Uma bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha, nariguda e encarquilhada, exímia e contumaz manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível (Wikipedia)...
Curiosamente, Manuela Ferreira Leite, além de velha, nariguda e encarquilhada, também é paga para mentir na televisão (sem se rir), o que faz dela uma Bruxa Mediática...
Um dos métodos usados pelos inquisidores do Santo Ofício para identificar uma bruxa nos julgamentos consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural (Wikipedia).
Hoje em dia, devido ao avanço da ciência e da tecnologia, a Bíblia foi substituída (graças a Deus) pela Verdade. Donde, o teste para aquilatar a condição de Bruxa foi ligeiramente alterado: as «senhoras», cujas contradições nos Media sejam mais pesadas que a Verdade é que são consideradas bruxas (Witchipedia):
Uma Bruxa a precisar de uma valente vassourada..
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Foto da Manuela Ferreira Leite quando completou 21 primaveras
Durante o debate, a jornalista Ana Lourenço questionou o sociólogo António Barreto: "não acha abominável que se discuta se alguém com setenta anos tem direito a hemodiálise ou não?"
António Barreto moveu a cabeça dubitativo...
Manuela Ferreira Leite: Tem sempre direito, se pagar!
António Barreto: Abominável é sempre...
Manuela Ferreira Leite: Tem sempre direito, se pagar! O que não é possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom, gratuito para toda a gente. Para se manter isso, o Sistema Nacional de Saúde vai-se degradar em termos de qualidade de uma forma estrondosa. Então, nem para ricos, nem para pobres.
O socialista e antigo comissário europeu António Vitorino, que também estava no programa, reagiu dizendo: "A mim choca-me pessoalmente a frase da doutora Manuela Ferreira Leite, que é quem tem mais de 70 anos e quer fazer hemodiálise paga. Não era, de certeza absoluta, esta a frase que ela queria exactamente dizer, na medida em que não é possível dizer que as pessoas que precisam de fazer hemodiálise e que tenham dinheiro é que podem passar para além da meta de 70 anos. Não é possível definir a questão nesses termos porque estamos a tratar de um problema de direitos humanos".
A declaração de António Vitorino obrigou Manuela Ferreira Leite a reformular a sua intervenção, afirmando que "racionar significar sempre alguma coisa que não é para todos", mas que "racionamento não é exclusão" e que, por isso, apenas queria dizer que "uns têm [a hemodiálise] gratuitamente, outros não" – consoante a capacidade financeira.
Actualmente a hemodiálise é paga pelo Estado através daquilo a que se chama um "preço compreensivo", isto é, as instituições que prestam este tipo de cuidados recebem um valor global por semana e por doente, que abrange tanto o tratamento como os eventuais exames complementares de diagnóstico necessários. Os preços variam entre os 450 e os 470 euros por semana, o que significa que, por mês, o valor se aproxima dos 1900 euros. Em Portugal, cerca de 90% das unidades de tratamento são privadas. No país existem cerca de 14 mil pessoas que sofrem de doenças renais, das quais quase dez mil fazem diálise.
Posteriormente, em declarações à Antena 1, Carlos Silva, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, reagiu mostrando-se incrédulo com as declarações de Ferreira Leite. "Essa senhora não sabe o que está a dizer. Só se for a família dela que pode fazer isso", afirmou, lembrando que um doente sem este tratamento morre em poucos dias. E criticou a postura de Ferreira Leite, recordando que a social-democrata foi a mesma pessoa que sugeriu "que se podia suspender a democracia durante seis meses".
Comentário
Estou convencido que é desejo de muitas centenas de milhares de portugueses que essa social-democrata, de nome Manuela Ferreira Leite, venha, no curto prazo, a padecer de uma doença letal, dolorosa e prolongada, dessas em que a medicina, mesmo a tecnologicamente mais avançada e dispendiosa, se revele completamente incapaz de obviar um longo e dorido estertor final. Que a Manuela tenha a sua "ração" de sofrimento e desespero (não obstante a sua conta bancária), é da mais elementar justiça.
«Manuela Ferreira Leite tem toda a razão, quando denuncia a inutilidade de obras públicas que não são essenciais, que não obedecem a uma estratégia conhecida de desenvolvimento, que são lançadas quando se enfrenta uma crise e se tenta a todo o custo conter o défice, e quando a factura é remetida para os nossos filhos. E tem toda a coragem, quando ousa enfrentar o lóbi das obras públicas, que é o grande financiador dos partidos do ‘centrão’. Caiu-lhe em cima a CIP e a AICCOP, uma das associações do sector, justamente alarmadas.
Diz o presidente desta última que "compete à iniciativa privada assumir-se como motor de desenvolvimento e o que nós pedimos é que o Estado crie as condições para se iniciar um novo ciclo de investimento". Eu traduzo, para o caso de ainda haver alguém que não perceba: eles são iniciativa privada para os devidos fins de respeitabilidade e estatuto; mas só são iniciativa se o Estado lhes garantir as empreitadas e os negócios e só são privados para colherem os lucros, ficando os riscos para o Estado. É assim como se o merceeiro da esquina dissesse: ‘Se o Estado me garantir que compra todo o «stock» que eu não conseguir vender, eu garanto a minha iniciativa privada de comerciante’.»
Comentário:
Como se a Manuela tivesse vontade de enfrentar o lóbi das obras públicas! Como se a Manuela, tal como o Sócrates, não fizesse parte do tal centrão que é financiado pelo dito lóbi.
O Sócrates e a Manuela estão para o lóbi das obras públicas, como o Bush e a Hillary estão para o lóbi militar-industrial americano. Meros "public relations representing business". .