sexta-feira, outubro 09, 2015

Quadratura do Círculo ou Dueto (PS + CDS) de interesses mal-amanhados?


Quadratura do Círculo (SIC Notícias)

Jorge Coelho à esquerda e Lobo Xavier à direita

Enquanto ministro das Obras Públicas, Jorge Coelho atribuiu mais de mil milhões de euros em concessões rodoviárias a consórcios liderados pela Mota-Engil. Depois de abandonar o Governo, Jorge Coelho assumiu as funções de presidente da comissão executiva e vice-presidente do grupo Mota-Engil. Lobo Xavier, por seu turno tem ligação à Sonaecom (dona do Jornal Público e onde é gestor de topo), ao BPI (presença na administração) e à Mota-Engil (como vogal não executivo do Conselho de Administração).


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Paulo Morais - Professor Universitário



Sociedades secretas. Mas o que é mesmo necessário é que todos os atores públicos revelem as suas afiliações às sociedades de advogados.


As firmas de advogados é que são as verdadeiras sociedades secretas em Portugal. Representando interesses privados aos seus clientes, estão no entanto envolvidas na feitura de Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. Mas os seus membros intervêm no espaço público, normalmente disfarçados.

Uma das mais poderosas é a Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados. Lança jovens na política, como os atuais governantes Assunção Cristas e Mesquita Nunes. Na próxima legislatura, garantirá a sua presença no Parlamento com a eleição do centrista Mendes da Silva. É sócio da firma de Lobo Xavier, que comenta na SIC política e economia, sem que os espectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil [empresa de onde, curiosamente, Jorge Coelho deixou há pouco as funções de presidente da comissão executiva e vice-presidente do grupo], ao BPI e a outros tantos interesses.


«Comentadores» que defendem interesses próprios e dos amigos

Paulo Rangel    -     António Vitorino    -    Marques Mendes      -      Proença de Carvalho


Comentadores e políticos são também Paulo Rangel e António Vitorino, sócios da firma Cuatrecasas. O primeiro nunca se coibiu de comentar a privatização da TAP, negócio em que a sua sociedade estava envolvida. No dossiê TAP, faturou também a Abreu, cuja maior vedeta é Marques Mendes. São estas sociedades de causídicos que produzem a legislação que mais prejudica os contribuintes, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaboradas na Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva, do socialista Vera Jardim, a que sempre deu nome o ex-Presidente Sampaio. Jardim debate na rádio com Morais Sarmento, ligado aos interesses dos clientes da PLMJ, de José Miguel Júdice. A lista é infindável. A Uria Menendez representa, através de Proença de Carvalho, os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e José Sócrates. Proença faz comentário político na TSF sem revelar a quem serve. Como preside à Administração do ‘Jornal de Notícias’ pode censurar vozes incómodas aos negócios dos seus clientes.

Exige-se, a cada passo, que atores públicos revelem as suas ligações à Maçonaria, para assim evidenciarem cumplicidades secretas. Talvez não fosse mau. Mas o que é mesmo necessário é que todos revelem as suas afiliações às sociedades de advogados, pois são estas as verdadeiras irmandades do regime.



Maçonarias - Organizações onde os «irmãos» se dão as mãos uns aos outros para facilmente irem trepando pelas malhas do Poder e do Dinheiro acima...

9 comentários:

Anónimo disse...

maçonaria=organização terrorista.
democracia=terrorismo "legalizado".

Anónimo disse...

1000% d'acordo com o primeiro comentário. De facto e infelizmente para as auto-intituladas democracias (que na realidade não o são) as comparações que descreve são a realidade pura.

Mais uma vez dou os parabéns ao autor deste espaço pela excelente qualidade dos temas que aqui vai colocando para apreciação (e opinião em forma de comentário) dos seus fiéis leitores.
Maria

Thor disse...

Maria,
as democracias são democracias.
o problema é que a democracia não é uma coisa boa por si mesma.
o problema é a própria democracia e não a falta dela.

sê bem-vinda a este espaço. a ti já te conheço da blogosfera nacionalista, mas aqui neste espaço vais encontrar algo ligeiramente diferente, apesar de vários nacionalistas frequentarem este espaço e de haver pontos de contacto, como por exemplo a recusa da religião do holoconto.

N disse...

À Maria só falta perceber que de facto as democracias são exactamente democracias; ou seja, o facto de cada um valer um voto nas urnas independentemente do seu valor moral, intelectual, racial e nível de sabedoria, possibilita por isso mesmo os corruptos(políticos democratas) ganharem o poder através da força dos idiotas.

http://omsilanoican.blogspot.pt/2012/06/socrates-em-grego-antigo-transl.html
http://omsilanoican.blogspot.pt/2014/10/democraciahomercracia.html
http://omsilanoican.blogspot.pt/2014/08/democraciadesgraca-nacional.html
http://omsilanoican.blogspot.pt/2015/10/mensagemimagem-do-dia_82.html

Para além de numa democracia a divisão interna ser uma constante.

http://omsilanoican.blogspot.pt/2015/10/mensagemimagem-do-dia_5.html
http://omsilanoican.blogspot.pt/2015/10/pensamentoimagem-do-dia_3.html

A democracia é uma armadilha.

"maçonaria=organização terrorista.
democracia=terrorismo "legalizado"."

E nem mais...

Pedro Lopes disse...

Em democracia o povo é que manda.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/alemanha-e-ue-querem-novo-imposto-para-financiar-apoio-aos-refugiados-1710756

Não são os fanáticos pelos imigrantes que vão pagar. É o povo com os seus impostos.
Aqueles que escrevem artigos de sofá com todo o choradinho contra a xenofobia, os tais novos moralistas, não vão ter problemas. Os tais que idolatram tudo o que exógeno a Portugal ou ao resto da Europa. Mas....se calhar até gostam de uma boa jantarada num restaurante típico e regional em Portugal.



Não há melros, nem andorinhas, nem pardais, só há pássaros.
Não há sardinhas, nem carapaus, nem robalos, mas sim peixes.
Não há raças só há a "humanidade". A Humanidade junta com o auxilio da internet irá destronar os poderosos.

Diogo disse...

Já aqui referi por várias vezes que na Democracia Directa, consoante a questão em causa e consoante a especificidade e complexidade de do tema, há variadíssimas formas de dar votos com pesos diferentes às pessoas. Inclusivamente, haverá questões em que a esmagadora maioria da população não poderá votar.

Thor disse...

a mim não me escandaliza que um regime tenha certos aspectos de democracia directa...aliás, até o Nacional-Socialismo os tinha e já falámos disso aqui.
a nível local/regional não me incomoda que um certo tipo de democracia directa ou semi-directa seja experimentado.

agora, deixar as decisões que contam e as decisões a nível nacional, à mercê das 'maiorias', isso é uma imbecilidade de todo o tamanho.

deve-se deixar a população falar e manifestar-se, inclusive em urnas para dizer se aprova ou não o governo, como fizeram os NS alemães.
agora deixar as decisões a cargo das maiorias...com ou sem votos de peso diferente, é inconcebível.

N disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
N disse...

Thor, só que é preciso contextualizar o espaço-temporal.

Nessa altura qual a percentagem de homogeneidade racial da Alemanha?
Qual o grau de consciência étnica?
Quantos meios de subversão anti-nacional existam ao nível dos média?
Qual o grau de decência em geral da sociedade?
Qual o grau de Patriotismo?
Qual o peso da Honra?


As sociedades de hoje nada têm a ver com as de antigamente.
Hoje a subversão anti-nacional está ao alcance de um botão de telemóvel.
Hoje a degeneração é muito muito muito maior.
Homogeneidade racial foi substituída por sociedades multiculturais onde há variados grupos de interesses com agendas próprias.
Depois temos os lobbies gays/pedófilos.
Depois temos variadas religiões.
Patriotismo genuíno é sentido apenas por uma minoria.
Consciência étnica poucas pessoas têm.
Etnomasoquismo e xenofilia que dantes nem existiam sequer, foram doutrinas nefastas inventadas pelos judeus e que hoje atingem parte considerável da população.

Como pode a democracia directa funcionar mesmo na mais remota hipótese optimista?
Impossível...


O máximo que se podia fazer e já o escrevi há muito, era sedes NS espalhadas pela Nação onde os cidadãos se iam inscrever e expor as suas preocupações e opiniões ao líder respectivo de cada sede.

As sedes eram divididas em nativos(Jus Sanguinis) e não-nativos.
Não podiam ser mistas porque obviamente haveria conflictos de interesses e até de legitimidades em certos pontos.

Função:Potencializar o comunitarismo


Já as grandes decisões nacionais, obviamente diriam respeito ao Estadista e à casta dominante(Elite político-filosófica-militar-religiosa/espiritual).


Exemplo práctico de como os idiotas não devem opinar sobre questões importantes:

A questão dos submarinos é o melhor exemplo. A esmagadora maioria das pessoas não consegue "separar as águas" da corrupção que houve nas compras dos submarinos, e da necessidade dos submarinos em si.

"Não precisamos de submarinos para nada..."
"O que temos já chega, os militares não passam é de uns chulos..."

Isto já ouvi gajos normais dizer, políticos, comentadores políticos, etc...

Algum dos idiotas acima por acaso se deu ao trabalho de estudar sobre o assunto?
Claro que não. Mas nem por isso hesitam em mandar bitaites.

Ora eu aqui há uns anos passei umas boas horas a estudar quantos submarinos precisaríamos para a área a patrulhar, e depois fui comparar com outros países e nações,etc,etc...

Ora o ideal seria 5 submarinos, o mínimo 4.
Temos 2.

E obviamente mesmo tendo estudado, o meu estudo é muito escasso, pois ainda teria que estudar os modelos que há, quais as vantagens e defeitos, quais os adequados para situação de eventuais conflictos contra eventuais inimigos e seus meios ao dispor,etc etc...


Volto a repetir... Qualquer chavalo esperto com 12 anos que jogue aqueles jogos de simulação tipo "comand&conquer", "empire earth", "age of empires", etc,etc, sabe perfeitamente que para não ser derrotado tem que ter capacidade militar forte, e esta se consegue com a capacidade de criar riqueza, pois daí advém os recursos financeiros para a modernização e aumento da capacidade militar.


Quem não percebe nada da cultura da guerra, não pode opinar, e muito menos decidir sobre os destinos de uma Nação.

O grande cancro espiritual do igualitarismo faz com que todos queiram opinar e decidir sobre tudo e mais alguma coisa, apesar de não perceberem nada de coisa alguma.
É este o grande drama da democracia. O falso conceito de que somos todos iguais; e como todos somos iguais, logo todos temos valor, e se todos temos valor, não há melhores nem piores.
A autoridade legítima simplesmente não existe. E o que reina é uma "emplastrocracia".