segunda-feira, julho 07, 2014

O Futuro da Força de Trabalho pode ser o Part-Time (mantendo o salário), afirma Larry Page, CEO do Google


É opinião pessoal do autor deste Blogue que, dada a evolução tecnológica exponencial, o homem será completamente afastado da produção nos próximos dois ou três decénios. As pessoas dedicar-se-ão às actividades lúdicas da sua preferência e o trabalho ficará entregue às máquinas…


Daily News – 5 de Julho de 2014

O que acontece à medida que as máquinas e a inteligência artificial vão expulsando os humanos da força de trabalho (dos empregos)? Este é um dos problemas mais importantes de nosso tempo – por muito teórica que esta questão possa hoje parecer em certos sectores – o certo é que a tecnologia está a fazer com que indústria após indústria se vai tornando mais eficiente [precisando de cada vez menos pessoas].


O CEO do Google, Larry Page, e co-fundador do Google Sergey Brin


Um dos homens mais importantes no desenvolvimento da tecnologia, o CEO [Chief Executive Officer - Diretor Executivo] do Google, Larry Page, está convencido de que a maioria das pessoas quer trabalhar, mas que ficariam mais felizes trabalhando menos.

Larry Page: Temos recursos [materiais e tecnológicos] suficientes para prover toda a humanidade. "A ideia de que toda a gente precisa de trabalhar freneticamente para atender às necessidades das pessoas, simplesmente não é verdadeira", afirmou Page, numa entrevista.

A resposta não passa por cortar empregos em massa, disse Page. As pessoas querem sentir-se "necessárias, desejadas e ter algo produtivo para fazer." Mas a maioria gostaria de ter um pouco mais de tempo livre. Então, talvez uma solução fosse dividir o trabalho entre as pessoas em tempo parcial, como Page disse que Richard Branson está a experimentar no Reino Unido.

O co-fundador do Google, Sergey Brin, tem uma visão ligeiramente diferente. "Eu acho que muitas coisas que as pessoas fizeram ao longo do século passado, foram substituídas por máquinas e continuarão a ser”, disse Brin. Mas depois de Page ter opinado sobre sua ideia de "um pouco menos de trabalho", Brin interrompeu para dizer: "Eu não acho que no curto prazo a necessidade de trabalho esteja a desaparecer. Mudou-se apenas para outras actividades, mas as pessoas querem sempre mais coisas ou mais entretenimento ou mais criatividade ou mais alguma coisa.”

Sergey Brin: "Eu acho que muitas coisas que as pessoas fizeram ao longo do século passado, foram substituídas por máquinas e continuarão a ser."

Larry Page: "90 por cento das pessoas eram agricultores. Portanto, isso já aconteceu antes. Não é surpreendente."



Vinod Khosla, entrevistador e, há muito, investidor em tecnologia, que tentou comprar o Google quando este apareceu: "A grande maioria do emprego mudou da agricultura, que, hoje, necessita apenas de cerca de 2 por cento da força de trabalho dos EUA. Isto aconteceu entre 1900 e 2000. Vejo o início de algo semelhante com a rápida aceleração [da tecnologia] nos próximos 10, 15, 20 anos."

Larry Page: "Eu acredito inteiramente em que deveríamos estar a viver num tempo de abundância, como descreve o livro de Peter Diamandis. Se se pensar realmente sobre as coisas que precisamos para sermos felizes: habitação, segurança, oportunidade para os seus filhos. Quer dizer, os antropólogos identificaram essas coisas. Não é assim tão difícil fornecemos essas coisas. A quantidade de recursos de que precisamos para fazer isso, a quantidade de trabalho necessária é muito pequena. Julgo que menos de 1 por cento, hoje em dia. Portanto, a ideia de que toda a gente precisa de trabalhar freneticamente para atender às necessidades das pessoas não é verdadeira. Julgo que há um problema e que não o sabemos reconhecer."

"Acho que também há um problema social que é o de muitas pessoas não serem felizes, se não tiverem nada para fazer. Por isso, precisamos de dar às pessoas algumas coisas para fazer. As pessoas precisam de se sentir como se fossem necessárias e com algo produtivo para fazer. Mas acho não há uma correspondência entre essas necessidades pessoais e as indústrias de que realmente precisamos. […]. Estive a conversar com o Richard Branson sobre isso. Eles têm um grande problema - não têm empregos suficientes no Reino Unido. Assim, ele está a tentar fazer com que os empregadores contratem duas pessoas em tempo parcial em vez de uma em tempo integral. Assim, pelo menos, os jovens podem ter um emprego a meio tempo, em vez de nenhum trabalho. E é apenas um pequeno custo suplementar para os empregadores."

"O contrário disto é o desemprego global e generalizado. Para o evitar, basta reduzir o tempo de trabalho. A todos a quem perguntei: Você gostaria de uma semana extra de férias? 100 por cento das pessoas levantaram as mãos. Duas semanas [de férias], ou uma semana de trabalho de quatro dias? Toda a gente dirá que sim. A maioria das pessoas gosta de trabalhar, mas também gostaria de ter mais tempo com a sua família ou para os seus próprios interesses. De modo que seria uma maneira de lidar com o problema, se se arranjar uma maneira coordenada para reduzir a semana de trabalho. E assim, com um pouco menos de trabalho por pessoa, consegue-se emprego para todos."


Conversa com os co-fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin



12 comentários:

Jorge disse...

As pessoas trabalham demasiado para aquilo que lhes é pago. Então, porque é que não devemos aproveitar as tecnologias responsáveis por esses deslocamentos de empregos para prover as necessidades básicas diárias das pessoas?

Se aplicadas correctamente, poderíamos ter casa, alimentação, saneamento e serviços de água potável para cada pessoa cidades tecnologicamente sofisticadas por pouco mais do que o custo de implementação.

Os Robots não precisam de pausas, férias, almoços, sono, ou até mesmo as luzes, e eles trabalham 24/7, incluindo feriados.

Anónimo disse...

Pessoalmente não partilho de todo esse optimismo.
É certo todo esse avanço das máquinas,mas já não tanto que as vantagens revertam para a população.
Os parasitas vão continuar a recolher para si os benefícios e a escravizar os restantes.
Não é apenas uma questão de dinheiro, é sobretudo de poder,de dominação.

Armando disse...

E nos entretantos vamos continuando a fazer mais do mesmo.

Diogo disse...

Jorge, Concordo consigo.


Anónimo(04:17) - A escravização tem o obectivo de viver à custa de outrem. Se ninguém trabalhar, a necessidade de dominação não tem sustentabilidade.


Armando - Exacto"!

N disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
N disse...

Vantagens de um mundo robotizado:

As pessoas serão mais sedentárias,logo menos desenrascadas,menos criativas,com muito menos capacidade de rebelião,logo o rebanho perfeito.

O humanismo desaparecerá de vez, homens buscarão "mulheres" cyborgs para se satisfazerem sexualmente,e as mulheres farão o mesmo com "homens" cyborgs, e entraremos então numa fase de máxima decadência e "robotização" da alma.

Controle sobre os humanos será 24 horas sobre 24 horas.
As pessoas não passarão LITERALMENTE de tamagotchis humanos.
A privacidade acabará de vez(e já hoje pouca resta, apesar de ser ilegal essa mesma invasão de privacidade, e consequentemente tal facto legitimar o boicote de impostos, visto que o pagamento destes é assim considerado um acto de burla(ver significado de burla),já que parte destes são pagos num acordo constitucional que a propriedade privada tem que ser respeitada,a privacidade das pessoas idem,e que estamos num estado de direito.Logo se tal não acontece, então tal pagamento é uma burla, pois as pessoas pagam para "x" e recebem "y"...)

O avanço tecnológico servirá para clonagem humana(que já é feita por detrás dos bastidores), e é só puxar pela imaginação, para termos uma ideia de como isto servirá para a canalha democrata ludibriar povos inteiros.

Com maior avanço tecnológico será também mais fácil incriminar pessoas inocentes e dissidentes políticos(Nacionalistas e Anarquistas serão os alvos principais por razões óbvias), pois a alta tecnologia será usada para criar falsas realidades apresentadas em tribunais com imagens e sons dos supostos arguidos, que parecem então reais a cometerem uma série de crimes escolhidos pela cleptocracia dominante.
Será a tirania total...

E por fim, as máquinas servirão também como meio repressivo, e portanto nada melhor que polícias cyborgs sem alma e sem consciência humana, a guardar o gado humano.

Este é o futuro REAL, e não aquele que o Diogo ingenuamente imagina.

As máquinas não têm pátria, raça, etnia, e nem alma...

O mundo está como está, devido a canalha democrata asquerosa sem alma e sem escrúpulos.
Imaginem esta a comandar as máquinas e tecnologia do futuro...

Sem estadista Nobre, sem espiritualismo por cima do materialismo, o futuro será uma tirania do pior que se possa imaginar.

Pedro Lopes disse...

N,

Estás enganado!!!

As máquinas não se vão deixar controlar por ninguém, vão estar sempre ao serviço do povo.

Mesmo quando avariarem eles repararam-se umas ás outras em rede.

O próprio software passa a ser desenvolvido por elas de forma autónoma.

E auto-corrigem "bugs" de software.
E no limite as máquinas criam novas máquinas mais poderosas, capazes de ir á pesca, de cozer pão, de apanhar melancias, de dar ração aos porcos, de jogar á bola, de jogar matrecos, de fazer investigação cientifica autonomamente etc etc. É um mundo sem limites....

É uma maravilha. Passas os dias a deitado á sombra de uma árvore a tocar guitarra, a declamar poesia e fumar umas ganzas(as máquinas também vão produzir ganza).

Já viste? Nem escolas vamos necessitar, uma vez que a aprendizagem serve para uma futura profissão(Trabalho humano).


Diogo disse...

Caro N,

Num mundo em que toda a produção dos bens que temos necessidade está entregue às máquinas, não compreendo nenhuma das suas questões:

1 - «As pessoas serão mais sedentárias» - Porquê, se têm todo o tempo do mundo para fazer todo o tipo de desportos?

2 - «As pessoas serão menos criativas» - Porquê, se têm todo o tempo do mundo para se dedicarem às artes?

3 - «As pessoas terão muito menos capacidade de rebelião, logo [serão] o rebanho perfeito» - Mas, rebelião contra quê ou contra quem? Se os «chefes» vão deixar de existir… Sejam eles banqueiros, industriais, ministros, estadistas, “representantes eleitos”, chefes de divisão ou gerentes de loja…

4 – Os humanos vão ser controlados para quê? Se alguém se quiser clonar a si próprio, qual é o problema? Dissidentes políticos? Dissidentes de quê?

5 - «As máquinas não têm pátria, raça, etnia, e nem alma...». Pois não. E para que haveriam de ter? E porque é que isto irá representar o fim da espiritualidade humana? Que grande baralhação que vai nessa cabeça…

Anónimo disse...

N=1 VOTO.
Diogo=1 VOTO.

Quem ler os comentários, percebe porque é que a democracia jamais funcionará...

Anónimo disse...

Com as novas tecnologias a natalidade tem que diminuir, ao ritmo atual, o que temos no futuro é um bando de famélicos. E a agricultura, a preservação da natureza? comemos e bebemos o que poluimos. Estas tecnologias são altamente poluentes!! a sua utilização de forma amoral e sem ética está a destruir a Terra Mãe, ninguém se alimenta de plástico, petroleo, diamentes, ouro, etc...Não sou apologista de uma sociedade humana viciada em tecnologia, mas de uma sociedade humana em que se respeite e preserve a mãe Natureza e em que se utilize a tecnologia com ética e somente a imprescindível. Sou contra a utilização amoral da tecnologia, a ciência tem que estar subordinada à ética e a natalidade humana tem que ser controlada, o Planeta necessita de amplas florestas e zonas maritimas onde o ser humano não toque, zonas sagradas. Acho um absurdo uma pessoa por ex. ter 4 telemóveis, computadores, televisores, jogos,etc, de acordo com a moda, isto é plástico...já basta de ilhas de plastico, residuos tóxicos, deve somente adquirir-se o estritamente necessário, podemos estar rodeados de sofisticada tecnologia, mas sem alimento de qualidade (n/transgenico/quimicos) e água potável não sobrevivemos, ah a especie humana tornou-se uma verdadeira praga, idêntica à dos gafanhotos, que destroi tudo aquilo em que toca...o Planeta não cnsegue alimentar tantos estômagos, se continuarmos com este tipo de mentalidade o PLANETA será destruido "em dois tempos" e depois resta o canibalismo...destruimos a flora, a fauna, todos os preciosos ecossistemas terrestres e maritimos em nome do conforto, da tecnologia, da ciência, da ambição desmedida,da superioridade, pelo poder e pelo prazer de simplesmente destruir. Rejeito a sociedade em que me insiro, mas tb rejeito a vossa...e depois as empresas têm que ter lucro e praticar vencimentos dignos, independentemente da profissão,sem regime de castas profissionais e não luxuosos e não vejo isso acontecer, nem hoje acontece...

Anónimo disse...

no mundo greco-romano é que as pessoas pensavam! hoje??
querem é uma cerveja, piscina, carros de gama, mansões, muitos telemóveis, consolas, computadores, roupa,barcos,festas, viahar, etc... a lista é interminável...tudo em muita quantidade , o novo-riquismo grosseiro e vistoso. Ninguém se preocupa em produzir um mundo melhor, onde os valores éticos, a moral seja regra. Nem sabem o que isso é, nem querem saber...seria um estorvo! querem é muito dinheiro e coleccionar bens materiais. A natureza e as gerações futuras que se lixem!

Anónimo disse...

leiam
a BANDA DESENHADA "CHANCES" de Horacio Altuna - diz tudo sobre o atroz futuro