domingo, outubro 12, 2014

Miguel Sousa Tavares - uma vedeta no campo da ignorância, do racismo primário e da cretinice...


Resposta minha a um artigo de Miguel Sousa Tavares



Miguel Sousa Tavares


Miguel Sousa Tavares: Não é só no futebol que no fim ganham os alemães. É no futebol, no atletismo, no automobilismo, no andebol, na equitação, no ski. É no desporto, na música, na literatura, na arquitectura, na construção de carros, de electrodomésticos, de máquinas industriais, etc., etc.

Diogo: Neste seu primeiro parágrafo, Miguel Sousa Tavares dá já um forte sinal do tom obtuso que acompanha todo o artigo.

O MST esquece-se que a Alemanha é o país mais populoso da Europa Ocidental. Tinha 60 milhões antes da união com a Alemanha Oriental - hoje, tem cerca de 83 milhões de habitantes.

A estatística ensina-nos que, em igualdade de circunstâncias e seja em que actividade for, um país com 80 milhões de pessoas tem 8 vezes mais probabilidades de ter desportistas ou cientistas bons, muito bons ou geniais do que um país com 10 milhões de pessoas. É simples matemática.


Agora, analisando alguns pontos referidos por MST:

1 - Quanto à construção de carros (quando estes eram ainda só produtos nacionais): os suecos, que são apenas 10 milhões, criaram a Volvo, a Saab e outras, marcas que em nada ficam atrás da Mercedes, da Audi ou de outras marcas alemãs.

Quanto aos ingleses, cerca de 60 milhões de habitantes, julgo que toda a gente já ouviu falar nos Rolls Royce, nos Bentley, nos Aston Martin, nos Jaguares, etc.

Mesmo a sulista e desorganizada Itália, com cerca de 60 milhões de habitantes, produziu o Alfa Romeo, o Maserati, o Ferrari, o Lancia, o Lamborghini, etc.


Um Volvo, um Aston Martin e um Maserati


2 - «Arquitectura, electrodomésticos e máquinas industriais»? Atente-se nalgumas empresas em países com uma fracção da população alemã: a sueca Electrolux, a holandesa Philips, a belga AGFA, a suíça Nestlé, a finlandesa Nokia, a irlandesa Diageo (da cerveja Guinness), a dinamarquesa LEGO ou a espanhola Iberdrola ficam atrás das empresas alemãs?

3 - «Na literatura»? Acaso franceses, italianos ou espanhóis são mais fracos que os alemães? E se falarmos dos ingleses, então os alemães levam uma valente tareia.

4Quanto à «música», a abada dos ingleses e irlandeses aos alemães é de um milhão a zero. Alguém conhece algum compositor ou grupo musical contemporâneo alemão? E quantos compositores e grupos musicais ingleses conhecemos? – Milhares! E creio que mesmo franceses, italianos e espanhóis, em termos musicais, estão à frente da Alemanha.


Três grupos musicais britâncos praticamente desconhecidos



Miguel Sousa Tavares: Podemos gostar ou não, podemos até desdenhar, mas a verdade é esta: no fim, ganham os alemães. E ganham, porquê? Porque trabalham mais, porque se focam nos objectivos, porque valorizam os resultados. Se alguém quiser entender por que razão a Alemanha está farta dos países do sul da Europa, ponha-se na pele de um alemão. E compare a selecção alemã, campeã do mundo, com, por exemplo, a portuguesa.

Diogo: Comparemos, então:

Jogos disputados entre os organizados alemães e os desorganizados portugueses (desde 1985):

Vou usar o símbolo () para indicar que se trata de uma Eliminatória:


- Campeonato do Mundo de 1986 (Fevereiro de 1985): Portugal - 1 / Alemanha Ocidental - 2

- Campeonato do Mundo de 1986 (Outubro de 1985): Alemanha Ocidental - 0 / Portugal - 1

Jogo Amigável (Agosto de 1990): Portugal - 1 / Alemanha Ocidental - 1

Jogo Amigável (Fevereiro de 1996): Portugal - 1 / Alemanha - 2

- Campeonato do Mundo de 1998 (Dezembro de 1996): Portugal0 / Alemanha - 0

- Campeonato do Mundo de 1998 (Setembro de 1997): Alemanha - 1 / Portugal - 1

Euro 2000 (Junho de 2000): Alemanha - 0 / Portugal - 3

Campeonato do Mundo de 2006 (Julho de 2006): Alemanha - 3 / Portugal - 1

Euro 2008 (Junho de 2008): Portugal - 2 / Alemanha - 3

Euro 2012 (Junho de 2012): Portugal0 / Alemanha - 1

Campeonato do Mundo de 2014 (Junho de 2014): Alemanha4 / Portugal - 0


Em suma, nos últimos 11 jogos entre Alemanha e Portugal (de 1985 até hoje), a Alemanha ganhou seis vezes (quatro dessas vitórias foram tangenciais, apenas por um golo de diferença), houve três empates e Portugal ganhou por duas vezes.

E é bom lembrar que, se no último jogo do Campeonato do Mundial deste ano (2014) a Alemanha ganhou por quatro a zero (com o português Cristiano Ronaldo, considerado o melhor jogador do mundo, a jogar aleijado - a somar a outros), o segundo resultado mais desnivelado entre as duas selecções deu-se no Euro 2000, em que Portugal ganhou por três a zero à Alemanha.


Sérgio Conceição festeja um dos três golos que marcou à Alemanha


Em termos de campeonatos do mundo, os desorganizados países do sul da Europa e os ainda mais desorganizados países da América do Sul pedem meças à Alemanha (que, afinal, nem sempre ganha).

O Brasil já ganhou cinco campeonatos do mundo, A Itália e a Alemanha já ganharam quatro cada, a Argentina e o Uruguai duas vezes e a Inglaterra, França e Espanha uma vez. Resumindo, dos 20 campeonatos do mundo já disputados, os desorganizados do sul (Brasil, Itália, Argentina, Uruguai e Espanha) ganharam 14. Os organizados do norte (Alemanha e Inglaterra) ganharam 5 (sendo que o campeonato ganho pela Inglaterra merecia ter sido ganho por Portugal [com Eusébio]), e a França (esta com um pé do lado dos organizados e outro do lado dos desorganizados) ganhou uma vez.

Nos 14 campeonatos da Europa até agora disputados, a Espanha e a Alemanha já venceram por três vezes, a França duas e a União Soviética, a Itália, a Holanda, a Checoslováquia, a Dinamarca e a Grécia, uma vez. Aqui, os organizados do norte (Alemanha, Holanda e Dinamarca) ganharam cinco vezes e os desorganizados do sul (Espanha, Itália e Grécia) ganharam outras cinco, sendo que os dois últimos campeonatos europeus foram ganhos pela Espanha. Portugal ficou uma vez em segundo lugar e três vezes em terceiro lugar.



Miguel Sousa Tavares: A selecção alemã que foi ao Brasil não tinha vedetas nem pequenas, nem médias, nem grandes. Não se davam ares de vedetas, nem fora nem dentro do campo. Umas vezes, esmagaram e fascinaram com o seu futebol de carrossel demolidor, outras vezes — como na final — correram, lutaram, sofreram, sangraram e, no fim, ganharam. Nenhum jogador quis dar nas vistas por outra razão que não fosse jogar futebol. Ali não havia ninguém com tatuagens, com penteados ridículos, com figurinos tipo Raul Meireles, com brincos nas orelhas, com pose de deuses inacessíveis de auscultadores enfiados nos ouvidos, fingindo-se alheios a tudo o que os rodeava, como se fossem superiores à gente comum.

Diogo: Talvez, em certa medida, o penteado burlesco, o escarafunchar do nariz e o capuz beneditino do treinador alemão, Joachim Low, compensem as tatuagens, os penteados, os brincos, as poses e o alheamento dos jogadores portugueses.



O treinador alemão, Joachim Low



Miguel Sousa Tavares: Não, os alemães passaram pelo Brasil confraternizando, querendo ver e saber, curiosos e contentes por ali estarem — tão diferentes dos nossos heróis do mar, fechados para o mundo em hotéis-fortaleza, onde só entravam cabeleireiros, tatuadores e agentes. Os alemães não passaram as conferências de imprensa a debitar lugares comuns e frases feitas sem conteúdo, próprias de quem jamais foi visto com um livro, uma revista ou um jornal na mão e passa os tempos livres a debitar selfies e banalidades nas redes sociais, imaginando-se o centro do mundo.

Diogo: Desconheço o grau académico dos jogadores alemães (suponho que sejam quase todos licenciados e doutorados). Tenho, contudo, experiência suficiente para afirmar que em qualquer ponto do globo, jogadores e treinadores de futebol só podem (e só estão autorizados, senão tramam-se) a debitar banalidades. O que aconteceria a um jogador que afirmasse que o «mister» era uma besta porque o deveria ter posto a jogar de início ou que dois colegas da sua equipa não jogam a ponta de um chavelho?

Ou, como sugere MST, os jogadores talvez devessem ter confraternizado com os habitantes locais, sobretudo, talvez, com as «piquenas»…


Uma habitante local desejosa de confraternização



Miguel Sousa Tavares: Os alemães mandaram ao Brasil uma verdadeira embaixada, para servir o futebol e honrar o seu país, enquanto nós mandámos um grupo de homens mimados e convencidos, comandados por dirigentes que não lhes souberam exigir que estivessem, em todos os aspectos, à altura da responsabilidade.

Diogo: Aqui, MST mostra-se mordaz e incisivo! Estou de acordo em relação à ineficiência dos nossos dirigentes desportivos. Fazem lembrar, em tons matizados, os nossos dirigentes políticos ou a chanceler Merkel.



Miguel Sousa Tavares: Mas, como em tudo o resto que fazem, os alemães também mandaram um grupo de jogadores que se portaram como verdadeiros profissionais, que trabalharam e treinaram no duro, enquanto que nós mandámos uma excursão de rapazes que se convenceram que os penteados e as tatuagens, por si só, conseguem ganhar jogos ou então ficar na fotografia que parece bastar-lhes.

Diogo: E, não obstante os penteados e as poses de Ronaldo, este foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa e ficou com a Bola de Ouro da revista France Football em 2008, em 2013 e também em 2014.

E relembro que o Real Madrid, este ano (2014), foi a Munique, esmagar por quatro a zero, com dois golos (um deles fantástico) de Ronaldo, o Bayern local - que constitui a espinha dorsal dessa fabulosa seleção alemã - e que o Real Madrid conta na sua equipa principal com três portugueses: Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe (brasileiro naturalizado português).


Cristiano Ronaldo depois de marcar o 4º golo do Real Madrid ao Bayern de Munique



Miguel Sousa Tavares: Não é por acaso que o campeonato alemão tem estádios cheios e que o público dá por bem empregue o seu tempo e o seu dinheiro, enquanto que o principal do nosso campeonato é jogado em estádios vazios e vivido sobretudo nos programas televisivos dos dias seguintes, a discutir se foi bola na mão ou mão na bola ou se a entrada de uma equipa em campo 2 minutos e 45 segundos depois da hora marcada condicionou ou não decisivamente o resultado de outro jogo. Nós discutimos, eles jogam. Nós tatuamos, eles treinam. Nós penteamos, eles correm. Nós somos recebidos e pré-condecorados pelo Presidente antes de começar, eles são apoiados na bancada pela chanceler quando chegam à final. Nós somos heróis antes de partir, eles são vencedores depois de ganharem. Não é por acaso que, desde que me lembro e tanto quanto me lembro, só dois jogadores portugueses (Paulo Sousa e Petit) jogaram no campeonato alemão e só um jogador alemão jogou no campeonato português (Enke).

Diogo: Esta última afirmação é bem reveladora do défice de neurónios e sinapses de MST.

A Alemanha tem 83 milhões de habitantes e Portugal tem 10 milhões. As grandes equipas de qualquer país encontram-se logicamente nas grandes cidades. É por isso que Benfica, Sporting e Porto são de Lisboa e do Porto. E é sabido que o número de grandes cidades na Alemanha é muito maior do que em Portugal. Logo, a Alemanha tinha obrigatoriamente que ter um leque muito mais vasto de equipas boas do que Portugal. E, como é lógico, um jogo entre equipas boas e com dezenas ou centenas de milhares de adeptos é muito mais interessante e gera muito masi receitas do que um jogo entre as equipas de Vila de Cima e de Vila de Baixo, cada uma delas com apenas algumas centenas de fãs.

Portugal só tem três equipas (sofríveis) - Benfica, Porto e Sporting - que são hoje de nível de segunda divisão europeia. E isto, porque são obrigadas a passar um ano inteiro a jogar com «mijas na escada». E, embora estes três clubes tivessem capacidade para ter boas receitas (porque têm um grande número de adeptos), não o conseguem porque as restantes equipas do campeonato português são medíocres. Resumindo, a quase totalidade dos jogos do campeonato nacional não têm interesse nenhum. E os estádios estão vazios.

Mas porque é que MST não olha para os campeonatos espanhóis e italianos, dois países do sul e, portanto, desorganizados? Não estão os estádios cheios e não dá o público por bem empregue o seu tempo e o seu dinheiro? Isto acontece porque a Espanha tem 45 milhões de habitantes e a Itália, a França e a [organizada] Inglaterra têm mais de 60 milhões de habitantes. Todos este países têm muitas cidades grandes, muitas delas com equipas com muitos adeptos e, portanto, com campeonatos de alto nível que geram grandes receitas (o que lhes permite irem buscar todos os bons jogadores dos países mais pequenos.


Imagens deste ano - 2014. O brutal contraste entre o jogo do Real Madrid - Atlético de Bilbau (com o estádio completamente cheio), e do Belenenses - Setúbal (com o estádio completamente às moscas).


Com a abertura das fronteiras e da livre circulação de pessoas, os bons jogadores das boas equipas dos países pequenos mudaram-se de armas e bagagens para as equipas dos campeonatos dos países mais populosos - Espanha, Itália, Inglaterra Alemanha e França. Porque, nestes países, o número de equipas boas é muito maior e, portanto, as receitas dos jogos também. Logo, vêm buscar os bons jogadores dos países mais pequenos.

É por isso que Benfica, Porto e Sporting desapareceram da ribalta, tais como os holandeses Ajax, Feyenoord e PSV Eindhoven, os belgas Anderlecht e Standard de Liège, os escoceses Aberdeen, Dundee United e Celtic de Glasgow, os austríacos Áustria de Viena e o Sturm Graz e tantos, tantos outros (de países com menos habitantes)...



Miguel Sousa Tavares: Não perguntem o que é que os alemães têm. É toda uma sociedade fundada no trabalho, no mérito, na responsabilidade, nos resultados. Goste-se ou não, isto não tem nada a ver com o fado. É outra cultura, é outra coisa.

Diogo: Mas, maior capacidade de organização não significa nem mais inteligência, nem mais talento, nem mais engenho.

É sabido que os povos que vivem em climas mais rigorosos têm de ser obrigatoriamente mais organizados. Porque, outrora, se eles não caçassem, semeassem e colhessem na altura certa e se não tivessem as suas cabanas bem preservadas, quando chegassem os rigores do inverno, ou estoiravam com fome ou com frio. Julgo até possível que os povos do norte tenham interiorizado geneticamente essa capacidade de organização.

À medida que se vai andando para sul e o clima se torna mais quente, essa necessidade de organização vai diminuindo. Há mais árvores de fruto, mais plantas cerealíferas, mais animais, mais gado e mais caça. A sobrevivência é mais fácil. Os climas mais quentes não exigem tanta capacidade de organização como as zonas de climas rigorosos.

Outro aspecto tem a ver com o grau tecnológico. Na antiguidade, Grécia e Roma foram o centro da civilização (e, antes deles, o Egito e a Mesopotâmia), enquanto os povos do centro e do norte da Europa (os germânicos, os nórdicos e outros) eram os bárbaros. À medida que a tecnologia ia chegando à Europa setentrional, os povos que lá viviam, graças à sua maior capacidade de organização (fruto dos rigores climáticos) conseguiram tirar maior partido dela (da tecnologia).


Bárbaros germânicos quando ainda eram escravizados por Roma


É por isso que a Suécia está mais avançada que a Alemanha, que a Alemanha está mais avançada que a França, que a França está mais avançada que a Espanha, que a Espanha está mais avançada que Marrocos, que Marrocos está mais avançado que o Mali e que o Mali está mais avançado que o Gana.

Estou a lembrar-me das palavras do piloto sueco-finlandês de fórmula 1, Keke Rosberg, quando lhe perguntaram porque é que tinha ido viver para o sul de França. Ele respondeu: "a Finlândia é demasiado limpinha para o meu gosto".

Também uma mulher africana (não me recordo de que país), que teve uma filha de um norueguês e que dava aulas de etnologia numa universidade em Oslo, passava seis meses na Noruega e seis meses seu país natal em África. Perguntaram-lhe porque é que não residia o ano todo na Noruega. Ela respondeu: "porque (no seu país) em África não há horários, não há segundas-feiras, nem terças-feiras, etc., e não há Janeiros, nem Fevereiros, etc". A precisão horária, diária e mensal, tão importantes para os europeus (e quanto mais a norte, mais importantes são), tornam-se irrelevantes numa zona com um clima quente onde se pode dormir ao ar livre e onde há alimentos durante o ano todo.



Alguns dirão: "os africanos vivem uma vida miserável, com fomes, doenças e guerras". Mas convém lembrar que foram as multinacionais dos «países organizados» que levaram para lá todas essas desgraças.

O Miguel Sousa Tavares pode ser filho de uma dinamarquesa e ter herdado a sua capacidade de organização. Mas não me parece que tenha herdado nem a inteligência do pai nem a arte da mãe...

22 comentários:

Mário disse...

Não percebo muito de futebol e acompanhei pouco as andanças e comportamentos dos jogadores alemães ou dos portugueses durante o Mundial, no Brasil.

Mas, desde "Não te deixarei Morrer Robinson Crusoé", nunca mais 'larguei' o MST!

Nem sempre estou de acordo com tudo o que ele pensa e escreve, mas sou seu fã incondicional e não perco uma das suas intervenções televisivas.

Nesta crónica acho-o demasiado pro-alemão, mas se ele o diz...:))

Anónimo disse...

Acho irrelevante.O Sousa Tavares quis sublinhar as diferenças entre os alemães e os sul europeus.Com alguma dose de ironia ou de exagero,mas há de facto um abismo.
Sobre os facto de as guerras,fome e doenças em África serem produto do contacto com europeus,já me parece menos realista do que as boutades do Sousa Tavares.
África tem recebido ajudas colossais de quase todas as potências,em todos os campos.
Foram alvo de colonialismo? Foram. Nós,em Portugal também fomos atacados pelos castelhanos e árabes.
Todos os continentes e regiões têm um passado histórico.
A História do mundo sempre foi feita de confrontações,dominações,escravatura,pilhagens,morticínios,ets.
África continua tendo uma imensa riqueza de matérias primas.
Não há um país governado por negros que conheça desenvolvimento e progresso. Esta a verdade.
A culpa é dos brancos,amarelos,castanhos,verdes? É sempre do mordomo.
Esta trampa do politicamente correcto,um dia tem de acabar.As pessoas têm que enfrentar a verdade cara a cara.
Os alemães são em média mais inteligentes que os portugueses? São!
Os europeus são mais inteligentes em média que os africanos?
São!
Não venha com o argumento dos estudos e tretas desse calibre. As realizações de uns e outros falam por si e não dão espaço a discussão.
Somos todos humanos e todos merecedores do mesmo respeito entre nós,mas não somos iguais nem nada que se pareça em qualquer dos parâmetros.

Manuel disse...

Gostei. No entanto tenho que admitir que com um bocadinho de maior rigor poderemos fazer melhor, não obstante sermos muito poucos. De qualquer forma também temos produtos que merecem alguma divulgação e com certeza que trabalhamos bem, porque será que um grande grupo Alemão veio para cá construir carros.



Atentamente,

Armando disse...

O que eu mais gostava de ver e ainda mais de ler, era uma resposta do Miguel Sousa Tavares às tuas insinuações/provocações.

O que eu me ia rir!…

Mas não te vai responder Diogo.

Anónimo disse...

"A estatística ensina-nos que, em igualdade de circunstâncias e seja em que actividade for, um país com 80 milhões de pessoas tem 8 vezes mais probabilidades de ter desportistas ou cientistas bons, muito bons ou geniais do que um país com 10 milhões de pessoas. É simples matemática."

Pela tua lógica a China era a maior potência do futebol mundial.
Mas a REALIDADE mostra que até o Japão mete a China no bolso no que diz respeito a futebol.
E isto raças com a mesma média de Q.I.


Nem vou comentar mais nada porque é só bacoradas atrás de bacoradas neste post.

Não sei quem diz mais asneiras, se o mst, se o Diogo.

O que vale é que nós os 3 valemos todos um voto nas urnas.

Pedro Lopes disse...

Quanto ao MST, já uma vez deitei um livro dele para o lixo ao fim de ler a 3ª ou 4ª página.

O livro era este:

http://static.fnac-static.com/multimedia/PT/images_produits/PT/ZoomPE/9/1/1/9789897240119.jpg


Foi parar ao caixote do lixo e lamentei o dinheiro gasto.


Dizia ele no livro, reflectindo sobre a crise financeira e a austeridade, que éramos todos culpados pela mesma.

Bombeiros, professores, autarcas, políticos, enfermeiros, sapateiros, agricultores, apicultores, comerciantes, trabalhadores, empresários, etc.
Todos responsáveis pela crise.
E temos de fazer uma reflexão profunda, dizia ele.

No fim deste reportório todo tentou sossegar os mais inquietos dizendo que a maçonaria é apenas uma organização "folclórica" e que não tem qualquer papel relevante no desenrolar dos acontecimentos políticos ao contrário do que alguns lunáticos possam pensar.

E pronto depois disto lá foi o livro parar ao caixote do lixo.

Quanto aos alemães, não há dúvida de que são um povo com grandes qualidades. Unidos e organizados são capazes do melhor.
Mas também não gosto dessas comparações com outros europeus.

Também nós poderíamos formar uma sociedade de excelência, mas para isso tínhamos de ter no topo os melhores e mais capazes ao invés de gajos que compram licenciaturas, paus mandados da banca e de interesses alheios.
Qualquer governos democrático português preocupa-se mais que o Soba dos Santos, e com o Kosovo, e com a UE, e com os imigrantes do que com os Portugueses. Os Portugueses aparecem sempre em ultimo na escala de prioridades. Isto para não falar de outras coisas ainda mais nojentas.

N disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
N disse...

Quando eles dizem "somos todos culpados", é a mesma coisa que dizer que ninguém tem culpa.

Tratam-se de técnicas de manipulação mental de forma a que as vitimas(cidadãos) se sintam culpadas pelo saque de que foram alvo pelos criminosos(políticos).
E assim não se vingam, logo serão sempre pisadas.

Pois não há, nunca houve, e nunca haverá, qualquer tirania derrubada por diálogo ou por petições.

As tiranias derrubam-se através do sentimento de vingança que conduzirá à violência legitima.


"Todos temos culpa" lembra-me o slogan do "todos temos valor e por isso todos devemos votar".

Ora quando se afirma que todos temos valor, passa-se assim a desvalorizar quem não merece, e a valorizar quem nada fez ou possuiu para ser valorizado.
E a palavra "valor", perde assim todo o seu sentido...

Aniquila-se o mérito, e implementa-se a igualdade da mediocridade.

Eis a merdocracia a funcionar.

Thor disse...

o Diogo disse cada disparate neste tópico...

e vai-me logo buscar a merda dos Beatles, que não passavam de merda maçónica e marxista disfarçada dirigida por um produtor judeu chamado Epstein.

os Rolling Stones a mesma merda, com a agravante de estes serem drogados.

o Diogo já ouviu falar em Beethoven? Wagner? Strauss? (sim, eu sei que eram austríacos, mas eram germânicos e alemães étnicos na mesma) Orff? Bach?
claro que não ouviu falar nem conhece.

o Diogo gosta é dos drogados dos Stones ou da merda dos Beatles com canções enjoativas de controlo mental a falar em drogas, amor/sexo livre e pseudo-revoluções hippies e marxistas.

eu, não sendo um apreciador do MST, e dando razão ao N no comentário que faz, não deixo de observar que o MST tem razão em muita merda que diz sobre a capacidade alemã.

se ele bajula os alemães como forma de dizer que ninguém tem culpa de nada, é outra história diferente.
mas uma coisa é certa nisto: os alemães NÃO têm a culpa.
os sionistas SIM, mas os alemães NÃO.

o Diogo fala dos bárbaros germânicos, pelos vistos desconhece o que foi Teutoburgo.

desconhece que os romanos recrutavam germânicos para combaterem outros germânicos (ou defenderem-se deles) porque as técnicas de guerra germânicas eram superiores.
e só assim lhes ganhavam muitas vezes.

desconhece que a Germânia nunca foi conquistada, mas o império romano sim.

desconhece que os Vikings chegaram à América no ano 1000.

desconhece que os germânicos tinham os seus sábios, os seus druidas, a sua linguagem, criaram as runas, o arado, o minifúndio, o thing e etc, etc
além de serem superiores em liberdade e descentralização política.

o Diogo não passa de um daqueles néscios apátridas com tiques hippies e internacionalistas que se fingem muito "patriotas", mas só quando se metem os "alemães" ao barulho.

Thor disse...

e meter o futebol ao barulho nem tem grande sentido nos dias de hoje, já que nem selecções verdadeiramente nacionais temos hoje.
mas de qualquer maneira, Portugal (ou a FPF) nunca ganhou nada, e só lá esteve perto uma vez.
enquanto a Alemanha foi 4 vezes campeã mundial, e 3 vezes campeã da Europa.

dizer que os Suecos são melhores que os Alemães em fabrico de carros, é verdade, aqui o Diogo tem razão.
só que o problema é que os Suecos também são germânicos...e mais, são nórdicos/escandinavos.

o Diogo critica o suposto "racismo primário" do MST, mas depois rebate-o com o argumento tão ou mais "racista primário".
no fundo, o Diogo é mais "racista" que o MST, senão não tinha falado nos Suecos.

Diogo disse...

Anónimo (das 05:57)

Porque é que não inventa uma alcunha? É muito difícil? Sr. Lopes, Idiota, Einstein 2 ou Pantera Malhada?

Anónimo (das 05:57): «África tem recebido ajudas colossais de quase todas as potências em todos os campos.»

Diogo: No Ruanda, o genocídio de mais de um milhão de ruandeses e mais de dois milhões de refugiados não partiu dos ruandeses (Hutos ou Tutsis). Sei que foram encomendadas à China (não sei por que países ou empresas) mais de um milhão de catanas para distribuir pelos ruandeses. Depois, basta acender o rastilho.


Anónimo (das 05:57): «Os alemães são em média mais inteligentes que os portugueses? São! Os europeus são mais inteligentes em média que os africanos? São! Não venha com o argumento dos estudos e tretas desse calibre. As realizações de uns e outros falam por si e não dão espaço a discussão.»

Diogo: Então meu caro, sendo você português sou obrigado a deduzir que você é mais estúpido que a esmagadora maioria dos europeus (não só dos alemães). Você está muito mais próximo de um marroquino (em termos de inteligência) do que de um francês.

Pois eu penso que a inteligência ou o talento (ao contrário da capacidade de organização) nada têm a ver com a raça.

No entanto, seguindo o seu raciocínio, convém lembrar (entre muitos outros exemplos) que há umas centenas de anos atrás eram os romanos e os gregos que eram os inteligentes, que inventavam tudo e eram os mais avançados, e que os alemães e todos os nórdicos os bárbaros estúpidos.

Diogo disse...

Anónimo (das 11:31)

Porque é que não inventa uma alcunha? É muito difícil? Jacinta, Santana Lopez, Mozart, etc.?

Eu disse no post: "A estatística ensina-nos que, em igualdade de circunstâncias e seja em que actividade for, um país com 80 milhões de pessoas tem 8 vezes mais probabilidades de ter desportistas ou cientistas bons, muito bons ou geniais do que um país com 10 milhões de pessoas. É simples matemática."


Anónimo (das 11:31): Pela tua lógica a China era a maior potência do futebol mundial.
Mas a REALIDADE mostra que até o Japão mete a China no bolso no que diz respeito a futebol. E isto raças com a mesma média de Q.I.

Diogo: Eu disse «em igualdade de circunstâncias». E não me parece que isso exista entre a China e o Japão. Uns poderão ter muito mais interesse pelo futebol do que outros. Ambos sabemos que nos EUA ou no Canadá o futebol é considerado um jogo de meninas.

Thor disse...

ah já agora, esqueci-me ontem...o Diogo perguntou se alguém conhecia uma banda alemã contemporânea.
os Scorpions não devem existir se calhar...
ou então são de Marte.
e metem a merda dos Beatles esquerdalhos no bolso de trás.

e quem diz Scorpions diz Alphaville e outras.

Diogo disse...

Thor disse... o Diogo perguntou se alguém conhecia uma banda alemã contemporânea. os Scorpions não devem existir se calhar... e metem a merda dos Beatles esquerdalhos no bolso de trás. e quem diz Scorpions diz Alphaville e outras.


Diogo: É evidente que me esqueci dos Scorpions e dos Alphaville (e de outros). Admito que estes dois grupos são muito melhores que os Beatles.

Mas esqueces-te os ingleses têm o Tom Jones... A minha favorita do Tom Jones é «Delilah»... Diz lá uma canção dos Scorpions mais inspirada do que esta...

Thor disse...

o Tom Jones é galês, cromo.
de qualquer maneira, em música no geral, e não apenas "música moderna", os alemães são melhores que os ingleses.

Pedro Lopes disse...


Musica boa é o kuduro, o kizomba, o Rap, o Hip-Hop, o transe, a lady gaga. Isso sim, é que é,o resto está ultrapassado pá!!!

Diogo disse...

Caro Pedro Lopes,

Para quê esse racismo - sempre latente?

Eu também prefiro um milhão de vezes a música do Reino Unido, a Norte-Americana e a Brasileira (para mim, as três maiores potências mundiais actuais no domínio da música).

GT disse...

Bom trabalho Diogo; demasiado para uma besta como o MST

A adoração pelos alemães é um pedantismo racista do idiota que despreza professores mas acha que deve esfumaçar para cara de qualquer um, como um direito de um ente superior. De facto, tem uma filha casada com um filho do Ricardo Salgado e daí que se sinta também da casta dos eleitos

De facto pouco deve ter a ver com a sensibilidade da mãe. O pai, na realidade era um tosco de voz tronitruante que se impunha a todos, quando colocava os seus parcos argumentos. O Tareco teve uma verdadeira iluminação aos 44 anos quando concluiu ser a forma republicana a definitiva para Portugal. Apesar de não ser grande rasgo não se compara com as bestialidades do filho

Abraço

GT

Pedro Lopes disse...

"Para quê esse racismo - sempre latente?"

Diogo,

E para quê essa boca do "racismo"?
Referi a ladi gaga, que é branca.
E além disso o kizomba e kuduro nem sequer são musica verdadeiramente africana. São aberrações modernas. A musica africana tradicional é perfeitamente aceitável, embora eu não costume ouvir.

É necessário discutir novamente isso do racismo?

Eu não sou racista, nem tenho nada contra nenhuma etnia excepto aquela que tu sabes. Ser contra o multi-culturalismo é ser racista na tu óptica? A Verdade é racista? Deixa-te disso.

Quanto á musica eu tenho os meus gostos, e prefiro o Folk da várias regiões europeias, até gosto de alguns sons de países árabes, gosto de musicas da Rússia e do leste. Gosto do Folk e até FolkMetal de países nórdicos. os EUA como são um pais enorme é obvio que também produzem boa musica, mas não anda na berlinda do Tops e do MTV.

Musica brasileira não aprecio muito, mas também conheço pouco.
Gosto de musica clássica, gosto de algumas bandas de metal e hard rock. E gosto de ouvir uma boa voz feminina. Gosto de ennio morricone, Ande rieu, hans zimmer etc.

Unknown disse...

Uma coisa que os alemães não têm e os portugueses têm: gente sempre pronta a dizer que os outros são superiores.

Portugal é um alfobre de gente que assim que chega a lugares de destaque não faz outra coisa que não seja empurrar o país para baixo - será que é para se sentirem mais altos??

Alf

Unknown disse...

Diogo, esta sua análise norte/sul é muito relevante; eu sugeria-lhe que fizesse um texto sem o MST, centrado apenas na comparação entre os desorganizados do Sul e os organizados do Norte, e o postasse. Dava-me muito jeito esse texto porque há quem queira "levantar hoje de novo o esplendor de Portugal" e tem sempre pela frente os instalados que só sabem dizer que os alemães é que sabem - na verdade, só querem que nada mude para se manterem no poleiro e usam esse argumento. É preciso destruir o argumento. Alf

Zé Pitaco disse...

Onde você vai no mundo inteiro os alemães vivem melhor! Na Rússia os alemães viviam melhor do que os russos! Na Europa do Leste, os alemães viviam melhor do que os leste europeus! No Brasil, Argentina Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia e ect. os alemães vivem muito melhor do que esses povos miseráveis! Na Europa a Alemanha é o melhor país e por isso que todos os miseráveis do mundo estão se enfiando no rabo dos alemães! Então não me venha com blá, blá, blá de "humanista" anti racista, seu imbecil otário, e reconhece logo essa verdade, seu Mané burro!