terça-feira, outubro 09, 2007

Os sobreviventes do Holocausto


O rabino Israel Rosenfeld falou pela primeira vez da sua experiência em Auschwitz ao jornal Intermountain Jewish News, a 27 de Janeiro de 2005, exactamente 60 anos depois do dia em que foi libertado de Auschwitz:

«... o trabalho duro, combinado com tudo o resto, conjugaram-se para fazer de Rosenfeld um jovem muito doente. Uma bolha não tratada no pé cresceu e piorou até que se tornou numa infecção debilitante na parte de trás da perna. Por fim, já não podia estar de pé, ou andar sozinho, diz ele, enquanto levanta a perna das calças para mostrar a cicatriz deixada pela infecção de há seis décadas atrás. Na altura, a meio do Inverno de 1944-45, foi colocado na enfermaria de Auschwitz, incapaz de trabalhar. Isto provavelmente salvou-lhe a jovem vida


Dos registros do Julgamento de Auschwitz em Frankfurt (Letter to Auschwitz Comité, Oct. 20, 1958; vol. 2, p. 226):

Aleksander Gorecki - Este prisioneiro contou como Boger (Wilhelm Boger, membro da Gestapo) entrou nas instalações da enfermaria do campo principal de Auschwitz para ir buscar um prisioneiro que tinha sofrido há pouco uma cirurgia à bexiga e já tinha programada uma cirurgia à próstata.


Elie Wiesel - Nobel da Literatura em 1986

Janeiro de 1945 - Elie Wiesel foi operado na enfermaria de Auschwitz (15 dias antes da chegada do Exército Vermelho). Elie Wiesel e Chlomo (pai de Elie) foram com os evacuados para Gleiwitz onde subiram com os outros para camionetas abertas de transporte de gado para uma viagem de dez dias até Buchenwald na Alemanha Central.



Em suma:

No campo de concentração de Auschwitz, que, segundo fontes oficiais, tinha capacidade para exterminar 6.000 pessoas por dia, aconteceu o seguinte:

- O jovem Israel Rosenfeld foi colocado na enfermaria de Auschwitz, incapaz de trabalhar, facto que provavelmente lhe salvou a jovem vida.

- Boger (da Gestapo) foi buscar um prisioneiro que tinha sofrido há pouco uma cirurgia à bexiga e já tinha programada uma cirurgia à próstata.

- O Nobel da Literatura de 1986, Elie Wiesel, foi operado na enfermaria de Auschwitz (a duas semanas da libertação do campo pelo Exército Vermelho), e foi mais tarde evacuado para Buchenwald.

Não há algo de bizarro em tudo isto?
.

7 comentários:

xatoo disse...

Elie Wiesel foi galardoado com o Prémio Nobel porque foi um dos principais propagandistas do holocoiso

Num livro autobiográfico que supostamente descreve as suas experiências em Auschwitz e Buchenwald, ele não menciona em parte alguma as câmaras de gás. Ele diz, realmente, que os Alemães executaram Judeus, mas… com fogo; atirando-os vivos para as chamas incandescentes, perante muitos olhos de deportados! Não mais que isso!

Wiesel, a falsa testemunha, tem pouca sorte. Forçado a escolher entre as muitas mentiras da propaganda de guerra Aliada, ele escolheu defender a mentira do fogo em vez das mentiras da água a ferver, gaseamento ou electrocussão. Em 1956, quando publicou o seu testemunho em Yiddish, a mentira do fogo mantinha-se viva em alguns círculos. Esta mentira é a origem do termo Holocausto. Actualmente, não existe um só historiador que acredite que os Judeus eram queimados vivos. Os mitos da água a ferver e das electrocussões também desapareceram. Apenas as do gás se mantêm.

A personalidade de Wiesel ter sobrevivido foi, evidentemente, o resultado de um milagre. Ele disse em entrevista à Time (18 de Março de 1985, p. 79) que "em Buchenwald eles enviavam 10,000 pessoas para a morte todos os dias. Eu estava sempre nas últimas centenas junto ao portão. Eles paravam. Porquê?"
boa pergunta.
Se calhar paravam por causa duma aposta entre "carrascos", quando viam um aldrabão paravam o jogo.

Diogo disse...

Exacto Xatoo,

ho.lo.caus.to
[olok'awstu] sm 1 holocaust, sacrifice or offering consumed by fire.

Um aldrabão de merda transformado em Prémio Nobel. Quantos mais haverá?

ml disse...

O jovem Israel Rosenfeld foi colocado na enfermaria de Auschwitz, incapaz de trabalhar, facto que provavelmente lhe salvou a jovem vida.

Não há algo de bizarro em tudo isto?


Sim, é capaz de ser bizarro mas parece que foi assim mesmo.
Era para não voltar ao assunto, mas já agora...

O dr. Edwin Katzen-Ellenborg foi um judeu de origem polaca que emigrou para os Estados Unidos e se naturalizou. Era um médico com muitas capacidades e conhecimentos e foi um dos responsáveis pela investigação genética/eugénica do programa americano. Por sua influência milhares de cidadãos que não correspondiam ao padrão e etnias pretendidas foram esterilizados e muitos estados adoptaram leis que impediam casamentos inter-raciais. É outra faceta pouco conhecida do país ‘das liberdades’ e creio que já aqui disse que ele e outros médicos puseram os seus conhecimentos ao serviço de Hitler, que os adoptou e aperfeiçoou.

Por uma daquelas sortes dos diabos, quando os nazis entraram em Paris o dito Ellenborg andava por lá, foi filado e malhou em Buchenwald. Um judeu racista, nazi e com os conhecimentos que tinha, rapidamente os rentabilizou e se pôs ao serviço dos carcereiros.
Ganhou grande ascendente entre os oficiais do campo, enquanto se tornou num dos maiores carniceiros para os prisioneiros. Comia bem, tinha algumas regalias e grande poder de manobra, aproveitava ter a farmácia do campo a seu cargo para exercer todo o tipo de prepotências, distribuindo favores a uns, e utilizando como cobaias outros.
Não vou dizer com pormenor quais, pois quando comecei a ler passei à frente, mas fiquei a saber que tinham a ver com genética, nomeadamente a cor dos olhos. Nenhum dos seus ‘pacientes’ sobreviveu para contar.

Quando no final da guerra foi a julgamento mostrou-se arrogante, fanfarrão, desafiando o tribunal a provar o que tinha feito para além de ‘seleccionar, digamos, entre 35 doentes, os 17 para as camas disponíveis’. Testemunhas, nem uma directa. Mesmo assim apanhou prisão perpétua, mais tarde comutada em 15 anos e depois 12, creio.

A certa altura decidiu que havia polacos com ascendência ‘ariana’ germanizáveis e que era uma pena que acabassem mal. Resolveu seleccioná-los e protegê-los. Para tal tinha que arranjar estratagemas. Eis o que declarou em tribunal:

Assim, eu fabriquei todas as formas de insanidade e redigi relatórios falsos acerca da sua verdadeira condição sanitária. Como os inválidos não eram enviados para lado nenhum nessa altura [at that time], foram provavelmente salvos de serem gaseados num dos campos de extermínio.

Portanto:
- os tais doentes seleccionados pelos apetites do médico permaneciam, nessa época, nos campos e eram aparentemente tratados. A maioria, os mais escuros, admitiu que dispensava como sendo aptos para o trabalho;
- afirmou naturalmente, sem que lhe fosse perguntado naquele momento, que a câmara de gás seria o destino mais provável dos outros.

Basílio disse...

Não só é bizarro como deveria ser motivo de vergonha para nós, porque pela descrição as enfermarias dos campos de concentração alemães dos anos 40 parecem ser mais eficientes que o SNS português em 2007.
Se essas pessoas vivessem no Portugal de hoje provavelmente ainda estariam na lista de espera para serem operadas...

fialves disse...

É assim tão difícil de responder?

Porque é que o facto de ter ido para a enfermaria salvou a vida ao rabino?? Porque o salvou de ser levado para as câmaras de gás... o que teria acontecido se, devido ao ferimento no pé, não pudesse trabalhar.

A enfermaria servia apenas para tratar os que valia a pena curar. Da mesma forma que uma quinta de criação de gado tem um matadouro, também pode ter uma clínica veterinária.

E agora pergunto-lhe: que aconteceram aos vários milhões de Judeus que desapareceram da Europa entre 1939 e 1945? Estamos a falar de estatísticas dos censos oficiais que, a serem inexactos, sê-lo-ão por defeito.

Portanto, deixe-se de cortinas de fumo!

fialves disse...

Ah, pois esqueci-me... não existiam 12 milhões de judeus na Europa antes de 1939... se calhar o Hitler é que sonhava com eles...

Johnny Drake disse...

Sugiro que o Fiaves leia os últimos estudos de algumas faculdades de Israel (e não só) sobre o número de Judeus na Europa no período que aponta... e depois pode ser que tenha algumas surpresas...

Saudações