A 18 de Março de 2003, na intervenção com que abriu o debate mensal no Parlamento, Durão Barroso responsabilizou o regime iraquiano por ter assumido uma «estratégia de confronto e de desprezo pela comunidade internacional»
«Mas caso uma intervenção militar venha a ter lugar, Portugal vai estar, no plano político e dos princípios, ao lado dos seus amigos e aliados contra uma ditadura que ameaça a paz e a segurança dos povos», ressalvou Durão Barroso. Para isso, há que «garantir a integridade territorial» do país, «auxiliar o povo iraquiano a reintegrar-se na nossa comunidade global» e «apoiar o estabelecimento de um regime democrático no respeito pelos direitos humanos e pela legalidade internacional».
Referindo-se à cimeira dos Açores, realizada a 16 de Março de 2003, o primeiro-ministro afirmou que Portugal se identifica totalmente com a «mensagem transatlântica» saída do encontro que reuniu George W. Bush, e os primeiros-ministros da Grã Bretanha, Espanha e Portugal.
Em Outubro de 2006, a BBC estimava que já tivessem morrido 655 mil iraquianos em resultado da invasão, entre os quais uma grande percentagem de mulheres e crianças. Desde esta data a violência aumentou de forma drástica. Provou-se que as armas de destruição maciça de Saddam só existiram na cabeça de Bush e Barroso. Dois responsáveis de um Holocausto sem nome: