terça-feira, setembro 25, 2007

A Declaração de Guerra dos Judeus à Alemanha Nazi

The Daily Express of London - 24 de Março de 1933


O Boicote Económico de 1933


Article from The Barnes Review, Jan./Feb. 2001 - By M. Raphael Johnson

Muito antes do governo de Hitler ter começado a restringir os direitos dos judeus alemães, os líderes da comunidade judia mundial declararam formalmente guerra à "Nova Alemanha" numa altura em que o Governo Americano e até mesmo os líderes judeus na Alemanha estavam a aconselhar prudência na forma de como lidar com o novo regime de Hitler.

A guerra dos líderes da comunidade internacional judia contra a Alemanha não só provocou represálias por parte do governo alemão mas também preparou o terreno para uma aliança económica e política entre o governo de Hitler e os líderes do movimento sionista que esperou que a tensão entre os alemães e os judeus conduzisse à emigração maciça dos judeus para a Palestina. Em suma, o resultado foi uma aliança táctica entre os Nazis e os fundadores do moderno estado de Israel - um facto que muitos hoje prefeririam ver esquecido.

Até hoje, é geralmente (embora incorrectamente) aceite que quando Adolf Hitler foi nomeado Chanceler Alemão, em Janeiro de 1933, o governo alemão adoptou políticas para suprimir os judeus de Alemanha, inclusive reunindo-os e colocando-os em campos de concentração e lançando campanhas de terror e violência contra a população judia doméstica.

Embora houvesse erupções esporádicas de violência contra judeus na Alemanha depois de Hitler subir ao poder, estas não eram oficialmente sancionadas ou encorajadas. E a verdade é que os sentimentos anti-judeus na Alemanha (ou em qualquer lugar na Europa) não eram nada de novo. Como todos os historiadores judeus atestam com veemência, insurreições anti-semitas de várias intensidades foram uma constante na história europeia.

Em todo caso, nos princípios de 1933, Hitler não era o líder indiscutível da Alemanha, nem tinha o pleno comando das forças armadas. Hitler era uma figura importante num governo de coligação, mas estava longe de ser o próprio governo. Isso aconteceu após um processo de consolidação que só evoluiu mais tarde.

Até mesmo a Associação Central Judia de Alemanha, conhecida como Verein, protestou contra a sugestão (feita por alguns líderes judeus fora da Alemanha) que o novo governo estava a provocar deliberadamente insurreições anti-judaicas.

A Verein emitiu uma declaração onde afirmava que "as autoridades responsáveis do governo [isto é, o regime de Hitler] não estão a par da ameaçadora situação", e acrescentava, "não acreditamos que nossos concidadãos alemães comecem a cometer violências contra os judeus."

Apesar disto, líderes judeus nos Estados Unidos e Inglaterra determinaram por sua própria iniciativa que era necessário lançar uma guerra contra o governo de Hitler.

No dia 12 de Março de 1933 o Congresso Judeu Americano anunciou um protesto maciço em Madison Square Gardens para o dia 27 de Março. Naquela altura o chefe máximo dos Veteranos de Guerra Judia (Jewish War Veterans) apelou a um boicote americano aos produtos alemães. Enquanto isso, no dia 23 de Março, 20,000 judeus protestaram na Câmara Municipal de Nova Iorque, e foram também foram organizadas manifestações junto ao North German Lloyd e à companhia mercante Hamburg-American e foram preparados boicotes contra produtos alemães nas lojas e empresas da cidade de Nova Iorque.

Protesto em Madison Square Gardens



De acordo com "The Daily Express" de Londres de 24 de Março de 1933, os judeus tinham lançado já um boicote contra a Alemanha e o seu governo eleito. Na manchete lia-se "Judeia declara Guerra à Alemanha (Judea Declares War on Germany ) - os judeus de todo o Mundo Unidos - Boicote de Bens alemães – Manifestações em Massa." O artigo descreveu uma próxima "guerra santa" e solicitou a todos os judeus em todos lugares para boicotarem os produtos alemães e para participarem em demonstrações massivas contra interesses económicos alemães. De acordo com o Express:

"Todo o Israel através do mundo está-se a unir para declarar uma guerra económica e financeira contra a Alemanha. O aparecimento da Suástica como símbolo da nova Alemanha reavivou o símbolo de guerra velho de Judas. Quatorze milhões de judeus espalhados pelo mundo inteiro estão unidos como se fossem um só homem, de forma a declarar guerra contra os opressores alemães e os seus seguidores. O negociante judeu deixará a sua casa, o banqueiro a sua bolsa de valores, o comerciante o seu negócio e o mendigo a sua cabana humilde para se unir à guerra santa contra o povo de Hitler."

O Express afirmou que a Alemanha foi agora confrontada com "um boicote internacional ao seu comércio, às suas finanças e à sua indústria.... Em Londres, Nova Iorque, Paris e Varsóvia, homens de negócios judeus estão unidos para uma cruzada económica."
O artigo afirmou que "por todo o mundo estão a ser feitos preparativos para organizar manifestações de protesto," e informou que "a velha e reunida nação de Israel entrou em formação com armas novas e modernas para lutar combater na sua velha batalha contra os seus perseguidores."

Isto poderia verdadeiramente ser descrito como "o disparo do primeiro tiro na Segunda Guerra Mundial."

Num estilo semelhante, o jornal judeu Natscha Retsch escreveu:

"A guerra contra a Alemanha será empreendida por todas as comunidades judias, conferências, congressos... por todo o judeu individualmente. Assim, a guerra contra a Alemanha estimulará ideologicamente e promoverá os nossos interesses, os quais requerem que a Alemanha seja destruída completamente. O perigo para nós, judeus, assenta em todo o povo alemão, na Alemanha como um todo assim como individualmente. Deve ser tornada inofensiva para sempre.... Nesta guerra nós, os judeus, temos que participar com toda a força e poder que temos à nossa disposição."

Porém, note-se que a Associação Sionista da Alemanha enviou um telegrama a 26 de Março que rejeita muitas das alegações feitas contra os Nacionais Socialistas como "propaganda", "desonestidade" e "sensacionalismo."

Na realidade, a facção sionista tinha todas as razões para assegurar a permanência da ideologia Nacional Socialista na Alemanha. Klaus Polkehn, escrevendo no Diário de Estudos de Palestina (Journal of Palestine Studies ) ("Os Contactos Secretos: Sionismo e Alemanha Nazi, 1933-1941"; JPS v. 3/4, Primavera / Verão 1976), afirma que a atitude moderada dos Sionistas era devida ao interesse próprio vendo que a vitória do Nacional Socialismo forçaria a imigração para a Palestina. Este factor mal conhecido viria a ter um papel decisivo na relação entre a Alemanha Nazi e os judeus.

Enquanto isso, Neurath von Konstantin, Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão reclamou da "campanha de difamação" e disse:

"No que diz respeito aos judeus, eu só posso dizer que os seus propagandista no estrangeiro estão fazendo aos seus correligionários na Alemanha um mau serviço dando ao público alemão, através de notícias mentirosas e distorcidas sobre a perseguição e tortura de judeus, a impressão que eles não recuam perante nada, nem mesmo através de mentiras e calúnias, para combater o presente governo alemão."

O governo de Hitler estava claramente a tentar conter a tensão crescente - tanto na Alemanha como no exterior. Nos Estados Unidos, até o Secretário de Estado Cordell Hull telegrafou ao Rabino Stephen Wise do Congresso Judeu Americano a pedir prudência:

"Apesar de ter havido por um curto período maus tratos físicos aos judeus, essa fase pode ser considerada virtualmente acabada.... Parece ter sido alcançada uma estabilização no que toca a maus tratos pessoais.... Eu tenho esperança de que a situação que causou tão vasta preocupação por todo o país voltará à normalidade."

Apesar de tudo, os líderes da comunidade judia recusaram ceder. No dia 27 de Março houve manifestações de protesto simultâneas em Madison Square Garden, em Chicago, Boston, Filadélfia, Baltimore, Cleveland e outros 70 locais. A manifestação de Nova Iorque foi radiodifunda mundialmente. A razão fundamental era que "a Nova Alemanha " foi declarada um inimigo dos interesses judeus e portanto precisava de ser estrangulada economicamente. Isto aconteceu antes de Hitler decidir boicotar os produtos judeus.

Foi numa resposta directa a isto que o governo alemão anunciou um boicote de um dia aos negócios judeus na Alemanha no dia 1 de Abril. O Ministro de Propaganda alemã, Dr. Joseph Goebbels, anunciou que se, depois do boicote de um dia, não houvesse mais ataques à Alemanha, o boicote seria interrompido. O próprio Hitler respondeu ao boicote judeu e às ameaças num discurso no dia 28 de Março - quatro dias depois da declaração original judia de guerra - dizendo:

"Agora que os inimigos domésticos da nação foram eliminados pelo próprio Povo, aquilo que nós temos esperado há muito não acontecerá. Os criminosos Comunistas e marxistas e os seus instigadores Judeus-intelectuais que, tendo fugido a tempo para o estrangeiro com as suas acções de capital, estão desdobrando-se agora como um todo numa campanha traidora e sem escrúpulos de ataque contra o Povo alemão... Estão perversamente a ser lançadas mentiras e difamações positivamente horripilantes sobre a Alemanha. Histórias de horror de corpos de judeus desmembrados, olhos arrancados e mãos cortadas estão a circular com a finalidade de difamar o Povo alemão no mundo pela segunda vez, tal como já tinham feito com sucesso antes de 1914."

Portanto, o facto - convenientemente omitido de quase toda a História sobre o assunto – é que a ordem de boicote de Hitler a 28 de Março de 1933 foi uma resposta directa à declaração de guerra à Alemanha pela liderança judia mundial apenas quatro dias antes. Hoje, a ordem de boicote de Hitler é descrita como um ato nu de agressão, contudo raramente são descritas as circunstâncias que conduziram à ordem de Hitler, nem mesmo as histórias mais ponderosas e detalhadas sobre "o Holocausto."

Nem mesmo Saul Friedlander na sua, de alguma forma, compreensiva avaliação da política alemã, “A Alemanha Nazi e os judeus”, menciona o facto de que a declaração de guerra judia e o boicote judeu precedeu o discurso de Hitler de 28 de Março de 1933. Aos leitores perspicazes seria inteligente perguntar por que é que Friedlander sentiu este pormenor da História tão irrelevante.

Muito simplesmente é que tudo foi organizado pela Judiaria como uma entidade política - e nem mesmo a comunidade judia alemã por si mesma - que realmente deu o primeiro tiro na guerra com a Alemanha.

A resposta de Alemanha foi uma medida defensiva e não ofensiva -. Fosse esse facto melhor conhecido hoje, e lançaria uma nova luz nos eventos subsequentes que por fim conduziram à conflagração mundial que se seguiu.


Texto no cartaz: "Alemães! Defendam-se! Não façam compras em lojas judias"
Para entender a reacção de Hitler à declaração judia de guerra, é vital entender o estado crítico da economia alemã nessa altura. Em 1933, a economia alemã estava em ruínas. Cerca de 3 milhões de alemães viviam da assistência pública num total de 6 milhões de desempregados. A hiper-inflação tinha destruído a vitalidade económica da nação alemã. Além disso, a propaganda desenfreada anti-alemã despejada pela imprensa global fortaleceu a resolução dos inimigos de Alemanha, especialmente os polacos e os seus falcões militares.

Os líderes judeus não estavam a fazer bluff. O boicote não era somente um acto de guerra metafórico: era um meio, feito com habilidade, para destruir a Alemanha como uma entidade política, social e económica. O objectivo a longo prazo do boicote judeu contra a Alemanha era causar falência dela no que dizia respeito aos pagamentos de reparação impostos à Alemanha depois de Primeira Guerra Mundial e manter a Alemanha desmilitarizada e vulnerável.

Na realidade, o boicote estava a incapacitar totalmente a Alemanha. Estudantes judeus como Edwin Black informaram que, com respeito ao boicote, as exportações alemãs caíram 10 por cento, e muitos queriam confiscar bens alemães em países estrangeiros (Edwin Black, O Acordo de Tranferência - A História não contada do Pacto Secreto entre o Terceiro Reich e a Palestina judia, Nova Iorque, 1984 - The Transfer Agreement - The Untold Story of the Secret Pact between the Third Reich and Jewish Palestine).

Os ataques à Alemanha não cessaram. A liderança judia mundial tornou-se cada vez mais agressiva e trabalhava num frenesim. Uma Conferência judia de Boicote Internacional (International Jewish Boycott Conference) teve lugar em Amesterdão para coordenar a campanha de boicote. Teve o patrocínio da pretensa Federação judia Económica Mundial (World Jewish Economic Federation) da qual foi eleito presidente o famoso advogado de Nova Iorque, Samuel Untermyer.

Samuel Untermyer
Ao regressar aos Estados Unidos após a conferência, Untermyer fez um discurso na Rádio WABC (Nova Iorque), uma cópia do qual foi impresso no The New York Times no dia 7 de Agosto de 1933.

O discurso inflamatório de Untermyer pediu uma "guerra sagrada" contra a Alemanha, alegando sem rodeios que a Alemanha estava envolvida num plano para "exterminar os judeus." Untermyer disse (transcrição parcial):

"... A Alemanha [tem] vindo a ser convertida de uma nação de cultura num verdadeiro inferno de bestas cruéis e selvagens.

Nós não devemos apenas isto aos nossos irmãos perseguidos mas o mundo inteiro deve golpear agora em autodefesa que livrará a humanidade de uma repetição desta afronta incrível....

Agora ou nunca devem todas as nações da terra fazerem uma causa comum causar contra a... matança, fome e aniquilação... tortura diabólica, crueldade e perseguição que estão a ser sendo infligidas diariamente a estes homens, mulheres e crianças…

Quando a história for contada... o mundo confrontará um quadro tão terrível na sua crueldade bárbara que o inferno da guerra e as atrocidades alegadas belgas empalidecem insignificantes quando comparadas ao diabolicamente, deliberadamente, friamente planeada e já parcialmente executada campanha para a exterminação de pessoas orgulhosas, gentis, leais, obedientes à lei...

Os judeus são os aristocratas do mundo. Desde tempos imemoriais eles têm vindo a ser perseguidos e viram os perseguidores chegar e partir. Eles sobreviveram sozinhos. E assim a história vai-se repetindo, mas isso não fornece razão nenhuma para que nós devamos permitir esta reversão do que foi uma grande nação para a Idade da Trevas ou salvar estas 600,000 almas humanas das torturas de inferno....

O que estamos a propor e já avançámos bastante nesse caminho, é accionar um boicote económico puramente defensivo que arruinará o regime de Hitler e trará as pessoas alemãs à razão destruindo o seu comércio de exportação do qual a sua existência depende. ... Propomos e estamos a organizar a opinião mundial para se expressar do único modo que a Alemanha pode entender...."

Untermyer prosseguiu dando aos seus ouvintes uma história completamente fraudulenta das circunstâncias do boicote alemão e de como foi originado. Ele também proclamou que os alemães estavam empenhado num plano para "exterminar os judeus":

"O regime de Hitler originou e está prosseguindo um boicote para exterminar diabolicamente os judeus colocando cartazes em lojas judias, advertindo os alemães para não comprarem nas suas lojas, prendendo os lojistas judeus e fazendo-os desfilar pelas ruas às centenas sob a guarda de tropas Nazis pelo único crime de serem judeus, retirando-os das profissões instruídas nas quais muitos deles tinham atingido relevo, excluindo as crianças judias das escolas, os homens dos sindicatos, fechando-lhes qualquer possibilidade de sustento, prendendo-os em ignóbeis campos de concentração e fazendo-os passar fome e torturá-los sem motivo recorrendo a todas as formas concebíveis de tortura, desumana para além do que se possa imaginar, até que suicídio se tornou o único meios de fuga e tudo somente porque eles são ou os antepassados remotos eram judeus e tudo com o objectivo declarado dos exterminar."

Que as alegações de Untermyer contra a Alemanha foram feitas muito tempo antes de até mesmo actuais historiadores judeus reivindicarem que havia qualquer câmara de gás ou até mesmo um plano para "exterminar" os judeus, exibe a natureza da campanha de propaganda que confronta a Alemanha.

Porém, durante este mesmo período havia alguns desenvolvimentos incomuns em preparação: A primavera de 1933 também testemunhou o começo de um período de cooperação privada entre o governo alemão e o movimento sionista na Alemanha e na Palestina (e mundialmente) aumentar o fluxo de imigrantes judeus-alemães e dinheiro para a Palestina.

Os partidários do Israel moderno sionista e muitos historiadores tiveram sucesso em manter este pacto Nazi-sionista em segredo para o público em geral durante décadas e enquanto a maioria dos americanos não faz ideia nenhuma da possibilidade de que pode ter havido colaboração sincera entre o Nazi liderança e os fundadores do que se tornou o estado de Israel, a verdade começa emergir.

A obra do escritor dissidente judeu Lenni Brennar «Sionismo Na Idade dos Ditadores» (Zionism In the Age of the Dictators), publicou numa pequena editora e sem a publicidade que merece pelos media correntes (que, pelo contrário, está obcecada com o Holocausto)", foi talvez o primeiro grande esforço neste domínio.

Em resposta a Brennar e outros, a reacção sionista tem consistido em declarações de que a sua colaboração com a Alemanha Nazi foi empreendida somente para economizar as vidas de judeus. Mas a colaboração era ainda mais notável porque acontecia cada vez que muitos judeus e organizações judias exigirem um boicote de Alemanha.

Para os líderes sionistas, a tomada do poder por Hitler ofereceu a possibilidade de um fluxo de imigrantes para a Palestina. Antes, a maioria dos judeus alemães que se identificavam como alemães tinham pouca afinidade com a causa sionista causa de promover o agrupamento da Judiaria mundial na Palestina. Mas os Sionistas compreenderam que só um Hitler anti-semítico tinha capacidade para empurrar os judeus alemães anti-sionistas para os braços do Sionismo.

O actual lamento mundial dos partidários de Israel (já para não mencionar os próprios israelitas) sobre "o Holocausto", não ousam mencionar que tornar a situação na Alemanha insustentável para os judeus - em cooperação com Nacional Socialismo alemão - fazia parte do plano.

Este foi a génese do denominado Acordo de Transferência (Transfer Agreement), o acordo entre os judeus sionistas e o governo Nacional Socialista para transferir a Judiaria alemã para a Palestina.

De acordo com historiador judeu Walter Laqueur e muitos outros, os judeus alemães estavam longe de estar convencidos de que a imigração para a Palestina era a resposta. Além disso, embora a maioria dos judeus alemães tenha recusado considerar os Sionistas como seus líderes políticos, é certo que Hitler cooperou com os Sionistas com a finalidade de implementar a solução final: a transferência em massa de judeus para o Oriente Médio.

Edwin Black, no volumoso livro «O Acordo de Transferência» (The Transfer Agreement) (Macmillan, 1984), declarou que embora a maioria dos judeus não quisesse de forma nenhuma ir para a Palestina, devido à influência do movimento sionista dentro da Alemanha Nazi a melhor forma de um judeu de sair de Alemanha era emigrando para a Palestina. Por outras palavras, o próprio Acordo de Transferência ordenou que o capital judeu só poderia ir para a Palestina.

A grande dificuldade com o Acordo de Transferência (ou até mesmo com a ideia de tal um acordo) era que os ingleses estavam a exigir, como condição de imigração, que cada imigrante pagasse 1,000 libras esterlinas à chegada a Haifa ou outro lugar. A dificuldade é que era quase impossível arranjar tal moeda numa Alemanha radicalmente inflacionária. Esta era a ideia principal por trás do Acordo de Transferência final. Laqueur escreveu:

"Um grande banco alemão congelaria fundos pagos por imigrantes em contas bloqueadas por exportadores alemães, enquanto um banco na Palestina controlaria a venda de bens alemães para a Palestina, portanto proporcionando aos imigrantes a moeda corrente estrangeira necessária. Sam Cohen, dono da Hanoaiah Ltd. e dirigente dos encargos de transferência, foi porém sujeito a objecções por parte das próprias pessoas e finalmente teve que conceder que tal acordo de transferência só poderia ser concluída num nível mais elevado com um banco próprio em lugar de uma companhia privada. O reputado Anglo-Palestine Bank em Londres seria incluído nesta transacção de transferência e seria criado uma companhia companhia fiduciária para este fim."

Claro que, isto é da maior importância histórica sobre a relação entre Sionismo e Nacional Socialismo na Alemanha nos anos trinta. A relação somente não era apenas de interesse mútuo e favoritismo político da parte de Hitler, mas igualmente uma relação financeira íntima com famílias bancárias alemãs e instituições financeiras. Black escreve:

"Era uma forma dos Sionistas subverterem o boicote anti-Nazi. O Sionismo precisava de transferir o capital de judeus alemães e as mercadorias eram o único meio disponível. Mas os líderes sionistas depressa perceberam que o sucesso da futura economia palestina judia ficaria inextrincavelmente amarrada à sobrevivência da economia Nazi. Então a liderança sionista foi compelida a ir mais longe. A economia alemã teria que ser salvaguardada, estabilizada, e se necessário reforçada. Consequentemente, o partido Nazi e os organizadores sionistas compartilharam um interesse comum na recuperação de Alemanha."

Desta forma percebe-se uma fractura radical ao redor em Judiaria mundial em 1933 e depois disso. Havia, primeiro, os judeus não sionistas (especificamente o Congresso judeu Mundial fundado em 1933) que, por um lado, exigiu o boicote e a destruição eventual da Alemanha. Black realça que muitas destas pessoas não estavam só em Nova Iorque e Amesterdão, mas uma boa parte vinha da própria Palestina.

Por outro lado, percebe-se o uso judicioso de tais sentimentos pelo Sionistas para o restabelecimento eventual na Palestina. Por outras palavras, pode-se dizer (e Black chama a atenção para isso) que Sionismo acreditou que, desde que os judeus estivessem mudando-se para o Levante (Palestina), a fuga de capitais seria necessária para qualquer nova economia funcionar.

O resultado foi que a percepção de que Sionismo teria que se aliar com Nacional Socialismo, de forma que o governo alemão não impediria o fluxo de capitais judeus para fora do país.

As denúncias das práticas alemãs contra os judeus para os assustar e obrigarem-nos a ir para a Palestina serviu os interesses sionistas, mas, por outro lado, Laqueur declara que "Os Sionistas estavam interessados em não colocar em risco a economia alemã ou a sua moeda corrente." Por outras palavras, a liderança sionista da Diáspora judaica foi um de subterfúgio, porque só com o advento de hostilidade alemã para com a Judiaria se poderia convencer os judeus do mundo que imigração [para a Palestina] era o único escape.

O facto é que o decisivo estabelecimento do estado de Israel foi baseado numa fraude. Os Sionistas não representavam nada mais que uma pequena minoria de judeus alemães em 1933. Por um lado, os sionistas, pais de Israel quiseram denúncias das "crueldades" da Alemanha contra os judeus do mundo enquanto, ao mesmo tempo, pediam moderação de forma a que o governo Nacional Socialista permanecesse estável, financeira e politicamente. Assim o Sionismo boicotou o boicote.

Para todos os propósitos, o governo Nacional Socialista foi a melhor coisa que podia acontecer ao Sionismo na história, pois "provou" a muitos judeus que os europeus eram irreprimivelmente anti-judeus e que a Palestina era a única resposta: o Sionismo veio a representar a grande maioria dos judeus somente por artifício e cooperação com Adolf Hitler.

Para os Sionistas, tanto as denúncias de políticas alemãs contra os judeus (para manter os judeus amedrontados), como o fortalecimento da economia alemã (por causa de restabelecimento final na Palestina) eram imperativos para o movimento sionista. Ironicamente, hoje os líderes sionistas de Israel queixam-se amargamente do regime horroroso e desumano dos Nacionais Socialistas. Deste modo a fraude continua.


Comentário:

Aquilo a que o autor deste artigo, Raphael Johnson, apelida de Sionistas, eu apelido «The Money Masters» - Os Senhores do Dinheiro.

Embora alguns sejam de origem judaica, outros não o são. Nem acredito que tenham alguma religião senão a do dinheiro e do poder. Cito alguns nomes:

Rothschild, Lazard, Morgan, Mantagu, Harriman, Kuhn Loeb, Warburg, Lehman, Schiff, Rockefeller, Pyne, Sterling, Stillman, etc.

Estou convencido que foram estes senhores os grandes obreiros da maior parte dos conflitos mundiais desde os finais do século XIX até hoje. Porque as guerras rendem dinheiro e asseguram poder político.

Como tal, penso que na II Grande Guerra, estes cavalheiros manobraram os alemães, manobraram os judeus dentro e fora da Alemanha (como o autor do artigo bem descreve) e manobraram os aliados. Esta Guerra provocou 50 milhões de mortos e um número incontável de feridos.

O conflito específico entre judeus e alemães foi provocado e orientado no sentido da construção e povoação do «Estado de Israel», que julgo que não é mais do que uma sólida base militar, pertença dos «Money Masters», junto das maiores reservas energéticas do planeta.

Para a edificação desta base militar (Israel), centenas de milhares de judeus foram, durante a II Guerra, arrebanhados pelos nazis e levados para campos de concentração, onde uma boa parte morreu de doenças, fome, trabalhos forçados, condições desumanas e execuções arbitrárias. Ainda não vi até hoje nenhuma prova concludente de que tenham existido câmaras de gás e genocídio deliberado.

67 comentários:

Anónimo disse...

ui, cuidado c'o esses judeus, que precisam sempre de ter guerra onde quer que estejam!

e, logo, então, pelos vistos, também dessa vez foram eles que começaram a guerra contra os nazis!

tem pinta, que agarraram ainda há anos no busha pa fazerem aquelas guerras no Afganistão, no Iraque, juntando num reino os xiitas do Irão ao Líbano, através da Síria e desse Iraque, eliminada a última resistência de sunitas, num belíssimo trabalho, que lhes deixa a bicha a rabear mesmo debaixo dos lençóis...

e não se envergonham, não desistem, chamaram, agora, Hitler ao Aminejah, não ao Busha, não, ou ao Wolfovitz ou ao Wisental, mas ao pobre do Aminejah, como se, depois dos judeus todos do mundo, o homem não tenha direito de querer tamém a sua central!

santhomas

Anónimo disse...

Puxa, deve ter perdido horas a traduzir isto... Porque é que não cita as suas fontes? Faz só um linkzinho dificilmente detectável. É sempre bom saber os sites neo-nazis que visita. Servem de referência aos seus correligionários.

Aqui fica então: originalmente publicado na Barnes Review. Autor: Raphael Johnson. 2001.

luis oliveira disse...

The Barnes Review

The Barnes Review is an anti-Semitic web site whose primary propaganda goal is disparagement of Jews and denial that the Nazi Holocaust ever occurred. The home page of the Barnes Review has included articles with titles such as "The Myth of the Six Million" and "Jewish History, Jewish Religion," which states, "When the Roman historian Tacitus pointed out 19 centuries ago that the Jews are unique among the races of man in their intense hatred and contempt for all races but their own, he was only repeating what many other scholars had discovered before him."

The Barnes Review is named after Harry Elmer Barnes, once a well-known and respected World War I historian and revisionist whose obsession with conspiracy theories led him to virulent anti-Jewish bigotry and support for Nazi policies during World War II and to a later belief that the Holocaust was a hoax. It was founded by Willis Carto, who also founded the extreme right-wing Liberty Lobby and the Institute for Historical Review (IHR), another organization engaged in Holocaust denial. Carto founded the Barnes Review after he was forced out of the IHR in 1993 in an apparent dispute over funding and ideology.

Shortly after the commencement of the U.S.-led war in Iraq, the Barnes Review was associated with an attempt to exploit anti-war sentiment by circulating fake whistleblower memos on media bias in the Iraq war.

The Barnes Review is notable for its development of a new bit of PR doublespeak: "junk history," similar to "junk science".

Contact information:

barnesreview.org

TBRNews.org is a website that says it "originally came from the Barnes Review" but is now "under different management." However, its website continues to offer links to websites that sell Nazi memorabilia and promote books by authors including British Holocaust denier David Irving.



http://www.sourcewatch.org/index.php?title=Barnes_Review

luis oliveira disse...

Alguns dites em português que recomendam A BArnes Review:


Fascismo em rede: http://fascismoemrede.blogspot.com/2005/11/revisionismo.html

Nacional Socialismo Em Rede:
http://nacionalsocialismoemrede.blogspot.com/

Grupo DIRLIP:
http://www.grupodirlip.org/

luis oliveira disse...

o segundo anónimo fui eu, esqueci-me de assinar!

O-Lidador disse...

As fontes do Diogo são conhecidas. Por exemplo, as "teses" conspiratórias sobre o 9/11 foram quase todas pescadas à linha no periódico América Free Press (AFP)http://www.americanfreepress.net/

O América Free Press é um jornal anti-semita, que nasceu do defunto Liberty Lobby, um grupo de extrema-direita neonazi conotado com o racismo, o ódio aos judeus e a negação do Holocausto e fundado por Willis Carto, a maior referência do anti-semitismo e neonazismo norte-americano, para o qual existe aliás uma ordem de prisão emitida por um juiz suíço.

Outra grande fonte do Diogo é o site de Jeff Rense http://www.rense.com/
um jornalista “alternativo” que tem uma uma agenda “anti-sionista” e de negação do Holocausto. No seu site pode ler-se que “Auschwitz não foi um centro de extermínio e a história de genocídio com câmaras de gás é um mito”,
http://www.rense.com/general62/meth.htm

ou a tese de que Mónica Lewinsky era uma agente da Mossad, que conspirou para derrubar Clinton, e que a pornografia na América é uma conspiração dos judeus para destruir os valores americanos,
Rense gere também uma estação de rádio através da qual divuga as mais mirabolantes teses, que vão do paranormal aos discos voadores.
A cereja no topo do bolo, é a tese de que quem manipula os cordelinhos do mundo são os “Illuminati Sionistas cujo objectivo é impor uma Nova Ordem Mundial"


Outra habitual referência do Diogo, agora no campo do "resistencialismo antiamericano", é o economista canadiano Michel Chossudovsky, activista contumaz nas estridências antiglobalizadoras, bandeira que serve de reunião aos órfãos das ideologias enterradas nos escombros do muro de Berlim, e que, à falta de projecto próprio, marcham hoje ao som do rufar dos tambores do antiamericanismo, obcecação de recorte paranóico que considera os EUA e particularmente a actual Administração, o repositório de todos os males do mundo.

É sintomático e bastante revelador que o Diogo cite Chossudovsky, e que este concorde com Rense, com Willis Carto e com os líderes de opinião do islamismo político, como Amadinejad, na ideia de que há uma conspiração sionista e americana para impôr aquilo que chamam a "Nova Ordem Mundial".
É também sintomático e muitíssimo revelador que os fellow travelers das teorias da conspiração sejam as modernas versões das forças que no dealbar da 2ª Grande Guerra, tinham por inimigo declarado a democracia liberal:
O nacional-socialismo, o islamismo político, o fascismo e o comunismo.
Hoje como ontem, o alvo declarado destas forças é o liberalismo, a democracia e os EUA, vistos como a sua mais bem sucedida manifestação e é a esta luz que importa situar a irracionalidade paranóica que subjaz ao labirinto mental onde os Diogos e Xatoos estão emparedados.

No fundo, devemos ter pena deles..., e se calhar dar conta a quem de direito do apelo constante ao ródio aos judeus, que se evola como miasmas, deste blogue.

David Lourenço Mestre disse...

"Ainda não vi até hoje nenhuma prova concludente de que tenham existido câmaras de gás e genocídio deliberado."

Caro diogo, comece por ler a obra que lhe serviu o delirio, primo levi. nao as partes cinicamente selecionadas pelos camaradas e companheiros neo-nazis, nao, nao, o livro inteiro.

luis oliveira disse...

Primo Levi [1919 - 1987], in memoriam:


Song Of Those Who Died In Vain

Sit down and bargain
All you like grizzled old foxes
We'll wall you up in a splendid palace
With food, wine, good beds and a good fire
Provided that you discuss, negotiate
For our and your children's lives
May all the wisdom of the universe
Converge to bless your minds
And guide you in the maze
But outside in the cold we will be waiting for you
The army of those who died in vain
We of the Marne, of Montecassino
Treblinka, Dresden and Hiroshima
And with us will be
The leprous and the people with trachoma
The disappeared ones of Buenos Aires
Dead Cambodians and dying Ethiopians
The Prague negotiatiors
The bled dry of Calcutta
The innocents slaughtered in Bologna
Heaven help you if you come out disagreeing
You'll be clutched tight in our embrace
We are invincible because we are the conquered
Invulnerable because already dead
We laugh at your missiles
Sit down and bargain
Until your tongues are dry
If the havoc and the shame continue
We'll drown you in our putrefaction

(14th January 1985)

Diogo disse...

Caro Mestre,

No livro de Levi «Sobreviver em Auschwitz», o autor escreve sobre o dia 17 de Janeiro de 1945: "Não era uma questão de raciocínio: Eu teria provavelmente seguido também o instinto de rebanho se não estivesse tão fraco: o medo é extremamente contagioso, e a reacção mais imediata era fugir dali para fora."

Levi está a dizer que a reacção mais imediata era fugir DOS russos.

Levi está a dizer que a reacção mais imediata era fugir COM os nazis. Se fugisse COM os nazis Levi não teria medo.

Que outra leitura se pode inferir daqui?


E a propósito do artigo deste post? Que me diz ao boicote económico da judiaria internacional à Alemanha em 1933?

luis oliveira disse...

[dar conta a quem de direito do apelo constante ao ódio aos judeus]

A fichinha já deve estar aberta. Os estribilhos trotskystas e estalinistas têm essa vantagem, têm o beneplácito das autoridades.

luis oliveira disse...

[Que outra leitura se pode inferir daqui?]



Já lhe situei a frase dentro do contexto do livro, já lhe expliquei que Levi estava convencido que os que ficaram para trás iriam ser executados. Era esse o medo de Levi, não dos russos (essa do medo dos russos é pura invenção sua, nunca Levi diz isso). Como é estúpido e não aprendeu aqui fica outra vez:



Primo Levi - If this is a man (Surviving Auschwitz é o título americano), págs 160-161:

A chegada das tropas soviéticas está eminente e Primo Levi está no hospital com escarlatina. Os alemães decidem evacuar o campo.


"In the afternoon the Greek doctor came." [...] We asked him what would happen to [the sick]. He replied that probably the Germans would leave us to our fate: no he did not think that they would kill us. He made no effort to hide the fact that he tought otherwise. His cheerfulness bode ill.
He was already equipped for the march. He had hardly gone out when the two Hungarian boys began to speak excitedly to each other. They were in a advanced state of convalescence but extremely wasted away. It was obvious that they were afraid to stay with the patients and were deciding to go with the healthy ones. It was not a question of reasoning: I would probably also have followed the instinct of the flock if I had not felt so weak: fear is supremely contagious, and its immediate reaction is to make one try to run away. [...] It was crazy of them to think of walking even for one hour, weak as they were, especially in the snow with those broken-down shoes found at the last moment. I tried to explain, but they looked at me without replying. Their eyes were like those of terrified cattle. [...] They did not return; I learnt much later that, unable to continue, they had been killed by the SS a few hours after the beggining of the march. [...]
All the healthy prisoners (except a few prudent ones who at the last moment undressed and hid themselves in the hospital beds) left during the night of 18 January 1945. They must have been about twenty thousand, comming from different camps. Almost in their interety they vanished during the evacuation march."


Resumindo: os alemães decidiram evacuar o campo deixando os prisioneiros doentes para trás. Alguns, com medo de ser executados se ficassem, tentaram a sorte juntando-se aos saudáveis na marcha. Outros pelo contrário, temendo ser executados durante a marcha de evacuação tentaram esconder-se no meio dos doentes e permanecer no campo.

David Lourenço Mestre disse...

Diogo, o luis oliveira explicou, pouco posso acrescentar a nao ser a experiencia de quem leu o livro. nos ultimos capitulos levi deixa claro que reina a euforia com a chegada dos russos. nao estou em casa mas em breve posso colocar aqui pedacos da prosa que provam que os russos eram bem vindos. era o fim da guerra. era o fim das seleccoes.

Diogo disse...

Oliveirinha:

«Resumindo: os alemães decidiram evacuar o campo deixando os prisioneiros doentes para trás. Alguns, com medo de ser executados se ficassem, tentaram a sorte juntando-se aos saudáveis na marcha. Outros pelo contrário, temendo ser executados durante a marcha de evacuação tentaram esconder-se no meio dos doentes e permanecer no campo.»

Vamos recapitular Oliveirinha:

Se o objectivo principal dos guardas prisionais do campo era o extermínio de judeus, como é que se compreende que algum prisioneiro tentasse a sua sorte juntando-se à marcha com os seus assassinos declarados? Ficando no campo podia ser executado ou não. Juntando-se à marcha era executado de certeza.


«fear is supremely contagious, and its immediate reaction is to make one try to run away»

«Fear» de ser executado se ficasse no campo. Mas não tinha «fear» de ser executado se partisse com os seus algozes, desde sempre apostados em exterminá-los? After all, the two Hungarian boys had been killed by the SS a few hours after the beggining of the march. [...]


E ainda a propósito dos the two Hungarian boys: «They were in a advanced state of convalescence but extremely wasted away».

How come? Num estado avançado de convalescença mas extremamente debilitados? Isto significou uma boa temporada no hospital. Porque é que os estúpidos dos nazis não os meteram numa câmara de gás? Chegava rapaziada fresca todos os dias. Para quê alimentar duas bocas inúteis num campo de extermínio?

sérgio_alj disse...

A II Guerra Mundial começou, quando os aliados, obrigaram os alemães a assinar o humilhante Tratado de Versalhes!!!

luis oliveira disse...

[como é que se compreende que algum prisioneiro tentasse a sua sorte juntando-se à marcha com os seus assassinos declarados?]

Irra que é burro. O médico grego deu a entender que os que ficassem para trás iam ser executados. MAL ELE SAIU ('He had hardly gone') os 2 húngaros aterrorizados decidiram fugir juntando-se à marcha.

É muito complicado? É estúpido ou faz-se!?


[Ficando no campo podia ser executado ou não. Juntando-se à marcha era executado de certeza.]

Sabe ler? Ou não sabe inglês?

Os que ficaram pensaram exactamente O CONTRÁRIO, que quem ficasse não tinha hipótese nenhuma e que seria certamente executado.


[«Fear» de ser executado se ficasse no campo. Mas não tinha «fear» de ser executado se partisse com os seus algozes, desde sempre apostados em exterminá-los?]

Entre uma morte que considera certa e uma morte que considera provável o que é que escolhe? Ficar no campo=MORTE CERTA, marcha=MORTE PROVÀVEL. Está alguma coisa a entrar na sua cabeça de abóbora!?


[How come? Num estado avançado de convalescença mas extremamente debilitados? Isto significou uma boa temporada no hospital. Porque é que os estúpidos dos nazis não os meteram numa câmara de gás? Chegava rapaziada fresca todos os dias. Para quê alimentar duas bocas inúteis num campo de extermínio?]

Pois era exactamente esse o destino da maior parte que visitava o hospital, seu idiota, a câmara de gás. Está tudo no livro do Levi, quem quiser pode confirmar. O título em português é 'Se isto é um homem', há várias edições.

ml disse...

Diogo, o Primo Levi não. Pouco antes de morrer publicou um artigo no 'La Stampa' em que se encarniça contra os historiadores alemães que têm tentado trivializar o holocausto, levantando dúvidas fúteis sobre o número exacto de mortes nos campos e, o pior, por questionarem se o holocausto realmente tinha existido.

O Primo Levi tinha grandes complexos de culpa por ter sobrevivido e nunca se recompôs. Dizem que se suicidou.
"Sobreviveram os piores, os egoístas, os violentos, os insensíveis, os colaboracionistas, os espiões, isto é, os mais aptos (the fittest); os melhores morreram".

Isto impressiona como testemunho, se pensarmos que dos 650 italianos levados com ele para Auschwitz, só 23 sobreviveram.


O revisionista vira-casacas David Irving, muito conhecido por condenações à conta de mentiras comprovadas em tribunal, afirma que o que Levi relata de Auschwitz é para vender livros. O que aqui interessa é o testemunho do testemunho: Levi fala de extermínio, que diz ter em Auschwitz um duplo sentido.

Esta bisca do Irving dá outros testemunhos indirectos, ao troçar também, como sempre faz, de um médico SS, Hans Münch, que trabalhou em Auschwitz com Mengele e descreveu cinicamente a grave crise que foi quando 450 000 judeus húngaros chegaram ao campo e as reservas de Zyklon B tinham acabado. Segundo o nazi, a selecção de judeus feita por Mengele era muito simples: "Os que não eram aptos para o trabalho eram aptos para o gás".

Este nazi vive (ou vivia) na Baviera e foi poupado porque protegia as suas cobaias quando já não precisava delas. E não precisava de mentir, estas afirmações foram feitas na televisão muitos anos mais tarde, era um homem completamente livre. Segundo o Irving, um caso psiquiátrico, mas o Irving merece credibilidade zero.

Fialves disse...

Caro, se ler com atenção os livros de Primo Levi verá que a maioria dos judeus deixaram o campo porque não havia comida no mesmo. E a maioria dos que ficaram para trás morreram de fome, porque se passaram vários dias até à chegada do exército soviético.

Levi só escapou porque ficou na enfermaria, que ainda tinha alguma comida (ainda assim, muitos dos seus colegas da enfermaria morreram de fome e de doenças). A história é narrada em "Se isto é um homem", a obra prima de Levi.

Por último, não se esqueça que os SS estavam em debandada e que procuravam já esconder as provas do genocídio, com medo de serem acusados depois da guerra (se os russos os apanhassem, nem julgamento teriam, aliás). Provavelmente, muitos judeus pensaram (erradamente) que aqueles nazis não eram mais uma ameaça, ou que os soviéticos não seriam melhores (o que, em parte, era verdade, porque Estaline era também anti-semita).

Quanto aos censos, a menos que refute a veracidade das estatísticas oficiais, parece-me indesmentível que a Europa perdeu 67% da sua população judaica.

Mas já percebi que não vale a pena discutir consigo: só falta dizer que os judeus foram os culpados pelo Holocausto e que o tio Adolfo era apenas um incompreendido.

odeiofilhosdaputaquenuncafizeramnadanavida disse...

Venho a algum tempo a acompalhar o seu blog, desconheço as causas que o levam a crer branquear o holocausto? Não percebo se é apenas rebeldia, de quem nunca viveu do seu valor e vem para aqui vomitar merda ao cubo falaciosa e chocante. Porque não escreve uma biografia de Hitler, ou de outro energumero, proponho 1 nobel da estupidez, que lhe seja concedido a si!

luis oliveira disse...

[só falta dizer que os judeus foram os culpados pelo Holocausto e que o tio Adolfo era apenas um incompreendido]

Não, não falta, é exctamente isso que diz o diogo.

luis oliveira disse...

[a grave crise que foi quando 450 000 judeus húngaros chegaram ao campo e as reservas de Zyklon B tinham acabado]

Isto é uma daquelas anedotas do Hitler e do Fritz (- Hoje metade dos judeus vai parrra casa -Eeeeeeehhhh!!!! - Frrritz, corrrrta-os ao meio!)?

luis oliveira disse...

[a menos que refute a veracidade das estatísticas oficiais, parece-me indesmentível que a Europa perdeu 67% da sua população judaica.]

Canja. Está em todos os sites neo-nazis que é mentira. QED.

Diogo disse...

ml,

«Diogo, o Primo Levi não. Pouco antes de morrer publicou um artigo no 'La Stampa' em que se encarniça contra os historiadores alemães que têm tentado trivializar o holocausto, levantando dúvidas fúteis sobre o número exacto de mortes nos campos e, o pior, por questionarem se o holocausto realmente tinha existido.»

As dúvidas sobre o número de mortes são fundamentais. Podem elucidar se houve ou não genocídio deliberado. Não se trata de saber se foram 534 ou 543. Trata-se de saber como é que em 1995 se muda de 4 milhões para 1.5 milhões. E trata-se de saber se este valor é tão credível como o anterior.


«O Primo Levi tinha grandes complexos de culpa por ter sobrevivido e nunca se recompôs. Dizem que se suicidou. "Sobreviveram os piores, os egoístas, os violentos, os insensíveis, os colaboracionistas, os espiões, isto é, os mais aptos (the fittest); os melhores morreram".»

Ter-se-á ele esquecido, na sua lista dos malvados, dos que são mentirosos e dos que ganham dinheiro a escrever mentiras?


Segundo o nazi, a selecção de judeus feita por Mengele era muito simples: "Os que não eram aptos para o trabalho eram aptos para o gás".

E, no entanto, haviam tantos prisioneiros judeus doentes na enfermaria do campo.

xatoo disse...

Luis Oliveira (resposta ao coment. do post anterior)
1. a fonte que refere, Niall Ferguson,(um insigne membro da elite britânica educado em Oxford, portanto, oriundo do inimigo que a Alemanha defrontou na WWII) se calhar demorou dez anos a escrever o romance, porque as grandes narrativas manipuladoras não são obra fácil. (Se havia tantas "verdades" a contar porque não as contou logo?, ao invés de esperar por 2006? (!)
2. Se pretende realmente conhecer bibliografia significativa sobre o "holocoiso" leia este link, talvez aprenda dados novos que o ajudem a não fazer figura de idiota, invocando comparações estapafúrdias. E saiba também que a grande obra sobre o assunto em causa é "The Dissolution of Eastern European Jewry" de Walter Sanning
3. Em 1992 um jovem investigador, o JUDEU americano David Cole, entrevistou o curador e director dos arquivos do campo de Auschwitz no pós guerra, o Dr. Franciszek Piper, ouvindo dele o seguinte: “Depois da libertação do campo, aquilo que disseram ser uma câmara de gás apresentava um aspecto que parecia ser – à primeira vista - um abrigo anti-aéreo. Pelo lado de fora desta instalação, as paredes interiores construídas em 1944 tinham sido removidas e as aberturas no tecto foram feitas de novo”; e disse mais muitas outras coisas que podem ser encontradas aqui nesta descrição.
Para que diacho seria preciso desatulhar a Câmara de gaz que teria estado a ser tão intensamente usada para genocidar judeus? Significa que as obras de construção civil começaram logo em 1944! e a partir das forças aliadas vencedoras alterarem os tijolos foi um fartar vilanagem com toda a espécie de manipulação escrita, mas principalmente audiovisual, a mais fácil de captar as almas simples.
4. O filme de Cole está neste link, dura 1 hora, mas está dividido em duas partes

luis oliveira disse...

xatoo, ainda consegue ser mais atrasado mental que o diogo. É obra. Felicito-o.


Então se o Ferguson consultou, como já lhe expliquei, centenas de bibliotecas/arquivos queria que ele fizesse isso em quanto tempo? 10 dias? E se calahr ainda dava para ir à praia de manhã.

Claro que o xatoo quando escrever o seu livro um par de horas bastarão. Os sites neo-nazis/revisionistas abundam e basta copiar livremente as inanidades que por aí pululam. Com a reciclagem contínua que fazem sempre dos mesmos textos já ninguém sabe quem foi o autor original. Pode reclamar qualquer autoria que ninguém o contradiz.

Fico a aguardar o best-seller.

luis oliveira disse...

um par de horas bastará.

ml disse...

Só que o Cole posteriormente desmentiu tudo o que disse, pediu desculpas por um dia ter defendido o negacionismo e proibiu o uso desses vídeos, que considera "videotaped garbage".


I would like to state for the record that there is no question in my mind that during the Holocaust of Europe's Jews during World War Two, the Nazis employed gas chambers in an attempt to commit genocide against the Jews. At camps in both Eastern and Western Europe, Jews were murdered in gas chambers which employed such poison gases as Zyklon B and carbon monoxide (in the Auschwitz camp, for example, the gas chambers used Zyklon B). The evidence for this is overwhelming and unmistakable.

The Nazis intended to kill all of the Jews of Europe, and the final death toll of this attempted genocide was six million. This atrocity, unique in its scope and breadth, must never be forgotten.



Se é sincero ou não, não se sabe, mas é esta a sua actual posição sobre o assunto.

xatoo disse...

Chamar nomes aos outros é insuficiente. Para isso tem a sua mãezinha lá em casa.
Tem de demonstrar com dados concretos que a teoria do inglês de Oxford é mais credivel que a dos outros, e porquê.

xatoo disse...

caro ML
o David Cole, repito: um Judeu americano, foi forçado por uma campanha de ódio (denominada Monstrous Traitor) movida pela Liga de Defesa Judaica a desistir da negação do "holocoiso", sob uma enorme barragem de ameaças de morte. Se o homem era mais um lunático, porquê a perseguição? porquê a campanha? Não será esta a melhor prova que alguém,(os beneficiários da teoria Sionista de vitimização, que justifica hoje a odiosa campanha de Israel) receia que o holocausto simplesmente não tenha existido?

luis oliveira disse...

[Tem de demonstrar com dados concretos que a teoria do inglês de Oxford é mais credivel que a dos outros, e porquê.]


Quais teorias, estamos a falar de factos! Por exemplo, o Ferguson diz que havia várias câmaras de gás em Auschwitz, conclusão a que terá chegado depois de aturadas investigações, não de passeios por sites neo-nazis. Você diz que era só uma. Quem tem razão?

O que tem de explicar é porque é que a sua versão dos factos merece mais crédito que a do Niall Ferguson. Consultou mais fontes do que ele? Aprofundou mais o assunto do que ele? Eu não consultei todas as fontes que o Ferguson usou nem tenciono fazê-lo. Acredito na sua autoridade devido a ser um dos maiores historiadores mundiais. E as suas credenciais, quais são? Além das deambulações constantes pelos sites neo-nazis, que já conhecemos, o que tem para mostar? Uma licenciatura em história? Obra publicada? Tenha juízo...


Bom pormenor, esse da maezinha, que classe...

ml disse...

Ter-se-á ele esquecido, na sua lista dos malvados, dos que são mentirosos e dos que ganham dinheiro a escrever mentiras?

E o Diogo acha que o Irving tem alguma autoridade para desacreditar o Levi?


E, no entanto, havia tantos prisioneiros judeus doentes na enfermaria do campo.

Quem sabe se as tais cobaias que o Münch protegia depois de obter os resultados que pretendia? E os protegidos de outras andanças?
Tudo isto havia nos campos.

xatoo disse...

luis oliveira
continua errado, sabe disso e insiste. Vc deturpa tudo.
Duvido que vc tenha capacidade intelectual para discernir ou discutir o que quer que seja.
Não é a mim pessoalmente que tem de se dirigir é ao objecto da questão: que é aquilo que David Cole afirma e está no video que mencionei.

ml disse...

Sim, xatoo, essa história das perseguições dos sionistas está em todos os sites revisionistas.

E quem nos garante que é verdade? A possibilidade de ser e não ser é a mesma.

Há outros historiadores judeus que desmentiram muitas das fantasias sionistas, foram igualmente ameaçados, perseguidos - até à Hannah Arendt eles morderam os tornozelos - e no entanto mantiveram a sua posição.

Diogo disse...

The funny thing about Cole's retraction is that in a cosmic way it simply confirms what revisionists have been saying all along. For over twenty years, revisionists have said that the German confessions, wildly inaccurate and contradictory, were given not so much in response to direct physical torture as from the desire to protect themselves and above all their families from retaliation and hardship. For Cole's retraction, the JDL boasts that it was the result of their previous page, and that Cole "was afraid for his life and the relatives he supposedly is taking care of." So for those who didn't believe it possible that the Germans involved in the concentration camps could have been intimidated into make abject confessions, the idea is strikingly confirmed by Cole's retraction, and furthermore the JDL is waving the proof right under your nose.

Of course, it's likely that the JDL and other agencies who hypocritically proclaim themselves the protectors of the Jewish people see Cole's recanting differently. No doubt they see it as one more proof, along with the German confessions, of their special and intolerant interpretation of the Holocaust. And that's the key, because now we know what forces inspired both the confessions and the retraction. Because, you see, the most powerful proof of the Holocaust has always been the threat of force.

http://www.codoh.com/newrevoices/nrhenry/nrvproof.html

ml disse...

O codoh...

Está a justificar um argumento revisionista com outro argumento revisionista. Melhor fora que não dessem cobertura uns aos outros.

luis oliveira disse...

[A possibilidade de ser e não ser é a mesma.]

Pois claro. É como os fornos em Auschwitz. Um ou vários? xatoo ou Ferguson? Quem sabe?

É como diz a sabedoria popular, fica cada um na sua, o xatoo fica na sua e o Ferguson fica na dele.

luis oliveira disse...

[the idea is strikingly confirmed by Cole's retraction]

É como o aquecimento global. A chuva é uma prova, o calor também. As secas provam a teoria, as cheias provam-na igualmente.

É tudo uma questão de dé.

luis oliveira disse...

[Está a justificar um argumento revisionista com outro argumento revisionista. Melhor fora que não dessem cobertura uns aos outros.]

Estava à espera do quê? Factos? Lógica? Método científico?

luis oliveira disse...

questão de fé

luis oliveira disse...

[continua errado, sabe disso e insiste. Vc deturpa tudo.
Duvido que vc tenha capacidade intelectual para discernir ou discutir o que quer que seja.]


Ah é!? Ah é!? Ah é!? Tu é que estás errado e deturpas tudo e não tens capacidade intelectual para discernir o que quer que seja! Toma!

ml disse...

O CODOH é tão coerente e honesto que dá abundante crédito ao Edwin Black em relação à obra que o Diogo transcreve, 'The Transfer Agreement', porque esta mostra a promiscuidade entre sionistas e nazis, e desanca-o em relação à outra, 'IBM and the Holocaust', acusando-o de pró-sionista, porque aqui deixa claro que houve um plano para o extermínio.

Para umas coisas o Black é sério e credível, para outras não. Depende.

ml disse...

Oliveirinha, um bom sono fazia-lhe bem.

Diogo disse...

ml,

http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/auschbirk.html

In November Himmler ordered gassings to stop, and a "clean-up" operation was inaugurated to conceal traces of the mass murder. In January 1945, the Germans evacuated 58,000 prisoners who could walk. They left behind in the main camp, Birkenau and in Monowitz about 7,000 sick or incapacitated who they did not expect would live for long.

Dois factos curiosos:

1 – Em Novembro de 1944 Himmler ordenou que se eliminassem os vestígios do extermínio.

2 – Quando os nazis abandonaram o campo deixaram para trás 7.000 prisioneiros doentes ou incapacitados. Os russos chegaram uma semana depois.

Os 7.000 prisioneiros doentes ou incapacitados deixados para trás pelos nazis não eram umas excelentes testemunhas do holocausto? O Primo Levi, por exemplo. Porque é que não foram mortos segundo as ordens de Himmler?

Como é que podiam haver tantos prisioneiros doentes ou incapacitados (7.000) num campo de extermínio? Tantas bocas inúteis para alimentar?

luis oliveira disse...

[Não é a mim pessoalmente que tem de se dirigir é ao objecto da questão: que é aquilo que David Cole afirma e está no video que mencionei.]


Gostava, sabe, mas agora não tenho tempo de ver, ando a investigar o fenómeno dos discos voadores no III Reich.

http://uk.youtube.com/watch?v=PF4oVOA5cvw

luis oliveira disse...

[Oliveirinha, um bom sono fazia-lhe bem.]

Ando a dar-lhe pouca atenção, é? Pode ficar descansado, considero-o um atrasado mental tão grande como os outros.

luis oliveira disse...

[Como é que podiam haver tantos prisioneiros doentes ou incapacitados (7.000) num campo de extermínio?]

Lá está o aquecimento global outra vez. Com este tipo de raciocínio qualquer número "prova" a teoria. Podiam ser 70, 700 ou 7,000. Cá estaria o diogo com a mesma interrogação.

xatoo disse...

ml
Vamos então deixar a questão do "foi ou não foi uma câmara de gaz" que parece não nos deixar sair do mesmo sitio. Vamos por aquela que considero a mais fundamental obra na desmistificação do "holocausto":
"The Dissolution of Eastern European Jewry" de Walter Sanning:

"He does not assert that the gas chambers never existed, that the Holocaust is mere Zionist propaganda, or that the Nazis were basically respectable citizens. Instead, Sanning claims to have undertaken a detailed examination of the population statistics of eastern Europe, and in particular of the Jewish inhabitants, in order to show that the extermination figures attributed to the. Nazis are greatly exaggerated, because there simply were not that many Jews-no more than 3.5 million-in all the areas controlled by the Germans. For example, Sanning claims that emigration and death had already, by 1939, reduced to 2.6 million the 3 million Jews in Poland in 1931, and that thereafter no fewer than 2.1 million Jews were deported by the Soviet Union to Siberia, including such notable figures as Menachem Begin. More escaped through other routes, leaving only 750,000 in German-controlled Poland by 1941. For obvious reasons, the Germans exaggerated the figures in order to justify their policies, while the Soviets have imposed a total silence".

luis oliveira disse...

[Porque é que não foram mortos segundo as ordens de Himmler?]

Quem sabe? Uma razão plausível está na sua citação: "7,000 sick or incapacitated who they did not expect would live for long." Não esperavam que sobrevissessem. É tão tonta a maneira como insinua que os números foram forjados. E o Himler mandou matar esses 7000? Onde é que viu isso?


[Como é que podiam haver tantos prisioneiros doentes ou incapacitados (7.000) num campo de extermínio? Tantas bocas inúteis para alimentar?]

Vou explicar mais uma vez. Os nazis tratavam aqueles que tinham possibilidade de ficar em estado suficientemente bom para voltar a trabalhar. Era um cálculo puramente económico. Os outros iam para o forno. Havia uma selecção logo à entrada no "hospital", e depois havia selecções periódicas. A maior parte acabava no forno.

Percebeu? Se não percebeu levante a mão que eu explico outra vez.

ml disse...

xatoo, também não me parece que este seja um assunto consensual.
Não há dois autores a coincidir com os números, mas vamos tentar colocar alguns e compará-los.

Estes são mais uns, de um site oficial canadiano. Estão muito longe dos 11 milhões calculados na Conferência de Wannsee, que por sua vez ainda admitia não conseguir abarcar o número de judeus não professantes da religião, deixando-os de fora.

Mesmo dando de barato a megalomania do Hitler e a preocupação do resto do gang em lhe agradar, não vejo que utilidade teria para eles, tão racionais e planificados, trabalhar na 'indústria' com números totalmente irreais.

http://www.nationmaster.com/graph/mil_wwi_jew_pop_bef_war-wwii-jewish-population-before-war

http://www.nationmaster.com/graph/mil_wwi_per_of_jew_kil-military-wwii-percent-jew-killed


Mas como já disse ao Diogo e ao contrário da opinião dele, não me parece que a questão dos números seja fulcral. O que está por detrás, sim, e campos daquelas dimensões e naquela quantidade não foram montados para uns simples milhares. Basta voltar ao Edwin Black e à IBM.

ml disse...

Ando a dar-lhe pouca atenção, é? Pode ficar descansado, considero-o um atrasado mental tão grande como os outros.

Oliveirinha, sempre eloquente e muito sabedor dos assuntos que discute.

O-Lidador disse...

Tenho estado a acomnpanhar esta discussão.
O Luis Oliveira está na posição de quem tenta mostrar a um pedregulho que uma cadeira é uma cadeira.
O ml, está a surpreender-me, porque, defrontando a mesma blindagem dos pedregulhos, argumenta tb com alguma lógica, se bem que com a mesma ineficácia.
Tanto o Luis como o ML, nas suas respostas, detectaram algumas das falácias da paranóia conspiracionista.
O Luis diz que é uma questão de fé...o ml conclui que os pedregulhos se citam uns aos outros, procurando credibilidade neste raciocínio de pescadinha de rabo na boca.

O Diogo, pedregulho A, quando incapaz de argumentar, limita-se a repetir os "factóides", os estribilhos e os slogans. Os pedergulhos mais primários, incapazes de integrar a informação na sua crença dogmática, ignoram-na pura e simplesmente e repem os mesmos mantras.

O xatoo, pedregulho B, enerva-se e desata logo ao peido e coice, como se isso desse alguma solidez aos seus "argumentos".

O episódio do Cole, é uma falácia típica.~
Se ele diz uma coisa que agrada aos pedregulhos, está provada a tramóia judaica.
Se posteriormente se demarca da parvoeira conspiratória que o toma como oráculo, isso só prova que foi pressionado pelos “maus”, o que prova também a tramóia.
Ou seja, estamos num mundo paradoxal em que tudo prova a conspiração. Se Cole diz que sim, prova que há conspiração. Se Cole diz que não, prova também que há conspiração.
Isto não é racional, mas, como disse o Luis, não é de razão que se trata.
As “conclusões” das teorias da conspiração não decorrem dos factos, mas, pelo contrário são prévias a eles.
No fundo os pedregulhos sofrem de dissonância cognitiva.
Estão de tal modo comprometidos com uma determinada narrativa, que quando surgem factos que ela não enquadra, resolvem a dissonância do modo mais fácil: recusando-os.

Não importa o que diz a esmagadora maioria dos historiadores, mesmo gigantes como Ferguson.
Fazem parte da conspiração. O irredutível xatoo sabe muito mais. Foi lá ao terreno, esmiuçou as ruínas, fez análises, fotografou, calculou, sujou as mãos, suou a camisola, ouviu, observou, investigou, mediu, comparou, e é por isso que tem a certeza que toda esta malta está metida na tramóia, incluindo o ml, o luis, eu, a IBM, a sapataria Cunha e o imperador dos abexins.

Nestes casos os pedregulhos limitam-se a alargar o universo dos maus e arrumam a questão decretando que qualquer pessoa que diga ou prove coisas que contradigam a sua tese, está a mentir, ou porque foi ameaçado, ou porque foi pago, ou porque é ignorante, ou porque é de Oxford.
A tese conspiracionista torna-se pois irrefutável. Nenhum facto a poderá beliscar. É uma religião ou ideologia.

Por detrás das teses destes pedregulhos escondem-se as mais básicas taras da psique humana: a ignorância, a crendice, a charlatanice, a irracionalidade, o ódio ideológico, a má-fé, a inelutável tendência para o misticismo e a facilidade com que se descamba no absurdo.

Perante isto só podemos encolher os ombros e louvar as maravilhas do negacionismo e da degradação intelectual.

E reler talvez “O último cabalista de Lisboa”, para perceber como a turba reage quando acicatada pelos “dominicanos “ de serviço.


prpreender-me

PintoRibeiro disse...

Prima!

BRASILEIRO disse...

PORTUGAS SUJOS NAZISTAS;VC ROUBRAM O BRAZIL

augustoM disse...

Texto longo, mas por necessidade, ou a compreensão fica incompleta. É a história da História, ou seja, o que não conhecemos da História. Um dia também irei fazer um post mas a apresentar os motivos que levaram os japoneses a decidirem-se pela guerra. Não custa nada a aceitar os factos, quando nós sabemos da auto segregação em relação aos outros cidadãos do mesmo país. São, aliás sempre foram, uma espécie de estado dentro do Estado. Na sua diáspora, nunca conseguiram implantar-se pelos meios habituais, a posse da terra, só lhes sendo permitido o desempenho comercial. É neste que tem origem o poder económico, arma que utilizavam para porem os Estados na sua dependência, para evitarem a expulsão. Com o tempo, o domínio económico do Mundo é deles. O objectivo do povo “sem terra” foi criar uma nação virtual composta por todas as nações, onde o poder era exercido pelo dinheiro. Tudo o resto, são os meandros da execução do plano.
Um abraço. Augusto

O-Lidador disse...

Apenas uma achega.
O judeu Marcel Marceau, mimo francês, a quem o mundo presta hoje homenagem,escapou à deportação e lutou contra os nazis.
O seu pai morreu em Auschwitz.
POrque era judeu....

Ou terá ido para lá para se suicidar, segundo a "tese" dos pedregulhos?

luis oliveira disse...

[Ou terá ido para lá para se suicidar, segundo a "tese" dos pedregulhos]

Acho que ele precisava de uma cirurgia complicada e por isso escolheu o hospital de Auschwitz, por ser o melhor.

p.porto disse...

Há uma lenda em que um mendigo criou a 'sopa de pedra'. Metia tudo numa penela, começando por uma pedra.

O anti-semitismo de hoje criou uma 'sopa de pedras'; mete na mesma panela islamistas, neo-nazis, revisionistas (o fundamentalismo anti-judaico por excelência) e ainda a orfandade marxista

Por detrás do ódio ao judeu e a Israel está ainda um outro ódio, talvez mais profundo: o ódio à América e aos seus valores de Liberdade.

Anónimo disse...

from: http://www.whatreallyhappened.com/letters/

"I have never seen an article telling us why denying the Holocaust is such a threat to Israel and Jews in general. So I will take a stab at it.

If there was not really a Holocaust, then Israel should not have been created by the UN in order to compensate the Jews, at the expense of the Palestinians. Thus, if the Holocaust never happened, Israel should not have existed."

The other critical part of the Holocaust story is that 6 million Jews and only 6 million must have died in the holocaust (holocaust means burnt offering). According to the Talmud a "6 million burnt offering" (note that the crematorium is a huge part of the Holocaust story) must be made for the Jews to return to the holy land. “You shall return minus six million”

So if it turned out that 10,000 Jews died in the camps or 5.5 million, it would mean that a "6 million burnt offering" was not made and the Jews would not be allowed to return to the "promised land". That is why questioning the numbers is such a huge threat to the Zionists, the Jews themselves are not allowed to live in Israel This explains why in addition to claims of 6 million dying in the Holocaust at the end of WW2, there were claims of 6 million Jews dying at the end of WW1, when they first tried to take Palestinian land.

“The successive blows of contending armies have all but broken the back of European Jewry," he said, "and have reduced to tragically unbelievable poverty, starvation and disease about 6,000,000 souls, or half the Jewish population of the earth.

"The Jewish people throughout Eastern Europe, by sheer accident of geography, have suffered more from the war than any other element of the population." "The Sad Plight Of Jews" -NY Times 11/12/1919

When one looks at the facts such as the World Almanac and studying the camp records it becomes clear that the Zionists "6 million" claim is questionable.

.The World Almanac in 1938 said that the world Jewish population is at 15,748,091, after the war, the World Almanac in 1949 put the World Jewish Population at 15,713,638. If 6 million Jews died during the war why is this not reflected in the numbers?

According to Albert de Cocatrix, director of the International Red Cross tracing service, in all concentration camps, (all causes deaths) there was only a total of 357,190 deaths recorded. In 1990 plaques at Auschwitz changed from 4 million dead to 1.5 million.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

muitas verdades deveriam vir a tona todo o mundo deveria saber o que realmente aconteçeu 6 milhoes de judeus ,isto e balela conversa pra boi dormir mentira total ,querem se passar de coitadinhos ,nao passam de porcos,deveriam ser todos exterminados junto com os americanos de merda que os protegem por interesse financeiro o povo tem que saber a verdade sobre esta raça suja e maldita que sao estes judeus

Anónimo disse...

Viva o nazismo Viva o nazismo,hitler deveria e deve ganhar uma medalha de honra e por prestar bons serviços a humanidade ,por tentar limpar o mundo da escoria dos porcos nocivos que sao os judeus ,judeu nasçe pelo cu sao cagados,e estes merdas estao espalhados pelo mundo como um cançer ,vamos nos unir enquanto e tempo,vamos matar todos estes lixos,e estes merdas que os defendem

Anónimo disse...

Então a Noite dos Cristais Quebrados foi uma consequência dos boicotes dos sionistas à economia alemã, faz sentido. Por ai se vê que há um erro crasso sendo cometido no ensino da história, pois se mostra que o ódio dos alemães aos judeus era gratuito, quando na verdade não era! Os judeus não só não tinham muita preponderância econômica dentro da Alemanha como externamente procuravam dinamitar a economia alemã. Então a Noite dos Cristais Quebrados, em que pese o absurdo do vandalismo e da violência, decorreu de motivos muito justificáveis.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

Quando se diz que nunca houve um plano sistemático de extermínio de judeus não se quer dizer que nenhum judeu morreu, que não havia câmaras de gás, que nenhum judeu foi assassinado por nazistas ou que o que se conhece como "holocausto" não tenha sido um crime reprovável. O que se quer dizer é simplesmente isto: "não houve um plano sistemático de extermínio aos judeus", o que significa que os judeus foram postos em campos, forçados a trabalhar e possivelmente alguns deles mortos quando não estavam mais aptos ao trabalho, mas nunca houve DELIBERADAMENTE uma vontade de se exterminar TODOS os judeus da Alemanha, ou da Europa, ou do mundo.

Grande parte desses judeus provavelmente morreu em decorrência da fome ou de doenças, o que se tornou ainda mais grave após os bombardeios empreendidos contra as linhas de ferro alemãs que se incumbiam de fornecer medicamentos e comida aos campos.

O número de "6 milhões" também é extremamente questionável.

Eduardo Ananias disse...

A farsa do holocausto judaico foi a mais rentável da história humana, além da bilionária indenização imposta a Alemanha, ainda "herdaram o estado de Israel.Os verdadeiros hebreus são negros, postei recentemente um documentário no youtube que prova incontestavelmente que não só os hebreus são negros, mas também o Criador e o Messias: HEBREUS NEGROS O VERDADEIRO POVO ESCOLHIDO PARTE I

Luci Helena Silva Martins disse...

Pelo q entendi, anexo ao campo de Auschwitz - de extermínio - havia vários campos. Levi fala de 40, de trabalho forçado para onde iam os selecionados que podiam trabalhar e escaparam iniciamelmente dos fornos. Foi onde ficou Levi em Monowitz. Tinha cerca de 10 mil homens e lá ficava a enfermaria para trabalhadores ainda reaproveitaveis e úteis. Depois que os nazis debandaram é que esses prisioneiros foram para o campo maior de Auschwitz. Eram parcamente alimentadosdes extremamente maltratados e na enfermaria sofriam tb as terríveis seleções. Levi, Arendt, o documentário Shoah e outras fontes demonstram a veracidade do extermínio em massa. Não concordo que seja questão de fé. É verdade factual e deve ser por isso q Levi sucumbiu em 1987 ou 88, por ver tanto revisionismo sem noção. Caso interesse leia tb de Levi A trégua (sobre o retorno para casa) e o Sistema Periódico. abs.