de Estado

Sobre este e os outros Orçamentos de Estado


Texto de Tiago Mota Saraiva - 30 de Janeiro de 2010:

A coisa vai piorar, esta é a noção que tem o cidadão comum. Teixeiras dos Santos, Constâncios, Salgueiros e outros não se cansam de agitar, de diferentes formas, um amanhã sem futuro. Falam em orçamento de estado, défice e rating, noções que a maioria não domina mas que sabe traduzirem-se em menos dinheiro ao fim do mês.

A acção política transformou-se em negócio (cada vez mais obscuros) e a alta finança procura acabar com a política através do medo. A política deixou de ser o confronto entre diferentes visões e alternativas, para se transformar num penoso caminho de falências e desemprego orientado dentro de um trajecto único que não vai a votos.

O governo não discute política, agita o medo. O medo das agências de rating, do défice, e até, vejam bem, do aumento dos salários ou impostos. A Política não discute o aumento dos salários, discute quais os salários que aumentam e diminuem. A Política não discute o aumento dos impostos, discute quais os impostos que aumentam e diminuem.

A política exige confronto e escolhas. Tudo o que sai fora do trilho imposto pelos interesses financeiros é ridicularizado sem ser discutido.

É natural que o Orçamento de Estado seja aprovado pelo PS, PSD e CDS. Tem sido sempre assim. Trata-se da defesa do trilho traçado pelos interesses financeiros. O seu discurso repete-se, ano após ano, e ainda que votem em conjunto trocam acusações de responsabilidade pela situação. Outros, normalmente da mole de "catedráticos independentes", culpam-nos a todos: porque trabalharmos pouco, porque os funcionários públicos ganham demais, porque não somos competitivos, porque vivemos tempo demais, porque estamos endividados e, até, porque não temos filhos. Os filhos que o orçamento, neste caso o nosso, não nos deixa ter.

Domingo, Janeiro 31, 2010

David Cole, um judeu que fez um documentário sobre Auschwitz e expôs a fraude das câmaras de gás

David Cole


Em 1992, David Cole, um jovem judeu, visita Auschwitz para obter uma perspectiva em primeira mão daquilo a que se chamou a «Solução Final». Neste documento em vídeo, David Cole efectua uma visita guiada pelo suposto «Campo de Extermínio» na Polónia, entra na «Câmara de Gás», e entrevista o Dr. Franciszek Piper, director do museu de Auschwitz.

David Cole procede a uma comparação sobre o que descobriu nesta visita e aquilo que nos é ensinado em livros, filmes e declarações sobre o Holocausto, analisa as provas físicas que existem de facto sobre as supostas «Câmaras de Gás» e outras atrocidades nazis, e também a credibilidade das fontes que proporcionaram tais provas.


Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Ao assinalarem-se os 65 anos da libertação de Auschwitz, continua a gerar alguma estranheza a piscina de Auschwitz e a sala de duches de Dachau

A «falsa» piscina de Auschwitz



Marc Klein, professor de medicina na universidade de Estrasburgo e ex-prisioneiro em Auschwitz, menciona por duas vezes a piscina de Auschwitz (que ainda hoje existe) nas suas recordações desse campo de concentração em 1947. Num artigo intitulado «Auschwitz I, Campo de Concentração» [Auschwitz I Stammlager] (De l'Universitè aux camps de concentration: Telmoignages strasbourgeois, Paris, les Belles-lettres, 1947, p. 453), Klein escreveu:

"As horas de trabalho eram alteradas aos Domingos e feriados, quando a maior parte dos kommandos [de trabalho] tinham tempo livre. A chamada era feita por volta do meio-dia; as tardes eram dedicadas ao descanso e à escolha de actividades culturais e desportivas. Partidas de futebol, basquetebol e pólo aquático, numa piscina ao ar livre dentro do recinto dos prisioneiros, atraíam multidões de espectadores. Deve-se realçar que apenas os prisioneiros que estivessem em boa forma e bem alimentados, dispensados dos trabalhos mais duros, podiam participar neste jogos que recebiam os mais vigorosas aplausos dos outros prisioneiros".


Ao lado da piscina em Auschwitz I, encontra-se uma tabuleta com uma indicação em polaco, inglês e hebreu, um alerta com a intenção de lembrar ao visitante que a piscina era de facto um simples reservatório de água para os bombeiros. Diz o seguinte:

"Reservatório de água dos bombeiros construído sob a forma de uma piscina, provavelmente no princípio de 1944" [Fire brigade reservoir built in the form of a swimming pool, probably in early 1944].



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A «falsa» sala de chuveiros de Dachau

De 1945 a 1960 os meios de comunicação e os tribunais Aliados afirmaram que câmaras de gás homicidas tinham sido usadas em Dachau, Mauthausen e Hartheim. Aparentemente, não existiam falta de provas desse facto. Foi particularmente chamada a atenção para a "câmara de gás" de Dachau e para as suas vítimas.

Um dos dias mais decisivos do julgamento de Nuremberga foi aquele no qual a acusação exibiu um filme sobre os campos de concentração alemães. O horror supremo chegou com a "câmara de gás" de Dachau. O orador explicou o funcionamento do dispositivo que supostamente gaseou "provavelmente 100 pessoas de cada vez". É difícil exagerar o quanto a exibição desse filme influenciou a imaginação das pessoas, incluindo a maior parte dos acusados alemães. É provável que a exibição do filme em Nuremberga tenha sido um dos eventos que mais ajudaram a incitar a opinião pública contra os alemães.


Hoje, qualquer visitante da "câmara de gás" de Dachau pode ler num painel a seguinte frase em cinco línguas diferentes:


CÂMARA DE GÁS – disfarçada de "sala de chuveiros"
nunca foi usada como câmara de gás


A fotografia deste painel pode ser observada no site de "The Holocaust History Project" [O Projecto de História de Holocausto].



Comentário

Porque terão os nazis construído uma câmara de gás em Dachau, disfarçando-a de sala de chuveiros e nunca a tendo utilizado como câmara de gás?

E porque terão os nazis construído um reservatório de água para os bombeiros em Auschwitz, disfarçando-o de piscina para os prisioneiros, e nunca o tendo utilizado como reservatório de água para bombeiros?

Terá o Holocausto razões que a razão desconhece?
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Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

A Gripe A, os lucros da indústria farmacêutica, a corrupção da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os políticos a soldo



TSF - 25/01/2010

O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa encara a gripe A como uma falsa pandemia e diz que este é um dos maiores escândalos médicos do século.

No dia em que o Conselho da Europa discute o modo como a Organização Mundial de Saúde (OMS) enfrentou a gripe A, o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa lança duras críticas ao que aconteceu e garante que o mundo nunca esteve confrontado com uma pandemia.

O diagnóstico era falso e custou muito dinheiro. Só na Europa, foram gastos 5 mil milhões de euros com as vacinas para a gripe A.

Um negócio para a indústria farmacêutica, que Wolfand Wodarg considera escandaloso.

Este médico alemão, especialista em epidemiologia, afirma que as pessoas perderam a confiança na OMS e que este caso deve ser agora investigado pelo Conselho da Europa.

Wolfgang Wodarg critica o alarme desnecessário, lançado pela OMS, considerando que se ficar provado que houve manipulação é preciso tirar as devias lições.

Ouvida pela TSF, Maria de Belém Roseira diz que, até hoje, nada prova que estas acusações tenham razão de ser, admitindo, no entanto, que houve vários países que demonstraram alguma falta de bom senso na compra das vacinas.

Mas, em Portugal, há também quem partilhe das críticas do presidente da Comissão de Saúde do Conselho da Europa.

É o caso de António Vaz Carneiro, professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, embora afirme compreender a reacção dos vários governos, em função do que foi dito pela OMS, fala num falso alarme que não justificava as medidas que foram adoptadas.

Até hoje, a pandemia de gripe A matou cerca de 13 mil pessoas em todo o mundo, 94 em Portugal.
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Domingo, Janeiro 24, 2010

Um Governo privatizado que quer apostar em mais privatizações


TVI24 - 24/01/2010:

A garantia de que «não haverá aumento de impostos» e o alargamento do programa de privatizações contribuíram, no plano macroeconómico, para «a abstenção construtiva» do CDS-PP ao Orçamento do Estado para 2010, diz a Lusa.

De acordo com um documento divulgado pelo CDS-PP, os democratas-cristãos receberam ainda a garantia do Governo de que haverá «um controlo reforçado» das parcerias público-privadas.


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As privatizações em Portugal na electricidade e distribuição da gasolina que geraram monopólios privados têm dado muito boa conta de si:

Em 2008, a privatizada EDP teve mais de 1.000 milhões de euros de lucro e a privatizada Galp teve mais de 500 milhões de lucro, tendo esta última aumentado os preços da electricidade em 5%, cerca de três vezes mais do que valor da inflação.

Quanto aos lucros tão elevados da privatizada Galp foram conseguidos graças à demora na repercussão da descida do preço da gasolina em relação ao preço do petróleo, ou seja, roubando os consumidores.

Evidentemente que haverá ainda outros serviços públicos que, se privatizados e seguindo as «boas práticas» de gestão da Galp e da EDP, poderão tornar-se em novos monopólios lucrativos.

Afinal, o financiamento privado de políticos e de partidos, que inclui o apoio mediático de jornais e televisões, tem a obrigação de gerar um retorno decente para os que investem o seu dinheiro nos poderes Legislativo e Executivo.
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Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Silva Lopes, de 77 anos, que acumula várias reformas milionárias, defende o congelamento dos salários dos menos afortunados

Silva Lopes, um reformado reincidente com proventos milionários


José Silva Lopes (hoje com 77 anos) foi nomeado, a partir de 4 Junho de 2008, membro do Conselho de Administração da EDP Renováveis. Entre 1969 e 1974 foi administrador da Caixa Geral de Depósitos. Ocupou o cargo de Ministro das Finanças entre 1974 e 1975 e novamente em 1978. Entre 1975 e 1980 foi Governador do Banco de Portugal e, desde Janeiro de 2004, Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral.

Silva Lopes, exerceu funções de presidente do Montepio durante apenas quatro anos e por esse período de actividade está a receber desse banco uma pensão de reforma de cerca de 4.000 euros por mês, a juntar às duas reformas que já aufere, uma da Caixa Geral de Depósitos e outra do Banco de Portugal e, como é do conhecimento público, estas duas entidades pagam pensões "douradas" aos seus ex-administradores.


Agência Financeira - 24/3/2008:

Silva Lopes: «Comunico aos associados e aos colaboradores do Montepio e das empresas associadas que tomei a decisão de renunciar às funções de Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral Associação Mutualista e da sua Caixa Económica, com efeitos a contar do próximo dia 1 de Maio», pode ler-se no documento. «Tomei esta decisão por razões de idade. A minha carreira profissional foi iniciada há 54 anos e sinto-me privilegiado por ela ter podido ser tão longa. Mas, à medida que o tempo passa, vai-se avolumando o meu receio de que o dinamismo da minha actuação esteja a ficar aquém do que é de exigir num cargo de tanta responsabilidade como o que tenho vindo a desempenhar à frente da Administração do Montepio», diz Silva Lopes no documento, publicado no site do banco.


Depois de ter apresentado a sua demissão de presidente do Montepio, o dr. Silva Lopes, alegando que já tinha 74 anos e precisava de descansar, aceitou o cargo de administrador da EDP Renováveis (são essas as suas funções actuais), onde aufere um vencimento que certamente não será inferior ao que recebia no Montepio.


TSF - 4/3/2009:

O ex-ministro José Silva Lopes, que falava por ocasião de um almoço em sua homenagem organizado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP) e pela Ordem dos Engenheiros (OE), sublinhou que manter o emprego é, neste cenário de crise económico-financeira, «a coisa mais importante», mas que é preciso tomar medidas no que diz respeito aos salários: «Acho que se deve congelar os salários acima dos salários mínimos e reduzir os salários que estão cá em cima»


Em suma


Este simpático velhote, de 77 anos, que acumula reformas milionárias, umas atrás das outras, apresenta apenas uma pequena mácula: respira! E ao fazê-lo, além de arrecadar grandes quantias de dinheiro que dariam jeito a gente bem mais necessitada, liberta também CO2, o que é péssimo para o efeito de estufa e o aquecimento global.
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Terça-feira, Janeiro 19, 2010

No jornal Observer: Como foi inventado o Povo Judeu

A diáspora Judaica é um mito


O jornalista Rafael Behr entrevista Shlomo Sand, autor de "A Invenção do Povo Judeu", para o jornal Observer:




Shlomo Sand é professor na universidade de Telavive e autor de "A Invenção do Povo Judeu". O sereno terramoto causado pelo seu livro está a abalar a fé histórica na ligação entre Judaísmo e Israel.

"A Invenção do Povo Judeu"


A obra de Sand descreve como a maior parte dos Judeus são descendentes de convertidos que nunca puseram os pés na Terra Santa. Isto constituiu uma grande surpresa para muitos Judeus e uma afronta colossal para o Sionismo, a ideologia nacional israelita. O moderno estado de Israel foi criado na presunção de um "povo Judeu" como uma nação unificada, edificada em tempos bíblicos, dispersa pelos romanos, desamparada em exílio durante dois mil anos, que regressou de novo à Terra Prometida.

Mas segundo Sand não houve exílio, e à medida que ele o vai provando através de uma concisa análise forense arqueológica e histórica, não faz sentido falar hoje de um "povo de Israel". Pelo menos se por esses termos nos referimos aos Judeus.

É difícil imaginar um desafio tão fundamental à ideia de um estado moderno Judeu no lugar da antiga Judeia. E no entanto o livro foi um bestseller em Israel e está-se a espalhar pelo mundo. Ganhou um prémio prestigiado em França, onde Shlomo Sand está actualmente numa licença sabática. Mas a reacção da comunidade Judaica em Israel foi hostil. "Histérica," afirma ele.

A forma de ser de Shlomo Sand tanto no livro como pessoalmente é mais estimulante que polémica; Ele percebe a controvérsia. "Depois de tantos anos a utilizar frases como 'povo Judeu' e 'nação Judaica de 4 mil anos', não lhes é fácil aceitar um livro como o meu".

O artigo completo AQUI.


Shlomo Sand é professor na universidade de Telavive
e autor do livro "A Invenção do Povo Judeu":