terça-feira, março 10, 2015

O embuste Syriza - ou uma forma encontrada pelo Monopólio Financeiro para serenar o crescente sentimento de rebelião das populações



Na imagem, uma criança usufruindo da sua zona de conforto depois da casa onde vivia ter sido penhorada, porque os pais, ambos desempregados, ficaram a dever 30 cêntimos ao Fisco...


Cronologia da extorsão e de uma tentativa de amansamento da população

1 - Subitamente e SIMULTANEAMENTE, em todo o Planeta, o Monopólio Banqueiro Mundial (nas mãos de meia-dúzia de indivíduos) forja uma «Crise Financeira Global». Ali, é a crise dos subprime; acolá, são os produtos tóxicos; além são as «imparidades bancárias»; algures, é a incompetência dos banqueiros; aqui é a corrupção dos banqueiros, alhures é o dinheiro que se evapora dos bancos, etc. Em suma, por uma extraordinária coincidência e pelos mais variados motivos, a «Crise Financeira Global» aconteceu em todo o lado ao mesmo tempo. Este facto é claramente indiciador de que toda a banca mundial age a uma só voz e é propriedade de uma pequena elite.




2 - Consequentemente, e para evitar um efeito dominó (ou de contágio) de cariz financeiro de consequências "catastróficas", os «representantes eleitos - políticos» de todos os países afadigaram-se em recapitalizar os bancos à custa dos respetivos contribuintes. Nunca, na história da humanidade, tantas «indústrias financeiras» receberam tanto apoio monetário de tantos pagadores de impostos...




3 - Neste esforço para aguentar a «Indústria Financeira», sem a qual (segundo a esmagadora maioria dos comentadores mediáticos) a vida económica no planeta seria insustentável, o Monopólio Financeiro Mundial criou, e falando apenas da Europa, os «Serviços da Dívida», os «Memorandos da Troika», as «Políticas de Austeridade», as «Reformas do Estado», as privatizações das empresas nacionais lucrativas, etc., etc., etc...




4 - Contudo, perante a crescente revolta das populações que, com tanto de estúpidas como de ingratas, não sabem reconhecer o esforço que a «Indústria Financeira» têm feito por elas, o Monopólio Financeiro Mundial achou por bem, e graças ao seu apoio financeiro e mediático, substituir alguns partidos do «Centrão» por partidos de «Esquerda Radical». Isto, para acalmar a ira das populações...



5 - Desta forma, a Grande Finança subsidiou e propagandeou na Grécia o partido Syriza (Coligação da Esquerda Radical ) para substituir o PASOK (o PS grego) nos partidos que formavam o Centrão grego. Em Espanha, a Grande Finança está a subsidiar e a propagandear o partido «Podemos», que já aparece como vencedor no caso de umas eleições gerais em Espanha com 27,7 % dos votos em comparação aos 26,2 % do PSOE (PS) e 20,7 % do PP (PSD).




6 - O Syriza, que antes de ter vencido as eleições, prometia partir a loiça toda - recusar o pagamento da «Dívida», rasgar o memorando da Troika, dizer não às privatizações, acabar com a Austeridade, etc. - em menos de uma semana após as eleições virou o bico ao prego e deu uma volta de 180º.




7 - O Monopólio Banqueiro Mundial, para tentar manter a aparência de veracidade da «revolução grega», deu instruções a alguns dos seus actores (melhor dizendo, lacaios) na Alemanha, em Portugal e no grego Syriza, para protagonizarem uma pequena comédia cujo guião consistiria no seguinte:



a) A Chanceler alemã, Angela Merkel, e o Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, dariam a impressão que é a Alemanha que anda a sustentar isto tudo e mostrar-se-iam irredutivelmente contra qualquer mudança de políticas não austeritárias.


b) O Primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, e a Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, mostrar-se-iam absolutamente solidários com as posições do governo alemão, reforçando que mais austeridade é o caminho certo para a prosperidade, e dando um valente puxão de orelhas ao Syriza, aos gregos em geral e a outras populações europeias pouco dadas a sair da sua zona de conforto...


c) O Primeiro-ministro grego, Aléxis Tsípras, e o seu Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, mostrar-se-iam triunfantes por terem afrontado os grandes poderes financeiros europeus e mundiais, embora sem terem conseguido qualquer resultado.


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Num futuro que se espera para breve, banqueiros (too rich to jail), políticos (too corrupt to run a country) e jornalistas-comentadores (too deceivers to inform) - but not too wet to burn,

Serão justiçados por cidadãos too tired to be austerized:


12 comentários:

Pedro Lopes disse...

O Syriza não é mais que a recriação do "Partido Socialista" Grego.

O PASOK, que antes era tipo PS cá, alternava entre governo e oposição foi completamente deitado para o caixote do lixo pelos Gregos.

O Syriza, financiado pelo bastardo globalista George Soros foi sendo levado ao colo por uma imprensa controlada para dar imagem de partido rotura com o passado e anti-sistema.

O Syriza nem é um partido, é um produto.Um produto com uma boa embalagem e destinado ao consumo de massas.

Mas ao fim de poucas semanas de governo, temos uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.

O mesmo fenómeno podemos assistir em Espanha com o "podemos".

Aliás este fenómeno não é novo.
E até o temos cá em Portugal.

Por exemplo a ascensão do BE no inicio do sec 21, veio colmatar a fuga de pessoas da extrema-esquerda, cirando um partido-produto mais atractivo e com aspecto de rebelde.
Agora como já não é "fashion" apareceram outras formações na área ocupada pelo BE.
E se repararem eles apesar de roupas novas defendem sempre as mesmas coisas. Sempre, sempre....sempre a mesma trampa.

Thor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thor disse...

direita = grande dinheiro
esquerda = grande dinheiro


única solução = Nacionalismo 'bacoco'

Pedro Lopes disse...

"única solução = Nacionalismo 'bacoco'"

Não.Nada disso!

Já viste o que era perdermos estas coisas?

http://lifestyle.sapo.pt/fama/noticias-fama/artigos/castelo-branco-processa-camarinha

Isto é a vivacidade e alegria de uma democracia madura.
Onde todos os cidadãos podem realizar os seus sonhos....

Reparem bem nesta foto:

http://lifestyle.sapo.pt/fama/noticias-fama/artigos/castelo-branco-processa-camarinha#galeria=374654&foto=7

eu julgo até que há aqui matéria para o Cabaco fazer mais umas condecorações.

Anónimo disse...

não vás ao médico não ....

João disse...

Ola Diogo

Esta telenovela cómico - trágica, FELIZMENTE, nada tem a ver com a realidade.

Para abreviar, o que os gregos pretendem e o partido ganhador tem posto em pratica é que se vai recusar a aplicar as receitas financeiras e fiscais da famosa troika.

É lógico que se vão deparar com as mais acérrimas oposições dos lacaios do capital, dos lambe botas e dos privilegiados politico - profissionais, que nunca fizeram nada na vida, nem sabem fazer.

O povo grego vai vencer.
1 abraço

Anónimo disse...

Eu, Antonio Caleari, cidadão brasileiro, declaro, para todos os efeitos legais, que, caso seja aprovada uma lei que criminalize a “negação do Holocausto” no Brasil, virei a público, no primeiro dia de vigência desta norma infame, ilegítima e inconstitucional, para me autodenunciar diante das autoridades competentes, uma vez que, resoluta e deliberadamente, incorrerei neste delito de opinião.
http://malleusholoficarum.com.br/pt_BR/index.php/autodenuncia-delito-de-opiniao/
-----------------------
Não eram árabes aqueles que assassinaram Jesus, Filho de Deus, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que promoveram e mais lucraram com a 1ªGM, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que saquearam e chacinaram o povo russo no golpe bolchevique, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que causaram a "Grande Depressão" de 1929, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que promoveram e mais lucraram com a 2ª GM, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que inventaram a bomba atômica, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que assassinaram o presidente JFK, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que espionaram e traficaram a bomba atômia à URSS, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que traficaram a bomba atômica á China, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que atacaram o navio USS Liberty, eram judeus.
Não eram árabes aqueles que praticaram o 9/11, eram judeus.

Alguém quer continuar? Ou quer contestar?

http://www.germanvictims.com/2014/09/23/it-wasnt-arabs/

Diogo disse...

Olá João,

INFELIZMENTE, o que os gregos querem e que o corrupto Syriza vai pôr em prática são duas coisa opostas. Porque este último (tal como os PSs, PSDs e CDSs) está a soldo do Grande Dinheiro.

O primeiro passo para o povo grego vencer será decapitar o «Syriza».

Abraço

Diogo disse...

Caro Antonio Caleari,

Talvez lhe interesse saber que comprei o livro Malleusholoficarum e que, para espanto meu, tem várias referências em rodapé a artigos do meu blogue.

Abraço

taawaciclos disse...

"Num futuro que se espera para breve"

O máximo que pode acontecer é as MANADAS DE ESCRAVOS OTÁRIOS matarem-se uns aos outros!

Basta ver o que fazem os otários que empataram o guito no tal do "papel comercial" do BES! Andam a invadir balcões e a dar uns zurros nas ruas e praças por aí!

Por acaso já os viste a ir à casa do Ricardo Salgado e lançarem uns cocktail molotov? Ou a do Carlos Costa?
Claro que não! Nem vais ver... Pois a MANADA só se comporta assim com os seus semelhantes!

Os DONOS fazem o que querem e os ESCRAVOS OTÁRIOS andam à pancada uns com os outros!

Abr
voza0db

Anónimo disse...

Concordo totalmente com Taawaciclos, a maior parte das pessoas bate no mensageiro e não em quem é responsável pelo conteúdo da msg.

Violência e vandalismo é sempre mau, no entanto se não conseguem evitá-la que ao menos seja bem direccionada para os criminosos responsáveis pela desgraça do país.

Carlos Sério disse...

“Desta forma, a Grande Finança subsidiou e propagandeou na Grécia o partido Syriza (Coligação da Esquerda Radical ) para substituir o PASOK (o PS grego) nos partidos que formavam o Centrão grego. Em Espanha, a Grande Finança está a subsidiar e a propagandear o partido «Podemos», que já aparece como vencedor no caso de umas eleições gerais em Espanha com 27,7 % dos votos em comparação aos 26,2 % do PSOE (PS) e 20,7 % do PP (PSD)”.
Esta visão dos fenómenos políticos e sociais que estão a acontecer na Europa parece-me deveras errada, infundada e mesmo absurda. Revela a total incompreensão do momento actual e das transformações que se estão a dar no capitalismo. Os comunistas ortodoxos e dogmáticos, não marxistas mas mecanicistas, parecem não compreender a rápida alteração do modelo social do capitalismo. Na verdade, estamos a assistir a uma mudança do modelo social gerado pelo capitalismo produtivo até aqui dominante para um novo modelo social gerado pelo domínio do capitalismo financeiro sobre o capitalismo produtivo. São dois modelos distintos. Um aceita e protege a pequena burguesia o outro aniquila a pequena burguesia, a chamada classe média (professores, médicos, administrativos, operários qualificados, pequenos comerciantes e pequenos industriais). A nova doutrina emergente deste domínio do capitalismo financeiro, o neoliberalismo, adoptada pelos governantes países do euro e as políticas que dele derivam estão a causar uma profunda alteração da sociedade.
O Syriza, tal como o Podemos em Espanha ou o nosso movimento “que se lixe a troika” (se os seus líderes se tivessem a seu tempo constituído numa formação política) que estes partidos não se afirmam por qualquer uma das ideologias convencionais. Não são socialistas, nem trabalhistas, nem liberais, nem social-democratas, nem democratas cristãos, nem comunistas. São apenas contra as medidas neoliberais, contra a austeridade sem fim. E, é por esta razão que têm vindo a ganhar uma grande expressão social e eleitoral uma vez que todos os outros partidos, quer sejam socialistas ou social-democratas que governam na união europeia, não só se demitiram de defender as populações da devastação neoliberal como alinharam na sua defesa e aplicação.
Na verdade, amplas camadas da população, professores, médicos, administrativos, operários qualificados, pequenos comerciantes e pequenos industriais, numa palavra a classe média, viu-se de um momento para outro, quando atacada nos seus rendimentos e no seu bem-estar pelas medidas neoliberais da austeridade sem fim, completamente desprotegida, sem que os partidos da área da social-democracia (socialistas e sociais-democratas) até aí seus defensores tradicionais se empenhassem em sua defesa. Ao contrário, deram-se conta que quer os partidos socialistas quer os partidos socias democratas não só ignoravam a defesa dos seus interesses como igualmente se mostravam carrascos para com eles. Ficaram sem qualquer partido que os defendesse e os representasse. Esta a razão do fulgurante aparecimento do Podemos ou do Syriza. Os partidos comunistas continuam prisioneiros no seu sectarismo e dogmatismo. Ao atacarem o Syriza ou o Podemos, sem compreenderem verdadeiramente a razão do apoio que vêm tendo da população, mais não fazem do que isolarem-se de vastos sectores das massas populares e perder a oportunidade histórica de seu apoio.