quarta-feira, julho 29, 2009

Gripe Suína – Preguem um susto de morte às pessoas


Texto surripiado do «
Último dos Moicanos».

O mediatismo da gripe, que começou por ser suína, depois mexicana e agora é conhecida por Gripe A (como se não existissem mais 155 estirpes de vírus da gripe do tipo A) não pára de aumentar. Em Portugal, (segundo números do Ministério da saúde) o número de pacientes que contraiu o vírus atingiu hoje a centena (15/7/2009).

Ainda não percebi o interesse nesta cuidada contagem. Não estando nós perante um surto de gripe (mesmo considerando a totalidade das estirpes, dos três diferentes tipos de vírus da "influenza"), aliás, o Verão (apesar das cada vez mais baixas temperaturas) é normalmente a época do ano mais hostil ao vírus, para quê este preciosismo e esta mediatização? Mesmo no Hemisfério Sul, que atravessa agora o Inverno (estação mais favorável à disseminação da gripe, ainda para mais, quando vários países estão sobre os efeitos de intenso e invulgar frio), o H1N1 não tem, felizmente, justificado o alarmismo que grassa na comunicação social, mundo fora.

Sabe-se que o sistema imunológico humano se debilita em situações de stress e de medo ou pânico, então porquê insistir nestas ridículas e minuciosas contagens? Acaso os jornalistas ou as autoridades de saúde se deram ao trabalho de comparar, em determinado período de tempo, o número de pacientes atingidos pelo H1N1, com o dos restantes infectados pelas demais estirpes?

Não sei se há estatísticas destas em Portugal, se há não consegui aceder-lhes, mas nos Estados Unidos, a partir dos dados fornecidos pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) é possível fazer uma estimativa. Desde meados de Abril até ao passado dia 10 de Julho (página actualizada às 11 horas locais), nos EUA, tinham sido contabilizados 37 246 casos, dos quais resultaram 211 mortos. Em igual período, as restantes estirpes de vírus terão infectado, na melhor das estimativas, perto de 4 milhões de americanos (a população está estimada pela CIA em 307 milhões de habitantes e a taxa de infecção varia entre os 5 e os 20% ao ano). Neste período, a totalidade de vírus "influenza" terá morto, naquele país, cerca de 9 mil cidadãos.


10 comentários:

DEMM disse...

porque há gente a fazer muito milhão com tamiflus e vacinas,

que circula por aí que são autenticos "venenos", para quem não morrer da doença, morrer da cura...

Zorze disse...

Diogo,

A questão do vírus ter surgido no México é um assunto que ainda vai dar muito que falar.

Quanto à questão da mediatização é o processo normal que existe há vários anos.
Os "principais" canais de distribuição "media" contaminam todos os outros a nível mundial, por terem colocado determinado assunto "na agenda do dia".
E quando "the big issue" tem palavras-chave como; vírus, doença, contágio, mortes, no mundo inteiro. O pânico instala-se e ao mesmo tempo também o produto "media" vende.
É uma espécie de bola de neve induzida.

Abraço,
Zorze

Sérgio_alj disse...

Barcelona ataca Bruno Alves!

http://visaodemercado.blogspot.com/2009/07/bruno-alves-no-barcelona.html

Anónimo disse...

A higiene é fundamental para evitar muitas doenças. A utilização de um bom sabão é o primeiro passo.
Carlos

Filipe disse...

Ao Zorze: duvido que ter surgido no México, «dê que falar». A menos que fale de blogues e outras fontes independentes, creio que será como a "gripe asiática": much ado about nothing, como alguém disse.

Os factores chave, para maximizar as vendas, são:
- vir de um país inferior e/ou distante.
- mencionar os novos casos, TODOS OS DIAS - incluindo os "negativos".
- mencionar sempre o nº de mortes (por pouco expressivo que seja).
- mencionar sempre o nº POTENCIAL de mortes, baseado na lógica: se eu lhe disser algo a si, e você disser aos seus amigos, e estes aos amigos deles... seremos muitos milhões!
- criar o pânico, através dos factores acima.
- ter uma máquina de marketing bem oleada, e depender da ânsia dos media, para obter audiências.

ailhadosamores disse...

Pois…

Zorze disse...

Filipe,

Concordas comigo na questão das passwords.

A questão do México levanta-se por ser ao lado dos E.U.A., e dessa forma ter mais impacto para a população alvo, do que se fosse, por exemplo, no Sri Lanka.

Abraço,
Zorze

Zorze disse...

Filipe,

Concordas comigo na questão das passwords.

A questão do México levanta-se por ser ao lado dos E.U.A., e dessa forma ter mais impacto para a população alvo, do que se fosse, por exemplo, no Sri Lanka.

Abraço,
Zorze

xatoo disse...

De facto o primeiro caso desta leva da "Gripe" não apareceu no México em Abril com o caso daquela criança em La Gloria.
Um mês antes tinha aparecido um caso no sul da Califórnia - e o paciente foi entregue ao Centro de Investigações de Saúde da Armada! - porquê aos militares? teria havido uma fuga?
Quer-me parecer que este caso é a prova provada que a pandemia obra made-in-USA

ovigia disse...

boas, só para complementar o que o xatoo afirma, convém lembrar que também ocorreram casos mal explicados numa quinta do Canadá.

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=14499