quarta-feira, abril 14, 2010

A diferença entre e o tratamento «por tu» ou «por você» não é apenas uma questão de familiaridade ou de status social


[Momento de humor enviado por um amigo]


Um empresário decidiu contratar a recibos verdes um jovem licenciado para a sua empresa a quem estipulou pagar o salário mínimo.

O novo empregado, de nome Jorge, trabalhava diariamente das oito da manhã até altas horas da noite, alimentando-se apenas com sandes e bolachas. Jorge era um informático brilhante, um contabilista talentoso, tinha razoáveis conhecimentos de direito, sabia negociar as melhores condições com os fornecedores e angariava regularmente bons clientes para a empresa.

Impressionado com tal performance e não querendo perder um funcionário tão dotado, o empresário decidiu passá-lo a efectivo, passando a pagar-lhe 800 euros mensais.

Pouco tempo depois, o jovem, embora mantivesse o ritmo de trabalho anterior, começou a ausentar-se ao meio-dia e a regressar por volta das duas da tarde.

Intrigado e ligeiramente preocupado, o empresário decidiu contratar um detective e disse-lhe:

- Quero que siga o Sr. Jorge à hora de almoço, durante uma semana, e me diga o que é que ele faz durante essas duas horas.

Passada uma semana, o detective veio relatar ao empresário o que descobrira:

- O Sr. Jorge sai normalmente ao meio-dia, pega no seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes charutos e regressa ao trabalho por volta das duas.

Diz o empresário:

- Ah, bom, antes assim. Não vejo nada de mal nisso.

O detective pergunta-lhe:

- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?

- Sim, claro, - respondeu o empresário surpreendido!

- Então vou repetir: o Sr. Jorge sai normalmente ao meio-dia, pega no teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes charutos e regressa ao trabalho por volta das duas.
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6 comentários:

Helena Simões disse...

A língua portuguesa, quando tratada por tu, é traiçoeira.

Cássio disse...

Ótimo!!! : )

Daniel Santos disse...

Excelente.

Carlos disse...

Moral da história.
A língua portuguesa é encantadora e a esposa do empresário, tem muito mais alma para o negócio...

Zorze disse...

Diogo,

Já conhecia esta, é muito boa.
Por outro lado acho uma estupidez esta distinção que a nossa língua cria.

Abraço,
Zorze

Kruzes Kanhoto disse...

Isso é o que merecem os "empresários" que pagam essas fortunas...