Enquanto Cristo expulsou os (banqueiros) agiotas do Templo a golpes de chicote, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apela ao civismo, à não-violência, à mansidão das palavras de ordem, à inocuidade dos cartazes, ao embalar das canções de protesto, à inércia...
Exemplo da constante atitude pacificadora de Arménio Carlos (da CGTP): "Esta manifestação será o momento alto da democracia e de civismo que revela o descontentamento popular. Não é apenas um protesto, serve também para propor alternativas às políticas que estão a ser impostas por este Governo."
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Que bonito, vê-los assim todos de mãos dadas, trabalhando em uníssono com um objectivo comum! Uns, transferindo diretamente a riqueza das populações para os cofres dos banqueiros. Outros, simulando uma oposição tenazmente cerrada mas eternamente inócua. Outros, ainda, organizando manifestações redentoras que funcionam como válvula de escape à legítima ira dos espoliados.
Todos sabem que a União Geral dos Trabalhadores - UGT foi fundada pelo PS e pelo PSD (PPD), e a estes presta vassalagem.
E todos sabem que a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN) - está nas mãos do Comunista Português (e, em parte, do Bloco de Esquerda). Se o objectivo da CGTP tem sido a tranquilização e o apaziguamento dos cidadãos (face ao holocausto económico e social que a estes tem sido imposto), qual deverá ser a reacção dos portugueses em relação a estes movimentos sindicais e às suas «iniciativas de "luta"»?
E que dizer do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda? Farão eles o papel de "esquerdistas" desta comédia (trágica para milhões) que constitui a "Política de Ajustamento"?
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Contra o holocausto social levado a cabo pelo Grande Dinheiro e respectivos lacaios, as manifestações pacíficas têm-se revelado todas completamente inúteis.
Enquanto isso, banqueiros, políticos, donos e gestores de empresas que vivem pendurados dos favores do Estado), e comentadores a soldo riem de ESCÁRNIO e comprovam: "Eles aguentam, ai aguentam, aguentam"!
Enquanto isso, banqueiros, políticos, donos e gestores de empresas que vivem pendurados dos favores do Estado), e comentadores a soldo riem de ESCÁRNIO e comprovam: "Eles aguentam, ai aguentam, aguentam"!
Imagem 1: A expectante caminhada para a manifestação: muitos milhares de pessoas, convocados pela «CGTP–Intersindical», dirigem-se ao centro de Lisboa, empunhando cartazes, faixas e gritando palavras de ordem contra a política de austeridade do governo:
Imagem 2 - A manifestação e os discursos - "O povo está a demonstrar que luta hoje pelo presente e para salvaguardar o futuro das próximas gerações"; "Temos o Terreiro do Paço transformado em Terreiro do Povo"; "A luta do povo é determinante para levar o Governo a abandonar esta política"; "Jamais nos renderemos à política de exploração que condena Portugal ao fracasso"; "É urgente acabar com este Governo antes que ele acabe com o país", etc. A possibilidade de uma greve geral é posta em cima da mesa. Canta-se a «Grândola Vila Morena», a «Internacional», e, por fim, o «Hino Nacional»:
Imagem 3 - A desconsolada recolha a casa. Finda a "Grande Jornada de Luta", os muitos milhares de manifestantes regressam a casa, levando consigo um profundo sentimento de impotência e desesperança. A maioria questiona-se: Então, é apenas isto? Será que não é possível fazer mais nada?:
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A FRUSTRAÇÃO TOTAL E O VAZIO ABSOLUTO!
