quinta-feira, outubro 25, 2012

Os Ladrões do Poder e os pilha-galinhas – ontem, tal como hoje...


Padre António Vieira


Padre António Vieira - Sermão do Bom Ladrão

"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.

Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.

Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."


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Santo Agostinho


SANTO AGOSTINHO (1991) A CIDADE DE DEUS, Vol I. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. (Livro IV, Cap IV: p.383)

«Afastada a justiça, que são, na verdade, os reinos senão grandes quadrilhas de ladrões? Que é que são, na verdade, as quadrilhas de ladrões senão pequenos reinos? Estas são bandos de gente que se submete ao comando de um chefe, que se vincula por um pacto social e reparte a presa segundo a lei por ela aceite. Se este mal for engrossando pela afluência de numerosos homens perdidos, a ponto de ocuparem territórios, constituírem sedes, ocuparem cidades e subjugarem povos, arroga-se então abertamente o título de reino, título que lhe confere aos olhos de todos, não a renúncia à cupidez, mas a garantia da impunidade.

Foi o que com finura e verdade respondeu a Alexandre Magno certo pirata que tinha sido aprisionado. De facto, quando o rei perguntou ao homem o que lhe parecia isso de infestar os mares, respondeu ele com franca audácia: " O mesmo que a ti parece isso de infestar todo o mundo; mas a mim, porque o faço com um pequeno navio, chamam-me ladrão; e a ti, porque o fazes com uma grande armada, chamam-te imperador

20 comentários:

Anónimo disse...

Do nascimento à morte o que mais conta é a classe social
04.03.2012 - 18:02 Por Catarina Gomes


Michael Marmot veio ao Portugal em crise relembrar que por cada 1% na subida da taxa de desemprego, os suicídios crescem 0,8%. A boa notícia é que descem as mortes por acidentes de viação, ironiza. Viagem ao mundo das desigualdades na saúde com muito humor negro.


Em Washington D.C. entre o mais rico dos habitantes e o mais pobre há 18 anos de diferença na esperança média de vida (Scott Olson/AFP)


Já não soa a surpreendente dizer que a esperança média de vida de uma mulher no Zimbabwe é de 42 anos e a de uma japonesa é de 80 anos, uma diferença de 38 anos, portanto. Ou que um queniano morre em média aos 47 anos e um sueco pode chegar contar aos 82, enuncia Michael Marmot, professor catedrático em Epidemiologia e Saúde Pública e director do Instituto Internacional para a Sociedade e Saúde na University College de Londres. Mas e se o universo de que falamos for antes uma das zonas mais ricas de Londres, Westminster? Isso mesmo, o sítio onde fica o Parlamento britânico "e onde vivem muitos políticos e pessoas ricas". Pois nesta área geográfica, a diferença entre o mais rico e o mais pobre dos habitantes é de 17 anos. Não é preciso, por isso, apanhar um avião para África. "Eu faço este percurso de bicicleta em cerca de 25 minutos", disse o inglês Michael Marmot, na semana passada, perante uma plateia de profissionais de saúde no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, em Lisboa.


"É um mito pensar que a Europa é uma região rica e não tem estes problemas. Há grandes desigualdades entre as pessoas, dentro dos países". E esta não é uma particularidade de Inglaterra, é possível encontrar o mesmo fenómeno, por exemplo, numa simples viagem de metro na capital norte americana, continua. Em Washington D.C. entre o mais rico dos seus habitantes e o mais pobre distam 18 anos de diferença em esperança média de vida, explicita o académico. Este tipo de desigualdades sociais que se reflectem na mortalidade e no estado de saúde das pessoas são tão transversais e tão permanentes que "até na igualitária Suécia há um estudo que mostra que há diferenças entre um detentor de um doutoramento e o de um mestrado, o doutorado tem maior esperança de vida".


A ideia de que o grupo social a que se pertence é determinante em termos de saúde é uma verdade que Michael Marmot foi encontrar no mais insuspeito dos grupos: os funcionários públicos britânicos, numa investigação que ficou famosa em Inglaterra, publicada na revista científica Lancet em 1991. Falando ao PÚBLICO após a conferência, disse que "não estamos aqui a falar de pobreza, todos eles têm emprego, casa, uma vida com alguma dignidade". Mas ainda assim encontrou maiores taxas de mortalidade entre os funcionários públicos do final da escala comparados com os do topo.
...

Sied"

N disse...

Quantos soldados cristãos não pilharam em nome de uma falsa fé e um falso deus?

Inclusive na Europa.

Não vejo qualquer moral do clero para falar disso.

Essa questão do imperador ser um ladrão em ponto grande é demasiado complexa para se pôr nesses termos e falar com essa ligeireza toda.

Os eua são um império na medida que tem bases por todo o mundo,ocupam os Países militarmente,politicamente(democracia moderna),culturalmente(cultura pop e degenerada e igualitária),e financeiramente visto que a maior parte das trocas comerciais se faz em dolares,e estes são fabricados pela federal reserve a partir do ar e sem barras de ouro com valor correspondente ao que é emitido.

As grandes instâncias financeiras do mundo,desde os famosos "mercados" aos maiores bancos,as suas administrações são tambem sionistas.

Mas se olharmos para o imperio americano não vemos o espalhar de uma civilização superior,uma espiritualidade maior,uma arquitectura mais bela,uma raça mais pura,uma ideia substancial de um projecto para o imperio que figura algo maior.

O que vemos é apenas pura ganância,degeneração,materialismo e pilhagem de outras naçõs para aumentar o seu poder,poder esse que nem é para os americanos nativos,mas sim para a clique judia que os ocupa,explora e manipula.

Tudo isto à base de um exercito controlado por uma pequena clique judia que usa seus soldados como peões descartaveis que são mortos nos atentados false flag que forem necessarios para concretizar a agenda sionista global.
Os que voltam ora são abandonados,e os que depois reflectem no que fizeram e começam a questionar o governo,ora a vida "acidentalmente" começa-lhes a correr mal ou então são envenenados e têm doenças terminais.

Se formos a olhar para a bandeira americana da liberdade essa bandeira é uma fraude na medida que o seu proprio País é ocupado,os tsa nos aeroportos são uma violação absolutamente pornográfica da privacidade das pessoas,os drones idem,as escutas e videovigilâncias ilegais idem,e até agora mandatos que foram aprovados em nome do "terrorismo" que nem precisam já sequer de um juiz para serem permitidos.

Falando na terra das oportunidade e do estado minimo,é outra bandeira falsa visto que o desemprego lá é altissimo,as desigualdades idem,e a divida absolutamente astronomica endividando quem não se endividou,mesmo que sejam bébés acabados de nascer e não tenham sequer mexido em dinheiro são já escravizados pela divida.

PEDRO LOPES disse...

Não me queria desviar do tema, mas só para acrescentar aqui outro aspecto repugnante ao que o N referiu, que é o facto de só durante este ano já se terem suicidaram mais soldados americanos do que os que morreram no Afeganistão.
Apesar de todas as condições sofisticadas não existe outro exercito no mundo onde a taxa de suicídios seja tão elevada.
E nunca ouvimos ninguém minimamente preocupado com as causas.
Cá para mim o motivo é de efeitos secundários de drogas que lhes dão e eventualmente a desmotivação de andarem pelo mundo fora a matar gente sem qualquer justificação para a soberania ou segurança dos EUA.

Em relação ao artigo, o Santo Agostinho diz verdades de facto, mas sem reinos ou estados remete-nos para uma configuração anarquista.
O Anarquismo podia funcionar mais ou menos bem antigamente, com as suas culturas e economias autónomas locais relativamente equilibradas e saudáveis.

Hoje com os meios tecnológicos que existem é muito mais fácil certos grupos de malfeitores subjugarem outros pela força, ou por vias económicas.

N disse...

Mas se comparmos o império de César,Alexandre ou Hitler a coisa é diferente.

Havia uma arquitectura mais bela,havia uma espiritualidade elevada,havia toda uma ideia que até mesmo os inimigos respeitam e até admiram a grandiosidade dessas formas imperiais.

Esses sim tinham o estatuto de imperadores,como algo transcendente e maior,algo que mostra o quanto o homem se pode e deve potenciar e como os limites e impossíveis podem ser ultrapassados.

E coincidências ou não,foram todos europeus...

Obviamente que havia a conquista de recursos aos povos invadidos,mas essa é a historia da humanidade e sempre assim será.

Para travar guerras e ter prejuízo somente pela honra da nação.

Para expandir o império obviamente tem que haver vantagens,seja a imediato prazo,curto,medio ou longo prazo.

Agora não se pode apelidar um imperador de ladrão maior com essa ligeireza.

E há um pormenor de importância magna.

Todas as formas imperiais que mencionei europeias(a romana falo antes de a mesma entrar na fase de decadência final como é obvio) a elite era de um nível superior às castas mais baixas e tentava na medida do possível ou estratégico subir o nível das castas abaixo.

No imperio americano é o contrario,a elite é de um nível inferior.
Ela não eleva o que está a abaixo dela,pelo contrário,ela degenera.

O mau gosto na arte e nas suas mais variadas expressões,a mentira e a demagogia como argumentação,a ganância e traição como comportamento,o abandonar dos seus povos que neles confiaram para os proteger e ao invés disso foram e são progressivamente apriosionados das mais variadas formas,enganados,explorados,degenerados e racialmente misturados(os danos genéticos não são recuperáveis depois de miscigenação).

E nem sequer há uma ideia substancial do imperio.

Qual a finalidade senão enriquecer uma duzia de plutocratas para os mesmos através do controle dos media enganar e manipular os povos,através da finança escravizar,e através da tecnologia e policias e militares mercenarios apriosinar os cidadãos tendo em vista uma prisão global em que servos acham que não são servos porque podem ir votar e "escolher" quem os aprisiona?

Eles não têm a grandeza que um imperio deve ter,e sim,eles podem ser chamados ladrões maiores.

Os grandes imperios carregam-se de espiritualidade maior.

Não se carregam de capitalismo liberal,ou comunismo,ideologias que visam somente a exploração dos povos e que carregam com elas um processo de involução humana.

N disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
N disse...

Quanto ao que o Sied refere as desigualdades devem existir porque só assim pode haver meritocracia,os mais fracos não podem ser mais valorizados que os mais fortes,nem os mais burros que os mais sábios,nem os mais limitados que os mais criativos e por aí adiante.

A questão não está na palavra "desigualdade".

O problema é como a desigualdade está estabelecida e em que moldes.

As desigualdades salariais são de facto pornográficas em primeiro lugar porque mesmo o trabalho mais básico deve ter um salário que permita viver com dignidade e possibilitar ter filhos.

O impedir alguem que trabalha(trabalho intelectual ou fisico,ou a soma dos dois) e que de facto acrescenta algo positico à comunidade, de viver com diginidade e de ter filhos é inaceitável do meu ponto de vista.

Isso é o resultado da ganância humana,é o resultado do exacerbado e mau individualismo,do materialismo e da falta de sentido comunitário.

Isso resulta não só do capitalismo,mas sobretudo devido à democracia que divide o povo através dos partidos e impede o mesmo de funcionar como nação e de agir como comunidade o que permitiria uma maior solidariade entre todos e um sentimento de camaradagem entre todos os cidadãos.

E depois e altamente importante é o facto de não haver sequer meritocracia nas ditas desigualdade salariais,mas pelo contrario.

O mais corrupto,o mais incompetente,o mais vulgar é o que ganha mais,porque a corrupção está de tal forma intituicionalizada que só quem não presta,não levanta ondas,se corrompe e alinha com a podridão é que alcança os melhores lugares e melhores salários.

Ou seja,vivemos numa era democratica onde não só as desigualdade salariais são absolutamente inaceitáveis e imorais como ainda não têm como justificação o facto de qualidade versus mediocridade já que de facto salvo 0.1% de exepções a elite milionária é de facto mediocre.

Expandir negocios à base de exploração laboral,à base de luvas com o poder político,e quando há perdas essas são tapadas com dinheiro dos contribuintes,isso qualquer filho da puta do mais incompetente consegue.

Fazer obra como os politicos fazem à custa de divida,a gastar o que não têm para gastar isso qualquer filho da puta consegue.

N disse...

E agora para finalizar:

Os povos para enfrentar o poder corrupto que os oprime devem se apoiar numa espiritualiade não nativa que diz para ajoelhar e dar a outra face e perdoar o imperdoável(cristianimo) ou uma espiritualidade nativa que recuse toda e qualquer forma de escravidão e ao invés de doutrinar para ajoelhar doutrina o homem é para nunca se vergar(paganismo)?

Acho que a resposta é obvia...

Anónimo disse...

http://penaeespada.blogspot.pt/2012/10/o-ouro-e-quem-mais-ordena.html

PEDRO LOPES disse...


A informação de excelência sob o selo da BBC.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=360190

Continuem a acreditar nesta gente, continuem. É tudo muito bonito, a globalização é linda, vivemos no ocidente civilizado e democrático.


Anónimo disse...

O padre António Vieira era um homem de excepção.Disse naquele tempo o que hoje ninguém diz.

Anónimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=GyA3AlHgE60

Anónimo disse...

http://eternobenfica.blogspot.pt/2012/10/era-uma-vez-um-nao-socio-que-e-hoje.html

Na politica tal como no futebol,os votos são aldrabados,os corruptos que estão no poder são traidores,mas o gado continua a seguir os mesmos,e como estes podem votar...

A pj o que tem a dizer face a isto?
Afinal tamos a falar de falsificação de documentos.

O orelhas nem sequer se pode candidatar porque não tem os 25 anos de sócio.

Anónimo disse...

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2850334&seccao=Dinheiro%20Vivo

Anónimo disse...

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wR3WihLpG0E

A fraude da democracia...

PEDRO LOPES disse...

"http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wR3WihLpG0E"

Excelente video.

O cumulo dos cúmulos é o facto de os candidatos independentes á presidência americana terem de fazer um debate numa estação de Televisão estrangeira, concretamente no Russia Today.

http://www.youtube.com/watch?v=4JkPU9eaZnI

Democracia?



PEDRO LOPES disse...


é pá, está o Paulo Morais a falar no 5 para a meia noite.
Não se pode perder uma pitada do que este Senhor diz.

PEDRO LOPES disse...

É só nos pormos na cabeça de um Deus e reflectirmos no tamanho ódio que ele não deve ter pela massa sub-humana democrática e por todo este mundo nojento,falso,materialista,feio,corrupto,estupido e ignorante...

Tens toda a razão na análise a este sistema escabroso que nos sufoca.
Mas essa massa de gente é aproveitável.
É enervante por não verem o obvio e engolir a cassete do politicamente correto.

Se vires, por exemplo, nos sites de noticias de referência quando se fala em Síria e Irão, 80% dos patetas deixam por lá umas bostas de comentários a expelir fel contra esses países, quando os EUA tem 20 e tal bases militares á volta do Irão, e quando os EUA foram os únicos que já usaram armas nucleares em todo o mundo, e que nos últimos 80 anos os EUA já invadiram ou intervieram militarmente mais de 50 países e o Irão 0.

Mas essa gente pode não ter um mau fundo. Num mundo diferente podem acordar e serem grandes homens e mulheres.

Os portugueses tem medo do que são. Mas se se libertam do medo estão ao nível dos melhores.
Olha o Mourinho!
Chegou ao berço da civilização futebolística(Inglaterra) e calou aquela gente toda sem qualquer mesquinhez, sem recorrer ao discurso fácil da humildade. Chegou e impôs-se. Cagou no politicamente correto e venceu.
Mas só pode fazer isso que tiver uma base forte por debaixo do seu ser. O Mourinho pode ser arrogante, mas outros tem de ter mais recato.

Mas eu sei que há muitos Mourinhos em Portugal.
Só que se agacham. Agacham-se porque os outros que o rodeiam os podem criticar. Por vezes para se sentirem integrados e aceites num grupos limitam-se a si próprios.
Tem receio de serem criticados e portanto comportam-se como carneiros, quando tem potencial para ser algo mais digno.

Isto só já se muda com uma certa actuação politico-económica-filosófica libertária que já se falou aqui outrora.

Thor disse...

" e quando os EUA foram os únicos que já usaram armas nucleares em todo o mundo"


por acaso, não é verdade, caro Pedro Lopes.
o Kruschev usou uma bomba atómica numa vila soviética chamada Totskoye em 1954.
era um ensaio nuclear e ele não teve qualquer remorso em acabar com a vila e todos os seus habitantes.

PEDRO LOPES disse...

"o Kruschev usou uma bomba atómica numa vila soviética chamada Totskoye em 1954."

Desconhecia esse evento obsceno. Esse tipo de testes foram também feitos nos EUA em soldados nos anos 50.
Até andam por ai uns boatos que os Americanos usaram uma no Iraque em 2003~2004.

Venha o diabo e escolha. São ambos o expoente máximo da filhadaputice.

alf disse...

Portugal é mais um Ali Baba e os quarenta ladrões em escala grande, pois deve haver por aqui uns 40 000 ladrões, que estão por todo o lado.

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