Terça-feira, Junho 03, 2008

Como se lança um concurso para um TGV no valor de 1.450 milhões de euros no começo de um Europeu de Futebol

Enquanto as televisões apontam as suas câmaras para a carreira da selecção nacional de futebol no Euro 2008, o governo aproveita para lançar elefantes brancos abjectamente dispendiosos e inúteis que vão endividar o país por gerações:



Media Manipulation (Wikipedia):

Manipulação Mediática consiste num tipo de relações públicas no qual os políticos criam uma imagem ou uma argumentação que favorece os seus interesses particulares. Tais tácticas incluem o uso de falácias lógicas e técnicas de propaganda, e envolvem muitas vezes a supressão de informação ou pontos de vista, induzindo outras pessoas ou grupos de pessoas a parar de ouvir determinados argumentos, ou simplesmente desviando-lhes a atenção para outro lado.

Desvio de atenções graças a um acontecimento especial (Distraction by phenomenon): é uma estratégia arriscada mas efectiva pela qual o público pode ser distraído por longos períodos de um assunto importante por outro assunto que ocupa mais tempo nos meios de comunicação. Quando a estratégia resulta, pode-se ter uma guerra ou outro evento mediático desviando a atenção de comportamentos reprováveis ou de menor honestidade por parte dos líderes.





Miguel Sousa Tavares (Expresso 07/01/2006)

«Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos [Ota e TGV], [...] os empresários de obras públicas e os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. O grande dinheiro agradece e aproveita.»

«Lá dentro, no «inner circle» do poder - político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre.»
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Segunda-feira, Maio 19, 2008

Pacheco Pereira - A relevância do Terrorismo na imensa irrelevância mediática



Ut humiliter opinor

Pacheco Pereira: «Algures, perto de si, acabará por explodir uma bomba, flutuar uma doença, fluir um veneno


Excerto de um artigo de José Pacheco Pereira no Blogue Abrupto e no jornal Público - 17 de Maio de 2008:

FUTEBOL, FUTEBOL,
FUTEBOL
, FUMEI, PEQUEI, VOU DEIXAR DE FUMAR, FUTEBOL, ESMERALDA ENTRE O PAI AFECTIVO E O PAI BIOLÓGICO, FUTEBOL, FUTEBOL, DIRECTO DO ACIDENTE NA A1 QUE PROVOCOU TRÊS FERIDOS, FUTEBOL, OS PAIS DA PEQUENA MADDIE, FUTEBOL, FUTEBOL, TENHO UM CANCRO - TIVE UM CANCRO - VOU TER UM CANCRO, FUTEBOL, FUTEBOL, FUTEBOL, FUTEBOL, FUTEBOL, FUTEBOL
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«Este título podia continuar por todas as páginas do Público. Se o Público fosse feito como um "noticiário" televisivo, o que felizmente não é, todas as suas páginas seriam variantes disto, com mais de mil futebóis e mais crimes, doenças e acidentes. Na página 15, haveria uma pequena coluna com os números trágicos da nossa economia; na página 24, uma faixa minúscula, como a publicidade mais barata, num fundo de página, diria que morreram na China 50.000 pessoas num terramoto; na página 40, perdida numa notícia de página inteira de um treino do Vitória de Guimarães (…)»

«(…) O sítio do noticiário político são os programas de humor, o sítio de "sociedade" são os programas da manhã e os do jet set, o sítio da economia é o Preço Certo (…).»

«(…) [Isto] É um sinal de descontrolo cívico, de atraso político e social, de retrocesso da nossa democracia e da nossa vida pública. Não é só na economia que estamos a andar par atrás, é na cabeça. A cultura da irrelevância está a crescer exponencialmente e todos já esperam que o mesmo aconteça nos próximos meses, em que mais uma vez o país vai parar porque há um Campeonato.»

«(…) Mas não é só as vezes em que directos do futebol são o telejornal, é que durante três, quatro dias não nos conseguimos ver livres daquilo. Até aparecer outro directo mais saboroso, temos que assistir a "noticiários" que repetem ad nauseam as mesmas imagens, as mesmas declarações, seguidas por milhões de palavras "escalpelizando" os "factos", em tudo o que é programa de actualidade pela noite fora. O circo está montado na nossa cabeça e nele fazemos o papel do urso amestrado ou dos macaquinhos. Nem sequer o do palhaço pobre.»

«Mas não é só o futebol, é tudo o resto. É o mundo das telenovelas, com o seu sangue, suor e lágrimas, transformado em "casos", o caso Maddie, uma coisa abstracta e virtual, sem corpo real, já sem a violência do crime, já transformado numa soap opera de plástico, o caso Esmeralda, uma competição absurda à volta de uma menina imaterial, tão abstracta e morta na virtualidade como a "pequena Maddie" (…)»

«A cultura da irrelevância está impante como nunca, espectáculo e pathos brilham no sítio que anteriormente ainda era frequentado, de vez em quando, pela razão, pelo bom senso, pela virtude. Esta é, obviamente, a melhor comunicação social, a melhor televisão para os governos, e o actual cuida bem que não lhe falte dinheiro para as suas quinhentas horas de futebol. Compreende-se: a bola não pensa, é para ser chutada



Queixa-se, com razão, Pacheco Pereira, da total irrelevância da "informação" que nos é facultada pelos media: Futebol, a pequena Esmeralda, Futebol, fumei no avião, Futebol, a pequena Maddie, Futebol, acidente na A1, Futebol, Futebol e Futebol.

Mas, nesta lista, Pacheco esquece um tópico recente que nos tem sido martelado até à medula nos últimos sete anos: o Terrorismo. Eis as parangonas diárias nos jornais e televisões:

«20 Jan 2008 ... José Sócrates admite que ameaça terrorista é para levar a sério».

«A Comissão Executiva da União Europeia aconselhou o aumento do controle nos aeroportos, após o alarme de atentados terroristas em voos entre a Inglaterra».

«As autoridades suíças e austríacas estão sob alerta perante a ameaça de eventuais atentados terroristas durante o Euro 2008».

«11 Jan 2008 ... Os controladores aéreos portugueses interceptaram uma conversa onde foi detectada uma ameaça terrorista contra a Torre Eiffel».

«09 de Fevereiro de 2007 - Portimão debate impacto da ameaça terrorista no turismo».

Et Cetera...


Embora Pacheco Pereira tenha cuidadosamente evitado referir a lavagem cerebral «terrorista», que é diariamente notícia de primeira página dos jornais e televisões, Pacheco abraça-a com paixão e martela-a com o mesmo entusiasmo de um jornalista imberme ao escrever um artigo de página inteira sobre um treino do Vitória de Guimarães.

Excerto de um texto de Pacheco Pereira sobre a ameaça terrorista no seu blogue Abrupto - 15/7/2005:

«Algures, perto de si, acabará por explodir uma bomba, flutuar uma doença, fluir um veneno

«É por isso que não basta bater no peito e dizer que “somos todos londrinos” e na volta da esquina já estar a discutir as tenebrosas propostas do Sr. Blair para limitar direitos de privacidade das mensagens porque isso facilita a vida aos terroristas. Na volta da memória, escarnecer o Patriot Act, essa “fascização da América” como já lhe ouvi falar, atacada por tudo que é burocracia bruxelense e suas extensões nacionais, como se, sobre a dupla pressão dos autocarros que explodem, e da insegurança popular, não se tenha também que ir por aí, com a prudência e as cautelas que as democracias têm que ter por tal caminho.»

«É também por isso que poucas vezes como nos dias de hoje se vê o grau de demissão do pensamento ocidental como nestes momentos. Mário Soares é entre nós o principal “justificador”, introduzindo com displicência, dele, e complacência de muitos, todos os temas dessa culpa auto-punitiva e demissionista.»

«As únicas explicações que me interessavam, as únicas “causas” que eu queria perceber, eram aquelas que me permitiam derrotá-lo funcionalmente, as que eram instrumentais para acabar com ele e com os seus

«É importante perceber que, mesmo nas questões onde o meu pensamento lhe admitia “razão”, essa razão só pode ser defrontada depois da eliminação dele - válido para Hitler, ou Estaline, ou Bin Laden.»

«Voltemos à questão da guerra. Eu bem sei que há quem ache que não está em guerra, e que a expressão “guerra” para caracterizar o que se está passar é enganadora. Talvez valha a pena discutir a terminologia, porque ela tem claras desadequações, como aliás, o quadro legal no direito internacional da guerra, para defrontar este tipo de combate. Mas a mim não me choca chamar guerra a um conflito que tem as características de ser global, da Indonésia, à Índia, á China, às antigas republicas soviéticas da Ásia Central, da Europa toda, aos EUA, que tem objectivos “não negociáveis” por incompatibilidade total de visões do mundo culturais e civilizacionais

«Acima de tudo, não compreendo porque razão um terrorismo apocalíptico, que tenta por todos os meios ter as armas mais pesadas, nucleares, químicas e bacteriológicas, para garantir o seu Armagedão sacrificial, que tem como objectivo a guerra total, ou seja a aniquilação de milhões dos seus adversários, haja os meios para isso, não tem que ser combatido com tudo o que tenho à mão: tropas, polícias, agentes de informações, à dentada diria um velho inglês da Home Guard, daqueles que esperava a invasão da sua ilha e achava que sempre podia levar um “boche” consigo. E aí o “não se limpam armas”, é de um simplicidade brutal. Ou nós ou eles


O que Pacheco Pereira critica na cultura da irrelevância jornalística, não critica na cultura da propaganda. E esta propaganda, arquitectada para justificar guerras genocidas pelo controlo do petróleo e coarctar direitos civis, é infinitamente mais maligna do que uma entrevista de três páginas ao treinador do Trofense. Porque, na realidade, os títulos dos nossos meios de comunicação assemelham-se mais a isto:

FUTEBOL, TERRORISMO,
FUTEBOL, FUMEI, PEQUEI, VOU DEIXAR DE FUMAR, AMEAÇA TERRORISTA, ESMERALDA ENTRE O PAI AFECTIVO E O PAI BIOLÓGICO, BIN LADEN, FUTEBOL, DIRECTO DO ACIDENTE NA A1 QUE PROVOCOU TRÊS FERIDOS, AL ZAWIRI, OS PAIS DA PEQUENA MADDIE, FUTEBOL, ATENTADO TERRORISTA, TENHO UM CANCRO - TIVE UM CANCRO - VOU TER UM CANCRO, FUTEBOL, BOMBISTA SUICIDA, FUTEBOL, ISLAMOFASCISMO, FUTEBOL, TERRORISMO
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É compreensível. Para Pacheco o terrorismo não é para ser pensado, é para ser entranhado. Nem que seja «à dentada»!
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Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Os Protolos dos Sábios de Sião - atentados e terror

Woodrow Wilson (Presidente EUA - 1856/1924) - In The New Freedom (1913)

«Uma grande nação industrial é controlada pelo seu sistema de crédito. O nosso sistema de crédito está concentrado. O crescimento da Nação e de todas as nossas actividades está nas mãos de meia dúzia de homens. Tornámo-nos num dos mais mal governados, num dos mais completamente controlado e dominado Governo no mundo – não mais um Governo de liberdade de opinião, não mais um Governo pela convicção e pelo voto da maioria, mas um Governo pela opinião e intimidação de um pequeno grupo de homens dominantes

«Desde que eu entrei para apolítica, tenho tido principalmente opiniões de homens que me são segredadas privadamente. Alguns dos maiores homens nos Estados Unidos, no campo de comércio e da manufactura estão com medo de alguém, estão com medo de alguma coisa. Eles sabem que existe um poder algures tão organizado, tão subtil, tão vigilante, tão integrado, tão completo, tão penetrante, que preferem sussurrar quando o condenam


Protocolos - frases da última parte do Capítulo VII:

- A qualquer oposição, deveremos estar em condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar criar-nos embaraços.


- E, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos repeli-los por meio duma guerra geral.

- O mais seguro caminho do êxito em política é o segredo de todas as empresas (e intenções); a palavra do diplomata não deve nunca concordar com seus actos!



- Devemos obrigar os governos cristãos a obrar de acordo com este plano, que amplamente concebemos e que já está chegando à sua meta.

- A opinião pública ajudar-nos-á, essa opinião pública que o «grande poder» e a imprensa, secretamente já puseram nas nossas mãos.



- Com efeito, salvo poucas excepções, sem importância, a imprensa está toda na nossa dependência.

- Numa palavra, para resumir nosso sistema de coação dos governos cristãos da Europa, faremos ver a nossa força por meio de atentados, isto é, pelo terror.



- A todos, se todos se revoltarem contra nós, responderemos com os canhões americanos, russos, chineses e japoneses.

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Segunda-feira, Outubro 29, 2007

Os Media, a Política e a Internet

Em 1983, cinquenta corporações controlavam a grande maioria de todos os Media nos Estados Unidos. Nessa altura Ben Bagdikian foi chamado “alarmista” por chamar a atenção para este facto no seu livro, The Media Monopoly [O Monopólio dos Media]. Na quarta edição do seu livro, publicada em 1992, Bagdikian escreveu "Nos Estados Unidos, menos de duas dúzias destes monstros extraordinários possuem e operam 90% dos mass media" – controlando quase todos os jornais americanos, revistas, televisões e estações de rádio, livros, discos, filmes, vídeos, agências noticiosas e agências de imagens.

Ben Bagdikian previu que com o tempo este número diminuiria para cerca de meia dúzia de companhias. Isto foi recebido com cepticismo na altura. Quando a sexta edição do The Media Monopoly foi publicado em 2000, o número tinha caído para seis. Desde então, tem havido ainda mais fusões (…). Em 2004 no revisto e aumentado livro de Bagdikian, The New Media Monopoly, o autor refere que apenas cinco enormes corporaçõesa Time Warner, a Disney, a News Corporation de Murdoch, a Bertelsmann da Alemanha, e a Viacom (outrora CBS)controlam agora a maior parte da indústria dos media nos Estados Unidos.

Evolução do número de corporações (de 1993 até 2004) que controlam a maioria dos Media norte-americanos - jornais, revistas, televisões e rádios, livros, música, filmes, vídeos, agências noticiosas, agências de imagens:



Luiz Brito Garcia, professor venezuelano - "Os meios de comunicação têm donos. A informação tem proprietários. Existem latifúndios, monopólios, impérios mediáticos. A propriedade ilimitada da informação de uns pressupõe a ilimitada desinformação de todos. Somente há comunicação entre iguais".


Daniel Oliveira - Jornal Expresso - 27/10/2007

(...) A fuga de leitores e espectadores da imprensa e da televisão para blogues e documentários resulta do mesmo cansaço: de tanto querer entreter, o jornalismo já só se consegue repetir.

Em todo o mundo milhares de pessoas com uma câmara na mão e milhões de «bloggers» nos seus computadores mostram-nos uma realidade muitíssimo mais variada, profunda e contraditória do que encontramos nas salas de cinema e em frente à televisão. Seja para falar de política ou de qualquer outra coisa. Uns são excelentes outros são péssimos. Mas é nesta ‘rede’ que podemos hoje encontrar a mais impressionante resposta à ética do entretenimento. É cíclico: quando a anestesia parece geral há sempre uma reacção.


Internet próxima da TV no horário nobre

Portugal diário - 2007/10/22

Um inquérito realizado em seis países europeus revelou que 67 por cento dos cidadãos laboralmente activos consultam a Internet durante o chamado horário nobre. Este número aproxima-se da televisão, que lidera, com 75 por cento.

Segundo noticia a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, o estudo feito pela OPA Europa - uma organização que integra marcas líderes na web -, revela um enorme aumento da utilização da Internet no prime time (das 20:00 às 23:00, na hora portuguesa), já que nos últimos três anos cresceu 23 por cento.

Mais significativos são os números relativos à parte da manhã, em que Internet lidera desde 2004, com perto de 84 por cento das pessoas entrevistadas a dizerem consultar a rede durante esse período.


Comentário:

Como diz, e bem, o professor venezuelano Luiz Brito Garcia: os meios de comunicação têm donos. A informação tem proprietários. Existem latifúndios, monopólios, impérios mediáticos. A propriedade ilimitada da informação de uns pressupõe a ilimitada desinformação de todos. Somente há comunicação entre iguais.

Com o advento da Internet a "comunicação entre iguais" tem vindo a crescer de forma sustentada e exponencial. A «informação privada» e a «desinformação ilimitada de todos» está a ser crescentemente curto-circuitada pela Internet.

Os «jornalistas», os nossos representantes mediáticos (funcionários dos monopólios da informação), especialistas na omissão, na distorção, na mentira, no exagero, na inexatidão, na subjectividade, na fabricação e na manipulação das «notícias», que nos fazem chegar via «mass media», estão a ser consistentemente substituídos pela informação directa, «boca-a-boca», peer-to-peer, via Internet – informação imensamente mais autêntica, que não passa pelo crivo deturpador dos latifúndiários mediáticos.

Esta revolução nos Media está também a chegar à política. As palavras de Luiz Brito Garcia aplicam-se textualmente ao poder político: "Os partidos políticos têm donos. O poder político tem proprietários. Existem latifúndios, monopólios, impérios políticos. A propriedade ilimitada do poder de uns pressupõe a ilimitada sujeição de todos. Somente há democracia entre iguais".

Já se começou timidamente com as petições online. Os temas políticos já são discutidos entre muitos milhares de cidadãos em fóruns e Blogs. Não faltará muito para que a decisão política seja tomada na base da democracia directa. Os «representantes políticos eleitos», meros funcionários dos monopólios do poder, bem podem começar a fazer as malas.


DIRECT DEMOCRACY AND THE INTERNET - Dick Morris

"The Internet offers a potential for direct democracy so profound that it may well transform not only our system of politics but also our very form of government."

"A internet oferece um potencial tão profundo para a democracia directa que pode muito bem transformar-se não apenas no nosso sistema político mas igualmente no nosso sistema de governo".
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