segunda-feira, Setembro 15, 2014

É uma obrigação e um dever de todos os portugueses que compraram casa a crédito deixar imediatamente de pagar as prestações aos bancos e exigir (com juros) os juros já pagos



Nos EUA - banco americano toma posse de uma casa depois de executar a hipoteca



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Jornal Público (24/06/2012) - Este artigo do Público referente a Portugal já tem dois anos. Imaginem como será a situação hoje no nosso país...

«Quando se perde a casa já se perdeu tudo: aumenta o crédito malparado, as dívidas que não podem ser pagas. Cresce todos os dias o número de execuções, penhoras, acções de despejo. Por não conseguirem pagar os empréstimos, milhares de famílias já perderam as casas, ou estão em risco de as perder. Cada vez mais pessoas vivem na vergonha, na culpa e no medo e isso paralisa-as, anula-lhes a capacidade de reagir. Um país em dívida não consegue lutar pela sobrevivência.»

[...]

O crédito imobiliário mal parado atingiu dimensões colossais. Eram em 2013 mais de cem mil as famílias em situação de incumprimento. Muitas já entregaram a casa ao banco, tendo deitado a perder as poupanças duma vida.


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A única coisa que é devida a parasitas assassinos que criam dinheiro a partir do nada e o emprestam a juros criminosos a países, empresas e famílias, é a fogueira, a forca ou uma bala na nuca.







A seguir é descrito o caso do americano Jerome Daly que ganhou em tribunal o direito de não pagar as prestações da casa que devia ao banco porque este, na realidade, não lhe tinha emprestado nada:


Em 1969, houve um caso na justiça do Estado de Minnesota (EUA) envolvendo um homem chamado Jerome Daly, que recorreu da execução da hipoteca da sua casa [apreensão judicial da casa para garantir o pagamento da dívida], pedido pelo banco que lhe tinha feito um empréstimo para que ele a comprasse. O argumento utilizado por Daly foi de que o contrato da hipoteca exigia que ambas as partes, ele e o banco, dispusessem de uma forma legítima de propriedade para a transacção. Em linguagem legal, tal é chamado de contraprestação [Nos contratos bilaterais, a prestação a que uma das partes se obriga sendo correspondente à prestação da outra parte].

O Sr. Daly explicou que, na verdade, o dinheiro não era propriedade do banco, porque tinha sido criado a partir do nada no momento em que o empréstimo foi assinado. O que os bancos fazem, ao emprestar dinheiro, é aceitar notas promissórias em troca de créditos. As reservas não são alteradas pelas transacções do empréstimo, mas os créditos de depósitos são considerados novas adições ao total de depósitos do sistema bancário. Por outras palavras: O dinheiro não surge a partir de bens existentes. O banco está simplesmente a inventá-lo, não pondo nada de seu, excepto um passivo teórico em papel.


(Sobre este assunto, ler o curto artigo retirado do excelente livro - Política Monetária e Mercados Financeiros. O livro, síntese da experiência de ensino ao longo dos últimos dez anos, dos autores Emanuel Reis Leão, Sérgio Chilra Lagoa e Pedro Reis Leão, na área da economia monetária e financeira, começa praticamente pelo processo de criação de moeda e, coisa espantosa, explica-nos, de forma muito simples, a forma como os bancos comerciais perpetram diariamente roubos de proporções inimagináveis às famílias, às empresas e aos Estados.)




À medida que o processo em tribunal avançava, o presidente do banco, o Sr. Morgan, testemunhou. E no memorando pessoal do juiz, este escreveu que o presidente do banco admitiu que, de forma combinada com o Banco da Reserva Federal, o banco criou o dinheiro e o crédito como uma entrada contabilística. O dinheiro e o crédito apareceram quando o criaram. O Sr. Morgan admitiu que não existia nenhuma lei ou estatuto na lei americana que lhe dava o direito de fazer isso. Deve existir uma contraprestação legal que seja um meio de pagamento para sustentar a nota promissória. O júri chegou à conclusão de que não existia nenhuma contraprestação legal e concordou. O Sr. Morgan acrescentou poeticamente: "Só Deus pode criar alguma coisa de valor a partir do nada".

E perante esta revelação, o tribunal rejeitou a reivindicação do banco para a execução da hipoteca e o Sr. Daly manteve a sua casa.

As implicações da decisão deste tribunal são imensas, porque cada vez que se pede dinheiro emprestado a um banco, seja um empréstimo com garantia hipotecária ou uma compra com o cartão de crédito, o dinheiro que nos é dado não é apenas contrafeito (falsificado), mas é também uma forma ilegítima de contraprestação e portanto invalida o contrato de o reembolsar, porque, para começar, o banco nunca possuiu esse dinheiro.

Infelizmente estas vitórias legais são suprimidas e ignoradas pelos Media. E o jogo da perpétua transferência de riqueza e da dívida perpétua continua.



First National Bank of Montgomery vs. Jerome Daly


(clicar na imagem para aumentar)





MEMORANDUM do Juiz MARTIN V. MAHONEY


(clicar na imagem para aumentar)





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Sobre a contrafacção de dinheiro praticado pelos bancos


Murray N. Rothbard é considerado um dos grandes pensadores no campo da economia, da história, da filosofia política, e do direito. Estabeleceu-se como o principal teórico austríaco na metade final do século XX, e aplicou a análise austríaca a tópicos históricos, como a Grande Depressão de 1929 e a história do sistema bancário americano. Rothbard combinou os pensamentos de americanos individualistas do século XIX com a economia austríaca.




Excerto de "The Mystery of Banking"

[O Mistério da Banca, por Murray N. Rothbard]


«Donde é que veio o dinheiro? Veio – e isto é a coisa mais importante que se deve saber sobre o sistema bancário moderno – veio do NADA (out of thin air). Os bancos comerciais – ou seja, os bancos que utilizam o sistema de reservas fraccionais – criam dinheiro a partir do nada. Basicamente fazem o mesmo que os contrafactores (falsificadores). Os falsificadores, também, criam dinheiro a partir do nada imprimindo alguma coisa que fazem passar por dinheiro ou por um recibo de depósito de dinheiro. Desta forma, retiram fraudulentamente riqueza da comunidade, das pessoas que ganharam verdadeiramente o seu dinheiro. Da mesma forma, os bancos que utilizam o sistema de reservas fraccionais contrafazem recibos de depósitos de dinheiro, que depois fazem circular como equivalentes ao dinheiro entre as pessoas. Há uma excepção a esta comparação: A lei não trata estes recibos dos bancos como falsificações.»



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Dinheiro como Dívida


Os primeiros oito minutos e vinte segundos (8:20m) do vídeo Money as Debt

(Legendado em português)



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A versão completa do vídeo Money as Debt - Dinheiro como Dívida, legendado em português (47m):



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quinta-feira, Setembro 11, 2014

Há males que vêm por bem... e que rendem lucros incomensuráveis aos complexos militar-industriais privados...



Nos últimos 200 anos a América só não esteve em guerra durante 5 anos.

Os atentados do 11 de Setembro de 2001 aconteceram há 13 anos



A 11 de Setembro de 2001, «19 piratas do ar ao serviço da Al-Qaeda, organização terrorista chefiada por Bin Laden», conseguiram sequestrar quatro aviões comerciais e sobrevoar durante tempos infindos o território dos Estados Unidos, de longe a maior potência militar do planeta.

Após uma eternidade e dada a completa inacção da Força Aérea americana, dois dos aviões embateram e fizeram implodir as duas torres gémeas e também conseguir implodir (por obra do espírito santo maometano) o edifício nº 7 do World Trade Center (um edifício de 47 andares e bastante mais largo que as Torres), onde não embateu qualquer avião. Todos os edifícios caíram exactamente na vertical tal como acontece nas implosões controladas. Outro avião sequestrado foi embater no Pentágono, o edifício mais bem defendido do mundo, onde penetrou por um buraco minúsculo e se vaporizou no interior. O quarto avião despenhou-se no solo e desapareceu por completo.



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Alguns dados da política americana imediatamente antes destes funestos acontecimentos:


PNAC (Project for the New American Century)


Em Setembro do ano 2000, meses antes do acesso de George W. Bush à Casa Branca, o "Project for a New American Century" (PNAC) publicou o seu projecto para a dominação global sob o título:

"Reconstruindo as defesas da América" ("Rebuilding American Defenses"). O PNAC foi adoptado pelo vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz, o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.


Da esquerda para a direita: o vice-secretário da Defesa Paul Wolfowitz,
o vice-presidente Dick Cheney e o secretário da Defesa Donald Rumsfeld.


O PNAC esboça um roteiro da conquista. Apela à "imposição directa de bases avançadas americanas em toda a Ásia Central e no Médio Oriente" tendo em vista assegurar a dominação económica do mundo, e ao mesmo tempo assegurar uma guerra eterna ao «terrorismo» simbolizado pela poderosíssima Al-Qaeda.

O projecto do PNAC esboça uma estrutura consistente de propaganda de guerra. Um ano antes do 11 de Setembro, o PNAC fazia apelo a "algum evento catastrófico e catalisador, como um novo Pearl Harbor", o qual serviria para galvanizar a opinião pública americana em apoio a uma agenda de guerra (pág 51)":



"Further, the process of transformation, even if it brings revolutionary change, is likely to be a long one, absent some catastrophic and catalyzing event – like a new Pearl Harbor."

Tradução: «Além disso, o processo de transformação, mesmo que traga transformações revolucionárias, será provavelmente longo, excepto se se produzir algum evento catastrófico e catalisador – como um novo Pearl Harbor.»


Os arquitectos do PNAC parecem ter antecipado com cínica precisão a utilização dos ataques do 11 de Setembro como "um pretexto para a guerra".



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Zbigniew Brzezinski (Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA): "...pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [entre a população americana] sobre questões de política externa [desencadear guerras], a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."

De modo análogo, nas palavras de Zbigniew Brzezinski, no seu livro The Grand Chessboard (1997):

"... it may find it more difficult to fashion a consensus on foreign policy issues, except in the circumstances of a truly massive and widely perceived direct external threat."

Tradução: "...pode considerar-se mais difícil conseguir um consenso [entre a população americana] sobre questões de política externa [desencadear guerras], a não ser nas circunstâncias de uma ameaça externa directa verdadeiramente maciça e amplamente percebida."


Zbigniew Brzezinski, que foi Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter, foi um dos arquitectos da rede Al-Qaeda, criada pela CIA para combater os soviéticos na guerra afegã (1979-1989).


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Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation - a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano - previu numa conferência, com seis meses de antecedência, os atentados de 11 de Setembro de 2001 - "(...) bom, não discutindo agora se era realmente possível (pela Al.Qaeda) fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul (do WTC) e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)".

Bruce Hoffman, vice-presidente da Rand Corporation (o mais importante centro privado de pesquisas em matéria de estratégia e de organização militar em todo o mundo, e a expressão prestigiada do lobby militar-industrial norte-americano), numa conferência publicada pela US Air Force Academy em Março de 2001 (ou seja, seis meses antes dos atentados de 11 de Setembro de 2001), dirigindo-se a uma audiência de oficiais superiores da força aérea norte-americana, afirmou:

"We try to get our arms around Al-Qaeda, the organization — or maybe the movement — associated with bin Laden (...) now, putting aside whether it was possible to actually topple the North Tower onto the South Tower and kill 60,000 people, consider the goal (...)"

Tradução: "Estamos a tentar fazer um cerco à Al-Qaeda, a organização - ou talvez o movimento - associada a bin Laden (...) bom, não discutindo agora se era realmente possível fazer cair a Torre Norte sobre a Torre Sul e matar 60.000 pessoas, considerem tal objectivo (...)"


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Na sequência do 11 de Setembro as despesas militares dispararam, e por consequência os chorudos contratos do complexo militar-indústrial. De 2001 até hoje, o orçamento americano da defesa passou de 404 mil milhões para quase 1,3 biliões (1.300.000.000.000) de dólares anuais, um aumento de cerca de 325% em treze anos. Será caso para dizer - abençoada Al-Qaeda!


Este gráfico do aumento da depesa militar norte-americana desde 2001 até 2011, em milhares de milhões de dólares, demonstra os lucros pornográficos de que tem beneficiado o complexo militar-industrial norte-americano (desde o 11 de Setembro), e cujos maiores expoentes têm sido as empresas Lockheed Martin, Northrop Grumman, Boeing, SAIC, Raytheon, General Dynamics, etc., etc., etc.



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Comentário


Ironicamente, o Complexo Militar-Industrial Americano, devido aos lucros proporcionados pelo evento catastrófico e catalisador do 11 de Setembro (tal como descrito no PNAC), tem tido ao longo dos últimos 13 anos excelentes motivos para esfregar as mãos de contente.

Tudo graças ao terrorismo levado a cabo pela omnipotente, omnipresente, omnisciente e infinitamente maligna Al-Qaeda, até há pouco chefiada por Bin Laden, que, na história do terrorismo, ou melhor, no anedotário mundial, só encontra paralelo na série televisiva onde a todo-poderosa organização criminosa K.A.O.S., comandada pelo vilão Siegfried e tenazmente combatida pelos agentes da C.O.N.T.R.O.L.E., cujo Ás era o inimitável Maxwell Smart. A diferença, é que no embuste do 11 de Setembro morreram de facto cerca de 2000 americanos.



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Os Estados Unidos possuem dezenas de agências secretas de informações: CIA (Central Intelligence Agency); DIA (Defense Intelligence Agency); NSA (National Security Agency); NRO (National Reconnaissance Office); FBI (Federal Bureau of Investigation); AI (Army Intelligence); NI (Navy Intelligence); AFI (Air Force Intelligence); MCI (Marine Corps Intelligence); etc., etc., etc.


Não obstante tantas agências secretas de informações, a Al-Qaeda continua mais pujante e mortífera do que nunca. Não existe atentado neste mundo que não tenha sido levado a cabo pela Al-Qaeda, por um grupo próximo da Al-Qaeda, por um bando com ligações à Al-Qaeda ou por uma associação que simpatiza com a Al-Qaeda. Os contínuos atentados perpetrados por toda esta malta terrorista, que odeia tanto os valores ocidentais, causa alguma estranheza visto chacinarem praticamente só cidadãos muçulmanos...

Em suma, os criminosos que estão à frente dos destinos dos Estados Unidos querem-nos fazer crer que duas dúzias de árabes, maltrapilhos, analfabetos e com armas de polichinelo, entraram pela América dentro e infligiram-lhe um golpe que poucas potências mundiais teriam capacidade de executar.

É necessário não esquecer que o complexo militar-industrial norte-americano está todo nas mãos de privados e que sem guerras não podem justificar aos contribuintes americanos os gastos gigantescos que eles são obrigados a pagar na compra de porta-aviões, mísseis de todo o tipo, aviões de caça, bombardeiros, tanques, metralhadoras, balas e toda a panóplia de armamento que eles produzem.




segunda-feira, Setembro 08, 2014

São cada vez em maior número os portugueses que consideram que Cavaco Silva não possui densidade psicológica suficiente para desempenhar o cargo de Presidente da República.



Aníbal António Cavaco Silva - Presidente da República Portuguesa

Não obstante a habitual frontalidade com que Cavaco aborda todas as questões políticas (por mais melindrosas que possam ser), a transparência dos seus discursos, a facilidade e a disponibilidade que demonstra em explicar aos portugueses os prós e os contras das medidas governamentais, e o seu papel de contrapoder aos excessos do Governo PSD + (cds), o número de portugueses que considera Cavaco um peso morto não pára de aumentar.


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De realçar a notável semelhança nas expressões entre o nosso actual Presidente e uma múmia de Guanajuato (México) com cerca de três mil anos. Se olvidarmos os microfones e a entourage do Presidente, quase se poderia dizer que se trata da mesma pessoa...


Expressão tipicamente cavaquista no esclarecimento ao país da necessidade de mais cortes

segunda-feira, Setembro 01, 2014

A Hidra Financeira tem meia dúzia de cabeças a soldo mas os portugueses são dez milhões. A estes seria muito mais fácil cortar literalmente as cabeças da Hidra do que sofrer os cortes impostos por ela. Estamos à espera exatamente de quê?


1 - O roubo aos cidadãos para oferecer aos «pobres» Bancos



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2 - A resposta cidadã aos políticos vendidos à Banca



Quando os cortes começam a atingir os corruptos «cortadores».
(As duas últimas imagens são uma composição minha no Photoshop)

Um cidadão mais afoito corta uma das cabeças da Hidra Financeira. Que muitos outros lhe sigam o exemplo ou vamo-nos a sujeitar, de braços cruzados, a continuar a ser vampirizados pela mais asquerosa escumalha do planeta?

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A «Austeridade» não passa de uma fraude imensa

Isto irá continuar até que uma percentagem significativa da população acorde de vez e compreenda que tem de ser ela mesma (a população) a proceder aos verdadeiros cortes.

Já não é segredo para ninguém que as populações, graças à violência de uma Máfia Financeira, estão hoje a ser conduzidas ao empobrecimento, à precariedade, ao desemprego, ao desespero, às pensões de miséria, à doença, à fome, ao suicídio e à morte.

E é forçoso perceber que os poderes que nos deveriam defender – o Executivo, o Legislativo, o Judicial e o Mediático – estão de corpo e alma nas mãos de uma Máfia Financeira. (com a Justiça (aquela que não está igualmente a soldo) e a Polícia de mãos atadas graças a uma legislação confeccionada à medida dos interesses dessa Máfia).

Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa.

Permitir, de braços cruzados, em nome de um pacifismo «politicamente correcto», que crimes que destroem países inteiros sejam perpetrados por máfias financeiras coadjuvadas por políticos corruptos, legisladores e juízes venais e comentadores mediáticos a soldo, isso sim, é um crime monstruoso.



Quando os portugueses perceberem que cortes devem, de facto, ser feitos,
empunhe-se, não a tesoura mas o machado. E que as cabeças comecem a rolar!


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Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."

segunda-feira, Agosto 18, 2014

De como as “Notícias” são veiculadas pelos «Merdia Venais» de forma a que mais de 99% da população não perceba como está a ser espoliada...


Retrato de uma Cabra


Maria Luís Albuquerque (desde 2/7/2013, Ministra das Finanças de Portugal)


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Jornal Público - 13/08/2014

Este título do «Público» significa, tão simplesmente, o seguinte:

1 - Que o Estado – ou seja, (quase) todos os contribuintes – emprestaram ao BES mais de 10.000 milhões de euros. Vá o diabo saber porquê, porque o BES pode pedir o dinheiro que quiser ao Banco Central Europeu (BCE) a juro próximo do zero.

2 – Que os contribuintes portugueses nunca mais vão recuperar esse dinheiro. Este irá ser retirado (por "políticos" cujo nível de corrupção merece a pena capital) aos salários, às pensões, à saúde, à educação e aos apoios sociais.

3 – Que a expressão «Exposição do Estado à crise no BES» está escrita em econocorruptês – uma linguagem utilizada por jornalistas corruptos (com alguns conhecimentos de economia e finanças) para deixarem os seus leitores completamente às escuras.


Totalmente às ordens do Poder Financeiro Mundial, a ministra Maria Luís Albuquerque tem por missão empobrecer os portugueses, conduzi-los à miséria, despejá-los das casas e matá-los – seja por falta de apoio médico, pela fome ou pelo suicídio causado pelo desespero. Entretanto, alguma entidade financeira há-de criar-lhe uma choruda conta num qualquer paraíso fiscal (pelos serviços prestados).


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Um povo que usar todas as armas à sua disposição (já que sonegado de todas as entidades que o deveriam defender), contra a Máfia do Dinheiro acolitada por políticos corruptos, legisladores venais, boa parte dos juízes ligados à política e comentadores a soldo, cujos roubos financeiros descomunais destroem famílias, empresas e a economia de um país inteiro, esse povo está a utilizar a violência de uma forma justa.

Num país em que os políticos, legisladores e comentadores mediáticos estão na sua esmagadora maioria a soldo do Grande Dinheiro, só existe uma solução para resolver a «Crise»... Somos 10 milhões contra algumas centenas de sanguessugas...


Fernando Madrinha - Jornal Expresso de 1/9/2007:

[...] "Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles. [...] os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais." [...]

sexta-feira, Agosto 15, 2014

O assédio vergonhoso aos portugueses por parte da Ministra das Finanças - Maria Luís Albuquerque.




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A «Austeridade» não passa de uma fraude imensa

Isto irá continuar até que uma percentagem significativa da população acorde de vez e compreenda que tem de ser ela mesma (a população) a proceder aos verdadeiros cortes.

Já não é segredo para ninguém que as populações, graças à violência de uma Máfia Financeira, estão hoje a ser conduzidas ao empobrecimento, à precariedade, ao desemprego, ao desespero, às pensões de miséria, à doença, à fome, ao suicídio e à morte.

E é forçoso perceber que os poderes que nos deveriam defender – o Executivo, o Legislativo, o Judicial e (até) o Mediático – estão de corpo e alma nas mãos de uma Máfia Financeira. (com a Justiça e a Polícia de mãos atadas graças a uma legislação confeccionada à medida dos interesses dessa Máfia).

Os habitantes de um bairro nova-iorquino que se juntam para aniquilar um bando mafioso (que nunca é apanhado porque tem no bolso os políticos, os juízes e os polícias locais), estão a utilizar a violência de uma forma justa.

Permitir, de braços cruzados, em nome de um pacifismo «politicamente correcto», que crimes que destroem países inteiros sejam perpetrados por máfias financeiras coadjuvadas por políticos corruptos, legisladores e juízes venais e comentadores mediáticos a soldo, isso sim, é um crime monstruoso.



Quando os portugueses perceberem que cortes devem, de facto, ser feitos,
empunhe-se, não a tesoura mas o machado. E que as cabeças comecem a rolar!
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quinta-feira, Agosto 14, 2014

O colossal roubo perpetrado pelos Bancos às famílias, às empresas e aos Estados, admiravelmente explicado por três professores de economia monetária e financeira


Um pequeno mas extraordinário excerto do livro "Política Monetária e Mercados Financeiros", escrito em linguagem perfeitamente acessível e que toda a gente deveria ler. Porque, para compreender a forma como os Bancos nos roubam, explicação mais simples não há:




Comprei há meses um excelente livro - Política Monetária e Mercados Financeiros - que me foi aconselhado por um jornalista do Diário Económico. O livro, síntese da experiência de ensino ao longo dos últimos dez anos, dos autores Emanuel Reis Leão, Sérgio Chilra Lagoa e Pedro Reis Leão, na área da economia monetária e financeira, está escrito de forma perfeitamente compreensível a todos.

O livro começa praticamente pelo processo de criação de moeda e, coisa espantosa, explica-nos, de forma muito simples, a forma como os bancos comerciais perpetram diariamente roubos de proporções inimagináveis às famílias, às empresas e aos Estados:



A criação de massa monetária

De seguida, passaremos a explicar a criação de depósitos resultante da concessão de crédito pelos Bancos Comerciais (ou de 2ª ordem), por exemplo o BBVA, o BCP, o BPI, o Santander Totta, o BES, etc., ao sector não monetário da economia - Famílias, Empresas [não financeiras] e Estado:



Concessão de crédito por um banco cria nova moeda na economia


Suponha-se que um Banco-A concede crédito a uma família no valor de 100.000€. Esta operação pode ser registada da seguinte forma:

Isto é, o Banco-A credita a conta de depósitos à ordem da família no montante de 100.000€ (algum funcionário do Banco-A altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente).




Um funcionário do Banco-A altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente.


Isto significa que, como resultado desta operação de crédito, passam a existir na economia mais 100.000€ de depósitos à ordem. Uma vez que os Depósitos à Ordem fazem parte da massa monetária, a operação de crédito fez aumentar o stock de moeda existente na economia.

A operação de concessão de crédito é realizada pela área comercial do banco. O facto de, como resultado dessa operação, terem surgido mais 100.000€ de Depósitos à Ordem no passivo do Banco-A, obriga a sua área de tesouraria a tomar medidas para que o banco continue a possuir reservas suficientes para:


(a) Satisfazer eventuais pedidos de conversão de Depósitos à Ordem em notas e moedas físicas pela família,

(b) Fazer face a eventuais cheques que a família venha a usar e,

(c) Cumprir as obrigações legais em termos de reservas (as Reservas Legais de 2% da Zona Euro).


Podemos perguntar se o montante de reservas adicionais que a área de tesouraria do banco vai ter de adquirir é próximo dos 100.000€ ou não. A resposta é não. O montante de reservas necessário para suportar o acréscimo de Depósitos à Ordem é comparativamente reduzido. Senão vejamos.

A exigência referida em (a) diz respeito ao facto de a família poder solicitar a conversão de parte ou da totalidade dos 100.000€ em notas e moedas. Suponhamos que a família decide levantar 1.000€. Ora, é natural que a família gaste estas notas e moedas no valor de 1.000€ a comprar algo que o comerciante que vier a receber estas notas e moedas volte a depositá-las no banco.

No caso de o banco com o qual o comerciante trabalha não ser o Banco-A mas sim o Banco-B, devemos ter em conta que existirá provavelmente uma situação simétrica de outra família que solicitou 100.000€ ao Banco-B, que levantou 1.000€ e os usou para pagar a um comerciante que tem conta no Banco-A. Sendo assim, em média, a quantidade de notas e moedas que sai de cada banco é aproximadamente igual à que entra.



Em média, a quantidade de notas e moedas que sai de cada banco é aproximadamente igual à que entra.


Isto não significa que o Banco-A não necessita de notas e moedas para este fim. De facto, mesmo no caso do comerciante a quem a família paga também tem de ter conta no Banco-A, existirá sempre algum tempo durante o qual as notas e moedas estarão fora do banco e, por isso, este é obrigado a possuir notas e moedas para o efeito. Por outro lado, no caso de o comerciante ter conta no Banco-B, não há garantia de que o outro comerciante, que tem conta no Banco-A (comerciante da situação simétrica), venha a depositar notas e moedas no Banco-A exactamente no mesmo montante. Por esta razão, a área de tesouraria do Banco-A terá de obter alguma quantidade de notas e moedas.

Em resumo: em qualquer dos dois casos existe necessidade de alguma quantidade de notas e moedas, embora não muito elevada. Admita-se que, por experiência, o Banco-A sabe que necessita de cerca de 0,5% do montante de Depósitos à Ordem criado em cada empréstimo para fazer face a este tipo de exigência. Sendo assim, o crédito de 100.000€ faz com que a área de tesouraria do Banco-A decida ir procurar 500€ de reservas de cobertura adicionais para responder à exigência mencionada em (a).

A exigência referida em (b - fazer face a eventuais cheques que a família venha a usar), refere-se ao facto de a família poder escrever um cheque, por exemplo no valor de 99 000€, e entregá-lo como pagamento de algum bem ou serviço. Se o comerciante que recebe o cheque possuir conta num banco que não o Banco-A, por exemplo no Banco-C, quando este banco recebe o cheque que o comerciante lá deposita, leva-o à compensação no Banco de Portugal. Com base nesse cheque, o Banco de Portugal moverá 99.000€ da conta de depósito do Banco-A no Banco de Portugal para a conta de depósito do Banco-C no Banco de Portugal. Para estar preparado para esta eventualidade, o Banco-A tem que possuir reservas suficientes na sua conta no Banco de Portugal.

Um raciocínio idêntico ao feito para o caso da exigência de tipo (a) mostra-nos, no entanto, que o montante de reservas necessárias para este efeito não é muito elevado. De facto, tenderá a existir uma situação simétrica, de uma família que obteve um crédito de 100.000€ junto do Banco-C, que passou um cheque no valor de 99.000€ a um comerciante que depositou o cheque no Banco-A.



Tenderá a existir uma situação simétrica, de uma família que obteve um crédito de 100.000€ junto do Banco-C, que passou um cheque no valor de 99.000€ a um comerciante que depositou o cheque no Banco-A.


Ao levar este cheque à compensação junto do Banco de Portugal, o Banco-A consegue assim reaver as reservas que perdera para o Banco-C. O Banco-A deve no entanto precaver a possibilidade de desfasamentos entre o montante que recebe e o montante que tem que pagar, facto que o leva a ter reservas preparadas na sua conta junto do Banco de Portugal. Admita-se que, por experiência, o Banco-A sabe que necessita de possuir 1% do crédito concedido para fazer face a este tipo de desfasamentos. Neste caso, o crédito de 100.000€ obriga o banco a obter 1000€ adicionais de reservas de cobertura.

Finalmente, a exigência referida em (c - cumprir as obrigações legais em termos de reservas), decorre do facto de os Depósitos à Ordem fazerem parte da base de incidência. Assim sendo, o crédito de 100.000€ implica um aumento na base de incidência e consequentemente no montante de reservas necessário para cumprir os requisitos de reservas legais. No entanto, sendo a taxa de reserva legal de 2% na Zona Euro, o montante de reservas que o banco precisa para este fim é também comparativamente reduzido: o Banco-A irá necessitar de 0,02 x 100.000€ = 2.000€ de reservas para poder cumprir os requisitos legais.

A conclusão a tirar é que, para fazer face às exigências referidas nas alíneas (a), (b), e (c), o Banco-A necessita apenas de 3.500€ ( 500€ + 1.000€ + 2.000€ ) em reservas adicionais. Ou seja, para fazer face às exigências referidas em (a), (b), e (c), o Banco-A apenas necessita de um montante comparativamente reduzido de reservas adicionais (reduzido quando comparado com o valor do empréstimo, que foi de 100.000€ e que criou massa monetária também no valor de 100.000€). Se estendermos este raciocínio ao sistema monetário como um todo, chegamos à conclusão de que, para o conjunto da economia, a massa monetária é muito superior à base monetária. Esta ideia é traduzida quantitativamente pelo conceito de multiplicador monetário.



Os Bancos criam artificialmente dinheiro na Economia concedendo empréstimos com base no sistema bancário de reservas fracionárias. No exemplo da imagem, a partir de um depósito de 100 unidades de dinheiro, chega-se a 171 unidades de dinheiro emprestado.


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Stock de moeda e operações de crédito bancário

Como vimos, a operação de crédito do Banco-A à família provocou o aparecimento de Depósitos à Ordem - e portanto de moeda que não existia antes - no montante de 100.000€.

Vamos agora fazer uma afirmação mais forte: nas economias modernas, a principal fonte de criação de moeda é a concessão de crédito pelos Bancos Comerciais às famílias, às empresas e ao Estado. Repare-se que uma coisa é dizer que uma operação de crédito bancário cria moeda; outra, bem mais forte, é dizer que a maior parte da moeda que existe numa economia nasceu de operações de crédito bancário efectuadas até ao presente.

Note-se que, para que ocorra criação de moeda, a operação de crédito tem de ser de um banco para um agente do sector não monetário; caso contrário, não ocorrerá criação de moeda. Por exemplo, quando uma empresa emite obrigações que são compradas por famílias, as famílias estão a conceder crédito à empresa, mas esta operação não cria nova moeda - implica apenas uma transferência de Depósitos à Ordem já existentes das famílias para a empresa. Outro exemplo: quando um banco concede crédito a outro banco ocorre uma mera transferência de reservas de um banco para outro e nenhuma moeda é criada no processo. Terceiro exemplo: quando uma instituição financeira não monetária (por exemplo, uma locadora) concede crédito a uma empresa, não há criação de depósitos à ordem - ocorre uma mera transferência de depósitos à ordem da locadora para a empresa.

Repare-se também que quando a família paga um crédito que pediu anteriormente (e os juros) fá-lo por débito da sua conta de Depósitos à Ordem e, portanto, esse pagamento destrói depósitos e, assim, moeda. Consequentemente, pode dizer-se que nas economias modernas, a moeda está constantemente a ser criada e destruída: é criada quando os bancos concedem crédito ao sector não monetário e é destruída quando os agentes que pediram crédito aos bancos fazem o pagamento do empréstimo e juros correspondentes.


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Em suma



Graças a «dinheiro criado a partir do nada», os Bancos sugam as populações com os juros que cobram de coisíssima nenhuma.



Um banco concede crédito a uma família no valor de 100.000€ para a compra de uma casa, creditando a conta de depósitos à ordem dessa família no montante de 100.000€.

Para essa operação, um funcionário do banco altera os números que estão registados informaticamente na conta à ordem da família, somando 100.000€ ao valor que lá se encontrava anteriormente.

Esse dinheiro não existia antes em lado nenhum. O banco cria-o a partir do nada digitando essa quantia no teclado de um computador.

Como resultado desta «operação de crédito», passam a existir na economia mais 100.000€ de depósitos à ordem. Uma vez que os depósitos à ordem fazem parte da massa monetária, a operação de crédito fez aumentar o stock de moeda existente na economia.

Ao fim de 30 anos, a uma taxa de juro de 5%, a família pagou ao banco um total de cerca de 193.000€, dos quais 93.000€ são juros.

Resumindo, o banco inventou 100.000€ que emprestou com juros a uma família, e esta, ao fim de 30 anos, entrega os 100.000€ inventados pelo banco mais 93.000€ em juros, estes bem reais. A família foi espoliada pelo banco em 93.000€ de juros sobre um capital que o banco fez surgir do nada e lhe «emprestou».

Esta fraude sem nome acontece quotidianamente em todos os empréstimos dos bancos comerciais às famílias, às empresas e ao Estado. Haverá roubo maior na história da civilização?


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Atentemos igualmente nas palavras de Murray N. Rothbard [Professor de economia e liberal da Escola Austríaca] quando fala da gigantesca fraude bancária que os bancos comerciais têm vindo a praticar até aos nossos dias:

Murray N. Rothbard

"Desde então, os bancos têm criado habitualmente recibos de depósitos, originalmente notas de banco e hoje depósitos, a partir do nada [out of thin air]. Essencialmente, são contrafactores de falsos recibos de depósitos de activos líquidos ou dinheiro padrão, que circulam como se fossem genuínos, como as notas ou contas de cheques completamente assegurados."

"Os bancos criam dinheiro literalmente a partir do nada, hoje em dia exclusivamente depósitos em vez de notas de banco. Este tipo de fraude ou contrafacção é dignificado pelo termo reservas mínimas bancárias [fractional-reserve banking], o que significa que os depósitos bancários são sustentados apenas por uma pequena fracção de activos líquidos que prometem ter à mão para redimir os seus depósitos."




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Os bancos comerciais praticam essencialmente dois grandes tipos de fraude

1 – Quando lhes é pedido um empréstimo, os bancos criam dinheiro a partir do nada sob a forma de depósitos bancários, e cobram juros desse «dinheiro» que possui uma existência apenas contabilística.

Estas «operações» são tornadas possíveis porque os bancos comerciais funcionam em circuito fechado - o dinheiro levantado num banco é depositado noutro, e actuam sob a batuta dos bancos centrais, na sua maioria privados ou geridos por privados, que determinam as taxas directoras e regulam os movimentos financeiros entre os bancos comerciais.


2 – Com esta capacidade mágica de criar do nada ou fazer desaparecer dinheiro, os Banqueiros (mantendo sempre a sua actividade parasita) geram alternadamente dois ciclos «económicos»:

a) O período da Sementeira: os banqueiros baixam os juros e os spreads, facilitam os empréstimos, e, deste modo, injectam dinheiro na economia. As pessoas pedem dinheiro emprestado para montar empresas, os negócios florescem, a produção e o emprego crescem e a riqueza da população aumenta.

b) O período da Colheita: os banqueiros aumentam os juros e os spreads, dificultam os empréstimos, conduzindo a depressões económicas em que as empresas fecham, a produção diminui, o desemprego aumenta e levando as empresas à falência e famílias à pobreza, e de cujos bens se apropriam por uma fracção do seu real valor.



quarta-feira, Julho 23, 2014

A desmedida vigarice e parasitismo dos mafiosos financeiros que controlam os BBVAs, os BCPs, os BPIs, os Banifs e quadrilhas afins…



A Máfia do Grande Dinheiro é tão lesta a roubar tostões como milhares de milhões!




Este caso passou-se há poucos dias comigo:

Ando a pagar, há mais de 10 anos, um Crédito Habitação ao Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (Portugal), S.A. – BBVA.

A prestação mensal mais o seguro rondam os 500 Euros. Além disso, pago por débito direto neste banco a água, a eletricidade e o gás. De forma que, mensalmente, transfiro para o BBVA o dinheiro para fazer face a estas despesas.

Acontece que, neste mês de Julho de 2014, depositei menos 60 cêntimos do que o necessário (quantia que entretanto já regularizei).


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O BBVA não foi de modas:


Exm°. Senhor(a)

Nos termos e para os efeitos do Artigo 13° do Decreto-lei 227/2012 de 25 de Outubro, vimos pela presente informar V. Exa. que se encontra com atraso no cumprimento das obrigações emergentes do(a) Contrato enquadrado no regime do Crédito Habitação n° x, cujo saldo devedor ascende, nesta data, a € 0,60, correspondendo a quantia de € 0,60 a capital, a quantia de € 0,00 a juros referentes à data de 11/07/2014 e a quantia de € 26,00 a encargos associados ao incumprimento.

Atento o incumprimento verificado, agradecemos informação se o mesmo se deveu a circunstância pontual, com regularização previsível no prazo de 15 dias contados da recepção da presente carta, ou se V. Exa. prevê que existem riscos sérios de se verificar de forma continuada o incumprimento das responsabilidades referentes ao contrato acima identificado.

Mais informamos, que não regularizando a supra referida divida no prazo indicado, procederemos à comunicação da situação de incumprimento ao Banco de Portugal. [...]


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Ou seja, por uma questão de dias, vou pagar pelos «encargos associados ao incumprimento» (de 60 cêntimos) a quantia de 26 euros - uma taxa quatro mil, trezentos e trinta e três por cento (4333%) maior do que a «quantia em dívida (60 cêntimos)».

Isto, quando faço naquele banco (BBVA) um depósito mensal que rondará em média os seiscentos euros (€ 600) – mil vezes mais do que o valor do incumprimento (60 cêntimos).

Depois, os senhores do BBVA «atentos ao incumprimento verificado» no valor de 60 cêntimos, querem saber se «eu prevejo que existam riscos sérios de se verificar de forma continuada incumprimentos desta ordem de grandeza» - 60 cêntimos, um euro e meio, 42 cêntimos, 7 cêntimos, etc.

Por fim, e tal como a espada de Dâmocles, fica o aviso terrível: «informam-me, que se eu não regularizar a supra referida dívida (de 60 cêntimos) no prazo indicado, o BBVA procederá à comunicação da situação de incumprimento ao Banco de Portugal.

Mas, sabendo todos nós que o Banco de Portugal é completamente incompetente (quase dando a sensação que o faz de propósito) na regulação das grandes trafulhices bancárias e dos grandes ladrões que os confeccionam, fica a questão de saber se, quando o problema desce ao homem comum e à meia dúzia de tostões e ao mexilhão, o Banco de Portugal não se torna completamente desapiedado.



Vítor Constâncio - Governador do Banco de Portugal entre 1985 e 1986 e, novamente, de 2000 a 2009 - foi acusado pela oposição de errar nas previsões macroeconómicas e de falhar na regulação bancária, por alegadamente ter actuado tardiamente no casos BPN e BPP, que custaram aos contribuintes portugueses um montante superior a 9.500 milhões de euros.


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A carta absurda que recebi do BBVA:






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Paulo Morais, professor universitário - Correio da Manhã – 19/6/2012

[...] "Estas situações de favorecimento ao sector financeiro só são possíveis porque os banqueiros dominam a vida política em Portugal. É da banca privada que saem muitos dos destacados políticos, ministros e deputados. E é também nos bancos que se asilam muitos ex-políticos." [...]

[...] "Com estas artimanhas, os banqueiros dominam a vida política, garantem cumplicidade de governos, neutralizam a regulação. Têm o caminho livre para sugar os parcos recursos que restam. Já não são banqueiros, parecem gangsters, ou seja, banksters."


terça-feira, Julho 15, 2014

Ou o Hamas é o mais inepto dos grupos terroristas do Médio Oriente ou não passa "tout court" de uma criação da Mossad Israelita…


Paradoxalmente, os foguetes lançados pelo Hamas contra Israel provocam habitualmente menos mortos e feridos do que os foguetes lançados nas festas de São Mateus na vila de Soure (distrito de Coimbra)...



Os foguetes lançados pelo Hamas contra Israel (à esquerda) são, por norma, muito menos espetaculares e perigosos que a pirotecnia utilizada nas festas populares em Portugal (à direita).


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Milícias palestinianas disparam mais de 130 foguetes contra Israel, afirma o Exército Israelita.

As milícias palestinianas dispararam neste domingo (13-07-2014) mais de 130 foguetes contra alvos em todo o território israelita, sendo que 22 deles foram intercetados pelo sistema defensivo "Cúpula de Ferro" (Iron Dome), informou nesta noite o Exército de Israel.

Uma centena de projéteis disparados alcançou o território israelita, a imensa maioria em áreas desabitadas, mas parte deles acertou em regiões povoadas. Um dos feridos pelos artefatos foi um jovem de 16 anos que sofreu graves ferimentos por não encontrar refúgio quando soaram os alarmes na cidade de Ascalão.

Grupos armados palestinianos dispararam pela primeira vez um foguete de longo alcance contra a cidade israelita de Haifa, a 150 quilômetros de distância da faixa. O artefato fazia parte de uma série de três projéteis disparados durante a tarde. Os outros dois foram intercetados pelo sistema de defesa antes de chegar a Tel Aviv. Nos seis dias de confrontos armados, as milícias tinham alcançado a cidade de Hadera, a 100km da Faixa e a 70km do perímetro de Jerusalém.

Após um período de relativa calma em Israel, as milícias palestinianas voltaram a disparar dezenas de foguetes ao início da noite, ativando os alarmes antiaéreos em mais de 20 localidades num raio de 70 quilômetros ao redor de Gaza, incluído Jerusalém.

Segundo o último balanço dos militares, nos últimos seis dias, os palestinianos lançaram cerca de 940 foguetes. Nesse mesmo período, a Força Aérea Israelita atacou mais de mil alvos na região, totalizando 1.400 toneladas de explosivos.


Uma criança palestiniana vítima de um ataque israelita é chorada por um familiar (foto de há cinco dias atrás). Cento e setenta e dois palestinianos já morreram desde a última terça-feira.

A ofensiva israelita concentrou-se, nas últimas horas, no norte do enclave mediterrâneo, onde milhares de moradores tiveram que abandonar as suas casas por causa de um ultimato dado pelo exército horas antes. Nesse período de conflito mais de 1.120 palestinianos foram feridos. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 70% dos mortos e feridos são civis. O exército israelita nega essa percentagem.

Mais de 17 mil palestinianos já abandonaram as suas casas em Gaza e procuraram refúgio junto da ONU após o início da ofensiva israelita na região, segundo a organização.

De acordo com autoridades locais, 172 palestinianos morreram desde a última terça-feira.

O governo de Israel justifica a ofensiva militar como uma retaliação aos ataques contra território israelita a partir da Faixa de Gaza.


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Global Research - Hassane Zerouky (2002)

(Tradução minha)


Graças à Mossad, "Instituto de Informações e Operações Especiais" de Israel (Serviços Secretos Israelitas), foi permitido ao Hamas reforçar a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, o Movimento Fatah de Libertação Nacional da Palestina de Arafat assim como a esquerda Palestiniana foram sujeitos à mais brutal forma de repressão e intimidação.


Não esqueçamos que foi Israel que de facto criou o Hamas. Segundo Zeev Sternell, historiador da Universidade Hebraica de Jerusalém, "Israel pensou que era uma táctica astuciosa para empurrar os islamistas contra a Organização de Libertação da Palestina (OLP). "

Ahmed Yassin, o líder espiritual do movimento islamista na Palestina, ao regressar do Cairo nos anos setenta, fundou uma associação de caridade islâmica. A Primeira Ministra de Israel, Golda Meir, viu nisto uma oportunidade para contrabalançar o crescimento do movimento Fatah de Arafat. Segundo o semanário israelita Koteret Rashit (Outubro de 1987), "As associações islâmicas tal como a universidade foram apoiadas e encorajadas pela autoridade militar israelita" responsável pela administração civil da Cisjordânia [West Bank] e pela Faixa de Gaza. "As associações islâmicas e a universidade foram autorizadas a receber dinheiro do estrangeiro."

Os islamistas organizaram orfanatos e clínicas de saúde, bem como uma rede de escolas, fábricas que criaram emprego para mulheres bem como um sistema de ajuda financeira aos mais pobres. E em 1978, criaram uma "Universidade Islâmica" em Gaza. "A autoridade militar israelita estava convencida que estas actividades iriam enfraquecer tanto a OLP como a organizações esquerdistas em Gaza." Nos finais de 1992, existiam seiscentas mesquitas em Gaza. Graças à Mossad israelita, foi permitido aos islamistas reforçarem a sua presença nos territórios ocupados. Entretanto, os membros da Fatah (Movimento para a Libertação Nacional da Palestina) e a esquerda palestiniana foram sujeitas às mais brutais formas de repressão.


Em 1984, Ahmed Yassin foi preso e condenado a doze anos de prisão, depois da descoberta de um depósito de armas escondido. Mas um ano depois, foi colocado em liberdade e retomou as suas actividades. E quando a Intifada (insurreição) começou, em Outubro de 1978, que apanhou os islamistas de surpresa, o Xeque Ahmed Yassin respondeu criando o Hamas (O Movimento de Resistência Islâmico): "Deus é o nosso princípio, o Profeta o nosso modelo, o Corão a nossa constituição", declara o artigo 7 dos estatutos da organização.

Ahmed Yassin estava na prisão quando os acordos de Oslo (Declaração de Princípios de um Governo Interino) foram assinados em Setembro de 1993. O Hamas rejeitou os acordos completamente. Mas nesse tempo, 70 % dos palestinianos condenaram os ataques aos civis israelitas. Ahmed Yassin fez tudo quanto estava ao seu alcance para sabotar os acordos de Oslo. Ainda antes da morte do Primeiro Ministro israelita Yitzhak Rabin (1995), Yassin tinha o suporte do governo israelita. Yassin estava muito relutante em implementar os acordos de paz.

O Hamas lançou então uma campanha de ataques contra civis israelitas, um dia antes do encontro entre os negociadores palestinianos e israelitas, relativamente ao reconhecimento formal por Israel do Concelho Nacional Palestiniano. Estes acontecimentos contribuíram largamente para a formação para a formação do governo israelita de direita que se seguiu às eleições israelitas de Maio de 1996.

Inesperadamente, o Primeiro Ministro Netanyahu deu ordens para que o Xeque Ahmed Yassin fosse libertado da prisão ("por motivos humanitários") onde estava a cumprir uma pena de prisão perpétua. Entretanto, Netanyahu, com o Presidente Clinton exerciam pressão sobre Arafat para controlar o Hamas. Na realidade, Netanyahu sabia que podia contar, mais uma vez, com os islamistas para sabotarem os acordos de Oslo. Pior ainda: depois de ter expulso Ahmed Yassin para a Jordânia, o Primeiro Ministro Netanyahu permitiu o seu regresso a Gaza, onde foi recebido triunfalmente como um herói em Outubro de 1997.


Arafat estava impotente face a estes acontecimentos. Mais ainda, como tinha apoiado Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo de 1991, (enquanto o Hamas prudentemente se absteve de tomar posição), os Estados do Golfo decidiram cortar o financiamento à Autoridade Palestiniana. 

Entretanto, entre Fevereiro e Abril de 1998, O Xeque Ahmad Yassin foi capaz de recolher centenas de milhões de dólares, desses mesmos países. Diz-se que o orçamento do Hamas era maior do que o da Autoridade Palestiniana. Estas novas fontes de financiamento permitiram aos islamistas continuar efectivamente as suas actividades caritativas. Estima-se que cada um em três palestinianos recebe ajuda financeira do Hamas. E neste aspecto, Israel não fez nada para travar o fluxo de dinheiro para os territórios ocupados.


O Hamas conseguiu tornar-se forte através dos seus vários actos de sabotagem do processo de paz, de uma forma que era compatível com os interesses do governo israelita. Por seu lado, este último procurou de várias formas impedir a aplicação dos acordos de Oslo. Por outras palavras, o Hamas estava a cumprir as funções para as quais foi originariamente criado: impedir a criação de um Estado palestiniano. E sobre isto, o Hamas e Ariel Sharon, estão absolutamente de acordo; estão exactamente no mesmo comprimento de onda.


Israel, o maior e único porta-aviões americano que é impossível afundar

Nalguns aspectos claramente demarcados, o actual apoio dos Estados Unidos ao governo israelita corresponde aos interesses próprios americanos. Numa região onde o nacionalismo árabe pode ameaçar o controle de petróleo pelos americanos assim como outros interesses estratégicos, Israel tem desempenhado um papel fundamental evitando vitórias de movimentos árabes, não apenas na Palestina como também no Líbano e na Jordânia. Israel manteve a Síria, com o seu governo nacionalista que já foi aliado da União Soviética, sob controlo, e a força aérea israelita é preponderante na região.

Como foi descrito por um analista israelita durante o escândalo Irão-Contras, onde Israel teve um papel crucial como intermediário, "É como se Israel se tivesse tornado noutra agência federal [americana], uma que é conveniente utilizar quando se quer algo feito sem muito barulho."

O ex-ministro de Estado americano, Alexander Haig, descreveu Israel como o maior e o único porta-aviões americano que é impossível afundar.

O alto nível continuado de ajuda dos EUA a Israel deriva menos da preocupação pela sobrevivência de Israel mas antes do desejo de que Israel continue o seu domínio político sobre os Palestinianos e que mantenha o seu domínio militar da região.

Na realidade, um Estado israelita em constante pé de guerra - tecnologicamente sofisticado e militarmente avançado, mas com uma economia dependente dos Estados Unidos - está muito mais disposto a executar operações que outros aliados considerariam inaceitáveis, do que um Estado Israelita que estivesse em paz com os seus vizinhos.

Israel recebe actualmente três mil milhões de dólares (em 2002) por ano em ajuda militar dos Estados Unidos.
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