sexta-feira, agosto 08, 2008

Carroll Quigley - o controlo financeiro mundial em mãos privadas

No seu livro de 1966 «Tragédia e Esperança» (Tragedy and Hope), Carroll Quigley, professor na Universidade de Georgetown e mentor do Presidente Clinton, escreveu:

«Os poderes do capitalismo financeiro têm um plano de longo alcance, nada menos do que criar um sistema de controlo financeiro mundial em mãos privadas capazes de dominar os sistemas políticos de cada país e a economia mundial como um todo.»

«Este sistema deve ser controlado de uma forma feudal pelos bancos centrais do mundo agindo em conjunto, por acordos secretos conseguidos em reuniões e conferências frequentes.»


«O cume do sistema é o Banco Internacional de Pagamentos (Bank for International Settlements - BIS) em Basileia, Suíça, um banco privado controlado pelos bancos centrais do mundo que são, eles mesmos, corporações privadas

«Cada banco central... procura dominar o seu governo pela sua capacidade em controlar títulos do tesouro, manipular o câmbio externo, influenciar o nível de actividade económica no país, e influenciar políticos cooperantes por intermédio de recompensas económicas no mundo dos negócios.
»


Comentário:


E por falar em "políticos cooperantes", o certo é que os bancos continuam a pagar apenas 13% de IRC, enquanto as outras empresas pagam 25%. Isto apesar dos lucros escandalosos que aqueles continuam a apresentar trimestralmente. Why Sócrates?

10 comentários:

alf disse...

Por agora, temos vários sectores nessa onda. Mas a banca é sem dúvida o mais global, o que vai ganhar essa «guerra».

Quanto aos políticos, não podemos esperar que a generalidade deles seja movida por idealismo puro. Ou é uma ambição desmesurada de poder, como será o caso do Cavaco, do Jardim ou do Sócrates, ou querem dinheiro. Como os ordenados de politico são fracos, o objectivo de grande parte deles tem de ser viver das remunerações e beneficios que a banca ou os outros que lutam pelo poder lhes oferecem.

Por isso, as democracias ocidentais das duas uma: ou tendem para sistemas de autoritarismo, qd o politico no poder está lá pelo poder, ou os seus politicos são meros empregados dos grandes interesses económicos.

Voces aceitavam ser ministro pelo ordenado de ministro?

E qual é a solução? Talvez nós irmos votando nos Jardins e nos Sócrates... do mal, o menos... se não forem loucos varridos...

Diogo disse...

Alf: «E qual é a solução?»

A solução poderá passar pela democracia directa que a Internet vai tornando, dia a dia, mais possível.

A Internet já está a fazer um bypass aos mass media. Em pouco, começará também a fazê-lo aos políticos.

Ashera disse...

Tragédia sim!
Olá Amigo Diogo
Bem fim de semana
Beijos

Zorze disse...

Além disso existe a luta de grupos de elite. No topo luta-se ferozmente pelo poder.
Em Portugal tivemos uma dessas lutas. Sucursais locais da Opus Dei e da Maçonaria (sub-variantes) pela tomada do poder de um banco privado português - o Millenium.

Abraço,
Zorze

contradicoes disse...

Concordo que a internet ou melhor os blogs estão a dar uma forte contributo para se inverter esta tendência que como todos sabemos a comunicação social está nas mãos dos grupos económicos e estes manipulam o eleitorado de forma a que o poder continue nas mãos dos políticos que os favorecem. Não vai ser fácil a tarefa porquanto ainda são muito poucos pelo menos ao nível dos portugueses aqueles que lêem blogs para ficarem mais esclarecidos. Mas quanto a mim caro Diogo o problema não reside apenas aí. O sustentáculo deste tipo de poder também reside nas elites ou seja aquelas camadas sociais que estão bem na vida. E como o meu amigo sabe já existem umas várias dezenas de milhares de pessoas que estão bem na vida. Porque obviamente só a manipulação por parte da comunicação social nas mãos dos grandes grupos económicos não seria suficiente para garantir a vitoria eleitoral dos partidos que lhes garantem o bem estar e a continuidade de lucros fabulosos. As elites estão acomodadas e não desejam outro rumo político. Um abraço

Diogo disse...

Engana-se, caro Raúl. A Internet é cada vez mais barata e acessível. De ano para ano, mais e mais pessoas vão-lhe tendo acesso. Eu praticamente já não leio jornais ou vejo telejornais. Os telejornais de ontem dos três canais estiveram meia hora com o Estádio do Bessa e só de fugida falaram na guerra aberta entra a Geórgia e a Rússia. Isto não é informação. Isto é merda.

ovigia disse...

boas diogo,

"A solução poderá passar pela democracia directa que a Internet vai tornando, dia a dia, mais possível."

o problema é que esses politicos corruptos, esses decisores comprados, têm o poder de tirar o acesso à web como hoje o conhecemos.

já ouviu falar do i-Patriot? das novas regras que se estão a aprovar para a UE?

http://ovigia.wordpress.com/2008/08/07/lawrence-lessig-indica-que-existe-um-i-patriot-equivalente-ao-patriot-act/

http://ovigia.wordpress.com/tag/surveillance/

http://ovigia.wordpress.com/2008/07/24/apos-o-big-brother-dos-eua-atraves-da-fisa-chega-nos-agora-o-da-ue/

cumps,

rjnunes

RESSACA ® disse...

Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa...

contradicoes disse...

Caro Diogo quando referi que o número de pessoas com acesso à internet ainda não é expressivo foi comparando com aquelas que facilmente têm acesso à comunicação social tradicional e é preciso ter em linha de conta que agora até jornais gratuitos oferecem na via pública e não esquecer que os seus donos são exactamente os mesmos que manipulam e distorcem a informação.
Por outro lado embora já comece a ser expressivo o número de internautas e está em crescendo muitos são jovens alguns de tenra idade e fazem uma utilização da internet não com o objectivo de se informarem mas sim com o de se recrearem, através da visualização
de filmes ou entreterem-se a jogar.
No entanto acredito que daqui a algum tempo muito mais gente venha a esta fonte colher informação.

Bilder disse...

Façam uma busca com as palavras states bankrupcy geneva conventions e talvez entendam melhor porque a economia mundial e a crise financeira são o que são.